Nossos Sentimentos Seguir historia

kiefan Anna Luisa

Oh Sehun sentiu sua vida mudar quando foi abandonada por seu então noivo, Zhang Yixing, instantes antes que a cerimônia de casamento tivesse início. Desesperada com aquilo e sentindo seu coração doer, seus sentimentos se tornam confusos e intensos quando seu melhor amigo, Wu Yifan volta para vela por causa daquela situação trazendo junto o amor que ambos sempre nutriram um pelo outro.


Fanfiction Bandas/Cantantes Todo público.

#exo
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Capítulo Único

- Fanfic também postada no Spirit.


Capítulo Único


Seus pés já se encontravam doloridos e tinha largado o buquê pesado com diversas flores sobre alguma mesa, seu coração estava acelerado mais do que qualquer coisa e suas mãos suavam devido ao nervosismo.


― E então? ― Viu sua madrasta se aproximar. ― Já estão na igreja, não é? Cadê o meu noivo? Onde o Yixing está?


― Sehun... ― A mais velha lhe chamou de modo cauteloso, ainda estava em choque depois de ouvir o que o esposo tinha lhe dito durante a ligação. ― Primeiro, tente se acalmar.


― Onde ele está? ― Sehun perguntou entre dentes. ― Eu estou atrasada e quero sair desse quarto de hotel, pronta para ir até a igreja e ele ainda não está lá!


― Ele não irá. ― Baekhyun tomou cuidado ao dizer aquilo. ― Ele mandou dizer que não irá mais ter casamento, que foi um erro precipitado e que era melhor que cancelasse tudo.


Ao ouvir aquilo, a Oh acabou rindo. Porém, começou a ficar com medo ao ver que Baekhyun também não tinha tido a mesma reação e continuava séria demais.


― Não. ― Sehun murmurou. ― Não! ― Seu tom saiu mais alto.


Levou uma das mãos até o rosto, passando a mão sobre a testa e empurrando seu cabelo para trás.


― Yixing não faria isso comigo, ele me ama e queria se casar. ― Sehun estava incrédulo. ― Não pode ser verdade, ele... Ele... ― Sua voz embargou. ― Ele não me abandoaria assim! ― Deixou sua mágoa escapar atrás de seu grito e arrancou o véu de seu cabelo enquanto seu choro se tornava descontrolado.


Seus joelhos cederam e ela caiu contra o chão, segurando nos babados da saia de seu vestido branco e deixando que o rímel o sujasse junto de suas lágrimas.


― Baek. ― Soluçou. ― Não pode ser, não é verdade.


A dor que sentia em seu peito era quase insuportável e mal conseguia respirar direito, o Zhang era seu namorado havia quase três anos e o noivado já durava oito meses até marcarem a data do casamento.


Ele tinha tido meses para decidir que não queria casar, meses para ir embora de sua vida. Mas, não... tinha preferido cancelar com tudo justamente no dia em que teria a cerimônia.


― Eu sei. ― Baekhyun quase chorava junto consigo, afinal, odiava ver aquela menina que tinha como filha chorar por alguém e não conseguir impedir sua tristeza. ― Eu sinto tanto.


Nos braços de sua madrasta, Sehun chorava sem parar e seguiu assim por longos minutos até começar a se acalmar.


― Por favor. ― Sentia seus olhos pesado e a maquiagem grudava contra seu rosto, lhe incomodando. ― Me deixe sozinha.


― Querida, não acho que seja bom. ― Baekhyun acariciou o cabelo dela.


― Estou precisando disso, preciso entender... Sozinha. ― Ela murmurou.


Apesar de não querer aquilo, a mulher acatou seu pedido e se afastou. Depositou um longo beijo em sua testa e lhe deu um abraço antes de sair do local, fechando a porta com cuidado.


E assim que ficou sozinha, ela se levantou e foi até o celular que tinha deixado sobre a cama da suíte que tinha escolhido. Digitou sua senha de modo afobado e então, ligou para Yixing.


Batia um dos pés contra o chão e ao reparar que ainda estava com os salto que lhe machucavam, os retirou e jogou em algum canto do quarto enquanto respirava fundo. Quando sua ligação foi atendida na terceira vez, Sehun se calou ao ouvir a voz dele.


O que? ― Ele logo foi rude.


― Está brincando comigo, não é? ― Sehun murmurou. ― Eu amo você, e o que houve? Estava tudo indo tão bem.


Só para você que não viu ou percebeu, que eu não queria essa merda. ― A Oh se assustou com seu tom de voz. ― Não queria me casar com você, foi a pior decisão que eu podia ter tomado e não, eu não amo você.


― Xing, por favor, não seja estúpido!


Você que não seja estúpida, de achar que eu vou voltar. ― Ele se irritou. ― Eu não quero me casar, e não me importo de magoa-la agora, pense que eu estou lhe poupando de um sofrimento ainda maior. ― Foi irônico.


― Eu ‘te amo. ― Sehun insistiu. ― Por favor.


Desculpe, mas eu não. ― E então, ele desligou a chamada.


Ela encarou seu celular e então, o bateu contra uma parede. A Oh ficou raivosa e começou a destruir tudo que via pela frente, destruindo os vasos que decoravam seu quarto e quando se viu no enorme espelho que tinha ali, começou a rasgar seu vestido como se pudesse descontar sua raiva naquela maldita peça de roupa.


Gritou expondo toda sua dor e voltou a chorar.


Sem perceber que a porta estava aberta e que seu pai estava ali lhe observando, quase também derramando lágrimas e se culpando por não ter impedido que aquilo acontecesse com sua preciosa joia.


Ela não percebeu quando deitou na cama, mas sabia que logo havia dormido. Não reclamou em ver que estava usando um pijama e estava em sua cama, em casa.


Respirou fundo e voltou a se aconchegar entre as cobertas, estava com uma leve dor de cabeça e queria passar o dia todo daquela forma, não querendo lembrar do ocorrido ou então iria voltar a chorar mais uma vez.


