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Jeon Jungguk era alguém que sonhava em uma vida tranquila em que pudesse fazer o que gostava, viver de maneira pacifica com as pessoas que amava, porém isso não passava de um sonho, que para si parecia inalcançável, possuindo um pai extremamente abusivo e agressivo, ele foge de casa depois de ser espancado pelo mesmo, abandonando tudo aquilo que tinha para tentar criar algo novo, sair daquele inferno em que vivia. Contudo, depois de se envolver com uma facção criminosa, ele terá que sobreviver no submundo da grande metrópole enquanto busca sua tranquilidade.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

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O Início

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Em uma sala de aula de uma faculdade qualquer de fotografia, Jeon Jungguk olhava distraído pela janela da sala, observava as pessoas no pátio, andando calmamente e conversando com os companheiros, indo para lugares marcados com destinos incertos.

Os orbes negros iam de pessoa a pessoa, sem realmente olhá-los, estava perdido em pensamentos, mas uma voz chamando seu nome o tirou de seu mundo platônico.

-Jeon? – assim que virou para a direção que o chamavam, notou que não só o professor, mas todos na sala o observavam, o que o deixou constrangido, levando-o a sentir o rosto começar a esquentar – Está entendendo a matéria?

O professor tinha um olhar preocupado e atento sobre a figura de rapaz, com um livro na mão esquerda e um giz na direita, ele se inclinará um pouco na direção do moreno que tinha as maçãs do rosto levemente rubras.

-Sim sim... estou entendendo. – O olhar preocupado do professor não mudou, ele apenas respirou fundo e se virou voltando a explicar a matéria para o resto da sala.

O moreno deu uma última olhada pela janela, mas logo começou a prestar atenção a aula. Depois de alguns vários minutos foi dado o sinal do fim das aulas naquele dia, todos começaram a arrumar os materiais e guardá-los na bolsa, o barulho dentro da sala ficou mais alto por um momento breve, porém logo a sala já estava vazia, tendo apenas o barulho de vozes vindo do corredor.

Jeon guardava suas coisas com lentidão, enquanto a luz da janela iluminava a sua mesa, o tom alaranjado do pôr-do-sol era algo deslumbrante e do 5° andar daquele prédio o garoto pôde ser agraciado com uma vista daquelas, ele levou a mão dentro da mochila e tirou de lá uma máquina fotográfica simples, andou um pouco pela sala vazia até achar a posição ideal, levando a câmera até a altura do seu rosto e pressionando o dedo no botão certo, um click baixo soou, indicando que a foto havia sido tirada.

-Ficou incrível... – sua voz foi sumindo conforme observava a foto, realmente tinha ficado linda.

Ele voltou até a sua mesa e guardou novamente a câmera na mochila, depois de verificar que tudo estava lá dentro, ele fechou o zíper e colocou-a nas costas, caminhando para a saída da sala e apagando a luz da sala.

Logo após sair da área da instituição, Jeon levou o olhar novamente aos céus, que agora tinha tons de rosa e roxo, um pequeno e sutil sorriso nasceu no canto de seus lábios, mas logo o olhar voltou para frente, observado o caminho que seguia.

No caminho de volta para casa ele relembrava coisas do passado, como sua mãe, que viera a falecer por traumatismo craniano, ninguém sabe o que aconteceu naquele dia, dizem que ela escorregou e bateu a cabeça na quina da banheira da antiga casa, mas Jeon tinha suas dúvidas quanto a isso, seu pai era o causador dessas dúvidas. Um homem bruto e violento, que vivia batendo em si e em sua mãe, várias vezes ele tinha a agredido tanto que Jeon nem sabe como ela não havia morrido antes.

E seu pai era uma das coisas que passava pela sua mente, tinha medo dele, seu desejo mais profundo era não ter medo e poder enfrentá-lo, talvez se tivesse feito isso antes sua mãe ainda estaria ali ao seu lado, lhe dizendo que tudo iria ficar bem.

Com esses pensamentos os passos de Jeon iam ficando cada vez mais lentos, até que ele parou, já estava de noite e as ruas com pouco movimento, ele abaixou a cabeça e fechou as mãos, apertando os dedos nas palmas, as machucando um pouco, mas logo respirou fundo e relaxou o corpo. Não adiantava ficar pensando no que deveria ter feito, no que teria acontecido, sua mãe não iria voltar, mas ele sabia que se continuasse daquele jeito logo seria ele quem escorregaria e bateria a cabeça na banheira.

~~

Quando chegou em casa já era 22:24 da noite, estava parado em frente a sua casa observando, não havia luz nem barulho vindo da casa, ‘talvez ele não tenha chegado’, era o que se passava em sua mente.

A casa era antiga e estava mal cuidada, a tinta das paredes, tanto dentro quanto fora, estavam descascando junto com o bolor que crescia cada vez mais, o pequeno jardim que havia na frente estava destruído, as ervas daninhas mataram todas as flores, além do lixo que havia ali; garrafas de cerveja, cigarros, embalagens de salgadinhos e comida enlatada.

