Cuento corto
0
3.7mil VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

O homem que perdeu tudo

Parado, olhando para céu. Marcos podia ver as nuvens em formato de borboleta se dissipar no ar. Seus pensamentos voavam como aquela borboleta. Tudo o que tinha vivido até aquele momento não significava nada além de um pensamento.

A mera lembrança dos acontecimentos, somado a uma vida cheia de sonhos virtuosos, o estagnava por completo. Pensar no amor, sem ter uma opinião contundente era o mesmo que o impossível.

Carla fora a única mulher quem um dia já amara. E a memória desse amor se tornou a sua dor mais profunda. Onde estava Deus agora? Para onde levara o seu bem mais precioso? A morte é uma injustiça que perpetua a dor e ignora a alma; o choro é seu único consolo.

Estava sozinho e sofria de um mal que remédio algum no mundo poderia curar. Hoje, vivia a decadência e simplesmente preferia estar morto. Desceu ao degrau mais baixo da escala da vida, livre de qualquer vaidade ou sentimento apelativo e descobrindo na dor o significado do fútil.

Aquela mulher de vestido florido que outrora, vivia sorrindo, fazendo planos para o futuro, já não existia mais; aquela mulher que não aceitava realidade imposta, e sem ter medo das conseqüências, já não existia mais.

Ele tinha escolhido uma vida inteira ao lado dela, foi a primeira vez que ansiava a felicidade dos apaixonados. Porque no seu entender, isso sempre passou de um conto de fadas; um sonho de garota perdida nos seus devaneios juvenis.

Mas, sentia a dor da perda do que não podia voltar. As pontadas no seu consciente, junto com a dor no estomago forçava o vômito involuntária; aquela era conseqüência física que maltratava o seu corpo.
Na noite, daquele dia tortuoso, seus olhos não podiam se fechar; na cama, se mexia de um lado para o outro, levantara inúmeras vezes para ir ao banheiro; e toda ás vezes não saia nada. Era uma tortura constante e seus pensamentos não dava trégua. A melhor coisa para se fazer era a fuga. Decidirá então sair, respirar um pouco de ar fresco; aquela casa lhe trazia lembranças, e em tudo sentia o cheiro dela.

A noite estava fria lá fora, podia ver o vapor quente saindo da sua boca. O clima de melancolia, estimulava gotas involuntárias de lágrimas que sutilmente escoavam pelo seu rosto; esse era o efeito provocado pela sinfonia da noite junto com sentimento da perda, uma mescla tão natural quanto a certeza da vida. E estar irradiado desse fenômeno o colocava numa posição estreita.

Escolheu a ponte como ponto de parada. A vista era deslumbrante, as luzes da cidade brilhavam com todo seu esplendor. Clara amava aquele lugar. Ela dizia sempre, queria que seus filhos fossem criados naquela cidade; a cidade que nascerá. Começou a subir o pilar, chegando ao topo; soltando uma mãe de cada vez, indo, em passos vagarosos até a ponta. Olhou pro céu e viu a noite mais estrelada da sua vida. Fecho os olhos, penso em Clara, sorriu e pulou.

22 de Julio de 2019 a las 21:05 0 Reporte Insertar 0
Fin

Conoce al autor

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~

Historias relacionadas