Anjos Quebrados - A queda dos rebeldes Seguir historia

deodiegolimaa Diego Lima

Já sabemos que uma grande porção de anjos foram expulsos do céu pelo seu criador. O que ainda ninguém sabe é para onde todos os traidores foram ou se conseguiram sobreviver a dolorosa queda até a Terra.


Fantasía Todo público.

#inveja #rebelião #rebeldes #caídos #anjos
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Samyaza - O anjo da Sabedoria

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+ Fui o quinto anjo que provou a verdadeira dor ao chegar no mais novo lar chamado Terra. Sem exitar, arranquei minhas asas de forma brutal mesmo ainda caído. Minhas mãos tremiam, meu corpo agora era de carne, me sentia mais fraco e com muito frio, a minha volta via tudo branco, meus olhos embaçados distocia tudo em que focava, ao chão via como se fossem nuvens tomando diversas formas, mas era gelada e derretia em em meus braços. Estava totalmente desorientado, como se minha mente estivesse processando algo e perdido os comandos que fazem o meu corpo movimentar. Fiquei paralisado, perdendo até a noção do tempo. A dor era tão intensa e o frio tão rigoroso que nem sentia mais o meu corpo, sensação que não conseguia explicar ou até mesmo entender.Consegui levantar, depois que o céu escuro clareou. Minhas asas estavam totalmente queimadas no chão, a imagem e a dor que jamais esquecerei. Comecei a caminhar naquela imensidão branca deixando apenas minhas pegadas e o que um dia será apenas meu passado. Não via nada ao meu redor a não ser o chão branco. O vento era como facas afiadas que ao encostar, pareciam cortar os meus lábios. Essa era minha condenação, que já havia aceitado. Antes mesmo de perder os movimentos e cair novamente, perdi a consciência.Minha cabeça voltou a funcionar, antes mesmo de abrir os meus olhos, me certifiquei que conseguia mexer o meu corpo, conseguia sentir a minha esquerda uma fonte de calor que me aquecia. Abri meus olhos e levantei rapidamente. Estava em uma sala de pedras, em um dos cantos havia um buraco, o sol passava por ele e me aquecia com seu calor. Minhas feridas estavam cicatrizadas, tinha controle em meu corpo e na minha mente, consegui sobreviver a grande queda que serviu como castigo ou até mesmo condenação.Derrubei a pedra que trancava a única saída daquele lugar, com isso percebi que continuava com minha força, minhas memórias e meus poderes. Acordar depois de sentir toda aquela dor era revigorante. Não esperava encontrar problemas já no começo. Quando a pedra caiu fez um enorme barulho e não demorou muito para que aparecesse humanos com lanças, escudos e espadas. Armas estranhamente familiares, muito parecidas com as armas usados pelos anjos sentinelas.Não sabia onde estavam todos os outros que caíram, mas sabia que não poderia revelar o que posso fazer aos humanos. Os homens me acusaram de violar o túmulo do irmão de seu mestre, o chamavam de Tridos o Lord. Me levaram até um lugar que havia uma grande aglomeração de humanos, eles chamavam de vilarejo das montanhas. Deixaram tomar banho e me deram roupas limpas para que eu fosse até o líder. Ao abrir a porta, que me separava desse líder misterioso, o homem sentado em uma cadeira no final da sala me chamou de irmão. Notando que não havia entendido, muito menos acreditado, ele tirou sua capa e sua camisa mostrando as cicatrizes em suas costas, igual as minhas, causadas pela ausência das asas. Fiquei feliz em encontrar um dos caídos, pois estava sozinho e precisava entender esse mundo. Fiquei surpreso que ele conseguiu, em tão pouco tempo, se tornar um líder para os humanos e claro sem que saibam quem realmente ele é. Porém fiquei mais surpreso quando afirmou que tudo isso tinha levado décadas para acontecer e que eu adormeci por quase cem anos. Levei muito tempo para digerir essa informação. Todos os anjos condenados a habitar a Terra seguiram caminhos distintos, sem