nmozart Nicholas Mozart

Você já imaginou se alguma coisa pudesse criar vida? Tipo, um desenho, um jogo coisas assim. E se eu te contar uma história real em que um artista conversa com a sua pintura por 2 dias, você acreditaria?


Cuento No para niños menores de 13.

#301 #artist #paint
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A Moça do Quadro



Você já imaginou se alguma coisa pudesse criar vida? Tipo, um desenho, um jogo coisas assim. E se eu te contar uma história real em que um artista conversa com a sua pintura por 2 dias, você acreditaria? Bom, eu irei contar agora.

Walter tinha seus 45 anos de idade, começou a pintar quadros com 14. seus quadros eram muito valiosos, os traços eram precisos. O tipo de quadro que ele fazia eram mulheres, com roupa, sem roupa, nas piscinas, tudo envolvia mulheres. Um dia ele estava terminando um quadro de uma moça que ele imaginou, e quando foi dormir, o quadro tinha sumido.

Walter preocupado, como um quadro poderia ter sumido da noite pro dia? Ele procurou em todo canto da casa, perguntou para os vizinhos se eles viram alguém entrando no apartamento dele, e todos disseram que não. Estava tudo normal, mas como o quadro poderia ter sumido?

Ele já meio cansado de procurar pelo prédio, foi tomar um banho, e quando entrou escutou o barulho do chuveiro ligado. Ficou preocupado, o ladrão poderia ter roubado o quadro e ter ido tomar banho. Então ele foi até a cozinha e pegou uma faca na gaveta e foi até o banheiro. Abriu a porta lentamente e viu seu quadro totalmente em branco no chão.

Ele apagou meu quadro? Como? Pensou ele. Mas o que tinha acontecido era muito além disso.

Ele chegou perto da cortina que ficava no chuveiro e puxou ela com toda força.

- O QUE VOCÊ FEZ NO MEU QUA… - o que ele viu foi uma moça tomando banho totalmente sem roupa e com o cabelo cheiro de espuma.

- TARADO, SAI DAQUI – ela puxou a cortina de volta e fechou.

- O… o que?

Ele saiu cambaleando pra trás, incrédulo, sem saber o que fazer.

- Eu pedi pra você sair daqui, vamos, feche a porta.

Sem entender nada ele só aceitou, saiu e fechou a porta.

DEPOIS DE UM TEMPO…

- Que banho bom, hmmm, o seu chuveiro é muito bom moço.

- Ehh, obrigado, mas quem é você?

- Eu? Hm… eu não sei bem, única coisa que eu lembro é de ter saído daquele quadro que tava…

- Naquela sala? - falou ele antes dela terminar.

- Isso, aquela mesma.

- Mas como, isso é… é impossível.

- Bom, se fosse impossível eu não estaria aqui não acha?

- E se eu te falar que eu que te pintei, o que você pensaria?

Ela ficou sem resposta por um tempo, e tirou a toalha da cabeça – Não sei, deveria pensar em algo? Eu simplesmente saí daquela coisa e parei aqui com você…

- Walter, pode me chamar de Walter.

- Oh, isso, Walter. Mas então Walter, você tem algum tipo de comida? Estou morrendo de fome.

- Eh, não, eu tenho que ir buscar, mas se quiser tem uns pedaços de pão no armário da cozinha.

- Ótimo.

Walter então saiu do apartamento e foi no supermercado comprar comida para o almoço e janta daquele dia. Depois de um tempo ele voltou pra casa.

- Voltei, olha, eu trouxe uns pedaços de frango, se você gostar eu posso…

Ele olhou para o sofá e ela estava sentada, comendo tinta acrílica e tinta óleo.

- Por que você não falou que tinha isso aqui pra comer? É delicioso – ela aperta uma bisnaga de tinta vermelha dentro da boca e come.

- Eh… por que isso não é comida, é tinta.

- Tinta? Hm, tinta é muito bom então, tem mais?

Sem resposta, Walter disse que sim, e foi para a cozinha preparar o almoço dele. E começou a fazer umas perguntas pra ela.

