First Love Seguir historia

aikimsoo Ai KimSoo

Baekhyun não aguentava mais ouvir sua avó Kim instruindo como deveria usar camisinhas e todos os outros tipos de orientações sexuais. Poxa, tinha 14 anos e seu melhor amigo também, os dois eram muito novos para ficarem ouvindo essas coisas vergonhosas, ainda mais de uma senhora. Baekhyun morria de vergonha por Chanyeol, que era obrigado a ouvir as asneiras de sua avó. Foi por isso, que em um determinado domingo, puxou o melhor amigo e resolveu indagar aos seus tios Sehun e Suho sobre a razão da necessidade desenfreada de orientação sexual de sua avó. Baekhyun só não entendeu o porquê de seus tios começarem a contar como seus pais se conheceram. O que tinha a ver o romance de Kyungsoo e Jongin com a atitude sem noção de sua avó? Aviso Legal Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.


Fanfiction Bandas/Cantantes Todo público.

#sehun #suho #chanyeol #baekhyun #pais #kaisoo #gay #yaoi #aikimsoo
Cuento corto
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O que meus pais tem a ver?

Era domingo, o clássico dia em que a família se reúne para passar um tempinho junto e se curtindo, revivendo lembranças felizes e engraçadas. Sehun estava tranquilo conversando com Suho, quando viu o sobrinho de ambos chegar acompanhado do melhor amigo, que sempre estava presente quando a família se reunia.

-Tios, me tira uma dúvida? - Baekhyun perguntou, chegando afobado com Park Chanyeol atrás de si, seu fiel escudeiro de quase um metro e meio de altura.

-Quando você chega assim, eu tenho medo. - Suho choramingou, agarrando no braço do adulto ao seu lado, ou seja, Sehun.

-O que aconteceu dessa vez, Baekkie? - Sehun questionou, sentando no sofá ao lado do marido.-A vovó! - Baekhyun reclamou e puxou Chanyeol para sentar ao seu lado no sofá de frente para os mais velhos. - Toda vez que venho aqui com o Channie, ela cisma de falar pra gente assoprar a camisinha e ver se não tem furo, pra gente não se masturbar muito, porque... - e então toda a queixa do adolescente de 14 anos foi interrompida pelas gargalhadas de Sehun e Suho. - Eu não tô achando graça! – brigou, inflando as bochechas rosadinhas de vergonha.

-Eu estou achando e muita! - Suho gargalhou batendo na perna de Sehun. - Aí Cristo, eu vou passar mal!

-Passa não, querido, sou muito novo pra ser viúvo! - Sehun brincou enquanto abanava as mãos na frente do rosto do mais velho, que estava vermelho de tanto rir.

-Eu quero rir também. - Chanyeol se pronunciou. - Por que eles estão rindo, se o que sua avó faz é vergonhoso? - questionou ao amigo menor, mas que também era mais velho.

-Eu também quero saber, Channie! Essas orientações sexuais da vovó estão me deixando muito sem graça. - resmungou choroso. - Tio Suho, para de rir! Me explica onde está a graça! – insistiu.-Você já tentou perguntar aos pais de vocês por que a sua avó age assim? - Sehun perguntou, enquanto Suho terminava de se recuperar da crise de risos.

-Eu até cheguei a comentar, mas eles falaram que eu deveria ouvir a vovó, porque ela só queria meu bem e que os mais velhos sempre sabiam mais. - contou e Sehun tentou prender a risada. Só tentou mesmo. - Alá! Vocês estão rindo de novo. Eu não tô entendendo mais nada. – se queixou.

-Tudo bem, tudo bem, vamos te contar. - Suho avisou e sentou no chão. - Venham pro chão, peguem almofadas e preparem as risadas. É melhor estar perto do chão pra não cair do sofá, principalmente você, Chanyeol, que é todo espalhafatoso enquanto ri. - o mais velho dos quatro instruiu e todos seguiram seu conselho. - Tudo começou com...

"Era meu primeiro dia de aula na escola nova e tanto eu, quanto o Jongin, estávamos completamente perdidos. A gente tinha acabado de se mudar, porque nossos pais tinham conseguido realizar o sonho de abrir uma cafeteria e a nova casa era mais perto de onde eles iriam passar a trabalhar. Nós tínhamos entre 10 e 11 anos, então não nos apegamos muito ao fato de termos deixado nossos amiguinhos para trás.

Jongin estava seguindo para sua sala, quando viu uns garotos grandões batendo num garoto um pouco menor. Ele ficou muito desesperado, muito mesmo, e começou a gritar que estavam praticando bullying. Eu não estava muito longe e por ser mais velho, acabei correndo até onde meu irmão gritava para poder salvar ele de qualquer mal.

