Vozes dos Ancestrais Seguir historia

fanny_odadmayan Fanny Odadmayan

Beatrice era uma psicóloga que vivia tranquilamente com sua família até ser chamada para morar junto da avó sob pretexto de ajudá-la. Uma cidade repleta de segredos e acontecimentos esquisitos, atrelado a casa que parecia ter suas próprias regras. Espíritos, alucinações da avó, todas bizarrices dos moradores intrigavam ela, ainda mais quando descobriu o passado das bruxas e que talvez as coisas podem estar entrelaçadas.


Horror Historias de fantasmas Sólo para mayores de 18.

#romance-lésbico #bruxas #feitiçaria #magia #sobrenatural #terror #yuri
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Espelho

Beatrice olhava o relógio entediada enquanto sua mãe colocava todos os pertences dentro da mochila vermelha, escutava uma música melancólica sentada na mesa esperando alguma ideia para terminar seu trabalho de faculdade. Enrolava os dedos nos longos cabelos castanhos, nos pés o cachorro dálmatas brincava com uma bolinha verde. Lorena O´ Neil veio apressada trazendo as malas, respirou fundo ainda estava triste pela a filha mais velha sair de casa, porém logo se conteve era por uma boa causa sua sogra precisava de ajuda, já tinha idade avançada e nada melhor que mandar a primogênita uma garota feliz em auxiliar.

Cansada ouvia tudo zumbir, o barulho dos irmãos conversando na sala pareciam estar dentro da sua cabeça. Sai da cozinha e vai para fora, a rua estava quieta apenas tinha umas crianças falando, observa a bola rolar até bater nela não sabia de onde vinha, esta então se agacha para pegar sentindo um arrepio tudo tinha ficado silencioso como se tivesse somente ela ali. Levanta mas não vê ninguém por perto, estranhando solta o objeto no chão e retorna para sua casa. Lorena cortava algum legume, o som da faca batendo na tábua era repetitivo e irritante.

Sobe a escada indo para o quarto deita na cama ficando uns minutos encarando nada. Pensativa escuta alguém sussurrar a chamando mas ignora, talvez fosse loucura da sua cabeça contudo o som ficava cada vez mais alto, se ergue procurando a origem daquele barulho. O corredor escuro evidenciava a noite chegando, ela tenta ligar as luzes entretanto não ascendem.

— Você sabe porque sempre queima as lâmpadas desse lugar? - questiona encostada na porta da cozinha.

— Queria saber também, seu pai disse que a fiação é muito antiga talvez seja por isso.

Ela vai no armário pegar algo para beliscar enquanto o jantar não estava pronto ao se aproximar da mãe nota os dedos sangrando, a mulher cortava a própria mão invés do legume. Grita de pavor dando uns passos para trás mas quando a outra se vira tudo some, franzi as sobrancelhas não entendendo o que viu.

— Querida está tudo bem?

— S-sua mão ........

— O que?

Beatrice diz para esquecer voltando para seu trabalho talvez estava divagando demais.

...............

Os primeiros raios solares se manifestavam a família O´Neil já estava na rodoviária esperando o ônibus, poucas pessoas caminhavam por ali, todos tinham cara de sono, inclusive eles. Após uma hora o veículo estaciona no local de embarque, dão abraços de despedidas, Beatrice da um beijo nos irmãos mais novos e entra se sentando num banco vendo seus parentes ficarem mais distantes.

Durante o trajeto olhava o bairro onde cresceu se distanciar, árvores enormes envolviam a estrada ficando como um túnel, apoiada na janela fechou os olhos e quando menos esperou adormeceu.

Estava numa poltrona vermelha mas o lugar onde se situava era cercada por uma floresta ao seu lado havia vários troncos posicionados para cima compondo a grande fogueira. No horizonte surgiam mulheres caminhando com capuzes pretos, apesar disso via que não usavam nada por baixo. Cantavam numa língua desconhecida, ficaram em círculo levantando as mãos para o céu cinza, se contorciam muito, começa a chover mas não era água e sim um líquido escuro. Alguém pega seus pés pela terra a puxando, agora afogava numa margem de um lago as mesmas mulheres seguravam ela, tentava espernear mas seu ar já estava faltando, enquanto isso continuavam com aquela melodia.

Grita apavorada, sozinha num lugar frio e escuro somente tinha uma cadeira onde uma estranha sentada de costa, tudo zumbiu várias vozes falando juntas ecoavam. A mulher virou seu rosto, seus olhos pretos eram frios, esta numa rapidez aparece na frente dela, lembra apenas de tentar correr.

Acordou com um balanço do motorista havia chegado no seu destino, desceu meio sem rumo olhou para os lados, alguém vinha buscá-la foi que sua mãe dissera. Procurava ansiosa em meio a multidão então notou uma pessoa discretamente segurando um sulfite escrito seu nome, caminha até lá.

Um homem alto devia ter uns 1,90, usava casaco preto longo e boina cinza, ela o fita esperando este dar a primeira palavra.

— Eu sou Hugo estou aqui para levá-la.

— Ah.... me chamo B......

— Já estou informado sobre você senhorita.

— Ok então.

Ele a encaminha para um carro pequeno escuro, o caminho não foi longo. Logo chegaram no bairro, as moradias eram todas pequenas, poucas pessoas caminhavam pelas calçadas, olhavam sabendo que a mulher viera de um lugar diferente. Ao contrario das residências, onde ia ficar tinha dois andares, parecia ser isolada em relação as outras casas, enormes árvores secas cercava o local. Entram e são recebidos por alguém de cabelos pretos que usava roupas brancas de enfermeira.

