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Fic dentro do Universo Original de Naruto É bem provável que vocês, já nos primeiros parágrafos, se perguntem quem é essa nova Hinata que lhes fala. Compreensível; eu reconheço. Porém, o que vocês não sabem é o quanto uma guerra pode modificar a essência de uma pessoa. Ela simplesmente provoca feridas incuráveis, perdas irreparáveis e marcas inapagáveis. Digo mais. Com ela, você aprende o real significado da palavra dor. Você meramente percebe que o dia de amanhã já não é mais uma garantia certa em sua vida. Sendo assim, vocês realmente acham que eu ficaria aqui, sentadinha e esperando o desenrolar de toda essa história, enquanto o Naruto-kun, dia após dia, se afasta de mim e vai de encontro ao seu coração? É claro que não. Portanto, eu faço aqui, uma promessa. Ele será meu, mesmo que eu precise cometer atos imorais, ou tomar certas atitudes inaceitáveis. Essa é a minha última palavra. Esse é meu jeito ninja de ser. "Por um acaso, vocês realmente me conhecem? Sabem quem de fato eu sou?" beta-reader @danivi2


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 21 (adultos).

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Capítulo 1

Amadinhos

Olá, trago uma nova fic Naruhina para vocês. Mas, aviso de antemão, saindo meio que da minha zona de conforto. Montando algo bem louco e inusitado rs para minha cabecinha. Portanto, vamos aos avisos referentes do que vcs podem esperar:

1. A fic é NH e dentro do Universo Original de Naruto

2. O Naruto não será um embuste.

3. Tenham em mente q vcs verão uma Hinata bem diferente. Talvez até como uma vilã. Mas, tem uma explicação para isso. Fiquem atentos! As perguntas giram em torno ao fato de que vcs conhecem, ou não, a Hinata. Sabem quem e como ela realmente é? A guerra a modificou tanto assim? O amor virou uma obsessão? Ou, tem algo a mais? Do tipo, ela enlouqueceu? #ficaadica

4. Inicialmente, teríamos NaruHaru ( Haruma dos Países dos Vegetais em Naruto clássico ) Contudo, desisti dessa ideia. Explico. Embora seja uma fic e, com isso, eu tenha como modificar algumas coisas, ainda assim, eu tento manter alguns aspectos do anime. Ou seja, em minha mente, se o Naruto não ficasse com a Hinata, ficaria com a Sakura no anime. Portanto, teremos de novo Narusaku; até pq, tem mais o que explorar. No entanto, não teremos a Sakura como vilã. É óbvio que ela terá seus defeitos, inseguranças, indecisões e erros como td ser humano; mas, não a vejo como vilãzinha como em ESCOLHA-ME.

5. Mortes? Sim. Prepare-se. Se eu não mudar de ideia, teremos tb uma bem polêmica como Escolha-me. Já aviso. Acho q vcs nem tem ideia.....Façam suas apostas kkkkk

6. Embora possa parecer no cap um, não tenho em mente utilizar as mesmas teorias que usei em ESCOLHA-ME

Vambora?

A paz

Carolrjbr


Capítulo 1


Sou como você me vê.

Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,Depende de quando e como você me vê passar.

Autor desconhecido


Hinata


Sentada e encostada em uma formosa árvore centenária, em mais uma dessas manhãs tediosas da minha vida, sinto a brisa outonal ferindo o meu rosto e balançando com fúria os meus cabelos. Sozinha, tudo o que me resta fazer é abraçar o meu corpo, protegendo-me desse frio congelante e da grande aflição que sufoca o meu peito. Há algo dentro de mim que eu ainda não sei bem o que é; muito menos como lidar. E, isso vem me atormentando dia após dia. Mais e mais.

Seja como for, antes de começar a contar-lhes toda essa minha história, é bom que saibam, desde já, que embora eu ainda mantenha os cabelos índigos e compridos de outrora, a voz doce dantes e a face corada de sempre, não se enganem. Nada mais é como antes. Tudo mudou.

Outro ponto que deve ficar claro entre nós é que, no decorrer dessas linhas e capítulos, é bem provável que vocês me julguem e me condenem. Muito dos meus atos parecer-lhes-ão imorais. Outros, talvez, inaceitáveis. De qualquer forma, deixo aqui registrado de que nada do que vocês me disserem será capaz de me frear. Eu simplesmente vou até o fim.