Como Jongin gritou muito, os valentões fugiram e deixaram apenas o menino que apanhava para trás. Era um menininho gordinho, baixinho, cabelos de tigelas, óculos redondinhos e que parecia ser muito atormentado por todos. Jongin saiu correndo até ele e o ajudou, descobrindo depois que o nome do garoto era Kyungsoo e que ambos ficavam na mesma sala..."

-Ai Suho, deixa eu contar. Você narra como se fosse sua vida e...

-Por que meus pais estão envolvidos, se eu só perguntei a razão da vovó ficar falando coisas pervertidas pra mim? - Baekhyun questionou.

-Ai, deixa que eu conto tudo. - Sehun se prontificou e pigarreou, se empertigado todo e dando início a verdadeira narrativa. - Era uma vez...

-Sério que você interrompeu a narrativa do tio Suho pra começar a contar assim? - Chanyeol protestou e Baekhyun concordou.

-Eu estava brincando. Agora deixa eu contar. - avisou e finalmente começou a verdadeira história. “-Kim Jongin e Do Kyungsoo, 10 anos-

Fazia três meses que as aulas tinham começado e Kyungsoo era totalmente perturbado por seus colegas de classe, até alguns de séries mais altas. A questão era: estava mais gordinho, havia começado a usar óculos e seus cabelos estavam completamente curtos. O pessoal o chamava de bolinha de quatro olhos e Do Kyungsoo detestava”.

-Por que você nunca fez nada?! Se você sabe disso, é porque viu! - Baekhyun acusou, interrompendo a narrativa de Sehun.

-Eu era magrelo e ia quebrar se levasse um socão! Agora cala a boca e deixa o mestre continuar. - o de cabelos negros cortou o sobrinho, rindo divertido ao ver a indignação no olhar do garoto.

Até que um dia, depois dos longos três meses sendo incomodado pelos grandões, foi salvo por um aluno novo. O aluno novo era mais alto que Kyungsoo, tinha uma pele acobreada e um sorriso gentil. Foi a primeira vez que Kyungsoo se sentiu acolhido por alguém e ficou totalmente feliz quando soube que o aluno novo seria de sua sala.

A partir daí, os dois se aproximaram muito e fizeram amizade com um garoto magrelo e calado da turma. O menino se chamava Sehun. Quando tinham o intervalo, faziam questão de lanchar com o irmão mais velho de Jongin, ficando um grupo de quatro meninos muito diferentes. Kyungsoo era o menino gordinho de óculos redondos, Jongin era o menino de sorriso bonito e pele acobreada, Suho parecia da realeza e sempre se preocupava com todos, enquanto Sehun era magrelo e sempre muito observador....”

-O que estão fazendo? - foram interrompidos por uma quinta pessoa. Quando viram, era Jongin. - Por que ficaram calados? – o novo integrante da conversa quis saber.

-Eles estão contando como o senhor e o tio Kyungsoo se conheceram. Só não entendi ainda o porquê disso, já que queremos saber porque a vovó Kim fica falando de camisinha e masturbação com a gente. - Chanyeol explicou e Jongin arregalou os olhos em espanto.

-Por que os tios estão contando a história de vocês, Appa? - Baekhyun questionou e Jongin suspirou.-Ok, acho que é um momento de esclarecer tudo. Seus tios fizeram certo em começar contando como seu pai e eu nos conhecemos. - Jongin comentou e sentou no sofá, se sentindo um pouco deprimido só por saber que o momento tinha chegado.

-Mas está confuso, tio Jongin. Eles estão embolando minha cabeça. - Chanyeol reclamou.

-Acho que é porque eles não viveram a história né? Bom, vamos lá, deixa que eu conto tudo. Preparados? - perguntou e viu os quatro rapazes concordarem. - Então vamos a explicação das atitudes da minha omma, começando com como conheci o amor da minha vida.

“-Kim Jongin On-

Era meu primeiro dia de aula num colégio novo, já que eu estudei sempre na mesma escola desde que entrei em uma. Meu irmão mais velho, Junmyeon, estava me acompanhando em tudo e nós não fizemos nenhum caso com nossos pais quando descobrimos que iríamos nos mudar. Estávamos felizes que eles finalmente tinham conseguido encontrar um local para abrirem a cafeteria que tanto amavam. Estávamos orgulhosos deles.

-Jongin, eu preciso ir pra minha sala agora, ok? Pelo o que me informaram quando vim com a mamãe, você só precisa seguir este corredor e virar à direita. A primeira sala é que pertence a turma da quarta série. - o hyung me instruiu e nos separamos.

