O Esquartejador Seguir historia

fernando-camargo1554138998 Fernando Camargo

Fabiano encontra o corpo de uma mulher em sua casa, sem saber o que fazer ele a esquarteja e leva o corpo para um lugar distante...


Cuento Todo público.

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Primeiro capítulo

Eu caí em desespero. Vi meus punhos fecharem e a minha garganta secar ao me deparar com aquela cena. Ela estava morta, bem na minha frente. O corpo, caído ao lado da cama, todo ensanguentado, a cabeça espatifada e os braços esticados, igual Jesus Cristo na cruz. Não sabia o que fazer e como fazer. Comecei a caminhar de um lado ao outro daquele cômodo, mas parei de repente, com medo de que algum vizinho do andar de baixo pudesse ouvir aquela orquestra de passos regida por mim.

Chamar a polícia não seria uma boa ideia, pois me colocariam como suspeito número um e isso me poria em maus lençóis. Ela estava ali. O corpo envolvido em sangue seco, os dedos dobrados e a camisola rasgada, quem a matou foi cruel e sem escrúpulos. Sentei na beirada da cama e fiquei ali admirando aquele cadáver e pensando em como resolver aquela terrível situação.

Fui para a cozinha. Abri as gavetas e as portas dos armários na tentativa de achar algo que pudesse me servir para uma ideia que tive. Seria muito simples. Eu cortaria cada parte do corpo, meteria em alguns sacos plásticos, e sairia com os restos por aí, em seguida os jogaria bem longe, num lugar onde ninguém suspeitaria. Depois voltaria e limparia tudo. Nem a polícia, caso viesse investigar, conseguiria descobrir algo, de tão bem feito que eu fizesse o serviço.

Armei-me com uma faca de cortar carne, daquelas bem grandes e com dentes afiados e uma serrinha de cor vermelha, aquelas eram as únicas coisas ao meu alcance naquele momento. Parti em direção ao quarto. Abri a porta. O corpo permanecia ali. Aproximei-me, me abaixei e olhei, mais uma vez para aquilo. Comecei a cortar. Felizmente não espirrou sangue. Minha roupa ficaria limpa, sem nenhum vestígio e isso seria mais um álibi a meu favor. Botei os braços e as pernas no primeiro saco. O tronco, dividido em três partes meti em outro e o que lhe sobrara da cabeça, inclusive os olhos azuis foi colocada em outra. Pronto, serviço feito. Com pressa desci as escadas, não esperei pelo elevador. Imaginem me deparar com algum vizinho. Eu com aqueles sacos nas mãos e ele ou ela me olhando desconfiado.

Meu carro estava parado na vaga a mim reservada. Com um clique na chave abri o porta malas e enfiei tudo lá dentro. Entrei no carro, arrumei o retrovisor, olhei para trás e não vi pessoa. Virei à chave e o maldito veículo não ligou. Só faltava ter acabado a gasolina, mas o painel mostrava o contrario, tinha combustível o suficiente para ir até a lua e voltar.

Finalmente o carro ligou e eu saí. A rua estava escura e uma floresta de prédios me envolvia. Nada de árvores, muito menos, de plantas, tudo cinza e triste. Desci com meu carro numa estradinha de terra batida, nenhuma casa, nem um sinal de vida humana naquele lugar. Parei e com os faróis baixos continuei com aquilo que me propusera a fazer. Cavei um buraco fundo e enterrei os restos mortais daquela pobre mulher. Bati com a pá em cima do túmulo, pisei e fui embora.

2 de Abril de 2019 a las 00:13 0 Reporte Insertar 1
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