Bad Intentions Seguir historia

Lari_Plisetsky Lari Plisetsky

Por conta de seu talento e fama, muitas pessoas já tentaram se aproximar de Keith com segundas intenções, mas este sempre as afastou com suas barreiras. Contudo, o que aquele platinado despertou em si desde o dia em que o conhecera o deixava confuso. E talvez, as intenções dele consigo fossem um pouco mais diferentes do que ele imaginava. Créditos da arte da capa: http://slouph.tumblr.com


Fanfiction Caricaturas Sólo para mayores de 21 (adultos).

#Krolia #music #SingersAU #yaoi #lemon #keith #shiro #voltron #vld #sheith
Cuento corto
1
3.9mil VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

Inspiração

Keith tocava alguns acordes em seu violão de forma entediada, já não mais se importando com o que iria sair dali. Compor nunca tinha lhe sido um problema antes, mas parecia que seu karma estava contra ele durante aquelas semanas.


Encarava o teto de um branco monótono enquanto largava o instrumento e se deitava na cama. 1 semana. Mais 1 semana naquilo e logo acabaria. Contudo, era mais 1 semana e não teria nada para entregar, nem um arranjo, nem uma melodia, nada.

Kolivan o mataria, sem dúvidas. Seu empresário não tolerava que as coisas não fossem de acordo com os seus planos, e já podia ver aquela veia saltando em sua testa enquanto ele lhe repreendia com diversos sermões.


Bom, mas em sua defesa, aquilo tudo não foi ideia de Keith. Ele nunca havia pedido por aquela parceria, muito pelo o contrário, não a queria de jeito nenhum, mas o empresário fez de tudo para que aceitasse, portanto, acabou cedendo, não que acreditasse naquela conversa fiada de "alavancar sua carreira", mas simplesmente porque não queria outras discussões.


O jovem moreno havia nascido para o showbiz, literalmente, já que sua mãe, Katherine Rolling Kogane — ou simplesmente Krolia — era guitarrista da famosa banda de heavy metal Blade of Marmora, fazendo com que o garoto crescesse no ambiente propício para que seu talento florescesse e que ascendesse no mundo da música, e não demorou muito para que outras pessoas começassem a notar isso.


Foi numa festa em Los Angeles onde o conheceu, e logo de cara já sentiu a aversão crescer em si. Takashi, o cantorzinho de pop japonês estrelinha que derretia o coração das garotas, o tipo de artista que mais detestava.


Quando encontrou Kolivan conversando com o empresário dele, já pode sentir que algo ruim sairia daquilo. E, aparentemente, sua desconfiança tinha cabimento, pois o empresário lhe disse que fecharia uma parceria com o cantor asiático, e que Keith e ele deveriam produzir um dueto de sucesso.


Não é necessário descrever a insatisfação do jovem com tal notícia, até mesmo seu pai, que trabalhava como seu agente, fora contra aquela decisão, mas ninguém parava Kolivan quando este tinha uma ideia na cabeça.


O que se seguiu depois dali foram algumas negociações, onde Keith e Shiro sempre estavam presentes. Ainda assim, não fazia a mínima questão de falar com ele, sempre o tratando com uma frieza sem igual.


E como se já não pudesse ser pior, os dois empresários decidiram que ambos deveriam morar juntos por um mês, a fim de se integrarem melhor para realizar aquele trabalho juntos.


Keith deixou seu confortável apartamento em Nova York para ir morar do outro lado do país com um completo desconhecido. Chegou a pensar que estava em alguma das fanfics que suas fãs escreviam sobre si e mandavam para ele vez ou outra, mas, aparentemente, aquilo era bem real.


Se já não havia ido com a cara do cantor asiático à primeira vista, aquela intimidade forçada estava piorando ainda mais as coisas. Não era como se Shiro fizesse de propósito, mas suas personalidades divergiam, e talvez aquilo fosse a resposta para tudo. Ao menos, fora o motivo que conseguiu encontrar.


Takashi era apenas alguns anos mais velho que ele, calmo, gentil e responsável, ou seja, tudo o que ele não era. Além disso, possuía uma beleza distinta, o que possivelmente era um dos motivos de sua fama estrondosa... Não que houvesse reparado tanto naquilo.


Bom, em sua mente, conseguiriam compor aquilo o mais rápido possível e acabar logo com aquilo, certo? Errado. Pois acabou deixando que sua aversão e timidez o impedissem de se aproximar do outro e, aparentemente, este não queria forçar nada, então também não fizera nenhuma tentativa para realmente trabalharem no dueto.


E em um piscar de olhos, haviam se passado três semanas. Três semanas vivendo debaixo do mesmo teto, mas sem de fato conviverem. Enquanto Keith passava a maior parte dos dias trancado em seu quarto, sem a mínima vontade de ir em dezenas de festas como fazia em Nova York, Takashi saía todas as noites e só voltava pela manhã.