Eu seguia pelo corredor observando tudo, afinal, não podia me dar ao luxo de me perder quando tivesse que voltar para a saída. Estava tudo bem, até ouvir alguns gemidos de dores e uns garotos comemorando. Não demorou muito para que eu visse que era uma briga que acontecia bem na minha frente.

Não soube muito bem como reagir, porque não era forte e muito menos alguém que sabia lutar, então eu comecei a gritar por ajuda. O máximo que eu sabia era fazer manha para conseguir o que queria dos meus pais. Gritar era algo que eu sabia também. Eu não conseguia ver muito bem quem apanhava, só que não achava certo que três garotos grandes batessem em uma só pessoa.

Quando os meninos olharam para mim, soube que iria morrer, mas incrivelmente eles saíram correndo e logo meu hyung estava ao meu lado, correndo para amparar aquele que tinha acabado de apanhar. Vimos que era um menino baixinho, gordinho e que usava óculos, além de ter um corte de tigelinha. Eu o achei muito fofo.

-Você está bem? - perguntei enquanto o ajudava a sentar.

O menino não me respondeu e apenas fungou, então eu soube que precisava levá-lo até a enfermaria, porque era óbvio que ele não estava anda bem. Pedi ao hyung que voltasse para sua própria sala, porque eu iria ajudar o menino sem nome. Junnie hesitou, mas acabou cedendo por ser muito certinho e não querer faltar no seu primeiro dia.

O garotinho baixinho andava se apoiando em mim e eu me coçava para saber a razão por baterem nele, porque podia jurar que aquele garoto não deveria fazer mal a absolutamente ninguém! Mas eu me mantive calado, afinal, dava para perceber como ele estava abalado e minha curiosidade seria algo desconfortável naquele momento.

Chegamos à enfermaria, depois do próprio menino calado me guiar, e eu fiquei ao seu lado enquanto recebia curativos. O enfermeiro nos deixou sozinhos depois, pois precisava entregar umas papeladas para algum superior e foi então que vi minha oportunidade de conversar com o menino que eu tinha salvado.

-Oi! Prazer, meu nome é Jongin e o seu? - perguntei sorridente, pois queria parecer simpático.

-Kyungsoo... - o baixinho respondeu e me olhou de baixo para cima, já que eu estava de pé e ele sentado na maca.

-É um prazer te conhecer, Kyungsoo! Você quer ser meu amigo? Sou novo na escola, tenho 10 anos e estou na quarta série e você? - soltei tudo de maneira afobada, pois eu queria tirar o olhar triste daquele garotinho.

-Eu tenho 11, estou na quarta série também. - respondeu e sorriu brevemente. - Obrigado por me salvar, Jongin. - agradeceu com sinceridade e eu me senti tocado.

-Por que estavam te batendo? Você não parece ser alguém ruim. - observei e o vi fazer biquinho.-É porque eu sou gordinho e uso óculos, aí eles dizem que eu sou muito feio pra eles ficarem olhando e me batem. - relatou e eu não pude deixar de me exaltar, porque era um absurdo.

-COMASSIM?! Você é fofinho e eu não acho que é uma pessoa ruim! Não tem problema, Kyungsoo, a partir de hoje ninguém mais vai brigar com você. Eu vou ser seu amigo e se vierem nos bater, eu chamo meu hyung! - prometi e o vi rir, mas mesmo assim concordou comigo.

Kyungsoo me guiou até nossa sala e eu fiquei feliz de poder sentar bem perto dele, pois tinha uma carteira faltando. Ainda não conseguia acreditar na sorte que tive por fazer um amigo logo no meu primeiro dia na escola, mesmo que meu amigo tenha sido alguém que salvei na hora em que estava sofrendo bullying.

-Kim Jongin Off-“

-Poxa, as pessoas são más, não é? Lembrei de quando me batiam no orfanato só por eu ser pequeno e gostar de brincar de boneca com as meninas. - Baekhyun comentou cabisbaixo, mas antes que qualquer adulto pudesse se prontificar para consolá-lo, os braços longos de Chanyeol foram mais rápidos.

-Não pensa nisso, Baekkie! Agora você é filho do Tio Kyung e do Tio Jongin, além de ter os tios Suho e Sehun. - Chanyeol confortou o amigo, que sorriu alegre por sentir aquele abraço acolhedor. Realmente Chanyeol era a melhor pessoa para consolá-lo quando se sentia para baixo ao lembrar dos 10 anos que viveu no orfanato.