E assim se seguiu por dois dias, com a moça só saindo de cômodo quando todos da casa estavam dormindo ou não podendo vê-la.


Quando a empregada abriu a porta de seu quarto, Sehun fingiu que continuava dormindo. Apenas não queria conversar ou ouvir as pessoas lhe dizendo “Sinto muito”, realmente odiava ter que ouvi-las em qualquer tipo de situação.


Mal tocou na comida, comeu bem pouco e depois se levantou. Andou pelo cômodo e se sentou em frente à sua penteadeira, ficou observando seu reflexo por alguns instantes... Olhava com cuidado cada cantinho de seu rosto e depois começou a encarar o móvel.


Seu olhar parou sobre uma foto que tinha sobre ela, uma específica. Em que estava mais nova, com o diploma de conclusão da faculdade de administração em mãos e ao seu lado, estava então seu melhor amigo.


Wu Yifan nunca tinha gostado muito de tirar fotos, mas sempre tirava quando Sehun pedia por aquilo. Lembrava que logo após aquele evento tão especial em que os dois se formaram, ela acabou noivando com Yixing e seu grande amigo aceitou assumir o comando da filial que seu avô tinha conseguido construir em Londres.


Conseguiu mandar para ele, um convite para que visse na sua cerimônia de casamento. Acabou rindo sozinha ao imaginar que não, ele não tinha vindo. O chinês nunca tinha ido com a cara de Yixing e em uma das últimas conversas que teve com a amiga, chegou a dizer que o outro a magoaria.


Entre os dois, ele sempre estava certo sobre as coisas...


Ouviu toques sobre a porta e passou os dedos sobre seus olhos, não iria chorar mais.


― Eu estou bem, me deixem sozinha. ― Sehun não se virou ao ouvir ela sendo aberta. ― Por favor.


Ele respirou fundo antes de conseguir dizer alguma coisa.


― Pode me xingar ou brigar comigo depois, mas eu não vou deixa-la sozinha. ― Ela arregalou os olhos e se virou quando lhe ouviu.


― Fan?! ― Sussurrou enquanto se levantava.


E o choro que queria tanto controlar, acabou voltando com força total ao ver seu amigo ali. Em um misto de alegria por vê-lo depois de tantos anos e também em busca de conforto, pois ele estava certo sobre ser magoada.


― Eu devia ter acreditado em você. ― Sehun murmurou enquanto escondida o rosto contra o peito dele.


― Shii... ― Yifan acariciou o cabelo dela, descendo os dedos até sua nuca. ― Não precisa falar agora, meu bem.


Sehun somente assentiu e o abraçou com um pouco mais de força, sentindo os braços dele chegarem até suas costas. Os abraços do Wu conseguiam ser quase revigorantes para si, já que sempre acabava se sentindo melhor.


― Me desculpe. ― Sehun murmurou e finalmente o encarou. ― Eu molhei seu terno.


― Não se preocupe com isso. ― A voz de Yifan era sempre tão suave para seus ouvidos.


― No final, você veio... ― Ela lembrou.


― Achou mesmo que eu não viria ao casamento da minha melhor amiga?


― Achei que estava bravo comigo, nem respondeu ao convite. ― A moça fez um leve bico com os lábios.


― Me desculpe, as coisas lá estavam tão estressantes e eu mal tinha tempo para dormir. ― Yifan respirou fundo. ― Quando li seu convite, soube que a melhor coisa que podia ter feito era voltar.


― Nem tanto. ― Ela retrucou. ― Podia ter evitado ver esse espetáculo.


― Juro que quando eu ver esse idiota, vou quebrar a cara dele. ― Yifan disse e a loira sorriu fraco.


― Não, não faça isso. ― Sehun balançou a cabeça. ― Acho que no fundo, eu sentia que isso poderia acabar acontecendo.


― Meu bem...


― Conforme a data ia se aproximando, eu sentia que ele estava ficando distante... Sentia que o estava perdendo, mas não imaginei que era algo verdadeiro, achei que estava só imaginando. ― A Oh suspirou.


― Ei, vamos lá. ― Yifan se afastou. ― Vamos sair.


― O que? Não, não quero sair. ― Sehun prontamente negou. ― Só quero ficar aqui, em casa.


― Do quarto, você precisa sair dele. ― O Wu reformulou sua frase. ― Venha até o jardim, vamos apenas sair em uma caminhada... Agora!


― Espere, eu ainda preciso me maquiar e arrumar o meu cabelo, eu estou um trapo e não posso sair assim. ― Sehun se calou quando o amigo ficou de frente para si e segurou em suas mãos, entrelaçando seus dedos.


― Por favor, deixe que os raios solares toquem seu lindo rosto. ― O Wu brincou.


― Só se eu passar protetor solar. ― A moça retrucou e riu da careta que ele fez.


O senhor Oh estava quase se atrasando para uma reunião, mas esqueceu disso quando olhou para uma janela e teve visão do jardim.


Viu Sehun ainda usando seu pijama rosa e suas pantufas de unicórnios enquanto caminhava ao lado de um homem com um impecável terno preto, a moça falava enquanto fazia gestos com as mãos e ele ouvia atentamente.


― É um milagre. ― Ele sussurrou.


― O que, meu querido? ― Baekhyun se aproximou dele. ― O neto do senhor Wu, voltou. ― Ela o reconheceu.


― Exatamente, eu lembro dele dizendo que nunca iria retornar. ― O Oh relembrou. ― Tão chateado pelo...


― Noivado. ― A esposa completou por ele. ― E se...


― Ele veio ajuda-la.


Quando Yifan decidiu que era melhor ir embora, já começava a anoitecer. Ele e a amiga tinham tanto para conversar que não viram o tempo passar, conseguiram se alimentar graças aos empregados que se aproximavam deles junto com lanches já que nem iriam reparar nos horários.