Aliás, percebe-se que já nos primeiros parágrafos, por exemplo, devido às palavras que utilizo, muito de vocês já se perguntam quem é essa nova Hinata que lhes fala. Compreensível; eu reconheço. No entanto, o que vocês não sabem é o quanto uma guerra pode modificar a essência de uma pessoa. Ela provoca feridas incuráveis, perdas irreparáveis e marcas inapagáveis. Com ela, você aprende o real significado da palavra dor. Percebe que o dia de amanhã pode de fato não vir. E, dentro dessa realidade, vocês acham mesmo que eu ficaria aqui, sentadinha debaixo dessa árvore, como uma boa menina e esperando o desenrolar de toda essa história? Vendo o Naruto-kun, hora após hora, se afastando de mim e indo de encontro ao seu coração? É claro que não.

É óbvio — e até já esperado — que vocês me digam que isso não é amor. É obsessão. Uma doença. Um direito reservado a vocês, assim como eu tenho todo o direito de fazer o que bem entender, lutando a fim de conquistar todos os meus sonhos e objetivos. E, ai dos que se colocarem em meu caminho, já digo de antemão.

A propósito, vocês se esqueceram do meu lema? Posso ser fraca, tímida, gentil, doce... use a definição que vocês desejarem e acharem mais convincente. Independente disso, eu não volto atrás com a minha palavra. Eu nunca desisto; lembram-se disso? Então, se eu disse que ele será meu, ele será meu. Fim de papo.

Lógico que eu admito que por inúmeras vezes senti-me insuficiente. Pensei até mesmo em desistir. Todavia, por fim, gastei consideravelmente meu tempo precioso para me igualar às suas capacidades. Provar o quanto eu poderia ser poderosa, capaz de liderar o meu clã e andar ao seu lado. Treinei, lutei e não desisti. Em todo esse percurso, eu imaginei que no final dessa estrada, enfim, eu alcançaria os seus sentimentos. Nem mesmo o seu silêncio, logo após a batalha contra Pain, foi capaz de minar todas as minhas esperanças. Aliás, não dizem que a fé movem e removem as montanhas? Pois então...

O mais irônico nisso tudo é que, ao contrário de todas as perspectivas, com o decorrer dos dias, incrivelmente, minhas esperanças só aumentavam. Acho mesmo que tipo uma espécie de esperança descabida. Uma dessas toscas ilusões que todo coração apaixonado persiste criar. Vá saber... De qualquer forma, elas alcançaram mesmo o seu ápice durante a guerra. É que ali, no momento em que segurei suas mãos, eu pude sentir e ouvir as notas sonoras do seu coração. Oh, Kami! Como eu me iludi...

Eu só fui mesmo perceber que o destino não cooperaria ao meu favor, no exato instante em que vi o seu coração parando. Não que eu achasse que aquele seria o seu fim. Isso nunca. Eu confiava em suas capacidades, e algo em meu íntimo sabia que ele sobreviveria. Aliás, muito antes de todos os ninjas e civis o considerarem como o nosso grande herói e salvador, eu já o via dessa forma.

Eu não sei bem o que houve, ou o que mudou. O que posso lhes dizer mesmo é que algo, naquele momento, se quebrou dentro de mim. Talvez tenha sido a forma como a Sakura o olhou desolada. Eu não sei dizer. Pode ser ainda que tenha sido só ciúmes. Também não sei dizer. O que sei é que tudo o que conclui é que finalmente ele alcançou o coração da Sakura e não havia mais espaços para mim. Acho mesmo que nunca existiu.

Nem mesmo quando o Tsukuyomi Infinito — o genjutsu mais poderoso que existe — me atingiu, eu tive minhas esperanças renovadas. Mesmo não tendo conhecimento de que tal genjutsu consistia em colocar-nos em um sonho eterno, absorvendo o nosso chakra, por algum motivo, eu sabia que o que eu vivia não era real. Definitivamente, ele não era, não é e talvez nunca seria meu.

O problema, meus bebês, é que não tem como você chegar até o seu coração e dizer-lhe: "Olha! O show acabou. Recolha tua insignificância e esqueça tudo isso de uma vez por todas.". Não. Não é assim que as coisas funcionam. Ele não é uma máquina que possui um botãozinho de liga e desliga. Não tem aquela coisa de "pá-pum, acabou". E, quando você percebe, a cada amanhecer, que os mesmo sentimentos de outrora continuam bem aí, em seu peito, e mais fortes do que nunca, as coisas se complicam ainda mais.

