Coração de bombom Seguir historia

saaimee Ana Carolina

O tão esperado dia dos namorados tinha finalmente chegado e junto a ele mais trabalhos para o famoso Quartet Night. A tarefa dessa vez era uma apresentação temática em um programa à noite. Por causa disso, Camus queria ter certeza que a coreografia estava perfeita entre ele e Ranmaru, entretanto essa decisão atrapalhou os planos do baixista que teria que correr se quisesse fazer esse dia perfeito. 「Camus × Ranmaru」 ------------------------------------------------------------------- → Capa feita por mim usando MMD. Créditos no dA @ AimeeSa. → Fonte utilizada: Coneria Script Demo. ✼ Postar esta estória em qualquer página sem a minha autorização é completamente proibido.


Fanfiction Anime/Manga No para niños menores de 13. © Os personagens desta estória pertencem a Uta no Prince-sama. Todos os direitos sobre eles são reservados a © Broccoli.

#shipp #comedia #fluffy #dia-dos-namorados #slash #shounen-ai #uta-no-prince-sama #utapri #camusran #fanfic
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Capítulo Único

No largo cômodo de móveis afastados os dois estavam sentados no sofá relendo atentamente alguns documentos. Cada um estava em uma ponta tomando seu próprio espaço.

Enquanto Camus com as pernas cruzadas apoiava as costas na almofada, Ranmaru estava com um travesseiro entre as pernas quase deitado no estofado. Essa era uma das coisas que claramente diferenciavam eles.

Ambos pareciam não se importar com a presença um do outro durante essa recapitulação de informações. Isso porque nessa noite de dia dos namorados eles fariam uma apresentação em um programa especial e por isso queriam prestar atenção nas instruções e acalmar seus ânimos se quisessem fazer um trabalho memorável.

Tinham recebido o documento há três dias e já tinham ensaiado, porém concordaram que estava simples demais para uma performance única.

— Precisa ser doce. – Colocando os papéis de lado, Camus disse se levantando. Ranmaru apenas acompanhou com os olhos seu caminhar até parar quase a sua frente. — Talvez...

Como se estivesse sozinho no cômodo, começou a se mover cantarolando parte da música. Seus movimentos eram calmos seguindo o som devagar. O baixista observava atento vendo seu rosto sério se mover em harmonia com o resto do corpo sem olhar para o público mostrando a elegância da coreografia.

Assim que terminou o refrão o loiro se virou para ele fazendo um movimento rápido com as mãos formando um coração em sua direção.

Ranmaru o assistiu parar como se aquilo fosse seu truque final mantendo o rosto sério. Não podia negar que essa era uma boa ideia, claro, era inesperado para a coreografia e ainda mais para os fãs, porém havia algo errado na forma em que Camus o fez.

— É... – sem saber o que dizer suspirou desviando o olhar. O maior que estava sorrindo ficou sério ao não entender o motivo daquela reação sem graça.

— O que foi?

— É que... – o problema era o jeito estranho que o coração tinha saído, entretanto ele não tinha coragem de contar a ele depois de ter ficado animado com a ideia. — Tenta fazer o coração de dedo.

— Aquilo é muito simples.

— Elas acham fofo. – Apontou sugestivamente fazendo o outro parar repensando a possibilidade.

Convencido que faria um trabalho bem feito em qualquer situação, resolveu tentar mais uma vez. Repetiu os passos do refrão e da mesma forma fez o movimento rápido, porém, ao invés de juntar as duas mãos, ele se virou esticando somente a mão direita exaltando seus dedos finos.

— Viu? – Insatisfeito falou ainda mostrando o coração na ponta. — Não tem impacto. Parece que estou estalando os dedos.

— É porque você foi agressivo. – Afastando as almofadas e deixando o papel de lado, o baixista se levantou resmungando. — Olha...

Indo até o meio da sala ele ajeitou a roupa antes de dar início a sua pequena apresentação. Com calma repetiu os passos do refrão enquanto Camus observava de braços cruzados sem nem piscar. Então, alguns segundos antes de terminar a música, ele fez o passo final ganhando tempo de esticar devagar o braço com o coração na ponta dos dedos diretamente ao público mostrando um sorriso tímido.

Naquele momento Ranmaru parecia já estar no palco e ter esquecido completamente da presença do rapaz a sua frente. Camus percebeu isso e não pôde evitar a agitação em seu peito vendo tanta inocência naquele rosto, porém também não conteve o sorriso sarcástico quando acabou. O menor estava a sua frente e ao notar o que fez se recompôs com as bochechas vermelhas.

— O que?

— Não imaginei que você conseguiria.

— Você-

— De qualquer forma, não acho que será interessante se todos fizerem igual. – Voltando ao sofá se sentou ignorando os suspiros vindos de trás. — Você fica com essa pose e eu faço o coração.

— Ah... – Cansado e sem saber como convence-lo a desistir da ideia, se sentou ao lado dele coçando a nuca. — Você deveria perguntar para o Ai sobre isso.

