Fora de controle Seguir historia

lan_chanhy Lan_ ChanHy

Junmyeon conheceu Sehun quando os dois ainda era apenas dois pirralhinhos, inocentes e alheios ao mundo ao seu lado. Quando o irmão de Sehun, Minseok, fora embora para estudar em outra cidade, Junmyeon prometeu ao amigo que cuidaria do seu irmão mais novo em sua ausência. E ele realmente cuidou. No entanto, depois de alguns acontecimentos em relação aos membros extras que Sehun tinha, Junmyeon descobrira uma coisa que ele não sabia sobre o homem alguns pares de anos mais novo. Ele não tinha o controle dos seus tentáculos. Ao ver que aquele fato estava prejudicando a vida dos dois, Junmyeon se ofereceu para ajudar Sehun a treinar para conseguir dominar seus tentáculos. Ele só não esperava que a situação ficasse fora de controle.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 21 (adultos).

#yaoi #blowjob #lemon #seho #JunmyeonBottom #SehunTop #Tentacleau #SehunHíbrido
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Tentáculos

Oi...? Eu tô de volta kkk


Seguinte gente, eu tenho muita coisa pra falar aqui, MUITA, entãooo... vamos lá.


Isso era pra ter sido entregado dia 26/3, que foi o aniversário da presenteada, mas, nãoooooo, essa porcaria simplesmente saiu de controle, e eu atrasei duas semanas, pra escrever todo os 20 e poucos k. Sinceramente, eu jurava, JURAVA, que isso ia dar, no máximo, uns 8k, mas dobrou, e muito por sinal kkkkk


Eu queria me desculpar com a Gabi por ter demorado tanto, agradecer a linda da Ester por ter me dado uns help aqui e ali, assim como a fofinha da Malu (não sei seu user mas não esqueci de você não tá kkkk) e a digníssima da @thenarkotika por ter feito essa fucking capa maravilhosa do caralhoo.


Agora, sobre a fanfic, eu sinceramente podia ter feito, melhor, ou não, mas não acho que esteja essas coisas, mesmo que a Malu volta e meia tenha dito que estava do caralho e pá, sei lá não confio kkkk. Pra quem já leu aquela minha outra tentacle!au sebaek (octopus' arm) é praticamente o mesmo esquema, mas eu denominei o Sehun, que é hibrído, como octopudus, que é tipo, quase o nome científico do polvo ou algo assim. Não sei pq fiz isso, mas fiz.


E, sim, deu 21 k - 22 k de palavras e, de longe, foi a maior one que eu já escrevi na minha vida, e mesmo que eu não ache que esteja bom, estou orgulhosa de mim mesma :)


Eu espero que vocês gostem (principalmente você Gabi) e que não esteja tão ruim quanto eu acho que esteja.


Boa leitura.




***



— Então? — Junmyeon perguntou, logo após se sentar na cadeira, à frente de Sehun, que tinha a cabeça baixa e os braços postos no meio das pernas, ombros levantados e corpo encolhido.


— Foi um acidente. — Sehun murmurou, rosto vermelho e tentáculos se remexendo, desconfortáveis, querendo se esconder ainda mais.


Com a resposta,Junmyeon respirou fundo, apertando a ponta do nariz e fechando os olhos, sentindo uma dor de cabeça surgindo.


Ele nem sabia o porquê de estar tão estressado.


Seu dia estava sendo chato, mas nada fora do normal, na verdade. Bom, talvez nada estivesse fora normal, se não fosse a ligação de Sehun, que lhe pegara de surpresa e que lhe fizera ter vontade de bater em alguém, justo no seu horário de almoço.


Ao atender a ligação, Junmyeon fora recebido com um Sehun ofegante e choroso, que pediu, super envergonhado, para que o homem mais velho viesse lhe buscar. E, quando Junmyeon finalmente chegou na faculdade que Sehun estudava, fora recebido com o garoto sentado e encolhido em um dos bancos externos, lábio inferior entredentes e tentáculos se remexendo por debaixo da blusa que ele usava.


Ele tinha feito algo de errado.


— O que você fez? — perguntou, e Sehun estremeceu, se encolhendo ainda mais, envergonhado e tímido. — Sehun, o que você fez? — perguntou mais rígido, usando aquele tom que ele sempre usava quando queria que alguém lhe respondesse.


Sehun estremeceu.


— E-eles... e-eu bati em um cara. — Sehun confessou, se encolhendo ainda mais e apertando os olhos, sua voz saindo baixa e trêmula e Junmyeon bufou.


— De novo, Sehun? — Junmyeon suspirou. — Essa é a quinta vez que isso acontece.


Junmyeon não tinha certeza se era apenas a quinta, mas, aquilo tinha acontecido tantas vezes, mesmo que Sehun sempre dissesse que fora sem querer e aparentasse estar super arrependido depois.


— N-na verdade.— Sehun disse, baixinho. — Eu não cheguei a bater nele... e-eu só...


— Você só...?


— M-meus tentáculos...seguraram ele na parede...— confessou, choramingando antes de continuar:— ... pelo pescoço...


— Você prendeu um cara na parede, pelo pescoço, e foi um acidente?— Junmyeon franziu o cenho, massageando as têmporas, irritado mas não tão surpreso assim, e ele grunhiu quando Sehun assentiu, tinha sido exatamente aquilo.— Eu posso saber o motivo?


— Eu não sei, na verdade.— Sehun confessou.— E-eu estava estressado e com dor de cabeça, e ele simplesmente não ficava quieto, hyung! E-ele estava incomodando todo mundo, não era só eu.— Ele se encolheu, envergonhado, e Junmyeon suspirou.


— Por que você está aqui fora? E por que me pediu pra te buscar?


— Eu sai correndo, depois do que aconteceu. Eu não fui expulso nem nada disso, mas achei melhor vir aqui 'pra fora, não queria piorar a situação. — Se explicou.


— Acho que você fez bem. — Junmyeon admitiu, suspirando antes de encarar Sehun. — Olha, eu ainda tenho que terminar meu turno, então vamos fazer assim: eu vou te levar pra minha casa, e quando acabar meu turno eu te levo pra sua casa, tá?


— Por que você não pode me levar direto pra minha casa? — Sehun perguntou, e Junmyeon bufou baixo.


— Porque é longe, e meu horário de almoço termina em meia hora, eu não vou ter tempo de te levar, voltar, e ir pro trabalho. — Ele explicou. — E eu muito provavelmente não vou ter tempo de almoçar também. — Ele murmurou baixo, só se dando conta daquilo naquele momento.Ele tinha a intenção de almoçar no restaurante ao lado do teu trabalho, mas se deu conta de que não teria tempo para aquilo.


Droga,Junmyeon odiava ficar com fome.


— Ah, espera. — Sehun pareceu se lembrar de algo, antes de se virar e remexer na sua mochila, como se procurasse algo. — Aqui, pode ficar. — Quando, enfim, ele achou o que queria, tirou a embalagem de dentro da bolsa, logo a estendendo para Junmyeon. — Você pode comer isso, se quiser, eu ia comer ele, mas aconteceu aquela coisa lá... — Ele ofereceu, e Junmyeon revirou os olhos, mas sorriu.


Sehun sabia ser fofo quando queria, era quase impossível ficar bravo com ele.


— Valeu, Sehun. — Junmyeon aceitou o lanche. Com cuidado, ele o abriu, sorrindo ao ver que era uma sanduíche, com aquele monte de coisa que Sehun sempre colocava em qualquer lanche (e que Junmyeon secretamente amava). — Isso paga a sua dívida por me fazer vir aqui te buscar.


— Você nunca cobrou pra vir me buscar... — Sehun manhou, baixinho.


— Vamos embora logo, Sehun, vamos. — Sem responder a manha do garoto, Junmyeon lhe chamou, rindo suavemente quando ele bufou, baixinho, mas o seguindo até o carro.



(^o^)



Algumas boas horas depois, Junmyeon voltara para casa, onde, mais cedo, tinha deixado Sehun, com uma cópia da chave e um"tchau, não quebre a minha casa". E teria sido bom se ele tivesse obedecido aquilo.


Assim que Junmyeon entrou em casa, foi recebido com a visão da sua sala da estar toda bagunçada, com travesseiros jogados, um sofá virado, tapete jogado em cima da mesinha e chinelo em cima do raque da T.V, completamente arruinada, mesmo que nada estivesse quebrado. Junmyeon odiava quando bagunçavam sua casa.


— Sehun, o que você fez? — Junmyeon gritou, vendo quando Sehun, que estava com um outro chinelo na mão, lhe olhou, assustado, imediatamente soltando o sapato no chão.


— Junmyeon!


— Qual parte do "não quebre a minha casa" você não entendeu? — Novamente, ele brigou, quase se arrependendo quando, assustado, Sehun se encolheu.


— Tinha uma barata aqui. — Sehun tentou se explicar, assustado, olhando para Junmyeon com temor. — E-eu me assustei e, quando eu tentei matar ela, meus tentáculos...Eles... Foi sem querer, Jun!


— É sempre sem querer, Sehun. — Irritado, Junmyeon trancou a porta atrás de si, entrando e indo em direção a Sehun, que se encolheu ainda mais. — Só falta você dizer que foram os seus tentáculos de novo. — Sacudiu as mãos, irônico, e Sehun choramingou.


— Mas...


— Mas nada, Sehun. — Junmyeon lhe cortou, lhe encarando antes de colocar a mão no sino do nariz. —Olha, vai pro meu quarto, agora. — mandou, apontando para o fim do corredor.


— Mas, eu não...


— Depois eu deixo você se explicar, mas agora eu preciso arrumar essa bagunça. — esclareceu, sabendo que não iria conseguir ficar bravo por muito tempo com o homem mais novo, que choramingou, antes de assentir.


— Sim, hyung.



(^o^)



— Se explique.


Assim que Junmyeon terminou de arrumar a sala -de quebra matando a tal barata - ele foi para o quarto onde tinha mandando Sehun ir. Ao chegar lá, viu que esse estava sentando na sua cama, com as mãos nos joelhos e olhar baixo, tentáculos vacilante se remexendo embaixo da sua camiseta.


— E-eu... juro que foi sem querer. — Sehun respirou fundo, se remexendo na cama, mãos se apertando com mais força.— Foram os meus tentáculos. Não foi minha culpa!


— Você sempre diz isso, Sehun, sempre, eu não consigo entender como pode não pode ser sua culpa, sendo que os tentáculos são seus.— Cansado, pôs ênfase no "seus", vendo quando o garoto se encolheu, meio envergonhado, antes de sussurrar, baixo demais:


— Mas e-eu não consigo controlar.


— Controlar o quê?— Quando ele perguntou, Sehun se encolheu ainda mais, envergonhado, e Junmyeon bufou.— Me responda, Sehun.


— Meus tentáculos.— Ele respondeu, um pouco mais alto, e Junmyeon franziu o cenho.


— Você não pode controlar eles? Como assim? — Sem entender, Junmyeon teve que perguntar e Sehun engoliu em seco, antes de decidir que era melhor contar tudo logo.


Ele não conseguiria se esconder por muito tempo.


— Na teoria, eu deveria conseguir controlar eles perfeitamente, mas na prática... — Sehun suspirou, cansado. — Eu já perguntei sobre isso 'pra minha mãe.— confessou.— Ela disse que é normal, isso de não conseguir controlar eles direito. Parece que, hm.... eles se guiam pelas minhas emoções, principalmente, mas costumam ignorar meus pensamentos, e minhas ordens, é complicado de explicar. — Sehun explicou, meio sem jeito, meio envergonhado, e uma luzinha acendeu na cabeça de Junmyeon.


Agora tudo fazia sentindo.


— Não tem nada que você pode fazer sobre isso?


— Minha mãe disse que eu tenho que praticar, tenho que aprender a mexer com eles. Com o tempo, eu posso aprender, mas, tirando isso, não tem nenhum outro jeito, é costume. — Ele deu de ombros, quase parecendo indiferente.


— E você não se acostumou ainda?— Sehun negou.— E por que não?


— Bem...— Ele apertou os joelhos.— Segundo a minha mãe, pra eu me acostumar, eu tenho que deixar eles livres, pra fazerem o que quiserem e ir tentando controlá-los, de pouco em pouco.


— Espera, deixá-los livres? — Junmyeon levantou uma das mãos, meio que sem entender. — O que você quer dizer com isso?


— Eu meio que mantenho meus tentáculos parados e quietos?— Sehun disse, mais perguntando do que respondendo, na verdade.


Céus, falar sobre aquilo era tão confuso.


— O tempo todo?— perguntou, surpreso, e Sehun assentiu.— Não é difícil?


— Na maioria do tempo não, na verdade. Eu costumo conseguir manter eles quietos, mas, se eu me exalto, eles saem do controle, por causa do lance de seguir meus sentimentos e pá. Foi por isso que eu não consegui me controlar quando aquele cara estava me irritando, ou quando aquela barata apareceu. — Ele se explicou novamente, tom de voz arrependido e baixo. — Me desculpe por bagunçar tudo. — Abaixou a cabeça.


— Não, esquece, tá tudo bem. — Para consolá-lo, Junmyeon moveu uma de suas mãos, as erguendo e apertando o ombro do homem mais novo, que estava tenso. — Mas, sabe, você devia ter me falando isso antes, sabia? Teria evitado várias confusões.


— Eu sei, eu só...— Ele mordiscou o lábio.— Eu não queria que você tivesse medo de mim.


— Eu nunca teria medo de você, Sehun.— Ele lhe sorriu, carinhoso.— E, como você disse, é só uma questão de treino, não é?— Sehun assentiu.


— Bom, sim, mas...— Ele desviou o olhar, aparentando estar tão absurdamente desconfortável que Junmyeon franziu as sobrancelhas.— Eu tenho medo...


— Medo? Medo do quê?


— E-eu tenho medo... de tentar treinar.— Sehun encarou Junmyeon com o rosto baixo, por sobre os cílios.— Pra isso, eu teria que deixar eles livres, mas... sempre que eu tentei, eles enlouqueciam e quebravam algo ou machucavam alguém...— Sehun mordiscou o lábio inferior.— Depois de algumas tentativas, eu desisti, não quero machucar ninguém.—Sehun disse, parecendo se encolher um pouco mais.


— Hmm...— Junmyeon murmurou, observando o garoto mais novo, completamente encolhido e tímido, os tentáculos escondidos e trêmulos.— Quando foi a última vez que você tentou?— Ele perguntou, ainda sem deixar de tentar confortar o outro rapaz, que lhe encarou de novo, antes de baixar a cabeça.


— Bem...— Ele parou para pensar.— Uns dois anos? Não me lembro direito.— respondeu.


— Por que não tenta de novo? Pode ser diferente dessa vez.— Ele lhe perguntou.— Eu posso até te ajudar, se você quiser.— Sorriu, e Sehun levantou a cabeça rapidamente, olhos levemente arregalados.


— Não!— Ele quase gritou, trêmulo.— Eu não quero sua ajuda!


— Por que não?— Junmyeon franziu as sobrancelhas, confuso.


No entanto, ao invés de responder, Sehun abaixou a cabeça, se encolhendo e tentando fugir de perto de Junmyeon, que lhe segurou pelo ombro.


— Sehun, não fique assim, fale comigo...


— E-eu vou machucar você.— Ele choramingou, voz levemente embargada, olhos se apertando quando Junmyeon - cuidadosamente - levantou sua cabeça.


— Como você pode ter tanta certeza disso? Você mesmo disse que já fazia muito tempo, quem sabe as coisas mudaram?— Junmyeon lhe sorriu, reconfortante, acariciando seu rosto, com o polegar.


— E se não mudaram?— Sehun supôs, levantando seu olhar para encarar o homem mais velho, seus olhos brilhantes.— E se eles se descontrolarem e machucarem você?


— Eu sei que não vão.— Reconfortante, ele acariciou o ombro do mais novo com a outra mão, carinhoso.— Vamos, tenha mais confiança, eu sei que você consegue.


— Mas...— Sehun abaixou a cabeça novamente, lábio preso entre os dentes.


— Hey, olhe para mim.— O fez levantar a cabeça novamente, sorrindo.— Vamos tentar, só uma vez, certo? Se der errado, nós vamos dar um jeito, hm?— Lhe acariciou o queixo, observando suas reações.


— Eu não sei não, Junmyeon...— Ele ainda exitou, com medo do que poderia acontecer.


— Ah, vamos, agora eu estou animado.— Ele sorriu, e não tinha mentido, estava animado.— Eu te pago um sorvete se der errado.— prometeu.


— De flocos?— Meio estranhando, Sehun perguntou, e Junmyeon assentiu.


— De flocos.


— Hmm...— Sehun observou o rosto do homem mais velho, seu coração batendo acelerado.— Tá...


— Ótimo.— Junmyeon lhe sorriu, logo antes de se afastar.— Vou me arrumar.



(^o^)



Depois que Junmyeon disse aquilo, ele se trancou no banheiro, uma muda de roupa nas mãos e uma toalha nas costas, deixando um Sehun assustado ali, sentado na sua cama, olhos levemente arregalados e tremendo de leve.


Céus, o que ele tinha feito?


Ele não podia acreditar, aquilo ia mesmo acontecer?


Faziam anos, anos que ele não tentava se soltar e controlá-los, e ele iria fazer aquilo com Junmyeon?


Justo com Junmyeon?


Ó céus.


Tremendo, Sehun tocou seu rosto, tocando-o e surtando internamente, pensando em mil possibilidades diferentes.


Ele se ele quebrasse algo? Se ele se machucasse? Se machucasse Junmyeon?


Ele nem queria pensar naquilo.


Desesperado, ele choramingou quando viu o outro homem saindo do banheiro, trocado e úmido após um banho, mesmo que ele estivesse com os cabelos secos. Com os olhos assustados, ele observou quando Junmyeon veio em sua direção, sobressaltando quando ele se sentou ao seu lado, olhar calmo e reconfortante.


— Sehun, se acalme, não vai acontecer nada.— Ele sorriu, tentando reconfortar o outro garoto, que lhe olhou assustado.


— Mas... eu posso machucar você...— Sehun tentou dizer.