- Ei, você tem nome?

- hm? Bom… não que eu saiba, se você disse que me fez, que “me pintou” então por que não me deu um nome?

- Hm, faz sentido. Você quer um nome?

- Seria muito legal.

Ele pensou em vários nomes, até chegar em um.

- Que tal Emily?

- ADOREI – Walter deu um sorriso de canto, daqueles que saem sem querer – Emily – disse ela olhando pro teto e abrindo os braços - soa bonito não? Hahaha.

MAIS TARDE…

- Você quer ver algum filme?

- Filme?

- Sim, filme. Bom acho que você não veio com muitas informações. Filme é tipo uma história gravada, com pessoas e musicas colocadas em alguns momentos.

- É tipo a vida real?

- Isso, mas com histórias que a gente quiser. O que você gostaria de fazer? Daria pra vermos um filme de ação, ou de espaço.

- Ação? Espaço?

Ele ficou sem jeito e só disse – Vamos ver um de ficção, você irá entender no meio do caminho, ok?

- Ta bem.

O filme foi passando, foi passando, o dia já estava ficando de noite. E ela estava ficando com sono. Durante o filme ela começou a se encostar nele.

- Eu vou dormir aqui mesmo.

- Tudo bem.

Eles dormiram no sofá, dormiram até muito tarde.

Já estava de dia, e o telefone começou a tocar. Walter acorda desesperado e corre até o telefone.

- Alô? - a Emily tinha atendido – Walter? Ah sim, ele está aqui, eu vou dar pra ele o telefone sim – Ela devolve o telefone pra ele.

- Alô? Robson? Desculpe eu dormi demais. O prazo? Não senhor, eu não esqueci dele. Sim, terça que vem, está tudo certo. Obrigado, tchau.

Ele largou o telefone na mesa e se jogou no chão.

- Ei, você quer ir na minha sala pintar comigo?

- Ah que maravilha, quero sim.

Ele se levantou e segurou a mão dela e os dois foram até o atelier dele.

- Olha tem um quadro em branco lá naquele quanto, se você quiser pode usar aquele, e tem umas tintas na caixa ali.

- Uhum, uhum, tudo bem.

Os dois ficaram, o dia inteiro pintando. Tinha tinta por todo lado, algumas gotas pararam até no teto – Opa, desculpe – disse Emily.

Depois de muita tinta ser jogada longe, eles cansaram e saíram da sala. Walter foi dar uma olhada no quadro dela antes de sair e se surpreendeu, o quadro dela estava impecável, concluindo aquela coisa de que pra pintura sair boa tem que manchar todos os cantos. Ele deu outro sorriso de canto, apagou a luz e saiu.

- Você quer ir dormir comigo?

- MAS QUE TARADO.

- Não, não, você entendeu errado, digo… quer dormir no meu quarto comigo. Não vou te deixar dormir na sala sozinha.

- Rumm, tá bem então.

Os dois foram pro quarto, Walter arrumou a cama e se deitou, Emily se deitou logo depois.

NO OUTRO DIA…

Walter acordou, olhou pro outro lado da cama, e Emily não estava lá. Ele se levantou correndo e foi olhar em todos os cômodos da casa. Saiu perguntando para os vizinhos se eles tinham visto uma moça sair da casa dele, e todos falaram que não.

Será que ela saiu? Infelizmente ela não tinha saído. Walter voltou pra casa, e foi tomar banho e se deparou com o quadro no banheiro, só que pintado, como estava antes. Ele começou a chorar, se apoiou na parede e desabou.

Depois desse ocorrido, nunca ele soube se era verdade ou uma alucinação dele. Pois ela nunca mais apareceu.

Um tempo depois, ele foi olhar no seu atelier seus quadros velhos, e acabou encontrando o quadro que ela tinha pintado. Ficou olhando o quadro por um tempo, e deu um sorriso de canto.

26 de Diciembre de 2019 a las 01:08 0 Reporte Insertar Seguir historia
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