Singer - Deixe sua voz sair Seguir historia

kelras Raquel Rasinhas

Para compor uma música são necessários instrumentos, papel, lápis, voz e sentimentos. Para permitir que um amor cresça são necessárias duas pessoas, confiança, dedicação e sentimentos. Construir um amor não é diferente de compor uma canção, mas será que é tão simples quanto? Os anos passados podem pesar nas escolhas de Júlia sobre o seu futuro, tanto profissional quanto amoroso, as opções são muitas e as escolhas não serão fáceis, porém ela precisa fazê-las. Deixe sua voz sair.


Romance Erótico Sólo para mayores de 18. © Raquel Rasinhas do Nascimento

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Prólogo

É tão estranho estar de pé em silêncio com alguém bem na sua frente. Uma amiga disse que tinha um garoto querendo falar comigo e eu vim, mas nunca pensei que ele fosse me pedir para ficar com ele, muito menos agora. Olho para o relógio na parede e meu coração acelera. Já estou atrasada e não sei o que responder. Ele é bonito, uma série acima, tem um cabelo descolado e um sorriso de menino doce, mas nada disso faz o meu coração vibrar como eu acho que deveria. Estou tão nervosa, minhas mãos estão suando e não sei como dizer para ele. Ele se aproxima e coloca suas mãos na minha cintura, agora sim eu estou nervosa. Acabo me afastando e olho para o relógio. Não dá mais para enrolar.

— Desculpa. Eu acho você um gato e tudo o mais, só que no momento eu não acho que vou poder ficar com alguém. — Ele dá um leve sorriso e encosta na parede a minha frente.

— Bem, eu posso esperar. Enquanto isso vou curtir o som que vocês fazem. — Um alívio absurdo toma conta do meu peito. Dou um beijo em seu rosto e saio correndo dali.

Estou atrasada, muito, muito, muito atrasada. Merda! Os caras vão me matar! Passo pela porta do auditório e toda a escola está lá, meu estomago revira e engulo seco, meu coração dispara e minhas pernas tremem ao ver todo mundo ali, apenas esperando por nós. Tudo bem, vai dar tudo certo. Dou a volta e entro pelos fundos, tentando fazer o mínimo de barulho. Eu já estou encrencada, não quero piorar ainda mais a minha situação. Ando até o pequeno palco e todos estão ali. Ahi está verificando as caixas de som, Eros brincando com as baquetas, Erick posicionando os instrumentos e o Apolo... Bem, está sendo o Apolo, focado no celular, provavelmente falando com alguma garota peituda e sem cérebro suficiente para entender que ele não está levando ela a sério. Infelizmente é ele quem me vê. Vou na direção de todos jogando minha mochila em um canto e amarrando meu longo cabelo preto em um rabo de cavalo baixo.

― Finalmente apareceu. Onde infernos você estava Lígia? ― Ele se coloca sobre mim, tirando vantagem da diferença de altura que nem é tanta assim, só dois centímetros. Essa proximidade faz meu coração acelerar um pouco, mas é só porque ele é intimidador.

― Desculpa gente, eu tive... Uns contratempos. ― Sinto meu rosto esquentar e desvio o olhar, procurando algo que nem sei o que é dentro da mochila.

― E podemos saber o que é esse contratempo tão importante que te fez atrasar justo hoje? ― Apolo insiste, mas eu não quero falar sobre isso, muito menos para ele.

― Teve dor de barriga? Já aconteceu comigo, é uma merda. Sem piada. ― Fico ainda mais vermelha com o comentário do Eros, então me viro e simplesmente solto.

― Um garoto veio falar comigo, ele queria ficar comigo... ― Todos me olham em silêncio. Eros larga as baquetas e vem correndo, empurrando Apolo para o lado.

― E o que você disse? ― Todos estão prestando atenção, esperando a minha resposta e isso me deixa ainda mais nervosa, meu coração a mil por hora e não sei onde enfiar minha cara nesse momento.

― Eu agradeci, mas recusei. Meu foco é a banda e não garotos. ― Todos se olham e eu fico ali de pé muito sem graça.

