Tintilar adocicado Seguir historia

lethwen Vanessa

Os Lábios dele se estreitaram, o maxilar estava endurecido e o olhar nublado de uma urgência desconhecida. A doce fragrância de Elisa era erótica, tão diferente do quanto os lábios carmesins e o olhar felino representavam: pura ameaça. Ivan mordiscou o próprio lábio, sedento. Para ele, era óbvio que estava completamente fora de si, atraído por uma mulher que permanecia no escuro de suas reais intenções. Não. Era algo maior que atração. Era uma tentação desconhecida.


Erótico Sólo para mayores de 21 (adultos).

#sobrenatural #erótico #original #conto
Cuento corto
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Capítulo único

Notas

Conto com teor erótico e sobrenatural.

Frase por: Matsuri Hino.

Tintilar adocicado

Eu também te mostrarei um doce

sonho na próxima noite.

Época Contemporânea, Inglaterra.

Elisa vislumbrou o céu em silêncio. A noite acolhia os medos e protegia os noturnos, como um manto de mãe protetora. Os calafrios percorreram a pele fria, fazendo com que ela retornasse a realidade. Apoiada no parapeito da sacada, inebriada pelo cansaço e exaustão, a lucidez fugia da mente dela.

As estrelas eram as últimas luzes acesas, e o vento, tão sereno, soava como o único ruído de uma noite que se esgotou. A mulher cortejou a lua e os astros perfeitamente alinhados.

— Ainda está aqui, caçador.

A fragrância masculina a dominou. O perfume francês misturado a pele perfumada fez com que o tom dominante de Elisa caísse em um inalcançável esquecimento. A névoa entorpeceu os sentidos dela, aquecendo o seu corpo no mesmo instante em que o frio chocou-se contra ela.

— Estava me esperando, Elisa?

As bochechas da mulher, antes rosadas com a quentura na pele pálida, ficaram em um tom rubro, expondo a raiva em misto de uma vergonha incomum. Ela soltou um suspiro sôfrego quando o corpo forte e alto atingiu as costas cobertas por um fino tecido. As peles se uniram, mesmo diante de um apunhado de vestimentas formais.

— O que pensa que está fazendo, Ivan?

Elisa não teve uma resposta imediata. Tudo que ela sentiu foi a própria pele se arrepiar quando o hálito quente do caçador bateu em seu pescoço. Ela arfou, arqueando as costas e empinando os seios volumosos como uma felina. Aquele homem tinha total controle sobre os sentidos dela, tanto quanto ela gostaria.

— Fale de novo.

Elisa mordeu o lábio inferior quando a boca quente do humano tocou a bochecha rosada, roçando a carne macia como se estivesse saboreando-a. Ela sabia o que ele desejava. Ivan venerava o nome dele nos sussurros dela. Eles eram amantes da noite, e nela se deliciaram um do outro muitas vezes.

— Ivan...

Ivan sentiu os ombros tencionarem quando um cheiro adocicado invadiu o ambiente.

Os longos cabelos negros, tingidos de um rubro sensual e presos em um coque, eram uma obra de arte diante de toda a escuridão que banhava o local. O suspiro saiu dos lábios entreabertos de Ivan como um sopro de puro desejo.

O espartilho rendado e negro, tão apertado quanto a saia justa de couro e as botas do mesmo material, tornavam a beldade dona da cascata rubra, o pior pecado daquela noite. Ivan recebeu um sorriso provocativo da mulher que o encarava sob as sombras. Os olhos dela foram conduzidos até o próprio decote, para depois encarar as feições do homem. Aquele era um convite sem chances de negação.

Era ela a amante dos seus pecaminosos sonhos. Ele poderia fingir que estava sonhando, mas a dor na carne, suplicando em tocá-la, era tão real quanto uma apunhalada.

Os Lábios dele se estreitaram, o maxilar estava endurecido e o olhar nublado de uma urgência desconhecida. A doce fragrância de Elisa era erótica, tão diferente do quanto os lábios carmesins e o olhar felino representavam: pura ameaça.

Ivan mordiscou o próprio lábio, sedento. Para ele, era óbvio que estava completamente fora de si, atraído por uma mulher que permanecia no escuro de suas reais intenções.

Não, era algo maior que atração. Era uma tentação desconhecida.

Ivan deslizou a mão sobre a cintura delgada da amante, subindo até o braço da mulher, a guiando até ficar de frente para ele.

— É uma comemoração, Elisa. Acabou.

Ele sorriu cuidadosamente, mantendo os lábios unidos e curvados. Não havia sentido em demonstrar a própria decepção com o que acabara de anunciar entre eles. Ele tinha enfrentado uma Irmandade inteira de vampiros — como ela —, para usufruir de uma parte da própria vingança pessoal, enquanto fazia o pequeno favor a última herdeira puro sangue.

Elisa o encarou com firmeza e ternura. Ivan carregava consigo uma taça, e em todos os movimentos libidinosos e insinuosos que estavam compartilhando, não se atreveu a derrubar uma única gota de vinho.

