Destinado de Andromeda Seguir historia

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Papai é maluco, não quero me casar com uma ômega qualquer! Quero casar com aquele que eu amo e que por pura coincidência, é o mesmo ômega destinado a reinar a todos. Será que ele é tão tolo de não perceber? Quero que essa ética e bons costumes se fodam. Não vou viver preso às regras e é assim que vão me aceitar.


Fanfiction Sólo para mayores de 21 (adultos).

#snk #levi #riren #ereri #attackontitan #abo #eren
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Prólogo

– Não vou! Não vou me casar com quem o senhor bem entender, papai! – Exclamou Eren em puro ódio. Era a milésima vez que tinham essa conversa.

– Vai sim! É o meu filho e eu que te digo com quem vai casar! Não entende que é por uma boa causa? – argumentou Grisha.

– Boa causa? – Ironizou – Casar apenas para aumentar a sua infinita fortuna, você quer dizer. Minha felicidade e bem estar é que se fodam, não?

– E qual é a sua felicidade, Eren? Um ômega metido a bandidinho, que acha que pode com alfas? Aquela praga nojenta que mora do subsolo e tenta ser uma espécie de Robin Hood? Olha a tua classe Eren, és da família real! – Exclamou começando a sentir a raiva consumir.

– Ele é o meu destinado e não admito que fale assim dele, Grisha. – Pegou-se rosnando, começando a andar a passos lentos e apontou-lhe o dedo. – Ele sendo o Robin Hood que você tanto fala, é melhor do que os vermes que vivem nesta bolha de cristal feita de sangue e suor dos outros. Ele é infinitamente melhor do que vocês. E sobre querer enfrentar alfas… você sabe muito bem que ele é o melhor nisso, afinal, esse olho que te falta, foi ele quem arrancou. – Deixou escapar um sorriso assim que viu o rosto de espanto do pai.

De fato, o pai usava um tapa olho para cobrir o olho esquerdo que o ômega lhe tinha tirado.

– E acha que isto é certo? Como meu filho deveria estar do meu lado e ter me defendido.

– Ele estava em seu direito de fazer isso, você tocou nele de forma desrespeitosa e com segunda intenções. Ele fez pouco, na minha opinião. Nem eu suporto o jeito nojento que vocês vêem os ômegas… – Começou a se afastar pra perto da porta, vendo Grisha um pouco traumatizado com as palavras enquanto lembrava da dor de perder o olho. – Tenho pena da mamãe de ter você como destinado…

Colocou a mão na maçaneta e a girou, deixando uma pequena corrente de ar passar.

– Volte aqui Eren! Você não vai sair daqui sem antes eu por um juízo nesta sua cabeça!

– Desculpa papai, mas minha cabeça está cheia de um certo anão, que põe medo em você. – Deu de ombros e saiu pelo grande corredor de tons dourados.

Tinha que levar as coisas por um lado humorístico, senão, iria partir a cabeça do próprio pai em dois.

Saiu correndo pelos grandes salões que tinha naquele maldito castelo. Ouvia algumas reclamações dos empregados que limpavam um dos salões, mas nada que um belo sorriso e um beijinho silencioso não fizessem parar. Todos estavam acostumados com o bom humor e carinho que o príncipe tinha para com eles. Era assim desde criança, se importava com o bem estar dos empregados e por muitas vezes - sendo filho único e sentindo falta dos pais que estavam e suas viagens - ajudava com as tarefas do castelo sem se importar com nada do que as regras diziam.

Finalmente saiu pelo portão principal e deu de cara com alguns guardas que ficavam parados sem mexer um músculo.

Às vezes se perguntava se isso era mesmo humanamente possível, quer dizer, quando era criança fazia de tudo para eles se mexerem e nada, até que um dia, em uma troca de turnos, acabou por ver dois dos soldados se envolvendo de um jeito romântico demais atrás dos estábulos e desde então, conseguia fazer aqueles guardas se mexerem e rirem.

– Bertholdt… – Cantarolou com um sorrisinho e um dos guardas acabou por ficar vermelho feito um tomate e todos os outros tentavam segurar o riso.

– Filho de uma égua… – Ouviu Reiner falar entre os dentes.

– Opa que a minha mãe não é a sua! – Passou andando para trás com as mãos nas costas. – “ah Berth, não podemos fazer isso, estamos em um estábulo” – Esganiçou a voz e dessa vez teve que correr com tudo que tinha. Os guardas já não conseguiam segurar o riso e Reiner havia ativado seu modo sinistro apontando-lhe uma adaga.

