My school Days Seguir historia

sahsoonya Sarah M

[KAISOO] [CHANBAEK] [KRISTAO] [HUNHAN] [SULAY] [XIUCHEN] [COLEGIAL] Não sei bem como aconteceu. Não culparei o acaso, como as pessoas geralmente fazem. Tudo na vida tem um motivo e um momento para acontecer. Diante de mim haviam dois caminhos... O do nerd descontente com a própria existência, e o do novato, um garoto impulsivo, corajoso, e ansioso por vivenciar novas experiências... E quem sabe, em meio a tantas escolhas, eu pudesse encontrar meu próprio caminho?


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

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Just a peek

Notas: hello, hello!!! Aqui estou eu com mais uma fanfic das antigas. Essa foi a primeira long fic que eu já escrevi, e ela me fez muito feliz enquanto eu escrevia. Espero que gostem tanto quanto eu gostei dela... Boa leitura.



My school days


Não sei bem como aconteceu. Não culparei o acaso, como as pessoas geralmente fazem. Tudo na vida tem um motivo e um momento para acontecer. O desfecho que me trouxe onde estou hoje dependeu inteiramente de mim, disso podem estar certos.


Nunca fui um cara cheio de amigos. Nunca fui popular. Nunca fiz loucuras. Nunca desrespeitei as leis e a ordem, na verdade, se eu tivesse morrido antes dos meus dezoito anos, um NUNCA gigante certamente estaria gravado na minha lápide.


Porém, havia algo que eu jamais me absteria de dizer que já senti: ódio. Eu sentia muito ódio... Ódio da situação na qual me encontrava, ódio por ser um fracassado sem amigos, e ódio por ver todo mundo feliz, exceto a mim próprio. Eu morava apenas com minha mãe, uma mulher corajosa e religiosa ao extremo, que fez o que estava a seu alcance para me criar bem depois que meu pai (se é que assim devo chamá-lo) nos abandonou enquanto eu ainda era uma criança, para fugir com uma amante estrangeira.


Ser filho da minha mãe me trouxe alguns traumas profundos. Ela sempre foi uma mulher muito séria e íntegra, dessa forma sempre fui ensinado a respeitar as regras e praticar a bondade mesmo quando o próximo, aquele que eu deveria amar como a mim mesmo, se mostrasse um total escroto. Não vou generalizar e dizer que todos os garotos e garotas do meu colégio eram nojentos de quinta, mas boa parte era. E mesmo tendo sofrido bullying por causa de minha altura, notas exemplares ou simples “não temos nada melhor pra fazer do que te importunar”, eu sempre dei a outra face.


Me dediquei aos estudos desde jovem e estava a um ano de me formar com louvor como melhor aluno de uma escola de renome. Tudo estava ótimo, ou melhor, tudo deveria estar ótimo, porém não estava. Nem sempre ser bom em tudo significa que isso é legal. No entanto, o problema não era nem esse. No ano de minha graduação no segundo ano do ensino médio, minha mãe acabou sendo demitida da empresa na qual trabalhou por incansáveis dez anos e como consequência disso, acabei tendo que me mudar de uma escola particular para uma, digamos, menos conceituada e consideravelmente barata, até que minha mãe encontrasse algo melhor no que trabalhar. Até aí tudo bem... Eu sabia que não era rico. Não tinha preconceitos em ir para uma escola inferior, longe disso.


Eu simplesmente sabia como o ambiente para um nerd como eu seria ainda mais hostil nesse colégio. Eu não poderia estar mais certo.

A primeira semana foi horrível. As pessoas me olhavam torto e quase sempre soltavam risadinhas quando eu passava. Todos, até mesmo os professores, me chamavam de novato. Eu me sentia coagido, e não minto, já almocei completamente só no refeitório ou no banheiro, de medo dos valentões da escola. Eles eram do time de basquete e eu sentia um calafrio toda vez que os via passarem despreocupadamente pelos corredores, como se o mundo os pertencesse. Eu nutria um ódio por eles que sequer tinha fundamento, uma vez que nunca fui incomodado por eles. O problema é que eu parecia estar sempre atrás de confusão, mesmo que não quisesse causá-la, ela me atraía como um imã. Foi numa manhã que eu gostaria de poder esquecer.