Não é mentira que meu foco é a banda e nossa música, mas eu não contei toda a verdade, nem para os rapazes e nem para o garoto que pediu para ficar comigo. Não recusei o garoto apenas por isso, é que eu já gosto de alguém, mas é platônico e eu duvido muito que isso vá mudar. Pensar nisso é desanimador e eu me sinto um pouco idiota, mas eu tento focar na música e curtir o momento.

― Ok galera, já deu. Lígia vá aquecer a voz, vamos começar em alguns minutos. — Ahi bate palma e se vira.

― Você precisa relaxar mais Ahi, vai ficar velho rápido assim. É só uma apresentação para os nossos colegas, não é como se estivéssemos fazendo um show no Maracanã. ― Erik se apoia no microfone e sorri com seu jeito relaxado. Viro para responder, mas Apolo se coloca na minha frente.

― Ahi está certo e essa não é só uma apresentação, é a nossa primeira apresentação de muitas. Nossa banda vai ficar famosa e vamos conhecer o mundo juntos.

Sinto meu coração palpitar e borboletas no meu estômago. Sim esse é o nosso sonho, foi por isso que montamos a banda, porque amamos música e queremos viver dela pelo resto de nossas vidas. A música que nos uniu quando todo mundo acharia impossível se quer nos cumprimentarmos e hoje estamos fazendo o nosso primeiro show. Sai de trás de Apolo e olho para cada um deles e quando nossos olhos se encontram sinto essa conexão, esse laço incrível que temos e meu peito se enche de emoções como amor, alegria, satisfação.

― Não estamos aqui atoa, não vamos parar por aqui. Eu estou aqui porque acredito na gente, acredito em vocês e sei que vamos voar muito alto. Nós somos o Rosa e espinhos e vamos ser a banda mais famosa do mundo.

Nos abraçamos, o diretor nos anuncia e respiro fundo. Respiro fundo, as borboletas no meu estomago parecem ainda mais agitadas, minhas pernas tremem um pouco, mas as firmo. Seguro o microfone com as duas mãos e olho ao redor, todos estão sorrindo para mim, me dando um pouquinho da sua força e confiança e então o show começa.

Começamos com nossos covers favoritos, músicas das bandas que mais amamos, vibramos a cada nova estrofe, a cada nota, a cada batida, levamos o público a loucura. Várias meninas jogam papeis no palco, sem dúvida com seus telefones e e-mails, os caras gritam e todos cantam junto com a gente. Quando o show acaba, nos abraçamos e agradecemos, estamos ofegantes, exaustos, mas muito felizes e satisfeitos com nosso primeiro show bem-sucedido. Saímos do palco e logo somos cercados por nossos colegas. Minhas amigas gritam, me abraçam e aplaudem, noto alguns caras olhando diferente para mim e meu coração acelera. Nos tornamos as celebridades da escola e assim começou o nosso sonho, a banda Rosa e espinhos.

22 de Mayo de 2019 a las 00:02 2 Reporte Insertar 121
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Rouke Nystrom Rouke Nystrom
Sabe, gosto de coisas assim, acho que até posso usar a solene frase do Bauman no livro medos liquidos, onde ele diz: o medo é irracional. Adorei a sua maneira de escrever, serio devorei esse prologo duas vezes. Fico curioso por quem a Ligia esteja apaixonada, até mesmo como a banda toda se conheceu. Estou com mil e uma perguntas para tantas coisas, além de tudo cheio de expetativas para o desenrolar da estória. Dizem que um leitor tem mil e um desejos para cada capítulo que lê e a autora sempre o surpreende com aquilo que ele espera e com o que não espera. Amei esse prólogo.
28 de Mayo de 2019 a las 19:07

  • Raquel Rasinhas Raquel Rasinhas
    Que alegria! <3 Estou muito feliz que tenha gostado e espero atender as suas expectativas com relação ao livro. Realmente, são muitas perguntas e aviso para ir se preparando para situações bem inusitadas no decorrer do livro. 31 de Mayo de 2019 a las 05:04
~

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