O clima quando os dois estavam perto um dos outros era... Estranho. Sentia seus joelhos tremerem, e às vezes suava frio, torcendo para que ele saísse de perto de si logo. Essa frustração em não estarem produzindo nada só fez com que Keith se isolasse ainda mais, esperando pelo dia em que voltaria para seu apartamento e para seu cachorro Kosmo.


Contudo, se havia uma coisa que podia vencer qualquer aversão que o moreno sentia pelo japonês era seu orgulho, portanto, havia aproveitado que o mesmo havia sumido desde a noite passada para tentar ao menos começar aquela música, mas lá estava ele, como uma criança que parecia estar ainda aprendendo a tocar.


— Merda! — Amassou a folha em que tentava rabiscar algumas notas para ver o que saía e a arremessou no lixo.


Seu celular começou a tocar um tempo depois, e correu para atendê-lo, esperando que a pessoa estivesse disposta a ouví-lo em seu momento de pura frustração.


— Alô?


Oi filho, sou eu — Sua mãe falava alto, tentando se fazer audível com a grande gritaria que ecoava do estádio.


— Oi mãe, como está em Berlim? Já se apresentaram? — Agradeceu por se tratar da mesma, pois era com quem mais queria falar naquele momento.


Entramos daqui cinco minutos, já que o idiota do Antok quis mais tempo para "afinar" o baixo dele — Pode quase ver a mulher revirar os olhos como sempre fazia.


— E meu pai? — Questionou, visto que este sempre a acompanhava para todos os shows.


No camarote, provavelmente detonando umas cervejas alemãs com o Kolivan — Krolia soltou um pequeno riso. — Mas eu aproveitei esse tempo para te ligar e saber como você está.


— É... Não muito em, eu acho.


Numa escala de 1 a 10?


— 1,5? É só que... Como você fazia para compor quando não estava inspirada? — Perguntou, sentindo que havia tirado um peso das costas.


Oh... Bom, eu sempre pedia ajuda da banda quando algo não estava fluindo, e sempre ajudava. Às vezes tentava reler outras músicas para lembrar como eu fazia, ou simplesmente ia para algum lugar quieto onde pudesse me isolar. Mas por que está me perguntando? Você nunca teve problema com isso, sempre ia compondo uma música atrás da outra desde que era pequeno.


— É... Digamos que minha criatividade não está fluindo muito bem aqui...


É por causa do rapaz que o Kolivan convenceu você a assinar esse contrato, não é? — Não sabia dizer se era instinto materno ou alguma espécie de poder mágico, mas sua mãe sempre adivinhava qualquer coisa sobre si antes mesmo que lhe contasse. — Eu também não curti muito essa ideia, mas você conhece o empresário que temos.


— Heh — Deu um riso leve junto com ela. — Eu só... Não queria decepcionar ele, a gravadora, os meus fãs... E nem você. — Revelou, um pouco envergonhado.


Meu amor, você nunca iria me decepcionar, okay? Você é o filho mais talentoso e dedicado que uma mãe poderia desejar. Relaxe, está bem? A arte não deve ser apressada, e eu tenho certeza que tudo irá dar certo — Os gritos da plateia ao fundo se intensificavam, indicando que a banda estava prestes a entrar no palco. — Te amo, okay? Ligo para você mais quando estiver livre.


— Também te amo, mãe. Bom show, e obrigado — Finalizou a ligação, voltando a se deitar preguiçosamente no colchão.


Takashi havia saído na noite passada depois de uma longa discussão no telefone. Não que estivesse ouvindo, mas o japonês falava tão alto que era impossível não escutar.


Ao que tudo indica, ele havia tido problemas de relacionamentos com um cara chamado Adam e parecia extremamente chateado e irritado, ao ponto de deixar o apartamento à noite só com a roupa do cepo e não reaparecer pelo dia seguinte inteiro.


Já era quase cinco da tarde quando ouviu um rangido vindo da porta de entrada. Seguiu até a sala, vendo o cantor asiático com uma aparência horrível e cambaleante, além de estar com um cheiro forte de bebida e maconha.


— Mas que porra? — Perguntou ao se aproximar do homem. — Você está bem?


— Heh — Shiro sorriu bobo, o encarando. — Como eu vou estar bem cercado por um bando de gente falsa?


— 'Tá, você realmente bebeu muito — Tapou o nariz ao sentir aquele forte cheiro de álcool. — Vem cá, eu te ajudo a ir até seu quarto.