É mesmo muito fácil julgar. Muito fácil condenar. Mais fácil ainda aconselhar e falar: "deixa isso para lá. Esquece.". Fácil demais quando não são suas entranhas queimando dentro de você. Quando não é você que sente seu coração se despedaçando e se desfazendo dentro de si. Quando não é você que sente seu peito se rasgando a cada vez que vê os dois juntinhos. Aí, é fácil demais. Mamão com açúcar. Mas, sinta o que eu sinto; depois, me digam como é lidar com esse turbilhão de sentimentos, que vai de encontro ao amor. Um amor inesquecível, louco e desmedido.

E, não pensem que eu não tentei. Tentei e muito. Fiz das tripas o coração. Primeiro, curti meu momento de luto. Fossa pura; sabem? Dias e mais dias, deprimida, sem me alimentar e chorando pelos cantos. Ora, como vocês esperavam que eu ficasse? Eu o amava tanto; e, pior, ela sabia e conhecia todos os sentimentos que eu nutria por ele.

Depois, veio a fase da negação. Da revolta mesmo. Aquela coisa de você ficar repassando todos os momento e cada frase em sua cabeça, olhando o teto do quarto. Perguntando-se por que de ser ela, e não você. Aí, você compreende que não há porquês, simplesmente é o que há. A vida é mesmo assim.

Por último, quando você constata que provavelmente é isso mesmo que o destino reservou a você, a grande luta começa. É hora de esquecer e seguir em frente. Nessa, você levanta da cama, coloca um sorriso bem convincente nos lábios, sai com os amigos e finge que está tudo muito bem. Chega desejar felicidade aos dois pombinhos lindos. Todavia, no fim da noite, você verifica que não há jeitos e nem maneiras de vencer isso. Esse amor definitivamente está impregnado em você, feito tatuagem ou selo. Não há nada no mundo capaz de retirá-lo ou apagá-lo de seu coração. Ou seja, ou você vai à luta, ou você não vive mais. Explicando melhor e com mais exatidão, depois de repassar uma série de coisas e ponderar outras mais, cheguei a conclusão inquestionável de que: ou eu tinha que ter ele só para mim, ou eu morreria sem vida e sem glória. Sem amor.

Uma das melhores coisas da vida é a tal da surpresa.

É tão bom ser surpreendido com algo inimaginável.

É tão mágico porque do nada acontece tudo.

Aquele momento toma rumo diferente por um simples ato de alguém e uma reação sua.

Karla Cicarelli


Naruto


Nem são seis horas da manhã e eu já estou de pé; acreditam nisso? Nem eu. Culpa do Kakashi-sensei; é claro. Ele de um pervertido sem salvação transformou-se em um sádico sem descrição, impondo-me a um treinamento intenso para substituí-lo como Hokage, daqui a alguns meses.

Não que eu esteja reclamando de boca cheia. De forma alguma. Tenho total consciência que ser Hokage requer tempo, responsabilidade, dedicação e alguns sacrifícios. O meu grande problema está mesmo na teoria da coisa; compreendem? São esses estudos que envolvem os kanjis que me enlouquecem. Às vezes, tenho a nítida sensação que as minhas células cerebrais dão um nó e não há nada no mundo que as desatem novamente.


— Novidade. — Kurama resmunga, revirando os olhos dentro de mim.


Pois é. Algumas coisas não mudam jamais, como vocês podem captar. Kurama, por exemplo, continua a mesma raposa rabugenta de sempre. E, sabem de uma coisa? Eu cheguei a um ponto em que me questiono se todo esse seu mau humor costumeiro está ligado ao fato dele nunca ter saboreado literalmente um ramen de porco. Por que, vamos ser sinceros, uma vida sem o Ichiraku, não é vida; não é mesmo?

Em falar em rotinas, não posso deixar de contar-lhes sobre as surpresas que a vida me trouxe, nesses dois anos após a guerra. É que eu não sei vocês; mas, eu já não tinha mais esperanças de alcançar o coração da Sakura-chan. Afinal, era sempre o nome do Sasuke que vibrava em seu coração. Não o meu. De qualquer forma, seja como for, ela finalmente se deu conta de que o seu lugar sempre foi ao meu lado; e, agora, estamos presos um ao outro.


— Baka! — novamente, Kurama resmunga dentro de mim. — Agora, tanto faz. — dá de ombros. — Você já perdeu mesmo quem não deveria...