— Eu sei que pode, mas não vamos descobrir até tentarmos, não é?— Sem deixar Sehun responder, Junmyeon se sentou em cima da cama, de frente para o outro garoto.— Eu estou pronto.— Ele cruzou as pernas em formato de índio, encarando Sehun.


No entanto, Sehun não se moveu. Ao contrário, ele ficou ali, lhe encarando, sem nenhum reação, tenso e assustado como um gatinho.


— Sehun?— Junmyeon chamou.


— Eu...— Como se saísse de um transe, Sehun piscou.— Eu não posso fazer isso.


— Hey, vamos, você pode sim.— Junmyeon insistiu.— Só faça de uma vez, não vai acontecer nada.— Ele prometeu, e Sehun lhe encarou uma última vez, antes de suspirar, rendido.


— M-me desculpe por qualquer coisa, eu vou tentar ter cuidado. — Sehun se desculpou antecipadamente, respirando fundo e fechando os olhos quando deixou com que seus tentáculos saíssem de baixo da sua camisa, vagarosamente.


Com os olhos fixos, Junmyeon observou quando eles, lentamente, vieram em sua direção, as ventosas rosinhas para baixo e a extensão (um rosa mais forte) se contorcendo de leve, meio trêmula. Com um gemidinho assustado, Junmyeon sentiu quando um, o mais corajoso e ágil, tocou seu pulso, a sensação molhada e estranha o fazendo se arrepiar, outro ofego escapando dos seus lábios quando um outro tocou um dos seus tornozelos descobertos, embaixo de onde a calça acabava.


— Tudo bem? — Sehun perguntou, parecendo estranho e desconfortável, e Junmyeon percebeu que ele estava se segurando.


— Sim, está tudo bem. — Para tentar passar um pouco de segurança para o homem mais novo, Junmyeon sorriu, a medida que levantava um dos seus braços, como se chamasse os tentáculos para mais perto. — Você não precisa se segurar, eu vou ficar bem.


— Tem certeza? E-eu não sei o que eles podem fazer, de verdade, eu não quero machucar você. — Sehun tinha o olhar acuado e o corpo encolhido, os tentáculos vacilando entre ir e não ir, mas os que já estavam em contanto com Junmyeon se mantinham lá, quietos.


— Eu confio em você, Sehun. — Sorriu, apertando um pouco os olhos e chamando-o com a mão, tentando não demonstrar a fagulha de medo em seu coração. — Eu sei que você nunca faria nada comigo.


— Me avise se eu te machucar. — E, com aquilo, Sehun soltou, respirando fundo e relaxando, sentindo com atenção quando seus tentáculos soltos se mexeram, um tanto cuidadosos, mas ágeis, se movendo e indo em direção ao homem mais velho.


Engolindo fundo, Junmyeon sentiu quando um tocou sua mão, a que estava erguida, o tentáculos rosado se enroscando em sua palma, como se eles estivesse fazendo um aperto de mão; outro, maior e mais grosso, lhe tocou o ombro, as ventosas grudando na sua camisa branca, antes de se moverem e descerem pelas suas costas, até chegar no meio das suas escápulas, se mantendo ali; um outro, um pouco mais fino, se prendeu no seu braço, se enroscando por todo o comprimento e parando um pouco antes de tocar naquele que estava que já estava preso ali.

Os outros tentáculos seguiram o exemplo e, vagarosamente, foram se enroscando e enrolando o corpo masculino do mais velho, até que, sem chance de fuga, Junmyeon estivesse completamente preso pelos apêndices grudentos. Com o coração batendo acelerado, Junmyeon olhou para cima, mais especificamente para Sehun, que tinha os olhos fixos em si, lhe encarando e encarando os seus tentáculos no corpo do mais velho, sua respiração meio presa, como se ele se contivesse.


— Está tudo bem? — Junmyeon perguntou, suspirando ao sentir um tentáculo tocar seu rosto, acariciando ali, como que em um carinho. Ele relaxou com isso.


— Está sim, eu só... — Ele tomou uma pause para respirar, a medida que mais um dos seus tentáculos fixava no rosto de Junmyeon. — É estranho deixar eles livres, tipo, sem eu tentando contê-los...


— É bom? — perguntou quando o pequeno tentáculoacariciou seu rosto novamente, dessa vez grudando as pequenas ventosas em sua bochecha, a fazendo formigar e corar pela leve ardência.


— É... é bom, sim. — Sem que Sehun percebesse, um leve sorriso se formou em seu rosto, seus ombros relaxando e um suspiro escapando do seus lábios.


Aquilo era...aliviante. Nossa, Sehun não tinha percebido o peso que estava em suas costas até aquele momento. Ele tinha convivido com aqueles membros extras desde que se entendia por gente, mas, só naquele momento, ele pode se sentir livre em relação a eles, sem precisar ficar os contendo e os segurando para não machucarem alguém ou quebrarem algo.


Era incrível...


— Viu? E você não está me machucando. — Com a afirmação de Junmyeon, Sehun sorriu, rosto vermelho e aliviado.


Ele não respondeu nada, no entanto, seus tentáculos se mexeram, apertando Junmyeon um pouquinho mais e se roçando nele, quase que apaixonadamente, os tentáculos no rosto dele lhe acariciando as bochechas e os em seu corpo se movendo, de leve e constantemente.


Eles ficaram daquele jeito por minutos e mais minutos, Sehun aproveitando a liberdade e Junmyeon aproveitando os apêndices que brincavam consigo, rindo sempre que alguns deles lhe cutucava o rosto.


Até parecia que tinham vida própria...


— Você está melhor? — Para quebrar o silêncio, Junmyeon perguntou, observando a maneira com Sehun sorria, bobo e sereno, olhos fechados e corpo apoiado nos braços, que estava atrás, mãos no colchão.


— É muito estranho. — Sehun riu, preguiçosamente abrindo os olhos e encarando o homem mais velho. — Mas eu estou melhor sim, obrigado, Jun.


— Sem problema, Sehun. — Reconfortante, ele sorriu junto do mais novo, rindo quando o tentáculo rosado lhe cutucou novamente. — Você acha que consegue tentar mover eles?


— Eu posso tentar, mas não sei... — Sehun franziu as sobrancelhas, fechando os olhos, como se tivesse se concentrando. Ao mesmo tempo, um tentáculo lentamente se desvencilhou do corpo de Junmyeon, alguns outros quase seguindo seu exemplo.


No entanto, eles não se moveram muito mais


— Está difícil. — Sehun grunhiu, fazendo força uma última vez, mas desistindo e relaxando segundos depois. — Eles não querem soltar.


— Se concentre, eu tenho certeza que você consegue. — Junmyeon sorriu, e Sehun assentiu, pronto para tentar novamente.


Ele fechou os olhos, respirando fundo antes de, com mais uma tentativa, tentar puxar os tentáculos para longe de Junmyeon, e quase deu certo. Dessa vez, dois deles vieram, completamente, mas o resto se prendeu, sem quererem abandonar o mais velho.


— Mais uma vez. — Junmyeon sorriu, encorajando-o, mas grunhindo quando foi apertando ainda mais forte.


Sehun, concentrando, tentou novamente e, naquela vez, eles vieram, quase todos, apenas um ficando ali, acariciando o rosto de Junmyeon, sem se soltar.


— Isso mesmo! — Junmyeon sorriu. — Tente só mais uma vez.


E, pela última vez, Sehun se concentrou, chamando seu tentáculo para si, enquanto mantinha os outros ali, enrolados em seu corpo. Lentamente, o último apêndice veio, se desvencilhando vagarosamente do rosto de Junmyeon, que suspirou aliviado quando ele soltou sua bochecha, esfregando a carne ali de leve, ardida por causa das ventosas grudentas.


— Viu, só? Eu sabia que você conseguiria.— Junmyeon sorriu para o mais novo, enquanto via o último tentáculo se esconder dentro da sua roupa, todos eles se remexendo antes de se aquietarem, ficando parados como sempre.


— Foi difícil, na verdade.— Sehun respondeu, sorrindo meio sem graça, rosto corando de leve, mas parecendo muito mais aliviado do que antes.— Mas eu estou feliz, é a primeira vez que eles me obedecem tão bem assim. Minha mãe estava certa mesmo, eu só preciso praticar.— Ele sorriu, um pouco maior, e Junmyeon sorriu junto, contente por ver o maior daquele jeito, leve e sorridente.


— Se você quiser, nós podemos praticar mais, na verdade.— Junmyeon ofereceu, de

ixando no ar, e Sehun sorriu, maior ainda, lhe olhando, ansioso.


— É sério?


— Sim, por que não?— Junmyeon deu de ombros.— Se for para te ajudar, eu não vejo problema. Isso pode ser bom, eu não quero mais ter que receber ligações suas choramingando por ter deixado seus tentáculos saírem de controle.


— Hey! Eu não choramingo!— Sehun contestou, mesmo que ainda parecesse radiante, com as bochechas coradas, lábios abertos em um sorriso fofo e cabelos escuros levemente bagunçados, fofo daquele jeito que ele sempre foi.


Sem resistir, Junmyeon riu, se aproximando e praticamente amassando Sehun em um abraço, esse que riu, manhosamente tentando lhe afastar.


— Choraminga sim, como um bebê.— Para brincar, Junmyeon mordiscou a bochecha de Sehun, rindo quando ele manhou novamente, como um filhotinho.


— Choramingo não...— Ele negou, uma última vez, antes de desistir, aceitando ser abraçado por Junmyeon e acalentado, contente e aliviado demais para se quer se importar com as brincadeiras dele, os braços fortes lhe abraçando com tanto carinho que seu coraçãozinho bateu, feliz.


— Você está choramingando agora.— rebateu, e Sehun choramingou, mordendo seu ombro quando ele lhe beliscou a cintura.— Viu, só?

— Por que você zomba tanto de mim? Poxa, eu só queria ser amado.— Sehun reclamou, mais uma vez, choramingando daquele jeitinho fofo, como um bebê, e Junmyeon riu.

— Porque você é fofo.— rebateu novamente, apertando o outro homem mais ainda.

Sehun corou.

(^o^)

O segundo treino só aconteceu alguns dias depois.

Era sexta-feira, e tantoJunmyeon como Sehun tinham sido liberados mais cedo dos seus respectivos compromissos. Ao se darem conta daquilo, eles combinaram de saírem para comer algo, seria bom comer algo de diferente.

Naquele momento, eles voltavam do restaurante que eles tinha decidido ir, o relógio do carro apontando que ainda eram duashoras da tarde. Junmyeon dirigia, com Sehun ao seu lado, no banco do carona, olhando através da janela e cantarolando junto à música que tocava no rádio, bem baixinho.

O trânsito estava meio lento, atrapalhando um pouco a viagem deles. Eles tinham combinado de passar o resto da tarde na casa de Junmyeon, antes dele levar o Oh de volta para a sua. Após o carro parar mais uma vez, ainda por conta do trânsito, sem pensar, Junmyeon levara uma mão em direção a coxa do homem ao seu lado, apertando ali e acariciando de leve. Com a ação, Sehun sobressaltou, e seus olhos logo se focando na palma quentetocando sua perna, tão distraidamente que Sehun tevecerteza que Junmyeon mal havia notado o que estava fazendo. Vermelho, ele decidiu ignorar, respirando fundo antes de fechar os olhos e apoiar a testa no vidro, apenas para abri-los minutos depois, observando a paisagem novamente.

E daquele jeito eles ficaram, por alguns bons minutos, antes de que Junmyeon começasse a brincar, descendo até tocar o seu joelho, e subir, até quasetocar sua coxa.

— Sehun... — Junmyeon chamou, e ele grunhiu em resposta. — O que acha de nós treinarmos de novo?

— Nós o quê?

— Treinarmos de novo, tipo, os seus tentáculos e pá. — Junmyeon deu de ombros, apertando seu joelho, de leve.

— Você tem certeza disso? — Sehun teve que perguntar, vermelho quando Junmyeon concordou, ainda sem deixar de olhar para a estrada.

— Claro, é melhor do que ter você destruindo a minha sala de novo.— Ele deu de ombros novamente, ainda sem encarar Sehun, que fez biquinho.

— Foi um acidente!

— Eu sei que foi, mas quero evitar mais do tipo.— Quando o sinal parou, ele virou para Sehun, piscando um dos olhos, fazendo o outro homem bufar, manhoso.

— Chato...

— Só com você.— Sorriu, antes de se focar no trânsito novamente.

Sehun fez bico, cruzando os braços e voltando a encarar a paisagem do lado de fora, meio emburrado, mas contente, já se sentindo ansioso com o pensamento de poder treinar com Junmyeon novamente. Ele não tinha contado, mas ele tinha adorado, com todas as letras, aquele treino. Foi aliviante poder ficar solto, e foi incrível poder tocar Junmyeon como queria, mesmo que fossem apenas seus tentáculos.

Shh...

Alguns vários minutos depois, ele finalmente chegaram na casa de Junmyeon, que foi rápido em estacionar seu carro na pequena garagem, nervoso e meio ansioso, mas sem querer admitir. A verdade era que, além de todo aquele contexto de ajudar Sehun a se controlar, ele também tinha gostado daquele momento, e achou incrível ver a maneira como os tentáculos se moveram, lhe tocando com tanto carinho que ele se perguntou se aquilo que Sehun disse, sobre eles ficarem descontrolados quando eram livres, era mesmo verdade.

E, puts, pior que era mesmo.

Algum tempo depois que aquele primeiro treino com Sehun ocorreu, Junmyeon se viu pesquisando sobre aquele assunto, e se era mesmo possível um octopodus não conseguir controlar os seus tentáculos.

E, pelo que ele achou, na verdade, aquilo era bem comum.

Depois de ler alguns relatos sobre outros octopodus que não tinham o certo controle sobre os seus apêndices, e ler mais alguns explicando como aprender a se controlar, Junmyeon viu que, realmente, o único jeito era com treino.

Oque ele não fazia por Sehun....

Quando ele saiu do carro, viu, com o canto do olho, Sehun vindo logo atrás, visivelmente ansioso, andando atrás dele como um cachorrinho animado, os tentáculos escondidos dentro da blusa, como sempre. Na verdade, Junmyeon sempre achou aqueles tentáculos estranhos.

Eles eram como, hm... braços extras? Braços longos, molengas e pegajosos. Eles ficavam nas costas de Sehun, e Junmyeon nem fazia ideia de quantos eram, na verdade. O octopodus costumava os manter escondidos, abraçados em seu tronco e embaixo da sua camiseta, o que ficava engraçado quando ele inventava de usar alguma roupa mais apertada.

Com a imagem que veio na sua mente, Junmyeon riu, baixinho, logo após alcançar a chave da casa, que estava em seu bolso. Rápido, ele destrancou a porta, logo entrando e saindo de baixo do sol um tanto quente, sendo seguido por Sehun. Após esse entrar, o Kim trancou a porta, deixando os dois presos ali dentro.

— Vamos fazer como na última vez?— Junmyeon perguntou, tirando sua blusa e seus sapatos, ficando apenas com um jeans e uma camiseta, mal vendo quando Sehun fez o mesmo.

— Por mim, tudo bem.— Ele deu de ombros, mesmo que ainda nervoso, e Junmyeon lhe olhou reconfortante.

— Hey, vai ficar tudo bem, igual na última vez.— Andando em direção a Sehun, ele disse.— Não tenha medo.— Colocou uma mão por sobre o ombro de Sehun, o apertando de leve, reconfortante.

— Eu sei, é só nervosismo, mas eu tô bem.— Tentando acreditar em suas próprias palavras, Sehun sorriu de volta, sorriso que aumentou um pouco mais quando Junmyeon também lhe sorriu maior.

— Eu vou tirar essas roupas, você também pode trocar de roupa, devem ter umas peças perdidas no meu armário.— Ele riu.— Você vem?

— Claro, hyung.

(^o^)

Alguns minutos depois, eles já estavam trocados, com Junmyeon vestindo uma camiseta e um short velho, e Sehun usando quase o mesmo tipo de roupa, com a exceção de que ele usava uma regata ao invés da camiseta.

— Relaxe para mim, tá?— Junmyeon disse, já sentado na cama, com Sehun à sua frente, na mesma posição da última vez.— Vai dar tudo certo.— Sorriu.

— Eu vou fazer o meu melhor.— Ainda meio nervoso, Sehun disse, antes de fechar os olhos e deixar com que seus tentáculos se soltassem, indo vagarosamente em direção ao homem mais velho.

Ao contrário da última vez, quando um tentáculo tocou em Junmyeon, ele não sobressaltou, ao contrário, apenas relaxou ainda mais, observando com atenção quando aquele rodeou seu pulso, o deixando preso e grudando suas ventosas na sua pele sensível. Logo depois, outros vieram, se grudando e prendendo seus braços e pernas, do mesmo jeito de antes, até que quase todos estivessem em contanto com seu corpo.

Só faltava um.

Levemente divertido, Junmyeon viu quando, animado, o último tentáculo veio, esse que logo se enroscou no seu pescoço, até que a ponta estivesse acariciando seu rosto, daquele jeitinho fofo.

— Olá novamente.— Ele cumprimentou aquele pequeno tentáculo, rindo quando ele se esfregou em seu rosto, com carinho. — Esse aqui é carente...— disse, e olhou para Sehun, que lhe olhava com atenção, olhos meio fechados.

— Parece que sim...— Sehun riu baixinho.— Desculpe.

— Não tem problema, é fofo.— Quando ele se esfregou na sua bochecha com mais força, Junmyeon disse, esclarecedor— Ai!— Ele colou e descolou as pequenas ventosas, rápido e meio forte, brincalhão.

Em resposta, Sehun apenas riu, apertando mais os olhos e relaxando. Aquela sensação era tão estranha, poder ficar de boa, sem ter que ficar segurar seus tentáculos e sem ter medo de acontecer algo de ruim, era... aliviante.

Ele tinha que agradecer Junmyeon por isso.

Eles ficaram daquele jeito por minutos e mais minutos, com um Sehun aliviado e um Junmyeon brincando com os tentáculos brincalhões, os dois distraídos dos seus próprios jeitos.