Colocou o braço do japonês ao redor de seu pescoço, o guiando através da sala do apartamento. Contudo, antes que pudesse fazer algo, o outro acabou vomitando sobre o piso e sujando boa parte da roupa que usava.

— Puta que pariu... — Suspirou, franzindo o cenho para se controlar.


Ao chegarem no quarto de Shiro, o ajudou a retirar parte de sua roupa, já que esta estava praticamente inteira suja de vômito, deixando-o apenas de cueca.


Inconscientemente acabou desviando o olhar quando se deparou com o peitoral malhado do outro.


— Pronto, agora vê se dorme — Pediu, mas o mesmo já se encontrava no sétimo sono, e pelo estado em que estava, não conseguiria respondê-lo nem se estivesse acordado.


Deixou o quarto e buscou alguns produtos de limpeza para dar um fim àquela poça na sala.


E pensar que no dia anterior mal conseguia ficar no mesmo ambiente que ele sem se sentir desconfortável, e agora limpava uma poça de vômito dele depois de o ter despido no quarto. Que progresso irônico.


Depois que terminou o pequeno serviço. Voltou a se trancar em seu quarto, onde passou o resto da tarde e o início da noite tentando trabalhar naquela música, sem sucesso.

Com o tempo, viu que seria inútil continuar tentando, então resolveu apenas se estirar no sofá enquanto devorava uma pizza que havia pedido.

Já devia ser quase meia-noite quando ouviu o som de passos pelo corredor e deparou-se com Takashi, seminu e esfregando os olhos cansados.

Maldito fosse aquele homem que depois de ter passado horas fora de casa, bebido, se drogado e vomitado no chão do apartamento — inclusive em si mesmo —, ainda conseguia parecer um modelo de marca de roupa íntima.

— Oi… — Ele disse antes de respirar longamente. — Por quanto tempo eu dormi?

— Bom — Keith começou a calcular o tempo em sua mente. — Você chegou aqui umas 17h, então eu diria que foram 7 horas.

— Deus — Exclamou, jogando-se ao seu lado no sofá, o que o fez recuar um pouco. — Eu não lembro de muita coisa, mas eu acho que vomitei, não é? Me desculpe por isso.

— Sim, mas está tudo bem — Respondeu, querendo acabar logo com o assunto. — Pode comer um pedaço de pizza, deve estar com fome depois de… Bom…

— Obrigado, mas estou bem — Sorriu pequeno. Ele ficava mais bonito quando sorria.

Céus, no que estava pensando?

— Okay — Virou o rosto, tendo certeza que havia um leve rubor em suas bochechas.

— O que é isso? — Takashi perguntou enquanto desamassava uma das várias bolinhas de papel que havia descartado enquanto tentava compor algo.

— Não! Não olha! — Esticou o braço para tentar pegar o papel de volta, afastando-se um pouco ao ver que estava praticamente em cima dele.

— Hum — Os olhos estreitos analisavam os garranchos e notas que haviam ali. — Apesar de ser um pouco desarmoniosa, não é ruim.

— ‘Tá, que se dane — Tomou a folha de volta, amassando-a novamente. — É uma porcaria, pode admitir.

— É claro que não — O japonês exclamou. — Acho muito difícil você compor uma porcaria.

— E como pode ter certeza? — Estava se controlando para não xingar aquele enxerido.

— Porque já ouvi muitas músicas suas, e gostei de todas elas. Você tem muito talento — Admitiu, com um certo olhar de admiração.

Keith o encarou, um pouco surpreso.

— Você… Ouviu minhas músicas? — Perguntou, um pouco acanhado.

— É claro que eu ouvi, tinha que conhecer ao menos um pouco o cara com quem iria ter uma parceria.

O Kogane se sentia um completo idiota perante tamanha gentileza do outro.

— Bom, também ouvi algumas músicas suas. Não fazem muito o meu estilo, mas até que são boas — Sim, aquilo era verdade

— Valeu — O outro agradeceu. — Esse papel, você estava tentando compor o dueto, certo? — Shiro parecia receoso ao perguntar aquilo.

— É — Afirmou, olhando para os dedos de suas mãos.

— Me desculpe — A voz firme ressoou, menos animada do que antes. — Todos esses dias e eu só fiquei bebendo e saindo todas as noites, sem fazer o mínimo de esforço para te ajudar.

— Não. Eu também tive minha parcela de culpa, não fiz o mínimo de esforço para tentar interagir com você — Keith abaixou o olhar. — Além do mais, você parecia estar com problemas.

— Como?

— Ontem, antes de você sair, você parecia discutir com um tal de Adam no telefone. Não que eu estivesse espionando, só acabei ouvindo — Explicou, perguntando-se se havia feito a coisa certa ao comentar aquilo.

— Ah, droga! — Shiro escondeu o rosto com suas mãos. — Foi mal, não era pra você ter ouvido.