-O que está acontecendo aqui? - Kyungsoo perguntou, chegando com uma travessa de biscoitos. - Por que eu acho que vocês estão aprontando? – acusou ao perceber como quatro integrantes da conversavam estavam sentados no chão e o outro no sofá, inclinado para a direção dos demais.

-Não estamos aprontando, hyung, só resolvemos explicar o lance das camisinhas e orientações sexuais loucas da senhora Kim. - Sehun explicou.

-Não acredito que vocês vão contar isso... - Kyungsoo resmungou.

-Eles precisam saber, Soo! Minha mãe fica perguntando ao Baekkie e ao Chanyeol se eles assistem filmes de adultos, se andam se masturbando muito e...

-Aish! Por que minha sogra precisa ser assim? - Kyungsoo choramingou e Jongin o puxou para sentar em seu colo, já que o menor tinha se aproximado. - Isso é tão...

-Vergonhoso! - Chanyeol, Baekhyun e Kyungsoo falaram juntos.

-Pensassem antes de terem resolvido fazer o que fizeram. Deixaram minha mãe traumatizada, agora o filho de vocês e o amigo dele que vão sofrer. - Suho provocou.

-O que vocês fizeram pra traumatizar a vovó? - Baekhyun perguntou curioso.

-Deixa que eu conto! - Suho e Sehun gritaram juntos, se animando para contar a desgraça alheia.

-Vocês dois, calados! Se alguém tem que contar, sou eu ou meu marido. Essa história diz respeito a nós dois. - Kyungsoo os repreendeu.

-Aish, chatão! - Sehun resmungou.

-Então conta, Appa! O Jongin-appa já contou uma parte, conta você agora. - Baekhyun pediu e Kyungsoo suspirou, colocando a travessa com biscoitos no chão e tornando a sentar no colo de Jongin, enquanto este segurava sua cintura com os braços.

-Ok, vamos lá né? Aí que vergonha... - murmurou enquanto criava coragem para começar a contar o que tinha acontecido.

“-Do Kyungsoo On-

Nós tínhamos 16 anos e finalmente cursávamos o tão aguardado colegial. Eu costumava ser muito perturbado pelos outros alunos quando eu era mais novo, porque eu era gordinho, usava óculos e tinha o cabelo com corte tigelinha. Eles pararam de me perturbar depois que o Jongin entrou na escola e passou a andar comigo, porque aí eu tinha amigos. Éramos sempre Sehun, Suho, Jongin e eu.

Como nos conhecemos com 10 anos e agora estávamos com 16 e no colegial, eu já tinha emagrecido, só que agora usava aparelho. Eu era um baixinho invocado que usava óculos redondos, cabelos bem curtinhos e tinha um sorriso metálico. Era uma derrota.

Mas eu tinha o Jongin sempre me dizendo que eu estava bonito e que não devia parar de dar meu sorriso de coração só por estar de aparelho. Ele sempre me fez não ligar muito para o que diziam, porque só me importava o que ele achava de mim.

Era engraçado, porque Jongin e Sehun tinham crescido bastante, enquanto eu permaneci baixinho junto com o Suho. Jongin e Sehun eram grandes sensações da escola, aqueles caras bem descolados. Preciso nem dizer que eu era considerado o nerd de tudo.

Todavia, eu não era nerd. Sério, a pessoa que é uma negação em tudo que envolve a internet, tecnologia, sem dúvida sou eu! Teve um dia que eu ganhei uma impressora e precisava imprimir um trabalho... Foi uma derrota.

Eu estava em casa terminando de digitar o trabalho no Word e depois coloquei para imprimir, mas o papel não foi puxado e eu fiquei sem saber o que fazer. Eu estava quase batendo na impressora, quando resolvi ligar para o Jongin.

-Jongin-ah, minha impressora não imprime! - reclamei por telefone e ouvi meu amigo rir, enquanto dizia que apareceria em breve lá em casa.

Porque o Jongin podia ter a pose de galã e todo cheio de si, mas na verdade era quem dominava o ramo digital e estava se preparando para terminar o curso de informática que fazia aos sábados. Eu levava a fama de fofinho nerd, enquanto o Jongin levava a fama de popular descolado. Totalmente errada essas famas.

-Soo!!! Cheguei! - então eu ouvi o grito manhoso do meu amigo, que estava se aproximando do meu quarto. - O que aconteceu com sua impressora? Ele é novinha, seu pai comprou ontem! - ele já chegou abrindo a porta do meu quarto e perguntando o que acontecia, como um doutor preocupado com o paciente. Era só uma impressora e não uma pessoa, mas fazer o que né? Jongin sempre foi um amante da era digital.

