Eu 'Te Amo Seguir historia

kiefan Anna Luisa

Oh Sehun não havia conseguido resistir e tinha se envolvido demais com um de seus colegas. Mas, apesar daquilo, a moça negava com todas as suas forças algum envolvimento amoroso entre eles ou algo do tipo. Mesmo com os sentimentos à flor da pele por causa dos crimes que aguentava graças a sua profissão, ela não admitia nem para si mesma. O que não fazia Park Chanyeol se importar menos, conhecia a moça e sabia que Sehun o amava assim como ele a amava.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#exo
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Capítulo Único

- Fanfic também postada no Spirit.


Capítulo Único


Sehun acabou mordendo os próprios lábios enquanto sentia o homem beijando seu pescoço e apertando suas nádegas, fazendo com a intimidade dela fosse friccionada contra a dele.


Ele a pegou no colo e logoa colocou na cama. Pegou um de seus pés e retirou o sapato logo fazendo o mesmo com o outro, começou a distribuir selos por suas pernas.


― Chan. ― Ela murmurou excitada enquanto sentia a boca dele passando por seu corpo.


O Park ficou por cima dela e começou a puxar seu vestido, o deixou na altura do quadril podendo ver sua intimidade protegida apenas pela calcinha já úmida.


― Eu fiz isso. ― Chanyeol afirmou e passou um dos dedos pelo região, fazendo ela arfar. ― Porra, eu não vou me controlar.


Ele a surpreendeu quando rasgou a peça e a jogou longe, não demorou para que a tomasse com a boca e fizesse ela gritar devido a surpresa daquele toque.


Levou uma das mãos até o cabelo castanho dele e afundou seus dedos contra os fios lisos, revirando os olhos e sentindo seu corpo esquentar mais conforme sentia a língua dele subindo e descendo por sua intimidade. Ele chupou com um pouco mais de força seu pontinho de prazer e a moça rebolou.


Já sentia seu ápice estando próximo, quando puxou os fios dele em um pedido mudo para que parasse.


― O que? ― Ele perguntou um pouco ofegante.


― Eu também quero chupar você. ― Ela sorriu maliciosa.


― Sou todo seu. ― Chanyeol murmurou surpreso enquanto deitava ao lado na cama, só tinha sua boxer no corpo e ela fez questão de se livrar da peça a jogando para longe.


Ele se arrepiou quando sentiu a mão dela ficando ao redor de sua extensão. Não era à primeira vez que ela estava fazendo aquilo, porém podia dizer que nunca tinha ficado excitada como naquele momento quando passou a língua sobre a glande e o Park gemeu baixinho.


Não demorou para que a moça, aproximasse sua boca e deixasse a cavidade ser invadida.


Chanyeol levou uma das mãos até o cabelo dela enquanto murmurava sobre o quão boa ela era com os lábios e como estava enlouquecendo ele. Quando sentiu que seu ápice poderia estar próximo, ele interrompeu aquele momento, lhe puxando para cimae a beijou.


A moça ficou em seu colo e lentamente rebolou sobre ele.


― Eu quero tanto foder você. ― Chanyeol murmurou e mordeu seu lábio inferior.


― Você pode fazer o que quiser, comigo. ― Sehun riu e colocou o preservativo nele. ― Essa noite, eu sou sua.


E então, eles trocaram de posições. Ela ficou deitada sobre a cama, já não vestia mais roupa alguma assim como ele, se beijaram mais uma vez e então o Park a penetrou.


A Oh abriu mais suas pernas e levou as mãos até as costas dele.


― Não me marque, onde possam ver. ― Ela disse ofegante e gemeu.


― Eu sei. ― Chanyeol concordou. ― Estou me controlando ao máximo para não fazer isso. ― Ele a estocou.


― Agora, não se controle em me foder. ― Sehun sorriu.


Com a excitação tomando conta de suas ações, a cama começou a bater contra a parede e os gemidos de Sehun ficaram mais altos enquanto o Park também deixava alguns escapar.


― Você é perfeita. ― Chanyeol sussurrou contra o ouvido dela e beijou seu pescoço.― Tão perfeita para mim.


― Chan, eu... ― Sehun tentou avisar, porém quase gritou quando sentiu uma das mãos dele em seu clitóris. ― Céus! ― Exclamou.


A moça arranhou suas costas e acabou chegando ao orgasmo, ficando com o corpo trêmulo e não demorou para que o homem também atingisse seu ápice. Chanyeol lentamente saiu de seu interior e deitou ao lado.