Portas e janelas tinham dobradiças enferrujadas e empoeiradas, pareciam estar prestes a cair.

E com uma respiração profunda e recitando mentalmente um mantra, ele andou até estar de frente a porta e destrancou-a com a chave. Com um som agudo Jeon abriu a porta o suficiente para que ele pudesse passar, logo fechando-a e a trancando novamente.

Ele ficou parado por um tempo, tentando ouvir algum som diferente, mas era apenas silencio e isso o deixou menos tenso, seu corpo relaxou e ele soltou a respiração, que não percebeu que havia prendido.

Caminhou rapidamente, mas com cuidado, até o seu quarto, deixou a mochila lá e foi para o banheiro tomar um banho rápido.

Já no quarto e com roupas limpas, o moreno se deitou na cama e fechou os olhos, não havia percebido o quão cansado estava, pois dormiu poucos minutos depois de ter deitado, mas não houve nenhum sonho que pudesse o acalmar, foi apenas um escuro.

O som de algo quebrando despertou o jovem que dormia profundamente, o som se repetia com intervalos curtos. Jeon meio desnorteado se sentou na cama e passou a mão pelo rosto até chegar os fios negros de seu cabelo, cada vez que o som se repetia, jeon se tornava mais são e um sentimento ruim o invadia, deixando um gosto horrível na sua boca.

-03:56... – com o celular em mão, ele olhou brevemente a hora e o gosto ruim em sua boca só pioravam.

Levou os pés ao chão de madeira fria e finalmente se levantou, ainda meio sonolento ele caminhou para fora do quarto e começou a seguir o barulho de coisas se quebrando, a cada passo o frio na barriga aumentava, seu corpo começara a ficar tenso e um pouco tremulo, até que chegou no local que vinha o barulho agonizante: a cozinha.

Havia um homem que balbuciava coisas que o rapaz não conseguia entender, o cheiro de álcool dominava o ambiente, deixando-o enjoado, o homem, que jeon julgava ser seu pai, abria os armários e jogava tudo para fora, não se importando com o que fosse, pratos, copos, talheres, panelas e até mesmo comidas, o chão da cozinha estava coberto de cacos e pedaços grandes de vidro e porcelana fajuta.

Ele parecia fora de si e Jeon percebeu isso.

Com cuidado o jovem olhou em volta e viu a casa toda revirada, um verdadeiro caos, mas foi descuidado em desviar a atenção de seu pai bêbado. Pois o homem havia percebido a presença do garoto e logo pegou a primeira coisa que viu, uma pequena faca de pão, avançando em seguida para cima do filho.

Jeon sentiu uma mão grande em seu ombro puxando suas roupas para trás e o jogando no meio da cozinha, ele caiu de lado cortando e perfurando quase a lateral esquerda inteira do corpo, seu rosto foi o menos afetado, tendo apenas alguns cortes, mas sua mão direita foi a primeira a chegar no ponto de impacto, assim recebendo muito dano.

Com alguns gemidos Jeon abriu os olhos e viu sua mão direita toda cortada e com alguns cacos grandes enfiados, sentiu o corpo arder por completo e não conseguia movimentar direito a mão, sentia apenas uma dor lancinante vindo da mesma, os olhos negros começaram a marejar pela dor, mas seu olhar foi para o ponto que se mexia na sua frente.

-Foi você... onde tá?... – Com uma voz sussurrante o pai do moreno se aproximava lentamente, com o olhar fixo nos de Jeon, a luz que vinha do lado de fora da casa deixava a silhueta do homem mais definida, e isso arrepiava o garoto, que tremia de medo.

Quando os orbes negros viram o pequeno objeto na mão do pai, ele sentiu seus ossos tremerem e seus pulmões arderem. Seria assim seu fim? Ali? Naquela cozinha?

O homem inclinou o corpo e com a mão livre alcançou a roupa de jeon e a puxou para cima, deixando seus rostos bem perto e logo sussurrando, novamente, em tom ameaçador.

-Onde está? – o corpo do garoto tremia, sua mão ardia mais que tudo, estava quase chorando e se perguntava do que o pai falava, além do hálito horrível, que provocava mais enjoo no jovem.

-E-eu nã – foi cortado com um forte soco no rosto e um grito de raiva vindo do homem que o segurava.

-ONDE ESTÁ!? – o som de metal caindo chamou a atenção do garoto, mas seu corpo caindo novamente em cima dos estilhaços o trouxe a si.

