Cuento corto
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capítulo único

1h54min, apartamento de Ryouta

— Kise, quer me foder?



00h12mim, carro de Ryouta

Pensava ter alucinado, pois, não esperava por essa. Já dizem alguns ditos populares que, a bebida dá um chute nas bolas da tristeza, mas nas bolas de um seme-machista-dominador como Daiki, definitivamente, não sabia. Passava das 00h00, plena sexta-feira de folga, essa que conseguira com muitíssimo esforço, crendo nas palavras de Daiki que lhe prometera um jantar a dois. Talvez estivesse na hora de amadurecer, estavam juntos há, pelo menos, cinco anos; conhecia suas mentiras e mesmo assim, sempre alimentava a esperança de que dessa vez vai ser diferente. O resultado de tal tolice: Aomine bêbado, cantando Rihanna – Rude Boy na janela do carro.

— Aomine, fecha essa merda e faz o favor de parar com isso! — Berrou puxando o moreno pelo casaco negro logo tirando o cigarro de sua mão. Definitivamente, não estava vivendo isso; quantos anos ele achava que tinha para estar se comportando assim? Francamente.

— Tsc! —Limitou-se a resmungar, queria fumar, não que fosse fã de tabaco, mas estava no clima para tragar um pouco, seus pulmões precisavam de algo mais tóxico que o carbono do trânsito de Tokyo.

Chegaram rápido, uma vez que devido ao horário, não tinham tantos carros trafegando e, os que estavam presentes, corriam devido o horário de baixa fiscalização. Ryouta ajudou Daiki que cambaleava de um lado para o outro como se pesasse toneladas; com certa dificuldade, chegaram ao apartamento no quinto andar, bloco B, nº57. Kise joga o moreno no sofá e vai preparar um banho morno para o mesmo. Não mentiria, estava irritado, principalmente porque fora Kagami quem ligou para o loiro avisando do estado de alcoolismo do moreno, sabia, Kise sabia que Kagami ainda sentia algo por Aomine, ainda mais depois do casamento de Kuroko com Momoi, então, saber que Aomine se deu ao luxo de estar bêbado ao lado daquele asqueroso puto ruivo, era motivo suficiente para afoga-lo na banheira.

— Oe, AHOMINE, o banho está pronto, tira essa bunda do sofá e vem logo antes que esfrie. —Não demorou muito até que o moreno estivesse na porta do banheiro com cara de poucos amigos, Ryouta não iria aturar essa cara de cu dele. — Qual o problema?

— Não consigo tirar minha calça, não tá abrindo. —O loiro nada diz, apenas desfivela o cinto, abre a braguilha e desce a calça até o quadril, o resto Daiki conseguia fazer sozinho. — Obrigado.

— O que quer jantar?

— Não tenho fome, Kagami pagou uma porção de macarrão com porco. — Disse como se fosse a coisa mais normal do mundo. Kise, por precaução, o observou se despir e entrar no banho para garantir que não fosse se machucar, uma vez que Daiki não conseguia nem se manter de pé. No entanto, por dentro, desejava que caísse e se machucasse, estava irritado.

Como se já não bastasse ter desfeito o compromisso de jantar fora consigo para ir beber até não aguentar estar de pé, Kise teve de receber o aviso de Kagami, pelo celular de Daiki e agora, o ruivo também lhe pagou uma porção de macarrão com porco?

— Se essa merda pode ficar pior, que fique de uma vez! —Resmungou se jogando no sofá, coincidentemente, ao lado do celular de Aomine que vibrara, sinalizando uma mensagem. Mensagem de quem? O próprio, apelidado “Bakagami”.

[ Bakagami: 01h21 ]

Chegou em casa bem? Kise saiu daqui meio irritado, espero que ele não te expulse de casa. Se tudo der errado, estou de moto, posso te buscar e você dorme aqui em casa. Abraço, Taiga.

[ Aomine: 01h23 ]

Fique tranquilo, Kagamicchi, correu tudo bem. Daiki está tomando banho agora. Soube que lhe pagou uma refeição, muito obrigado, ele só não está pior graças a isso. Obrigado pela preocupação também, estou respondendo porque ele não tem condições de fazê-lo. Boa noite.

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Céus, isso não estava acontecendo consigo, estava? Kagami o convidando para dormir no seu apartamento? Aomine bêbado? Existe um limite pro quão oferecido um homem pode ser e Kagami, certamente, estava ultrapassando o mesmo. Infelizmente, não podia deixar de lembrar que o motivo dele ser tão descarado era a intimidade que Daiki lhe dava, principalmente, quando o chamava para jogar basquete! Quantas vezes chegou em casa mais cedo para fazer um programa com o namorado e ele estava na quadra perto do Maji Buguer jogando com Kagami? Já desistira de contar para não se decepcionar mais com o moreno.