― Então... ― Ele perguntou com a respiração ofegante.


― Espero que você não esteja cansado. ― Sehun virou o rosto para encara-lo. ― Pois, eu ainda quero mais.


O Park como um belo apaixonado que era, feliz por ter a garota dos sonhos em seus braços naquela noite fez tudo o que a moça queria. Fizeram amor por horas até começar a amanhecer e no final quando acordaram do cochilo, estavam sujos, suados e completamente satisfeitos.


― Oh, não. ― Chanyeol murmurou ao começar a ouvir o toque de um celular. ― Não vou atender. ― Continuou com os olhos fechados.


― Não é o seu, acho que é o meu. ― Sehun riu quando sentiu o aperto dele ao redor do seu corpo. ― É sério, tenho que ir.


Ela conseguiu se levantar e foi até onde havia deixado sua bolsa, pegou o celular e o atendeu.


― Oh! O que foi? ― Ouviu as instruções durante a chamada. ― Está bem, já estou indo. ― Desligou.


― O que é? ― Chanyeol desistiu de voltar a dormir e sentou sobre o colchão.


― Uma moça foi encontrada morta quase dentro de Cheonggyecheon, o corpo estava enrolado em um lençol.


― Céus, milhões de pessoas passam por ali e algumas podem ter encontrado um corpo de manhã. ― Ele levou uma das mãos ao cabelo.


― Nada que nós não somos acostumados. ― Ela lembrou. ― Posso usar o seu chuveiro?


― Sim, claro. ― Ele disse e logo o celular também tocou. ― Aposto que é o mesmo caso.


. . .


― O que já temos da vítima? ― Sehun perguntou ao parceiro, enquanto se aproximava da cena.


― Bom dia para você também, flor do dia. ― Ele disse fazendo a moça, sorrir um pouco constrangida e também lhe responder. ― Seu nome é Kwon Eunji, a carteira de habilitação foi encontrada junto do corpo assim como a carteira intacta com seus cartões. ― Kyungsoo apontou para a maca, onde um saco já cobria a moça.


― Tinha vinte e seis anos e morava aqui perto, segundo o registro. ― Ela murmurou vendo o objeto protegido por um plástico especial, enquanto seguiam para falar com a legista.


― A coisa foi feia. ― Im Nayeon resmungou. ― Encontrada nua, indícios de abuso, acredito que a morte ocorreu entre as dez horas da noite e duas da manhã de hoje.


― Ficou muito tempo água, imagino que alguns vestígios tenham escapado. ― Sehun suspirou.


― Nem todos, o corpo ficou apenas pela metade, será levada para o laboratório e faremos mais exames. ― Ela se afastou.


― Onde ela está? O que temos? ― Chanyeol chegou de modo afobado.


― E bom dia para você, também. ― Kyungsoo revirou os olhos. ― Está atrasado, Park, temos quase um caso em mãos e você nem sabe o que está acontecendo.


― Ouch, hyung... O que eu posso fazer? ― O Park fez uma careta. ― Não consegui dormir muito a noite, tive coisas para fazer.


― Agora foque no caso que temos, por favor. ― O Do deu de ombros.


E a moça se controlou para não rir do homem. Juntos, os três foram para a delegacia que trabalhavam.


Kyungsoo e Sehun costumavam sempre trabalhar juntos em vários casos e também já eram próximos, enquanto Chanyeol trabalhava com Jongdae que era animado demais para trabalhar em uma delegacia que cobria o maior número de homicídios violentos na cidade.


― O que já temos? ― Kim Junmyeon, o chefe deles perguntou enquanto ajeitava o terno.


― Kwon Eunji, tinha vinte e seis anos e trabalhava como enfermeira no hospital central da cidade. ― O Do colocou a foto dela contra o quadro. ― Participou do plantão de doze horas e então, foi embora e deveria ter chegado em casa.


― O que significa que o assassino a pegou antes... Pode ter premeditado. ― O Park comentou.


― Ou seguido ela até ter achado o melhor momento para atacar, as colegas comentaram que ela estava se sentindo observada já fazia dias. ― Jongdae chegou. ― Estava até mesmo pensando em mudar seu horário por causa disso.


― Ela não tinha ficha na polícia, foi descrita como alguém dura e também dedicada no trabalho e muito carinhosa com a família... Qual o motivo que a fez ser escolhida? ― Chanyeol murmurou e encarou a moça ao lado. ― Está muito quieta até agora. ― Percebeu aquilo.


