O Cálice do Desejo e o Retorno do Passado - 5ª Temporada Seguir historia

kelly-tavares1539942006 Kelly Tavares

Essa é 5ª Temporada da Saga O Cálice do Desejo. Nessa temporada o passado ressurge nas vidas dos personagens para relembrá-los que nem sempre o passado fica para atrás. Gêneros: Ação, Amizade, Aventura, Comédia, Fantasia, Hentai, Romance Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 21 (adultos).

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A Reconquista

* * * Mansão Kido – Atenas, Grécia * * *



Casa Principal, Garagem



- Atena –



Adentrei na garagem – havia seis carros estacionados no momento – e o vi sentando no Bentley conversível branco, cuja capota estava recolhida. Ele estava com a cabeça apoiada no encosto do motorista e o olhar perdido no teto branco do local. No som do carro tocava uma música, que ele cantava junto com a sua voz maravilhosa que eu tanto amava.


“ (...) Não me deixe, eu não sei o que fazer

Por favor perdoe-me, eu não posso parar de te amar

Eu não posso parar... de te amar.” *


Ao notar minha presença, rapidamente desligou o som e se levantou do banco do carro.

Passou a mão nos cabelos, visivelmente sem jeito ao ver.

(Kanon) – Me perdoe, Atena, eu não percebi que estava aqui... Pensei que me chamaria...

Olhei meu cavaleiro de 1,88m, trajando calça jeans e camiseta preta, lindo e maravilhoso como sempre. Respirei fundo.

(Atena) – Não precisa se desculpar, Kanon. Eu realmente deveria tê-lo chamado, mas preferi te procurar...

Ele se afastou do carro e fez menção de vir em minha direção para sairmos da garagem.

(Atena) – Podemos conversar aqui mesmo, não se preocupe.

Ele então voltou e encostou no capô do carro, cruzou os braços e ficou me olhando, aguardando que eu começasse a falar.

Que os deuses me ajudassem!

Coloquei as minhas duas mãos na frente do corpo e as segurei defensivamente. Olhar em seus olhos azul-esverdeados só aumentava o meu nervosismo.

(Atena) – Kanon, eu gostaria de falar sobre nós dois...

Kanon voltou o olhar para o piso da garagem, evitando meus olhos.

Tentei chegar mais perto dele e ele acompanhou com o canto dos olhos a minha aproximação.

(Atena) – Primeiramente eu gostaria de pedir desculpas pela noite em que terminamos...

Kanon respirou fundo.

(Kanon) – Não precisa se desculpar, Atena... – falou com a voz trêmula de emoção.

(Atena) – Preciso sim, porque acabei estragando um sentimento lindo que tínhamos...

Kanon descruzou os braços e passou a mão pelos cabelos, gesto que ele repetia sempre que se sentia tenso. Com um olhar triste, me falou:

(Kanon) – Atena, me desculpe, eu sei que pode não parecer, mas sinceramente eu não quero me lembrar do que tínhamos...

Ah, droga! Fiquei sem palavras... Ele não me queria mais... E eu só conseguia olhá-lo, muda – não encontrei nada para dizer naquele momento.

(Kanon) – Lembrar do que passamos juntos, dói demais...

Kanon enxugou uma lágrima que rolou sobre a sua face.

(Kanon) – Como eu disse, não precisa se desculpar, você teve os seus motivos e eu os respeito. Mas eu ainda não consigo falar sobre isso sem me machucar porque... eu ainda te amo...

Era a deixa que eu estava esperando. Diminui a distância entre nós, colei o meu corpo no dele e, colocando a minha mão na sua nuca, o puxei para beijá-lo.

Apesar do susto inicial com a minha investida, ele colocou a mão atrás da minha nuca e retribuiu maravilhosamente o beijo, deslizando sua língua deliciosa na minha. Subitamente, parou de me beijar e, ainda de olhos fechados, sussurrou entre os meus lábios:

(Kanon) – Por que está fazendo isso comigo?

Sussurrei de volta em seus lábios macios:

(Atena) – Porque eu também te amo, Kanon...

Ele abriu os olhos e afastou o seu rosto, fixando seu olhar no meu. Ainda sem acreditar no que ouviu, me perguntou com a voz baixa:

(Kanon) – O que você disse?

Afirmei mais claramente:

(Atena) – Eu disse que te amo, Kanon.

Ele olhou por todo o meu rosto, como se tentasse traduzir o que eu disse.

Dei um selinho nos seus lábios.

(Atena) – Eu te amo, Kanon de Gêmeos – repeti com segurança.

Ele deslizou a sua mão delicadamente no meu rosto. Fechei os meus olhos e inclinei a minha cabeça na direção da sua mão quente e macia.

(Kanon) – Quando você terminou comigo, também disse que me amava... Então, por que fez isso?

Olhei nos seus olhos azul-esverdeados, que me olhavam de volta.