— Pode parar de se desculpar, ‘tá? Essas coisas acontecem às vezes — O moreno deu de ombros.

— Você ouviu muita coisa? — A voz alheia saiu abafada.

— Não — De fato, mas o pouco que ouviu o levou a concluir que Takashi mantinha um relacionamento com aquele cara.

— Ah, bom — O japonês apoiou as costas no sofá.

— Ele é seu namorado? — A pergunta escapou de seus lábios sem que tivesse conta.

Contudo, antes que pudesse se desculpar pela intromissão, o outro respondeu.

— Ex-namorado — Deu uma ênfase perceptiva no ex. — Terminamos faz quase um mês.

— Ahm, você não precisa me contar — Interrompeu, percebendo que ambos estavam avançando demais naquele diálogo.

— Eu sei — Sorriu novamente, mas de forma mais triste e amuada. — Mas eu queria falar com alguém sobre isso… Claro, se você estiver disposto.

Keith o analisou. Naquele momento ele em nada lembrava o famoso Shiro que se apresentava para milhares de fãs, apenas um cara desanimado e sem perspectivas. E por alguma razão, algo ali o lembrava de si próprio.

Fez um sinal com a cabeça para que o outro prosseguisse.

— Bom, ele foi um dos dançarinos que trabalhou num clipe meu, foi assim que eu o conheci — Shiro pegou um dos pequeno copos que haviam na mesinha de centro e encheu com a garrafa de whisky que Keith tinha comprado. — No começo, não era nada sério, mas acabamos nos envolvendo mais e mais. Eu gostava muito dele. Mas, bom, você sabe como funciona o showbiz, principalmente em casos como esse. Por isso, insisti que escondessemos nosso relacionamento totalmente — O japonês bebeu o líquido em um só gole, não parecendo estar sendo nem um pouco afetado por sua ressaca. — Mas acho que isso não o agradava muito. Ele vivia reclamando que se sentia sozinho e que eu não dava atenção a ele. Acho que ele devia mesmo estar falando sério, pois foi atrás de outro cara para “suprir essas necessidades” — A voz de Takashi foi de um tom melancólico para um mais raivoso.

Houve uma breve pausa antes que esse continuasse.

— Terminamos no dia em que descobri e não nos falávamos desde então, mas ontem ele resolveu me ligar pedindo para voltarmos. Eu não sei, talvez ele estivesse bêbado, mas brigamos mesmo assim e eu acabei indo parar na primeira boate que vi no caminho.

Os barulhos característicos da cidade ecoavam ao longe enquanto o apartamento permanecia quieto.

Keith olhou por cima do ombro para Shiro, não mais conseguindo lembrar o motivo de tanta aversão que sentia pelo outro até alguns dias atrás.

— Bom — Takashi encheu o copo de vidro de novo e o ergueu, simulando um brinde. — Aos péssimos relacionamentos!

O moreno fez o mesmo gesto.

— Já namorou? — Shiro perguntou, enchendo seu copo novamente.

— Nada sério. Só uma vez, durante o ensino médio. Ela era legal e tudo, mas descobri que ela só tinha se aproximado de mim para conseguir conhecer a minha mãe e a banda dela — Deu uma risada um pouco irônica, sendo acompanhado pelo outro.

— Deve ser uma merda, não é? As pessoas se aproximarem de você com segundas intenções só para chegar na sua mãe.

— Mé, isso era mais comum antes. Hoje as pessoas se aproximam com segundas intenções em mim mesmo — Riu novamente, aquela conversa realmente estava fluindo.

— Caham — O platinado repetiu o gesto novamente. — Aos aproveitadores!

Bebida realmente era uma forma de unir as pessoas, pois logo já haviam perdido a conta de que copo estavam.

O assunto de relacionamentos foi deixado de lado e começaram a conversar sobre o que realmente amavam: música. E, surpreendentemente, mesmo que seus estilos fossem diferentes, seus gostos pessoais eram extremamente parecidos.

— ‘Tá — A voz de Keith estava mais animada do que o normal. — Me diz, como você faz para compor?

— O que? — Shiro riu enquanto separava a garrafa de cerveja recém-aberta de seus lábios. — Por que?

— Só responda, ora — Deu uma leve cotovelada no ombro do maior.

— Bom, apenas se você me contar como compõe — O japonês se esticou no sofá, lançando-lhe um olhar interrogativo.

— Mé, nem é nada demais…

— Todo processo criativo é válido — Shiro afirmou.

— Okay — Keith revirou os olhos. — Eu gosto de me deitar na minha cama, de noite de preferência, ouvir os sons da cidade e compor enquanto faço carinho no meu cachorro Kosmo…

O outro o encarou em silêncio por alguns instantes.