― A vítima. ― Sehun murmurou. ― Ela não se parece com a moça assassinada no parque Hangang? O corpo também foi encontrado parcialmente na água, seus pertences estavam todos juntos do corpo e ela é muito parecida com a outra vítima, Kim Soohyun.


― A semelhança. ― Kyungsoo concordou com a parceira. ― A mesma cor do cabelo, mesmo corte, a idade... Menos de um mês de diferença entre as mortes.


― Certo, Chanyeol e Jongdae quero que voltem para o caso da Soohyun e descubram mais se ela também tinha as mesmas queixas que Eunji sobre ser observada enquanto Kyungsoo e Sehun investiguem o novo caso.


. . .


A Oh estava no quarto da moça e procurava por alguma pista que indicasse algo sobre seu assassino.


― Parece que nas últimas noites, ela vinha recebendo ligações de um homem que dizia lhe observar e sabia até qual roupa ela estava usando. ― Kyungsoo comentou.


― Credo, isso é sinistro.


― Acha que elas são parecidas com você, como Chanyeol reparou? ― O Doo comentou enquanto observava alguns livros.


― Eu não sei, mas acho que não... ― Sehun deu de ombros.


Mais cedo enquanto todos estavam na delegacia, o Park reparou na semelhança que as moças tinham com a colega e todos se pegaram pensando nisso, vendo que ele estava certo.


― Ele reparou muito em você, dizendo que há momentos em que você usa os penteados iguais aos que elas já usaram, o estilo das roupas... ― Kyungsoo cantarolou.


― Eu não reparei nisso. ― Sehun retrucou.


― Vocês dormiram juntos, não é?


― O que?! ― Ela arregalou os olhos e cuidou ao redor, para ver se algum outro policial tinha ouvido ele dizer aquilo. ― Fale baixo.


― Então é verdade, eu sabia. ― Kyungsoo sorriu fraco. ― Eu disse que ele vinha reparando muito em você.


― Eu sei... ― A Oh resmungou.


― Ei, somos parceiros... Não se preocupe, não contarei para alguém. ― O Do lhe tranquilizou. ― E nem para o nosso chefe.


― Por favor, ele nem pode sonhar com isso. ― Ela disse, ficando um pouco mais aliviada. ― Olhe... ― Murmurou um pouco surpresa ao pegar o cartão.


― Não é o endereço daquele salão de beleza que você vai? ― Kyungsoo franziu o cenho.


― E? Ele fica no centro da cidade, milhares de pessoas vão lá até mesmo turistas e eles abriram recentemente uma nova loja que fica perto daqui. ― Apontou para o endereço. ― Só achei uma coincidência.


― Certo. ― Kyungsoo assentiu.


E mais outras situações parecidas foram surgindo durante a investigação naquele dia, como o exemplo em que as duas vítimas já tinham se encontrado uma única vez, dois dias antes do assassinado de Soohyun ou que Sehun também já havia ido ao restaurante que era tido como o preferido de Eunji.


Os colegas lhe encheram tanto com aquilo que ela saiu da delegacia com a cabeça dolorida, ainda teve que discutir e argumentar para que não precisassem que fossem com ela para casa ou algo do tipo já que até mesmo insistiram com isso, Kyungsoo perguntou se ela não queria passar a noite em sua casa para ver a esposa e o Park também discutiu com ela e por pouco não deixou que os sentimentos aflorassem justamente na frente do chefe e dos outros colegas.


― O que? Eu acabei de chegar. ― A moça entrou na portaria do prédio em que morava.


Só queria saber se estava bem. ― Chanyeol disse, um pouco constrangido. ― O que foi? ― Perguntou quando ouviram chamar o sobrenome dela.


― Nada, o porteiro entregou algumas correspondências... Eu estou bem e não precisa ficar desconfiado. ― Sehun disse antes que o homem falasse mais alguma coisa. ― Eu estou bem, não há nada para se preocupar.― Repetiu.


Ei, a perícia chegou com os resultados, Eunji foi colocada ali já estando morta e a família confirmou que aquele era seu lugar favorito na cidade... Assim como Soohyun, e...


― Chan. ― Quando o chamou por aquele apelido, ele imediatamente se calou. ― O meu lugar preferido é a casa da minha irmã e ela trabalha lá mesmo, ele sempre fez tudo sem testemunhas não será agora por uma policial que mudaria de ideia.


Certo, você está certa... Desculpe por estar lhe incomodado, é que... ― Pode ouvir ele suspirar do outro lado da linha. ― Quando Jongdae disse que esse homem pode estar atrás de você, eu fiquei nervoso.