-Eu coloquei pra imprimir, mas ele simplesmente não imprimiu. Poxa, tem folha e eu fiz como você me disse! Eu apertei o ctrl P. - choraminguei e o vi se aproximar da minha escrivaninha.

-Ela realmente não vai imprimir nunca. - diagnosticou e começou a rir.

-Não estou vendo graça nenhuma! - eu reclamei irritado. Detestava quando o Jongin simplesmente zombava da minha falta de habilidade só por ele ser praticamente um profissional nessa área.

-Sua impressora não está ligada na tomada e nem conectada ao seu computador, por isso você não consegue. Espera rapidinho que eu já conserto pra você. - ele avisou e arrastou minha escrivaninha, se embrenhando para trás dela, com o intuito de ajeitar os cabos.

Apesar de sempre me irritar com as provocações dele, eu o admirava bastante enquanto ficava mexendo no que eu não sabia. As pessoas no colégio não conheciam aquele Jongin, somente eu e isso me enchia de uma alegria sem limites. Sentei na ponta da minha cama e o fiquei admirando trabalhar, enquanto pensava nas coisas que já tinha ouvido de Sehun e até mesmo dos meus pais.

Apesar de Jongin e eu sermos dois garotos, existiam pessoas que consideravam a gente um casal bonitinho. Eu ouvia isso com frequência dos meus pais, de algumas pessoas na escola e de Sehun. Mas éramos dois garotos com 16 anos e provavelmente nenhum de nós iria se atrair pelo outro, era só provocação alheia e eu não precisava ficar pensando tanto nisso.

-Terminei, Soo! - Jongin me avisou e saiu de trás da escrivaninha, demonstrando-se suado, mas sorridente, porque ele podia zombar da minha falta de habilidade em lidar com a tecnologia, mas sentia prazer em me ajudar. Nunca reclamava.

-Quero só ver se isso vai funcionar! Prepare-se para levar um murro se isso não acontecer. - deixei avisado e ele riu.

-Quando eu não levo um murro, num é mesmo? - indagou e deixou que eu mexesse no computador.

De fato, consegui imprimir o que que precisava e agradeci Jongin por isso. Ele tratou de me ensinar como se imprimia frente e verso, além de me explicar como transformar o arquivo de Word em PDF. Jongin tinha uma paciência sem fim comigo e quando terminou de me ensinar o que considerava relevante, me chamou para assistir Fullmetal Alchemist Brotherhood, porque o nerd era ele e não eu.

Ficamos assistindo na televisão do meu quarto, porque Jongin tinha levado um CD com os episódios ali, e não nos demos conta de como o tempo mudava do lado de fora. Estava escurecendo rapidamente, porque um temporal iria cair.

Não foi problema para Jongin dormir na minha casa, porque costumávamos fazer isso com frequência. Éramos amigos demais, a casa de um, era a casa do outro. Viramos a noite assistindo o anime e antes de dormirmos, Jongin me confessou que uma menina tinha se declarado para ele e que estava considerando ficar com ela.

Naquela madrugada barra noite, eu me senti completamente incomodado com a ideia de ver Jongin namorando. Eu procurei justificar isso como a falta do meu amigo, pois ele precisaria socorrer a namorada e não mais o amigo nerd.

Jongin realmente começou a namorar e algumas vezes furou comigo e nossos amigos, porque precisava sair com a menina. Isso me irritava tanto, que um dia Sehun e Suho me perguntaram se eu me irritava por ser trocado ou por querer ser o namorado do Jongin.

Eu confesso que me afastei bastante do meu melhor amigo naquela época, pois me machucava saber que eu não era tão importante para ele, como ele era para mim. Eu entendia que existia diferença entre namorada e amigo, mas era justamente por entender essa diferença que eu compreendia que eu gostava de Jongin muito mais do que meu simples melhor amigo.

Jongin acabou terminando com a menina uns dois meses depois e eu fiquei aliviado, porém, não totalmente. Agora Jongin tinha voltado a se focar inteiramente em mim e nos garotos, logo, ficava um pouco desconfortável ter que respirar o mesmo ar que ele, sendo que eu o considerava mais que um amigo.

Passamos um ano nessa lenga-lenga, até que nosso aniversário chegou. Nós dois comemorávamos nossos aniversários juntos, já que existia somente um dia de diferença entre eles, então resolvemos ir à um evento de anime. Tínhamos juntado dinheiro para isso, mesmo que eu só conhecesse 10 animes.