— Hey...— Depois do que pareceram horas, Junmyeon disse, chamando a atenção de Sehun.— Então, acha que consegue puxar?

— Eu posso tentar.— Sehun franziu as sobrancelhas.— Me desculpe se eu te machucar.— Dizendo aquilo, Sehun fechou os olhos, respirando fundo antes de chamar os seus membros extras de volta, se surpreendendo de leve quando, muito mais fácil do que na última vez, eles vieram. Não todos de uma vez, e não tudo, mas ainda era perceptível o quão mais fácil foi.

Respirando fundo novamente, ele puxou os tentáculos de volta, e um 1/3 obedeceu seu chamado, vindo e se escondendo embaixo da camiseta de Sehun novamente, mansos. Mais uma vez, ele fez força, e mais alguns vieram, dois ou três ficando para trás, além daquele que segurava o rosto de Junmyeon, que não queria ir embora de jeito maneira.

— Esse aqui é birrento.— Junmyeon riu quando, após Sehun fazer aquilo mais uma vez, apenas aquele ficou, sem querer soltar o rosto do homem mais velho.

— Parece que é mesmo.— Mesmo levemente tenso, Sehun riu, tentando puxar aquele de volta novamente.

— Não se desespere, Sehun, se acalme, é só um treino.— Junmyeon lhe olhou, reconfortante, e Sehun tomou fôlego uma última vez.

Se concentrando ao máximo, Sehun chamou aquele último tentáculo de volta, e ele obedeceu, vindo e se escondendo na sua roupa, meio desgostoso, mas manso.

— Viu, só? Eu disse.— Quando fora liberto de todo o aperto, Junmyeon sorriu, levantando os braços e se espreguiçando, sentindo suas costas estalarem.— Hm... isso me deixou com fome, vamos comer algo.— chamou, se levantando e saindo da cama, chamando Sehun com um olhar.— Você vem?

— É claro que, sim.— Sehun sorriu, sentindo seu coração bater forte quando Junmyeon riu, lhe chamando para fora.

Hmmm...

(^o^)

E os treinamentos continuaram, em intervalos de alguns dias. Eram sempre na casa de Junmyeon, em dias que eles tivessem tempo para gastar, como em um final de semana ou um dia que fossem liberados mais cedo.

Em cada treino, o controle de Sehun sobre seus tentáculos aumentava, não era grande coisa, mas para quem mal conseguia contê-los, era um grande avanço. No entanto, mesmo que oúnico intuito daqueles treinos fosse ajudar Sehun a se controlar melhor, ele não podia evitar se sentir nervoso, assim como não podia evitar que seu coração batesse mais rápido.

Digo, aqueles treinos eram uma desculpa perfeita para que ele pudesse tocar em Junmyeon, sem nenhum estranhamento e pelo tempo que ele bem quisesse. Ele não queria parecer estranho, mas ele gostava de tocar Junmyeon, gostava de sentir a pele macia contra seus tentáculos e gostava de como ele ria sempre que algum dele lhe fazia cócegas. Aquilo sempre lhe dava uma sensação de paz, um quentinho no peito que ele não conseguia deixar ir embora.

Era ótimo.

Talvez fosse por isso que ele ansiava tanto por aqueles treinos.

Ele não conseguia controlar a ansiedade, que sempre estava ali, antecipando uma nova oportunidade onde ele pudesse treinar com Junmyeon, onde ele pudesse se deixar livre e, de quebra, tocar a pele tão quente e macia do seu hyung. No entanto, apesar de tudo isso, ele não conseguia evitar os pensamentos obscuros que vinham tomando sua mente naquelas situações.

A cada sessão de treinamento que passava, mais a vontade de tocar Junmyeon de um jeito mais... íntimo... aumentava. No começo fora apenas um pequeno pensamento, de como ele se sentiria se os seus tentáculos descessem e tocassem as coxas grossas que Sehun sabia que Junmyeon tinha. Com o tempo, aqueles pensamentos foram aumentando, e ele começou a imaginar em como ele se sentiria se seus tentáculos tocassem em algum lugar mais secreto. Haviam vezes que o desejo era tão, mas tão forte que ele sentia suas mãos coçando para tocar Junmyeon por ele mesmo, e ele tinha que usar de todo o seu autocontrole para não o fazer, mesmo que o seu único pensamento fosse aquilo.

Hmmmm...

Era por isso que, naquele momento, enquanto ele se preparava para mais uma sessão de treinamento, ele já se sentia nervoso, ansioso com o que estava prestes a acontecer. Junmyeon estava trocando de roupa, talvez por ter acabado de chegar da rua, junto de Sehun, que estava sentado na cama, mãos apertando os joelhos e coração batendo ansioso, seus tentáculos se remexendo ansiosos. Em quando, depois de alguns minutos, Junmyeon chegou, Sehun sentiu seu coração batendo mais rápido.

— Vamos começar?— Ele perguntou, sentando ao seu lado na cama também, naquela posição que eles sempre ficavam. Sehun assentiu.— Está pronto?

— Estou sim, ainda meio nervoso, mas estou pronto.— Ele sorriu, amarelo, e Junmyeon lhe encarou, suavemente,

— Você sabe que não precisa ficar nervoso, Sehun.— Como em todas as outras vezes, ele usou do mesmo método para lhe acalmar: colocou uma mão em um dos seus ombros, lhe sorrindo suavemente e lhe olhando nos olhos.— Nós já fizemos isso, no mínimo, uma dezena de vezes e, em todas, deu tudo certo, não tem o que se preocupar.— Ele apertou seu ombro, com firmeza.

— Eu sei, Jun, é só ansiedade, eu estou bem.— Sehun lhe sorriu, tentando passar confiança, e aquilo foi o bastante para Junmyeon.

— Se você diz.— Ele deu de ombros.— Mas, qualquer coisa, me avise, eu não quero te deixar desconfortável.— pediu, e Sehun confirmou:

— Não se preocupe, eu aviso sim.

Com aquilo, ambos assumiram suas posições, e Junmyeon lhe sorriu, encorajando-o.

Respirando fundo, ele fechou os olhos, relaxando e deixando que seus tentáculos saíssem, e eles se arrastaram, escapando da sua camiseta e indo em direção a Junmyeon como em todas as outras vezes. E como nas outras, eles foram rápidos em seu prender nele, apertando sua pele e o imobilizando por consequência, e o Kim respirou fundo, apertando os olhos, de leve. Alguns lhe prendiam os braços; outros dois estavam em suas pernas; um grande preso ao seu tronco e vários pequenos espalhados por aí; aquele mesmo de sempre preso ao redor do seu pescoço, a ponta tocando seu rosto.

No entanto, diferente de antes, eles não ficaram parados.

Para a surpresa de Sehun, ele franziu o cenho ao sentir eles se mexendo, se enroscando ainda mais emJunmyeon e o deixando completamente preso, o maleando como se o mostrasse para o Oh. Levemente tenso, ele viu quando, ciente de que Junmyeon também estava observando, os tentáculos lhe abriram as pernas, as deixando abertas e (se Junmyeon não estivesse vestido) mostrando o que ele tinha ali. No entanto, ao invés do que ele pensou, Junmyeon não disse nada, apenas piscou os olhos, meio confuso, o encarando perdido e sério.

Coma falta de repreensão, Sehun sentiu quando seus tentáculos se mexeram novamente, dessa vez, apenas os que estavam nassuas pernas. Devagar, eles subiram pelos membros do Kim, subindo e subindo, até alcançarem sua coxas, no entanto, Sehun viu, assustado, quando eles se infiltraram no shorts que o mais velho usava, tocando as coxas efirmes diretamente, e o Oh tremeu com a ação. Temeroso, ele olhou para Junmyeon, mas apenas quando viu seus tentáculos pararem de se mexer, ficando ali, presos nas coxas de Junmyeon e apertando a pele firme com carinho. Ooutro homem lhe olhava, sobrancelhas franzidas e lábio inferior sendo mordido, mas sem dizer nada, apenas olhando.

Quando ele não disse nada, Sehun também não o fez, apenas aproveitando aquela sensação gostosa que sempre vinha quando eles treinavam daquele jeito, mas ciente do peso e da textura das coxas de Junmyeon em seus tentáculos.

Macio...

O silêncio que seformou foi, de certo modo, desagradável, talvez até tenso. Mesmo que Sehun estivesseaprovando a sensação, ele não conseguia parar de pensar que tinha passado dos limites, e que Junmyeon deveria estar se sentindo super desconfortável. Já o Kim, não sabia o certo o que sentia, mas, na verdade,a sensação dos tentáculos firmes apertando suas coxas não era tão ruim. Digo, era estranho, tanto pelo contexto tanto por ser Sehun o dono dos tentáculos, mas era... gostoso...

Estranho...

E, como em todos os outros treinos, eles ficaram daquele jeito por algum tempo, sem nenhum deles dizer nada, apenas sentindo e absorvendo as sensações. E, como todos os outros treinos, fora Junmyeon a dar o primeiro toque.

— Então, pode puxar? — Ele foi direto, um pouco mais do que nas outras vezes, e Sehun lhe olhou rapidamente, corado.

— Ah, posso sim... — Embora fosse uma afirmação, ele pareceu estar em dúvida, mas Junmyeon não disse nada.

Fechando os olhos e respirando fundo novamente, ele se concentrou e, após tomar uma leve noção de ondeestavam seus tentáculos, eles os puxou de volta. Com o chamado, os primeiro a irem foram os que estavam nas coxas de Junmyeon, saindo de debaixo do shorts dele e soltando suas pernas, voltando para o seu lugar ao redor de Sehun. Logo depois, o resto foi, em pares ou sozinhos, ainda lentamente, mas de uma maneira muito mais fácil do que nos primeiros treinos.

E, depois de alguns minutos, o último finalmente foi embora, e Junmyeon respirou aliviado, sentindo a pele onde as ventosas estavam grudadas ardendo,quente, principalmente onde suas coxas foram presas.

Ufa...

(^o^)

Eles ficaram sem treinar por algum tempo, e Sehun agradeceu por aquilo.

Digo, depois que aquele treinamento acabou, nenhum dos dois disse mais nada sobre, cada um se reservando com seus próprios pensamentos, para o alívio do Oh. Ele admitia, tinha gostado de sentir as coxas firmes e macias em contanto com a pele dos seus tentáculos, mas sabia que não tinha certo fazer aquilo em Junmyeon, quer dizer, ele nem mesmo havia pedido permissão! Ele nem queria saber o que Junmyeon tinha pensado naquele momento... ele deveria achar que ele era um tarado!

Ai ai ai...

Então, foi com extrema felicidade, que ele viu que não teria tempo para treinar com Junmyeon. As provas e trabalhos da faculdade tinham que ser feitos, e ele tinha que estudar e, por consequência, deixar os treinos de lado.

Ainda bem...

No entanto, apesar disso, ele não podia evitar de encontrar Junmyeon. Eles se viam quase todos os dias. na verdade. Era Junmyeon que buscava e levava Sehun para a faculdade, além deles terem um pequeno combinado de Sehun sempre ir dormir na casa de Junmyeon nos finais de semana.

Como aquele.

Por mais que ele não quisesse ficar perto de Junmyeon, simplesmente não tinha como ele faltar àquilo, então, enquanto deitado na mesma cama que seu hyung, logo após jantar e tomar banho, Sehun pensava no que estava acontecendo e tentava dormir, tentando ignorar a presença do homem ao seu lado, que, sem ele saber, lhe encarava, com o mesmo tipo de pensamentos em sua cabeça.

Sehun estava deitado de barriga para cima, encarando o teto, vestindo um pijama qualquer e com os cabelos ainda úmidos do banho, barriga cheia de pizza e inquieto, nervoso demais para dizer algo ou qualquer coisa do tipo, como ele costumava fazer em qualquer outra daquelas festinhas do pijama deles.

Era melhor ele dormir mesmo...

(^o^)

Em determinado momento da noite, Sehun acordou.

Não teve nenhum motivo externo, ele simplesmente... acordou.

Ele abriu os olhos devagar, ainda deitado de barriga para cima, exatamente do mesmo jeito que ele adormecera. Com um olhar preguiçoso, ele olhou para o teto, a escuridão do quarto só não sendo total por conta da luz do luar que entrava pela janeira. Pelo canto do olho, ele podia ver que Junmyeon ainda estava ao seu lado, a respiração suave e o leve roncar sendo prova disso.

Tomando coragem para se mover, ele virou para o lado, em direção ao outro homem, por um acaso deitando por sobre um de seus tentáculos, mas não se incomodando muito com isso. Com ajuda apenas da luz da lua, ele analisou o outro homem, que dormia de barriga para cima, os cabelos bonitos levemente espalhados em sua testa e em seu travesseiro.

Ele era tão bonito...

Eram em momentos como aquele, tarde da noite ou junto a Junmyeon, que ele se tocava do quão bonito seu hyung era. Ele tinha um rosto tão perfeito, tão bonito... Sehun nem conseguia explicar. Ele não possuía um defeito sequer.

Sehun sentiu seu coração bater mais forte, apaixonado, quando Junmyeon virou a cabeça em sua direção, a medida que ele colocava uma mão em seu peito. Ele acabou fazendo um leve biquinho, e os cabelos caíram desajeitados por sobre sua testa. Apaixonado, Sehun observou suas feições com ainda mais calma, com mais paixão. Ele o amava tanto...

Sim, o amava. Não fazia muito tempo que ele tinha se tocado daquele sentimento, mas, ele sempre esteve ali, escondido em seu peito, mas forte, a ponto de todo e qualquer toque o palavra digerida a si sendo o suficiente para seu peito se aquecer, quentinho e apaixonado. Uma parte dele meio que sabia que aquele sentimento podia ser errado, passava longe de uma simples amor fraternal, mas ele não podia evitar. Talvez fosse por isso que ele era tão agarrado em Junmyeon, só que... ele era algo como, não uma figura paterna, mas uma parte importante da sua vida. Depois que o seu irmão foi embora, fora ele que cuidou de si, que lhe ajudou quando precisava e o mimou quando podia.

Sehun sempre o agradeceria por aquilo.

Ainda o observando, Sehun sentiu suas mãos coçarem de vontade quando ele se remexeu, quase que como um gatinho manhoso, apertando os olhinhos mas sem despertar. Sehun lembrava de quando eles eram menores, de como Junmyeon era sempre tão carinhoso, lhe abraçando e beijando sua testa sempre que pudesse. Ele não se lembrava de quando aquilo parou, no entanto, mas, com o tempo, Junmyeon deixou de ser tão carinhoso, talvez quando ele estava no auge da adolescência, ou algo assim. Mas ele ainda sentia falta.

Muita falta.

Ele tinha saudades dos abraços e dos toques doces, de quando Junmyeon beijava seu machucado ou quando ele lhe dava o recheio do biscoito. De quando ele dividia o sorvete consigo ou lhe oferecia um espaço no colchão depois dele ter um pesadelo. Digo, Minseok também fazia aquelas coisas, sempre fez, mas, ele era seu irmão, era como um dever dele fazer isso, sem falar que ele estava longe, perseguindo seu sonho e fazendo uma faculdade em outra cidade, deixando Junmyeon em seu lugar para cuidar de si.

Droga, Sehun sentia falta dele também.

Respirando fundo, ele tentou se acalmar, engolindo as lágrimas que quiserem aparecer e sentindo sua garganta queimar, emotivo como apenas uma madrugada silenciosa conseguia lhe deixar.

Sem choro, está tudo bem.

Ele repetiu para si mesmo, esfregando os olhos e respirando fundo uma última vez, se acalmando. Quando conseguiu, ele encarou Junmyeon novamente, vendo que ele ainda tinha o rosto virado em sua direção, lindo e precioso como sempre.

Sehun queria tocar ele...

Ele suspirou ao se dar conta daquela vontade, choramingando baixinho quando seus tentáculos, alheios a tudo, se remexeram, e ele teve que fazer de tudo para se controlar quando um deles quase tocou em Junmyeon, os treinos que eles andavam fazendo deixando tudo mais fácil. Sehun tinha que agradecer Junmyeon por aquilo, acima de tudo, ele era grato por ele gastar seu tempo consigo, lhe ajudando a controlar algo que ele já devia ter aprendido a fazer.

Ele admitia que era muito mais fácil deixar seus tentáculos livres quando ele estava se focando em algo, algo precioso o suficiente para que eles não saíssem de controle e tomassem todo o cuidado para não machucarem. Ele se sentia feliz ao pensar naquilo, em como ele podia tocar em Junmyeon pelo tempo que ele quisesse, mesmo que fossem apenas seus tentáculos.

Ele não podia evitar.

A pele de Junmyeon era macia, seus tentáculos sentiam isso. Era suave e gostosa de tocar, e Junmyeon sentia suas mãos coçarem para tocá-la ele mesmo. Ele se arrepiava todo ao imaginar suas mãos descendo e subindo pela pele fofa, ele nem se importava em qual contexto, ele só queria tocar.

Com aqueles pensamentos, ele mal percebeu quando, vagarosamente, um dos tentáculos se moveu, de leve, mas ele sobressaltou forte ao vê-lo tocar o rosto fofo de Junmyeon, seu rosto corando forte ao sentir a maciez da pele rosada em contato com o seu apêndice.

Vidrado, ele observou quando, com carinho, o tentáculo acariciou a pele macia, brincando e tocando a bochecha fofa, e ele grunhiu, querendo tomar o lugar do tentáculo e tocar ele mesmo. Alheio ao seu redor, ele se aproximou de Junmyeon, de leve, até que ele estivesse a um braço de distância dele. Levemente trêmulo, ele ergueu sua mão, puxando o tentáculo de volta e tocando o rosto de Junmyeon com sua mão, um arrepio atravessando seu corpo quando ele sentiu a pele macia do rosto do menor.

Tão fofo...

No entanto, aquilo não durou muito, pois, com a ação, Junmyeon grunhiu, balbuciando algo em seu sonho antes de virar o rosto, ficando com ele virado para cima, em direção ao teto, e Sehun quase sentiu seu coração falhar com a ação.

Que susto.

