Asian Scars × Jikook Seguir historia

disgrasarmy barbara

Jeon Jungkook é um jovem traficante conformado com o seu presente, não questiona o futuro e sabe muito bem quais foram as peças do jogo que o levaram a seguir tal caminho. Tudo muda quando os seus olhos se cruzam com os de Park Jimin, um estudante apaixonado pela literatura, mas que tem medo do sentimento que inspirou inúmeros autores ao longo da história: o amor. Seria uma pena se todas as descrições sobre o que é o amor, presentes em cada linha e página lidas por Jimin, estivessem estampadas nas orbes escuras e enigmáticas de Jungkook. +18 | jikook flex | long fic


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#flex #boyxboy #gay #lgbt #policial #slash #criminal #kookmin #jikook
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Bad Idea

A história do amor sempre esteve cercada de mudanças: da reprodução para povoar o recente planeta Terra; de casamentos usados como contratos para fins políticos e financeiros; dos trovadores medievais à canções pops românticas escutadas por jovens que descobriram a primeira decepção amorosa.

Em todas essas épocas, Jimin estaria dentro do grupo dos excluídos e marginalizados. A sua forma de amar sempre foi proibida, perseguida e condenada. Toda a literatura romântica, filmes e letras de músicas que o cercam são repletas de casais heterossexuais. Vozes masculinas cantam: “she’s the only one”, e vozes femininas complementam: “boy, I’m in love with you”.

Toda a ideia de amor romântico que Jimin possui vem de tudo o que já leu. Se apegou a todas as descrições sobre o que o amor pode ser e tentou sentir tudo o que estava nas inúmeras linhas e páginas, mas apenas se prendendo às palavras, pois até então, ele nunca havia se apaixonado por alguém. As borboletas no estômago? Ele não sabia o que era, muito menos o coração acelerado e o andar desconcertado por passar perto de quem se gosta; nunca esteve vulnerável, à mercê do desejo de querer estar perto de alguém, com os pensamentos presos a uma única pessoa durante o dia, antes de dormir e nos sonhos.

Mas também nunca teve o coração partido.

Jimin nunca sentiu o que é o amor, mas sabia que poderia doer e talvez por isso ele se protegia como podia, assim como o semáforo que se fecha alguns segundos antes para o pedestre, para assim que os carros avançarem, não haver ninguém na pista. Talvez, mas só talvez, Park Jimin tenha medo de sentir toda a dor descrita em livros de poesias e canções românticas, porque afinal, essa dor só pode ser grande o suficiente para inspirar tantos autores.

Talvez, a palavra “talvez” esteja sendo usada apenas para disfarçar toda a certeza que Jimin possui quanto aos seus medos e a possibilidade de adquirir alguma cicatriz no peito. Um sinal de que alguém passou por ali e não quis ficar. Medo de sentir a angústia que já passou pelos os seus ouvidos em confissões sinceras de amigos, lamentos de pura certeza de que perderam o tal “amor da vida” e de que nunca encontrarão um outro alguém .

Talvez seja por isso que, frequentemente, Jimin acorda em camas estranhas e apertadas. O amor nem sempre existiu da forma como é nos dias de hoje, mas o que sempre existiu e sempre existirá é o prazer da carne.

As cortinas finas que não impediam a claridade matinal de incomodarem os seus olhos o fizeram despertar contra a sua vontade, virando o rosto para o lado e se deparando com a silhueta nua de um cara com a face virada para a parede. Observou a nuca alheia por alguns segundos antes de constatar que não se lembrava de seu nome, só sabia que ele era tailandês e… estudante de dança?

Se sentou na cama e passou os olhos pelo quarto a procura de sua calça, o sol forte prejudicando sua visão. Tentou se acostumar com a ausência do escuro e assim forçou as pálpebras, que protestavam, a permanecerem abertas. Queria evitar encarar os feixes de luz, mas não pôde escapar. Lá estava, jogada no chão, sendo iluminada pelos raios solares que adentravam a janela evidenciando as pequenas partículas de poeira vagando pelo ar.

