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aikimsoo Ai KimSoo

Kim Jongin é o herdeiro de toda a fortuna Kim. Frustrado por não conseguir ter voz para se impor contra os pais, vive sua vida apenas por viver. O que ele não esperava, era que em meio a uma de suas tentativas de se rebelar em pequenos gestos, ele acabasse encontrando com um garoto dormindo em um ônibus.


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#sexo #gay #lemon #yaoi #exo #jongin #kyungsoo #kai #aikimsoo #kaisoo
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Capítulo 1 — Mesmo Se Eu Parecer Forte

Mesmo se eu parecer forte,se eu estiver sorrindo, passo muito tempo sozinho. Perambulo por toda a imensidão do parque japonês repleto de sakuras apenas pensando que rumo tomar. Sei que esperam que, eu, — um dia — possa corresponder a todas as expectativas da minha família e assumir a empresa na Coréia. Saber disso e ter sido criado unicamente com esse propósito é o que me torna tão sozinho.

Continuo andando e me dou conta que seria necessário ir logo. Podia estar de viagem ao Japão, mas minhas agendas e deveres continuavam. Esperei para que o meu ônibus passasse e assim que o mesmo apareceu, fiz sinal e entrei. Só existia um assento vazio. Ao lado dele tinha um menino completamente adormecido.

Existe uma lei não dita diante de todos, porque é algo muito instintivo. Se você entra em um ônibus e o encontra com lugares disponíveis, a regra é procurar sentar sempre em um banco que já não tenha a poltrona do lado ocupada por alguém. Por que isso? Apenas para dar privacidade e ter seu conforto. Infelizmente eu não poderia seguir aquela regra no momento.

Caminhei até o lugar ao lado do garoto adormecido e me sentei. Notei que o mesmo deveria ser novo e menor que eu, devido ao seu pequeno tamanho, mesmo que estivesse dormindo encolhido. Não consegui evitar de fitar suas vestes. O menino não vestia nada mais que uma blusa cinza de manga curta e uma calça de moletom preta. Suas roupas me pareciam surradas.

Desviei o olhar e passei a prestar atenção na estrada. Eu soltaria no terminal, então não tinha problema ficar distraído com tudo. As pessoas começavam a descer em seus pontos e o transporte público começava a esvaziar. Sorri de lado ao pensar como meus empregados reagiriam se soubessem que eu estava andando em um veículo compartilhado. Na verdade, queria muito ver a reação dos meus “queridos” pais. Já conseguia até ouvir suas vozes dizendo que eu deveria tomar um banho de álcool e repensar minhas atitudes, porque eu era um Kim, tinha 23 anos e não poderia ficar agindo como um adolescente sem causa.

Enquanto eu ficava perdido em meio aos meus pensamentos, dei—me conta de que só se encontrava o menino adormecido, o motorista e eu naquele ônibus. Acabei voltando a encarar o estranho do meu lado e notei — com certa curiosidade — que ele dormia e parecia segurar algo. Digo algo, porque não tinha nada ali. Meus pensamentos questionadores foram interrompidos quando o veículo parou, o motorista avisou que era o ponto final e me deixou sozinho ali dentro com o menino.

Entrei em um debate interno. O motorista poderia acordá—lo depois, mas não seria de forma agradável. Eu poderia ir embora e deixá—lo ali, a mercê de estranhos — sendo que eu também sou um — e completamente vulnerável ao mundo ou ser um bom cidadão com amor ao próximo e alertá—lo de que o ponto final já tinha chegado. Acabei optando por ser um bom cidadão.

— Menino? — chamei e nem sinal de vida. — Garoto? — aumentei um pouco a voz e mesmo assim nada. — Criança? Menino, acorda! — dessa vez tomei a liberdade de cutucá—lo e como em um passe de mágica o mesmo acordou com um pulo no banco.

— O quê?! — ele questionou confuso e assustado. O fitei curioso.

— É coreano? — perguntei no idioma citado. Ele tinha falado coreano, não tinha?