O dia foi divertido e Jongin passou a maior parte do tempo jogando Magic com outras pessoas, pois estavam em competição. Eu fui para o Animequê que tinha ali, onde cantei as músicas que conhecia e me distraí, já que tinha sido largado. Depois desse dia, eu comecei a sufocar.

Eu sempre fui o tipo de pessoa que engolia todos os desaforos e injustiças, simplesmente por não querer magoar a outra parte ou não querer sair como o errado da história, mas eu estava, finalmente, começando a ficar com indigestão. Me incomodava ser o amigo nerd do Jongin, o quatro olhos, o ex-gordo de sorriso metálico. Me irritava tudo, principalmente minha aparência.

Resolvi ir ao dentista e pedir que colocasse o aparelho invisível, meus pais tinham me dado dinheiro para custear esse luxo, depois fui ao cabeleireiro e o pedi para cortar meu cabelo. Não deu muito certo, porque eu pareço ser azarado até nessas horas. Apareceu uma barata voadora e o cabeleireiro simplesmente surtou, errando a mão da máquina e raspando metade do cabelo que ficava no topo da minha cabeça. Resultado? Precisei passar máquina em tudo, deixando-o bem rentinho do meu couro cabeludo, porque assim meu cabelo voltaria a crescer da forma correta.

Não deixei ninguém me ver daquele jeito até ter que ir para o colégio. Me convenci que não me incomodaria com o que falassem, porque cabeça raspada dava menos trabalho. Mas claro que eu me incomodei com os risinhos idiotas e algumas chacotas que ouvi. Independe de não me importar com o que diziam ou não querer me importar, não era o mesmo que dizer que eu conseguia não me abalar com o que eu ouvia.

Jongin, quando me viu, ficou surpreso e depois começou a dizer que queria beijar minha careca. Foi a primeira vez que ri desde que tinha mudado drasticamente, porque eu conseguia ver a sinceridade no meu melhor amigo. Sehun e Suho também gostaram e ficavam passando a mão na minha cabeça toda hora, pois diziam que espetava.

Depois de umas duas semanas com aquele corte e já acostumado com o mesmo, Jongin finalmente beijou o topo da minha cabeça e meu coração pareceu ganhar injeção de adrenalina de tão agitado que ficou. Eu tinha cada vez mais certeza que não conseguiria guardar meus sentimentos como vinha fazendo. Foi quando eu resolvi me confessar.”

-Foi lindo! Foi mágico! O dia mais feliz da minha vida! - Jongin se intrometeu na narrativa, apertando Kyungsoo em seus braços e deixando um selar no pescoço do mesmo. Era um enamorado, mesmo que já fizesse anos que estavam juntos.

“Eu fui retribuído e fiquei bastante surpreso por saber que Jongin também gostava de mim. Decidimos que começaríamos a namorar, mas escondido. Era fato que algumas pessoas consideravam a gente um casal bonitinho, mas tudo por ficar somente na imaginação, nós tínhamos medo do que aconteceria se de fato descobrissem que era verdade.

Todo dia da semana, um ia para a casa do outro e procurava dormir, pelo menos, um dia na mesma casa, porque assim podíamos aproveitar os carinhos que um relacionamento proporcionava. Estávamos felizes dessa forma, mas sabe como é hormônio de adolescente, ainda mais de dois garotos.Em um certo dia, nós já tínhamos uns 5 meses de namoro escondido, os pais de Jongin saíram para comemorar não sei quantos anos de casados, só voltariam no dia seguinte e o Suho foi dormir na casa do Sehun, porque iriam jogar um novo jogo. Jongin me chamou para ir até sua casa e eu fui.Nós ficamos trocando carinhos como sempre, até que o beijo começou a esquentar e quando vimos, já estávamos tirando as blusas um do outro. Nós não tínhamos ideia do que fazíamos e muito menos de onde estávamos, porque o calor do momento falava mais alto.

Ninguém nunca conversou sobre sexo com a gente, então apenas nos deixamos seguir pelos instintos. Infelizmente, estávamos nus e pagando um oral um para o outro bem na sala, mais especificamente, no sofá. Quando quase gozamos, resolvemos que iríamos concretizar tudo, mas esquecemos de ir para o quarto.

A gente sabia que a camisinha existia, mas por sermos dois garotos, achamos que não era necessário e que não teria problema em fazer sexo sem, já que não haveria riscos de alguém engravidar. Mas teve muito problema sim, porque camisinha ajuda na penetração, assim como protege de muitas doenças, ela não serve só para prevenir gravidez. Ninguém nunca sentou e conversou sobre o assunto com a gente, então éramos ignorantes nesse assunto. Nós não tínhamos aula de educação sexual como tem hoje em dia nas escolas.