— Oi sou Srta. Death.

— Death? Tipo morte mesmo?

— É o que todos dizem. Ela vai dormir no quarto da Ellen?

— Sim.

— Ótimo! Eu assumo daqui - disse ao homem.

As duas sobem a escada até chegar no cômodo um tanto grande, ela joga suas coisas na cama olhando uma grande estante cheia de livros.

— Venha vou te apresentar aos moradores e regras.

— Regras?

— Sim e deve segui-las sem exceção.

Descem os degraus, tinham mais duas mulheres e outros homens sentados perto de uma senhora numa cadeira de rodas que deveria ser sua avó. Nunca tinha visto ela pessoalmente, somente por foto. Srta. Death disse o nome de todos, Sally a governanta, Samantha uma adolescente que se preocupava mais em mexer no celular, Robert e Mário. Muita gente mora aqui, pensou.

— Agora as regras - fala entregando um papel para ela - Estão todas aí, nunca as desobedeça.

— Já sabe quem sou então vou para meu quarto - disse Samantha.

— Vamos deixá-la a sós com sua avó - pronuncia a governanta e todos se dispersam.

A mulher senta numa poltrona perto onde sua familiar estava, aquela senhora tinha olhar vazio e assustadores parecia morta.

— Bom, minha mãe me mandou disse que você precisava de ajuda.

Não recebe nenhuma resposta insiste em algumas perguntas mas a outra continua sem falas. Desiste suspirando frustrada se levanta para sair dali quando ouve murmúrios, a velha tentava pronunciar algo.

— Cuidado...... eles podem te ouvir - diz numa voz áspera e cansada.

— Quem? - pergunta.

Fica no silêncio novamente, Beatrice caminha para o novo quarto passando pelo corredor passa por uma porta entreaberta, onde tinha os números 413.

— Ei garota venha cá - falava alguma pessoa lá dentro.

— Está falando comigo?

— Isso entre aqui.

— Mais um morador quanta gente tem nessa casa?

Ela ia na direção da voz, estava colocando sua mão no trinco quando Srta. Death intercepta fechando aquela porta num estrondo alto.

— Nunca vá nesse quarto, não leu as regras?!

— Ah.... alguém me chamava, o que tem aqui?

— Não importa, escute qualquer coisa que escutar daqui ignore se ver esse lugar aberto, feche imediatamente nem se importando com as vozes.

Assustada abaixa sua cabeça quieta, a outra tinha se mostrado alegre porém agora estava séria havia mudado completamente de humor. A enfermeira ajudava guardar as roupas, enquanto isso ela observava aquela pessoa, esta usava trajes apertados fazendo suas curvas bem delineadas ficarem marcadas. Tinha uma mecha roxa nos cabelos e delineador perfeitamente desenhado nos olhos.

— Não compreendo se você é uma enfermeira porque minha avó necessita de mim?

— Ordens dela mesma, fez questão de alguém da família aqui.

— E quais são meus afazeres exatamente?

— A velha não deu uma lista?

— Ela nem me respondeu direito.

— Entendo. Vou providenciar.

— Enquanto isso vou fazer o que?

— Pode fazer tudo.

Quando terminou ela a deixou ali sozinha com pensamentos confusos, decidiu então ler as tais regras.

INSTRUÇÕES:

1- Nunca vá a floresta durante a noite ou quando estiver sozinha.

2- Entre meia-noite e três horas permaneça no seu quarto mesmo que ouça gritos.

3 - É normal ouvir sussurros, arrepios e arranhões na casa.

4- Apenas tem Srta. Death, Sally, Samantha, Robert, Mário, A velha Madame e Hugo como moradores caso ver mais pessoas dizendo residir aqui ignore e saia de perto.

5- Não atenda telefones aqui pode deixar tocar até desligar.

6 -Se ouvir miados, latidos ou qualquer outro som de animais não vá atrás.

7 -Entre ás oito e dez horas tranque a Madame no quarto dela mesmo que esta insista.

8 - Sempre mantenha o 413 fechado.

Qualquer dúvida pergunte a um de nós e lembra-se mesmo que ache estranho não confie na sua avó!

Paralisada estava sem fala, o que significava tudo aquilo? E mais porque não podia contar com sua própria parente afinal foi ela mesma o motivo dela estar ali.

Foi no banheiro precisava processar tudo, lava o rosto então fica com frio de repente, a porta range alto, fecha a torneira mas não queria parar de correr água. Desesperada colocava força porém foi inútil, um grito agudo ecoa pelo lugar na banheira transbordava o líquido escuro esverdeado mãos brancas pálidas saem segurando na beirada, uma mulher de capuz preto sai as luzes piscam mesmo estando de dia. Ela grita saindo correndo sem olhar para trás, tropeça no degrau caindo na escada. Se levanta e na sua frente o espelho perto da lareira estava refletida uma imagem de uma moça virada seus cabelos negros cobria a costa conforme esta virava o rosto seu reflexo ficava translúcido. Sua face não era humana e sim de algum animal, os olhos pretos a encarava, sente uma dor no pescoço como se queimassem sua carne. Beatrice cai de joelhos desacordada e a última coisa que vê é um vulto saindo do espelho sorrindo friamente para sumir pelos corredores da casa.

18 de Diciembre de 2019 a las 14:44 0 Reporte Insertar 0
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