Estavam juntos desde o jogo contra o time americano comandado por Nash, naquele dia, Aomine se declarara para o loiro em frente aos amigos e antigos companheiros de time; depois disso o moreno se empenhara e comprara um apartamento, esse que moram hoje, Kise continuou trabalhando como modelo e o moreno como treinador da Toou, sim, a escola paga a faculdade do mesmo e junto da melhor amiga, Satsuki, os dois estão comandando o time de basquete do colégio em que estudaram, inclusive, foram os campeões do torneio de verão e inverno desse ano, desbancando a famosa Rakuzan que só esteve no topo graças a Akashi, esse que já não mora mais no Japão. Kagami, por sua vez, trabalha como bombeiro e tenta, desde sempre, convencer Daiki a ingressar na corporação.

— O drama da vida adulta quando você está em relacionamento. Ah~ como é cansativo. —Resmungou olhando o papel de parede do celular de Aomine, era uma foto dos dois, muito bonita, que tiraram no último encontro para comemorar os quatro anos de namoro. Tinha que admitir, formavam um puta casal; justamente por isso Kagami os queria atrapalhar, no mínimo. — Não é porque Kurokocchi te rejeitou que você tem que querer estragar minha vida, Kagamicchi. Logo eu, que te respeitei tanto. — Como estava com o celular em mãos, percebera que já marcava 01h40 da madrugada, ou seja, Aomine estava demorando demais no banho. Além disso, estava realmente silencioso, o que não é muito normal quando ele bebe, pois, costuma cantar bastante no banheiro. Preocupado, Ryouta se levanta rapidamente e vai até o banheiro, abrindo a porta bruscamente. — Aomine! —Mas fica sem palavras diante da cena. — O que você está fazendo? — Aomine Daiki, seu namorado, ativo da relação, conhecido por ser muito machista, mesmo sendo gay, estava se tocando por trás. Kise ficara petrificado diante do que estava vendo na banheira do seu apartamento.

— Kise... eu não consigo tocar no lugar que é bom. —Disse meio choroso! Seria possível que o moreno estivesse brincando consigo? Meio receoso, adentra o banheiro, fechando a porta atrás de si, tira a mão de Daiki e molha dois dos seus dedos em sua própria boca, com a mão esquerda segura a banda esquerda da bunda bronzeada do namorado que, particularmente, achava grande demais para um ativo, logo inserindo os dígitos e com certa dificuldade, tocando-lhe à próstata.

— AAAH! —Daiki solta um grito, ejaculando.

— Isso foi bem rápido, vamos, tente aproveitar um pouco mais, eu não chupei meus dedos atoa. —Irritado, Kise continua provocando o moreno que acaba ejaculando uma vez mais. — Pronto, agora que já brincou com sua bunda, termine esse banho, você precisa dor— mas fora interrompido pela boca do moreno que mordera seu pênis, ereto, por cima da bermuda branca, fina, que usava.

— Terminar o banho com você assim? —Mordeu novamente, agora mais próximo aos testículos, fazendo Ryouta arrepiar dos pés à cabeça, cabeça do pênis mesmo, pois toda sua sensibilidade migrara para pélvis. — Depois que você deixar sair, eu me ajeito. —Desceu a bermuda do loiro, junto da roupa íntima, só o suficiente para deixar o membro de fora e pôs-se a chupá-lo, Kise observava tudo sem compreender nada. Não que Aomine não lhe chupasse, pelo contrário, o moreno fazia isso quase todas as vezes e quando não fazia, Kise o obrigava. Mas, ainda assim, algo não parecia certo. O quanto ele teria bebido? Estava preocupado, mas preferiu deixar tais preocupações de lado, uma vez que a garganta do moreno o estava chamando para aquilo. Afastou os fios azuis que cobriam os olhos de Daiki, o moreno manteve os mesmos fechados, fofo.

— Aomine, espera... se continuar vou gozar. —No mesmo instante, Aomine se afasta. Ryouta fica um pouco decepcionado com tal.

— Nee, Kise —encara o loiro— quer me foder? —Questiona olhando nos olhos do loiro. Teria como não pensar que algo estava errado? Impossível.

