Amor gravitacional Seguir historia

bucetinhadobyun 𝕤𝕞𝕚𝕝𝕖 𝕠𝕟 𝕞𝕪 𝕗𝕒𝕔𝕖 ⁹⁹

Sehun era um astronauta, Junmyeon um simples bibliotecário que colidiram como dois corpos celestes, formaram um sistema planetário e que acreditavam que o para sempre dos contos de fadas, poderia ser real.


Fanfiction Sólo para mayores de 18.

#drama #yaoi #astronauta #fluffy #angst #homossexualidade #exo #seho
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.viemos das estrelas e para elas retornaremos

Junmyeon estava atrasado, muito atrasado, e correr atrás de um táxi as oito e meia era sua única alternativa. As pernas curtas, o fôlego que lhe faltava, ser sedentário trouxe consequências. Por sorte conseguiu um táxi na outra rua, entrou e partiu para a livraria Park, torcendo que o chefe estivesse de bom humor.


Sehun caminhava calmamente, até saber que precisava encontrar o melhor amigo, Baekhyun para que fossem na academia juntos. Amava esportes e faria o amigo amar também, nem que fosse somente para conquistar o crush, Park Chanyeol. Enquanto apressava o passo olhando o celular, não notou que estava em rota de colisão com outra pessoa.


Foi treinado para todas as situações no espaço, mas não as da terra e suas complicações. Colidiram como dois corpos celestes, e a colisão fez que um dos corpos se desfizesse, não totalmente. Os dois eram como Júpiter e a Terra, na opinião do menor que caiu com a colisão e deixou os pertences caírem no processo. Os olhares se encontraram, o maior confuso e o menor irritado. Isso não impediu que o maior estendesse a mão para ajudá-lo, o menor aceitou mas resmungou voltando a correr.

— Como um desconhecido pode ser tão fofo? — riu baixo pelo pensamento, olhando o rapaz entrar numa livraria, um sorriso formou-se em seus lábios e seguiu seu caminho.


Chanyeol estava distraído demais para pensar em uma punição ou sermão ao Kim, então o deixou em paz e seguiu com Jongin até a administração resolverem alguns assuntos. O Kim suspirou e olhou para o caixa, mas seu olhar se perdeu quando olhou o livro estendido para si, os mistérios do espaço. Um pequeno rapaz o estendia para si, enquanto ajeitava o óculos sobre o nariz.

— Bom dia. — disse o Kim sorrindo para o cliente, o mesmo murmurou a resposta envergonhado. — 19,90. — o pequeno estendeu o cartão.

Junmyeon estava acostumado a atender crianças, até mesmo puxava assunto com elas e era considerado o tio Suho, mas aquela criança era diferente. O mais novo digitou a senha e depois pegou o cartão e a sacola, agradecendo e saindo praticamente correndo.


— Cadê o Minseok? — perguntou Baekhyun bebendo suco de uva encostado na parede ao lado da academia. — Achei que cuidaria dele hoje.

— Foi pegar um livro e logo estará em casa. — respondeu e sorriu. — Acredita que ele me acha um herói?

— Até eu acharia, viajar para o espaço! Vai realizar seu sonho... — sorriu nostálgico.

— Você também vai, não desista. — assentiu, mesmo achando impossível.

Minseok apareceu e cumprimentou os dois.

— Podemos ir agora, hyung?

— Depois volto. — disse e guiou o irmão até a estação de metrô.

No caminho de volta o pequeno encheu o irmão de perguntas sobre o espaço, e o maior respondeu a todas empolgado. Sehun não sabia que o irmão pretendia ser astronauta também, menos ainda que este já conhecia fazia algum tempo quem estaria contigo até o fim da vida.


Junmyeon não conseguiu parar de pensar no cliente e no rapaz em quem esbarrou, e na semelhança que tinham, os olhares tão misteriosos e belos quanto as estrelas numa noite estrelada. Tinha a impressão que eles teriam algum parentesco, e perguntava-se se o maior era tão doce quanto o menor. Suspirou e atendeu a outra cliente, até ver passar pela vitrine aquele com quem esbarrou usando uma roupa esportiva. Por um segundo distraiu-se, e pensou se deveria pedir desculpas pelo ocorrido, mesmo que não tenha sido sua culpa e estivesse irritado pelo atraso. A cliente saiu e ele ficou por ali pensando, até ser cutucado pelo Kyungsoo que lhe pediu ajuda para organizar algumas pilhas de livros.


Baekhyun nunca foi de ler, malhar ou comer o que era saudável, mas fazia tudo por um crush que acreditava ser seu amor. Uma vez virou vegetariano por conta de um chinês, mas assim que superou foi para um rodízio de carne. Sehun pelo contrário amava ler, malhar e raramente comia besteiras. Depois da academia, seguiram para a livraria e no mesmo instante o Oh sentiu-se observado, seu olhar então encontrou o do Kim e ele sorriu.