Eles estavam comemorando pela vitória, pelo fim de uma guerra entre a raça vampírica, e finalmente ela poderia descansar, como a única herdeira restante da linhagem antiga. Mas, ali entre eles, existia uma conexão proibida e manchada.

Ela teria a eternidade consigo, e Ivan, como um humano, um caçador, carregaria o ódio por ela eternamente.

Ela deslizou os dedos macios em direção ao braço do homem. Ao alcançar a mão robusta, a guiou até os seus próprios lábios carnudos, para beber o vinho que o amante oferecia. O gosto pareceu ainda mais doce enquanto ele a encarava como um predador.

Oh, merda. Ela afastou a taça quando sentiu uma quentura invadi-la, abaixo do umbigo, deixando o material fino de vidro se despedaçar no chão.

— Vá com calma, mon amour.

Maldito sotaque francês. E bem, a voz dele era gutural, arrastada, espetacular. Soava como um murmúrio luxurioso tão próximo dela.

Ela colocou um dedo sobre o zíper prateado do espartilho, ameaçando abri-lo até o centro da barriga lisa. Ivan quis rosnar no momento. Ele estava pronto para conduzi-la em direção a ele, para penetrá-la até os músculos doerem.

Quando o ar da noite o atingiu, ele teve certeza que precisava da quentura dela.

Ivan murmurou maldições, inconformado em como a sua ira estava alarmada por outro motivo além da situação, do último encontro entre eles. Parecia tomado por uma possessividade sem limites sobre ela.

O homem deu um passo até ela. Diferente do que ele pensou, a mulher não fugiu como costumava fazer em outras noites, em jogos demorados. Manteve-se no mesmo lugar, o encarando profundamente nos olhos. Talvez, ali estava expressa a realidade entre os dois: Era a última noite juntos.

O maldito cheiro retornou, mais forte que antes. Ele percebeu que estava mais excitado do que antes.

— Deus, você é linda.

A princípio ela apoiou as mãos nos braços dele, com a força certa para tentar limitá-lo. Mas o maldito magnetismo o colocou em um abismo que mais nada importava. Ali, com ela, era real.

Ele a cercou com firmeza, roçando os quadris com o baque. Não faria sentido negar o quanto estava duro por ela.

Ele parecia bêbado, talvez desorientado, mas completamente perdido. Quando os lábios dela tocaram os dele, Ivan a trouxe para si. Saboreou o beijo como se realmente fosse o último. O gosto do vinho se tornou divino entre as mordidas. As mãos do homem tocaram a cintura dela, sustentando-a pela coluna.

Ele apartou o beijo, perdendo o fôlego ao vislumbrar o brilho âmbar nos olhos da mulher.

Ela não era humana. Um fato tão evidente naquele instante. Não existia um humano que pudesse desestabilizá-lo daquela forma.

Ele riu, tão baixo e com amargura. Estava rígido pela raiva somada a confusão.

Eles eram inimigos, deveriam ser. A maldita espécie daquela mulher tinha assassinado o seu irmão de sangue.

Ivan tremeu, como se faíscas tivessem queimando a própria pele. Por um momento ele deixou de respirar.

O guerreiro sorriu, tomado por um sentimento de amargura e frustração. O riso veio em seguida, ecoando rouco entre eles. Os músculos tensos eram a prova que ele estava próximo do ápice, dividido entre o limite do controle.

Quando ela voltou a acariciá-lo no abdômen, a fricção deliciosa entre os corpos o deixou atento. A ereção atingiu a braguilha do tecido da calça, empurrando-o, pedindo por libertação.

Ele conteve o zunido de pressa, apreciando as coxas macias de Elisa. Estava determinado a entrar nela, nem que fosse apenas com a própria língua. No mesmo instante em que ergueu a cabeça para encará-la fielmente, as mãos a ergueram, conduzindo-a a laçar as pernas ao redor da cintura dele, pressionando a intimidade quente contra a ereção. Ela o agarrou pelos ombros, em busca de mais contato com todos os músculos.

Ele a guiou em direção oposta a sacada, onde estava o quarto dela — um luxuoso cômodo repleto de móveis em madeira pura e tons escuros, abrigando uma cama que tinha espaço para quatro pessoas do tamanho dele.

Ivan soltou a amante quando estavam próximos à cama. Ainda em pé, o caçador tocou o rosto macio da mulher, sedento pelo olhar luxurioso dela.

— Ainda não é o bastante.

Ele ouviu o sussurro ofegante. Não, realmente não era. O caçador segurou o queixo de Elisa, tomando os lábios deliciosos em outro beijo. Explorou a maciez úmida e acolhedora como gostaria de fazer entre as pernas dela. Ivan queria vê-la enlouquecer.

Entre pausas e recomeços. Ele queria provocá-la.

— Isso, Elisa. — Murmurou contra os lábios dela. — Vou tocá-la.