Correu aos risos indo em direção ao centro da grande aldeia de Eldia. Aldeia pra quem já era dali, mas a verdade é que já tinha se tornado uma grande potência no mundo, com várias ligações políticas e estava crescendo cada vez mais por causa da grande cerimônia que iria ter em algumas semanas.

A coroação do príncipe para rei.

Os boatos era que o príncipe de Eldia era de muito bom coração e que iria liderar aquele país com todo amor, e por isso, pessoas vinham na esperança de ter uma vida melhor e de fato: Eren tinha esse como o primeiro objetivo. Ajudar aqueles que precisavam e não dar mais aqueles que já tinham. Era injusto e sabia disso em primeira mão.

Correu começando a sair do castelo e pegou a estrada rumo à aldeia. Adorava aquela gente, amava o carinho que ganhava ali. Sempre pediu que o vissem como uma alfa normal e não como um príncipe que deveria ser carregado em uma bandeja de ouro. Era gente como toda gente e isso conquistou o coração de muitos.

Passou por algumas barracas de frutas e não se conteve ao dar uma piscadinha às atendentes que ficaram vermelhas até às pontas do cabelo.

Adorava aquelas reações, era divertido e ao mesmo tempo somente um brincadeiras, elas já sabiam que seu coração era de um ômega baixinho e irritado.

Sabiam que aqueles olhos verdes e pele morena já tinham um dono e por isso, já tinham perdido as esperanças de ter algo com o príncipe, mas sempre adoraram as suas brincadeiras que alegrava o dia-a-dia delas.

Viu a entrada do subsolo e entrou sem pestanejar, era bem vindo por todos ali, principalmente porque o ômega líder já tinha deixado isso bem claro.

As pessoas do subsolo odiavam qualquer coisa relacionada à família real, não tinha porque ter apreço por eles. Eram vistos como sujeira da aldeia, algo imundo que não tinha importância, não ganhava nem ao menos uma verba para se manterem e era muita crueldade para com aquelas pessoas, e por isso tinham tanta raiva daqueles que tinha comida e casa de sobra.

Eren era contra tudo isso e os ajudava como podia. Às vezes desviava suprimentos com a ajuda dos empregados que concordaram em ajudar ele, ajudava a fazer os consertos nas casas mal feitas que tinha naquele lugar. Às vezes sumia durante dias, somente pra ajudar aquelas pessoas e tudo isso fez um certo ômega acabar se apaixonando.

Correndo, acabou por passar em frente ao um beco familiar e sorriu...

Lembranças

– Ei, Mikasa! – Gritava enquanto corria pela aldeia tentando escapar da brincadeira de pega.

– Armin! Por aquele lado! – Gritava uma garota de cabelos negros pra um menino de cabelos loiros.

– Vamos te pegar Eren! – A voz soou como a de um maníaco e Eren deu uma risada.

– Só se superar a minha velocidade. – E assim correu mais rápido, saindo do campo de visão dos amigos e entrando em uma zona que seu pai proibiu várias vezes.

Ouviu as vozes de Armin e Mikasa alertando sobre entrar no subsolo mas não ligou continuou a todo vapor se esgueirando pelos becos até que sentiu um cheiro.

Não era qualquer cheiro, era suave e amadeirado. Teve que parar e seguir o caminho e ver de onde o cheiro vinha.

– Esse cheiro… ele é tão bom… – murmurou pra si enquanto devagar tentava seguir o cheiro com as narinas aguçadas que tinha.

Ouviu alguns gritos. Gritos masculinos, e parecia estar em uma briga. Se encostou em uma das paredes e foi andando mais devagar ainda pra não ser percebido e isso incluiu cobrir os próprios feromônios.

Era uma criança de apenas doze anos, mas as suas habilidades como um alfa eram excelentes e isso o destacava dos demais.

– Toca nela de novo e parto-lhe os dentes seu idiota de merda! Quem pensa que é? – Quando se aproximou mais viu que o cheiro era de um ômega e aparentemente, era aquele que gritava e agia como um alfa, não soube bem porquê, mas acabou por sorrir ao ver a cena – some de uma vez estrume!

Havia também uma menina de cabelos ruivos e que estava muito machucada. Aquilo deixou-o em mais alerta.