— Qual livro eu pego? — perguntou o Byun indeciso entre tantos livros, o melhor amigo o olhou um pouco perdido.

— Por que não pede a recomendação de um funcionário? Como... Aquele ali! — apontou discretamente, após procurar com olhar por alguém, a um rapaz alto.

— Farei isso, mas volto logo. — disse e foi atrás do rapaz, sem saber que este era o dono.

Junmyeon sentia-se como um planeta preso a gravidade de uma estrela, mesmo que quisesse se afastar, só conseguia se aproximar cada vez mais. Segurou-se ao balcão para não avançar no rapaz, mas seu olhar estava fixo nele, assim como o dele ao seu. Mesmo com tantas prateleiras os separando, eles sentiam-se presos um ao outro e nada parecia impedi-los de permanecer assim. Mas aquele momento foi cortado, já que Baekhyun pulou no melhor amigo e lhe disse que não precisava mais de academia, nem dietas, estava de olho no dono da livraria. Claro que isso fez o Oh rir, o menor mudava de crush como mudavam as estações e jurava amor eterno a todos. E eles só saíram dali quando o menor conseguiu o número do Park, até lá o Oh ousou uma aproximação com o Kim, o que resultou em uma tímida conversa e pedidos de desculpas, além de uma promessa de retorno do maior.


Sehun e Baekhyun passaram a ir para lá todos os dias, e saíam praticamente quando o lugar precisava fechar. Foram dias para o Byun conseguir sair com o Park, mas semanas para o Oh, já que o Kim era bem mais difícil do que parecia e sua fofura era na mesma intensidade que sua falta de paciência. Mas foi quase impossível não se apaixonar por Sehun, que tinha um jeito mais manhoso, paciente, decidido e saudável.


O primeiro beijo só aconteceu duas semanas após o pedido de namoro, que levou meses para acontecer, mas que valeu a pena. Sehun pediu uma ajudinha aos colegas e eles fizeram uma edição de vídeo, comparando o Junmyeon ao universo, mas tudo idealizado pelo maior. O pedido deixou o menor tão emocionado, ele apenas chorava enquanto dizia não merecer o Oh. E o beijo foi tão especial quanto, na casa do maior em uma noite estrelada enquanto tocava A Thousand Years da Christina Perri no notebook. Minseok dormia no quarto, e por isso não os interrompeu, mas mesmo se estivesse acordado não o faria, amava o cunhado que o enchia de mimos, livros todos os dias.

— Nunca irei parar de te amar, mesmo que passe um milhão de anos. — disse Sehun e o Junmyeon segurou em seu rosto selando os lábios rapidamente.

— E eu menos ainda. — disse olhando nos olhos dele.


Sehun precisou fazer uma viagem para o espaço, e Junmyeon não fazia ideia que poderia ser a última vez que se veriam, mas preparou uma surpresa romântica com direito a comida caseira e tudo. Se amaram no final do dia, mais do que em todos os outros e juraram amor eterno, sem pensar no amanhã ou no futuro, apenas no hoje e no presente. Despediu-se do irmãozinho, do melhor amigo e o namorado dele, e por fim do namorado com um beijo apaixonado.


Junmyeon estava no aeroporto voltando de uma visita aos pais no interior, quando recebeu a mensagem de áudio do Baekhyun, avisando sobre um acidente e que tinham perdido contato com o Sehun. Aquela notícia o desestruturou, e ele apenas chorou pouco se importando se estava em público. Chanyeol o buscou no aeroporto e tentou o consolar, mas as palavras pareciam insuficientes, vazias demais. Então apenas o abraçou dentro do carro, e deixou que ele chorasse.


Sehun morreu depois de algumas horas perdido no espaço, sozinho, mas seu último pensamento ficou naquele que o amou com todo o coração, Junmyeon. Fechou os olhos e deixou-se levar, as lembranças vindo a sua mente, mas não sem antes alucinar com o animal favorito do namorado. O Kim admirava baleias desde pequeno, e até decidiu nomear o uniforme do namorado disso, como uma forma de lembrança dele e da terra.


Aquelas palavras ditas naquele dia ecoaram na mente de ambos, antes de fecharem os olhos.

10 de Marzo de 2019 a las 18:43 0 Reporte Insertar 0
Fin

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𝕤𝕞𝕚𝕝𝕖 𝕠𝕟 𝕞𝕪 𝕗𝕒𝕔𝕖 ⁹⁹ Gosto de escrever, ouvir música e apreciar fanarts. ♥

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