Tremendo, ele observou o outro rapaz, tentando ter certeza de que ele não despertara, suspirando ao ver que, não, ele não tinha acordado. Vermelho e com o lábio entre os dentes, ele continuou observando, pensando se ele devia ou podia tocar mais.

Digo, Junmyeon estava dormindo... ele nem ia notar, não é?

Sehun tinha decidido que não.

Com o coração batendo acelerado, ele se levantou, rastejando na cama até ficar o mais próximo possível de Junmyeon. Olhando-o novamente, para ter certeza de que ele não acordaria, ele se ergueu, indo e se ajoelhando por sobre as coxas do mais velho, mas sem o tocar, mesmo que ele quisesse muito. Corado, ele olhou para Junmyeon, de cima, analisando a maneira como seu peito subia e descia, junto à sua respiração lenta, e o jeito como sua boca fazia um biquinho sempre que ele ia expirar o ar.

Era lindo...

Com os pensamentos, ele sentiu um sentimento bom surgir em seu peito, caloroso e apaixonado, e ele sorriu, doce, contente por ter a sorte de ver seu amado daquele jeito tão sereno. Feliz, estava alheio quando aquele mesmo tentáculo se remexeu, se aproximando de Junmyeon novamente, e Sehun deu uma leve risada quando ele tocou o rosto do Kim novamente, acariciando o rosto dele do jeito que Sehun queria acariciar.


Não era só ele que era apaixonado por Junmyeon, pelo visto.


No entanto, ele apertou os olhos ao ver aquele tentáculo descer, descer e descer, até alcançar a boca rosada de Junmyeon, e um rubor extenso cobriu o rosto de Sehun ao ver o tentáculo rosado lentamente brincar com os lábios macios, tocando-os divertido. Sem reação, ele viu quando o tentáculo desceu mais, passando pelo pescoço longo e pela clavícula marcada, e ele ofegou quando, sem pressa, ele se infiltrou na camisa que Junmyeon usava, tocando a pele ali por baixo, com cuidado.


— E-esperem...— Ele tentou dizer, mas tapou sua boca logo depois, apenas para não acordar Junmyeon, o que ele iria pensar se acordasse e o visse fazendo aquilo? Sehun não queria nem pensar naquilo.


Sem saber o que fazer, ele deixou o tentáculo acariciar a pele dali, mas ele o fez por apenas pouco tempo, logo voltando para perto de Sehun, que respirou fundo, agradecido. No entanto, quando aquele voltou, Sehun sentiu outros dois querendo se mover, o fazendo, na verdade. Com toda sua força de vontade, ele os segurou, sem acreditar que eles queriam fazer aquilo mesmo, seus olhos vidrados em Junmyeon.


Ele estava tão bonito daquele jeito, dormindo e sereno, sem nem dar conta do que estava acontecendo.


Tão perfeito.


Os tentáculos começaram a se contorcer, desesperados para tocar o outro homem, e Sehun choramingou, sem conseguir mantê-los parados.


Ele não acreditava que aquilo estava acontecendo.


Com os lábios trêmulos e o rosto corado, Sehun soltou, "deixando" que seus tentáculos fizessem o que queriam, e ele choramingou baixinho quando eles -agora livres - foram rápidos em se prenderem e puxarem a camisa do pijama de Junmyeon para cima, até que os mamilos pudessem ser vistos. Envergonhado, ele observou o peitoral quase forte, sua respiração ficando trêmula quando ele viu os mamilos marrons e masculinos, pequenos de certo modo. Com mais um choramingar, Sehun observou quando seus tentáculos se foram em direção ao corpo do menor, enroscando-se ali e o tocando, apenas um leve roçar, mas o suficiente para fazer Junmyeon suspirar em seu sonho, se remexendo de leve, mas não acordando.


Um pouco mais ousados, os tentáculos firmaram suas ventosas na pele firme do abdomen, como se o beliscassem, e eles começaram a brincar, puxando e soltando suas ventosas, de leve mas insistente. Com a ação, Sehun engoliu em seco ao ver Junmyeon resmungar, bem baixinho, antes de virar o rosto para o outro lado e colocar a mão na frente da boca.


Com aquela ação, alguma coisa em Sehun se aqueceu, e ele arfou, sentindo-se tremendo, enquanto um bolo se formava na sua garganta.


Tão bonito...


Sem ao menos perceber, as mãos de Sehun se moveram, de maneira lenta e trêmula, e ele arregalou os olhos quando suas palmas entraram em contato com a pele quente e macia da cintura de Junmyeon. Exitante, e após ter certeza que Junmyeon não acordara, Sehun moveu suas palmas pela pele fofa, para cima e para baixo, enquanto seus tentáculos ainda brincavam com o abdomen do homem. Junmyeon, por sua vez, gemeu novamente, seu corpo estremecendo de leve e suas mãos se apertando, em punhos, mas ainda sem acordar.


Tão fofo...


Suas mãos inquietas se prenderam na sua cintura, apertando ali e acariciando, seu lábio entre os dentes enquanto ele observava as reações de Junmyeon, da maneira como ele suspirava à maneira como ele grunhiu, rouco e baixo, quase como se estivesse irritado.


Tão perfeito...


— Sehun...


Com os olhos arregalados, Sehun olhou para o rosto do mais velho, sua mãos se afastando do seu corpo em um momento, seu coração falhando uma batida quando seu nome fora murmurado por ele novamente, ainda em seu sono: — Sehun... — Dessa vez, Junmyeon gemeu, talvez por conta dos tentáculos que grudavam e soltavam sua pele, um som grave e soprado.


No entanto, Sehun se assustou com aquilo, e ele, em um lapso de consciência, obrigou os seus tentáculos a voltarem, com muita dificuldade, seus olhos arregalados observando novamente a reação de Junmyeon, um suspiro escorregando pelos seus lábios ao ver que o outro ainda dormia, sem dar um indício de que iria acordar.


Completamente e totalmente sem jeito, Sehun suspirou, trêmulo, abaixando a blusa de Junmyeon e voltando a se deitar na cama, mas, daquela vez, o mais longe possível dele, ainda o observando por sobre a penumbra do quarto, apenas para ter certeza que ele não despertara. Ao ter certeza que, não, Junmyeon não acordara, Sehun se permitiu respirar fundo, ainda tremendo por conta da adrenalina, envergonhando-se logo depois que sua mente clareou, seus olhos se enchendo de lágrimas com a reflexão do que ele estava prestes a fazer. Céus, ele estava doido? Ele tinha tocado em Junmyeon, tinha deixado seus tentáculos tocá-lo - mesmo que por pouquíssimo tempo - e quase perdido o controle sobre eles.


Sehun fora tão, tão descuidado! O que aconteceria com Junmyeon se Sehun tivesse se exaltado ainda mais e deixado seus tentáculos saírem completamente de controle? O octopodus sentia seus olhos se encherem de lágrimas com o pensamento de machucar seu hyung. Não, aquilo não podia acontecer, nunca, Sehun não saberia o que fazer se, algum dia, acabasse machucando seu Junmyeon.


Ainda levemente assustado, Sehun se encolheu, em uma bola, respirando fundo e tentando desesperadamente organizar seus pensamentos, agradecendo mentalmente por Junmyeon ter chamado seu nome e o tirado daquele pequeno transe.


Espera, Junmyeon tinha chamado seu nome.


O coração de Sehun acelerara em seu peito ao se dar conta de que, sim, Junmyeon tinha mesmo chamado seu nome, não, chamado não, ele tinha gemido o seu nome.


Ó céus...


Por que Junmyeon gemera seu nome? Por que o seu?!


Junmyeon estava dormindo, não estava? Então não tinha como ele saber quem o tocava, certo? Isso queria dizer que... que ele estava imaginando que era Sehun que lhe tocava?


E-era tão confuso...


Será que ele estava sonhando? Sonhando com ele? Sonhando que era Sehun quem lhe tocava?


Não, não podia ser aquilo...


Com o pensamento, Sehun arfou, sem realmente acreditar, corando instantaneamente ao pensar que só podia ser aquilo mesmo, ele não conseguia pensar em outra hipótese.


Junmyeon estava mesmo sonhando com ele?



(^o^)



No dia seguinte, quando Junmyeon acordou, Sehun não estava mais na cama.


Na verdade, ele não estava em lugar nenhum da casa.


Junmyeon lhe procurou, olhando em todos os cômodos e gritando seu nome, sentindo seu peito se apertar quando, em momento algum, Sehun lhe respondera.


O que tinha acontecido com ele?


Ele estava se escondendo?


Alguma coisa tinha acontecido?


Onde ele estava?


Aquelas eram algumas perguntas que rondavam a cabeça de Junmyeon, enquanto ele, desesperadamente, procurava pelo seu maknae. No entanto, antes que ele pudesse ligar para a polícia, ele viu que recebera uma mensagem, e sorriu aliviado ao ver que era de Sehun.


Graças ao céus.


Na mensagem dizia que, por algum motivo que Sehun não especificara exatamente, o homem mais novo teve que ir embora, e como Junmyeon estava dormindo tão calminho, ele não teve coragem de acordar; Ele tinha sido curto, raso e breve, e ainda finalizou com um emoji fofo de coração.


Junmyeon teria ficado bravo se Sehun não fosse tão fofo.


Ai ai ai...


Com aquilo especificado, ele decidiu ignorar, mesmo que uma parte de si ficasse chateado ao ver que eles não poderia cumprir os bobos planos que tinham planejado para aquele final de semana.


Sem problema, eles poderia fazer em outro final de semana, certo?


Errado.


Nos dias que passaram, Junmyeon mal conseguiu ver Sehun.


Digo, eles ainda se viam quando Junmyeon levava e buscava Sehun da faculdade, mas era tudo no mais completo silêncio, sem praticamente nenhuma troca de palavras, e sempre que o Kim tentava puxar assunto, Sehun lhe cortava, do jeito mais sutil, mas ainda aparente, como que se, da noite para o dia, ele não quisesse mais conversar com Junmyeon. Eles também não estavam fazendo mais os passeios ou ficando juntos como eles sempre costumavam fazer. Sempre que Junmyeon dava ideia, Sehun dava uma desculpa, dizendo que tinha que estudar ou que estava doente, mas era claro que ele não queria ficar com Junmyeon, e ele realmente não estava entendendo o motivo daquele afastamento tão brusco.


Tinha acontecido algo que Junmyeon não sabia? Ele tinha feito algo de errado?


A dúvida estava lhe matando.


Ele admitia, estava com saudades de Sehun, estava com saudades de abraçar ele e passar a noite vendo filmes na sala, ou de fazer um daqueles passeios simples, do tipo ir no parque e tomar uma casquinha embaixo de uma sombra. Era triste passar as noites sozinho em sua casa, e não era a mesma coisa sair com um dos seus outros amigos.


Sehun era especial.


Muito especial.


E sempre foi.


Tudo que Junmyeon queria fazer era abraçar o homem mais novo e aproveitar do seu calor gostoso, escutar a risada sempre tão fofa ou a voz doce que costumava ficar rouca depois de uma sessão caseira de cinema.


Ai ai ai.


Que saudade.


Ele nem tinha notado o quão dependente de Sehun ele tinha se tornado, e de como sua vida ficava sem graça sem ele. Ele sentia vontade de rir, mas era de puro desespero, não, ele não conseguiria passar mais um dia longe do garoto, se limitando à conversas vagas e zero toques. Ele precisava ver Sehun, interagir com Sehun.


Precisava.


E foi com aquele pensamento que ele, após muita insistência e um pouco de jogo emocional, conseguiu chamar Sehun para conversar. Ele não se importava se ele não quisesse mais lhe ver (se importava sim, mas... shhhh), ele só precisava saber o que tinha rolado entre eles, só isso.


Para sua sorte, Sehun não lhe negara aquilo.


Então, era por isso que, naquele momento, os dois homens estavam sentados na cama de Junmyeon, naquela posição que costumava ter em suas sessões de treinos, sessões que não aconteciam há tempos.


— Sehun?— Quando nenhum dos dois disse nada, durante um longo tempo, Junmyeon chamou o outro homem, que apertava os próprios joelhos, em uma mania que tinha desde criança, os tentáculos presos dentro da roupa se remexendo, desconfortáveis com o clima tenso. — Posso te perguntar uma coisa?


— Diga...— Mesmo que Sehun tivesse dado a permissão, ele sequer fez questão de lhe olhar, e aquilo doeu.


— O que aconteceu? Eu fiz alguma coisa? Por que você se afastou de mim?— Mesmo que ele tivesse falado apenas uma pergunta, ele fez três, uma seguida da outra, e seu coração apertou quando Sehun estremeceu, se retesando.


Céus, como ele diria para Junmyeon que tinha se afastado dele após ficar extremamente envergonhado por ter tocado ele enquanto ele dormia? Tinha algum jeito racional e não vergonhoso?


Ele sabia, sabia que tinha sido um medroso por ter fugido do seu hyung assim, e que provavelmente tinha lhe magoado após simplesmente cortar todos o contato entre ele, mas, digo, ele não sabia o que pensar!


Ele tinha tocando Junmyeon sem ele saber, indo até um limite nada certo, e ele tinha certeza que, se não tivesse tido um lapso de consciência, ele teria feito muito mais.


Aquilo era errado, não era?


Mas que droga!


— E-eu... fiz uma coisa, quando nós dormimos juntos, e eu não sabia mais como falar contigo de novo.— Após vários minutos quietos, ele finalmente disse, em apenas um pequeno sussurro, torcendo para que Junmyeon não escutasse.


Ele iria lhe odiar!


— Fez o quê?— Ele não teve resposta.— Sehun, o que você fez? Por favor, me responda.


Ele não respondeu novamente, apenas negou, não, ele não estava pronto para admitir aquilo. Se fossem só os toques, ele iria conseguir falar, tinha certeza, mas, não, ainda tinha aquilo, aquele sentimento sufocante que lhe apertava o peito, deixava seus tentáculos loucos e o fazia corar todo santo segundo.


— Eu não posso falar, Junmyeon, foi errado.— Foi a única coisa que ele conseguiu falar, sentindo seus olhos marejarem, e ele fungou.


— Hey, Hey, Sehun, o que foi?— Desesperado, ele viu quando o homem mais novo fungou, lágrimas ameaçando escorrer pelos seus olhos doces, e só Junmyeon sabia como ele odiava ver Sehun chorando.


Quebrava seu coração, em mil pedaços.


Quando ele tentou se aproximar, Sehun se afastou, olhos ameaçando escorrer e corpo tremendo, enquanto ele se encolhia ainda mais em sua camiseta, seus tentáculos se remexendo, ansiosos. Com aquilo, Junmyeon se afastou também, e calou a boca, apenas observando enquanto o garoto se quebrava, fungando e esfregando os olhos baixos, que se recusavam a encarar Junmyeon, olhando para os próprios joelhos.


— E-Eu não sei o que está acontecendo comigo, Jun... — Quando, enfim, Sehun disse algo, fora aquilo, em um tom baixo e envergonhado, completamente tímido, meio embargado até. — Os meus tentáculos, e-eles... eles estão estranhos...


— Estranhos como, Sehun? — Sempre atencioso, Junmyeon perguntou, movendo uma de suas mãos para acariciar o braço de Sehun, que sobressaltou, trêmulo.


— Eles querem... fazer coisas estranhas. — Sehun disse, querendo se esconder, dividido entre se afastar ou se aproximar do toque de Junmyeon. Céus, ele estava tão desconfortável.


— Estranhas como? — Junmyeon acariciou o braço do mais novo, subindo e descendo seus dedos pelo amontoado de pele e músculos.


— Eu não sei como explicar... — Sehun choramingou, corado, seus tentáculos se contorcendo dentro da sua blusa, querendo tocar em Junmyeon., mas sendo impedidos de fazê-lo. Eles já haviam causado muitos problemas.


— Vamos, é só falar, eu não vou rir de você. — confirmou, acariciando Sehun com delicadeza, alheio ao tentáculos que se mexiam.


— E-Eu... — Sehun respirou fundo. — Meus tentáculos, eles querem... querem tocar em você.


— Mas não é isso que nós estávamos fazendo antes? — Junmyeon não estava entendendo, o modo como Sehun estava agindo só piorando tudo. Eles já não estavam o tocando antes? Qual era a diferença?


— Mas, é diferente...— Céus, ele queria morrer, nunca tinha se sentindo tão desconfortável e sem jeito em toda a sua vida. Junmyeon nunca mais lhe olharia na cara depois daquilo.


— Diferente como? Isso tem a ver do motivo de você ter se afastado? Por favor, Sehun, me responda.— Ele estava praticamente implorando, se desesperando quando Sehun se afastou, um pouco mais, seus olhos se molhando novamente.


— E-eu não posso... não posso falar isso.— Ele soluçou, e Junmyeon se desesperou ainda mais.


— Você pode falar comigo sim, Sehun, eu prometo que não vou brigar com você.— Ele estava oficialmente desesperado, e seu coração rasgou quando viu Sehun soluçar novamente, doloroso e humilhado.


— E-eu toquei você enquanto você dormia, Junmyeon!— Ele gritou, rosto nas mãos e soluços escorrendo dos seus lábios, seus tentáculos se remexendo, desesperados, se torcendo e escapando debaixo da camiseta, como se atingidos por uma aura de tristeza.— E-eu levantei sua camisa e toquei no seu corpo! S-sem sua permissão!— A medida que ele se confessava, a culpa em seu coração sumia, mas era rapidamente substituída pela vergonha e arrependimento.


— Você...— Em um primeiro momento, Junmyeon franziu o cenho, sem entender nada, mas não gostando nada de ver Sehun chorar e soluçar, como se admitisse seu maior pecado.


E talvez fosse mesmo...


— Sehun, por favor, fale comigo, me explique isso direito.— Quando Sehun apenas chorou mais, ele disse, tocando-o no ombro e apertando ali, impedindo que ele se afastasse e saísse correndo, como aparentava que iria fazer.— O que você fez?— Ele perguntou, naquele tom duro e pesado que usava quando queria algo de Sehun, que, por resposta, levantou a cabeça, assustado, dando de cara com o olhar sério de Junmyeon.


D-droga...