Abrindo um parêntese aqui, Kurama está cada vez pior. Sendo franco com vocês, piorou e muito. Acho que toda aquela problemática da guerra, como Shikamaru costuma dizer, envolvendo em especial o Madara, tirou os neurônios dele dos seus devidos lugares. Talvez tenha dado algum curto circuito dentro da sua cabeça. Sei lá. Só sei que ele chegou a um ponto tão crítico que frequentemente não fala coisa com coisa. Quando fala, fica apertando insistentemente essa tecla de que a Hinata seria a mulher perfeita para mim. Por Kamy! Hinata é apenas a minha amiga. Já expliquei isso diversas e diversas vezes a ele. Mas, parece que ele nutre uma paixão platônica por ela. Não é possível. Seja como for, para evitar maiores aborrecimentos, ou eu relevo essa sua cisma, ou muitas vezes o ignoro mesmo.

Se bem que sendo sincero, bastante mesmo, eu confesso que fiquei balançado com sua declaração, durante contra a Batalha contra o Pain. Na realidade, extremamente. Afinal, a Hinata também tem seus atrativos. E, eu não me refiro apenas aos físicos, logicamente. Mas, muitas vezes, a vida corre tanto que nem dá muito tempo para você pensar e analisar alguns pontos. Na verdade, mal dá tempo para você vivê-la. Resumindo, veio a guerra e uma série de outras coisas mais. Quando percebi, cheguei a conclusão de que o meu tempo com a Hinata tinha evaporado-se. Sem contar que em minha cabeça, Sakura-chan sempre foi a garota dos meus sonhos. Portanto, como eu poderia optar em viver ao lado de outra mulher, se era ela quem sempre quis? Por que eu haveria de iludir a Hinata? Nessa, optei em me silenciar também. Assim, não a magoaria mais do que eu já a magoei. Eu sei lá; viu? Viver é complicado demais. E, é isso que Kurama precisa entender.

Voltando ao que teoricamente interessa, pelo que a Sakura-chan me contou, o momento crucial para nós dois foi quando ela sentiu literalmente o meu coração em suas mãos, durante a guerra. Ali, naquela hora, ela se deu conta que seus sentimentos em relação a mim não se resumiam apenas à amizade. Existia algo a mais e bem maior, embora ela não consiga ainda determinar com exatidão o que seja.

Querem saber de uma coisa? Tanto faz. O fato é que tínhamos uma conexão que a levou a verificar o quanto eu era importante para o seu coração. E, vocês nem tem ideia do quanto me senti feliz por isso. Eu era a própria felicidade em si, naquele momento. Afinal, como eu já disse, ela sempre foi o que eu quis para mim; não é mesmo?

Aí, vocês sabem como é. Posso às vezes ser um ninja cabeça-oca e hiperativo; mas, não sou tão idiota como dizem por aí. Portanto, é óbvio que eu não deixei passar batida aquela oportunidade. Depois de lutar contra o Sasuke e conseguir trazê-lo de volta à luz, assim que consegui me manter de pé, tasquei-lhe um beijo. Assim, do nada mesmo.

Devo confessar que foi só um leve e ligeiro encostar de lábios. Nada de beijos cinematográficos. Só um beijinho simples e ingênuo para sentir o "terreno"; por que, eu tinha total convicção de que: ou ela me amaria de uma vez por todas, ou ela acabaria com a minha raça com um único e potente soco. Seria morte na certa; é claro.

Ainda lembro-me bem. Ela piscando os olhos inúmeras vezes, olhando-me aterrorizada e incrédula. Depois, Sasuke passando por nós, totalmente indiferente ao que acontecia ali. Acho que isso também foi crucial para o desenrolar de tudo. Sem o Sasuke entre nós dois, o que poderia dar errado? Nada? Certo? Talvez. Sei lá. As vezes, tenho a nítida sensação de que tem uma espécie de sombra pairando sobre nós dois, prestes a destruir tudo o que construímos. Um tipo de pressentimento. Ou é mesmo alguma dessas sandices doidas da minha cabeça-oca, como dizem por aí. Eu realmente não sei. Eu só sei que continuo sentindo-me vazio e incompleto. Mais uma das minhas doideira; confesso.

Existem momentos até que me questiono se eu não me sinto assim porque idealizei a coisa toda. Ora, essa coisa de viver apenas de amor não existe. Só mesmo nesses doramas da vida. Na vida real, não é bem assim que as coisas funcionam. De vez em quando, por exemplo, surgem os típicos tapinhas da Sakura-chan. Que mulher geniosa! O problema nem é isso. O problema está no fato de que eu não estou mais tão propício a aceitar isso. É verdade. O que nunca te incomodou, com o decorrer dos meses, passa a te afligir. Estranho; não? Sei lá. Como vou saber? Nunca presenciei um relacionamento, e muito menos vivi um; portanto, como vou saber o que é esperado, ou não, dentro de um laço afetivo? Coisa mais complicada; viu?