― Foi só uma noite. ― Sehun o lembrou daquilo. ― Não há motivos para ficar assim. ― Frisou.


Claro, eu entendo... Até amanhã. ― Ele rapidamente desligou, encerrando a chamada e a moça respirou fundo.


Colocou o celular de modo desajeitado na bolsa já que suas mãos estavam ocupadas com o buquê de flores que tinha recebido, imaginou que o Park fosse falar sobre e como aquilo não ocorreu, já tinha certeza de que não era dele.


Vasculhou as pétalas, não se importando de destruir e amassa-lo até que achou um pequeno bilhete.


“Você é linda e seu distintivo também. ― Ainda Desconhecido.”


Revirou os olhos e antes de subir para seu apartamento, colocou o buquê no lixo. Já tinha algum palhaço brincando com ela e não deixaria que sua dor de cabeça ficasse ainda pior.


Estava tão cansada que apenas tomou um banho e foi dormir, não estava com fome e só queria conseguir descansar depois da noite anterior de prazer e depois do trabalho intenso que havia tido no dia seguinte.


Dormiu tanto que acabou chegando um pouco mais tarde na delegacia.


― Onde estão todos? ― Perguntou ao ver Kyungsoo em sua mesa, lhe esperando junto de um copo com café.


― Foram interrogar um suspeito. ― Ele disse e a moça arregalou os olhos. ― Sim, trouxeram um cara e estão nos mantendo fora.


― E qual o motivo? Se nós fazemos parte do caso?! ― Sehun já estava irritada.


― Ele foi encontrado perto do seu prédio. ― O Do revelou.


― Por quem?


― Chanyeol.. ― Kyungsoo diminuiu seu tom de voz e tentou não encara-la.


― Ele estava me vigiando ontem? ― Ela revirou os olhos, depois de alguns minutos pensando. ― Já estão exagerando, não faz nem dois dias que estamos com esse caso e vocês já estão enlouquecendo antes de mim.


― Sehun. ― O parceiro tentou lhe chamar, mas ela não lhe deu ouvidos.


Seguiu caminhando até chegar na sala de interrogatório.


― O que está fazendo aqui? ― Jongdae murmurou ao vela. ― Não é necessário ficar, é só um procedimento de rotina.


― Se nosso chefe está lá dentro participando disso, então é muito mais que algo de rotina. ― Sehun retrucou, deixando o outro sem palavras.


Pelo vidro, pode ver que Chanyeol estava lá dentro junto do Kim.


― É ele? ― A moça balbuciou.


― Sim. ― Kyungsoo suspirou. ― O conhece?


― É o vizinho da Jihyo. ― Ela disse assustada. ― Zhang Yixing...


― Que sempre visitava a avó, a gentil senhorinha que morava próximo a Kim Soohyun e que já havia sido atendido por Kim Eunji quando se envolveu em um acidente de trânsito meses atrás. ― Jongdae disse lentamente.


― Eu preciso ligar para a minha irmã. ― Se afastou, enquanto pegava o celular com as mãos trêmulas.


Alô?


― Jihyo? Onde você está? ― Sehun perguntou nervosa.


Em casa. ― A outra moça ficou confusa. ― Qual o problema?


― Você está bem?


Claro que estou, o que houve? Escute, não precisa se preocupar. ― A irmã era como ela. ― Pode vir aqui confirmar, não há problema algum, estou bem.


― Ok, certo. ― Sehun respirou fundo. ― Eu vou vê-la depois, faz tempo que quero jantar aí com você.


E será muito bem vinda, farei o seu prato favorito! Até. ― A ligação foi encerrada e ela fechou seus olhos por alguns instantes.


Se assustou quando a porta foi aberta e ficou ereta, observando Yixing sair algemado.


― Estão com o cara errado. ― Começou a dizer. ― Ele ainda está lá, esperando o momento perfeito para atacar... E Sehun... ― Olhou diretamente para a moça. ― Por favor, ele espera que aquele vestido vermelho não tenha sido rasgado como outras peças, ainda mantém esperanças de lhe encontrar usando ele.


Aquilo foi o bastante para que ele fosse segurado por Chanyeol com certa violência e ela ficasse assustada, pois aquela era a peça que tinha usado quando saiu com o Park e foi para seu apartamento.


― Tirem ele daqui, agora! ― Ordenou o chefe.


. . .


― Não era necessário. ― Sehun murmurou assim que o Park abriu a porta e ela desceu do veículo.


― É sim, acredite e falo isso por todos nós. ― Se referiu aos colegas. ― Você está bem?