Um homem mais alto saiu correndo e passou por Eren com rosto em completo desespero.

– Quer ajuda, pequeno ômega? – Assim que viu o ômega se acalmar e ir em direção da menina de cabelos ruivos, decidiu mostrar a sua presença.

– O que quer? – Viu o outro pôr-se em posição de defesa e apontar-lhe uma faca. – Suma alfa maldito!

– Calma, não vou fazer nada. Quero… ajudar… – Colocou as mãos pra cima em forma de desistência e viu o ômega arregalar os olhos, aquilo era sinal de submissão. Um alfa nunca faria isso, mesmo sendo criança.

– Está fazendo chacota da minha cara? – O outro acabou por decidir ser uma brincadeira de mal gosto e ficou ainda mais irritado.

– É sério! Olha… – Decidiu dar alguns passos e o outro se colocou-se em defesa mais ainda. – Só quero ajudar, de verdade. Se ela não ser tratada logo vai pegar uma infecção e você também… – Apontou para um ferimento que ele tinha logo abaixo do braço. – Não vou cobrar nem nada, deixe-me apenas ajudar. Sei lidar com essas coisas. Faço isso e depois nunca mais vai ver a minha cara.

O outro ponderou com a sugestão, mas não ficaria de todo calmo perto desse alfa estranho que lhe sorria de forma quente.

– Ajude apenas ela, eu não preciso. – Guardou a faca na bainha e se virou tocando no rosto da menina. – Vamos Isa, ele vai nos ajudar.

– Não vai me tentar fazer coisas ruins? Levi, eu tenho medo… os alfas… – Perguntou Isa com a voz trêmula.

– Sou diferente daqueles nojentos, nunca farei isso. – Deixou que seus olhos ganhassem determinação e respondeu-a

O ômega sentiu algo diferente.

– Diz isso porque é criança.

– Tu também.

– Uma criança diferente de você! – Rebateu

– Não, não é!

– Sei bem que é o príncipe, e não me leve a mal, mas garanto que nunca teve que matar ou roubar para ter comida na mesa, então não. Não é igual a mim! – a raiva deixou que os olhos cinzentos se tornassem quase azuis e isso deixou o pequeno alfa maravilhado. Se antes o cheiro tinha lhe atraído, agora os olhos também. Mal ligava para os insultos.

Vendo o silêncio e os olhos verdes começarem a brilhar em direção, perguntou:

– Porque está me olhando com essa cara de idiota?

– És lindo… – Falou baixo.

– O que? – Estranhou o comportamento do outro.

– É-és bastante nervoso, isso… – Não sabia porque lhe tinha escapado essas palavras e sentiu o rosto quente.

Acabou por pegar Isa no colo e começou a andar.

– Você ao menos sabe onde vamos? – Eren decidiu pensar sobre aquilo depois.

– Não, mas sei que é fora daqui e também sei que não vai conseguir se localizar nesses becos, então aqui eu te guio, depois… você.

– E o seu nome?

O menino suspirou com a ruiva no colo.

– Levi…

Fim das lembranças

Parou um pouco de correr pra evitar ficar suado, sabia o quanto Levi detestava isso e não queria ouvir mais um sermão enquanto o outro dava-lhe um banho.

– Quantas vezes essa praga não fez isso? – Sussurrou com um sorriso.

– De que praga você está falando pirralho?

Ouviu o seu timbre de voz preferido vir de trás e virou.

– Não estava em casa? E quem é pirralho?

– Não posso dar o luxo de ficar em casa, tenho que trabalhar pra alimentar essa gente. E tu é o pirralho. – Aproximou-se do alfa e o abraçou com toda saudade que estava.

– Sabe que temos a mesma idade, certo? – Questionou retribuindo o abraço e encostando o nariz nos cabelos negros. Aquele cheiro sempre o invadia com tudo.

– Sim, mas tu… continua a se portar como criança… então, pra mim ainda é um pirralho.

O alfa não deixou de dar risada daquilo e se distanciou, apenas para dar-lhe um beijo. Quente e demorado. Como ambos gostavam.

– Estava com saudades… – Deixou escapar o ômega entre uma pausa e logo retornou aos lábios do amado.

Assim que se separam para buscar ar, Eren o olhou um pouco mais sério.

– Queria poder adiar isto, Levi. Mas temos que conversar sobre a coroação e sobre a História.

30 de Mayo de 2019 a las 23:58 0 Reporte Insertar 0
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