— Isso foi muito fofo — Concluiu. — Estou até envergonhado de falar meu “ritual” agora.

— “Fofo” o caralho — Respondeu, dando um longo gole em sua garrafa. — Anda, é sua vez.

— Bem… — Takashi deu um sorriso ladino. — Digamos que só consigo compor quando estou bem relaxado.

— Okay, mas isso não é novidade…

— Não o tipo de relaxado que você está pensando — Os dentes alvos se mostraram ainda mais entre o sorriso, dando-o um ar mais malicioso.

Não foi necessário que o moreno pensasse muito para entender o que ele estava querendo dizer.

— Então, você…

— Sim. Só componho depois que faço sexo com um cara.

A naturalidade com que Shiro disse aquilo fez Keith se sentir um pirralho imaturo. Bom, de fato, aquele detalhe certamente explicava o porquê da maiorias da músicas de Takashi serem tão sensuais e envolventes, como se a própria luxúria invadisse aqueles que as escutavam.

O mais novo engoliu em seco e tentou recuperar a compostura.

— Caramba, eu já ouvi muitas histórias sobre compor, mas essa é nova — Tentou passar o ar mais descontraído possível.

— É. As pessoas nunca me perguntavam sobre isso, então nunca tive que lidar com o problema de explicar para os outros — Espreguiçou-se de forma que seus músculos tomaram ainda mais forma.

— Bem, então você deve ser bem afortunado, não é? — Keith perguntou no impulso, arrependendo-se logo em seguida.

— Como assim? — Takashi questionou, embora seu tom falsamente desentendido mostrasse que ele sabia exatamente sobre o que o outro havia perguntado.

— Quer dizer, você tem muitas músicas… — Coçou o pescoço, desejando desaparecer dali naquele momento.

— Oh — Shiro deu um breve riso. — E você é bem observador.

Keith sentiu o calor tomar suas bochechas novamente. Céus, por que estava se comportando daquele jeito? Parecia uma espécie de protagonista virgem de filme adolescente.

— Então — O japonês começou, sua voz grave e profunda. — Nós não vamos conseguir compor algo bom até lá, não é?

— A não ser que tenhamos um surto sobrenatural de inspiração, eu diria que sim-

— Você tem olhos lindos, sabia? — Takashi comentou, interrompendo sua resposta.

Keith emudeceu. Havia mesmo ouvido aquilo?

— C-Como? — Sua voz falhou ao perceber que Shiro aproximou o rosto do seu, ao ponto que podia sentir o hálito quente dele contra sua pele.

— Nunca vi olhos assim antes — Afastou a franja alheia com sua mão, dando um visão mais completa das orbes. — Azuis-acinzentados, não é?

Droga, por que não queria que ele se afastasse?

Os dedos que tocavam suas madeixas deslizaram lentamente até sua bochecha, acariciando-a lentamente.

Provavelmente era a bebida que estava deixando ambos daquele jeito, não havia outra explicação, certo?

— Os seus… — Sua voz era quase como um suspiro. — Os seus são bonitos também…

— Acha? — Takashi sorriu pequeno, chegando ainda mais perto, ao ponto de fazer seus lábios roçarem.

Foi lento, mas logo o contato entre ambas as bocas aumentou. Os lábios de Shiro eram quentes e macios, e os sentia se movendo com avidez e experiência contra os seus.

A mão que estava em seu rosto segurou seu pescoço, e a outra foi dirigida até sua cintura. Não teve então outra opção a não ser corresponder aquele ósculo ardente com igual afinco.

Seus dedos tocaram o peitoral nu, raspando de leve as unhas na pele. Shiro inclinou o corpo sobre o seu, deitando-o no sofá enquanto continuava com o beijo sem cessar. Céus, como ele beijava bem.

A língua do maior se entrelaçava com a sua, e ora ou outra ele se empenhava em mordiscar seus lábios levemente, fazendo os mesmos incharem.

Assim que cessaram o ósculo, com as respirações ofegantes e corpos suados, a boca de Shiro se dirigiu até seu pescoço, distribuindo chupões na pele branca.

Correspondeu a aqueles estímulos movendo involuntariamente seus quadris contra a pélvis alheia, friccionando ambos os membros ainda cobertos por camadas de tecido.

Não conseguiu conter um gemido ao sentir a mão de Takashi apertar de forma firme sua semi-ereção, fazendo seu pênis pulsar.

— Porra… — Suspirou enquanto voltava a beijar os lábios do outro.

Aquelas carícias ardentes começaram a se intensificar, ao ponto de que seu membro já havia sido tirado para fora da cueca e Shiro o masturbava com afinco.

A mão grande e quente percorria toda a extensão, realizando movimentos rápidos e precisos. Ora levava o polegar até a glande, ora massageava os testículos do menor.