― Onde está ficando? ― Sehun perguntou a ele enquanto andavam até a porta.


― Em um hotel, não muito longe daqui. ― Sua resposta acabou surpreendendo dela. ― Não, não quis alugar alguma coisa, pois acho que não ficarei por muito tempo.


― Podia ficar para sempre. ― Ela sorriu fraco.


― Não, você irá enjoar de mim até lá. ― Ele brincou com o nariz dela. ― Irá para a empresa com seu pai, amanhã?


― Sim, a vida tem que continuar. ― Sehun assentiu. ― Só ainda preciso aceitar que ficarei solteira até os trinta anos, provavelmente.


― Até seu aniversário no ano que vem, já estará namorando. ― Yifan deu de ombros.


― Não, não quero saber disso. ― A moça negou. ― Só aceitarei um namoro, se eu tiver certeza de que será algo sólido, um amor bem construído e de ambas as partes... Ou seja, acho que vou esperar até os meus cinquenta anos.


― Dramática. ― O chinês revirou os olhos. ― Não se preocupe com isso, Hunnie.


― Certo, tentarei. ― Sehun concordou. ― Irá na empresa, amanhã?


― Sim, nos encontraremos em uma reunião. ― Yifan anunciou e deu um beijo na testa dela, para se despedir. ― Vou indo, se cuide e por favor, tente comer.


― Pode deixar, senhor Wu. ― A loira riu quando ele fez uma careta, franzido os olhos.


. . .


Havia acordado cedo naquele dia, tinha passado uma leve maquiagem em seu rosto e levou um pouco de seus fios até deixá-los atrás da orelha. Sua vestimenta era muito elegante e discreta, sem deixar de ter o tom de rosa em alguma peça de roupa.


Desde pequena, a Oh sempre usava algo daquela cor em seu vestuário. Tinha pego a mania de sua falecida mãe já que ela também adorava fazer aquilo, segundo pelo que seu pai lhe contava.


Estava um pouco distraída em seu celular enquanto caminhava até sua sala, acabou não percebendo que havia alguém eu seu caminho.


― Olá, bom dia. ― Sehun o cumprimentou e o outro somente assentiu. ― Já passou anos e você ainda não se acostumou a acordar cedo.


― E se eu soubesse que seria uma reunião com pessoas chatas, e que eu detesto, teria dormido mais. ― Ele tomou um gole de café. ― Ou ido para sua casa e dormido em algum lugar lá, você não é chata como eles.


― O pessoal do conselho tem que ser chato mesmo, faz parte deles. ― A coreana deu de ombros. ― Não se preocupe, será uma rápida reunião.


― Será mesmo?


― Esperamos que sim. ― Ela sorriu fraco.


E não demorou para que eles seguissem juntos, até onde todos estariam esperando.


Quando Sehun entrou na sala e percebeu que as atenções se voltaram para si, ela ficou um pouco receosa.


― Agora que todos estão aqui, podemos começar. ― Um dos líderes disse. ― Será uma reunião rápida e não tomaremos muito do tempo, já que todos estamos muito atarefados.


Yifan revirou os olhos, aliviado por ainda estar usando seu óculos escuro e fingindo estar se recuperando de alguma ressaca já que quase todos imaginavam que ele era irresponsável e que adorava curtir festas durante a noite toda.


― Como todos já devem saber, o pai de Sehun logo estará aposentado e ela está para assumir a presidência do grupo, porém... Há algo que precisamos saber. ― Ele continuou dizendo. ― Sabe que é necessário estar casada para assumir seu lugar, então, estamos ansiosos para saber a data de seu casamento.


Ao ouvir aquilo, seu coração acelerou e ela prendeu sua respiração por alguns instantes. E ao encarar suas mãos, ela percebeu que ainda usava seu anel de noivado.


― Eu... Bem... ― Sehun começou a gaguejar, seu casório estava sendo considerado extremamente discreto já que nunca havia sido vista perto de seu noivo e ninguém tinha fotos deles juntos.


Apenas as famílias sabiam do envolvimento dela com Yixing.


― Algum problema?


― Falta ainda alguns detalhes para acertar, mas nosso casamento será em breve. ― O Wu se aproximou e ficou ao lado dela, surpreendendo a todos.


A Oh arregalou seus olhos e o encarou, abrindo sua boca por causa da surpresa.


― Não é mesmo, querida? ― Yifan tirou seu óculos e segurou numa das mãos dela.


Eles continuaram se encarando por alguns instantes, até que o chinês sorriu.


― Desculpem, Hunnie e eu tínhamos combinado de ainda não dar a notícia. ― Ele mentia descaradamente. ― Então, ela está um pouco chocada.


Depois de ter ouvido aquilo, a moça teve seus pensamentos enchidos com dúvidas e seu melhor amigo foi quem conduziu a reunião sem parar de mencionar um minuto sequer sobre o matrimônio deles.


― Finalmente. ― Yifan disse assim que saiu da sala, com ela ao seu lado. ― Acho que eles engoliram essa. Bem, esperamos que sim e até que improvisamos bem, certo?


― Wu Yifan. ― Sehun balbuciou e ele engoliu a seco. ― Você irá marcar uma reunião amanhã com todos eles, para desmentir essa história! Ouviu bem?


― Eu não irei fazer isso. ― O chinês deu de ombros.


― Você precisa! ― A Oh afirmou.


A moça se assustou um pouco quando ele conseguiu lhe puxar para que entrasse em uma sala vazia.


― O que está pensando em fazer? ― Ela perguntou assim que ele ficou de frente para ela.


― Eu sei que é o que mais deseja, conseguir assumir o lugar de seu pai nos negócios... Você estudou para isso e Yixing já destruiu um sonho seu, me recuso a permitir que ele consiga destruir outro. ― O Wu afirmou e a coreana desviou seu olhar. ― Me deixe fazer isso.


― Eu gosto muito de você, Fan. ― Sehun suspirou. ― Mas, eu não posso deixar que faça isso por mim.


