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sophialoren Sophia Loren

Athena se perturbava com o seu glorioso cavaleiro de Áries, vindo do século XXI. Suas ações um tanto suicidas e seu temperamento sombrio a deixava preocupada. Estavam em guerra, mas se preocupava com todos seus cavaleiros. O salvaria dele próprio.


Fanfiction Anime/Manga No para niños menores de 13.

#drama #lost-canvas #cavaleiros-do-zodiaco #saint-seiya
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Capítulo Único

Século XVI, Atenas, Grécia.


A noite estava fria em todo Santuário com um céu belo e estrelado, o que destoava com a forte tensão pairava no ar, a tristeza e a angústia dos jovens guerreiros perdidos na Guerra Santa. Mesmo com todos os restantes dos cavaleiros sendo firmes ou pelo menos se demostravam, mas nada poderia esconder da energia que emanava de leve e dos olhos atentos da deusa, no qual percebia tudo.

Claro que ela mantinha sua postura firme e forte. Atenta, calculista e estrategista. Que instigava seus homens para não perderem a fé.

Mas sofria com seus soldados no fundo de seu ser. Se preocupava com cada um deles e cada perda era um luto. Cada Cosmo que sumia era uma facada, um pedaço seu indo embora.

Suas intensas safiras estavam fechadas, refletindo tudo que aconteceu nos últimos tempos. Pressionou seus lindos lábios rosados apreensiva. Além do que passava nos últimos dias, todas as tragédias da Guerra Santa e pelos seus soldados perdidos, ela tinha uma preocupação a mais. Um cavaleiro que não era do seu tempo e que carregava extremo remorso por tudo que aconteceu em sua era e por não ter protegido sua deusa e colegas.

O atual guardião da Primeira Casa: Avenir de Áries. Suas últimas atividades enfrentando enfrentado Espectros de Hades e eliminando-os com extrema frieza, e apresentando um comportamento autodestrutivo por se envolver em qualquer luta que aparecia. Beirando a uma tentativa de suicídio. Toda aquela energia de revolta e culpa poderia ser sentida, talvez nem todos perceberem, mas ela sim. Temia por ele. Toda aquela carga não faria bem ao jovem. Precisava fazer algo o quanto antes.

Sabia que ele era uma boa pessoa, calma e de um grande coração que se importava com todos. Amigável e leal a sua deusa. Mas aquela culpa que carregava o tornara uma pessoa muito diferente e sombria, movido por um instinto de vingança por tudo o que passou, ficando obcecado com uma união a sua missão como cavaleiro de protegê-la. De não cometer o erro que fez com a sua Athena.

Sentou-se em sua confortável cama com os lençóis caindo sobre seu corpo, retirando-os e se levantou. Iria fazer uma visita ao seu dourado. Pegou rapidamente um xale para se proteger do frio da noite, seguiu na ponta dos pés para fora do seu luxuoso quarto. Olhou para os lados verificando se teria alguém e se sua passagem estava livre. Como era tempo de crise seus soldados ficavam rigorosamente em todos os locais para protegê-la. Chegava a se sentir sufocada. Vendo que no momento não tinha ninguém, seguiu silenciosa.

Ao sair de seu templo se deparou com toda a destruição causada até o momento aos outros templos, casas de seus subordinados menores e de altas patentes. Suas belas terras estavam manchadas de sangue. Apertou os punhos. Tudo tinha que terminar em breve. Lutaria bravamente para que a paz retornasse.

Desceu as escadas sentindo a brisa gelada lamber suas madeixas lilases, esvoaçando seu vestido grego. Descalça, era penalizada pelas pedras geladas, arruinadas e porosas. Não se importava e nem se quer realmente sentia, extremamente focada em chegar ao seu destino.

Passou por Peixes, ocultando totalmente seu Cosmo para não alertar o guardião, Rugonis, que estava em seu jardim mais adentro de sua casa.

O mesmo ocorreu nas seguintes que tinha seus protetores ainda vivos. Diminuiu seus passos ao chegar nas escadas da Primeira Casa, já vendo a cabeleira albina encaracolada e esvoaçante. A armadura dourada brilhava pálida com o luar.

Sua energia estava serena, uma das poucas vezes que refletia alguma paz. Se aproximando enxergava lesões anteriores de batalha, na face e nas partes onde a armadura não protegia por completo. Os olhos castanhos atentos.