Keith já pouco se importava em conter os sons que saíam de sua boca. Arfava, suspirava e gemia.

E por incrível que parecesse, toda aquela aversão que costumava sentir contra ele só o deixava ainda mais excitado. Sua mente estava em branco e só conseguia apreciar a sensação da mão de Shiro em seu membro, experiente, como se soubesse exatamente o que estava fazendo.

— Cacete… — O japonês sussurrou ao levantar a blusa do moreno, se agraciando com a vista das curvas alheias e dos mamilos rosados e rígidos. — Você é ainda mais gostoso do que eu imaginei.

— Então, você me imaginava? — Keith lançou um sorriso convincente em meio aos gemidos.

— É claro — Respondeu, sorvendo com força um dos mamilos e o ouvindo arfar. — Tudo o que tenho pensado desde que botei os olhos em você é como seria bom foder você até essa sua voz linda ficar completamente rouca depois de gemer a noite inteira.

— Ah, merda...

Mordeu o lábio inferior. Seu coração falhou e seu baixo-ventre fisgou ao ouvir aquelas palavras. Aquele sem dúvidas não era o Shiro amável e sorridente que sempre aparecia nas câmeras, e sim uma versão totalmente desconhecida que estava mostrando as faces para si, e como queria conhecer aquele lado ainda mais.

Puxou a nuca dele para si, beijando-o de forma ardente de novo enquanto levava a mão direita para dentro da boxe de Takashi, tocando no pênis rijo e engolindo em seco ao perceber o tamanho da extensão.

Trouxe o membro para fora, juntando-o com o seu e envolvendo ambos com sua destra, iniciando uma masturbação lenta e necessitada.

Em meio ao ósculo haviam gemidos e suspiros presos pela união dos lábios. As mãos de Shiro massageavam seus mamilos e seus quadris se moviam no mesmo ritmo em que movia sua mão.

O espaço do sofá parecia se tornar ainda mais pequeno à medida que o clima esquentava, por isso não foi preciso muito tempo até que Takashi erguesse sua cintura e o colocasse em seu colo, levando-o através do corredor.

Entrelaçou suas pernas ao redor do corpo dele, atacando o pescoço másculo com sua boca, de forma faminta.

Como estava escuro, só conseguiu identificar que estava em um dos quartos ao sentir que fora deitado em uma cama. Shiro finalmente o ajudou a retirar sua camisa, que estava presa em seus cotovelos.

Os músculos fortes do outro se destacavam ainda mais com o brilho fraco da lua que entrava pela janela. Os dedos largos silenciosamente abaixaram ainda mais sua boxe.

Seu pênis completamente inchado e vermelho foi agraciado com a sensação da boca de Takashi o envolvendo, e teve a impressão de ter alcançado o paraíso.

A língua úmida lambuza toda a extensão, e alguns beijos eram distribuídos pela glande. Em meio ao ambiente escuro podia perceber claramente o brilho dos olhos negros e pequenos do outro, completamente focados em sua figura, e por incrível que parecesse, seu prazer aumentou ainda mais depois daquilo.

O turbilhão de sensações que explodiam dentro de si eram como milhares de fogos de artifício em sincronia. Agarrou com força a franja platinada com sua mão esquerda, enquanto a outra se segurava nos lençóis. Naquele ritmo, gozaria em pouco tempo.

Separou os lábios de Takashi de sua intimidade, o vendo limpar a saliva e o pré-gozo que escorriam por seu queixo.

— O que… — Antes que este terminasse sua pergunta, avançou contra ele, beijando-o novamente.

Dessa vez ficou por cima, repousando seu corpo sobre o dele. O toque macio das mãos grandes se dirigiram até suas nádegas, apertando com força a carne branca e farta.

Keith prendeu o fôlego ao sentir um dos dedos dele circulando vagarosamente sua entrada antes de adentrar lentamente, sendo comprimido pelo canal. Mordeu o ombro de Shiro, contendo os gemidos que lhe escapavam dos lábios ao senti-lo ir cada vez mais fundo.

Abaixo de si, o membro grande e grosso do maior pressionava seu abdômen, e já não conseguia mais conter a vontade que tinha de prová-lo.

Olhou para Takashi e fez um movimento circular com seu dedo, vendo-o sorrir maliciosamente para si enquanto lhe ajudava a virar-se.

Apoiou os braços sobre as coxas alheias firmes enquanto seu rosto se aproximava do membro rijo do outro. Shiro retirou a boxe que estava presa em suas coxas, e por mais que não pudesse ver seu rosto naquela posição, sentia que o olhar dele o consumia por inteiro, fazendo-o estremecer.