― Não seja teimosa. ― Ele disse entre dentes, ficando ainda mais próximo dela.


As testas de ambos já estavam quase coladas e os narizes perto de se encostarem.


― Estou sendo sensata, não posso deixar que você se responsabilize. ― Sehun ainda parecia estar irredutível.


― Me escute! ― Yifan levou suas mãos até as bochechas dela. ― Eu não pude lhe proteger daquele maldito, me deixe protege-la agora... Você me conhece, sabe tudo sobre mim e sabe que eu não vou machuca-la. ― Ele engoliu a seco. ― Ainda mais, seria algo falso e só de fachada mesmo.


Ela soltou um longo suspirou e colou sua testa contra a dele, enquanto levava suas mãos até o paletó do chinês.


― Até eu assumir a presidência e eles confiarem em mim, por só três meses. ― Sehun murmurou.


― Sim, será como você quiser. ― Yifan assentiu. ― Não se preocupe, meu bem, meu plano dará certo. ― Piscou um de seus olhos.


E a loira confiava eu sim, até que poderia dar certo.


~~ Semanas depois ~~


Sua cabeça estava um pouco dolorida e ela suspirou antes de começar a voltar a digitar no computador. Sabia que já passava das nove horas da noite, podia perceber que o movimento no local tinha diminuído e a maioria das pessoas já havia ido embora.


Ouviu toques sobre a porta e autorizou a entrada da pessoa.


― Quando que você irá embora? ― Yifan indagou assim que entrou.


― O que você faz ainda aqui? ― Ela lhe respondeu com outra pergunta.


― Estou lhe esperando. ― O Wu se aproximou dela e ficou encostado contra a mesa. ― Podemos ir agora?


― Só mais alguns minutos, estou quase acabando. ― Sehun disse sem ter muita certeza.


― Está falando sério? Não pode terminar amanhã?


― Não deixe para terminar amanhã, aquilo que você pode fazer hoje. ― Ela citou uma frase que vira em algum lugar que não lembrava no momento. ― Não se preocupe, pode ir na frente. ― Não se importou.


― Não vou deixa-la sozinha. ― Ele se aproximou.


Sentou numa cadeira de frente para ela e começou a mexer no próprio celular.


― Você já acabou suas coisas e seu expediente, pode ir. ― Sehun disse e ele a ignorou. ― Não sou sua chefe, mas você está liberado. ― Tentou novamente.


― Eu não vou sair, não sem você. ― Ele deu de ombros.


― Eu prometo que terminarei logo. ― A moça foi sincera.


― Tenha o tempo que precisar. ― Yifan também foi.


E assim a Oh seguiu trabalhando por mais quase trinta minutos até decidir deixar o resto para terminar no dia seguinte, quando estivesse mais descansada.


― Pronto, já podemos ir. ― Sehun se levantou, após terminar de desligar seu computador. ― Quer que Jongdae também lhe de uma carona? Aproveite que estou de bom humor. ― Ela brincou.


― Eu já dispensei seu motorista. ― O Wu ainda estava um pouco distraída com seu celular.


― O que?!


― Isso mesmo que ouviu, Jongdae essa hora já deve estar em casa. ― Yifan se levantou. ― Eu vim com meu carro e irei leva-la, após irmos beber um pouco.


― Quer ir beber e depois dirigir? ― Ela cruzou os braços.


― Um amigo meu tem um bar aqui perto e ele permite que eu deixe meu carro no estacionamento, se eu beber demais. ― Yifan explicou. ― Qual é, precisamos beber um pouco depois dessas últimas semanas.


A loira sabia que ele estava se referindo aos detalhes do casamento, coisa que todos não paravam de falar ou perguntar, um minuto sequer.


― Eu tenho que concordar com você. ― Sehun suspirou. ― Mas, não será muito tempo e depois me leve embora, por favor.


― Sim senhora, como quiser!


. . .


Sehun fez uma leve careta assim que o líquido desceu por sua garganta e colocou o copo sob a mesa. Já havia perdido a conta de quantas vezes tinha chamado algum garçom e ela tinha já consumido uma garrafa inteira de vinho junto de seu amigo.


― Sabe... ― Yifan terminou de beber, quebrando o silêncio que estava entre eles. ― Não imaginava que você estaria assim.


― Assim como? ― A moça serviu mais um pouco para si.


― Seguindo em frente, em tão pouco tempo.


― Eu também não sei, Fan. ― A Oh suspirou. ― Mas, tenho a sensação de que já sabia que isso iria acontecer, só não queria admitir.


― O que? ― Yifan ficou confuso.


― Em alguns momentos, eu escolhi demais o trabalho e o deixei sozinho, não fui mulher o suficiente para querer ficar com o meu noivo. ― Sehun tentou explicar. ― Eu mereci, certo? ― Ela apoiou uma das mãos contra a testa. ― Agora eu estou me sentindo uma merda.


― Sehun. ― O chinês quase a repreendeu. ― O que está dizendo? No nosso tipo de trabalho, em alguns momentos, precisamos fazer escolhas e isso acaba acontecendo muito.


― Você acha? ― A loira o encarou.


― É claro que sim. ― O Wu afirmou.


― Sabe... ― Sehun riu um pouco. ― Se estivéssemos mesmo juntos, não teríamos esse problema.


Yifan se engasgou com a bebida e começou a tossir, enquanto tentava dar tapas contra o próprio peito.


― Calma, calma! ― Sehun tentou lhe acudir enquanto deixava algumas risadas escapar.


― Sim, talvez você esteja certa. ― Ele disse um pouco ofegante, retirando a gravata. ― Acho que devemos ir. ― Checou as horas de seu celular.


― Já? A moça fez um leve bico com os lábios e ele quase riu.


― Sim, pois amanhã trabalhamos cedo. ― Yifan se levantou, deixando o dinheiro sobre a mesa. ― E precisamos parecer dispostos.