Acionou um filete de seu Cosmo para indicar sua presença ao ariano, que arregalou suas íris, virando-se imediatamente para sua senhora e ajoelhando-se em respeito. A sagitariana sorriu.

— Não exagere muito Avenir — ecoou sua fina voz, tocando de leve nas madeixas brancas. Sua afirmação poderia se entendia com dois significados, por estar de joelhos, o que para ela sempre achou exagerado e por ele se esforçar muito, por estar se desgastando e se autodestruindo.

Levantou-se receoso, Athena abriu mais o sorriso de deixando seu Cosmo quente reconforta-lo para diminuir a tensão.

— Minha senhora, é perigoso vir pessoalmente até aqui — a grave voz fluiu em preocupação — Estamos em meio a Guerra Santa, é mais seguro ficar em seu Templo.

— Precisamos sair as vezes para espairecer — falou — Senão ficamos sufocados — Avenir olhou-a nostálgico — Além de não fazer bem ficar preso tanto tempo em um lugar — olhou para o céu estrelado, as oitenta e oito constelações protetoras de sua deusa brilhavam mais intensamente que as outras — Além disso se algo acontecer, tenho você ao meu lado — riu fechando as belas safiras.

O ariano piscou, era como se por alguns segundos voltasse para casa e pudesse ver sua pequena deusa sorrindo radiante. Era óbvio, eram as mesmas pessoas, a mesma divindade, mas de certa forma eram diferentes.

Athena fitou curiosa a expressão de seu dourado que logo voltou a realidade, sorrindo curto. Achou belo pois quase não o via sorrir.

— Pode parecer óbvio, minha senhora — disse — Mas por um instante, a senhora me pareceu a Athena da minha era...

A deusa abriu um pouco de seus bem desenhados lábios em surpresa. Sentiu-se aquecer, feliz em saber de sua outra vida. No fundo tinha uma certa curiosidade em saber como era em outras eras. Esqueceu-se de seu motivo principal para encontrar o ariano.

— Como eu sou no futuro?

Os olhos castanhos brilharam, sua mente vagou pelas memórias, agora um tanto antigas.

— Minha senhora era uma pessoa firme, nobre e gentil — contou — Mas, por ser muito criança, deixávamos mostrar sua inocência, a ser realmente uma menina de sua idade, cantando, dançando e brincando... — parou viajando entre as lembranças.

Athena ficou séria, sentiu um medo de não ter gerido seus cavaleiros bem, levando-os ao triste fim.

— Fui uma boa deusa? Consegui guia-los?

Se Avenir fosse branco teria ficado completamente pálido. Seu sangue gelou por completo. Escutava a voz infantil de sua senhora, antes de ser levada para o abate. “Leve os sobreviventes com você Avenir, se protejam”.

— Foi excelente, minha senhora — seu Cosmo ficou caótico novamente — Sim, foi uma deusa exemplar — um peso estratosférico, mais forte do que normalmente sentia caiu sobre seus ombros o fazendo cair de joelhos, sentindo algo quente escorrer por sua face e cair em gotas no chão milenar — Perdão, minha senhora! Perdão por não proteger seu mundo! Por ser falho, por não ter sido um bom cavaleiro e não protegido bem minha Casa, por não ser um eficaz escudo — conteve um grito.

Athena deixou suas lágrimas escorrem. Jogou-se de joelhos no chão, abraçando como uma mãe seu guardião. Deslizou seus dedos nos cachos, com sua outra mão aproximando o rosto para seus ombros, sentido seu xale sendo molhado.

— Minha senhora, nunca mais vou ver minha senhora — soluçou. Desmoronava completamente, pela primeira vez desde a tragédia e perante a versão de sua deusa do passado.

A sagitariana finalmente lembrou-se do que iria fazer. Se culpava um pouco, mas, todavia, mesmo sendo a deusa da sabedoria, não sabia como abordar tal conversa. Quem sabe fosse melhor assim.