— E-eu...— Ele desviou o olhar, olhos molhados e vacilantes.— E-eu toquei em você, e-enquanto você dormia.— respondeu, claramente, um frio em seu estômago, suas pernas tremendo de nervoso.


— Me tocou como?— Embora Junmyeon sentisse que deveria se sentir bravo, ele não conseguia, não quando Sehun parecia tão desesperado e trêmulo à sua frente, completamente arrependido.


— E-eu... levantei sua blusa, e-e toquei sua barriga, c-com os meus tentáculos.— Ele admitiu, o rosto de Junmyeon limpo de expressões.


— Você fez mais algo?


— N-não...— Ele sentiu vontade de dizer que quase o fez, mas se manteve calado, já tinha arranjado problemas demais.—M-me desculpe por isso! E-eu juro que eu...


— Quieto.— Junmyeon lhe cortou, e Sehun soluçou.— Venha aqui.


Ele mandou, e Sehun, sem saber o que fazer, obedeceu, se aproximando dele, sentindo a mão forte apertar seu ombro com força, enquanto ele lhe encarava, com um olhar mortal.


No entanto, assim que ele se aproximou, fora surpreendido quando Junmyeon, em um segundo, lhe puxou para um abraço, os braços fortes se cruzando em suas costas e o trazendo para perto, o enterrando em seu calor.


— O-o quê...?


— Por favor, nunca mais deixe de falar comigo e me assuste assim, nunca mais.— Ele abraçou-o forte, enterrando seu rosto no ombro desse e o apertando, e Sehun se deixou se abraçado.


— V-você...— Ele gaguejou quando Junmyeon lhe apertou ainda mais.— Não está bravo?


— Eu nunca consigo ficar bravo com você, Sehun.— Ele disse o óbvio, encarando o homem mais novo, vendo os olhos molhados e confusos.


— M-mas eu... e-eu toquei você enquanto você dormia! I-isso é errado!— Ele tentou argumentar, mostrar para Junmyeon como era um lixo, mas, ao contrário do que ele pensou, ele apenas sorriu, reconfortante.


— Sim, Sehun, isso é errado, muito errado.— Ele acariciou o rosto dele, secando uma lágrima presente em sua bochecha corada.— Mas, droga, eu não estou bravo com você, não mesmo. Se isso que você disse for verdade, e você só tiver tocado minha barriga, eu não me importo, de verdade.


— M-mas...


— Eu sei, eu sei, eu não devia estar assim.— Ele sorriu, um pouco maior, deixando Sehun ainda mais confuso.— Eu estou tão feliz em saber que eu não fiz nada de errado, e que você não está bravo comigo.— Ele lhe acariciou o rosto, aliviado.— Eu estava com tantas saudades de você, e quando você foi embora sem mim, e-eu fiquei tão assustado...— Ele se sentiu emocionar, e Sehun lhe olhou surpreso.


— Junmyeon...


— Deixe eu terminar, por favor.— Ele pediu, encarando-o antes de abaixar o olhar, pensante.— Eu não sei o que pensar, na verdade. Eu sinto que devia estar bravo com você por ter me tocado enquanto eu dormia, mas... você está tão, tão arrependido, e eu não me importo se foi apenas minha barriga. E-eu estou feliz por você ter sido sincero e parado antes de fazer algo demais.


— Então... você não está bravo comigo?— Ao se dar conta do que Junmyeon estava querendo dizer, ele perguntou, ainda meio exitante, olhos encarando o mais velho de baixo, tímidos.


— Eu sei que deveria, mas não consigo ficar bravo com você.— Acariciou-lhe os cabelos, como se ainda não acreditasse que ele estava ali. Poxa, ele o evitou por tanto tempo...— Só, não faça isso de novo, okay? Isso é errado, Sehun.— Lhe chamou a atenção, naquele tom que ele sempre usou, que fazia com que Sehun abaixasse a cabeça e assentisse, derrotado.


— Eu prometo, nunca, nunca mais vou fazer algo do tipo. Eu juro.— Mesmo que sua voz ainda estivesse meio falha, ele prometeu, um peso gigante saindo das suas costas ao saber que Junmyeon não lhe odiava, mesmo que ele ainda sentisse uma pulga atrás da orelha,


— Isso é o suficiente para mim.— Com aquilo, sorriu, deixando um beijo na testa dele, antes de arrumá-lo em seu abraço.


E nenhum deles disse mais nada, aproveitando do calor que foram privados de compartilhar, e Junmyeon sorriu maior, aliviado por, finalmente, ter Sehun em seus braços novamente. Ele estava com tanta, tantas saudades, ele era quase dependente de Sehun, acostumado a ter ele sempre por perto.


No entanto, a medida que o tempo passava, uma dúvida vinha lhe atormentando a cabeça. Por que Sehun tinha feito aquilo? Tá, ele disse que estava se sentindo estranho, mas estranho como? O que estava acontecendo com ele? Poderia estar doente? Era melhor perguntar, certo?


— Sehun, me responda uma coisa...— Ele disse, depois de algum tempo, meio vago, tentando formar uma pergunta na cabeça.


— Sim...?


— Por quê... por que você fez aquilo? De me tocar e pá...— Sehun o olhou, meio que em choque, meio que corado, meio sem jeito.— Eu sei que, tipo, você me disse que estava se sentindo estranho, mas... estranho como?


— Eu...— Sehun desviou o olhar, sem jeito. Como ele diria para Junmyeon que estava daquele jeito por querer transar com ele? Não tinha como. Não tinha. — Não posso... não posso dizer.


— Hey, eu não vou julgar você nem nada disso, você sabe, não é?— Ele lhe sorriu, reconfortante, acariciando-lhe os cabelos.— Vamos...


— E-eu...— Sem saber o que fazer, ele murmurou, se afastando do outro homem, escapando do seu abraço, enquanto ele olhava para suas mãos, que apertavam suas coxas.— Meus tentáculos querem... querem fazer coisas... coisas com você.— Ele tentou se explicar, confiando em Junmyeon, mesmo que soubesse que aquilo não iria dar certo.


Ele tinha lhe perdoado com aquilo, não é? Então... quem sabe...?


— Coisas como?— questionou, um pouco sem entender, um parte do seu cérebro acendendo na sua cabeça.


Não, não podia ser aquilo...


— Te tocar...— Ele não queria contar, mas meio que sabia que não tinha escolha, Junmyeon podia ser bem chato quando queria.—... Intimamente...


— Intimamente como?— Aquele lugar acendeu de novo, e ele teve medo do Sehun iria dizer. Será que...?


Sehun, por ser lado, apenas respirou fundo, decidindo que iria contar. Não aguentava mais guardar aquele segredo, ele precisava contar, ele sabia que não iria se controlar mais, sabia que ia acabar fazendo burrice de novo. Ele ia contar.


— E-eu... eles querem... querem fazer sexo com você, Junmyeon. — Sehun enfim disse, tão, mas tão baixo que Junmyeon quase não ouviu.


No entanto, ao entender o que ele disse, seus olhos se arregalaram, em mais pura descrença, e ele procurou no rosto do garoto por qualquer sinal de que era uma brincadeira, encontrando apenas o olhar baixo, envergonhado e tímido, seu coração falhando uma batida ao ver que ele falava sério, e ele balbuciou, confuso:


— O quê...?


Não, não era possível... Sehun queria fazer sexo? Com com ele? Assim, daquele jeito?


Não podia ser...


— E-eu sei que eu nem devia estar pensando em algo assim, mas...você é tão bonito, J-Junmyeon...— Desesperadamente, ele tentou se explicar, absurdamente corado, como nunca antes. — E-e você sempre é tão carinhoso comigo, e-e esse tipo de coisa, eu não consegui evitar. — Olhando para o seu hyung, ele se desesperou ao ver a sua falta de reação, sentindo seus olhos se molharem de lágrimas. — Me desculpe por isso, v-você deve estar pensando que eu sou um tarado, mas, eu... — Foi inevitável quando ele soluçou, sabendo que tinha estragado tudo.


Junmyeon iria lhe odiar.


No entanto, aquele soluço fez Junmyeon reagir, e ele encarou o seu maknae, que já chorava, desesperado. A mente dele deveria estar uma bagunça, e Junmyeon, como se amigo, tinha meio que o dever de ajudá-lo com aquilo. Ele podia estar confundindo tudo, misturando seus sentimentos e se deixando levar pelos seus hormônios. Não é?


— Hey, hey, se acalme, Sehun, por favor. — Ainda que meio que em choque, Junmyeon disse, observando com pesar quando o Sehun soluçou, completamente envergonhado. Quebrava seu coração ver ele chorar


— Não m-me odeie, por favor! — Ele soluçou, suas mãos desesperadamente secando as lágrimas que caíam, a vergonha e a humilhação sendo as únicas coisas que ele conseguia sentir.


— Não, não, eu nunca poderia fazer isso, príncipe. — Sem saber o que fazer, ele abraçou Sehun novamente, que, em um primeiro momento, tentou fugir, mas ele não deixou, o abraçando ainda mais apertado. — Me explique isso direito, hm?


— F-foi... foi isso mesmo que você ouviu...— Ele não sabia o que falar, nem como falar, mas só... disse, Junmyeon não parecia bravo.


— Então...— Junmyeon não queria acreditar. Seu Sehun, seu doce e meigo Sehun, queria fazer sexo com ele? Tipo, de verdade?— Você quer transar comigo? É isso?


— Sim...— Ele confirmou novamente, e Junmyeon suspirou, pesado.


Então, era aquilo, Sehun queria transar com ele.


Céus, Sehun queria transar com ele!


Levemente em choque, Junmyeon tomou noção daquele fato, e ele respirou fundo, meio chocado, seu cérebro trabalhando como um doido. Certo, certo, certo... então, Sehun queria fazer sexo com ele, em todo sentindo da palavra, e ele queria mesmo. Uma parte do cérebro de Junmyeon acendeu, e ele, por um momento, pensou um "porque não?", e ele se amaldiçoou internamente.


Não, ele não podia pensar naquilo. Como ele teria coragem de fazer algo tão impuro com Sehun? Seu pequeno e doce Sehun? Não, não tinha cabimento. Ele conhecia Sehun desde que ele era uma criança, uma criança tímida e doce, que tinha a mania de se esconder atrás dos outros e apertar os joelhos quando estava envergonhado. Junmyeon o vira crescer, e cuidara dele durante todo esse tempo que passou, dia após dia, noite após noite.


Não, ele não poderia fazer aquilo.


No entanto, aquele parte do seu pensamento lhe lembrou que, ainda sim, Sehun não era mais uma criança. Ele tinha crescido, ficado forte e bonito, mais maduro, mesmo que, às vezes, ele continuasse a agir como um pirralho, mimado e teimoso, mas doce, do mesmo jeito que ele sempre fora. Junmyeon já se pegara imaginando e pensando em como seria beijar os lábios sempre tão fofos, ou passar as mãos pelo corpo tão firme e atlético, mesmo que ele sempre empurrasse esses pensamentos para fundo da mente.


Ele... aquela era uma boa oportunidade para aquilo...


Será que ele... ele deveria?


— Você tem certeza disso?— perguntou, após algum tempo de silêncio, decidindo deixar as coisas irem. Porra, eles eram dois adultos, podiam se resolver com diálogo, certo? O que saísse, saísse.


— E-eu...— Sehun lhe olhou, sem entender onde ele queria chegar, mas disse.— Sim, absoluta.


— Então... venha aqui.— Junmyeon nem sabia mais o que fazia, mas só disse, puxando Sehun para mais perto, aninhando os rostos.— Feche os olhos.— Sempre obediente, ele lhe obedeceu, e Junmyeon analisou seu rosto, meio em dúvidas, apreciando a beleza dele, tomando coragem para fazer o que pretendia.


Seria errado ele fazer aquilo? Seria errado ele beijar Sehun? Ele esperava que não.


— Não se assuste.— Ele pediu, antes de, com um toque leve, selar ambos os lábios, sentindo quando Sehun tremelicou e ficou tenso, apenas para relaxar, minutos depois, entreabrindo os lábios e se deixando ser beijado, sem querer tomar o controle.


E ele o beijou, apenas um leve e doce toque, seus lábios ondulando contra os deles de maneira fraca, sem pressa, e ele sentiu quando ele relaxou, os olhos se fechando e os tentáculos caindo fracos atrás de si. O seu coração batia acelerado, céus, ele estava mesmo, mesmo beijando Junmyeon, e-ele nunca pensou que aquilo seria possível, mas, lá estava ele, com os braços ao redor do seu corpo e boca contra a sua, controlando tudo e o fazendo se sentir como nunca antes. Perfeito como ele sempre imaginou.


Hmmm...


— Bom...— Quando o beijo se separou, Junmyeon murmurou, acariciando Sehun, com atenção em suas reações, vendo o rosto corado e olhos meio fechados, entregue.— Você está bem?


— E-eu... sim...— Enebriado, ele respondeu, sem realmente ter noção do que dizia, a sensação fantasma dos lábios no seus lhe deixando meio doido.


— Então, você tem certeza? De que quer aquilo?— Lhe acariciou as costas, tentando chamar sua atenção, o que meio que funcionou, e ele lhe encarou, envergonhado, mas sério, antes de confirmar:


— E-eu... sim, eu quero.


— Então...— Se afastou dele, apenas um pouco, o encarando sério.— Eu tenho uma única condição.— Sehun se encolheu, mas perguntou, hesitante.


— A-ah... qual?


— Como você disse, seus tentáculos querem isso, então...— Ele tomou coragem para dizer, mesmo que parecesse loucura.— Eu quero que você os deixe fazer o que quiserem, não é para privá-los de nada. Nada.— impôs, sabendo que aquilo poderia ser perigoso, mas ele não se importava. Sehun nunca o machucaria.


— Você... você tem certeza?— Ele meio que choramingou, ansioso em saber que poderia finalmente realizar sua vontade, mas receoso, com medo do que aconteceria se os seus tentáculos ficassem livres.


Mas, se ele queria ter aquilo, teria que aceitar os termos de Junmyeon.


— Absoluta.— Ele respondeu, sério e meio duro, mas ainda suave.


— Então, tudo bem...— Derrotado, responde, abaixando o rosto e corando quando Junmyeon lhe sorriu, doce.


— Ótimo, então...— Se afastou, encarando o outro homem, antes de decidir o que fazer, a realidade do que ele iria fazer subindo ao seu cérebro.


Céus, ele iria foder com Sehun, foder com o seu doce e meigo Sehun, irmão do seu melhor amigo e uns três pares de ano mais novo, o menino que cuidou de si e o viu crescer.


Era errado ele se sentir animado? Era errado ele se sentir excitado em dar e receber prazer do outro homem?


Tinha decidido que não.


— Você vai tirar todo excesso de roupa, e ficar só com o básico, e eu vou fazer o mesmo.— mandou, vendo-o assentir, ainda meio envergonhado.— Nós vamos ficar como sempre ficamos quando vamos treinar, mas... eu vou me deitar, para te dar mais liberdade, entende?— Ele assentiu novamente, e Junmyeon lhe sorriu.— Se você se sentir mal, me avise, e nós paramos na hora, tá?


— Eu entendi, Junmyeon.— Lhe assentiu novamente, excitado e animado, quase não acreditando no que ia acontecer.


Oh céus!


Com aquilo, Junmyeon respirou fundo, antes de tirar o excesso de roupa, ficando apenas com uma camiseta e um short, e Sehun fez o mesmo, ainda tímido e envergonhado. Junmyeon lhe sorriu novamente, ansioso também, antes de se deitar na cama, à frente de Sehun, deitando sua cabeça no travesseiro, abrindo suas pernas de leve, lhe dando passagem.


— Vamos começar, tá? Não se controle, e confie em mim, e em você, eu sei que vai dar tudo certo.— Ao vê-lo exitar, disse, enquanto também tentava acalmar seu coração desesperado.


Porra, ele ia foder com Sehun, tinha o direito de estar nervoso, okay?


— Eu posso? — Tímido, Sehun perguntou, mesmo que seus tentáculos tentassem ir desesperadamente em direção a Junmyeon. Ele precisava se controlar Jeje, mesmo que seu coração batesse desesperado e seu rosto se pintasse de vermelho.


Ele não acreditava que estava ali mesmo, prestes a foder com Junmyeon, aquilo não conseguia entrar na sua cabeça.


— Você pode, Sehun. — Após respirar fundo, Junmyeon disse, ainda um pouco tenso. — Eu não quero que você se controle.


— Tem certeza? — Os tentáculos de Sehun se animaram quando ele escutouaquilo, e eles estremeceram, ansiosos.


— Absoluta. — Junmyeon confirmou, abrindo os braços e sorrindo de leve. — Deixe-os livres, eu confio em você.


No exato momento em que terminou de dizer aquilo, Junmyeon sobressaltou ao sentir dois dos tentáculos saírem e se enroscarem em seus braços, se prendendo ali e dificultando seus movimentos. Com o ato, Junmyeon ofegou, levemente assustado, encarando Sehun com os olhos tensos, observando a maneira como os olhos desse lhe encaravam, escuros e vidrados, a medida que os outros tentáculos vinham, lentamente.


Segundos depois, dois outros lhe tocaram, em suas coxas, se enroscando ali e as prendendo, e Junmyeon ofegou quando eles, sem rodeios, penetraram o short que ele usava, subindo e subindo, e ele suspirou quando eles chegaram próximos a sua virilha, apenas para abrir suas pernas, ainda com o short em seu corpo, segundos depois.


— Sehun.— Junmyeon teve que chamar,apertando os olhos e jogando a cabeça para o lado, levemente envergonhado, grunhindo quando mais um tocou em seu corpo, talvez o maior de todos, rodeando sua cintura, infiltrando-se em sua camisa e apertando sua pele, as ventosas grossas grudando na sua barriga.


— Junmyeon... — Sehun choramingou, encarando o seu hyung com os olhos apertados, suas mãos apertando suas coxas, com força, seu rosto vermelho de vergonha.