Ele reclamou um pouco quando Sehun também pagou pelas bebidas, mas ela ignorou já que também tinha aproveitado.


O Wu sabia o quanto havia bebido, então pegaria seu carro no dia seguinte. Chamou um carro por aplicativo e não demorou para que chegasse.


― Eu estou muito cansada. ― Sehun resmungou quando entrou no carro, ela já estava quase com os olhos fechados.


― Eu sei que sim, logo você irá para casa. ― Yifan concordou.


― Não vou aguentar até lá. ― Ela dramatizou. ― Vamos para o hotel. ― Seu pedido saiu como uma ordem.


― Claro. ― Yifan suspirou.


Era impossível querer negar um pedido dela. Felizmente o trajeto não demorou muito e então, eles logo chegarem em frente ao local.


― Vamos lá. ― O Wu ajudou ela a sair do carro.


― Eu estou sem sono. ― Sehun resmungou e acabou bocejando. ― Nenhum soninho. ― Repetiu enquanto tirava seus sapatos. ― Assim é bem melhor. ― Sorriu ao ficar descalça e sentir o chão frio do saguão.


― Claro, acredito em você. ― Yifan disse irônico e ao perceber que a moça estava começando a cambalear, ele a segurou pelos ombros. ― Não se preocupe, logo estaremos chegando ao quarto.


Quando entraram no elevador, a Oh o encarou por alguns instantes quando ele voltou a ficar ao seu lado segurando em um de seus ombros enquanto ela tinha um dos braços ao redor do pescoço dele.


― O que? Não olhe demais ou pode acabar se apaixonando. ― Yifan ousou brincar, também lhe olhando.


― Eu, eu sinto que devo perguntar... ― Sehun murmurou. ― Desculpe. ― Ficou um pouco constrangida. ― Você faria o mesmo que o Yixing?


― Você sabe que não. ― O chinês não demorou a responde-la.


― Está certo ao pensar assim. ― Sehun suspirou, se aproximando um pouco dele já o suficiente para deitar a cabeça em seu peito. ― Eu sei que não faria.


O Wu respirou fundo, encostando seus lábios contra a testa dela e eles chegaram ao andar que ficava o seu quarto.


― Vamos. ― Yifan sussurrou, mas ela mal se moveu e ele percebeu o motivo.


Estava tão sonolenta que nem queria caminhar.


E então, o chinês preferiu levar a loira em seus braços. Sehun somente passou os braços por seu pescoço e voltou a deitar contra o peito dele, fechando seus olhos e ficando mais relaxada.


Ouviu o barulho das chaves e a porta sendo aberta, mas preferiu continuar com os olhos fechados. Sentiu seu corpo ser deitado na cama e deixou um gemido escapar ao sentir o colchão tão macio em contato com suas costas doloridas por causa das noites que vinha dormindo tão mal.


― Durma o quanto você quiser. ― Yifan murmurou, sem ter certeza se ela estava lhe ouvindo.


Retirou seus sapatos e então lhe cobriu. Depois de se certificar que a loira estava bem daquela forma, pegou uma peça de roupa para si e foi para o banheiro, não se importava de ir dormir no sofá naquela noite disposto a dar mais privacidade para ela.


Sehun simplesmente apagou durante aquela madrugada, do mesmo jeito que foi colocada sobre a cama, ficou e seguiu dormindo até ouvir o toque de seu celular o que fez com que ela acordasse no susto. Demorou alguns segundos para que ela conseguisse entender o que estava escrito no seu alarme, porém se assustou ao ler as palavras “atraso” e “reunião”.


― Não, não! ― Começou a dizer enquanto já estava desesperada, se levantou rapidamente e começou a procurar por seus sapatos.


Yifan que de modo preguiçoso comia seu café da manhã enquanto lia as notícias em seu celular, acabou estranhando ao ouvir a movimentação pelo quarto e franziu o cenho já que ainda nem seria nove horas da manhã. A porta do cômodo foi aberta pela moça que estava com a maquiagem borrada ― Por ter passado água no rosto e esfregado os olhos, esquecendo que os tinha pintado ―, o cabelo bagunçado e perdida.


― Eu estou atrasada! ― Sehun quase gritou. ― Cadê a minha bolsa?!


O Wu conferiu as horas em seu celular e então se aproximou da moça, ela estava tão desatenta que acabou esbarrando nele.


― Yifan! ― Ela esbravejou. ― Tínhamos uma reunião! Caramba, você devia ter me acordado.


― Hunnie... ― Ele a chamou baixinho. ― A reunião já aconteceu, faz quase duas horas.


Ao ouvir aquilo, ela soltou um gritinho e abaixou sua cabeça deixando o cabelo cobrir seu rosto e sentou no sofá. Yifan deixou um sorriso escapar, quase rindo ao ver que estava prolongando o desespero dela ao invés de falar tudo de uma vez só.


― Eu pedi para que a reunião fosse adiantada e comandei ela. ― O chinês sentou ao seu lado e ela o encarou.


― Mas, eu sou a presidente e...


― Mas, eu sou o seu noivo e posso representa-la quando não estiver se sentindo disposta e foi o que fiz. ― Yifan a interrompeu. ― Você precisava dormir e ainda precisa, não sei como não acordou com ressaca.


― Por isso que estou me sentindo tão enjoada. ― Ela murmurou, passando uma das mãos pela barriga.


E não demorou para que a moça corresse em direção ao banheiro e vomitasse. O Wu a seguiu e segurou em seu cabelo.


― Eu fiz certo, sei que sim. ― Ele deu de ombros, sem ter nojo da cena.


Bebiam desde jovens e o chinês sabia que a moça sempre acabava botando a bebida para fora, mais cedo ou mais tarde então já tinha se acostumado.


Após escovar os dentes e conseguir tirar a maquiagem graças a nécessaire que guardava em sua bolsa, ela voltou a encara-lo.


― Se a reunião já aconteceu, o que eu irei fazer agora? ― Perguntou confusa.