Foi o dia mais vergonhoso da minha vida e acho que a do Jongin também. O sexo entre dois garotos requer alguns cuidados e preparações antes, mas nós não sabíamos e ainda estávamos na sala fazendo isso. Quando... hum... Jongin tentou me... bom, vocês sabem, doeu muito e eu caí do sofá, ele caiu junto comigo e eu comecei a choramingar de dor. Na mesma hora, os pais do Jongin entraram na casa e pegaram a gente totalmente pelado no chão.

Foi tão vergonhoso e eu só tô revivendo isso, porque eu entendo, um pouco, a necessidade da minha sogra em contar sobre camisinha e todas essas coisas para vocês.

Como já disse, por estarmos sem preparação, sem conhecimento, sem camisinha, doeu muito e caímos do sofá, além de sermos flagrados pelos pais do Jongin. Eles tinham esquecido a droga do recibo de onde ficariam e tinham ido buscar, por isso nos pegaram no flagra.

-Kyungsoo Off-“

-Desde então, mamãe parece que tomou pra si a responsabilidade de explicar pra você e pro Chanyeol como se faz sexo, como se usa camisinha e tudo mais. - Jongin concluiu, sentindo o rosto ficar tão vermelho quanto o de Kyungsoo, enquanto ouvia as risadas de Sehun e Suho.

-O... O que... Aconteceu depois? - Baekhyun perguntou curioso, mesmo que quisesse cavar um buraco para esconder a vergonha que sentia por falar de um assunto tão íntimo.

-Nós nos vestimos correndo e o Soo tentou ir pra casa, mas ele estava com dor. Meus pais chamaram os pais do Soo no dia seguinte e nós seis tivemos uma conversa pra lá de constrangedora. Nunca fizemos nada de errado pra sentar e conversar com os pais como aconteceu, aí na primeira vez que a gente faz, o mundo conspira contra a gente e todo mundo descobre. - Jongin respondeu frustrado.-Nós também tivemos medo de nos separarem, mas nossos pais nos aceitaram bem e apenas tentaram nos explicar como as coisas funcionavam, mesmo que não tivessem ideia de como era um relacionamento entre dois garotos. - Kyungsoo completou.

-O que era bem engraçado, porque o Jongin era todo ligado nas tecnologias e não sabia nem pesquisar um pornô gay na internet. - Sehun comentou rindo.

-Pois é! Eu tive que ajudar ele a pesquisar, acreditam? Nem parecia o galã de novela do colegial. - Suho também provocou.

-E como vocês podem ver, seus tios lembram disso até hoje e tiram sarro da gente. A sua avó não quer que você passe pelo mesmo sofrimento de ser zuado pelo resto da vida como seus pais, filho. - o moreno explicou e Baekhyun sentia o rosto arder de vergonha.

-Mas... Mas, por que a vovó só fala disso quando o Channie tá comigo? - Baekhyun questionou, pois não conseguia entender.

-Talvez porque os dois filhos dela ficaram com seus respectivos melhores amigos e ela ache que isso vai acontecer com você também. Claro que você é muito novo pra fazer ou pensar em sexo, Baekkie, mas ouça o que sua avó tem a dizer e antes de fazer qualquer coisa, venha conversar comigo ou com o Nini. Vai ser melhor do que procurar pornô, acredite. - Kyungsoo instruiu e Baekhyun se colocou de pé.

-Chega, chega! Não quero mais ouvir falar disso, passei vergonha demais pra um dia só. Vem, Yeollie, vamos jogar bola no quintal. - o garotinho chamou seu amigo grandão e o puxou às pressas para longe daquela sala.

-Vocês pensam que o Soo e eu adotamos o Baekkie pra vocês ficarem zuando a gente na frente dele é? - Jongin resmungou e Sehun deu de ombros.

-Não fiquem tão pilhados, é uma historinha engraçadinha e que vocês repassaram pro filho de vocês. - Suho tentou apaziguar, embora ainda risse um pouco por lembrar de como descobriu e de quão horrorizada ficara sua mãe por ter visto seu filho mais novo fazendo coisinhas de adulto em seu sofá.-Pensem pelo lado positivo, vocês adotaram o Baekkie com 10 anos e estão com 30, dessa forma não ficaram ranzinzas e tiveram cabeça pra contar uma fase da vida vergonhosa de vocês... Ai meu Deu, eu num guento. Vou mixar de tanto rir aqui! - o mais novo dos adultos quase se jogou no chão de tanto que gargalhava. Tirar sarro dos amigos era o melhor. - Eu vivi como amigo de vocês todos esses anos só pra presenciar esse momento!

