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luana-vitali1557712800 Luana Vitali

Um príncipe abandonado, um reino em conflito, ideias utópicas...Você pode renegar as suas origens, mas não pode fugir do seu destino.


Aventura Todo público.

#medieval #reinos #aventura
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A princesa bondosa

Naquela noite fática de outono Kaira tinha preparado um cesto com vários lençóis para que ficasse mais forrado que pudesse, também vestiu o pequeno Bjor para que ficasse digno como um nobre, cantou a única canção de ninar que tinha aprendido com a sua falecida mãe e acariciou de leve a cabeça do menino, como fosse a última vez que iria vê-lo...e de fato era.

- Homens podem tornar-se sádicos e repugnantes. Mas toda criança muito pequena parece uma dádiva dos deuses. - Kaira deu um sorriso puro, afinal era o único modo que sabia sorrir, o bebê esbouçou uma risada, que foi interrompida por uma presença poderosa e presunçosa.

- Está tudo pronto? - Eskol entrou pela porta com uma cara fechada. Vestia uma armadura com vários cintos e o simbolo de um raio entalado em seu peitoral. Faziam anos que Saboloo não sofria ataques na capital, porém ele estava sempre vestido para guerra, afinal era assim que um filho do rei deveria se portar. No final, sua aparência e sentimentos tinham tornado-se tão frios quanto o metal que envolvia o seu corpo. Ainda era jovem, recém tinha dezoito anos, todavia já era possível enxergar os cabelos brancos, devido sua dedicação diárias as tarefas do reino. Seu pai havia aconselhado para que o rapaz fizesse coisas de outras pessoas de sua idade, saísse com os colegas, cavalgasse, assistisse jogos de luta, conhecesse belas donzelas, de repente até encontrasse um amor em potencial, mas para Eskol tudo não passava de um desperdício de tempo.

- Será que precisamos fazer isso mesmo, irmão mais velho?- Questionou a jovem irmã com o olhar azul mais puro que exista em todo o império.

- Ele é um bastardo, não devia nem vir ao mundo. Deixarmos ele viver já mostra como somos humanos demasiados bons. - Os olhos de Eskol eram um cinza perdido, sem vida, uma mista de escuridão com o brilho do luar.

- O amor de nosso pai por esse menino é tão grande quanto por nós.

- Não, diga asneiras, Kaira! Ele devia ter vergonha de deixar um ser desses viver em nosso palácio diante dos olhos de nossa mãe. E ainda nomeá-lo sucessor ao trono?! Isso é uma afronta! É como homenagear a amante.

Kaira enrolou uma mecha vermelha pensativa. E soltou apenas um suspiro em resposta. Ela era fraca e ingênua, nos testes de aptidão para nobres não tinha demonstrado habilidades físicas positivas, sua inteligência era quase abaixo da média, não era rápida como Eskol e muito menos furtiva e discreta, sua beleza era digna da corte, porém seus cabelos vermelhos deixavam seus pretendentes ressabiados, pois nem todos queriam ter filhos sardentos e frágeis. Nas reuniões reais nem sempre era chamada. Suas melhores capacidades eram com magia, entretanto como não existiam muitos magos em Saboloo não havia meios de desenvolvê-las corretamente.

- Então deixe que eu levo até o rio.- Pediu enquanto sua cabeça começa a pulsar ideias.

- Você tem quinze minutos, aproveite que os guardas estão em reunião...depois irei dispensá-los e faça conforme eu disse, desça correndo, demostre desespero pelo bebê desaparecido. Não deixe suspeitas.- Eskol falou essas palavras, sentou no sofá e fez sinal para que a irmã partisse.

O rio estava mais agitado que o normal, as águas bastante turvas, os peixes tinham se retirado, provavelmente ocorreria uma tempestade dali alguns minutos.

“Se Bjor pegar essa tempestade será um menino morto...” Uma lágrima escorreu de seu rosto, seu pescoço, seus peitos, sentimentos que nem sabia ter pelo meio irmão jorram de sua alma. De repente algo começou a reluzir, era o broche da família real, lustroso, feito de ouro maciço, diamantes e esmeraldas, seu valor valia mais do que as casas de muitos súditos. Sem entender por que Kaira enrolou a joia entre as cobertas do meio irmão. " Uma vez da realeza, sempre da realeza..." Enquanto devaneava no meio de pensamentos turvos a princesa ouviu um barulho que vinha entre as árvores, quando finalmente se deu conta da presença de uma escrava que assistia a cena assustada. Era uma mulher um pouco velha, um tanto gorda e vestia roupas bem acabadas. No momento em que os olhares das duas se encontraram a escrava exitou.

- Espere!- Ordenou Kaira.

Ao receber a ordem a mulher sobressaltou-se.

- Calma...- Pediu a menina com olha de piedade. - Esse é meu irmão. A senhora conhece ele?

Tudo que Kaira recebeu um sinal afirmativo com a cabeça.

- Então deve saber que há pessoas que não o querem aqui...

- Eskol?

- Ele mesmo! Temo pelo futuro desse bebê, porém tenho mais cinco minutos apenas para voltar ao castelo. Você não gostaria de levá-lo consigo?

- Eu não!! Tenho uma família para cuidar. - Depois de falar essas palavras de forma grosseira a senhora preparava-se para ir embora.

-Por favor, me escute!! Tome isso. - A princesa atirou uma sacola pesada de moedas. - Sei que você é bem pobre. Pegue esse dinheiro como primeira forma de pagamento...e pode levar algumas joias. - Entregou também dois anéis e um par de brincos. - Acredito que isso vale mais que sua casa. Pegue tudo isso, saia da cidade. Eu te darei cobertura. Direi que Bjor morreu afogado. Nunca irão suspeitar de você e ainda terá dinheiro para recomeçar bem a vida em outro lugar. Todo ano, se quiser...nos becos atrás dos correios, no último dia do verão estarei te esperando para entregar mais relíquias. Mas não abandone meu irmão.- Lágrimas escorreram pelo seu rosto pálido.

A mulher que escutava tudo atenta pegou o pequeno e os presentes, sem nenhuma palavra desapareceu entre as árvores.

Um minuto...e Kaira correu até o palácio para anunciar o falecimento do futuro sucessor do trono.

13 de Mayo de 2019 a las 02:56 0 Reporte Insertar 0
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