se importar com seus próprios irmãos, houve briga entre eles que resultou em guerra para os humanos. Foi naquele momento onde eu percebi que todos já tinham sucumbido aos sentimentos terrestres, já eram como humanos, tornaram-se seres individuais e mesquinhos.Fiquei ao lado de meu irmão por muitos anos, criamos uma nova vida, fizemos um império e até sofri uma crise de identidade. Chegou em um momento que não sabia mais quem realmente eu era. Sofri por muito tempo, aguentando todas as reclamações daqueles humanos que não entendiam absolutamente nada da vida, tentei ensinar valores, respeito, mas o que eles entendiam era apenas a força, a briga. Os duelos eram o que definiam quem estava certo, suas ideias só seguiam em frente se as pessoas que o contrariavam estivessem mortas. O fato de estar na Terra é porque errei, fui punido pelas minhas ações e mesmo sendo tarde demais, eu me arrependo. As tentativas de me redimir falhava a cada manhã que eu acordava, queria apenas ter paz. Após dezenas de ideias frustradas me despedi do meu irmão para seguir o meu caminho e quem sabe fazer alguma diferença por onde eu passar. Era imensamente grato por tudo que nós fizemos juntos e por tudo que ele fez para mim, mas era necessário seguir em frente. Passei por muitos lugares em minha jornada e todas essas cidades deixei um rastro de destruição. O estranho era que não fazia nada a não ser passar ensinamentos bons, mas mesmo assim, sempre acabavam sendo destruídos por sentimentos que o faziam ir a guerra. Nada o que eu fazia adiantava para amenizar a crueldade da guerra. Cheguei a morar em uma caverna isolada das pessoas, foi o lugar onde me fez pensar muito para chegar a conclusão de que eu querendo ou não sou o mal que afetou todo os lugares que passei. Depois que fui expulso do céu a luz que habitava em mim foi apagada, a lacuna dentro de mim foi preenchida pelo mal, essa agora era a minha natureza. Não conseguia mais mudar essa realidade. Quando aceitei quem realmente sou as coisas começaram a mudar, a confiança me encheu de ideias. Criei o primeiro grupo de humanos, que mesmo sem nome, futuramente o chamariam de seita. Recrutei as pessoas excluídas de suas famílias, cidades e vilarejos, os que eram chamados de defeituosos, aqueles que eram reprimidos, amaldiçoados pelos pais, os chamados de fracos. Dei a eles novas esperanças, a oportunidade de mudar o que estava pré-destinado e todos agarraram em minhas palavras, maravilhados com a minha promessa me seguiram e me obedeceram. Ensinei a todos o que iria além do entendimentos de meros mortais. A vida e a morte agora não era mais simples palavras, mas sim sabedorias sobre os mistérios da morte, o submundo, até então inexistente para os humanos, as dádivas da vida. A existência dos espíritos, o poder, ensinei tudo a eles, até mesmo como praticar e aprimorar a sabedoria e o poder de suas almas para serem praticantes da magia. A humanidade não recebeu esse novo conhecimento muito bem, criaram o termo ´´bruxa`` para denominar todas as pessoas que ensinei, abominavam essa prática porque nem todos conseguiam entender e muitos ficaram loucos tentando. Ordenei que os meus discípulos caminhassem por cada canto desse planeta para compartilhar e ensinar cada vez mais pessoas. Por todo o planeta começaram a queimar, os que foram propagar os meus ensinamentos. Nos chamavam de Pagãos e pecadores, criaram uma lei que condenava todo praticante de magia a queimado vivo sem direito a defesa. Naquela criei minhas próprias leis para o meu grupo, a primeira condenava a morte para as família das pessoas que queimavam um de nós. Foi assim que começamos a ganhar poder e muita visibilidade, seguíamos as leis e quem nos feriu foi ferido em dobro. Mesmo com o medo focado em nós, começamos a viver discretamente entre os inimigos, nos espalhando por muitos lugares para cada um seguir sua vida e continuar com tudo o que ensinei.