Com mais um choramingar, ele observou quando mais dois tentáculos se foram, mas se agarrando a camiseta de Junmyeon, apenas para tira-lá de seu corpo, segundos depois, do mesmo jeito que eles fizeram naquele dia, revelando o tronco esguio - com o tentáculo grosso rodeando sua barriga - e os mamilos marrons, masculinos e eriçados, o peitoral forte fazendo Sehun gemer.


Junmyeon era tão bonito...


— Sehun... — Junmyeon encarou o garoto mais novo,atento às suas reações, mordiscando o lábio inferior e gemendo rouco quando aqueles mesmos tentáculos rodearam seu peitoral, apenas para que as pontas enguias tocassem seus mamilos, brincando e beliscando, com cuidado.


Era um segredo que ele escondia de todos, mas, seus mamilos eram tão sensíveis... Não ao ponto de algum toque mais profundo o fazer gozar, mas o suficiente para fazê-lo gemer quando era tocado ali.


Meio perdido na sua pequena bolha de prazer, ele mal percebeu quando outros dois tentáculos puxaram seu short para baixo, tirando do seu corpo e o deixando apenas de cueca, um gemido especialmente prazeroso escorrendo dos seus lábios quando ele sentiu os tentáculos que rodeavam suas coxas as apertarem mais, as ventosas grossas e finas grudando nas suas pernas.


— Você é tão lindo, Jun... — Sehun choramingou, apertando suas coxas com mais força, bebendo da visão linda que tinha do seu hyung.


Junmyeon tinha o rosto vermelho, com tentáculos rosados envolvendo boa parte do seu corpo, o deixando imobilizado e aberto, apenas para Sehun ver. Os mamilos escuros estavam eriçados, a pele levemente suada e branca, sem nenhuma marca, pronta para receber as marcas de Sehun; ele choramingou com o pensamento.


Junmyeon observou a reação dele com atenção, achando linda a maneira como ele choramingava e tentava se conter, choroso. Grunhindo, ele sentiu algo dentro dele pulsar, ação que não passou despercebida por Sehun, que choramingou novamente, ofegante.


Junmyeon gemeu, sentindo pulsar novamente. Tinha algo naquela situação toda que lhe excitava, se ele fosse pensar, para Junmyeon, aquela experiência estava interessante, não teria nada de errado em aproveitar, não é?


Ele tinha decidido que não.


— Você gosta? — Junmyeon perguntou, provocante, decidindo engolir toda a vergonha e agir como em uma foda normal. Se estava no inferno, que abraçasse o capeta. Com um sorriso de canto nos lábios, ele se abriu um pouco mais, apenas para o mais novo ver,e ele riu suavemente quando Sehun choramingou ainda mais forte, trêmulo.


— Você não queria me tocar? — Ele perguntou novamente, e Sehun choramingou, vermelho, o resto dos tentáculos tentando quase que desesperadamente ir em direção ao mais velho. — Venha, não me faça esperar, eu sei que você consegue. — Junmyeon sorriu, reconfortante, e Sehun assentiu, movendo-se de leve.


— Eu vou fazer você se sentir bem, hyung. — Sehun prometeu, mais tentáculos indo em direção ao corpo do menor, se enrolando onde pudesse e o imobilizado ainda mais, mas deixando as partes sensíveis amostra.


— Eu sei que vai. — Sorriu, jogando a cabeça para o lado e gemendo, rouco, grunhindo quando seus mamilos foram estimulados, um pouco mais insistentemente, um tentáculo vindo e enrolando-se ao redor do seu pescoço, subindo e subindo, até que a conseguisse alcançar seu rosto e cutucar sua bochecha, e Junmyeon riu, suavemente.— Esse aqui gosta do meu rosto.— Ele disse, suave, sorrindo um pouquinho maior quando aquele tentáculo acariciou sua bochecha, como se estivesse carente, pedindo por atenção.


— E-ele... e-eu gosto sim.— Sehun confessou, ao mesmo tempo que o tentáculo brincava com o rosto do mais velho, apertando suas bochechas e se esfregando ali.— Seu rosto é tão bonito, Jun...


— Você acha, bebê? —Um rubor leve subiu ao seu rosto com o elogio tímido, mas ele perguntou mesmo assim.


— Acho sim, Jun. Seu rosto é tão bonito. — Manso, Sehun confessou e Junmyeon lhe encarou, com atenção, gemendo rouco quando suas coxas foram molestadas, ainda pelos tentáculos insistentes. — Seu corpo também é tão lindo... Sua pele é tão macia, Jun. — Sehun o elogiou, quase como que se adorasse, um sentimento gostoso em sua voz.


Junmyeon se sentiu lisonjeado.


— Obrigado, Sehun. — Ele sorriu, levemente envergonhado.


— Eu quero tocar em você, Jun, eu posso? Eu prometo que te faço se sentir bem. — Ele perguntou, ofegante, erguendo suas mãos em sua direção, para tentar tocá-lo, e Junmyeon riu, suave.


— Eu já disse que você pode, Sehun. — Lhe confirmou. — Não tenha medo.


Com a permissão, Sehun lhe olhou, apaixonado, antes de, lentamente, mover suas mãos em sua direção, mais especificamente em direção a sua cintura, qual ele tocou com carinho, em cima de onde um tentáculo estava preso.


— Tão macio... — Ele murmurou, passando com suas mãos grandes pela pele da sua cintura, e Junmyeon gemeu quando ele lhe apertou, de leve, mas firme, a palma quente trazendo arrepios à sua pele.


Junmyeon, em resposta, apenas pregou, gemendo e jogando a cabeça para trás quando seus mamilos foram estimulados com mais força, e ele espalmou, de leve, quando dois outros tentáculos lhe tocaram a virilha, subindo até as pontas alcançarem o cós da sua cueca.


— Eu posso? — Os dedos ansiosos de Sehun se juntaram aos tentáculos, tocando o cós da sua cueca, os dígitos longos tremendo de leve.


— Você pode sim, Sehun, não tenha medo. — Para acalmar o garoto, ele puxou a mão de Sehun para perto, entrelaçando com a sua e acariciando de leve. — Sou só eu.


Quando ele disse aquilo, Sehun lhe encarou, ainda vermelho e ofegante, as mãos ainda tremendo.


— Só você?— Ele apertou os olhos, e Junmyeon se preocupou de leve. — N-não... — Ele fechou os olhos e balançou a cabeça. — Não diga assim, Jun. N-não é tão simples assim...


— E porque não? — Ele puxou a mão de Sehun para mais perto, a beijando, de leve


— Porque... Porque é você, Jun. — A outra mão voltou para apertar a cintura de Junmyeon, se aproximando dele sem nem perceber. — Eu sempre quis fazer isso com você... — Ele murmurou, baixo, e Junmyeon corou forte ao escutar aquilo.


— Sempre?— Ele perguntou, ofegante, e gemendo quando os tentáculos de Sehun beliscaram os seus mamilos, mais forte do que antes, seu rosto corando ainda mais quando, maliciosamente, seu quadril fora apertado, com força, e Junmyeon gemeu ao ver que Sehun até que tinha pegada.


Quem diria, hein?


— Sim, eu gosto tanto de você, você é tão lindo... — Apaixonado, Sehun confessou, e Junmyeon gemeu, corado.


Ofegante, ele mal sentiu quando, marota mente, aqueles dois tentáculos foram lentamente puxando sua cueca para baixo, descendo pelas suas coxas e revelando seu pau, já duro por conta dos doces toques de Sehun, e ele suspirou ao se sentir livre do aperto incomodo da sua cueca.


— Você tá tão duro, Jun... — Junmyeon percebeu quando Sehun murmurou, quase que maravilhado, e ele riu, rouco.


— Pode tocar, Sehun, está duro por você. — Junmyeon provocou, de leve, rindo novamente quando Sehun engoliu em seco, apertando seu quadril com mais força.


Com os dedos exitantes, Sehun abandonou o quadril do mais velho, descendo e descendo, até alcançar o membro teso do mais velho. Ambos os rapazes gemeram quando Sehun rodeou a extensão pulsante com os dedos longos, a palma quente fazendo Junmyeon vazar pré-gozo.


— Isso... — Junmyeon grunhiu, fechando os olhos e deitando a cabeça no travesseiro, gemendo quando os dedos esguios brincaram com o pré-gozo,que lentamente escorreu pela sua glande.


— Está quente... — Sehun ofegou, baixinho, brincando com a glande brilhante de pré-gozo, e ele corou ao ver mais um pouco escorrer.


— Você já fez isso antes? — Junmyeon perguntou, grunhindo.


— Isso o quê?


— Masturbou outra pessoa.


— Ah.... — Sehun corou, seus dedos tremendo de leve contra a glande inchada. — Não. — negou, acenando com a cabeça ao mesmo tempo, uma atitude fofa, apesar de tudo.


— Você... é virgem? — Junmyeon pergunto, um tanto tenso,e ele sentiu sua boca secar ao ver Sehun assentir, envergonhado.


Porra... Que pecado.


Junmyeon não deveria se excitar mais só por escutar aquilo.


— Porra, Sehun. — Junmyeon grunhiu, rouco, levantando o olhar para o rosto vermelho do mais novo novamente, adorável com aquelas bochechas rosadas e os olhos pedintes. — Você ainda vai me deixar louco.


— Desculpe... — Ele se encolheu, tirando as mãos do pau duro do seu hyung, envergonhado. Em reação, os tentáculos começaram a se desvencilhar do corpo de Junmyeon, e ele se sentou, rápido.


— Hey, hey, está tudo bem. — Ele sorriu para o garoto, levantando um braço e lhe tocando o ombro. — Isso é fofo, sabia? — Sehun corou. — Eu vou te ensinar com fazer, tá? — Sehun assentiu. — Vem aqui vem. — Ele abriu os braços, chamando Sehun para um abraço, esse que ele aceitou.


Com carinho, Junmyeon passou seus braços pelas costas de Sehun, o puxando e o apertando, com força, arrepiando suavemente quando o rosto de Sehun se escondeu em seu pescoço, enquanto ele se ajeitava contra si.


— Não fique tão ansioso, Hun, eu sei que você vai conseguir. — Reconfortante, ele murmurou contra o homem, acariciando-lhe e tocando-o.— Você é sempre tão bom em tudo que faz... Não se preocupe.


— Eu vou tentar... — Envergonhado, ele prometeu, corando forte quando Junmyeon lhe levantou o rosto, apenas para encará-lo nos olhos. — E-eu prometo te fazer se sentir bem.


— Eu sei que vai. — Antes que Sehun tentasse dizer alguma coisa, Junmyeon foi rápido em aproximar os rostos, e Sehun estremeceu quando teve o canto da boca beijado, com tanto carinho que seu coração bateu forte.


E quando, enfim, ele foi solto, se ajoelhou novamente na cama, respirando fundo antes de se focar em Junmyeon novamente, saboreando a visão. Junmyeon ainda tinha as pernas abertas, bem ao seu redor, corpo preso entre os tentáculos rosinhas, que lhe apertavam como cordas, contrastando com a pele macia e branca; os mamilos estavam levemente avermelhados, ainda com tentáculos enrolados ao seu redor, e o pau duro, levemente mais escuro que o resto da pele do corpo, estava vermelho, a cabecinha inchada; ele era longo, não de um jeito extraordinário, mas um pouco acima da média coreana, e ele era grosso, perfeito para a mão de Sehun tocar.


E foi o que ele fez.


Com as mãos ainda levemente trêmulas, ele envolveu o pau duro, com carinho, seus dedos fechando ao redor da extensão grossa com um pouco de dificuldade. Cuidadoso, ele brincou com o membro sensível, experimentando primeiro, tocando-o e estimulando a glande inchadinha, sentindo-a molhada de pré-gozo.


— Isso... hm...— Em resposta, Junmyeon gemeu, rouco e arrastado, jogando a cabeça para trás e fechando os olhos, aprovando o toque raso e cuidadoso de Sehun, sentindo-se pulsar em resposta.


— Eu estou fazendo bem?— Mesmo com a reação do homem mais velho, Sehun perguntou, sentindo-se quente ao ver ele assentir, gemendo rouco mais uma vez.


— Muito bem, Hun. Pode tocar mais firme, se quiser...— ofereceu, mas grunhiu rouco quando Sehun fez exatamente isso, rodeando-o com firmeza e apertando a extensão sensível de leve, com amor.— Porra...


— Você tá tão bonito, Jun...— Maravilhado, Sehun confessou, choramingando de leve quando Junmyeon abriu os olhos e lhe olhou, apenas para fechá-los novamente segundos depois, gemendo de novo ao sentir a mão de Sehun subir e descer com firmeza, o punhetando com força.


— Digo o mesmo, Sehun.— Ele respondeu, sem fôlego.


Com aquilo, o octopodus focou seu olhar no pau que tinha em mãos, vendo como ele se contraía e como o pré-gozo escorria, e ele choramingou ao sentir sua boca se encher de água. Meio que em choque, ele corou ao sentir vontade de por na boca, do mesmo jeito que ele já tinha fantasiado várias vezes.


Será?


— Eu posso... posso te beijar...— Ele perguntou, baixinho, mas sem terminar. Com um dedo da outra mão, ele tocou a cabecinha com o indicador, suave. — ...aqui?


— Porra... — Junmyeon arfou, rouco. — Você quer me chupar, é?


— Uhum... —ronronou manhoso, esfregando seu indicador na cabecinha inchada. — Eu posso?


— Porra, sim... — Afetado, ele gemeu, arqueando de leve as costas e se contorcendo com o pensamento de sentir a boca tão fofa ao redor do seu pau.


Seria errado ele se excitar ainda mais com isso?


— Eu vou te ensinar, certo? Você tem que tomar cuidado para ser bom para nós dois. -— Junmyeon disse, e Sehun assentiu, nervoso e animado, boca salivando em expectativa.


Não, ele nunca tinha chupado um pau antes, mas ele já teve aquela vontade, a vontade de sentir o seu parceiro se derreter, gemer e sentir prazer, até se derramar na sua ganta.


— Fique com o rosto perto da minha virilha, hm? — Antes de dizer Junmyeon lhe sorriu, reconfortante, e Sehun obedeceu.


Obediente, ele foi se abaixando, até ficar praticamente deitado, com o rosto rente ao volume nada tímido, o pau gostoso duro e levemente molhado de pré-gozo, e ele sentiu, mais do que tudo, vontade de colocar na boca.


— Com cuidado...— Ele acariciou os cabelos macios, esfregando seus dedos nele e guiando o mais novo para mais perto. — Chupe como se fosse um pirulito, hm? Mas cuidado para não engasgar, e não morda. — Quando Sehun assentiu, Junmyeon sorriu. — Bom menino, pode ir.


Ignorando o espasmo que seu membro sentiu quando Junmyeon lhe chamou daquele jeito, Sehun aproximou seu rosto da extensão dura, vendo inevitavelmente os tentáculos que prendiam as coxas de Junmyeon, e ele sentia a pele macia contrair, grudada com suas ventosas.


E quando, enfim ele estava cara-a-cara com o pau duro, ele tem, baixinho, lentamente levando suas mãos em direção a ele, grunhindo quando tocou a carne quente novamente.


— Vá com calma, hm? — Junmyeon brincou, acariciando os cabelos macios, sorrindo suave quando Sehun assentiu, se aproximando ainda mais.


E quando, finalmente, a boca rosada e fofa tocou seu pau, Junmyeon gemeu, grunhindo quando os lábios macios se esfregar contra o lado do seu pau, como se experimentassem, devagar.


Vendo a reação positiva de Junmyeon, Sehun subiu com seu rosto, até que seus lábios conseguissem alcançar a cabecinha inchada, qual ele colocou na boca, sem rodeios. Seguindo os conselhos de Junmyeon, Sehun sugou, como um pirulito, esfregando sua língua e tomando cuidado para não deixar seus dentes rasparem na pele sensível.


— Isso, assim mesmo...— Junmyeon gemeu, acariciando-o e o incentivando a continuar, um sorriso suave subindo ao seu rosto quando Sehun lhe olhou, com aqueles olhos fofos e com sua glande na boca, fofo como um gatinho.


Tão lindo.


Apreciando a visão, ele acariciou um ponte especifico atrás das orelhas de Sehun, o que o fez gemer, baixinho, e seus tentáculos se mexerem, se enroscando em Junmyeon ainda mais - como se fosse possível -, e ele gemeu mais alto quando aqueles dois voltaram a beliscar seus mamilos, enquanto os outros se moviam. Vagarosamente, eles terminaram de rodear o corpo de Junmyeon, circundando suas pernas e seus braços, sua barriga e seu peitoral, em uma bagunça de tentáculos rosados; um rodeou seu pescoço, aquele mesmo de sempre, e Junmyeon grunhiu quando a ponta alcançou sua bochecha, se esfregando ali e lentamente indo em direção a sua boca.


— Porra...— Ele gemeu novamente, apertando os fios de Sehun quando ele se atreveu a tomar um pouco mais na boca, não muito, mas mais do que antes, o corpo todo tremendo enquanto engolia mais e mais do pau de Junmyeon, gostando de sentir o peso e o gosto em sua língua.


Hmmm...


Distraído, mal viu quando um tentáculo se moveu e, quando ele apoiou as duas mãos no chão, rodeou o membro duro com sua fina extensão, e Junmyeon gemeu ainda mais pesado quando sentiu as pequeninas ventosas grudando no seu pau sensível, de leve.


— C-cuidado com ele, Sehun... — Mesmo que não parecesse incomodado, Junmyeon lhe avisou, e Sehun assentiu, ainda como pau em sua boca.


No entanto, ele não tirou o tentáculo de onde estava, apenas o manteve parado, e Junmyeon só não reclamou por conta da boca que ainda se mantinha enrolada ao redor do seu pau.


Tão quente...


E Sehun ficou ali, chupando e brincando, seus tentáculos livres explorando o corpo de Junmyeon como queriam, beliscando e estimulando seus pontos mais sensíveis, sem nem saber.


— Sehun... —Junmyeon gemeu, arqueando as costas e ondulado seu quadril contra a boca perfeita, grunhindo rouco quando ele engoliu um pouco mais, quase mais que a metade. — S-se você continuar assim, hmm... eu vou gozar. — avisou, apertando os olhos com força, seus dedos dos pés se contraindo.


