Banana Seguir historia

tiatatu Tatu Albuquerque

A noite de bebedeira trouxe à Johnny Ban uma ressaca das grandes que lhe fez esquecer parte do que aconteceu na festa, o que inclui quem era a garota fantasiada com quem ficou o tempo inteiro. Apaixonado, encontrá-la de novo parece bem difícil quando tudo o que ele lembra de sua crush mascarada é a tatuagem de banana descascada que ela tinha no quadril.


Ficción adolescente Sólo para mayores de 18.

#clichê #cinderela #bissexualidade #transgenero #colegial #romance
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Prólogo

“Segurou-a pela nuca, aproximando os rostos até que enfim as bocas se tocaram. Ela segurou em seu braço e então se sentiu segurou para aprofundar o beijo.

Tudo tinha cheiro e gosto de banana, mas aquele momento parecia ter gosto de felicidade. Que belo poeta seria, hein? Tinha que lembrar disso no dia seguinte.

Por falar em lembranças, estar ali com ela, mesmo que naquelas condições era algo a se recordar pra sempre. Está bem que era uma completa estranha mais parecia alguém íntimo, por mais que fosse clichê.

Abraço em que gostaria de descansar, a risada gostosa que adorou ouvir e os lábios que poderia morrer beijando. Sua boca secava e a barriga esfriou. Já tinha se apaixonado antes e tinha quase certeza de que estava acontecendo de novo.

Mesmo que já não estivesse vendo tudo nitidamente, era uma memória bonita e desejava muito que fosse inesquecível.

— Acho que eu nunca vou esquecer essa noite… - jurou torcendo o dedo no da garota que estalou os lábios, exprimindo sua descrença.

— Eu posso ter certeza que quando você acordar aqui de manhã, nem vai lembrar da minha cara. - brincou e ele não sabia se ela ria muito de sua cara, pois já não conseguia ver seu rosto.

Já ele sorria alegre e não era efeito da bebida. É que aquele era o borrão mais bonito que já tinha visto.


x
06:31 - 19/09

Johnny nunca havia odiado tanto um barulho quanto o do despertador naquela manhã onde sua cabeça latejava que era uma beleza. Pousou a mão sobre um dos olhos fechados, resmungando por conta da dor forte, piscando veloz e desconfiado por não se localizar de imediato.

Assustado, olhou ao redor, exprimindo o alívio de estar em seu próprio quarto, ver seu celular e sua carteira na cômoda, demorando a recordar o porquê da confusão. O cheiro forte de álcool e vômito logo veio às suas narinas, o que era um esclarecimento e tanto.

Não entendeu muito bem porque tinha cheiro de canela nos lençóis da cama, cheirando novamente e tendo um boom. Então aquilo não era um sonho? Cenas passaram velozes como um filme adiantado. A festa à fantasia da irmã de Leandro, a música alta e a disputa de copo, a tontura e o socorro que veio da garota vestida de… Qual era a fantasia dela mesmo?

Aliás, onde ela estava? Olhou por todos os cantos, até sob a cama, em busca da menina cujo o beijo era inesquecível que sua cena devia ser a única intacta naquele emaranhado de flashes.

Tá, nem tanto porque bastou o esforço para refazer a imagem da garota que tudo se desfez. Suspirou frustrado pois a tentativa só piorou sua dor de cabeça. Que se fodesse todo o papo de seu irmão sobre automedicação, precisava rápido de um analgésico.

No banheiro, resmungou de não viver um filme onde o amor da noite lhe deixava um recado no espelho feito com batom. Jurava que limparia tudo feliz só de pelo menos saber o nome da desgraçada. Procurou na gaveta do armário, achando uma cartela ao lado do dichavador e engoliu sem água mesmo, tendo o mau hábito de abrir a boca, já no chuveiro, para engolir as gotas por sentir a pílula tão entalada na garganta quanto as recordações importantes que estavam tão nítidas quando a vida da serra pela manhã.

Bateu o punho contra o azulejo, indignado. Difícil de engolir essa amnésia, igual o remédio desgraçado que ainda agarrava e o deixava mais irritado. Era melhor tomar seu banho em paz e deixar que o tempo lhe trouxesse tudo.

Coisas simples como passar creme pelos cachos do cabelo e botar a camisa pareciam marteladas na cabeça. Ver o celular então era quase uma facada nos olhos. Guardo-o no bolso. Que ressaca era aquela que lhe fez bambear pela escada?

— Johnny, vem comer! - gritou Vanderson quase estourando seus tímpanos.