— Sou... — ele respondeu ainda desnorteado e então seus olhos se arregalaram. — Moço, onde estamos? Onde estão as pessoas? Por que o ônibus está parado?! — ele perguntou no idioma do país que estávamos e pareceu preocupado.

— Esse é o ponto final...

— ONDE ESTÃO MINHAS COISAS?! — ele gritou de repente e eu me assustei.

— Que coisas? Desde que entrei, você estava dormindo e não tinha nada. — o respondi e de alguma forma vi seus olhos marejarem.

— Nada? Nadinha? — ele indagou e parecia suplicar para que eu dissesse que tudo era uma brincadeira.

— Não tinha nada menino. Só você dormindo como se não fizesse isso há dias. — fui sincero e vi as lágrimas se acumularem mais ainda em seus olhos puxados, porém bastante redondinhos.

— De novo não! — ele choramingou, mas não chorava. — Moço e agora? Como vou voltar para casa?

— Não saberia voltar daqui? — questionei voltando ao coreano. Se ele sabia falar minha língua natal, por que continuarmos falando japonês?

— Sei, mas eu teria que pegar outro ônibus e tudo o que eu tinha foi levado... — ele respondeu no mesmo idioma que eu e uma lágrima solitária desceu de seus olhos. Fiquei com pena.

— Quantos anos você tem? Qual seu nome? — perguntei.

— 18, Do Kyung Soo... — ele respondeu automaticamente. Estava perdido em suas lamúrias e eu poderia jurar que nem ao menos tinha percebido o que eu tinha perguntado e o que tinha respondido.

— Então Kyungsoo, meu nome é Kim Jongin. Você ainda estuda, estou certo? — perguntei e o vi concordar com a cabeça. — Pois então lhe darei dinheiro para passagem, você volta para casa e aprenda a nunca mais dormir em ônibus ok?

— Não posso aceitar seu dinheiro, moço. — ele murmurou e dessa vez chorava. Pude perceber, enquanto pegava minha carteira no bolso interno do meu casaco, que ele se debatia em aceitar o que eu oferecia por ser realmente necessário e não aceitar por educação.

— Não irá me fazer falta. — insisti e coloquei mais dinheiro do que o necessário para uma passagem em suas mãos.

— Isso é muito dinheiro! — ele disse arregalando os olhos. — Dá pra eu pegar uma semana inteira de ônibus para a escola!

— Pois então faça isso. — declarei e fiquei de pé. — Estou atrasado e preciso ir. Foi um prazer conhecê—lo. Volte para casa em segurança sim?

— Obrigado, hyung! Obrigado, sr. Kim! — ele agradecia se curvando.

Sorri sinceramente para ele, analisei seu estado e saí do ônibus. Meu dever estava me chamando e eu não poderia mais adiar. Caminhei um quarteirão inteiro até chegar a mansão de férias dos meus pais. Entrei naquele lugar sentindo todo o peso da responsabilidade, pressão e expectativas tomarem conta de mim. Não demorou muito para que notassem minha presença e em um piscar de olhos eu fosse levado para o meu quarto.

Uma reunião de alta sociedade aguardava a família Kim. Na verdade, eu era o centro dessa reunião e devido a isso não poderia fazer feio. Meu pai anunciaria meu ingresso em sua empresa, uma vez que eu já tinha encerrado a faculdade que fora obrigado a frequentar. Fazer direito quando se queria fazer dança não era uma coisa agradável.

Não demorei a ficar pronto e logo desci para encontrar com meus pais na limusine. Fazer todo aquele teatro me enojava. Ambos nunca foram apaixonados, nunca foram zelosos e nunca foram atenciosos comigo. Sorrir para todos, dizer que estávamos felizes e que éramos a família perfeita me deixava com tanto enjôo, que ainda me pergunto como eu conseguia manter a falsidade sem pôr toda a comida para fora.

Enquanto estávamos na limusine e fora de vista de expectadores, cada um ficava em seu único canto. A única coisa em comum que tinha entre meus pais era: amor ao dinheiro. Sim, ao dinheiro e não a mim, que sou filho. Apesar de não concordar com nada do que eles faziam, eu já tinha me acostumado a ser ignorados por eles. Afinal, apenas me trouxeram ao mundo para garantir que não perderiam o trono e que teriam alguém para os suceder no ramo empresarial.

