Conselheiro Amoroso Seguir historia

lorena-maia-amoros1558662292 Lorena Maia Amoros

Kim Minseok está a beira de uma drástica mudança em sua vida. Está insatisfeito com tudo, e na sua cabeça ele precisa urgentemente mudar. Luhan conhece Minseok por acaso, e oferece seus serviços como conselheiro amoroso, para além de mudar a vida amorosa de Minseok, mudar sua vida por completo.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#hunhan #sekai #exo #xiuhan
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O Cartão

Mexer no celular parecia a coisa mais divertida do mundo para Minseok, principalmente se estava sozinho em um café e as pessoas que passavam ficavam o encarando. Era dura a vida de uma pessoa acima do peso, e Minseok não aguentava mais aquele estilo de rotina, sempre fugindo das pessoas, sempre evitando ao máximo lugares movimentados, sempre se isolando. Solidão só o deixava pior, mas o que poderia fazer? Emagrecer! Claro. Mas faltava motivação. Que motivação um homem no auge dos seus vinte e quatro anos que nunca nem havia beijado ninguém na vida teria? Um homem que nunca teve amigos, um homem que sempre viveu nas sombras da escola se escondendo de todos para não sofrer mais bullying.

Pensando sobre isso agora, se dava conta do quão miserável toda a sua vida sempre foi. Perdera os pais muito cedo, fora criado pelos avós, ou melhor, pela avó, mas mesmo assim, sua vida não foi um mar de flores. Sempre segurando as pontas como dava, sempre procurando se segurar em qualquer motivo bobo para continuar vivendo. Se a depressão era ruim na adolescência, agora só parecia piorar.

Frequentava aquele café todas as manhãs, mas não era algo que fazia por que gostava, sua avó o obrigava a sair de casa ao menos uma vez para ver civilização. Minseok trabalhava em casa como corretor de livros, então não precisava sair com muita frequência, e nem queria. Estava bem no seu mundo onde seu computador, cama, geladeira e banheiro eram tudo. Ao menos tudo que ele achava que precisava. Mas naquele dia em específico... No dia em que amanheceu nevando, seu nariz resolvera o incomodar com uma rinite alérgica insuportável. Sua cara estava toda inchada e ele se esforçava ao máximo para se esconder atrás do cardápio. Mas o café estava tão cheio que era inevitável.

Viu o homem se aproximar falando ao telefone e se sentar a sua frente sem ao menos perguntar se podia. Achou aquilo desrespeitoso, mas Minseok era tímido demais para contestar alguma coisa. E o homem parecia tão distraído em sua chamada que possivelmente poderia nem tê-lo visto sentado ali.

“Impossível” – pensou Minseok olhando por cima do cardápio. – “Ele teria percebido uma pessoa como eu sentado aqui. Só é mais um maluco que não dá a mínima para nada.”

Respirou fundo e retirou o cardápio da sua frente, mas o rapaz não deu a mínima e bebericou seu café enquanto continuava concentrado na sua chamada.

- Já lhe disse Yixing, não é assim que as coisas funcionam com ele. Você precisa ser cuidadoso como se estivesse num campo minado. Você acabou de pisar numa mina, você sabia que ele era hetero e ficar se jogando assim de cara só vai piorar sua situação. – Minseok fez uma careta ao ouvir aquilo, não queria ouvir aquele tipo de coisas logo pela manhã. – Podíamos nos encontrar daqui a pouco, tenho algumas lições pra ver se você não mete os pés pelas mãos de novo. Tá? Estou naquele café perto da sua casa mesmo. – murmurou alguma coisa baixinha e desligou.

Sem querer, os olhos de Minseok se encontraram com os olhos do outro homem, e rapidamente, Minseok voltou a segurar o cardápio como se sua vida dependesse desse pequeno ato.

- Oh! – o homem murmurou supreso. – Não vi que havia alguém sentado aqui. Me desculpe, mas agora já sentei mesmo. – soltou um riso fraco dando mais um gole na sua bebida e fazendo Minseok desejar ardentemente ser um grão de areia para não se fazer notar. – Ah, entendi! Você é daqueles que não é de falar. Tudo bem, eu já trabalhei com pessoas assim.