— Avenir — sussurrou no ouvido do moreno — Querido, a culpa não foi sua — fechou os olhos — Sinto que fez tudo que pôde, mas tem coisas que realmente são grandes demais para impedir e de se enfrentar. Mesmo que ela seja a destruição de todo o mundo — ligou completamente seu Cosmo, envolvendo-o acolhedor — Me preocupo e tenho certeza que ela se preocuparia, pelo estado em que se agora encontra. No fundo do poço a caminho da autodestruição — puxou delicadamente o rosto, encarando os nebulosos olhos castanhos — Destruindo a si mesmo, matando-se lentamente. Tanto fisicamente, quanto psicologicamente. Levando-o para a ruina-

— Mereço isso, por minha falha — interrompeu-a.

— Mas não falhaste — a voz da jovem deusa ficou mais firme e alta, como uma autoridade — Ainda não percebeu isto? Está se condenando demasiamente — passou uma de suas mãos limpando em vão as lágrimas que insistiam em cair na face morena — Sua condição... — sussurrou apreensiva — É muito preocupante. Temo que em um de seus atos suicidas, faleça sem honra em uma luta qualquer, ou que você mesmo tire sua vida, acarretando em toda fragmentação de sua alma, não podendo mais retornar. Condenando-se. Sua vivacidade, vitalidade e seu Cosmo, estão sumindo, apagando-se, morrendo. Essa carga no qual se afunda, nessa escuridão... É completamente tóxica e o corrói. A sua obsessão e raiva, não é saudável, oculta seu bom senso e se coloca em risco, e nos colocando em perigo, eu, seus irmãos, por suas decisões erráticas — sentiu seu xale se desprendendo com o vento — Um cavaleiro doente, tem decisões desleixadas, sem estratégias claras — o frio lhe castigou, quando sua proteção voou — Compreende? Tenho que lhe ter bem, firme, forte, saudável e são — sentiu-o afundar mais na culpa, abrira a boca para falar algo, sendo impedido por um gesto de Athena — Um soldado instável não funciona em nenhuma guerra, mesmo sendo o melhor e o mais forte de todos — seus dedos tocaram a lesão maior na face do ariano — Eu sei que você pode vencer isso, e torna-se mais forte, continuando a acompanhar-me com bravura.

— Mas, minha senhora... — murmurou, estático, aquilo o atingiu com tudo, percebia a intensa preocupação nas safiras, com sua saúde, vida e como tudo a afetava. Se condenou por ser mais uma das suas extensas preocupações, por estar prejudicando mais do que ajudando. Perguntas vagavam em sua cabeça: Como vencer todo aquele gigantesco trauma? Como vencer uma guerra que se perdeu tudo na sua vida? Para lutar em outra e se vingar por sua deusa?

— Torne-o sua força e não sua escuridão — assustou-se por ela saber seus pensamentos — Está a usar seu poder com ambições negativas, vingança e ódio. Eles nunca foram bons em resolver problemas, mas sim uma fonte de cria-los. Retire esses pensamentos, esclareça sua mente. Deixe seus irmãos dessa era auxilia-lo — Nos deixe ajudá-lo a sair do poço. Use como força de determinação os bons momentos e não os trágicos. Na vida e não na morte — olhou-o compreensiva — Sei que é difícil, mas aceite nossa ajuda, a minha.

— Athena...

— Vou ter a honra de lutar ao seu lado? — perguntou, fitando-o sorrindo e sentando-se de maneira mais confortável nas escadarias.

— Sim, minha senhora! — teve a resposta de imediato. Era seu maior desejo ajuda-la nessa guerra e evitar o tenebroso destino. Um brilho surgiu em seus olhos que não estava ali até então. O sermão da jovem deusa teve o efeito desejado.

— Maravilha — bateu as mãos comemorando fechando seus olhos no processo, sentido só agora a falta de seu xale. Encarou o céu com uma rápida careta. Éolos só devia estar brincando com ela. Voltou-se para seu cavaleiro com suas feições sorridentes — Poderia depois me contar mais de sua Athena, se não for incomodá-lo, seria interessante me ver sobre outra perspectiva, em outra vida.

O ariano sentou-se ao seu lado, retirando sua esvoaçante capa e colocando sobre os ombros de sua senhora, protegendo-a do frio. Ficou sem expressão por alguns segundos diante da pergunta. Refletindo. Seria nostálgico reviver os bons momentos. Deixando de lado toda a tristeza.

— Sim, minha senhora — respondeu determinado — Quando desejar, estarei as ordens.

4 de Junio de 2019 a las 15:05 0 Reporte Insertar Seguir historia
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Fin

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Sophia Loren Só uma garota que gosta de escrever.

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