Quando chegamos ao local que ocorreria toda a aglomeração de alta sociedade hipócrita, meus pais tratam de se aproximar de mim e bancar a imagem de família perfeita. Apesar de criticá—los por todos aqueles sorrisos, eu também sabia representar um bom hipócrita. Não me orgulhava disso e jamais me orgulharia. Se eu pudesse me libertar das malditas algemas, eu poderia viver como eu queria e não como um robô criado para corresponder expectativas.

As horas naquele evento se arrastavam com tanto pesar, que pensei do tempo ter parado. E mesmo que eu já estivesse acostumado com todos aqueles eventos chatos, pessoas ricas, falsas e hipócritas, a sensação de tortura era a mesma. Eu sorria para todos, mas a verdade é que eu queria gritar umas boas verdades na cara de cada um ali. Os primeiros — se eu tivesse a oportunidade — seriam os meus pais.

Mal acreditei quando os responsáveis pela minha tortura me chamaram em um canto e avisaram que já iríamos embora. De fato o anúncio sobre o meu ingresso na empresa já tinha sido feito e o clímax daquela situação já tinha sido atingido, mas sabe aquele momento em que você espera tanto por algo que quando o mesmo acontece parece que é mentira? Então, era isso que sempre acontecia comigo quando eu ouvia que já podíamos ir embora.

Nos despedimos de todos e seguimos em direção ao veículo em que viemos. Assim que nos vimos longe de tudo e de todos, o silêncio se fez presente e nenhum de nós voltou a interagir. Era completamente desconfortável aquilo tudo e sinceramente minha vontade era de gritar. Enquanto fazíamos o caminho pela estrada, avistei algo que me intrigou.

Do outro lado da rua, enquanto o sinal estava fechado, um menino — com a mesma estatura e vestes do garoto adormecido do ônibus — perambulava entre os carros e parecia carregar algo como se estivesse a oferecer. Não consegui ver o que era e nem confirmar se era ele mesmo, porque meu motorista não parou e eu precisava chegar logo em casa para dormir, uma vez que levantaria cedo no dia seguinte e começaria a trabalhar na filial do Japão.

Cheguei em casa e continuava a pensar se aquele garoto no meio dos carros era o mesmo adormecido no ônibus. Eu esperava que não fosse. De coração queria que não fosse. Qual a resposta para a minha preocupação? Não fazia a mínima ideia. Adentrei meu quarto decidido a esquecer o pequeno Do Kyung Soo que eu havia conhecido. Tirei minha roupa, fui para o banho e quando me vi limpo, joguei—me em meu colchão macio. Adormeci no mesmo instante.

—x—

Ao contrário do que tinha pensado que aconteceria, não tive sonhos calmos. Não chegaram a ser pesadelos, mas eram inquietantes. Eu continuava a repassar a cena de encontro com aquele menino e depois a suposta cena dele passeando pelas ruas tão tarde da noite. Ele disse que estudava, então não era possível que pudesse ficar até tarde perambulando pelos carros. Minha noite se resumiu em repassar o acontecimento mais diferente do meu dia em sonhos.

Com muita preguiça e má vontade, levantei da cama quentinha e segui para o banheiro. Fiz minha higiene matinal, arrumei—me socialmente e desci as escadas. Meus pais não estavam e por isso me preparei para ir com meu carro até a empresa. Comi meu café antes de partir. Despedi—me dos empregados, fui até a garagem e coloquei aquela máquina cara de quatro rodas na estrada.

Assim que estacionei o meu veículo dentro do estacionamento da empresa, fui recebido por vários funcionários me bajulando. Sorri para todos, fui agradável e gentil. Guiaram—me até onde eu ficaria, foi—me dado um assistente e eu continuava a sorrir. Eu detestava ser assim, detestava forçar algo que eu não queria e pouco me agradava, mas toda a criação que tive foi com o propósito de que eu pudesse ser um bom ator no meio de tantas pessoas falsas.