Se não fosse por estar muito ocupado tentando não rolar pelos degraus, certeza que o mandaria para o inferno. De tão atordoado, nem conseguiu berrar de volta, o que não passou despercebido pelo rapaz com avental com a imagem da barriga malhada de um homem qualquer caído por seu próprio bucho, uma banana descascada em uma mão e a faca na outra.

Riu debochado. Do auge de seus quase 30 anos, já não tinha tanta paciência para adolescentes e a saga de parecer mais velhos exagerando em coisas supostamente de adultos. Para fortalecer sua coleção de fotos bizarras dele, não hesitou em largar a faca e pegar o celular, sendo mais ágil em agitá-lo para acionar a câmera e registrar aquela cara tosca de ressaca.

— Diga: “Vander melhor irmão”... - provocou ganhando um dedo médio.

— Vander, maior cuzão! - respondeu o xingando mais quando o flash disparou.

Merda de vistas!

Embicado, Vander lhe jogou uma das frutas para que servisse de café da manhã, confiando na Internet e na sua experiência de pinguço para fazer a melhor vitamina “tira-ressaca”, misturando um pouco de canela em pó no leite no liquidificador, apontando para seu feito com as duas mãos.

— Tá vendo? Eu venho aqui, faço uma vitamina de banana pra você melhorar e é assim que você me trata? - questionou forçando mágoa e o menor mostrou a língua. - É por isso que a garota saiu correndo daqui a noite, não deve ter aguentado seu mau humor! - provocou.

Johnny arregalou os olhos impressionado. Então ele havia visto a menina?

— Você viu ela? - acenou positivo.

Seu garotinho estava estranho. Desde quando ele se importava com isso? Vergonha é que não era. De qualquer forma, tirar sarro dele era sua especialidade desde a infância e não faria diferente agora.

— Acho que a garota tinha um compromisso bem importante ou você era muito chato, porque eu só não achei que era um gato adoidado saindo de casa de fininho porque nós não temos um gato! - implicou.

Ele nunca ia crescer, pensava Johnny, mas isso era o de menos. Teve até uma esperança de ter sinal da garota.

— Você sabe dela? Tipo, como ela era? - perguntou animado.

Vanderson pensou um pouco, repensando o rápido encontro e o tipo de festa que estava permitindo que o caçula fosse. Queria nem imaginar o que ele tinha tomado, mas devia ser muito bom. Tentando ajudá-lo, gesticulou na altura dos olhos, simulando uma máscara.

— Ela tava com uma máscara amarela ou marrom, não sei, e era pouca coisa menor que você… - insuficiente demais.

— Não. Eu queria saber como ela era sem a máscara... - explicou suspirando pesado com a negativa de Vander, que acenou com a mão.

— Ná’! Eu nem vi a cara dela direito, só sei que ela tava usando uma fantasia estranha de alguma fruta e tinha muito tecido amarelo naquela saia pra eu lembrar de alguma coisa, fora que: tava escuro pra cacete e eram três horas da manhã, eu não repararia nem se fosse o demônio. - comentou o frustrando.

Johnny estalou os lábios chateado, sentando à mesa com todo o peso do descontentamento e debruçando o corpo, sobre ela, apoiando seus braços e repousando o queixo sobre uma das mãos.

— Merda, eu queria lembrar quem era ela! - reclamou injuriado.

Ele estava tão emburrado que parecia ter perdido o amor de sua vida e, porra, ninguém se envolvia tanto com uma pessoa esquecível a esse ponto. Ele era exagerado demais.

Quando se deu conta, o moleque já tinha tirado o próprio telefone do bolso e revirava suas mensagens em busca de algo que dissesse respeito à fulana, contatando os amigos.

— Le, pelo amor de Deus. Você sabe quem era a garota que eu tava na festa ontem? É caso de vida ou morte. - revirou os olhos.

Como havia dito, exagerado. Virou para ele enquanto tirava as rodelas de banana da tábua, estalando os lábios em zombaria.

— Pra quê esse desespero, cara? Ninguém se apaixona por uma garota que não lembra nem do rosto... - brincou tirando mais sarro de seu irmão ao constatar o óbvio, sorrindo. - Ah, não. Você se apaixonou! - debochou às gargalhadas.

Ah, não! O momento merecia até ter “Boate Azul” como trilha sonora e por isso começou a cantarolar. Seu irmão preferia mil vezes a barulhada do liquidificador ligado que ouvir seus desafinos e chacotas, encolhendo-se na tentativa de ouví-lo menos.

A cabeça doía do mesmo jeito e que inferno! Não podia nem mais ter suas paixões sem ser zoado. Precisava aprender a calar a boca!

Suspirou pesado por conta da gritaria e da resposta do melhor amigo que foi bem semelhante à dos demais.