― Você voltará para a cama e irá dormir. ― Yifan respondeu. ― Por favor, se de um descanso para si mesma.


― Sério? ― Sehun respirou fundo.


― Seríssimo! Vamos, eu lhe coloco na cama. ― Yifan apoiou as mãos em seus ombros e começou a empurra-la para que caminhasse.


― Posso perguntar uma coisa? ― A Oh segurou nos edredons antes de deitar.


― Se isso fizer com que você durma, é claro. ― O Wu brincou e ela revirou os olhos.


― O que lhe fez ir embora? ― Puxou as cobertas. ― Eu sei que não foi só para assumir os negócios de seu avô.


― Eu fiz uma grande besteira. ― Ele suspirou. ― Me apaixonei por uma mulher.


― E desde quando isso é besteira, Fan? ― A loira revirou os olhos.


― Eu nunca seria correspondido, e logo ela começou a namorar para a minha felicidade, sabia que não haveria espaço para mim. ― Yifan sorriu forçado. ― Foi melhor assim.


― Eu sei que já faz anos, um tempinho e... ― Sehun bocejou. ― Desculpe, mas você não deve se dar por vencido! Ao menos sabe os sentimentos dela por você, deveria ver se ela também não sente o mesmo.


― Acha mesmo?


― É claro. ― Sehun se aconchegou entre as cobertas e fechou os olhos. ― Você deveria tentar. ― Seu sono já havia tentado.


― Irei, um dia. ― Yifan sussurrou, mais para si mesmo.


~~ Dias depois ~~


Sehun passou uma das mãos pelo cabelo e observou o convite que tinha em mãos.


Uma antiga colega sua de faculdade estava para se casar e havia lembrado de si, lhe convidando para aquele evento. Ainda não desejava saber tão cedo de casamentos, mas desde que não envolvesse ela, até que poderia repensar e talvez ir.


― Quem era Yoora mesmo? ― O papel foi pego de suas mãos.


― Park Yoora, lembra? A irmã do Chanyeol, aquele cara que era seu colega no time de basquete e que você já brigou uma vez e...


― Que me deixou com o olho roxo, já lembrei. ― Yifan revirou os olhos, lembrando daquele episódio em que o outro homem ficou com o nariz quebrado por sua culpa. ― Agora entendo o motivo que não recebi o convite. ― Ele brincou, sem se importar realmente com aquilo.


― Provavelmente, ainda pensam que você está em Londres, você é muito discreto. ― Sehun comentou.


― Obrigado. ― Ele entendeu como um elogio. ― Você vai ir?


― Quer ir comigo? ― Sehun lhe respondeu com outra pergunta.


― Claro, será divertido. ― Yifan largou o convite sob a mesa.


― Eu só quero ir pela comida, vai estar cheio de coisas deliciosas. ― A Oh fechou os olhos por alguns instantes e ouviu o Wu rir. ― O que?


― Você ainda não perdeu essa mania, de fechar seus olhos quando pensa nas comidas que deseja. ― Ele gargalhou, mas parou quando ela fez um bico com os lábios. ― Não se preocupe, eu adoro quando você faz isso.


― Muito engraçado, Fan. ― Ela revirou os olhos.


― Você olhou a data do convite? ― Yifan sentou ao seu lado.


― Claro, será no sábado. ― A moça deixou o convite de lado para ler alguns papéis, com planilhas sobre os planos para o próximo semestre. ― Espera... ― Ela arregalou os olhos e bateu a cabeça contra a mesa.


― Isso mesmo, neste sábado. ― Yifan afirmou. ― E olha que coisa, hoje já é sexta feira.


― Droga. ― Sehun respirou fundo e se levantou. ― Preciso escolher um vestido, não acredito!


― Não se preocupe, você vai escolher uma roupa ótima. ― O Wu sorriu. ― Eu conduzo as suas reuniões hoje.


― Você tem algum compromisso importante para hoje? ― A Oh pegou em sua bolsa e o encarou.


― Não... ― O tom de voz do chinês quase soou como uma pergunta. ― Não, não tenho. ― Afirmou.


― Quer me ajudar a escolher o vestido? Eu sou tão indecisa com isso, capaz de começar o casamento e eu ainda não consegui escolher uma roupa. ― Ela brincou.


― Não se preocupe, eu acho que posso lhe ajudar.


― Ótimo, muito obrigada. ― Sehun agradeceu.


O chinês avisou que a moça podia ir na frente, e que ele lhe encontraria no estacionamento. Assim que as portas do elevador se fecharam e ele ficou sozinho, pegou seu celular e rapidamente ligou para seu secretário.


― Cancele todos os meus compromissos de hoje, remarque para segunda. ― Mal deixou que o empregado falasse. ― Invente uma desculpa, sei que você vai conseguir e só quero saber disso na segunda.


Quando chegou até o carro dela e viu a coreana sorrindo largo ao velo, teve certeza de que faria de tudo para que seu momento com ela não fosse atrapalhado.


. . .


Yifan tentou disfarçar um pouco do tédio que estava sentindo ao ficar ali, sua bunda já estava dolorida por estar sentado quase há duas horas enquanto sua amiga ficava em sua frente com vestidos de cores e tamanhos diferentes para que ele avaliasse. Sabia que a loira tinha um ótimo gosto com roupas, mas mesmo dizendo que ela estava linda, Sehun não concordava e logo ia trocar a vestimenta.


Quando o Wu respirou fundo, ela voltou a se aproximar.


― Já me imaginou assim?


Quando levantou seu olhar para encara-la, o chinês chegou a ficar com a boca aberta e sem palavras ao ver o vestido que ela havia escolhido.


― Você está deslumbrante. ― Yifan balbuciou e Sehun sorriu envergonhada.


― Acha mesmo? ― A loira levou as mãos até sua cintura.


― Sim. ― O homem deixou um sorriso escapar.