- Eu falo sim senhor. - Minseok estufou o peito de coragem antes de falar. Sentia-se estranho por estar fazendo aquilo, respondendo uma pessoa. Um desconhecido. Mas ao mesmo tempo era um sentimento bom.

- Que bom. Ficar sem falar pode atrofiar as cordas vocais sabia? - o homem sorriu vitorioso quando Minseok o respondeu com uma careta. - Você está com problemas não é? Dá pra ver estampado na sua cara.

- Problemas? Escuta aqui moço, nós não nos conhecemos, então faça me o favor de me poupar de toda essa conversa estranha. Eu nem devia estar o respondendo! Mas achei que estaria sendo grosseiro demais. Uma pessoa com falta de educação.

- O que não deixa de ser o caso...

- O que?

- Deixa pra lá. Escuta. Meu nome é Luhan, sou um conselheiro amoroso. Não quer tentar melhorar sua vida? - Minseok arqueou as sobrancelhas ao ouvir aquilo. Agora a conversa de antes fazia todo sentido do mundo e mesmo assim, era desconfortável.

- Não preciso dessas coisas. - respondeu amargamente. - E se precisasse provavelmente não iria querer ajuda de uma pessoa que se senta em uma mesa ocupada sem nem ao menos perguntar se pode.

- Uh, rancoroso. Isso precisa ser mudado também. Mas acho que vamos começar com o peso. As mulheres de hoje preferem músculos. Estilo Bi Rain sabe? Ele é muito popular entre as mulheres. Mas se você preferir homens há também vários tipos para você se motivar. - Luhan tagarelava distraidamente batendo os dedos sob a mesa de madeira, e aquilo estava causando grande angústia em Minseok.

- Escute aqui... Luhan. Eu não estou interessado. - falou simplista mesmo que o outro não parecesse lhe dar muito ouvidos. - Estou satisfeito com minha vida.

- Aha! Ai está o problema. Olhe só para você e me diga por que está satisfeito? Sem querer ofender, mas eu no seu lugar não pararia de me exercitar até estar na forma de uma vareta. Ou quase. Você ainda tem jeito, só precisa vontade. – Luhan debruçou-se sob a mesa parecendo mais interessado do que nunca naquilo. Se tinha algo que gostava era de desafios, sua vida era feita deles, e parecia que quanto mais difícil fosse, mais satisfatório seria depois. Era por isso que amava seu trabalho. Convivia com uma monte de babacas sem a menor auto estima, mas no final, ver todos eles felizes fazia seu dia melhor. Luhan não era uma pessoa ruim, apenas não sabia se expressar bem com suas palavras sempre parecendo que falava sem se importar com nada.

- Acho que já disse não, por favor, queira se retirar da minha mesa. – Minseok pediu quase que em um sussurro a ultima parte.

- Ih, tudo bem. Mas olha, toma aqui um cartão. – Luhan colocou um de seus cartões em cima da mesa e sorriu para o outro. – Se mudar de ideia me liga, eu atendo em casa também, e todos os dias da semana, menos nos feriados. Até mais Baozi.

- Baozi?

- É. Você parece um baozi. – riu debochado e se levantou antes que o outro atirasse algo em sua cabeça.

Minseok sentiu o sangue ferver ao ouvir Luhan o chamar daquilo. Literalmente não gostava que lhe colocassem apelidos. Mas sua expressão mudou rapidamente ao olhar o cartão a sua frente. Era diferente de tudo que já havia visto, ele teria que abrir, mas e se sua curiosidade não fosse o suficiente? Não. Não queria dar o gostinho para Luhan daquilo, ele podia estar esperando em algum lugar, então, discretamente, Minseok colocou o cartão dentro do bolso e voltou a mexer no celular tentando esquecer o que havia acontecido minutos atrás.