— Aomine, o qu— mas fora, novamente, interrompido pelo namorado que se colocara de quatro, mantendo os pés para fora da banheira, movendo o quadril para perto da virilha de Ryouta, encontrando-se com a ereção vigorosa que clamava por atenção, estivera próximo de gozar minutos atrás. Engolira seco, Aomine estaria sério sobre isso? Ele nunca aceitou bem a ideia de ser passivo quando o loiro lhe propôs uma troca. Agora não era o melhor momento para pensar nisso, aliás, não ... agora não seria exatamente o momento perfeito para pensar em tudo isso? — E pensar que beber com Taiga te deixaria assim, Daiki. —Diz com o tom mais elevado, o loiro pega um vidro de lubrificante (pois o banheiro é motel da casa, simplesmente porque Aomine não consegue ver o loiro de camisa sem cueca e não querer transar), despeja uma quantidade exagerada em seu próprio membro, enquanto se masturba suavemente — Vem —Puxa o quadril do moreno, com uma das mãos afasta as bandas para abrir espaço, uma vez que seu pênis também não era de ignorar, perdia para o moreno em pouco, firmou seu falo na entrada do moreno — Nee, —Aomine o encara por cima dos ombro — pede de novo. —Cravou suas unhas na carne do mesmo que mordeu o lábio, pois, sim, Aomine era sadista.

— Me.... fode, RyoutAAAH! —Kise não poupara esforços, tirando a virgindade do moreno numa investida única, definitivamente, arrebentando as estruturas do moreno que grunhiu baixo.

— Não acredito que você gozou só com isso, Daiki. —Comentou jogando as madeixas loiras para trás — Tente aguentar mais um pouco, ok? —O moreno o encara claramente irritado com sua fala, mas Kise não se deixa abalar, retira-se e o estoca novamente, fazendo com o que outro jogasse a cabeça para trás ao sentir sua próstata ser amassada pelo falo do menor, esse que não poupou esforços, acertando as nádegas de Daiki com fortes bofetadas que estalavam na carne bronzeada, deixando-a avermelhada.

— AHH! KISE! AGNN... KI...SE —Nem mesmo se parecia com o Aomine abusado que sempre lhe fodia... — Mais rápido, Kise, mais rápido. Kis— o loiro segura as madeixas escuras com força as puxando para si, trazendo o tronco do mesmo, o que fez o membro do mesmo enterrar-se mais em Daiki a ponto de amassa a próstata.

— É assim que você queria? Você está me apertando bastante, sabia? Se continuar assim —acerta outra bofetada, ainda mais forte, na bunda do moreno que morde o lábio — irei gozar rápido.

A bagunça no banheiro não tinha hora certa para acabar, por isso, os dois fizeram uma verdadeira orgia ali dentro. Quando tudo acabou, Kise teve de carregar Daiki, uma vez que o mesmo não tinha força nas pernas para caminhar. Dormiram na mesma cama, até porque, Daiki não o deixara sair de perto de si. Mesmo irritado, não conseguia dizer não para o moreno.

9h34min

O barulho dos carros era um péssimo despertador para quem acabara de acordar de ressaca. Abriu os olhos, minimamente, percebendo já estar sozinho em sua cama, ficara levemente irritado, pois, aos poucos, já começava a lembrar do que tinha acontecido na noite anterior: saíra da Toou com uma proposta em mãos; fora para o bar de Himuro encher a cara; Kagami apareceu e pagou um jantar; lembrou que era o dia que tinha prometido levar Kise a um restaurante e acabara bebendo ainda mais; Kise apareceu no bar; acabou dizendo ao loiro que queria ser passivo; Kise comeu seu cu até o talo, ainda sentia dor nas costas.

Levantou, já irritado porque Kise não estava ao seu lado; o simples fato de acordar, sentir o cheiro de baunilha do shampoo de Kise, cheirar a nuca do mesmo e sentir os fios macios em seu rosto, ouvir o ronronar manhoso do loiro quando Aomine fazia isso e logo o quadril assanhado que rebolava contra sua virilha. Só isso já deixava o dia (manhã) maravilhoso, receber o carinho no rosto, cafuné no cabelo, mordidinhas no queixo, amava isso. Mas, para o loiro não estar aqui, certamente, Aomine tinha feito merda, porque se não fizesse, também não seria Aomine. Ajeitou a cama, minimamente, usou o banheiro do quarto para lavar o rosto, escovar os dentes tirar a barba; nem se preocupou em vestir alguma coisa, foi até a cozinha pelado mesmo.

— Bom dia. —Murmurou meio arrastado, estava podre de sono, cheio de dor de cabeça. Kise, por sua vez, cozinhava algo. Foi até próximo do mesmo, sem ser notado, e abraçou-o por trás.

— WAH! A-AOMINECCHI! —Esbravejou, quase derrubou a panqueca no chão.

— Eu disse, ‘bom dia’. —Resmungou apoiando a cabeça no ombro do mesmo. Kise trajava somente uma camisa grande, de Daiki, provavelmente, o loiro não havia se dado conta disso.