— Ótimo… — Praguejou passando o tecido quente entre as pernas e fechando o zíper na maior velocidade que podia.

Sua mochila estava largada em um canto perto da escrivaninha. Colocou uma das alças sobre o ombro e antes de girar a maçaneta da porta, olhou mais uma vez para o cara com quem passou a noite e se perguntou se o mesmo teria aula pela manhã. Acordá-lo ou não? Se o acordasse, teriam que tomar café da manhã juntos e conversariam sobre temas aleatórios apenas para quebrar o constrangimento? Haveria constrangimento? Iriam juntos para a universidade? Definitivamente, não queria ter esse tipo de intimidade com alguém que nem lembrava o nome.

Jimin segurou todo o ar dentro de si, abriu e fechou a porta com todo o cuidado para não fazer barulho. Desceu as escadas lentamente, temendo encontrar alguém, mas conseguiu calçar os sapatos e sair daquela casa sem ser notado, muito menos impedido de ir embora sem comer alguma coisa. De vez em quando, as pessoas podiam ser menos educadas.

Andou com passos largos até a Universidade de Yonsei. Ficar com intercambistas tinha lá suas vantagens: Pelo menos eles moravam bem perto de onde estudavam.

Jimin tentava arrumar o cabelo negro com as mãos; sua calça igualmente escura e apertada marcava os músculos das pernas, assim como a sua cintura afilada, que era desenhada graças a camiseta branca um pouco mais justa.

Passou pelo portão principal e tudo pareceu ficar mais fresco, como se tivesse entrado em mundo à parte. Os galhos das árvores cantavam com o vento, algumas folhas caíam em seu caminho, passarinhos andavam sobre a grama recém aparada e um casal de estudantes fumava o primeiro cigarro do dia perto da cantina.

De vez em quando, se permitia observar a arquitetura de todos aqueles prédios imponentes, as vidraças bem polidas; as placas gigantescas indicando para onde ir e os funcionários uniformizados que pintavam algum banco de cimento. Tudo exalava poder e saber, Jimin sabia que os dois sempre andavam juntos, mas também sabia que que nem todo aquele que possui conhecimento, tem o poder sobre alguma coisa, constatando tais fatos ao olhar para o seu colega de classe levantando a mão para mais uma vez, interromper o professor que estava à beira de revirar os olhos por saber que daquela boca, coisa boa não sairia.

— Mas professor, a ocidentalização é algo bom. São eles que estão no poder, por que lutar contra isso?

Jimin não conseguiu deixar um sorriso soprado escapar. Não queria entrar naquele tipo de discussão logo pela manhã, mas às vezes Jongdae forçava a barra:

— Você não vê como tudo isso afeta a nossa sociedade? Somos campeões em cirurgia plástica porque queremos entrar em um padrão de beleza que não nos pertence.

— Mas os ideais ocidentais são melhores que os nossos, vivemos estagnados em uma tradição que não faz mais sentido, cheia de preconceitos e discriminação com coisas idiotas. — Jongdae se virou para trás, sabendo exatamente de quem era aquela voz, afinal, era sempre a mesma pessoa que contrariava suas ideias.

— Já evoluímos muito e você sabe disso, se quer mudanças, faça parte dessa geração de um modo ativo, mas sem esquecer das nossas raízes e renegar os nosso traços. — Jimin manteve a postura relaxada, mas as mãos grandes de Taehyung surgiram em seus ombros para o massagearem rapidamente, ele adorava quando o amigo deixava Jongdae sem palavras.

— Tanta cirurgia nesse mundo e nenhuma troca o cérebro desse cara. — Cochichou no ouvido de Jimin, que olhou sobre o ombro mostrando um meio sorriso. — Mas então… — Taehyung disse após o professor retomar a explicação, mantendo a voz baixa e grave, agindo como os profissionais que eram em conversar durante as aulas sem serem escutados. — O que você acha da gente dar uma relaxada durante a festa de amanhã?

— Relaxada?

— É… você sabe, apertar um.