― Estou sim. ― Ela afirmou. ― Aquele cara devia estar jogando conosco, fui jantar com minha irmã e foi ótimo, não aconteceu nada.


― Eu sei. ― Ele disse e a moça o encarou. ― Desculpa, juro que foi a última vez. ― Não precisou de muito, para que admitisse que foi vigia-la.


― Eu estou bem. ― A Oh voltou a dizer. ― Até aliviada com aquele maluco estando preso, ainda bem que conseguiram achar evidências dele no crime.


― Sim, e pela pena que irá pegar... Podemos ter certeza de que ele ficará longe por um bom tempo. ― Chanyeol disse e a moça concordou. ― Acho que já vou indo, imagino que esteja cansada.


― Foi um dia intenso, nem acredito que ele já acabou. ― A Oh suspirou.


― Boa noite. ― Chanyeol desejou enquanto se afastava.


― Espere, por favor. ― Sehun tomou coragem e disse antes que ele voltasse para o veículo.


A Oh se aproximou dele e o abraçou fortemente, sentia o homem levar as mãos até seu cabelo e suas costas.


― Está tudo bem. ― O Park murmurou.


― Eu sei, seus braços me deixam segura disso. ― Sehun afirmou com o rosto contra o peito dele, eele sorriu enquanto depositava um selo em sua testa. ― Obrigada.


― Shii... Não precisa agradecer, eu também fico seguro por tê-la em meus braços. ― Ele afirmou.


Estavam tão próximos naquele momento, que não demorou para que se beijassem como tanto desejavam.


― Será bom dormir essa noite. ― Ela sussurrou com os lábios contra os dele. ― Gostaria de ter sua companhia nisso.


― Claro, seria uma honra para mim. ― Chanyeol disse e ela sorriu.


― Pode deixar seu carro na vaga que eu tenho, o meu está na revisão. ― A moça voltou a abraça-lo.

― Creio que irá querer uma carona para o trabalho.


― Você está certíssimo.


~~ Semanas depois ~~


Daquela vez, os dois realmente apenas dormiram na cama. Mas, não resistiram ao banho que tomaram juntos e aconteceu ali mesmo com a água do chuveiro molhando o corpo de ambos e ela quase sendo segurada pelos braços fortes dele contra a parede fria que provocava arrepios em sua pele.


Estavam novamente abraçados e ela sorriu ao perceber aquilo quando despertou.


― Ah, não. ― Chanyeol murmurou quando ouviu um toque. ― Não, não...


― Não seja dramático. ― Sehun se esticou e conseguiu chegar até a cômoda para pegar o celular. ― É uma mensagem da minha irmã, quer que eu vá almoçar com ela e quer me contar sobre a promoção que está próxima de ganhar.


― Isso é ótimo. ― Chanyeol sorriu fraco. ― Pode aproveitar seu dia de folga, faz tempo que não a vê.


― Eu sei.


Sabia daquilo pois fazia tempo que ela e o colega estavam envolvidos. Como podia ter tanta certeza? Pois havia começado a evitar rever sua irmã desde quando Chanyeol tinha lhe levado até em casa e se beijaram ali mesmo.


E aquilo logo já faria três semanas...


Tinha receio de falar sobre seu relacionamento, pois sentia que acabaria se apaixonando ainda mais e os dois pareciam querer não rotular o que acontecia entre elesjá que nenhum falava sobre.


Fora que precisavam ser discretos no trabalho e aquilo dava certo, pelo menos era o que achavam.


― Eu vou ir. ― Ela tentou se levantar, porém elea puxou.


A moça riu e Chanyeol deixou ela por baixo de si.


― Eu realmente preciso levantar. ― Riu antes de ele conseguir beija-la.


― Não, agora você irá ficar aqui comigo. ― Ele começou a beijar seu pescoço.


― Ouviu isso? ― Ela disse assim que outro celular começou a tocar. ― É o Junmyeon, dizendo que você está atrasado.


― Droga! ― O Park deitou a cabeça contra seu peito. ― Você está certa, dessa vez irá escapar dos meus braços. ― Deixou que se levantasse.


― Ora, Chan... Eu nunca quero escapar deles. ― O beijou mais uma vez e depois foi para o banheiro.


Já era hora de conversar com sua irmã e pedir por seus conselhos.


. . .


Desejou um bom trabalho ao outro e saiu.


A casa de sua irmã não era muito longe e por isso não demorou para chegar.