— Bom dia.

— Você ainda tá irritado comigo?

— O que acha? Pareço irritado?

— Parece.

— Vou socar sua cara, idiota.

— Nee, Kise... dessa vez, não foi como se tivesse esquecido por besteira.

— Não precisa explicar nada, Aominecchi, já tô acostumado. Na verdade, nem sei porque ainda acredito quando você diz alguma coisa. Eu sou um idiota. —Mesmo nervoso, nem mesmo subiu o tom de voz, pois, Ryouta odiava brigas com gritos. Ainda que estivesse claramente irritado, Daiki não desfez o abraço, pelo contrário, cheirava o loiro com um sorrisinho idiota, tinha cheiro de casa.

— Ontem à tarde, quando estava saindo do treino do clube, o diretor me chamou para conversar. Achei meio estranho, porque ele quase não fala comigo, essas coisas. Daí, quando cheguei lá, tinha um cara, americano.

— Americano?

— Sim, estranho, né? Aí depois de conversar, no resumo, esse cara trabalha pra NBA e queria que eu fosse para os EUA treinar lá com a possibilidade de ser jogador. Parece que o nosso jogo foi transmitido e eles estavam de olho na Toou. A Satsuski também foi chamada, só que para fazer parte da comissão técnica, provavelmente, ajudar o treinador do time desse cara lá.

— NBA?

— Isso não é surreal? Quando saí de lá, estava fora de mim. Encontrei com Kagami e fomos pro bar de Himuro beber. Na verdade, depois da reunião, o diretor me disse que eu seria totalmente bancado, teria um apartamento, carro, tudo que eles me dariam mesmo, eu não iria pagar nada. E ainda ganhava um bolsa para estudar educação física lá.

— Sério? Estudar fora?

— Hm. Eu não disse nada pro Kagami, só enchi a cara. Quando ele trouxe a comida foi que lembrei que tínhamos marcado de jantar fora... mas... eu nem tinha dinheiro mais.

— Como assim não tinha dinheiro mais, Aomine? —Kise o fuzilara, pois, era cedo demais para ter gastado o solário, ainda tinham que pagar a conta de internet e última prestação do notebook. Kise desliga o fogo e deixa as panquecas no prato, vira o tronco e segue Aomine com os olhos, esse que foi até a mochila dele buscar alguma coisa. Pega algo e vem em sua direção, Kise não consegue ver o que é, então fica inquieto.

— Isso pode ser meio estranho e repentino, mas — Aomine estende a mão para que Kise segure e entrega uma caixinha preta em formato de gato, o loiro encara Daiki que faz sinal para abrir — quer... casar... comigo? —Seu rosto estava muito vermelho, Aomine nem conseguia encarar Kise direito. O loiro, por sua vez, começava a ter os olhos cheios.

— Ca..sar?

— É, nos EUA já em como fazer isso, mesmo em cartório, vai ser oficial e tudo mais, sabe? A gente meio que queria isso tem tempo, então, bom...

— Aominecchi! —Voou nos braços do moreno que não conteve suas lágrimas, ambos choravam, de felicidade, claro.

— Desculpe, eu realmente fiz a reserva no restaurante e tudo mais.

— Você é um idiota. Foi por isso que estava estranho ontem? Você não é disso!

— Falando em ontem, Ryouta — o loiro sentiu suas pernas fraquejarem, pois, Aomine o suspendera — você não pegou leve.

— Mas... Aominecchi, você estava tããão sexy pedindo para ser fodido... —fez cara de choro — não é como se eu tivesse feito de propósito. Além disso, você estava com Kagamicchi! —Fez bico.

— A desculpa é essa?

— Desculpa? Você sabe muito bem que ele ainda quer ficar com você, Daiki! —Esbravejou, mas não o suficiente para ser solto pelo moreno que o levava de volta para o quarto tranquilamente — Além disso, nem foi tão ruim, foi? —Questionou quando o mesmo lhe jogara na cama, ficando por cima, entre as pernas do loiro que já o recepcionava.

— ... eu prefiro que você fique por baixo... mas realmente, não foi tão ruim. Talvez deixe você me foder de novo. —Riu beijando a coxa de Kise que estava sobre seu ombro.

— Nee, Daiki...

— Hm?

— Eu também prefiro que você fique no controle. —Corou— E mais gostoso quando fazemos assim. —Sorriu beijando a aliança dourada em seu dedo.

— Adoro sexo de reconciliação.

FIM

23 de Marzo de 2019 a las 21:06 0 Reporte Insertar 0
Fin

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BELITH Ariana|1996|Heterossexual|Fujoshi|Autora| Tradutora| Jojofag | "Escrever é arte"

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