Eu estava, como sempre, almoçando no banheiro. Já tinha virado um hábito. Mordia uma maçã calmamente, enquanto lia um livro muito interessante sobre dinossauros, quando escutei um barulho um tanto quanto suspeito, vindo dos vestiários masculinos. Eram sons estranhos, como nos filmes, quando alguém tenta gritar e o assassino abafa o grito da pessoa com as mãos. Permaneci sentado no chão do banheiro, ouvindo os gemidos, enquanto um arrepio gélido cruzava minha espinha.


Meu Deus! Alguém precisa de ajuda!


Tal pensamento me assombrou, mas por incrível que pareça, não me movi. Minhas pernas simplesmente não obedeciam. Meus braços pareciam estar congelados. Um nó formou-se em minha garganta. Eu não faria nada para ajudar a pobre pessoa que estava em perigo bem ali ao lado? Essa pessoa podia muito bem estar passando pela mesma situação que me era bem conhecida: apanhar de valentões.


Me pus de pé quando a coragem estava alta. Eu não entraria numa briga, isso seria impensável. Só daria uma espiada pra ver o que era, e daria o fora bem depressa.


Caminhei a passos lentos e vacilantes até a porta que dava acesso ao vestiário, parando com a mão na maçaneta, tentando decidir se abria ou não. Por fim, abri apenas um pouquinho, para que pudesse ao menos espiar pra dentro da sala.


Não havia ninguém sendo espancado. Como eu fui estúpido...


A cena que eu presenciei, certamente jamais sairá das minhas memórias: Havia quatro garotos no vestiário, provavelmente do time de basquete. Um deles estava encostado a um dos bancos, mexendo em seu celular. O outro, parecia fitar o nada, com fones de ouvido. Até aí tudo bem... O problema foi quando olhei para o fundo da sala e os vi.

Um deles era bem alto. Tinha orelhas grandes e estava praticamente sem camisa, e digo “praticamente”, porque havia outro garoto fazendo de tudo para tirar a roupa do mais alto. De cabelos descoloridos, o rapaz baixinho parecia estar acariciando o corpo do outro por baixo da roupa, enquanto o mesmo gemia freneticamente. Os dois iniciaram um beijo molhado e totalmente erótico, que me deixou vermelho da cabeça aos pés.


Era a primeira vez que eu via dois caras se beijando. Aquilo era assustador e ao mesmo tempo estranho, pra mim. Assustador por que eu bem sabia do medo que eu tinha de beijar na boca, tanto é que eu estava no auge dos dezessete para dezoito anos e nunca havia beijado ninguém. E estranho por serem dois garotos. E NÃO, eu não era preconceituoso, até por que sempre me questionava sobre minha sexualidade e a falta de interesse em garotas.


Os toques ousados do baixinho foram se intensificando. Eu estava mais envergonhado do que se eu próprio estivesse em tal situação. De repente, um dos garotos, que mexia em seu celular, jogou uma meia no outro, que encontrava-se do outro lado da sala e disse, com uma expressão descontente:


- Kai, por favor, faça algo antes que sejamos pegos e expulsos...


O outro pediu que ele repetisse, retirando seus fones. O primeiro nem precisou. Olhou para o lado, e ouvindo os gemidos dos garotos, disse:


- Ei, não acham que estão um pouco ousados demais? Chan, eu não te trouxe aqui pra transar, vocês prometeram que iriam apenas conversar.


Sem nem ao menos olhar na direção do amigo, o rapaz de orelhas grandes fez um gesto com as mãos, como para dizer um “não enche”, nem se dando ao trabalho de findar o beijo. Decidi que já estava mais que na hora de sair dali, afinal, eu estava agachado no chão do banheiro e uma hora ou outra, alguém entraria para fazer suas necessidades fisiológicas. Quando fiz menção de puxar a maçaneta para que assim fechasse a porta, deixando-me alheio ao que acontecia lá dentro (e por mais que estivesse curioso), acabei por sentir certa resistência ao puxá-la. Isto, porque alguém a puxava junto comigo. Qual não foi meu espanto ao empregar um pouco mais de força e ser puxado para dentro da sala, pela força com a qual a outra pessoa havia puxado a maçaneta.