Abriu o portão com a chave que tinha e ficou um pouco confusa ao ver que tudo estava trancado, sabia que a mais velha gostava de deixar as janelas abertas para que o sol entrassem melhor.


E fazia um belo dia lá fora...


Abriu a porta e levou a mão ao coldre, porém revirou os olhos quando não sentiu sua arma ali e lembrou que tinha a deixado em seu apartamento.


Estava tudo em seu devido lugar.


― Jihyo? ― Chamou pela irmã.


E não demorou para encontrá-la.


A outra moça estava jogada no chão parecendo estar com as mãos amarradas e a boca amordaçada. Tentava lhe dizer algo de modo desesperado já que estava vermelha devido ao esforço e lágrimas saiam de seus olhos.


― Quem fez isso com você? ― Sehun balbuciou.


― Ele! ― Jihyo conseguiu fazer com que o pano escapasse um pouco de proteger sua boca.


Sehun não pode se virar o bastante para ver, já que um forte tapa foi acertado contra seu rosto e ela caiu no chão.


Tentou ir para longe, mas não conseguiu se levantar. O homem a virou para que ficasse de frente para ele e logo conseguiu reconhece-lo.


― Minseok. ― Murmurou o nome dele.


― Achei que viria com aquele vestido vermelho, ele é o meu preferido. ― Ele sorriu.


Tentou soca-lo e quase acertou uma cotovelada nele, porém o homem conseguiu bater sua cabeça contra o chão e aquilo foi o bastante para que fosse desarmada e não conseguisse mais reagir, seus movimentos começaram a ficar mais lentos e sabia que iria perder a consciência. Conseguiu virar a cabeça para o lado e observou a irmã.


Ele já havia saído de cima de si e agora arrastava Jihyo para algum lugar, mas ela não pode ver mais.


Desmaiou, mal sentindo a ardência provocada pelo corte em seu rosto causado pela agressão.


. . .


― Ele está para ser condenado, não pode acreditar nessa. ― Chanyeol dizia ao chefe, enquanto seguia o mesmo.


― Não sou eu que ele quer ver, é você. ― O Kim parou. ― Quer falar algo sobre Sehun, eu sei que você e ela estão tendo alguma coisa e só não deram ainda um nome para a relação que estão tendo... Yixing está escondendo algo e finalmente irá falar, então, você irá ouvir.


Seu chefe ficou ali enquanto ele entrava e respirou fundo.


― Então... ― Se aproximou e ficou sentado de frente para o acusado. ― O que quer falar comigo?


― Não fui completamente sincero no meu primeiro depoimento. ― Yixing ficou observando suas mãos algemadas.


― E o que fez mudar de opinião e ainda querer que somente eu escute?


― Eu sei que você é próximo a ela... ― Ele sorriu sem humor, mas logo se recompôs. ― Eu não cometi os crimes sozinho, alguém me ajudou em todos os planos.


― Inclusive para escolher as vítimas?


― Ele trazia os nomes para mim, ele quem escolhia e eu só matava no final... Ele é quem observava seus passos por dias, até que achasse o melhor momento paraagir. ― Yixing revelou.


― Quem?


― Kim Minseok, ele é totalmente obcecado por ela... Eu sei que tem observado seus passos, onde ela vai e com quem vai. O idiota sabia que se conseguissem me prender logo, deixariam de cuidar seus passos como estavam antes todos protetores, e assim o caminho ficaria livre para ele.


― Minseok... ― Chanyeol murmurou e logo lembrou de seu nome. ― Ele foi colega dela na escola para se formar como policial, mas foi reprovado e expulso.


― Eu sei a história, acontece que ele acabou saindo do quarto para fazer uma visita a sua então namorada, Kim Soohyun, e foi descoberto... Esperava que fosse defendido por seu colega, Kwon Wonsik, mas seu amigo estava ocupado demais com a reta final da faculdade de sua irmã, Eunji e também esperava algum apoio de Sehun, mas ela se recusou a ajuda-lo. Sabia que o que tinha feito era errado e achava que ele merecia uma punição, a segunda mulher que o amava lhe traiu dessa forma e acabou não aguentando.


― Sehun. ― O Park sussurrou e um suspiro nervoso, escapou de seus lábios. ― Você quem fez o trabalho braçal, esse tempo todo. ― Se referiu assim, pelo Zhang ter matado as vítimas.


― Se eu fosse você, iria rápido... Ela pode não estar mais viva. ― Yixing deu um meio sorriso.


Aquilo foi o bastante para que Chanyeol saísse o mais rápido possível daquela sala e fosse ver o chefe, vendo que ele já falava no rádio.


