1001 razões para se encontrar um fim! Seguir historia

wesley-medeiros1566 Wesley Medeiros

Vivian é uma garota que acaba de terminar o ensino médio. Em seu futuro, um branco. Entediada com a rotina e apaixonada por livros, ela só sonha em viver algo diferente e acredita que será capaz disso quando se tornar escritora. Uma noite, recebe uma visita que lhe promete dar o que ela desejar. O que ela escolherá? E o que fará com o que escolheu?


Drama No para niños menores de 13.
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Um sonho estranho!

É inverno na cidade de São Paulo, Brasil. O frio atormenta todas as pessoas que saem de suas casas para encarar o longo e barulhento caminho até o trabalho ou até sua escola. Vivian, uma garota de dezessete anos, enfrenta essa rotina todos os dias, com duas viagens de ônibus para chegar até sua escola, no centro da cidade.

A coisa só não se torna cansativa, pois é o momento em que ela consegue ter tempo para fazer aquilo que mais gosta.

Com um livro de romance em mãos e distraída do mundo, ela vai para mais um dia de seu último ano do ensino médio. A alegria de finalmente terminar a escola era o que a motivava a continuar indo, já que não era seu lugar favorito. Não tinha amigos, pois se isolava de todos, seus livros, eram sua única companhia, seja durante o intervalo, ou mesmo durante as aulas.

Ela já perdeu as contas de quantas vezes lhes foram tirados de suas mãos e sua mãe teve que buscá–los na escola depois.

A razão para tal isolamento era simples: o mundo era um tédio comparado aos livros. Seus amigos se preocupavam com outras coisas, com namorados e namoradas, com festas, faculdade, formatura. As coisas que os empolgavam eram fúteis perto do que Vivian “presenciava” com as histórias que lia.

Seu único namorado até hoje, Wendel, não chegava perto dos príncipes dos livros, não era romântico o suficiente, sequer dizia as frases de efeito que a deixariam excitada, sua vida era comum.

— Eu tenho algum problema, eu sei. Ele é incrível, mas não vou me contentar com menos do que eu sonho, não importa o que as pessoas digam. Eu tenho direito de procurar o que eu quero, não?! – Justificou para uma amiga após terminar seu namoro, há alguns meses. — Eu não culpo ninguém por ser um tédio, não culpo o mundo por ser tão “simples”. Só queria viver uma história, sabe? Algo além de fazer uma faculdade, se matar trabalhando para sustentar filho e marido que vai deixar de me amar depois de cinco anos de casamento e me trair por ai enquanto eu aceito quieta por causa dos meus filhos!

— Você tem uma imagem bem estranha de como um casamento funciona! – Argumenta Bia, única amiga de Vivian. — Nem todos são como seu pai ou tem culpa do que ele fez com sua mãe.

— Eu sei, não é esse o ponto. Isso vale pra qualquer coisa da vida, não quero um emprego, não quero uma família normal, odeio o tédio da rotina!

— Isso me ofende sabia? Eu meio que faço parte da sua rotina e cada vez que você reclama eu me sento insuficiente!

— Já disse que não julgo as pessoas e que é uma coisa minha. É isso que eu não entendo, por que todo mundo se ofende quando conto essas coisas? Levam pro lado pessoal!

Aquela conversa foi o início do afastamento de Vivian e Bia, que agora se cumprimentam pelos corredores da escola como se fossem vizinhas cumprindo o protocolo de dar bom dia ao saírem juntos para trabalhar de manhã. Mas isso não a incomoda, afinal todos costumam se afastar e poucos se esforçam para entender seu lado.

Em casa, seus dias se resumem a ajudar sua mãe a cuidar de sua avó, que é atormentada por um câncer há cerca de dois meses enquanto que a noite gasta seu tempo estudando para o vestibular. O objetivo é cursar letras e escrever alguns livros durante a faculdade, contar suas histórias para aqueles que, assim como ela, gostam de viajar entre mundos.

Escrever é a única solução para seu tédio com o mundo e, com seus livros, talvez ela viva as aventuras que tanto deseja e consiga suportar o resto das áreas de sua vida comum como qualquer outra pessoa. A ansiedade pelo momento em que irá dar um rumo em sua vida costuma atrapalhar seu sono. A dificuldade de dormir vai embora só com o cansar de seus olhos após mais um capítulo.

Após alguns meses, o vestibular chega e com ele toda sua expectativa, sua grande chance, sua única chance, na verdade. Com o final de ano vem o verão, época que agrada Vivian, que adora sentar em meio a parques, levando somente seu salgadinho predileto e sentando na grama em meio as arvores. Observar as pessoas, imaginar suas histórias, ajudava a passar o tempo, era tão divertido quanto escrever.

Era o último dia de aula do ensino médio, o caminho do ônibus sendo feito pela última vez, as pessoas que via com frequência no ônibus, um garoto que achava bonito e ficava observando, mas sem jamais falar com ele para não estragar a magia de sua imaginação, o motorista que era a única pessoa a lhe dar bom dia além de sua mãe, tudo isso ficaria para trás depois daquele dia.

Com o último sinal, a liberdade era verdadeira. Para sua sorte naquele dia seus últimos períodos eram com seu professor de literatura, seu favorito, em sala de aula e durante suas imaginações noturnas antes de dormir. Saindo no portão da escola, prestes a ir para o caminho do ponto, sua mãe a espera, surpreendo–a:

— Parabéns pela formatura, filha! Que tal almoçar com sua mãe? – disse ela, um pouco emocionada em ver a filha concluindo mais uma etapa de sua vida.