Mordeu o lábio inferior e beijou molhado a glande, ouvindo um som arrastado da parte de platinado ecoar pelo quarto. Sem hesitar, abocanhou o máximo que pode da carne, fazendo movimentos de vai e vem constantes enquanto acariciava o pênis com sua língua.

O platinado apertava com firmeza as fartas nádegas, gemendo audivelmente sem nenhum pudor. Resolveu que não deveria ser o único recebendo um prazer sem igual ali, por isso afastou as bandas cheinhas, encarando a entrada rosada e comprimida. Soltou um pequeno chiado antes de aproximar seu rosto dali, lambendo a intimidade lentamente, de forma torturante.

Keith afastou a boca do pau latejante naquele momento, apertando ainda mais as coxas abaixo de si e movimentando involuntariamente a sua cintura contra o rosto de Takashi, sentindo-o penetrar-lhe cada vez mais a língua.

Os gemidos que escapavam do Kogane durante sua oral constante causavam vibrações por toda a extensão do membro, fazendo Shiro intensificar cada vez mais o beijo-grego que não cessava.

A aura daquele ambiente já era erótica por si só, e o ar parecia se tornar cada vez mais quente à medida que o ritmo acelerava.

Logo, o asiático desferiu um tapa firme em sua bunda, acompanhado por um som estalado, antes de voltar com os beijos em seu ânus e iniciar uma masturbação ritmada em seu membro negligenciado.

As pulsações do pau em sua língua continuavam, e tinha certeza de que ele gozaria em pouco tempo. Aumentou a frequência de seus movimentos, o gosto do pré-gozo tomando sua boca.

E então veio, o orgasmo atingiu Shiro e o líquido viscoso foi tomado por seu paladar. O gemido longo e arrastado do maior foi abafado em meio ao beijo-grego, fazendo o corpo de Keith vibrar junto ao dele.

O moreno separou-se do membro, limpando a mistura de esperma e saliva que escorria de seus lábios. No entanto, o platinado não cessava com as preliminares, e logo atingiria o ápice como ele. Contudo, não queria que aquilo acabasse tão rápido, portanto, levantou-se e saiu daquela posição.

Seu pulso foi agarrado, e Takashi o virou para si, o encarando de forma tão libidinosa, como se o fodesse com os próprios olhos.

— Eu ainda não acabei — Disse de forma um tanto autoritária enquanto se colocava por cima de si.

— Ah, não? — Seu lado orgulhoso e provocativo se mostrava presente. — Pensei que só iria continuar com aquilo.

Shiro ergueu uma das sobrancelhas, virando seu corpo de bruços com uma agilidade impressionante que fizera Keith perder o fôlego.

A mão esquerda do maior cobriu seus olhos e sentiu o hálito quente dele perto de sua nuca.

— Nós mal começamos. Você vai ver que irei fazer bem mais do que só isso... — Sussurrou. E por deus, cada pelo de seu corpo se arrepiou com aquela informação.

Um ruído de algo sendo rasgado se fez presente, e se deparou com a tentadora visando do platinado encaixando uma camisinha em seu pênis com certa rapidez.

Sentiu suas nádegas serem separadas novamente e o membro de Takashi deslizar entre elas, provocando-o. Seus quadris moveram-se junto com ele, ansiando para que aquele pedaço de carne rijo logo estivesse dentro de si.

Shiro soltou um pequeno riso.

— ‘Tá tão desesperado que até está rebolando essa sua bundinha gulosa no meu pau? — Estapeou a nádega direita de Keith, o fazendo suspirar.

— Hmm — Mordeu seu braço, para evitar que seus gemidos escapassem.

— Não — O platinado puxou seu cabelo, levantado-o e fazendo as costas do moreno encostarem em seu peito. — Quero que me peça.

Abaixou o olhar e mordeu o lábio inferior, seu coração batia tão forte que parecia querer sair de seu peito.

— Anda — Chupou forte o pescoço pálido enquanto continuava movendo sua pélvis. — Me peça.

— Por favor… — Em seu juízo perfeito, jamais estaria em uma situação daquelas, mas era como se Takashi despertasse alguém totalmente diferente dentro de si. E por mais que isso o assustasse, também o excitava mais do que qualquer coisa. — Me foda…

Fora colocado de quatro novamente, sentindo a glande alheia penetrar lentamente em sua entrada, auxiliada pelo fato de já estar lubrificado naquela região. Agarrou-se a um dos travesseiros da espaçosa cama, gemendo sofregamente. Shiro soltava alguns suspiros enquanto continuava a adentrar em si, parando até um pouco antes da base de seu membro.

O interior de Keith comprimia seu pênis, e teve de controlar a vontade de fodê-lo com força até esquecer de tudo ao seu redor. Começou com um vai e vem devagar, ondulando a cintura e se deleitando com a visão de seu pau entrando e saindo do menor.