Le-zado - 06:58
Você sumiu de mim na festa e foi pra fora com uma menina que eu nunca vi antes.

Como todo mundo só sabia brincar com sua bebedeira e vexames que nem conseguia lembrar de protagonizar, precisou buscar outra fonte de investigação.

Sempre chegava em casa com fotos ridículas dos rolês passados e a menina tinha que estar em alguma delas. Tinha imagens suas com Leandro, com a irmã dele, com vários amigos e até com o “patocórnio” de estimação da anfitriã, mas de sua paixonite tudo o que achou dela foi uma foto em que a palma da mão dela tapava a parte do rosto e a fantasia de tule o resto.

Cacete, até nisso ela tinha sumido? Não, aí já era demais.

O pior é que tudo estava desfocado, não conseguia ver com clareza a máscara e aquele tipo de roupa foi quase que um uniforme feminino e não se surpreenderia se descobrisse que se tratava de uma alusão à girassóis ou algo do tipo.

Nem o cabelo dela aparecia no meio de pompons e um brinco amarelo chamativo que não conseguia identificar o formato. Era como se ela fosse quase uma entidade misteriosa ou como se universo tivesse decidido de agraciar com puta clichê digno de filme da Sessão da Tarde.

Uma espécie de Cinderela do PT alcoólico sem nem um sapatinho de recordação.

Merda. Não era possível que não tinha um vestígio sequer da garota e que alguém estivesse tão animado tão cedo. Só faltou tacar o celular na cara do irmão por aquela performance de karaokê de bar de esquina.

— Eu bebi demais e não consigo me lembrar sequer qual era o nome daquela mulher... - Vander entoou à plenos pulmões e Johnny só não gritou por ter medo de explodir. - Você elevou o conceito de trouxa à um novo nível! - implicou ignorando o pedido de cale-se que recebeu.

Vander falava alto o suficiente para que nem o eletrodoméstico soasse mais potente, o desligando trêmulo de tanto rir e derramando a bebida no copo cujo o simples bater na mesa intensificou o incômodo do menor.

Massageando as têmporas, o garoto soou um novo estalo e cruzou os braços sem ter vontade sequer de tomar a vitamina que lhe foi servida, forçando-se a fazê-lo na esperança de melhorar da náusea. Deu dois goles e quase cuspiu tudo com a expansão mental que havia tido.

— O que foi? Tá tão ruim assim? - perguntou seu irmão recebendo uma negativa.

— Banana! - foi tudo o que conseguiu dizer no meio da euforia.

Negou com a cabeça, tirando o avental. Não tinha nem tempo pra perder com isso.

— Tá ok, banana men. Eu vou tomar um banho pra ir pro trabalho. - avisou e, brincalhão, Johnny balançou os ombros apontando para seu copo.

— Banana… - repetiu por relacionar a fruta ao passo a passo da noite?

Até onde lembrava, era o seguinte: estava tocando "Banana", da cantora Anitta. Talvez tivesse tomado um milk-shake com o sabor da fruta batido com vodka. Lembrava de estar tonto quando a tal moça lhe estendeu uma bala sabor banana.

Estreitou os olhos no esforço para se lembrar melhor, dando mais um gole da vitamina. Hum... Talvez fosse o drink refrescante o causador dos lapsos de memória e mesmo que fosse assustador não podia dizer que não voltaria a tomar aquela verdadeira bomba.

De volta às poucas lembranças, arrotou e sorriu por achar que tinha feito algo semelhante bem na cara dela - ou teria sido o contrário? Deu de ombros, não ia conseguir reconhecer ninguém por arroto.

Tamborilou os dedos sobre a mesa, irritado com o barulho provocado pela derrapada do escorredor de louças pela poça d'água na pia. Falando em derrapada, entre outras vagas lembranças, jurava ter a de escorregado por trás dela e, entre os tules da saia, ver uma tatuagem de… Banana!

Bateu contra a mesa animado apesar do enjoo. Era isso, até entrou em contato com Leandro, notando o curto áudio que ele havia mandado.

— Caralho, Ban. Tu tava muito doido, por isso num deve tá lembrado dela… - zoou e Johnny fez que não, ignorando isso ao lhe responder.

— Cara, esquece isso. Tu precisa me ajudar nessa parada. Fala pra mim, tu sabe de alguma mina da escola que tem uma tatuagem de banana, tipo, na bunda? - indagou empolgado e enviou a mensagem com uma única certeza: essa era a pergunta mais idiota pra ser fazer pra alguém.

1 de Agosto de 2019 a las 12:51 0 Reporte Insertar 2
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