— Sério, mãe? Veio me buscar na frente da escola? – responde Vivian com um sorriso meio envergonhado. — Mas tudo bem, to com fome e realmente quero comemorar um pouco ter saído desse inferno!

As duas almoçam em um restaurante simples no centro da cidade, Joana, mãe de Vivian, sobrevive com seu trabalho limpando casas e com a aposentadoria de sua mãe, com quem mora junto há cinco anos, quando se separou de seu marido e decidiu abandonar tudo para cuidar–la, já que está em idade avançada.

Apesar do tédio com a maioria das pessoas, Vivian admirava muito sua mãe, pelo esforço que sempre fez, pelas histórias que ouvia dela sobre as dificuldades que passou, os sonhos que não conquistou. Ela queria dar orgulho para sua mãe, não se arrepender de ir atrás do que deseja como ela. Era sua principal inspiração, de como ser e de como se superar.

À noite, sua mente fervilha, seu cérebro trocou a noite de sono pelos pensamentos infinitos e variados em sua mente. O futuro parecia assustador agora que havia chegado. Antes mais um dia comum em sua mente, a pressão de ter terminado o ensino médio a assustava mais do que qualquer terror que havia lido.

“Tá, e agora?!” pensava Vivian olhando para o teto na escuridão de seu quarto.

Com muita luta, o sono venceu e ela adormeceu. Em seus sonhos, algo incomum, uma consciência incomum de que está sonhando toma Vivian, que se encontra em meio a um campo, totalmente vazio e aparentemente sem fim.

— Que porra eu to fazendo aqui? – questiona ela enquanto olha para todos os lados. — Sei que isso é um sonho, massss...eu deveria saber?

Além do campo, que apesar de vazio era lindo devido ao seu verde extremamente vivo, o céu estava nublado. De repente, tudo fica escuro, como se tivesse anoitecido e dessa escuridão sai uma voz.

— Olá Vivian! – dizia a voz.

— Onde? Quem? – responde ela, olhando para todos os lados, mas pouco enxergando..

— Não se preocupe com isso. Deixe eu me apresentar, sou Shiile!

— Ok, então...o que você quer? – continua perguntando Vivian enquanto ainda procura pela voz, que parece estar diretamente em sua cabeça.

— A questão é: o que você quer? Estou aqui para realizar o que quiser me pedir e sei que você quer alguma coisa!

— É só isso? Eu peço algo e você me da? Uma voz em um sonho? – responde ela em tom irônico.

— Vamos lá, não tenha vergonha, eu sei o que você quer, só preciso que me diga. – diz Shiile, dessa vez parecendo estar perto do ouvido de Vivian, que se assusta. — As regras são simples, pode fazer quantos desejos quiser, mas para cada um deles, haverá uma desvantagem!

— Você é o que, um gênio?

— Talvez eu tenha escolhido a pessoa errada... – diz Shiile, parecendo se afastar.

— Não! Espera! Tudo bem! Mesmo que seja só um sonho, não custa nada arriscar...eu acho.

— Então diga! O que quer?

— Me sinto uma idiota fazendo isso! Mas é um sonho, se não posso acordar, vou seguir o roteiro! – disse ela. — Eu gostaria de poder absorver todo conhecimento de um livro ao tocá–lo!

— Certo! Você será capaz disso quando acordar! – concordou Shiile.

— E qual será a desvantagem? – Questionou ela, ainda procurando a voz.

— Terá que descobrir sozinha!

– Ah, claro! – responde mais uma vez com ironia — Bem, só quero mais um desejo, para evitar desvantagens demais...

— Bem pensado garotinha. Pode falar, sou capaz de realizar qualquer coisa!

— Quero ficar famosa com meus livros!

— Será feito, mas esse não terá efeito imediato, vai depender de suas ações. Entendeu?

— Claro! É só isso?

— Se não quer mais nada, sim! Boa sorte com seus desejos! Estarei sempre por perto, será interessante assisti–la. – responde pela última vez Shiile.

A voz desaparece e a escuridão vai junto, agora está de dia novamente, mas Vivian continua no meio do campo sem fim.

— Ei? Shiile? Não me esqueceu aqui, certo? – grita a garota, que ficou cerca de cinco horas em meio ao campo florido antes de acordar.

Sua curiosidade era tanta, que nem o cansaço, como se não tivesse dormido, foi capaz de segurar sua ansiedade. Durante as cinco horas no campo sua mente fervilhava idéias, que surgiam aos montes, ela mal podia esperar para colocar as mãos no teclado de seu computador.

Porém seu primeiro teste foi outro, abrindo sua mochila, ela pegou um livro didático de física, a matéria que mais odiava.

“Se eu aprender algo dessa matéria dos infernos só de tocar nisso, posso aprender qualquer coisa!” Projetava.

E assim foi, o toque no livro automaticante a fez ter pensamentos estranhos. Em seu computador, pesquisou uma série de simulados de física e foi capaz de responder a maioria das questões.

Era até bizarro como ela resolvia questões gigantes sem qualquer dificuldade e não sabia nem começar outras sobre conteúdos que não estavam no livro.

A primeira habilidade a permitia ser qualquer coisa, a hora que quisesse. Apesar da cautela em não saber a desvantagem, Vivian sabia que a pressão para ser alguém não mais existiria. Porém ainda tinha que ter cautela quanto o segundo desejo.

“A fama vira, mas com que consequência?”

21 de Noviembre de 2019 a las 18:02 0 Reporte Insertar 1
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