Sem interrupções, ele conduziu uma mão em direção ao espartilho, conduzindo o zíper até revelar a metade dos seios fartos e rosados. O homem se curvou para a frente, tomando a ponta endurecida com a língua.

Entre mordidas e carícias, a queria ainda mais molhada para ele, e teve completa urgência quando o corpo da amante amoleceu em seus braços, entregando-se ao prazer.

Ele a comoveu com um selinho demorado, enquanto envolvia a mão dela com a dele. — Me guie, Elisa. Onde mais você quer a minha boca?

Elisa soltou um suspiro idêntico a um ronronar, tentando afastar a adoração dele da sua mente. Sem conseguir responder com palavras, guiou a mão do amante entre os seios, até atingir a barriga contraída em ansiedade.

— Continue, Elisa.

Ela suspirou com o tom apelativo em som de uma ordem do amante. Ela amava o olhar agressivo e provocante de Ivan. Antes de perder o torpor que a mantinha naquela aventura perigosa, Elisa deslizou a mão do homem entre as pernas, permitindo que ele a acariciasse por baixo da saia curta.

Perdida e tomada pelo momento quente, Elisa gemeu contra a própria vontade. Nos dias tempestuosos de batalhas, ela quase se esqueceu que ele era um homem capaz de fazê-la enlouquecer.

Ele era tenebroso, mas tão cuidadoso. Demonstrava o quanto ela era linda, embora fossem diferentes. Sempre devagar, nada violento, como se ela fosse um veludo na boca dele.

Desesperada para tê-lo tanto quanto ele a desejava, ela o puxou em direção a si, pronta para recebê-lo. Mas os planos de Ivan não pareciam os mesmos. Ele a sustentou no colo mais uma vez, a colocando deitada sobre o colchão macio.

Preparada para receber o peso do corpo masculino, Elisa suspirou em surpresa quando o amante beijou o interior da coxa dela. Ela sabia que estava com a respiração acelerada, ansiosa.

Elisa conteve um gemido teimoso quando Ivan a penetrou com dois dedos, simulando um vai e vem luxurioso e extasiante.

Ela o fulminou com o olhar, frustrada. Não soube em que momento a calcinha de renda fina se rasgou desajeitadamente, mas a mulher arqueou o corpo quando a língua decidida e firme provou-a entre os lábios da vulva, chupando o seu mel.

O quadril da mulher movimentou-se lentamente, cadenciando reboladas sensuais com as mordidas e paixão sobreposta no ponto de prazer dela. O clitóris estava inchado e as pernas dela tremeram, completamente aturdida.

— Não sei o que você fez comigo. — Ele sussurrou, a chupando com vontade, prendendo a carne sensível entre os dentes com suavidade.

Se ele não sabia, ela tinha certeza. Como herdeira, estava sendo dominada por um humano, mas como mulher, aquele homem representava a sua perdição.

Ela esticou o braço, desejando tê-lo dentro de si, tomando tudo, a preenchendo completamente.

Um sorriso safado surgiu no rosto dele. Ivan se ajoelhou no colchão, libertando a ereção do tecido apertado e incômodo da forma mais lenta que conseguia. O olhar fascinado de Elisa sobre o pênis duro dele, o instigava a tomá-la fortemente em seus braços.

— Dessa vez, eu farei amor contigo, Elisa. — Ele pausou o murmúrio quando a puxou em direção a si, invertendo as posições habilidosamente.

Sentada no colo do amante, o encarando, ela sentiu vontade de capturar os lábios tentadores com as presas doloridas dela.

— Sabe o que fazer. Tome o prazer de mim.

Tomada pela luxúria, Elisa ergueu a saia completamente, e colocando-se entre as coxas dele, ela sentou lentamente sobre ele, acolhendo a ereção de forma sôfrega e demorada.

— Oh, mon Dieu. Tão quente e molhada, como imaginei.

Ela apoiou as mãos sobre os ombros de Ivan, beijando-o com fervor. A cintura ondulou como uma serpente tomada pelo próprio veneno inebriante. As pupilas dela se dilataram, revelando um brilho vívido de prazer. Os músculos contraídos do amante a fizeram mudar a sintonia para algo mais selvagem, com força e vontade.

Ela sentiu a excitação incontrolável do amante. O aroma apimentado, picante e afrodisíaco inundou os sentidos dela. Elisa deslizou a língua pelo interior da boca de Ivan, provando-o. O pênis se tornou mais grosso, vacilando na passagem, roçando nela por completo.

Os dois gemeram em um uníssono, em crescente desejo.

Eles eram a imagem do êxtase, cativados um pelo outro.

Ela tomaria a vida daquele homem todas as noites, como um tintilar doce e afrodisíaco.

23 de Junio de 2019 a las 02:47 2 Reporte Insertar 3
Fin

Conoce al autor

Vanessa Uma garota apaixonada por cada livro que coleciona. Viciada em romances adultos, poesias e poemas. Adoro ler frases e colecioná-las para me inspirar. Sou protecionista dos animais desde que me conheço por gente.

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" Extasiante!" Parabêns!

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