— Pode gozar, Jun. — Com a voz meio rouca, Sehun disse, masturbando o membro duro enquanto falava. — Goza na minha boca. — Ainda que ele estivesse absurdamente corado, ele disse, estremecendo quando Junmyeon grunhiu, ainda mais pesado, antes de agarrar seus cabelos e o fazer chupar seu pau ainda mais firme.


Ele não sabia o motivo de ter falado aquilo, mas ele queria, queria sentir o sabor de Junmyeon na sua língua, e engolir tudo, como um bom menino.


— Porra, não me faça perder o controle contigo, Sehun. — Ele avisou, meio que fodendo a boca dele, mas não o fazendo engolir muito, não queria ver Sehun se engasgar na primeira vez chupando um pau. — Não quero te sufocar no teu primeiro boquete.


Sehun até responderia algo, mas apenas gemeu, sentindo o gosto bom de Junmyeon tomar conta do seu paladar, enquanto sua boca era deliciosamente fodida.


— Cacete... — Uma hora, ele parou, apenas mantendo a boca de Sehun ao redor da metade do seu pau,seu quadril espalmando. — Vou gozar.


Quando ele disse aquilo, Sehun choramingou, relaxando a mandíbula e tentando tomar um pouco mais já boca, seus olhos puxadinhos encarando Junmyeon com atenção, meio molhados, observando como o rosto dele se franzindo e sua boca soltando sua respiração rápida, o tentáculo de Sehun confortavelmente grudado em uma das bochecha, a ponta próxima a boca rosada.


Ele também viu quando Junmyeon gozou, e Sehun jurou, que nunca viu uma coisa tão quente na sua vida. Ele apertou seus cabelos com mais força, o fazendo tomar ainda mais e quase engasgar, enquanto seu corpo tremia e seu rosto se contorcia em uma expressão de prazer, com direito a olhos se fechando e lábio inferior sendo mordido. Quase que no mesmo momento, ele sentiu o pau duro estremecer em sua boca, antes de, quase que com força, a porra de Junmyeon vir em sua garganta, enchendo sua boca com o gosto estranho, mas bom, molhando-a ainda mais.


Ele o manteve ali, tomando do seu gozo, enquanto ele descarregada dentro da sua boca, e Sehun podia sentir a ponta do tentáculo, enrolado no cacete molhado, brincando e se molhando com sua saliva, divertido.


Hmmm...


E quando, enfim, ele terminou, Sehun fora liberto do aperto em seus cabelos, e ele levantou o rosto, engolindo o esperma levemente amargo e encarando Junmyeon, que tinha o rosto virado para o lado, olhos fechados e lábio meio abertos, enquanto ele respirava, ofegante, corpo tremendo de leve.


Perfeito.


E ele o observou, ainda enrolado em seus tentáculos, mas sem tocá-lo mais, sabendo que ele provavelmente devia estar sensível, o gosto dele ainda presente em sua boca, e ele lambeu os lábios, querendo provar mais, mas sem saber se podia. Distraído, ele mal notou quando um dos tentáculos se desenrolou de uma das suas posições aleatórias, vagarosamente indo em direção ao íntimo de Junmyeon, mas ignorando seu pau e indo diretamente para o meio da sua bunda, e ele estremeu ao sentir a ponta rosada tocar o lugar mais íntimo de Junmyeon.


Porra...


Trêmulo, ele viu Junmyeon estremer quando o tentáculo gosmento roçou ali e, antes que ele pudesse dizer algo, talvez balbuciar algo incoerente, seu rosto fora virado, e o tentáculo que estava em sua bochecha se esfregou contra seus lábios, antes de se forçar para dentro, a extensão não tão grossa entrando na boca do mais velho, não muito fundo para deixá-lo engasgar, mas limitando sua fala. Em resposta, Junmyeon gemeu, arqueando as costas e apertando a coxa da cama ao sentir o tentáculo um tanto grosso lentamente se forçar para dentro de si, as ventosas fazendo um relevo estranho, enquanto o que estava em sua boca se mexia, quase como se a fodesse, devagar.


Ao ver aquilo, Sehun gemeu, ofegante, observando quando Junmyeon começou a gemer, parecendo tão absurdamente indefeso que ele choramingou, excitado. No entanto, ele não fez o mínimo esforço para parar seus tentáculos, nem mesmo quando eles apertaram os mamilos tesos e abriram a bunda de Junmyeon, a expondo para Sehun. Aquilo tudo era apenas para seguir a vontade dos seus tentáculos e os deixar livres, certos? Se eles queriam foder Junmyeon, Sehun iria deixar.


Então ele ficou ali, observando e se sentir pulsar enquanto via Junmyeon ficar mais e mais fodido, um outro choramingo escorrendo dos seus lábios quando mais um tentáculo tentou se forçar para dentro, apenas para que, os dois, puxassem um para cada lado, o abrindo para Sehun. E ele gemeu, junto de Junmyeon, apertando as próprias coxas, vendo o cuzinho querer piscar, exposto demais.


Mas, de tudo aquilo, o que mais afetou Sehun fora quando, ainda completamente alheio, um de seus tentáculos envolveu o quadril dele, o puxando para ainda mais perto, quase que o alinhando em Junmyeon, enquanto outro puxava seu short leve para baixo, praticamente o retirando do seu corpo, e ele gemeu ainda mais alto quando seu membro fora posto para fora e, naquele momento, Junmyeon decidiu lhe olhar, e a visão o fez gemer mais alto, sem palavras.


Se fosse para falar a verdade, ele nunca tinha visto o membro de Sehun antes, ele sempre tivera vergonha sobre isso, e ali estava o motivo. Ele não era nada parecido com um pau humano; era quase que um tentáculo com os outros, com exceção de que não tinha ventosas e uma ponta em formato de cogumelo, além de ser articulado, e ele se contorcia, de leve, molhado e pronto para tudo.


— Porra, Sehun.— Ele teve que gemer, meio estranho por conta do tentáculo em sua boca, mas ainda entendível. Trêmulo, ele levantou as mãos, completamente desabilitado pelo tanto de estímulos, quase choramingando quando foi ainda mais aberto, a medida que seus mamilos eram beliscados e seu pau preguiçosamente estimulado.— Porra, me fode logo, por favor.— Ele praticamente implorou, e Sehun corou, forte.


— T-te foder?— Ele não pareceu entender, mas seu pau pulsou, forte, e ele choramingou quando, com mais um gemido, Junmyeon fora imobilizado, exposto e aberto para Sehun, antes do tentáculo em seu quadril lhe puxar e um outro guiar seu membro excitado até o buraco aberto de Junmyeon, pronto para se enfiar ali, e lubrificado com a gosma que saia dos tentáculos em seu interior.


Quando ele viu Sehun exitar, Junmyeon lhe chamou, sem conseguir falar corretamente, mas abrindo seus braços, oferecendo um abraço. Mesmo sem realmente entender, Sehun aceitou esse abraço, corando de leve quando fora puxado para mais perto, e ele conseguiu observar Junmyeon de perto, ele era tão lindo.


— Pode vir, me fode, eu quero tanto...— Ele sussurrou, respirando fundo quando o tentáculo em sua boca deu uma trégua, saindo e o deixando falar corretamente.— Não se preocupe comigo, só vem, você tá tão pronto...— Antes que Sehun pudesse dizer qualquer coisa, ele abraçou o quadril um tanto estreito com as pernas, o puxando para ainda mais perto.


Com a ação, Sehun sentiu seu membro se forçar minimamente para dentro de Junmyeon, e ele gemeu, ofegante, encarando o homem mais velho antes de perder a cabeça, se forçando por ele mesmo, em uma única estocada firme, os tentáculos saindo de onde estavam para dar espaço para ele. E Junmyeon sentiu, com precisão, quando Sehun se forçou para dentro, e ele gemeu, alto, apertando os olhos ao sentir ele entrar, quase que de maneira dolorosa, o membro estranho se contorcendo dentro de si, como se tentasse abrir espaço.


— Tão apertado. — Ele choramingou, e Junmyeon gemeu novamente, arqueando as costas e apertando a coxa da cama, com força, sentindo-se ser lentamente aberto.


— Você é tão grande, Sehun... — Ele gemeu, rouco, apertando os olhos e se ajustando ao membro grosso, sentindo-se ser cada vez mais cheio, um gemido escorrendo dos seus lábios quando ele se forçou completamente, a cabecinha tocando o mais fundo possível.


— Junmyeon... — Sehun choramingou, gemendo e apertando o corpo do menor, enebriando com a sensação tão fodidamente deliciosa. Porra, Junmyeon era apertado, quente e molhado, e era como se ele o puxasse para dentro, apertando-se ao seu redor e o fazendo se sentir como nunca antes tinha se sentindo em seus poucos anos de vida.


— Você está indo tão bem, Sehun, tão bem...— Quando ele se forçou completamente, Junmyeon teve que dizer, enquanto se acostumava ao grande volume dentro de si. Porra, Sehun era tão, tão deliciosamente dotado.


— E-eu posso me mexer? Por favor, por favor...— Sehun nem sabia mais o que falava, ele só dizia, olhos apertados e cabeça enevoada, e ele choramingou quando Junmyeon deu uma pequena rebolada, se acostumando.


— Pode sim, Sehun, só...— Antes que ele pudesse continuar, Sehun saiu, devagar, apenas para entrar rápido, o tentáculo se remexendo ao entrar em si, abrindo ainda mais espaço e o tocando fundo. Junmyeon gemeu alto.— Porra, Sehun! Porra!— Ele teve que xingar, apertando desesperadamente o que pudesse, sentindo sua cabeça tontear, o calor tomando conta do seu corpo.


Esse apenas gemeu, ensandecido, sentindo-se ser deleitosamente acolhido naquele lugar tão quentinho, e não demorou muito para que Sehun estabelecesse um ritmo, rápido e forte, e Junmyeon grunhiu, alto, quase gritando quando, sem a noção de Sehun, os seus tentáculos se mexeram novamente, tocando-o e apertando-o, estimulando seus mamilos e prendendo seus braços, praticamente o obrigando a ficar naquela posição, as pernas sendo abertas para revelar tudo para Sehun. Era quase vergonhoso.


— J-Junmyeon. — Sehun choramingou, suas mãos apertando a cintura do outro homem de maneira forte, deixando a marca dos seus dedos na pele macia.


— Sehun... — Junmyeon gemeu, jogando a cabeça para trás ao sentir o ritmo ficar ainda mais forte, se possível, e ele quase choramingou ao ver que, porra, Sehun fodia bem demais.


Caralho.


Ele estocava forte, fazendo seu corpo arrastar na cama e seu íntimo pulsar, sua ereção dura e vazando em sua barriga, que se contraia, presa por alguns vários tentáculos; Seus mamilos eram beliscados, e eles já deviam estar vermelhos, cada vez mais sensíveis, essa sensibilidade só piorando ainda mais o seu estado já tão sujo.


Ele devia estar uma bagunça, suando e cheio de tentáculos em seu corpo, mas ele não podia se importar menos, assim como não se importava com os lençóis que se tornavam cada vez mais sujos ou com o barulho que aumentava de volume. Não havia como se importar quando ele tinha Oh Sehun daquele jeito, mãos ao redor da sua cintura e tentáculos o prendendo na cama, imobilizado. E Junmyeon não conseguia desviar o olhar do rosto sempre tão fofo, mas consumido em prazer, com as sobrancelhas franzidas e olhos fechados, apertados, rosto vermelho e boca inchada, lindo como sempre fora, mas de um jeito adulto que Junmyeon só notara naquele momento.


Quando ele tinha crescido tanto?


— V-você está fazendo tão bem, H-Hun...— Ele gemeu o apelido, olhos meio abertos encarando o homem em cima de si, que tinha os olhos apertados e rosto vermelho, ofegante como um filhotinho.— Está me fodendo tão bem...— disse, até que doce, acariciando o rosto do outro, que abriu os olhos, pesados, o encarando com adoração.


— Junmyeon... e-eu...— Ele tentou dizer algo, era claro que queria, mas ele não conseguia dizer nada, apenas se sentir como se estivesse derretendo, alheio ao seu redor, se focando apenas em Junmyeon, seu doce e lindo Junmyeon, com as pernas abertas para si e mão forte acariciando seu rosto, o elogiando e o tocando como nunca tinha feito antes.— I-isso é t-tão bom... você é-é tão bom...— Ele balbuciou, sem realmente fazer sentindo, e ele mal notou quando lágrimas subiram aos seus olhos, porque, porra, era tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, ele estava tão feliz...


— O-oh... meu amor, não chore...— Embora ele estivesse tentando passar confiança, não conseguia parar de gemer, ofegante.— Está tudo bem, você está sendo tão bom para mim, Hun, um garoto t-tão bom.— Ele estava tentando encorajá-lo, mas não pode deixar de ver quando ele gemeu mais alto, e seus movimentos aumentaram de velocidade, e ele estava parecendo desesperado, choroso.


— J-Jun...— soluçou.


— Oh, meu bebê, você gosta quando eu elogio você?— Ele sorriu, todo e completamente fodido, tentando não deixar transparecer o quão enebriado ele estava ficando, nem como ele só queria gritar e dizer o quão bem Sehun estava sendo. Era tão divertido provocar ele daquele jeito, Sehun era bem o tipo de parceiro que Junmyeon gostava: doce, fofo e sensível, que se quebrava e gemia com cada mínima coisa.


Em resposta, Sehun apenas murmurou alguma confirmação, tentando não chorar ainda mais, assentindo com a cabeça quando ele lhe sorriu, todo doce, o apertando dentro de si e soltando um daqueles gemidos deliciosos, enquanto todo o seu corpo se tremia, deliciado.


— I-isso, a-assim mesmo.— gaguejou, jogando a cabeça para trás e apertando os olhos ao sentir Sehun atingir sua próstata, com tanta força e tão rápido que ele gemeu, alto, mal percebendo quando fincara seus dedos nas costas do outro homem, gostando de sentir os músculos firmes se retesarem, antes dele choramingar no seu ouvido.— Oh, Sehun... continua... continua assim.


E ele obedeceu, continuando com seus movimentos, indo no modo automático, suas coxas tremendo e seus tentáculos apoiando seu corpo, mas apenas o que não apertavam e abusavam de Junmyeon, não parando de tocá-lo um minuto sequer, e ele quase se importou com aquilo, mas Junmyeon parecia estar gostando tanto...


Junmyeon podia sentir o membro dentro de si com perfeição. Ele sentia cada ondulação, cada veia saltada, cada mínimo detalhe... e era tão, tão fodidamente bom, se continuasse assim, ele iria se viciar na porra do pau de Sehun.


O que não seria tão ruim assim....


Uma parte dele sabia que eles tinham fugido completa e totalmente do foco inicial daquilo, que era realizar as vontades dos tentáculos de Sehun, mas, sinceramente, eles estava pouco se fodendo para aquilo. E, ainda assim, Sehun estava fazendo o que ele estipulara, pois, mesmo que ele o fodesse como se nunca tivesse feito aquilo antes - o que era verdade - ele ainda usava seus tentáculos, sempre e sem se controlar, os deixando fazer o que queriam e o estimulando por inteiro. E eles estavam em todos, todos os lugares, tocando-o inteiro e o fazendo querer chorar de prazer.


— Você é tão fofo... Mesmo assim, me fodendo...— Ele balbuciou, não deixando de observar as reações adoráveis, seu corpo pegando fogo, sem saber se se focava nos tentáculos que lhe estimulavam, no pau que lhe fodia, no rapaz que chorava de prazer a cima de si ou nas sensações que lhe abalavam o corpo. Eram tanto estímulos, ele mal conseguia pensar racionalmente mais, apenas sentindo, aquela era uma das melhores fodas da sua vida.


Tinha sido uma boa ideia fazer o que Sehun queria, ele era um menino tão bonito, bom em tudo que fazia, aparentemente, foder não era uma exceção. Mesmo que fosse desajeitado, era bom, rápido e fundo do jeito que Junmyeon gostava, os tentáculos e o membro meio anormal só melhorando tudo.


Tão confuso...


— Jun...— E, mais uma vez, ele apenas chamou o outro homem, com vergonha e excitado demais para responder racionalmente, usando apenas o apelido que dera para ele há tantos anos atrás, perdido naquele topo de prazer e excitação, os elogios doces e ofegantes o fazendo pulsar, aquecendo e tremendo.


Ele sentia que devia parar de agir daquele jeito, desesperado e ofegante com tão pouco, mas... ele não conseguia evitar. Ele nunca tinha feito aquilo antes, e nunca fora tratado tão bem assim, era tudo tão novo, e delicioso, só aumentava sua vontade de chorar.


— V-você sempre foi tão sensível...— Ele gemeu, acariciando os cabelos úmidos, observando enquanto Sehun se quebrava em cima dele, sem mais nenhum controle.— Um bebê tão bagunçado...


Em resposta, Sehun gemeu alto, jogando a cabeça para trás enquanto tentava, sem sucesso, meter mais rápido, e ele queria, jurava que queria, deixar aquilo tão bom para Junmyeon, como estava sendo para ele, mas ele mal conseguia pensar racionalmente, apenas sentir, e ele sentia, sentia vontade de foder mais rápido, mais forte, mais fundo... Ele queria fazer Junmyeon gozar, e queria gozar dentro dele.


— Me fodendo tão desesperado assim... como um verdadeiro virgem. — Ele murmurou, e, de fato, era aquilo que Sehun era, um virgem, um lindo e fofo virgem, que mal conseguia se aguentar, fodendo o melhor amigo do seu irmão do modo mais sujo e desesperado possível, como o garotinho inexperiente, o que ele era. — Está tão gostoso, hm? V-ver você todo doce e desesperado é tão gostoso, príncipe. Sentir você me fodendo assim, gemendo assim... Esses tentáculos me estimulando tão forte... Eu vou gozar tão gostoso. — Junmyeon teve que provocar, afinal, sempre fora fã de uma boa palavra suja.