— Tá me convidando ou vai fumar tudo sozinho de novo e acabar com uma crise fodida de ansiedade?! — Jimin sabia expressar muito bem a sua ira, mesmo que fosse em sussurros que faziam Taehyung colocar a mão sobre a boca para abafar a sua risada.

— Eu vou te esperar, só vamos falar com o Chanyeol e pegar o contato de alguém que venda da boa, aquela lá ‘tava estragada com certeza.

— Eu nunca nem usei essa porra, nem sei qual vai ser a reação do meu corpo usando essa merda.

— Tem que experimentar pra ver. — Taehyung jogou o cabelo para trás e se recostou na cadeira, se afastando de Jimin.

Chanyeol era um nome que não fora esquecido pelo moreno. Quando se conheceram, os dois ainda eram calouros e Jimin estava mais perdido do que nunca, conhecendo a própria sexualidade e a si mesmo. Chanyeol foi paciente e soube respeitar suas vontades, mesmo quando se afastaram sem muitas explicações. Se viam por aí e conversavam sobre qualquer coisa, sabendo o que significaram um para o outro, mas sem se afetarem devido a sentimentos que os dois sabiam que eram inexistentes. Algumas pessoas nos ensinam tanta coisa, mas não deixam marcas tão profundas.

E logo depois de terem se afastado completamente, Chanyeol começou a fazer parte de um dos estereótipos dos estudantes de música: aquele que deixa o cabelo por cortar; tem sempre um beck pra salvar a galera e um violão nas costas, mas isso não o fazia ser menos incrível.

Já Jimin, se manteve na dele, um pouco preso às normas invisíveis do seu curso de Letras, que dentre todos os outros do bloco das humanidades, era visto como o mais certinho. Viviam em uma guerra fria entre quem havia lido mais; entendido uma leitura mais difícil ou escrito algo que tivesse valido um dez nas mãos exigentes de um professor rigoroso. Uma prepotência e pedância que o fazia revirar os olhos.

(...)

Usar drogas dentro do campus era algo considerado normal. Yonsei parecia ser cercada por muros invisíveis, onde a polícia não entrava e já que a patrulha universitária não tinha força para impedir o consumo, apenas fechavam os olhos, fingindo que nada daquilo acontecia. Jimin e todos os outros estudantes possuíam somente uma visão superficial de tais fatos, não entendiam exatamente como tudo funcionava e nem faziam questão de saber. Tinham o que queriam de modo fácil em suas mãos, pagavam por um preço justo e se satisfaziam. Um prazer proibido, mas não para todo mundo.

A aula já havia acabado e os dois amigos saíam do prédio das Letras e se encaminhavam para o Centro de Belas Artes, onde se localizava o curso de música e onde Chanyeol ficava afundado no sofá do Centro Acadêmico, com um violão sobre o colo, dedilhando qualquer coisa enquanto fumava, com os olhos vermelhos e distantes, contemplando alguma imensidão imaginária a sua frente.

— Brother… é só falar com o Flamingo. — Ele disse, quase cantando acompanhado do violão.

— Quem é Flamingo? — Jimin perguntou, estranhando o apelido.

— Em que mundo vocês vivem? O cara tá sempre por aqui e tipo assim... ele tem o cabelo rosa! — Chanyeol continuou a olhar para a expressão vazia dos outros dois e bufou impaciente. — Tá, eu vou dar o número dele e aí vocês se resolvem.

Jimin e Taehyung saíram do prédio inteiramente grafitado com a arte dos próprios alunos e tomaram o caminho de volta, passando pela área verde que os separava. Todos naquele pequeno jardim conversavam animadamente, a maioria com cigarro entre os dedos, folhas de seda impedidas de voar graças aos livros com etiquetas da Biblioteca Central. Somente naquele momento parou para pensar que nunca havia reparado na presença de um cara de cabelos cor-de-rosa-cereja, enrolando um baseado, selando-o com a própria língua e passando para uma garota sentada ao lado dele.

Talvez, as maiores aventuras comecem com uma ideia não tão boa assim.

29 de Septiembre de 2019 a las 00:33 0 Reporte Insertar 0
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