Fiquei cercado de papéis e fiz todo o meu dever. A hora do almoço chegou, fui em um restaurante com meu assistente, almoçamos e eu sorria como tinha sido ensinado a fazer. Enquanto voltávamos para a empresa, vi uma movimentação estranha entre as pessoas. Não prestei atenção, porque meu assistente havia falado algo sobre o qual eu não tinha entendido.

— LICENÇA, MOÇO! — ouvi gritarem em japonês e aquela voz me pareceu completamente reconhecível, mas quando me virei para confirmar a quem pertencia aquele tom, uma trombada forte foi dada em meu ombro. — Desculpa, moço. — ele sussurrou e eu segurei seu braço.

— Kyungsoo? — perguntei surpreso e o vi arregalar os olhos ao ver quem eu era.

— ALI ESTÁ ELE! — um garoto gritou e ele estava acompanhado de mais 4.

— Eu preciso ir, sr. Kim. — Kyungsoo tentou se soltar desesperadamente do meu aperto e olhava com medo para aquele grupo de 5 meninos.

— PEGA ELE! — os garotos gritaram e Kyungsoo tentou se soltar de minhas mãos, mas mantive o aperto forte em seu pulso. Os meninos corriam em nossa direção.

— O que pensam em fazer com ele? — indaguei autoritário assim que os meninos se aproximaram.

— Não é da sua conta velhote! — o maior respondeu.

— Estudam na mesma escola? — perguntei ao notar os uniformes. — Espero que a baderna tenha terminado, ou terei que ser obrigado a contatar a diretoria do colégio de vocês.

— O senhor...

— Faço isso com maior prazer. Agora vão e deixem Kyungsoo em paz! — ordenei e mesmo que hesitassem, resolveram me obedecer. Os 5 correram e Kyungsoo parou de tentar se soltar, suspirando aliviadamente ao meu lado. Meu assistente encarava tudo de forma confusa, então pedi que ele voltasse na minha frente e avisei que logo estaria retornando ao trabalho. O mesmo foi sem hesitar. — Se eu te soltar, vai correr?

— Não. — Kyungsoo respondeu e eu o soltei. Ele massageou o pulso, tomou uma breve distância e se curvou. — Obrigado por me salvar novamente, hyung! — ele agradeceu.

— Eles queriam te bater? — perguntei e na mesma hora vi Kyungsoo levantar o rosto para me fitar. — Pelo visto sim. Por que queriam te bater? — questionei.

— Obrigado por me salvar de novo, sr. Kim. — ele tornou a agradecer e sorriu. — Nós somos de uma classe completamente pobre e a lei do nosso colégio é bater ou correr. Eu fico com o correr. Eles me viram chegar de ônibus hoje e queriam meu dinheiro. Eu não quis dar. Foi bater ou correr. — repetiu a última frase com grande ênfase.

— Creio que você não é muito de bater. — comentei o encarando. Percebi como seus cabelos lisos e negros brilhavam a luz do dia. Ele era um garoto bonito.

— Exatamente! Obrigado mais uma vez, hyung. — e com essa última fala, ele sorriu e saiu correndo. Ele corria rápido.

— KYUNGSOO! — gritei, mas ele apenas acenou por cima do ombro e tornou a correr.

Eu não podia ir atrás dele e por isso resolvi retornar ao meu trabalho. Não deu muito certo, porque eu fiquei pensando na lei da escola: “bater ou correr”. Em que colégio e tipo de vida aquele garoto está metido? Sinceramente deixei aquilo de lado e apenas fui para minha casa quando meu horário de trabalho se deu por encerrado.

Ao contrário do que pensei, Kyungsoo não saía da minha mente. Por que ele falava coreano? Por que ele vivia uma vida confusa? Qual a verdadeira história dele? Eu sempre fui uma pessoa curiosa, então não ter resposta para nada do que eu queria saber me atormentava completamente.

24 de Marzo de 2019 a las 21:32 0 Reporte Insertar 0
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