Em resposta, Sehun choramingou alto, mais novo vez, abrindo os olhos apenas para poder ver Junmyeon gemendo embaixo de si, e ele gemeu com a visão, seu olhar pesado passeando pelo corpo tão lindo, até parar na ereção dura, intocada e ainda com um tentáculo pequeno ao seu redor. Sehun sentiu uma espécie de dó, Junmyeon deveria estar com tanta vontade de ser tocado ali, e Sehun tinha certeza de que, se ele não estivesse preso pelos tentáculos do homem mais novo, ele já estaria se punhetando, enquanto era fodido pelo Oh.


Com uma ideia, Sehun se concentrou, e ele quase sorriu quando mais tentáculos, foram em direção ao membro teso, o tocando e se envolvendo ao seu redor, rodeando-o e brincando com ele, ele gemeu quando viu Junmyeon gemer mais alto, arqueando as costas ao sentir sua extensão ser deliciosamente estimulada pelos apêndices travessos, que brincaram com sua glande e com sua extensão, cutucando sua fenda e se esfregando em todo o resto, tão gostoso que ele espalmou, forte.


— E-eu vou gozar.— Não demorou mais do que poucos minutos depois para Junmyeon avisar, sensível e excitado, sentindo suas paredes serem deliciosamente estimuladas e seu pau abusado pelos tentáculos brincalhões, todo o seu corpo pegando fogo, o prazer correndo por suas veias.


Ao escutar aquilo, Sehun se animou ainda mais, e aumentou -se fosse possível - a velocidade dos seus movimentos, fodendo Junmyeon o mais forte e rápido possível, gemendo e gostando de ver como ele também gemeu, cabeça jogada para trás e mão firmes apertando suas costas, com força, como se ele não conseguisse se controlar.


— Porra, Sehun! — Ele gritou, arqueando as costas e arranhando as costas fortes ao sentir seu ponto doce ser atingido com força, enquanto sua fenda era maltratada pelos tentáculos provocadores, e ele sentiu a sensação do seu orgasmo vindo, forte e rápida, e ele viu que não ia conseguir segurar. — E-eu vou gozar, h-hmm... e-eu estou vindo.— Embora ele soubesse que não precisava, ele avisou, arranhando as costas firme e apertando ainda mais o quadril com suas pernas, enebriado.


E ele veio, forte, duro e intenso, sentindo sua próstata ser judiada enquanto seu pau era masturbado, seu gozo escorrendo por sobre os tentáculos que brincavam ali, melando-os de porra. Com aquilo, ele apertara Sehun dentro dele, e o garoto soluçou, começando a se mover desesperado, errático e falhado, buscando apenas a sua própria liberação, e Junmyeon gemeu por conta da sensibilidade, mas ele não falaria para Sehun parar. Ele estava tão bonito daquele jeito, e tinha sido um menino tão bom ao fazê-lo gozar forte daquele jeito... Ele merecia aquela recompensa.


E fora por aquilo que, enquanto Sehun o fodia desesperado, ele não reclamou, se contorcendo de leve pela sensibilidade e murmurando elogios para o homem mais novo, que chorava, soluçando e gemendo, sentindo-se perigosamente perto do orgasmo.


— Você vai gozar para mim, Sehun? Hm? Como um bom menino? — Ao saber que ele estava perto, Junmyeon perguntou, voz rouca de tanto gemer, suas mãos acariciando as costas levemente machucadas, sentindo as bases dos tentáculos ali localizados, que tremiam. Em resposta, o homem choramingou, lágrimas grossas escorrendo pelo rosto fofo. — Oh, meu bebê, está bom? Você está chorando e gemendo tão fofo... — Ele teve que dizer, movendo uma de suas mãos e acariciando o rosto vermelho, observando quando Sehun lhe encarou, com adoração, olhos molhados e meio fechados, boca aberta deixando escorrer soluços e gemidos roucos.


Sehun parecia tão fofo, lhe olhando com tanta adoração, como se Junmyeon fosse a coisa mais preciosa que ele já viu, e o Kim gostou daquela atenção, gostou de ter o homem mais novo o olhando daquele jeito.


E quando, enfim, Sehun gozou,Junmyeon teve que gemer, apertando os olhos e ofegando rouco ao sentir calor e a umidade tomarem conta do seu interior, o membro tremendo enquanto expulsava seu gozo, lentamente. Sehun, por sua vez, gritou, choroso, jogando a cabeça para trás e entrando o máximo que conseguiu dentro do outro homem, enquanto sentia-se tremer e se liberava dentro dele, olhos se fechando e boca aberta deixando escorrer um pouco de baba, que se misturou com as lágrimas que já estavam ali.


Aquele tinha sido o orgasmo mais forte da sua vida, e ele não sentia vergonha de admitir. Tinha sido tão bom, e a sensação de saber que ele tinha feito Junmyeon gozar também, não uma, mas duas vezes, só deixava tudo ainda melhor...


Tinha sido tão bom...


— S-sim... — Junmyeon grunhiu, amolecendo e se deixando relaxar na cama, aprovando a sensação do gozo quente em seu interior.


Ele tinha se esquecido de como era gostoso...


— D-desculpe, eu vim dentro. — Sehun disse, assim que terminou de gozar, ainda mais vermelho que antes - se fosse possível - e ainda se contraindo dentro do mais velho.— Eu vou sair...


— Não precisa.— Antes que o mais novo pudesse o fazer, Junmyeon prendeu suas pernas ao redor do seu quadril, o puxando para perto.— Eu gosto... da sensação, pode ficar.— Se explicou, suspirando deleitoso ao sentir-se quentinho por dentro.


— Oh, tudo bem...— Tímido, Sehun murmurou, se deixando ser abraçado por Junmyeon, que lhe puxou para perto, deitando sua cabeça em seu ombro, suas mãos fortes se prendendo nas costas do Oh.


Junmyeon era gostoso de abraçar.


Rendido, Sehun o abraçou de volta, escondendo sua cabeça no pescoço dele e esfregando seu nariz na pele suada, sentindo o cheiro característico de Junmyeon misturado àquele cheiro de suar, que não era ruim. Distraído, subiu com suas mãos, indo do quadril até a cintura um tanto fina, encaixando suas palmas ali e acariciando o homem menor, sentindo a pele quente e molhada.


— Isso foi tão bom e tão estranho ao mesmo tempo.— Em algum momento, Junmyeon comentou, risonho, e Sehun até quis levantar o rosto e olhar para ele, mas estava tão confortável ali...


— Me desculpe.— Sem realmente saber o porquê, ele se desculpou, como se tentasse acalmar a culpa que estava se formando em seu peito.


Digo, ele tinha acabado de foder - em todo o sentindo sujo da palavra - com o melhor amigo do seu irmão e o homem que tomou conta de si por grande parte da sua vida.


Parecia tão... errado...


— Você não tem por que se desculpar, Sehun, foi ótimo.— Tentando ser reconfortante, ele acariciou as costas de Sehun, suspirando baixo ao sentir o membro dentro dele se remexer, de leve.— Admito que foi estranho, digo, eu te vi crescer... Mas foi bom, ótimo na verdade, você fez tão bem...— Orgulhoso, esfregou círculos suaves nos músculos firmes, sorrindo suavemente quando Sehun lhe apertou com mais força.


— Foi bom mesmo?


— Claro que sim, Hun...— Lhe beijou o topo da cabeça, que ainda estava firmemente escondida em seu cangote.— Você me fez gozar tão gostoso...


— Jun...— Manhoso, Sehun choramingou, e Junmyeon riu suavemente.


— Shh, shh, está tudo bem.— Lhe abraçou mais apertado.— Mas, sério, você foi muito bom, estou orgulhoso de você.


— Obrigado, Jun. Eu estou feliz em saber que eu agradei você.— Lutando contra toda sua vergonha, Sehun disse, deixando um beijo tímido no pescoço de Junmyeon, que se arrepiou, de leve.


— Como você se sente?— perguntou, se arrepiando mais forte quando, se malícia, Sehun soltou ar contra a pele sensível, um ofego baixo teimando em escapar pelos seus lábios.


— Eu estou bem...— Sehun respondeu.


— E os seus tentáculos, como estão?


— Oh, eles...— Sehun apertou os olhos, só notando eles naquele momento, se surpreendendo ao ver... o quê? Ele franziu o cenho, sentindo seu coração bater forte ao ver que conseguia os sentir com precisão, quase como sentia sua perna ou seu braço.— O quê...?— Sem entender, ele pensou, e sobressaltou ao sentir um se mexendo, tomando vontade e se erguendo. Ainda surpreso, ele sentiu seu coração falhando uma batida quando, sem fazer nenhum esforço, ele conseguiu o mexer, subindo e descendo com ele, e torcendo sua ponta, completamente articulado.


— O que foi?— Quando Sehun não o respondeu corretamente, Junmyeon levantou seu olhar, arregalando os olhos ao ver um dos tentáculos se mexendo, subindo e torcendo, sem sentindo, seu coração batendo forte com a possibilidade que lhe veio à cabeça.— É você que está mexendo ele?


— E-eu... parece que sim?— Assustado, Sehun disse, sorrindo gigante ao entender.— Porra, sou eu mesmo! Como assim?


— Gente...— Junmyeon sorriu gigante, levantando a cabeça para poder ver corretamente.— Mexe para esquerda.— Ele foi.— Mexe pra baixo.— Ele desceu.— Torce ele.— Ele fez uma voltinha.


— Eu tô conseguindo sentir ele com certeza? Isso nunca tinha acontecido antes!— Simplesmente animado, ele tirou seu rosto do pescoço de Junmyeon, se levantando e olhando por sobre o ombro, sorrindo ao ver o tentáculo se mexendo, como uma minhoca.— Será que eu...— Para testar, Sehun experimentou tentar mexer outro, sorrindo furiosamente ao ver outros três se juntarem àquele tentáculo já erguido, enlaçando-se nele e fazendo o que mais ele quisesse.


— Eu tô tão orgulhoso de você, Hun.— Ao ver os outros tentáculos se juntando ao que já estava brincando, Junmyeon teve que dizer, sorridente.— Você finalmente conseguiu.— Contente demais para expressar em palavras, Junmyeon segurou o rosto do mais novo, o puxando para si e beijando seus lábios inchados, contente.


O ato era completamente sem malícia, mas o coração de Sehun falhou uma batida ao sentir os lábios de Junmyeon em contato aos seus, sem ser em todo aquele contexto e euforia do sexo. Em reação, seus tentáculos caíram, se jogando junto aos outros, e ele, sem reação, se deixou se beijado, fechando os olhos quando Junmyeon ondulou os lábios contra os seus, o beijando com tanto carinho que ele choramingou, apertando a cintura do homem e retribuindo o beijo doce.


E eles se beijaram,daquele jeito fofo e calmo, por longos minutos, apenas aproveitando o beijo carinhoso. Sehun ainda era meio embaralhado, mas sua inexperiência era tão fofa, Junmyeon não conseguiu ficar irritado. Então, como em toda a situação, ele o guiou, ensinando-o como ondulatória os lábios ou como brincar com as línguas, e ele riu quando, Sehun, em um ato de pura coragem, lhe mordiscou o lábio interior, o chupando devagar, como se tentasse se soltar.


—Você é ótimo, Sehun, eu estou tão orgulhoso. — Quando o beijo se separou, Junmyeon disse, carinhoso, esfregando o rosto fofo e corado com as mãos.


Orgulhoso, ele sorriu quando Sehun corou ainda mais forte, antes de lhe sorrir também, tímido.


— Obrigado, Jun... — agradeceu, olhos se fechando em constrangimento quando, ainda com carinho, Junmyeon lhe beijou a bochecha, quase que como seus lábios não conseguissem mais se afastar dele.— Eu estou tão feliz.


— Eu também estou. — murmurou, esfregando seus lábios pela pele macia, com cuidado.— Eu não sei explicar, mas meu peito está tão quentinho...


— E-eu sinto o mesmo.— Quando Junmyeon lhe mordiscou a pele, ele gaguejou, envergonhado.— Você é tão... perfeito, Jun. E-eu não acredito que eu fiz isso com você.


— Fez o quê?— Seus lábios não se desgrudavam do rosto bonito, e ele ainda mantinha Sehun preso em seu abraço.


— T-te toquei, te beijei...— Ele estava tímido.— Te amei...— A última palavra fora sussurrada, tão baixinho que Junmyeon mal ouviu.


— Me amou?— Estranhamente, seu coração bateu forte com aquilo, e ele se sentiu corar quando Sehun lhe encarou, sério.


— Uhum...— Envergonhado, ele encarou Junmyeon profundamente, antes de desviar o olhar e mordiscar o lábio.— E-eu...— Ele corou, forte, gaguejando.— E-eu amo tanto, tanto você, Junmyeon. Tanto que até dói meu peito.— Antes que Junmyeon pudesse dizer algo, Sehun confessou, antes de encarar Junmyeon uma última vez, temeroso.


— Eu...— Com a confissão, Junmyeon gaguejou, franzindo as sobrancelhas.


As coisas estavam começando a fazer sentindo, naquele momento, e, meio que surpreso, Junmyeon sentiu seu coração bater ainda mais forte, ele sentiu vontade de fazer a mesma confissão para o outro homem.


Porra.


— Eu também amo você, Sehun.— Sem realmente pensar muito, ele apenas disse, o que não era mentira. Ele realmente amava Sehun, sempre amou.— Talvez não do jeito que você me ama, mas eu te amo, sim, muito.— Carinhoso e quentinho, ele beijou onde conseguia alcançar, arrepiando quando sentiu Sehun suspirar contra seu pescoço.


— Eu... eu posso viver assim.— Ainda envergonhado, ele levantou o rosto de leve, vermelho.— Muito obrigado, Jun.


— Não tem porque agradecer, Sehun.— Impedindo Sehun de se esconder novamente, Junmyeon lhe segurou o rosto, selando seus lábios de novo.— Eu sempre vou ajudar você. — E, mais uma vez, ele lhe selou a boca novamente.


Não era sua culpa, ele tinha gamado na boca de Sehun. Era pequena e macia, quentinha de beijar, deliciosa. Sehun, como um bom garoto, lhe beijou de volta, ainda em baralhado e inexperiente, mas delicioso, movendo seus lábios devagar, doce.


— Você quer tomar um banho? — Quando o beijo separou, Junmyeon perguntou, e, por mais que a ideia de ver Junmyeon pelado e molhado fosse incrível, Sehun negou, o abraçando ainda mais forte.


— Nós podemos... só ficar deitados? — pediu, apertando Junmyeon em seus braços, se aconchegante nele, quentinho. — Eu quero ficar abraçado com você...


— Você é sempre tão manhoso. — Junmyeon riu, mas aceitando ficar abraçado daquele jeito, puxando o outro homem para mais perto.


— Desculpe...


— Não se preocupe com isso, eu amo o quão manhoso você é. — Rindo, ele beijou a bochecha do outro homem, acariciando suas costas.


Em resposta, Sehun riu envergonhado, sentindo seu peito se aquecer pela proximidade. Junmyeon era tão quente, e cheiroso, ele não sabia como não tinha surtado até aquele momento.


Ele o amava tanto...


Depois daquilo, nenhum deles disse mais nada, ambos ficando quietos, abraçados e aconchegados, e Sehun sorriu, ele nunca tinha se sentindo tão bem antes.


Foi por isso que, quando ele percebera, Junmyeon tinha adormecido, ainda com Sehun dentro dele, esse que sorriu, um dos maiores sorriso da sua vida, observando as feições lindas do seu hyung, não resistindo em esfregar seus dedos pelo rosto lindo, acariciando-o e apreciando-o.


Seu coração batia acelerado, e, após mais um carinho, ele não resistiu, lhe beijando a boca, suave, sentindo-se contente e vermelho. Ele não se importava tanto por Junmyeon não responder seus sentimentos completamente. Ele lhe amava, do jeito dele, mas lhe amava, e só isso era mais do que perfeito. Foi por isso que, devagar, ele controlou seus tentáculos, rodeando Junmyeon e o deixando mais confortável possível, achando incrível como estava sendo absurdamente fácil mexer seus apêndices, e como eles o obedeciam, sendo delicados em aconchegar Junmyeon.


— Eu amo você, Junmyeon. — Ele confessou, deitando seu rosto no peito desse e se deixando ser levado até a inconsciência, quentinho e aconchegado no abraço do homem que amava.


E, no final, Sehun adquirira o controle por sobre os seus tentáculos, mesmo que o mesmo não tivesse acontecido em relação aos seus sentimentos por Junmyeon.


Mas, na verdade, ele gostou daquilo.


Ele gostou de não controlar o que sentia por Junmyeon.


E digamos que Junmyeon também gostara de ver Sehun fora de controle.




***




Então??? Tá um horror né?


Acho que o único bom de eu ter demorado é que serviu de presente tanto pa Gabi quando pro Hun, então... né?


Não sei se alguém percebeu, mas eu não coloquei nenhum desses coisinhos ( ' ) antes de palavras abreviadas e gírias, mas só pq a Gabi não gosta muito, e como eu sou muito cadelinha dessa menina kkkk (deve ter sobrado algum, massss...)


Eu adoro um top sensível e chorão, então não aguentei, se não gostou me dá block amor.


Me perdoem os erros (certeza que tem alguém) e me avisem se os acharem, tá?


Feliz aniversário novamente, Gabi, você é top, foda, linda, incrível, um ícone talentoso e todos os afins e etcs, peço perdão por ter demorado tanto, e espero que você tenha gostado, meu nenê <3.


Obrigado por lerem até aqui.


Twitter da Gabi (vão dar amor para ela): https://twitter.com/exotomic

Twitter dessa linda capista: https://twitter.com/thenarkotika

Meu Twitter: https://twitter.com/Lan_ChanHy

Meu Curious Cat: https://curiouscat.me/Lan_ChanHy

15 de Abril de 2019 a las 21:56 0 Reporte Insertar 0
Fin

Conoce al autor

Lan_ ChanHy | Escritora carente que gosta de coisas fofas, fanfics fofas e meninos fofos. Tenho um sério problema com long-shots, e um milhão de plots acumulados, mas sou legal, eu juro. | | army ♪ exo-l ♪ carat ♪ blink ♪ monbebe |

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