Fui o quinto anjo que provou a verdadeira dor ao chegar no mais novo lar chamado Terra. Sem exitar, arranquei minhas asas de forma brutal mesmo ainda caído. Minhas mãos tremiam, meu corpo agora era de carne, me sentia mais fraco e com muito frio, a minha volta via tudo branco, meus olhos embaçados distocia tudo em que focava, ao chão via como se fossem nuvens tomando diversas formas, mas era gelada e derretia em em meus braços. Estava totalmente desorientado, como se minha mente estivesse processando algo e perdido os comandos que fazem o meu corpo movimentar. Fiquei paralisado, perdendo até a noção do tempo. A dor era tão intensa e o frio tão rigoroso que nem sentia mais o meu corpo, sensação que não conseguia explicar ou até mesmo entender, pois tudo o que estava vivendo até o presente momento era algo novo, nunca havia sentido tais sensações, nem mesmo, algum dia, perdi o controle de meu corpo que era de luz e dos meus pensamentos que eram para o bem.

Com muito esforço consegui levantar, o céu escuro já tinha até clareado, foi quando percebi que a dor diminuiu e o meu novo corpo obedecia os meus comando. Mesmo sentindo o que os humanos chamam de dor, consegui contemplar a beleza do sol que nascia no horizonte aquecendo tudo o que a sua luz tocava, inclusive a minha pele gelada.. Minhas asas estavam totalmente queimadas ao chão, a imagem e a dor que jamais esquecerei. Comecei a caminhar naquela imensidão branca deixando apenas minhas pegadas e o que um dia será apenas meu passado. Não via nada ao meu redor a não ser o chão branco. O vento era como facas afiadas que ao encostar, pareciam cortar os meus lábios. Essa era minha condenação, que já havia aceitado. Antes mesmo de perder os movimentos e cair novamente, perdi a consciência.

Minha cabeça voltou a funcionar, antes mesmo de abrir os meus olhos, me certifiquei que conseguia mexer o meu corpo, conseguia sentir a minha esquerda uma fonte de calor que me aquecia. Abri meus olhos e levantei rapidamente. Estava em uma sala de pedras, em um dos cantos havia um buraco, o sol passava por ele e me aquecia com seu calor. Minhas feridas estavam cicatrizadas, tinha controle em meu corpo e da minha mente, consegui sobreviver a grande queda que serviu como castigo e condenação a seres que hoje estão quebrados e precisam de concerto.

Derrubei a pedra que trancava a única saída daquele lugar, com isso percebi que continuava com minha força, minhas memórias e meus poderes. Acordar depois de sentir toda aquela dor era revigorante. Não esperava encontrar problemas já no começo. Quando a pedra caiu fez um enorme barulho e não demorou muito para que aparecesse humanos com lanças, escudos e espadas. Armas estranhamente familiares, muito parecidas com as armas usados pelos anjos sentinelas.

Não sabia onde estavam todos os outros que caíram, mas sabia que não poderia revelar o que posso fazer aos humanos. Os homens me acusaram de violar o túmulo do irmão de seu mestre, o chamavam de Tridos o Lord. Me levaram até um lugar que havia uma grande aglomeração de humanos, eles chamavam de vilarejo das montanhas. Deixaram tomar banho e me deram roupas limpas para que eu fosse até o líder.

Ao abrir a porta, que me separava desse líder misterioso, o homem sentado em uma cadeira no final da sala me chamou de irmão. Notando que não havia entendido, muito menos acreditado, ele tirou sua capa e sua roupa, mostrando as cicatrizes em suas costas, igual as minhas, causadas pela ausência das asas. Fiquei feliz em encontrar um dos caídos, pois estava sozinho e precisava entender esse novo mundo estranho e peculiar.

Fiquei surpreso que ele conseguiu, em tão pouco tempo, se tornar um líder para os humanos e, claro, sem que saibam quem realmente ele é. Porém fiquei mais surpreso quando afirmou que tudo isso tinha levado décadas para acontecer e que eu adormeci por quase cem anos. Levei muito tempo para digerir essa informação. Todos os anjos condenados a habitar a Terra seguiram caminhos distintos, sem se importar com seus próprios irmãos, houve briga entre eles que resultou em guerra para os humanos. Foi naquele momento onde eu percebi que todos já tinham sucumbido aos sentimentos terrestres, já eram como humanos, tornaram-se seres individuais e mesquinhos que só pensam em satisfazer as suas próprias vontades.