― Ela foi para a casa da irmã, e não levou a arma. ― Ele respirou fundo. ― Precisamos ir salva-la!


― Não sem um plano. ― Junmyeon quase o segurou. ― Precisamos pensar em algo.


. . .


A cabeça de Sehun estava dolorida e ela sentia um gosto amargo em sua boca, o sangue em sua bochecha já estava seco e tentou levar uma das mãos até ali percebendo que suas mãos estavam amarradas.


― Isso é ótimo. ― Murmurou enquanto respirava fundo, ainda um pouco tonta.


Tentava reconhecer o lugar que estava, mas só conseguia perceber que tudo estava escuro.


― Olá, policial Oh. ― Se assustou quando ele disse aquilo.


― Minseok. ― Balbuciou seu nome. ― Como?


― É uma pergunta muito interessante, mas não estou afim de lhe explicar. ― Ele riu.


― Minha irmã. ― Ela tentou se levantar, porém ele apoiou um dos pés contra seu peito e a moça não conseguiu se mexer.


Ainda estava fraca e debilitada.


― Ela está bem. ― Deu de ombros. ― Deve estar chorando enquanto diz para Chanyeol, que eu a levei e você estava desmaiada em meus braços.


― Chan...


― Oh sim, mas é claro que seu namoradinho já deve estar sabendo. ― O Kim respirou fundo. ― Anda, levante! Não pode ficar aí para sempre. ― Puxou um de seus braços com força e a arrastou.


Ao ouvir o barulho de sirenes, ela ofegou.


― Até que eles não demoraram tantas horas para nos achar. ― Minseok fingiu surpresa e a moça se assustou, percebendo que havia passado horas estando inconsciente.


― Me deixe ir. ― Sehun murmurou.


― Não, não! Agora que falta tão pouco, logo vou concluir minha vingança. ― O Kim estava insano e não iria conseguir dialogar com ele.


― Ei!


A Oh teve o cabelo segurado com força por ele e a arma foi colocada contra sua cabeça.


― Chan. ― Deixou o apelido escapar de seus lábios.

E o Park tentou se manter firme, mesmo vendo que ela estava ferida e ainda fraca enquanto era obrigada a ficar em pé.


― Deixe ela ir. ― Chanyeol nem piscava, com o dedo já contra o gatilho.


― Tão fácil assim? Não...


― Não foi fácil para você ser expulso? Não foi fácil para você ser humilhado? ― Chanyeol mexeu com ele. ― Isso também será.


― Não me teste. ― A arma que antes estava contra ela, foi mirada no outro policial.


E foi aí que Sehun arregalou os olhos, reparando que o homem não usava colete a prova de balas. Seu coração acelerou ao imaginar que Chanyeol tinha entrado ali sozinho, sem ao menos pensar em um plano para que se salvasse.


A mente dela ainda estava uma bagunça e a discussão entre os dois só conseguia lhe deixar mais nervosa. Pela janela do armazém abandonado, podia ter a impressão de ver um sniper pronto para agir e quase mirando no Kim.


Um barulho assustou Minseok e pensou que tinha sido o início da invasão sobre o local, o que fez com que ele começasse a atirar. Sehun gritou quando viu o Park levar um tiro e se abaixou, não podendo ver o Kim ser desarmado graças aos tiros em seu braço e ombro.


― Não, não! ― Gritou desesperada enquanto engatinhava, até o outro policial ferido.


Pegou o rádio que ele tinha preso em sua cintura e implorou para que invadisse o local junto de uma maldita ambulância para que o socorressem.


― Por favor, não. ― Sehun acariciou o rosto dele, que ficou inconsciente no instante que a bala atravessou seu peito. ― Não morra. ― Chorou enquanto o abraçava e o apertava contra seus braços, ficando ainda mais nervosa ao ver o sangue que sujava suas mãos de forma intensa. ― Eu ‘te amo. ― Finalmente admitiu para si mesma.― Por favor!


. . .


Ela ainda estava com as roupas sujas de sangue, o cabelo desarrumado, mas já estava com curativos feitos e limpos. As lágrimas ainda escorriam por seus olhos enquanto a moça continuava em silêncio, somente encarando a parede.


― Ei... ― Kyungsoo se aproximou dela. ― O doutor disse que você fugiu do quarto.


― Eu não preciso ficar internada. ― Sehun retrucou enquanto fungava.


― Então, você pode ir...


― Eu não ficarei longe dele. ― A Oh o impediu que ele sugerisse a ideia de ir para casa, descansar lá.