Céus, ela parecia a princesa mais perfeita que existia e muito mais linda do que em qualquer sonho que já havia tido.


― Você irá com ele no casamento? ― Yifan estranhou um pouco.


― Não, não, é que eu o olhei e pensei em vesti-lo. ― Sehun suspirou. ― Afinal, também teremos um casamento, não é? ― Ela sentou ao lado dele, se sentindo um pouco cansada por estar provando roupas sem parar.


― Se quiser continuar com a ideia. ― O Wu levantou uma de suas mãos e ela segurou.


― Sim, eu quero. ― Sem perceber, Sehun acabou fazendo com que ambos entrelaçassem seus dedos.


Ficaram assim por alguns instantes enquanto se encaravam.


― Eu... ― Ela acariciou os dedos dele. ― Eu vou provar o último vestido, juro que este é o definitivo.


― Não tenha pressa para escolher. ― Yifan se sentia bobo.


. . .


Depois que chegaram no local da cerimônia, algumas pessoas os ficaram encarando por alguns instantes. O vestido rosa que Sehun havia escolhido, combinava perfeitamente com ela e estava linda segundo o chinês que falava aquilo quase de cinco em cinco minutos.


Reencontraram alguns colegas de faculdade e botaram as conversas em dia, depois que a cerimônia teve início, a Oh começou a se sentir inquieta. Estava sentada e vez ou outra acabava batendo seu salto contra o chão, se sentia nervosa.


Nervosa por estar perto de Yifan, com ele segurando uma de suas mãos e estando tão próximo, o suficiente para ela deitar a cabeça contra um de seus ombros sempre que precisasse por qualquer motivo.


Fosse por manchar sua roupa preferida por causa de um tombo na escola, fosse por tirar uma nota baixa em um trabalho na faculdade ou fosse por ter sido abandonada no dia em que iria se casar.


Ele estava lá por ela...


― Você está bem? ― O Wu sussurrou, apertando sua mão.


― Sim, só estou um pouco emocionada. ― Sehun mentiu. ― Não se preocupe.


Do bolso interno de seu terno, ele retirou um lenço e entregou para a moça.


― Obrigada, Fan. ― Sehun murmurou, sendo mais que sincera em seu agradecimento.


― De nada. ― Yifan sorriu. ― Estou aqui para o que precisar.


E ela tinha total certeza que sim.


Deitou a cabeça contra o ombro dele e respirou fundo, sentir ele acariciar seus dedos. O chinês depositou um beijo em sua testa e apertou sua mão contra a dele.


Quando a festa começou e todos já estavam na pista de dança se divertindo ou comendo alguma coisa, Sehun seguiu para o jardim enquanto o amigo continuava conversando com alguns colegas, mas ao reparar que ela não estava por perto, ele foi atrás dela.


― Não me deixe sozinho. ― Yifan reclamou.


― Desculpe. ― Sehun disse distraída. ― Sabe... Você não se importou de deixar aquela mulher ir tão fácil? Mesmo sendo naquela época, podia ter lutado por ela. ― Começou a dizer.


― Eu sabia que iria perder, não valeria a pena e poderia piorar minha situação com ela. ― Yifan demorou para responder, já que tentava lembrar do que a moça falava.


― Como pode ter tanta certeza disso!? ― A Oh estava incomodada e também inconformada.


E ao ver o modo como ela estava, o Wu conseguiu entender o motivo e sentiu seu coração acelerar com aquilo.


― Você já estava namorando com Yixing, não acho que o trocaria por mim. ― Yifan ficou surpreso ao ver que a loira tinha lágrimas em seus olhos.


― Você... ― Sehun gaguejou.


― Eu fui embora ainda amando você e voltei com esse mesmo sentimento, é impossível tentar esquece-la mesmo nunca tendo a chance de te-la para mim... Mas, isso não importa... Tudo que eu quero, é sempre conseguir lhe deixar feliz.


― Eu nunca deveria ter lhe deixado ir. ― A Oh deixou as lágrimas escaparem de seus olhos. ― Foi o meu maior erro.


― Shii, por favor, você nunca errou. ― Yifan negou.


― Eu devo fazer o que é certo. ― Sehun disse e ele concordou com a moça.


― Você vai conseguir e... ― O chinês ficou completamente surpreso quando ela se aproximou de si e o beijou. ― Wow... ― Ele murmurou depois que o ósculo teve fim.


― Lembra que eu disse que no fundo, sempre sabia que terminaria com o Yixing? Eu tenho certeza de que seria por sua culpa. ― Sehun riu, o deixando confuso. ― Sempre tive sentimentos por você, mas achei que era pela nossa amizade e só um pouco intenso, mas eu chorei tanto quando você partiu e me doeu tanto! Como se meu coração tivesse ido embora junto e foi, o meu amor foi embora, eu sei disso... Os sentimentos que sinto por você e por ele são diferentes, eu amo você. ― Se declarou sem culpas e medos.


Quando iam se beijar mais uma vez, foram interrompidos por alguns colegas que os chamavam avisando que a noiva estava pronta para lançar o buquê.


Mesmo contrariados, eles aceitaram se separar e ela foi até perto das outras mulheres que estavam mais ansiosas que elas para pegar as flores. Sehun teve certeza absoluta daquilo quando sem saber como, a peça acabou caindo em suas mãos fazendo com que Yifan mesmo de longe acabasse rindo e ela também, boba com aquilo.


Reforçando a ideia de que o casamento estava sim para acontecer.


Pareciam dois adolescentes bobos enquanto se beijavam após o elevador fechar as portas, ela gargalhava enquanto ele beijava seu pescoço. Quando saíram dali, seguiram trocando beijos pelo corredor até chegar ao quarto dele.


― A coisa que eu mais queria fazer, era sair correndo junto de você e ir embora daquela festa. ― Yifan murmurou. ― Ficamos muito tempo lá.


― Eu sei, concordo com você. ― Sehun o abraçou por trás enquanto ele tentava abrir a porta.