O moreno já podia sentir seus lábios incharem ainda mais pela força que usava para mantê-los fechados. Era tão grande, e seus quadris iriam doer por dias, mas não ligava para nada daquilo no momento, somente para a sensação incrível que sentia toda vez que uma estocada mais forte era desferida dentro de si.

As mãos firmes apertaram mais sua cintura, e o quadril de Shiro batia com força em sua bunda à medida que a velocidade de seus movimentos aumentavam. O interior de Keith estava tão apertado e quente, contribuindo ainda mais para o prazer que este sentia.

Apesar de sua visão um pouco turva, podia observar com clareza as lindas costas definidas e os cabelos negros bagunçados. A pele branca tomava uma coloração avermelhada, principalmente nas nádegas, onde havia dado alguns tapas. Aquela visão repleta de luxúria só fez o Shirogane querer ir ainda mais fundo, e encontrar todos os pontos de prazer do parceiro.

O moreno passou a deixar que os sons escapassem de sua garganta quando Shiro começou a atingir sua próstata com precisão. Sua destra se dirigiu até seu membro esquecido, o masturbando no mesmo ritmo das investidas de Takashi.

As ondas elétricas começavam a passear por seu corpo, seus músculos contraiam. O ápice se aproximava, e dessa vez não tinha a intenção de esperar mais por aquele momento.

Foram necessárias só mais algumas estocadas para que explodisse em um orgasmo tão arrebatador que o fizera perder o fôlego. O apoio de seus braços cedeu, e seu tronco caiu sobre o colchão. Fechou os olhos, respirando pesadamente pela boca, e aproveitou a sensação incrível dos espasmos em seu corpo.

O ápice fez com que a entrada de Keith se comprimisse ainda mais ao redor de seu pau, fazendo o clímax de Shiro se aproximar também. Ergueu um pouco os quadris alheios e desferiu algumas poucas investidas antes de liberar seu prazer ainda dentro do menor, tendo seu líquido contido pela proteção de látex.

Era seu segundo orgasmo em pouco tempo, o que o fez desabar sobre o corpo do parceiro, ainda que sem machucá-lo. Aspirou o cheiro do suor doce na nuca do moreno, esperando que sua mente voltasse a seu estado são.

Assim que sentiu Takashi saindo de dentro de si, Keith se deitou de lado, apoiando a cabeça cansada sobre seus braços. O maior, que até então encarava o teto, desviou o olhar para si, e uma mistura confusa de sentimentos era refletida pelas orbes negras.

— Porra… — O platinado deu uma risada, tossindo um pouco pela falta de fôlego. — Isso foi… Nossa…

Ele, assim como si próprio, não sabia o que falar sobre a situação, e talvez foi um entendimento mútuo, pois palavras não eram de fato necessárias naquele momento.

Não soube dizer quanto tempo se passou, mas o que trouxe sua atenção de volta foi uma melodia baixa que Shiro murmurava silenciosamente. Era lenta, harmoniosa, e jamais a tinha ouvido antes.

— Hey — Chamou-o, sua voz ainda rouca. — Faz isso de novo.

— Isso o quê? — O japonês parecia confuso.

— Essa coisa que você estava murmurando, faz de novo — Pediu.

O platinado o olhou sem entender e repetiu a melodia, dessa vez um pouco mais alto.

— Espera — Levantou-se, embora seus quadris doessem como o inferno e pegou seu violão, agradecendo mentalmente por Shiro tê-los trazido ao seu quarto.

Sentou-se na cama e tocou alguns acordes, tentando imitar o ritmo em que o outro havia cantado.

Takashi pareceu ter entendido o que Keith estava querendo fazer, pois também se levantou e começou a tentar melhorar aquela melodia recém-criada, se esforçando para colocar alguma letra no meio.

Era estranho como a inspiração vinha na hora em que menos se esperava, e surgia por causa de situações que jamais imaginávamos. Mas nenhum dos dois tinha tempo para discutir sobre aquilo, afinal, tinham uma música na qual trabalharem, juntos.

5 de Julio de 2019 a las 01:01 3 Reporte Insertar 2
Fin

Conoce al autor

Lari Plisetsky Otayuri, Sheith e Kiribaku são minha Santíssima Trindade.

Comenta algo

Publica!
Minara Hitsugaya Minara Hitsugaya
Ficou perfeita, amei
9 de Septiembre de 2019 a las 23:11

  • Lari Plisetsky Lari Plisetsky
    AAAAAA FICO FELIZ QUE GOSTOU ❤️ Obg por comentar linda! 10 de Septiembre de 2019 a las 04:34
~

Historias relacionadas