Como eu disse, eu não sei mesmo. Acho que também que a nossa rotina individual e exacerbada contribuiu e muito para esse '"esfriamento" entre nós dois, nesses últimos meses. Também não posso deixar de confessar que essa coisa da Sakura-chan, vire e mexe, parecer tão indecisa entre seguir em frente comigo, ou não, mexeu e muito comigo, e de uma forma até bem negativa, deixando-me com um pé para trás. De qualquer forma, acredito que são só coisas típicas de um relacionamento jovial, que se resolverá por si só com o tempo. Eu não sei dizer.


Amor platônico é uma história de amor, onde o protagonista ama sozinho;

E o vilão é a pessoa que você mais ama.

Autor desconhecido


Hinata

A cada minuto que passa, o vento aumenta a sua fúria, zumbido em meus ouvidos, diminuindo consideravelmente a temperatura e trazendo diversas nuvens negras para assombrar o céu até então azul. Nessa, eu já nem estou mais encostada na grande árvore frondosa. Encontro-me bem a beira da cachoeira, abraçando os meus joelhos e olhando persistentemente o meu reflexo dentro dessas águas cristalinas, por onde as folhas caem e partem para longe de mim.


— Naruto, você sabe que a Hinata-sama pretendia morrer por você. — as lembranças, que de repente renascem dentro de mim, vem como enxurradas. São tão vívidas que a voz do Neji nii-san ecoa dentro de mim, e sua imagem aparece sobre as águas com perfeição. — Então, tenha em mente que a sua vida não é mais sua e agora isso também inclui a minha; então, você também é um Hyuuga. Cuide da Hinata-sama por mim.


Começo a chorar em silêncio. As lágrimas escorrem pelo meu rosto, atingem o meu queixo e caem sobre as águas, vibrando-a. Chego apertar os meus olhos com força, a fim de suportar a dor dessa perda e da culpa, que corroem o meu coração e me acompanham diariamente ao longo de todos esses anos. E, dentro de toda essa avalanche de sentimentos, toco o meu peito na tentativa vã de proteger e fortalecer o meu coração, tentando torná-lo indiferente a tudo isso. Não adianta. Independente do que eu faça, o meu coração continua destroçado em meu peito. É que é extremamente difícil rever essas lembranças em minha mente; mais ainda, vê-las nitidamente nessas águas correntes. É como uma faca sendo cravada em meu peito, contorcendo-a em meu coração, com o único objetivo de machucar-me ainda mais.

São nesses raros momentos em que chego odiá-lo por uma miserável fração do tempo. E, não é um ódio qualquer. É um ódio voraz. Um ódio que me consome viva e sussurra palavras desconexas dentro de mim, lembrando-me e reafirmando do quanto ele pode ser um homem cruel e ingrato. Aliás, do que adiantou me doar tanto? Treinar tanto? E, do que me valeu, ou o que eu ganhei em troca, por me sacrificar inúmeras vezes, colocando até mesmo minha vida em prol da sua? Nada. Absolutamente nada. Ah, sim. Só o seu silêncio, sua ingratidão e sua indiferença. Só. Mais nada.

O ódio fica ainda mais feroz, quando essa vozinha chata do meu subconsciente sussurra o nome da Sakura rente ao meu ouvido. Eu só consigo pensar em como ela foi capaz de colocar-se bem no meio do meu caminho, impedindo-me de alcançar a felicidade que deveria ser só minha. Aliás, que tipo de amiga ela é? Na realidade, sendo francos, ela é uma víbora. O que combina perfeitamente com o Sasuke; não com o meu Naruto-kun. Meu, meu e meu. Meu Naruto-kun.

Por não me contentar mais com essa minha inércia, levanto-me em um rompante e começo a andar sem rumo; mas, com um único objetivo em mente: aniquilar a felicidade fajuta desses dois pombinhos. Não que eu seja uma pessoa má, doente, ou de quinta categoria. Não mesmo. O caso é que eu não tenho mais escolha. É que sem ele, eu continuarei vazia. Continuarei sem vida. E, eu não suporto mais viver dessa forma. Definitivamente, eu não suporto mais.

E lá está ela, como que por encanto. Sentada em um banco e completamente sozinha no parque. Além de maldita, é uma coitada! Nem tem ideia dos planos agradabilíssimos que eu tenho para ela, e somente para ela. Chego gargalhar interna e silenciosamente como uma louca desvairada, sentindo o gosto adocicado e saboroso da vitória em meus lábios.

13 de Mayo de 2019 a las 17:50 0 Reporte Insertar 0
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