(Atena) – Me desculpe! Assumo a culpa por essa confusão, e vou tentar esclarecer os fatos.

Kanon ainda estava apoiado no carro, eu me encontrava em pé entre as suas pernas. Ele me olhava fixamente, esperando que eu continuasse a explicação. A essa distância dava para sentir o seu cheiro maravilhoso de maçã-verde e sândalo.

(Atena) – Eu vim aqui justamente para dizer isso, que eu te amo. Na verdade, terminei nosso relacionamento, mas não era isso que eu queria, nunca quis...

Eu não queria falar sobre o que aconteceu com o Poseidon.

(Atena) – Fui uma tola ao fazer isso, então eu queria pedir uma nova chance para você, para o nosso amor...

Kanon desviou o olhar do meu e olhou para o lado.

(Kanon) – Terminou porque meu irmão disse que você não nos merecia...

Respirei fundo, precisava de coragem.

(Atena) – Sim, mas não foi só por...

Ele olhou para mim novamente e me interrompeu.

(Kanon) – Desculpe, Atena, mas não posso fazer isso de novo...

Mais uma vez fiquei sem fala. Agora era a minha vez de tentar traduzir o que eu tinha acabado de ouvir, enquanto o olhava.

Kanon respirou fundo.

(Kanon) – Como eu disse, eu te amo, amo muito... Mas por mais que eu te entenda, não posso ficar em um relacionamento que eu dependa do emocional do meu irmão para saber se estou ou não com você! Eu te disse naquele quarto o quão importante você era para mim!

Kanon fechou os olhos e depois olhou para o chão.

(Kanon) – Sobre o nosso término... não quero sentir isso novamente...

Pelos deuses! Definitivamente essa conversa não estava saindo como eu planejei.

Ele desencostou do carro e eu dei um passo para trás.

(Atena) – Kanon, por favor... – meu tom era de súplica, precisava fazê-lo entender.

Ele segurou o meu rosto e me deu um selinho.

(Kanon) – Te amei desde o dia em que te conheci e isso só aumentou conforme eu te conhecia melhor... Você me deu um motivo para lutar, para viver! Meu coração está preso a você, e sempre estará!

Meus olhos se encheram de lágrimas.

(Atena) – Kanon, não faz isso... me escuta...

Ele enxugou as minhas lágrimas, enquanto as deles desciam.

(Kanon) – Eu disse que não tinha a menor esperança de tê-la em meus braços, que você fez mais do que eu merecia...

Ele olhou para chão.

(Kanon) – Me desculpe...

Ele me deu um selinho e começou a andar para a saída da garagem. Parada no mesmo lugar, perto do carro e de costas para ele, eu finalmente contei:

(Atena) – Poseidon é a causa do nosso término...

Ouvi que seus passos cessaram. Então continuei:

(Atena) – Para evitar uma guerra, ele me propôs que eu o oferecesse uma noite inesquecível. E eu não iria conseguir fazer isso, se estivesse vinculada a vocês! Eu precisava sentir que vocês ficariam bem... e que eu não tivesse que explicar os porquês... Não queria que se sentissem responsáveis por essa decisão minha.

Me virei na direção dele. Kanon estava parado no final da garagem, ainda de costas. Abracei a mim mesma, não gostava de me lembrar daquela noite.

(Atena) – Não é uma noite que eu goste de lembrar... por isso não contei antes. Seu irmão não tem culpa do nosso término. Se quiser algum culpado, culpe a mim... não tive coragem de envolvê-los...

Kanon, ainda de costas, virou um pouco o rosto e me olhou através da sua visão periférica.

(Atena) – O seu irmão apenas me ajudou a dar uma justificativa para o término... Por favor, não quero ser a responsável por vocês dois entrarem em conflito...

Ele, com os braços ao longo do corpo, fechou as mãos em forma de soco.

(Kanon) – Poseidon teve a coragem de te propor isso?

(Atena) – Sim. E eu aceitei.

Ele se virou para mim com o semblante sério, e me olhou nos olhos.

(Kanon) – Por que não me contou? Eu teria defendido você!

(Atena) – Eu sei disso, mas eu teria feito qualquer coisa para evitar que vocês se envolvessem em outra guerra...

Ele começou a andar na minha direção. Eu me abracei mais ainda e falei com a voz embargada:

(Atena) – Eu não conseguiria me perdoar se algo acontecesse a vocês...

Kanon ficou de frente para mim e tocou o meu rosto, enxugando as minhas lágrimas pesadas e fartas.

(Kanon) – Como acha que eu estou me sentindo por dentro ao ouvir isso? Um completo inútil!

(Atena) – Me desculpe, eu não gostaria que você se sentisse assim...

Kanon respirou fundo.

(Kanon) – Por favor, não me peça desculpas, você só foi a vítima dessa situação... ELE é o culpado nessa história!

Olhando nos olhos dele, eu disse com sinceridade:

(Atena) - Me perdoe por ter estragado o nosso amor, Kanon. Nunca foi a minha intenção...

