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mandy1013 Amanda Botelho

Lauren foi diagnosticada com depressão psicótica há mais ou menos seis meses e seu tratamento não surtiu tanto efeito, custando a vida de sua melhor amiga: Tânia. Com um processo de homicídio em suas costas, a única solução vista por seu advogado foi interná-la em um hospital psiquiátrico, para que seja assistida de perto pelos melhores médicos do país. O que ela não esperava, provavelmente, é que em meio a toda essa tempestade, o amor surgisse em sua forma mais genuína.


Romance Contemporáneo Sólo para mayores de 18.

#romance #theauthorscup
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I - Início do Fim

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São 03:15 a.m e, como sempre, não consigo dormir. Nem mesmo os remédios receitados pela estagiária do Dr. Raymond conseguem me ajudar. A pior parte de tudo isso é sentir eles cada vez mais próximos de mim.

O cheiro deles se intensifica enquanto me cubro com minha armadura alada, mas nem mesmo ela impede as lágrimas grossas e silenciosas de deslisarem por meu rosto.

– Lauren... – Ouço um sussurro abafado. – Lauren?

Eu conheço essa voz, claro que conheço, mas nesse momento, não tenho forças para nenhuma resposta. Minha boca simplesmente não se move, por mais que eu mande comandos através de meu cérebro. Sinto mãos puxando minha armadura para baixo enquanto luto desesperadamente, mesmo com lágrimas caindo e o silêncio de minha consciência se fazendo presente. Agarro a borda, me debatendo quase que inconscientemente, enquanto sinto a força externa arrancar minha armadura, me deixando vulnerável.

Fecho meus olhos com força enquanto cubro meu rosto. Vocês não sabem do que eles são capazes. Logo, sinto uma mão em meu ombro e a claridade invadir o comodo.

– Lauren, sou eu, Tânia! – Olho pelas frestas dos dedos, ainda sentindo as lágrimas descerem por meus olhos. – Lauren, você esqueceu dos remédios de novo? – Aos poucos, tiro as mãos dos olhos e a encaro, sem tanto ânimo.

– Eles não me ajudam em nada!

– Se você não os tomar, eles não ajudarão mesmo. – Ela se aproxima, limpando os vestígios de lágrimas com o polegar. – A cada dia que passa eu fico mais preocupada com você... – Ela me abraça e beija o topo da minha cabeça.

– Eles me fazem mal... – Sussurro, sentindo meus olhos queimarem. – Eles me impedem de lutar, de ver eles, Tânia...

– Eles quem, querida?

Tudo fica escuro e quando dou por mim, estou em uma sala pouco iluminada, sentada em uma cadeira dura e com dois homens me encarando, perplexos.

– Lauren, precisamos que colabore conosco. O que aconteceu naquele quarto?

– Que quarto?

Um deles bufa, como se não suportasse mais aquilo tudo. O outro se levanta e enche novamente a xícara de café calmamente. Ao terminar, volta a mesa e coloca a minha frente uma foto.

– Reconhece ela? – Diz me encarando.

– Tânia, Tânia Sálvia. A amiga com quem divido meu apartamento. Inclusive, onde ela está? Por que eu estou aqui? E... se não for incômodo, poderia me dizer seu nome?

Os dois se encaram mais perplexos e limpam suas gargantas. O primeiro, mais alto e loiro, que encheu a xícara de café agora a pouco me encara e em seguida, me estende outra foto, que me recuso a olhar pela repulsa que ela me causa.

– O que é isso? – Pergunto, com horror nos olhos. O moreno sai da sala, impaciente enquanto o loiro continua a me encarar.

– Lauren, não se lembra de nada mesmo? – Maneio minha cabeça, negando.

Ele bufa novamente, tomando um generoso gole de café amargo em seguida.

– Essa... – Coloca a foto em minha frente. - ...Essa é Tânia. Ela foi encontrada assim, em retalhos e você estava presente na cena do crime..

– Impossível! – Sussurro, sentindo as lágrimas em meus olhos.

– Você a matou, Lauren. Você fez isso com ela... – Ele fez questão de aproximar a foto repugnante ainda mais de meu rosto, me fazendo a encarar de frente. – Não se lembra?

Meu corpo balança para frente e para trás enquanto cantarolo uma melodia até então desconhecida para mim. O encaro, com meus olhos vazios enquanto tiro a foto de meu campo de visão. Outro homem entra em cena, alto e ruivo, vestido com um terno bonito e dono de expressões firmes.

– Sou Ricardo Lomani, advogado de Lauren. – Se apresenta ao loiro, apertando sua mão direita. – Preciso de um tempo a sós com minha cliente, se possível.

O loiro assente com a cabeça e me encara novamente, saindo em seguida.

– Ri... que bom que está aqui! – Sinto os braços dele me envolverem e aninho minha cabeça em seu peito. – Eles dizem que... dizem que eu matei a Tânia... Eu não faria isso, não é, Ri?

Ele afaga meus cabelos enquanto respira fundo. Logo, se afasta e se senta de frente para mim.

– Estava há quantos dias sem os remédios, Lauren?

– Eles me fazem mal, Ri... Eles não me deixam senti-los. – Ele respira fundo e fecha os olhos com força, deixando a caneta brilhante na mesa e se acomodando melhor na cadeira.

– Lauren... – Fala pausadamente, enquanto abre os olhos devagar e me encara. - ...você está doente.... Não teremos outra alternativa a não ser te internar;

Em um surto, pego sua caneta e aponto para ele, com violência.

– EU NÃO SOU LOUCA RICARDO! – Grito e o encaro. – EU NÃO SOU DOENTE! ELES ESTAVAM LÁ NAQUELA NOITE, ELES FIZERAM ISSO COM ELA. – Jogo a foto em seu rosto e tento me aproximar mais. Nesse momento, homens de branco invadem a sala acompanhada dos outros que estavam comigo até então. Um deles carrega uma seringa com um líquido transparente e um sorriso macabro no rosto. Me inclino rapidamente tentando atingir Ricardo que se levanta lento demais, levando um corte no braço. – NÃO FAÇA ISSO! EU NÃO MEREÇO ISSO! – Lágrimas caem por meu rosto ao sentir aqueles homens tocarem minha pele sem cuidado algum e novamente, a escuridão toma conta do meu corpo, mas não antes de eu sentir uma leve picada em meu pescoço.

5 de Mayo de 2019 a las 00:01 0 Reporte Insertar 2
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