Ao Bater da Bengala Seguir historia

dude Sofia Macedo

Uma garota que sonha um pesadelo, mas que ao acordar não se lembra de nada. Será que é um loop infinito ou a sua morte definitiva?


Horror Historias de fantasmas Todo público.
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Ao Bater da Bengala

Hoje eu acordei 6:30 da manhã, último mês de aula, não temos mais provas, mas estamos nos preparando para a colação, que acontecerá em dezembro, então meio que é obrigatório vir este último mês.

Quando cheguei no meu colégio, nós começamos a fazer todos os ensaios, além de ter aula. Algumas horas depois, eu fui para o vôlei, fui a última a ficar, quando acabou a aula.

Só que... quando eu estava prestes a sair... eu ouvi um barulho... um barulho muito estranho vindo do teatro, era noite, mas não era noite, tipo de madrugada, (onde faz mais sentido ouvir esses barulhos), falta alguns minutos para às 21:00.

Apesar de eu falar mal daqueles que vão atrás do barulho, mesmo sabendo que tem algo de errado, eu sou uma dessas pessoas; um dia eu acho que a minha curiosidade vai me matar.

Não tem mais ninguém no ginásio, então vou aproveitar e ir para o teatro.

Quando eu fui abrir a porta, meu celular tocou, levei um susto do caralho. Era um número desconhecido, do mesmo jeito eu atendi; estava mudo, eu apenas ouço uma respiração pesada do outro lado, perguntava quem era, mas ninguém respondia... senti um calafrio na minha coluna espinal.

Mesmo eu recebendo essa ligação, eu vou entrar, eu preciso saber o que tem ali dentro, preciso saber que barulho é esse.

Quando eu abro a porta, é quase a mesma coisa que entrar no armário e chegar em Nárnia. A única diferença é que é mais sombrio, o calor que tinha antes, agora está frio, quase congelando.

Não estou com medo, vou continuar a seguir esse barulho.

De repente pessoas aparecem sentadas nas cadeiras, ao mesmo tempo que as luzes do palco se acenderam.

Alguém com os braços e pernas amarrados, com cordas que vinham do teto, como se fosse um fantoche.

As cordas estavam presas de um jeito que está fazendo sair sangue de seus braços e pernas.

Chego mais perto, é uma garota, está na faixa dos 20 anos de idade.

Ela é muito bonita.

Mas nada aconteceu, ela está apenas caída no chão, desacordada, talvez até morta, estou muito longe para dizer.

De repente, ela acorda, parece meio zonza e, então começa a gritar desesperadamente pedindo ajuda, mas ninguém faz nada... estão todos rindo.

As cordas começam a se mexer, na batida de uma bengala no chão.

A sua dança é assustadoramente incrível, em seu rosto, parece que está sentindo muita dor.

Então, todos estão olhando para mim, de um segundo para o outro, mas a garota ainda está sendo controlada.

Percebo que ela parou, mas as cordas ainda a puxam, fazendo seus membros se separarem, um por um, fazendo jorrar sangue na plateia, mas ninguém para de olhar para mim.

A bengala no chão começa a bater, cada vez mais rápido, e então... tudo fica escuro.

Não sei o que está acontecendo, eu não vejo nada, apenas ouço gritos.

Quando finalmente consegui abrir os meus olhos, eu me vi amarrada no palco, que nem a outra garota. Tinha alguém me olhando, prestei mais atenção... é a Gabi, a minha melhor amiga, é ela quem está me olhando agora.

Eu chamo ela, grito o seu nome. Quando ela me reconhece, corre em minha direção e sobe no palco. Quando chega perto de mim o suficiente para me tirar dali, àquele que se esconde na escuridão com a bengala, sai para fora. Mas as luzes diminuíram, meu palpite seja que ele é sensível a luz.

As pessoas na plateia começam a falar alguma coisa em outra língua, parece latim, ou talvez não, está muito difícil de entender.

Aquele que vive na escuridão, ele não tem forma, é uma sombra escura sem rosto, sem corpo, apenas usando uma bengala para tudo começar.

Ele parou no meio de nós duas, a plateia estava fazendo reverência a sombra escura. Com uma batida, eles se levantaram e pegaram a Gabi.

A sobra falou algo que não entendi, mas ele repetiu várias vezes em línguas diferentes.

"Péssima escolha."

A batida da bengala começa a bater muito rápido, aumentando cada vez mais.

Eu acho que a curiosidade finalmente me matou.

Quando as cordas começam a me puxar... tudo fica escuro.

...

...

Hoje eu acordei 6:30 da manhã...



FIM.



9 de Septiembre de 2019 a las 02:22 0 Reporte Insertar 0
Fin

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