Fiquei ao lado de meu irmão por muitos anos, criamos uma nova vida, fizemos um império e até sofri uma crise de identidade. Chegou em um momento que não sabia mais quem realmente eu era. Sofri por muito tempo, aguentando todas as reclamações daqueles humanos que não entendiam absolutamente nada da vida, tentei ensinar valores, respeito, mas o que eles entendiam era apenas a força, a bruta e a guerra. Os duelos eram o que definiam quem estava certo, suas ideias só seguiam em frente se as pessoas que o contrariavam estivessem mortas, pensamentos pequenos para seres pequenos.

O fato de estar na Terra é porque errei, fui punido pelas minhas ações e mesmo sendo tarde demais, eu me arrependo. As tentativas de me redimir falhava a cada manhã que eu acordava, queria apenas ter paz. Após dezenas de ideias frustradas me despedi do meu irmão para seguir o meu caminho e quem sabe fazer alguma diferença em um mundo onde a indiferença é normal. Era imensamente grato por tudo que nós fizemos juntos e por tudo que ele fez para mim, mas era necessário seguir em frente, ter algum propósito para os meus poderes e todo o meu conhecimento, pois eu era o encarregado de guardar o conhecimento.

Passei por muitos lugares em minha jornada e todas essas cidades deixei um rastro de destruição. O estranho era que não fazia nada a não ser passar ensinamentos bons, mas mesmo assim, sempre acabavam sendo destruídos por sentimentos que o faziam ir a guerra. Nada o que eu fazia adiantava para amenizar a crueldade da guerra. Cheguei a morar em uma caverna isolada das pessoas, foi o lugar onde me fez pensar muito para chegar a conclusão de que eu, querendo ou não sou o mal que afetou todo os lugares que passei. Depois que fui expulso do céu a luz que habitava em mim foi apagada, a lacuna dentro de mim foi preenchida pelo mal, essa agora era a minha natureza, não conseguia mais mudar essa realidade.

Quando aceitei quem realmente era as coisas começaram a mudar, a confiança me encheu de ideias. Criei o primeiro grupo de humanos, que mesmo sem nome, futuramente o chamariam de seita. Recrutei as pessoas excluídas de suas famílias, cidades e vilarejos, os que eram chamados de defeituosos, aqueles que eram reprimidos, amaldiçoados pelos pais, os chamados de fracos. Dei a eles novas esperanças, a oportunidade de mudar o que estava pré-destinado e todos agarraram em minhas palavras, maravilhados com a minha promessa me seguiram e me obedeceram.

Ensinei a todos o que iria além do entendimentos de meros mortais. A vida e a morte agora não era mais simples palavras, mas sim sabedorias sobre os mistérios da morte, o submundo, até então inexistente para os humanos, as dádivas da vida. A existência dos espíritos, o poder, ensinei tudo a eles, até mesmo como praticar e aprimorar a sabedoria e o poder de suas almas para serem praticantes da magia. A humanidade não recebeu esse novo conhecimento muito bem, criaram o termo ´´bruxas`` para denominar todas as pessoas que ensinei, abominavam essa prática porque nem todos conseguiam entender e muitos ficaram loucos tentando. Ordenei que os meus discípulos caminhassem por cada canto desse planeta para compartilhar e ensinar cada vez mais pessoas.

Por todo o planeta começaram a queimar, os que foram propagar os meus ensinamentos, foram perseguidos e mortos. Nos chamavam de Pagãos e pecadores, criaram uma lei que condenava todo praticante de magia e queimavam vivos sem direito a defesa. Passando por momentos difíceis criei minhas próprias leis para o meu povo, a primeira condenava a morte para as família das pessoas que queimavam um de nós. Foi assim que começamos a ganhar poder e muita visibilidade, seguíamos as leis e quem nos feriu foi ferido em dobro. Mesmo com o medo focado em nós, começamos a viver discretamente entre os inimigos, nos espalhando por muitos lugares para cada um seguir sua vida e continuar com tudo o que ensinei. Mesmo que ninguém possa ver, onde houver um de meus seguidores ali também estarei.

5 de Septiembre de 2019 a las 18:15 0 Reporte Insertar 0
Continuará…

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