Quando ele finalmente conseguiu, pegou ela no colo fazendo a mesma rir surpresa.


― Vamos, minha noiva. ― Yifan disse aquilo de modo orgulhoso.


― Vamos, aproveitar a nossa lua de mel. ― A Oh se sentia realizada.


Voltaram a se beijar novamente, após ele fechar a porta e então a loira foi colocada contra a cama de modo delicado.


O ósculo prosseguiu se tornando mais intenso e continuava calmo, sem pressa alguma. O Wu deitou-se sobre ela e Sehun levou as mãos até as costas dele, puxando a camiseta social para cima e tentando tirar do corpo dele.


Ele de modo ágil e estando com pressa, abriu o vestido dela e começou a puxa-lo tendo a ajuda da moça para conseguir retirar ele. A loira que estava com os olhos fechados, os abriu quando não sentiu mais os lábios dele junto dos seus.


Viu que Yifan estava somente lhe encarando.


― O que foi? ― Ela sorriu fraco.


― Você é perfeita, Hun. ― Ele disse sincero, sem mal piscar. ― Tão perfeita, tão linda.


A moça sorriu largo, quase sentindo suas bochechas doloridas e então eles se beijaram novamente. Sehun tinha dispensado o sutiã naquela noite e então não demorou para que sentisse as mãos do homem contra seus seios, ela gemeu contra os lábios dele e ele aproximou para morder seu lábio inferior.


Com uma leve dificuldade, seu vestido foi retirado e jogado contra o chão, assim como seus sapatos. Ela ajudou Yifan retirando sua camiseta social junto da gravata que tanto estava lhe sufocando, sentiam que o quarto estava quente assim como seus corpos.


O Wu foi descendo sua língua pelas clavículas dela e a moça soltou um longo e prazeroso gemido quando sentiu o músculo molhado ao redor de um de seus mamilos, arrepiando sua pele. Sentiu ele sugando aquela região e ela sentiu um leve choque entre suas pernas, se sentindo ainda mais excitada.


Ele foi descendo seus beijos, marcando o corpo dela junto de suas carícias sem esconder o desejo que estava tendo. Quando chegou até suas pernas, observando a calcinha dela estando manchada, Yifan ofegou e retirou a peça.


Sehun agarrou o lençol com força e gemeu alto ao sentir a língua dele ali, naquele lugar tão reservado e que também ansiava por ele. Tinha a moça trêmula em suas mãos, chamando por seu nome e dizendo que queria mais daquilo, completamente distraída pelo prazer que estava sentindo. Quando Yifan parou com o que fazia, ela também pediu para ter sua vez e ele fez o que a coreana queria.


― Eu sou todo seu. ― Yifan resmungou e a puxou para que sentasse em seu colo.


A coreana rebolou contra o membro dele, fazendo o Wu gemer contra os lábios dela e quase puxa-la contra ele. Mas, antes ela queria prova-lo e foi o que fez.


Levou sua boca até o falo dele e lambeu a região, também ficando excitada ao ouvir o chinês chamando por seu nome e pedindo para que ela continuasse com aquilo. Sehun fazia com que o moreno estivesse nas nuvens e ele sentiu aquilo, quase chegando ao orgasmo quando juntou forças para que conseguisse pedir para a moça parar.


Ela vasculhou as gavetas dele e conseguiu encontrar uma camisinha.


― De morango, é sério? ― Sehun voltou a encara-lo enquanto ele tirava suas calças e cueca. ― Como sabia que esse é o meu sabor favorito? ― Brincou.


― Sou o homem que vai casar com você, preciso saber dessas coisa. ― Ele colocou o preservativo a tempo de ela voltar para seu colo.


― E é também o homem que eu amo. ― A Oh sorriu e beijou as bochechas dele.


― Eu sou? ― Yifan murmurou, sentindo os lábios dela por seu pescoço.


― É sim. ― Sehun afirmou e logo acabou descendo contra o membro dele, gemendo com aquela lenta invasão.


― E você é a mulher que eu amo, para sempre. ― Voltaram a se beijar.


Fizeram amor durante a noite toda, com posições mais variadas e em várias partes daquele quarto desde o sofá até mesmo o banheiro enquanto pensavam em apenas tomar um banho.


O chinês tentava dormir como ela, mas não conseguia, somente cochilou por alguns minutos. Observava a Oh dormindo com a cabeça encostada em um de seus braços, ressonando de modo tranquilo e relaxada até começar a despertar.


― Ei. ― Sorriu ao vela abrindo os olhos.


― Você não dormiu? ― Ela percebeu.


― Não, tive medo de que tudo tivesse sido um sonho e eu acordasse em Londres estando sozinho. ― Ele disse e a moça balançou a cabeça, sorrindo fraco e ainda cansada.


― Isso nunca mais irá acontecer, Fan, eu ‘te prometo isso. ― Segurou em uma das mãos dele. ― E falando nisso, eu tenho uma proposta para lhe fazer.


― Ficar com você aqui durante todo o fim de semana? Caramba, era o mesmo que eu tinha pensado. ― Yifan começou a brincar e a moça riu alto.


― Seu bobo, é uma ótima ideia, mas não era isso. ― Sehun lhe deu um selinho. ― Wu Yifan, você quer ser meu marido?


― Sim. ― Não demorou para que sua resposta viesse. ― Eu quero ser seu, do mesmo jeito que você será minha.


― Combinado. ― Sehun afirmou e eles se beijaram por mais alguns instantes, até voltarem a dormir sem problemas e com os celulares devidamente colocados no silencioso para não serem interrompidos.


Deviam aproveitar todo o tempo juntos, somente eles e seus sentimentos.



19 de Noviembre de 2019 a las 05:35 0 Reporte Insertar 0
Fin

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Anna Luisa 💕💕 Sou a kiefan do spirit 💕 💕• Ficwriter • 💕 ••EXO-L•• 💕

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