Caí de joelhos pra dentro do vestiário, corando como uma garotinha ao ver os rostos que me observavam incisivos, em especial um que além de espanto ao me ver, carregava um pouco de curiosidade. Era o rapaz que ganhou de mim em termos de força, ao tentar abrir a porta. Um dos garotos, o que mexia em seu celular, se pôs de pé em um pulo e começou a caminhar em minha direção enquanto o garoto que abrira a porta me observava com uma expressão indecifrável no rosto. Eu não sabia se ele estava sorrindo ou com raiva.


Eu permaneci de joelhos, correndo meus olhos pela sala, até avistar o casal de pombinhos. Ao me ver, o garoto de orelhas salientes se pôs de pé e tomou a frente de seu... Bem, não sei o que eles eram... Devia ser seu ficante ou sei lá, tomando uma postura protetora. Eu estava tão envergonhado por ter sido pego espiando, mas não me arrependia nem um pouco de ter espiado.


Quando o que devia ser o tal Kai, retirou seus fones de ouvido e fez menção de se agachar pra falar comigo, um clique na minha cabeça me fez entender o que aquela situação realmente significava: Eles estavam escondidos. Eu vi tudo. Logo, eles me espancariam para que eu não contasse para ninguém o que tinha visto. Mais que depressa e com medo de morrer, levantei num pulo e saí correndo, tão rápido quanto meus pés me permitiam. Como já imaginava, quando estou desesperado, eu corro feito um nigeriano. Mas, mesmo que eu fosse um Ulsan Bolt da vida, eu nunca imaginaria que alguém viria ao meu encalço. Quase tão logo corri para fora do banheiro, ouvi uma voz grossa gritar de dentro da sala: “Kai, pega ele!”.


O que? Eles vão mesmo me matar?


Corri o mais rápido que pude, atravessando o refeitório sem parar. Droga! Por que eu estava correndo para um lugar sem gente por perto? Seria meu instinto, de quando me sinto ameaçado, buscar lugares afastados? Não sei dizer, mas ao atravessar o pátio e longe da multidão de alunos, me era possível escutar o barulho dos passos apressados que me perseguiam. Arrisquei olhar para trás por um momento, e eis que quem estava atrás de mim era mesmo o tal Kai. Ele corria rapidamente, seus fones de ouvido balançavam envolta de seu pescoço, e mesmo em meio ao esforço para respirar, ele parecia sorrir de um jeito que me era estranho. Continuei correndo até chegar ao estádio, que ficava meio afastado das imediações do colégio.


Entrei embaixo das arquibancadas me escondendo como podia. Me agachei, tentando ao máximo normalizar minha respiração de forma silenciosa. Logo Kai estava ali, olhando para um lado, depois pro outro, em meio á respiração descompassada. Mal sabia ele que eu estava bem no banco abaixo dele.


- Caramba – sussurrou para si mesmo – Esse cara é muito rápido...


Continuou respirando pesadamente, olhando para ambos os lados. Depois de algum tempo ali em silêncio, vi que ele pareceu desistir e foi se afastando lentamente, tentando arrumar os cabelos desalinhados.


Esperei uns dois minutos (sim, eu contei os segundos) e decidi sair, já que tudo que eu escutava era o zumbido do vento reverberando os bancos de madeira. Caminhei a passos lentos pelas arquibancadas, avistando aqueles corredores que davam acesso aos fundos da escola e que ficavam no subterrâneo, abaixo das arquibancadas. Entrei no corredor, caminhando enquanto segurava nas paredes. Eu estava cansado. Exausto. Acabado.


Não o vi se aproximar. Nem sei de onde ele veio. Num segundo eu estava só, no outro um garoto mais alto, vulgo Kai, tinha me empurrado contra a parede. Fiquei sem saída. Ele posicionou ambos os braços de cada lado do meu rosto, me deixando completamente paralisado.


- Achou que escaparia assim tão fácil?


O sorriso que ele me direcionou me fez arregalar os olhos.


Eu. Estava. Perdido.




Notas finais


Bem gente... É isso. Espero que tenham curtido.


17 de Marzo de 2019 a las 02:31 0 Reporte Insertar 2
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