Ainda fazendo carinho no meu rosto, me falou:

(Kanon) – Nossa função é cuidar de você e protegê-la de tudo e de todos. Nada vale esse sacrifício que você fez por nós. Eu poderia ter feito alguma coisa para evitar isso... qualquer coisa...

Balancei a minha cabeça em negativa.

(Atena) – Como eu disse, eu teria feito qualquer coisa para protegê-lo... Inclusive, daria a minha vida, se necessário...

Ele puxou um sorriso para mim.

(Kanon) – Não mereço o seu amor, o que dirá a sua vida, Princesa.

Toquei o lindo rosto dele.

(Atena) – Eu vou repetir uma frase que eu te disse uma vez: Kanon, você é um presente que os deuses me deram! Um bem valioso, por sinal!

Ele olhou para os meus lábios.

(Kanon) – Não tem como eu não me apaixonar mais por você a cada dia que passa...

Respirei fundo e mirei seus olhos claros.

(Atena) – Isso quer dizer que me perdoa?

Ele sorriu e me deu um selinho. Com os seus lábios ainda colados nos meus, falou:

(Kanon) – Eu que peço perdão por não estar ao seu lado quando mais precisou de mim.

Eu dei um beijo suave nos seus lábios macios e, durante o beijo, eu sussurrei:

(Atena) – Kanon, casa comigo?

Ele instantaneamente parou de me beijar e me olhou nos olhos.

(Kanon) – O que você disse?

Coloquei a mão no meu bolso e tirei o par de alianças, que possuía um diamante em cada uma delas. Peguei a sua mão direita e, enquanto eu colocava a joia no dedo anelar, eu repeti o pedido olhando nos seus olhos:

(Atena) – Kanon, aceita se casar comigo?

Ele ficou surpreso, olhou para a sua mão com a aliança, mas não me respondeu.

Meu coração batia acelerado de expectativa, o resto era o mais puro silêncio.

Ceeerto, ele tirou o dia para me matar do coração!

Respirei fundo ou enfartaria!

Ignorei aquela ausência de sons e coloquei a minha aliança no meu dedo, exibindo para ele, que me olhava surpreso.

(Atena) – Ainda que não fiquemos mais juntos... eu usarei essa aliança, porque o meu coração também é seu e eu nunca vou deixar de amá-lo, Kanon...

Ele elevou suas mãos para me tocar, mas hesitou ao fazê-lo, as deixando no meio do caminho. Então, peguei as suas mãos e as coloquei na minha cintura.

(Atena) – Está tudo bem... O que eu mais quero agora é estar em seus braços fortes, Kanon...

Ele me olhou nos olhos e vi sua pupila dilatar quando eu disse o seu nome arrastado. Colocou uma mão na minha nuca e, com a outra, me puxou pela cintura, colando os nossos corpos para me dar um beijo urgente e quente! Eu podia sentir todos os músculos do seu corpo colado ao meu – principalmente a sua grande ereção – enquanto eu me entregava para a sua língua deliciosa. Gemi nos seus lábios irresistíveis:

(Atena) – Kanon...

Ele comentou baixinho:

(Kanon) – Está me enlouquecendo falando o meu nome desse jeito...

Kanon voltou a me beijar e o senti me empurrando em direção ao carro. Colocou as suas mãos na minha bunda e me ergueu, me sentando em cima do capô e se posicionando no meio das minhas pernas. Coloquei a minha mão na sua nuca e o puxei para um beijo que me unisse ainda mais a ele.



* * *


* Música: Bryan Adams - Please forgive me (1993)


16 de Abril de 2019 a las 00:51 2 Reporte Insertar 123
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Paloma Chaves Paloma Chaves
Kanon se compara muito ao Saga, ele nunca se achou merecedor de nada depois de todo mal que fez e nem digno do amor dela então tende a aceitar e se conformar com a dor, ele passa uma empatia e um altruísmo muito gostoso de se ler, e que bom que eles já estão se acertando e vão saciar esse amor lindo que eles tem. E que rufem o tambores pra mais uma temporada emocionante cheia de confusão, amor , e muita... muita gostosura.♥♥
16 de Abril de 2019 a las 22:30

  • Kelly Tavares Kelly Tavares
    Sim, acho os dois bem parecidos em alguns aspectos e esse é um deles! Kanon já acha que tem mais do que deveria ter e o que vem de ruim são consequências do que ele fez no passado. Sou suspeita para falar, mas gosto muito do jeito do Kanon (e dos outros também kkkkk), um lindo e gostoso como o irmão, só que mais centrado! kkkkk Feliz que os dois se entenderam. Essa é a ideia! Espero conseguir passar as ideias de forma clara, leve e, com certeza, com muita gostosura! kkkkk Obrigada por estar nessa nova aventura e pelo comentário! Beijos.:) 16 de Abril de 2019 a las 22:37
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