Nada Produtivo (Changki Version) Seguir historia

gabiiwon Gabi Almeida

"Eu não estou dizendo que Yoo Kihyun seja totalmente caídinho por Im Changkyun, mas é exatamente isso que eu estou dizendo." Ou Onde Kihyun tem uma queda por Changkyun, mas é tímido de mais para se declarar.


Fanfiction Bandas/Cantantes Todo público.

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Uma aula nada Produtiva

Nada Produtivo.

Capítulo 1.

Uma aula nada Produtiva

E mais uma vez Changkyun estava atrasado, seria difícil ajudá-lo em qualquer coisa se ele continuasse não levando a sério suas aulas extras com o Kihyun — apesar daquela ser a primeira, o garoto já sabia/sentia que o menino se atrasaria sempre.

Estavam no segundo ano do ensino médio e como o esperado, e recorrente evento, os "alunos problemas" começavam a correr atrás do prejuízo no fim do ano e "os outros" geralmente ajudavam os colegas.

Changkyun não era um aluno problema, na verdade era até esforçado, estudava e fazia os deveres, mas sempre tinha uma dificuldade a mais em matemática. Odiava. Então, todo fim de ano letivo, ele se registrava em um programa de "ajuda coletiva" administrado pela escola. Os alunos trocavam informações sobre matérias que tinham facilidade, um ajudava o outro e a interação entre os alunos crescia.

A maioria gostaria de algumas horinhas com Changkyun, além de algumas más línguas dizerem que o garoto era uma bela companhia, ele também era excepcional com física e, cá entre nós, entender o professor Lee não era uma tarefa fácil, mas parecia ser mamão com açúcar para o Im.

Kihyun teve sorte, pois na matéria que Changkyun tinha dificuldade, ele dava aula, literalmente falando. Todas as terças e quintas, às dezoito horas em ponto até às vinte e três horas, ele dava aula para um grupo de adultos que estava em busca de uma segunda chance com a vida acadêmica. As aulas eram a ministradas em um porão velho e empoeirado, mas a grana era boa e ele poderia juntar o suficiente para, em um futuro próximo, alugar um apartamento pequeno no centro da cidade, que coincidentemente era praticamente do lado de sua futura faculdade e, a algumas quadras, ficava o seu futuro emprego. Há quem diga que o Yoo é um garoto ansioso, eu também diria, mas ele se auto-intitulava como "precavido", um garoto pontual e exigente com horários, que estava prestes a se levantar da mesa, ignorar a sua nota não satisfatória em física — ele poderia lidar com um seis e nove — e sair por aquela porta, sem se importar com o bolo que daria em Im Changkyun.

Aliás, quem se importava com com aquele sorriso adorável? A pele que aparentava ser a mais macia do colégio inteiro e o cabelo tingido de castanho com um caimento perfeito em sua testa igualmente adorável? Não Yoo Kihyun. Mas resolveu esperar mais alguns minutos, não poderia aceitar o seis na sua segunda matéria favorita, porque apesar das notas não serem as melhores ele amava a física e todas as fórmulas e os pensadores. Era claramente uma paixão platônica, pois a tal da física não lhe entrava na cabeça nem com "reza braba" ou uma pequena incisão no cérebro.

Enquanto seus devaneios percorriam cirurgias de "inserção de física no cérebro" e a vontade de pesquisar vídeos sobre cirurgias no YouTube — ele costumava fazer isso nas horas vagas, menino estranho, por isso não tem amigos — ouviu a sineta barulhenta anunciar a entrada de um menino escandaloso e estatura mediana. Kihyun o reconheceria mesmo se estivesse cego.

Os olhos de Changkyun pareciam perdidos, ele usava uma capa molhada e em frente a barriga havia uma protuberância chamativa. Im Changkyun era definitivamente a pessoa mais excêntrica que conhecera na face da Terra, mas não havia o conhecido ainda.

Sabia poucas coisas, seu nome, seu hobbie, seu medo de insetos e de como odiava quando deixavam a porta e a janela de seu quarto abertas, pois poderia entrar um alien. Talvez, Changkyun facilitara as coisas, pois o menino postava absolutamente tudo no Twitter e Kihyun apesar de não o seguir, o stalkeava sempre que podia, não que gostasse das postagens dele, mas saber que o menino também se acabava ouvindo Justin Bieber e Troye Sivan fez um pequeno interesse no jovem peculiar brotar em si.

— Você tá atrasado. — Foi a primeira coisa que pensara em dizer quando o outro se jogou preguiçoso na cadeira, e como não era de guardar palavras disse sem muita preocupação por ter parecido grosso.

Estavam em um café nada movimentado, era bom para os estudos. Havia só eles, umas duas garçonetes, o chapeiro e mais uma menina bonitinha que lia um livro enquanto bebericava um café e deixava alguns sanduíches em frente de si, preocupada de mais com o desfecho de "Após o anoitecer" para se importar com a comida a sua frente, apenas aceitando o café que a garçonete lhe oferecia. Com o menino Kihyun não era diferente, ele devia estar no quinto copo de suco de limão, e ele odiava suco limão.

— É, eu sei, foi mal, mas é que eu perdi a hora... O meu caderno... O ônibus... Ah... — Suspirou derrotado. Yoo quase sentiu pena, mas seu coração estava azedo por conta do limão no suco.

— Deveria sair mais cedo de casa, então. Eu odeio suco de limão e eu já perdi as contas de quantos eu bebi.