-Suho-hyung, você vai ficar viúvo! - Kyungsoo avisou e levantou do colo do marido em um pulo, tratando de correr atrás de Sehun pela casa, que não parava de rir e dizer que pelo menos tinha tido uma primeira vez sem espectadores.

Enquanto Kyungsoo tentava calar a boca de seu co-cunhado, Baekhyun tentava chamar atenção de Chanyeol, que parecia avoado. Chutou a bola de futebol com força e acertou a perna do maior, quase batendo nas partes que mais doíam.

-Ai, Baekkie, por que fez isso?! - o grandão choramingou.

-Você está avoado! Vamos jogar, poxa! - Baekhyun fez manha.

-Desculpa, Baekkie, é que estou pensando no que seus pais contaram. - confessou e viu o mais velho corar. - Apesar de ser vergonhoso, achei legal da parte deles nos contarem isso.

-Eu só tenho 14 anos, não queria descobrir que meus pais transavam! - Baekhyun retrucou e Chanyeol gargalhou.

-Ficar só nos beijos que não ficam, né? - o mais alto implicou. - Pelo menos você não vai cometer o mesmo erro que eles e ainda tem total liberdade pra perguntar sobre essas coisas. Pensa pelo lado positivo, Baekkie! – insistiu.

-Você acha que eu vou perguntar a eles como se transa, se eu tenho minha avó falando isso pra mim o tempo todo?! E por que ela só me explica isso quando você tá junto? Não é porque meus pais são gays, que eu também vou ser. - resmungou e fez biquinho.

-Mas também não quer dizer que você não possa ser. Eu seria um namorado maravilhoso e não iria te machucar na nossa primeira vez, eu já sei como colocar camisinha graças a sua avó! - Chanyeol argumentou e Baekhyun corou.

-Você está dizendo que nós somos namorados?

-Não, porque nós somos novos pra fazer coisinhas de adultos, mas quando formos mais velhos, eu não vejo problema em namorar com você. - o grandalhão foi sincero e coçou a parte de trás da cabeça, em um claro sinal de vergonha.

-Eu também não... - Baekhyun concordou e sentiu seu coração ficar mais agitado do que quando estava jogando bola.

Enquanto os dois adolescentes praticamente tinham acabado de se prometer um para o outro, Kyungsoo já tinha conseguido capturar Sehun e tinha um Jongin e Suho tentando separar os dois, enquanto a senhora Kim terminava uma ligação para se juntar aos dois adolescentes e explicar outras coisas que tinha descoberto.

Dizem que precisamos guardar os domingos e festas, enquanto é de praxe para quase todos os cidadãos que domingo é dia de descansar, mas para aquela família cheia de histórias engraçadas e preocupações em não deixar a próxima geração cometer o mesmo erro, o domingo era guardado com muita risada, momentos constrangedores e conselhos de como fazer sexo seguro com a senhora Kim.

O que importava era que se amavam.

Notas Antigas:

Hoje é um dia pra lá de especial, porque além de ser o dia 13 de fevereiro, que completa um mês do nosso querido Kaisoo Day, ainda é o Valentine’s day nos outros países... TUTTAVIA, O DIA É ESPECIAL POR SER ANIVERSÁRIO DA SAHSOONYA! ISSO MESMO, DA LINDA E CHEIROSA SAHSOONYA! Eu terminei essa fic dia 06/02/2018 e deixei guardada até hoje para postar nesse dia tão especial. Sah, eu gosto muito de você e estou imensamente feliz por poder te presentear neste dia tão especial. Eu torço para que essa historinha bobinha possa te animar e te alegrar, porque eu dei realmente o meu melhor. No final, eu falo mais. Boa leitura!


Err... Espero que possa ter apreciado. Eu tentei juntar tudo o que você gosta, sabe? Kaisoo, SeHo, ChanBaek, Colegial, Pais e Adultos. (ufa, suei) No começo, fiquei bem insegura com o plot por ele ser uma espécie de flashback e ter vários outros narrando, mas dei o meu melhor e acho que consegui um bom resultado. Você sempre traz novidades pra gente e eu quis trazer uma pra você.

Que seu dia possa ser muito feliz e que um dia eu possa festejar ao seu lado, não distante. Você é muito importante pra mim, de verdade. Feliz aniversário, Sahsoonya. Te desejo tudo de bom, muita alegria, saúde, dinheiro, criatividade e muitas fics, porque eu quero ler o que você escreve hein? Beijocas de tapioca doce!


31 de Julio de 2019 a las 04:53 0 Reporte Insertar 0
Fin

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