Sehun viu a porta do quarto se abrir, mas não prestou muita atenção e voltou a fechar os olhos. Provavelmente deveria ser Luhan, os empregados abririam a porta para ele e não falariam nada por que o próprio Sehun pedira para não ser interrompido. Estava extremamente cansado depois de um dia de cirurgias no hospital e só queria saber da sua confortável cama. Claro que isso não ajudava nenhum pouco. Luhan sempre reclamava de estar sendo deixado de lado pelo namorado, mas o que Sehun podia fazer? Era seu trabalho afinal.

Sentiu o lugar ao seu lado na cama afundar e rapidamente um cheiro conhecido invadir suas narinas confortavelmente. Não se deu ao trabalho de abrir os olhos. Sentiu um par de braços o abraçar de forma torta, mas não se afastou, muito pelo contrário. Puxou-o para mais perto de si e deu-lhe um beijo no topo da cabeça.

- Pensei que estava dormindo. - o outro ao seu lado murmurou baixinho.

- Faltava pouco, Jongin-ah. - respondeu sincero. - Na verdade fingi que estava por que achei que fosse Luhan e não queria brigar, mas estou tão cansado.

- Você... Não falou com ele. - dessa vez Jogin falou em um sussurro. Estava naquele caso com Sehun a meses e o mais novo vivia falando que iria contar a Luhan e nunca verdadeiramente contava. Aquilo estava acabando com Jogin. - Poxa Sehun, até quando vamos ficar nessa? Eu sempre tenho que andar nas sombras enquanto ele pode passar livremente com você nos braços. Sabe o quanto é difícil vir aqui todos os dias e torcer para que ele não apareça e estrague tudo?

- Luhan é complicado. Ele foi muito bom pra mim, quero contar a verdade a ele, realmente quero, mas não quero o machucar dessa forma. Ele não tem culpa por ter me apaixonado por outra pessoa. – Sehun afastou uma mecha de cabelo dos olhos de Jogin e soltou um sorriso triste. – Tenha só mais um pouco de paciência, Jongin-ah. Só isso que eu te peço. Conversarei com Luhan quando chegar a hora certa, acredite em mim.

- Você sabe que eu sou paciente, Sehun. Mas paciência tem limites, apenas lembre-se disso. – Jogin iria falar mais algo, mas o telefone de Sehun começou a vibrar dentro do bolso da camiseta, e o barulho do objeto vibrando contra o corpo do mais novo, aquilo Jogin podia ouvir.

- Alô. – a voz rouca de Sehun foi de encontro ao pescoço do mais velho. Era como agridoce aquele cheiro contagiante. Jogin podia dormir ali mesmo só embalado pela voz do amante, mas não dormiu, por que a voz de Sehun lhe fez ouvir o nome de quem ele não queria ouvir. – Oi Luhan... Estou ocupado agora, posso te ligar mais tarde? – fez-se silencio mais uma vez. Aquilo estava começando a irritar Jogin de verdade, era sempre assim. Quando estava com Sehun aquele maldito celular sempre tocava, e pior, sempre era Luhan. Parecia que ele sabia! Era como uma perseguição as escuras! Aquilo tinha que terminar. – Jantar? Desculpa, hoje não vai dar. Preciso descansar, estou exausto, fora que estou cheio de cirurgias. – a conversa não durou mais depois disso e Jogin assistiu Sehun desligar o telefone em seguida.

Jogin revirou os olhos e se levantou da cama em seguida deixando Sehun com uma expressão confusa em seu rosto.

- O que foi?

- Vou pra casa do Kyungsoo. Você precisa descansar e eu aqui não vou ajudar.

- Quem é Kyungsoo?

- Isso importa agora? – perguntou quase unindo as sobrancelhas com a ruga que se formou no meio das mesmas. – É um amigo meu, você não o conhece e mesmo se conhecesse não mudaria nada. Eu não aguento mais com isso, Sehun. Quando resolver o que quer da vida me procure... Ou não né. – soltou um riso fraco e irônico e saiu porta a fora antes que se arrependesse. Sehun tinha um longo trabalho pela frente agora. E definitivamente não conseguiria mais descansar.

29 de Mayo de 2019 a las 00:51 0 Reporte Insertar 0
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