— Melhor ir ao banheiro então. Digo — Começou analisando a cara de perdido do Kihyun. —, se você já perdeu as contas é melhor ir se aliviar, vai por mim, esse lugar só enche por causa do banheiro limpo — cochichou.

Kihyun revirou os olhos e o menino a sua frente soltou uma risadinha. Yoo tirou o caderno de dentro da mochila e empurrou até o moreno, agora percebia que ele tinha o cabelo em um tom mais claro que o seu, não parecia estar assim antes. As cores quase se assemelhavam completamente.

— Esse é o meu caderno de matemática, todo o conteúdo está a partir do post-it rosa. — Apontou com o dedo.

Kihyun estava à de frente de Changkyun, que franziu o cenho depois de um tempo.

— Por que você tá tão longe, Kihyun? — Perguntou levando o olhar até os olhos castanhos escuros do outro. Ele fez um pequeno bico nos lábios e Changkyun sorriu pequeno.

Kihyun tinha essa péssima mania de adornar um bico nos lábios quando estava pensando se uma pergunta tinha ou não segundas intenções, estava mais que claro que aquela havia se referido somente a distância dos dois, mas Yoo queria uma pequena prova de que Im sentia-se um pouquinho "coisado" perto de si. Seria bom pra sua autoestima.

— Você que se sentou aí longe. — Concluiu.

Changkyun se levantou e, um pouco desastroso, deu a volta - que não gastou nem um passo direito.

— Mas você vai me dar licença pra eu poder sentar ou eu terei de fazer um barraco pedindo por espaço?

Kihyun riu, mas não sabia se deveria, às vezes parecia que ele falava sério e tinha medo de parecer rude, ou algo assim.

— Pronto, feliz? — se pronunciou depois de se afastar um pouco. Afirmou. — Como eu dizia, daí em diante é a matéria do quarto bimestre. É fácil, vamos começar com matrizes simples-

— Você separa os períodos com post-its? Por que eu nunca pensei nisso?

— Não é algo comum. Retornado...

Kihyun poderia jurar que era mais fácil ensinar uma porta a aprender matrizes do que Im Changkyun, não que ele fosse tão burro quando uma, mas a porta ficaria calada ou pelo menos o deixaria completar uma frase.

Mas também teve a certeza de que uma porta não o ensinaria física tão bem quanto ele havia ensinado, o menino ficava pertinho de Kihyun e o dava toda atenção, como se estivesse ensinado uma criança que um mais um é dois, e ele estava amando isso.

Eles pararam um instante para comer e beber algo que não fosse suco de limão, porque segundo o Im, Kihyun estava azedo de mais, arrancando uma risadinha e um pedido de desculpas logo em seguida.

— Hey, Kihyun... Eu estou cansado, não podemos continuar amanhã?

— Não. Eu tenho um compromisso amanhã.

Em uma atitude completamente adorável e impensada, Kim levou o dedo aos lábios cheinhos e entreabertos, levantou o queixo e batucou o indicador no local algumas vezes. Se estivessem em um desenho animado uma pequena lâmpada teria se acendido acima da cabeça do garoto.

— Você tá livre no sábado? — Em um contexto discrepante do qual estavam, Kihyun com certeza teria seu peito sendo esmagado pela sensação quentinha de ter Changkyun chamando-o para sair, mas não era bem isso, haviam interesses naquele pedido e tinha certeza de que nenhum era a língua do menino invadindo a sua boca.

— OK... Sábado... Horário? — Fingiu anotar na agenda que sempre carregava junto de si.

— Na minha casa, às duas horas da tarde, ok? — O menino tomou o caderno e escreveu ali o seu número de telefone. — Até mais, Yoo. Tenho que ir. — Se levantou e foi embora, acenando mais algumas vezes antes de sair.

Eu não estou dizendo que Yoo Kihyun seja totalmente caídinho por Im Changkyun, mas é exatamente isso que eu estou dizendo.

Kihyun nunca soube quando o coração começou a falhar uma batidinha ou outra ao vê-lo, ou quando se viu indo à quadra esportiva da escola para ver o pseudo-crush todo suado correndo de um lado pro outro atrás de uma bola laranja e pesada, e muito menos quando se pegou desenhando o rosto do futuro namorado naquela agendinha. Era um bunda mole, como sua amiga Hyolyn diz todo santo dia. Kihyun deixou de ser um menino para virar um São Bernardo (aquele cachorro do filme: "Beethoven") quando o jovem Changkyun passava por ele pelos corredores.

Teve foi sorte de ter tirado o Im nesse programa de ajuda mútua da escola, no começo achou um saco e já tinha se decidido que não participaria, mas quando ficou sabendo que o-sorriso-mais-lindo-da-escola, Im Changkyun, participaria, não pestanejou em dar seu nome.



O coração palpitava só de pensar em estar na casa do menino, junto dele — provavelmente a família viria no pacote, mas quem é que liga, não é mesmo. Mal podia esperar pra chegar o fim de semana logo.

6 de Marzo de 2019 a las 15:34 0 Reporte Insertar 0
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Conoce al autor

Gabi Almeida Eu sou uma escritora amadora, com uma imaginação louca e traiçoeira. Completamente apaixonada por dramas (apesar de não conseguir escrever nenhum) e romances. Uma amante de musicas, fã de Monsta x, EXO e The Rose. Meu twitter: @ksooulmate Tenho um perfil no Wattpad e no Spirit com o mesmo nome, espero que gostem S2

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