Ele não respondeu, também não mostrou ser contra. Sabia que aquela era a melhor opção e se eles realmente fossem fazer alterações na coreografia era preciso que discutissem isso em grupo.

Sem ter mais paciência para gastar com detalhes, Camus se virou para o lado pegando o celular que descansava no braço do sofá indo direto para suas redes sociais. Ranmaru estava bem próximo a ele quando viu a tela se iluminar e, disfarçadamente, tentou bisbilhotar o que fazia.

Pôde ver inúmeras imagens coloridas de doces descendo página atrás de página como uma cachoeira sem fim de excessos. Não era nada fora do comum e ver isso normalmente faria o rapaz torcer o nariz enjoado, porém, agora, o fez se lembrar que ainda precisava entregar seu presente a Camus.

A lembrança fez seu coração pular tão preocupado quanto inseguro. Ele tinha decidido que faria isso quando comprou a caixa pela manhã, porém todas as vezes que tentou se aproximar do loiro algum imprevisto o fazia deixar para depois.

Em meios aos pensamentos ouviu Camus suspirar afastando o aparelho fazendo o baixista rapidamente virar o rosto fingindo não ver o que ele fazia.

— Tem bastante tempo até a apresentação. – O comentário veio seguido de um olhar distante enquanto o jovem ao lado somente assentiu mesmo sabendo que ele falava sozinho. Imaginou que, talvez, isso poderia ajudá-lo a ganhar coragem de entregar agora. — Eu deveria aproveitar para visitar as lojas.

— Que... – A decisão o fez se virar quase gritando assustado, sem nem chamar a atenção do loiro.

— Esse ano a variedade de doces está magnifica. E é claro que não vou deixar passar.

Seu humor teimoso de antes desapareceu como mágica deixando ali um Camus alegre incomum. Ranmaru entretanto parecia desesperado vendo o homem se levantar decidido a sair.

— Ah... Eu não acho que você deveria. – Não era isso que queria dizer, mas foi o máximo que pensou para impedi-lo.

— O que disse?

— A gente ainda tá ensaiando. – Depois de ver o humor irritado dele ressurgir, sabia que era tarde para voltar atrás. — E... Comer chocolate agora não faria bem...

— Quando foi que pedi sua opinião?

— Ha?

— Ainda estamos ensaiando porque você é lento.

— Como é? – Ranmaru sabia que essa poderia ser sua única chance de entregar o presente, porém esses insultos foram o suficiente para o fazer se levantar deixando de lado o motivo carinhoso de ter comprado a caixa. — A gente tá preso aqui porque você tá querendo fazer essas alterações!

— Agora a culpa é minha por querer ajudar?

— Ajudar como? Com aquele coração esquisito? – Suas palavras saíram mais rápido do que deveriam, mas logo seus gritos sumiram assim que viu a expressão surpresa e irritada do loiro. — Ah... Camus-

— Meu coração é esquisito?

— Não, é que... – A expressão dele tinha um olhar cruel, mas não era assustador, na verdade deixava o rapaz sem jeito para continuar. — É meio torto. – Com dificuldade tentou fitar o rosto a sua frente sem conseguiu mudar a frustração. — Eu não quis dizer isso.

— Não? Porque você parecia ter certeza do que dizia.

— Não, eu-

— Você acha que aquele negócio com os dedos era melhor? – Sua voz alta ecoava pelo cômodo como se estivessem em uma discussão realmente séria não dando espaço para ser interrompido. — Eu não preciso de ajuda, Kurosaki.

— Mas que droga... Eu não queria dizer isso! Eu só não queria que você saísse daqui.

Seu tom mostrava uma timidez disfarçada por trás da fúria. Ele queria que o loiro se calasse, mas não sabia que ao fazer isso se colocaria em uma situação ainda pior.

Camus não disse nada, também não tirou os olhos de cima do rapaz. Estava confuso com a atitude ainda sentindo seu ego ferido o suficiente para manter as sobrancelhas abaixadas e os dentes cerrados.

Os silêncio cercou os dois, mas o único que se sentiu encurralado foi Ranmaru vendo a fera a sua frente esperando por uma explicação que ele não tinha coragem de oferecer. Sua garganta estava seca e seu coração disparado pensando nas coisas que precisava dizer agora.

Com o rosto vermelho e os punhos cerrados ele se virou voltando para o canto do sofá onde sua mochila estava encostada. Puxou o zíper fazendo o som deixar o maior ainda mais intrigado e logo se virou de volta para ele mordendo os dentes com uma caixa decorada em mãos.

— Pega essa droga de chocolate. – Ele nem conseguiu levantar a cabeça para ver qual foi a expressão do loiro. Estava tão envergonhado que só conseguiu colocar a caixa na mesa entre eles e voltar para o sofá se sentando bruscamente.