― Ele está em cirurgia já faz quatro horas, é muito tempo. ― O Do respirou fundo, quando ela não o respondeu.


Também encarou a parede por alguns instantes, enquanto tinha um copo de café em mãos.


― Sabe... Para uma mulher no seu estado, você aguentou muito bem a pressão e o estresse de hoje e desses últimos dias.


― Eu sou uma policial, Soo, tenho que aguentar isso. ― Sehun estranhou o comentário, mas o ignorou ao mesmo tempo.


Ela acabou olhando o parceiro ao ver que o mesmo ficou em silêncio, os dois ficaram se encarando por alguns instantes.


― Meu Deus... ― Sehun murmurou. ― Como você descobriu?


― Sou pai de duas crianças e minha esposa logo dará à luz ao nosso terceiro filho, posso dizer que já tenho experiência nisso. ― Ele deu de ombros e sorriu fraco.


Sehun assentiu, ficando constrangida.


― Ele já sabe disso?


― Não, o médico confirmou agora a pouco para mim. ― Sehun respirou fundo e voltou a encara-lo. ― Acabamos sendo descuidados uma vez e... Foi isso. ― Ela sorriu, um pouco nervosa.


― Será uma ótima hora para contar, para ele. ― O Do se referiu sobre quando o colega despertasse no quarto.


― Não quero deixa-lo nervoso. ― Ela desconversou.


― Pelo menos, já estamos em um hospital. ― Ele brincou e fez a moça rir.


E quando a enfermeira se aproximou para avisa-los que o Park havia passado bem pela cirurgia e não corria mais nenhum perigo, a Oh sentiu uma das mãos do parceiro em seus ombros para lhe dar confiança.


Sehun pediu e depois de certa insistência, deixaram que a moça ficasse no quarto do rapaz até que ele despertasse.E horas depois, já cansada de balançar a perna esquerda e de ficar tanto tempo sentada ali, ela viu que ele começava a acordar.


― Ora... ― A voz dele estava mais grossa que o normal, rouca. ― Se não é a namorada dos meus sonhos. ― Brincou.


E ao ouvir ele falando, a moça não aguentou e começou a chorar enquanto se aproximava.


― O que? ― Chanyeol murmurou. ― Não, não precisa ficar assim, eu logo ficarei totalmente bem.


― Me desculpa, eu sinto muito. ― Sehun soluçou, com os ombros chegando a estar trêmulos.


― Não há nada que você precise se desculpar, Hunnie. ― O Park foi sério ao dizer aquilo. ― Se aquele tiro tivesse me matado, não me importaria desde que soubesse que você sobreviveu.


― Não diga essas coisas. ― Ela tentou secar suas lágrimas, enquanto se aproximava dele.


― Então pare com o choro. ― Ele retrucou.


― Certo. ― Sehun fungou e segurou uma das mãos dele, levando até sua face.


Fechou os olhos ao sentir as falanges dele, tocando sua pele.


― Deveria surra-lo pelas marcas que fez em você. ― Chanyeol se referiu aos hematomas em seu rosto, causados pelo tapa e batida do Kim.


― O médico fez exames em mim, e confirmou algo que eu já andava desconfiada e não queria admitir. ― Sehun começou a dizer baixinho, fechou os olhos e respirou fundo antes de voltar a encara-lo. ― Eu... Eu estou grávida.


O Park abriu a boca por alguns instantes, com os olhos ainda mais arregalados ao menos conseguindo balbuciar uma palavra que fosse. Ele então sorriu largo e tentou lhe puxar, fazendo ela entender que devia se aproximar mais para assim ele conseguir abraça-la já que o homem não podia fazer esforços. Ao sentir os braços dele ao seu redor, Sehun deixou um sorriso escapar junto de um suspiro, aliviada com aquela reação dele.


― Fomos descuidados. ― Chanyeol murmurou logo após se separarem.


― Sim, fomos. ― Ele levou uma das mãos até o abdômen dela, voltando a deixar a moça emocionada.


― Antes que eu esqueça... ― O Park lembrou, depois que ficaram em silêncio por longos minutos.


― O que?


― Eu também amo você. ― Ele disse e a moça arregalou os olhos, antes de voltar a derramar algumas lágrimas.


Ele sabia.

8 de Octubre de 2019 a las 05:27 0 Reporte Insertar 0
Fin

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Anna Luisa 💕💕 Sou a kiefan do spirit 💕 💕• Ficwriter • 💕 ••EXO-L•• 💕

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