O homem ajoelhou e ficou por cima do garoto, o prendendo entre as pernas, logo começando uma sequência de socos pelo rosto e corpo do filho, que tentava se proteger, porém sua mão e corpo estavam debilitados. Socos nas costelas, abdômen, rosto e até nos braços, onde o soco pegasse estava bom para o homem alcoolizado, já para Jeon, ele nem sentia mais o corpo, sentia apenas dor, mas não sabia de onde vinha, talvez a única coisa que ele sentia era as lagrimas quentes que transbordavam de seus olhos e caiam pela lateral do rosto.

Do nada o homem parou os socos, se levantou e foi para outro local da casa, deixando o garoto todo machucado estirado no chão da cozinha.

Confuso com a atitude aleatória do pai, jeon tentou se levantar mas seu corpo inteiro doía, estava quase sem forças, mas ficar no chão frio e cheio de entulho perfurante não era bom, se seu pai voltasse, talvez fosse pior, tinha sorte da faca ter sido jogada no chão quando o homem resolveu o atacar.

Com cuidado e com muito esforço, ele se levantou com dificuldade e caminhou lentamente para fora da cozinha, seu pé tivera alguns cortes nesses poucos passos, mas comparado a toda dor que ele estava sentindo o que eram alguns cortes na sola do pé?

Andou até o seu quarto e pegou a toalha que havia tomado banho e caminhou para o banheiro, tudo de maneira silenciosa, segurando os soluços ele chegou ao banheiro e fechou a porta, trancando-a, ele retirou a roupa com todo o cuidado do mundo e começou a se limpar, o sangue do seus cortes haviam parado de sair, mas ele teve que retirar os cacos que estavam presos no corpo. Segurando os gritos de dor, ele foi tirando e limpando o local com a única coisa que havia no banheiro para limpar ferimentos: Álcool.

As lagrimas de dor voltaram a cair e a respiração do garoto se tornou mais densa, o líquido transparente que escorria pela pele entrando nos ferimentos, ardiam o local com muito mais intensidade.

A parte mais difícil foi limpar sua mão direita, ela estava muito machucada, iriam ficar cicatrizes, nem sabia se poderia voltar a usá-la normalmente depois daquilo.

Quando acabou tudo, enrolou algumas ataduras em volta da mão e dos machucados mais profundos, a toalha que antes era branca, agora estava em tons de rosa e vermelho, os olhos estavam vermelhos e inchados, tanto pelos socos que havia recebido, quanto pelo choro, seu rosto e corpo estavam cheios de hematomas e cortes.

Ele se sentia vazio, queria ir embora e nunca mais voltar, sumir... mas para onde iria?

Sua mente gritava que não importava, eles só tinham que sair dali, só isso importava.

Com uma olhada pela estreita janela do banheiro, Jeon pôde ver que já estava amanhecendo, ele se sentia exausto, mas se não fosse embora agora, estaria fadado a acabar como sua amada mãe.

Saiu do banheiro rapidamente e entrou no quarto, o som do ronco de seu pai era alto o suficiente para Jeon saber que ele não iria acordar tão cedo, então, em movimentos rápidos, não se importando com a dor de seu corpo, ele pegou a mochila e uma bolsa em cima do guarda roupas.

Na mochila ele enfiou tudo que era mais importante, o velho notebook, cadernos, eletrônicos, tudo nesse tipo foi enfiado na mochila surrada e ela foi fechada logo em seguida.

Ele rapidamente trocou de roupa e na mala que havia pego, colocou todas as roupas que tinha, que eram bem poucas e algumas outras coisas, como um cobertor, travesseiro e roupa de cama, além é claro de meias e roupas intimas.

Todas as poucas coisas que ele tinha fora colocado dentro da mochila ou da mala de cor escura com apenas duas alças e um zíper, não havia bolsos do lado de fora, mesmo havendo só roupas a mala ficou relativamente pesada, mas isso não iria impedir ele.

Antes de sair do quarto, algo grudado na parede chamou sua atenção; uma foto sua e de sua mãe, poucos dias antes dela falecer, rapidamente ele tirou a foto da parede e a guardou na mala escura. Com uma última olhada para o seu quarto, ele saiu e foi em direção a porta principal da casa, seus passos eram silenciosos, mas determinados.

Já na frente da última barreira, ele queria olhar para atrás, mas algo o impediu, talvez se visse pela última vez a bagunça que a casa se encontrava, talvez ficasse com pena do ser deplorável que era seu pai, então com uma respiração funda ele abriu a porta, que havia sido deixada destrancada por seu pai, e saiu da casa. Sim, era apenas uma casa, Jeon não se lembra se algum dia já teve algo para chamar de lar, talvez quando sua mãe ainda estava viva, mas ele não se lembrava e já não fazia muita questão.

A partir do momento em que ele pisou na calçada, ele decidiu que não queria morrer, iria aproveitar sua vida e ser feliz, teria uma casa legal, com quem sabe um cachorro, acordaria e tomaria um café da manhã tranquilo, do jeito que ele sempre desejou. Ele e sua mãe.

2 de Enero de 2020 a las 04:03 0 Reporte Insertar 2
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