Camus não conseguia acompanhar a lógica dos eventos. Ranmaru teve que ofende-lo antes de poder presenteá-lo. Seus olhos confusos encararam a caixa vendo a bela embalagem preta com decorações vermelhas atraindo sua atenção e o fazendo esperar que tivesse algo forte escondido ali.

Logo, seu olhar se levantou encontrando o rapaz no sofá ainda com a mão na boca, as sobrancelhas tremulas como se estivesse com raiva e as bochechas mais vermelhas que as linhas na caixa. Novamente olhou para o presente e, sem precisar voltar olhar para cima, sabia que Ranmaru estava ainda mais nervoso agora sem ouvir nenhuma palavra.

— Pega logo! – Ele só conseguiu gritar para tentar acalmar os sentimentos se empilhando em seu estômago. O silêncio sádico estava o matando tanto por causa da ansiedade de saber se o outro iria gostar do presente quanto por estar revivendo a cena vergonhosa que o fez entregar a caixa.

Suspirando pesadamente como se estivesse lidando com uma criança, Camus se aproximou pegando calmamente a embalagem e olhando mais de perto.

— Foi tudo por causa disso? – Questionou olhando por baixo o rosto emburrado do outro que não respondeu. Ambos sabiam que eram teimosos ao extremo e quando algo não saia como queriam eles automaticamente se fechavam. A situação o fez balançar a cabeça antes de caminhar em direção ao sofá se sentando próximo a ele. — Inacreditável.

Com calma abriu a caixa trazendo luz aos bombons decorados em cores escuras alinhados no suporte preto. Era como uma caixa de joias que foram esquecidas na areia. Cores pesadas para mostrar força, decorações sensuais e o cheiro tão doce que deixava claro seu sabor único. Era exatamente o que esperava de alguém como Ranmaru.

Seus olhos estavam encantados e até fez um curto sorriso surgir. Curioso, pegou um dos doces olhando de perto vendo o dourado se misturando ao preto quando percebeu, de canto de olho, Ranmaru o olhando preocupado.

— Eu não vou dividir.

As palavras foram rápidas como facas colocando uma linha entre eles. O comentário assustou o rapaz o fazendo engasgar com as palavras que nem queria dizer se virando de lado mais uma vez para esconder a vergonha.

Satisfeito com a reação honesta, Camus sorriu dando uma mordida no doce. O sabor do chocolate com os pedaços de morango tomou conta de sua língua em uma textura cremosa. Foi quase instantâneo que o suspiro impressionado lhe escapou.

Ranmaru não entendia de doces como Camus, mas ainda assim foi capaz de encontrar algo que atingisse seus padrões. Pensando nisso logo se virou somente para vê-lo ainda encolhido no canto. O baixista não era de falar muito, mas adorava gritar então ver essa posição irritada silenciosa fez o loiro sorrir.

— Não vou dividir, mas – calmamente começou a falar colocando a caixa de lado chamando a atenção dele — te deixo provar.

Antes que Ranmaru pudesse se virar por completo Camus já estava ao seu lado inclinando o corpo sobre o seu. E sem nem conseguir se recuperar do susto sentiu seus lábios serem tomados pelo sabor doce derretendo no calor de sua boca.

O beijo foi rápido. Propositalmente. Isso porque Camus queria poder ver a expressão confusa e principalmente frustrada do rapaz. Quando se afastou o loiro sorriu vitorioso ao ver o rosto avermelhado de olhos que pediam mais.

— Doce... – engolindo a saliva Ranmaru comentou o fazendo sorrir.

— Hm... E vai ficar mais ainda. – Se aproximou o vendo quase fechar os olhos e então parou. — Mas, antes, não tem nada que queira me dizer?

Ranmaru não tinha certeza se sabia, mas ver o rosto tão perto o olhando maldosamente fez seu coração acelerar deixando seu corpo quente dificultar sua respiração.

— Ah... Feliz... dia dos namorados... – Ele não queria olhar, porém não teve espaço para fugir. Era claro que tinha planejado dizer isso quando entregasse o presente, mas não era assim que deveria ser em sua mente.

— Bom. Acho que merece a recompensa.

Ele falava como se estivesse treinando um cachorro e assim que Ranmaru percebeu, tentou gritar embora só conseguisse inclinar as sobrancelhas fazendo rugas na testa mostrar sua irritação.

— Você-

Antes que pudesse se atrapalhar nas palavras novamente, Camus se aproximou selando seus lábios mais uma vez em um beijo longo suficiente que não os deixaria se afastar um do outro tão cedo.

12 de Junio de 2019 a las 21:15 0 Reporte Insertar 0
Fin

Conoce al autor

Ana Carolina Mãe de 32 personagens originais e outros 32 adotados com muito carinho, fanfiqueira nas horas vagas e amante das palavras em período integral. Apaixonada demais e, por isso, sou tantas coisas que me perco tentando me explicar. Daí eu escrevo. ICON: TsukiAkii @ DeviantArt

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