Rolinha Modesta ※ jikook Seguir historia

xixisss Isis

Jimin estava exausto de ser encaixado no estereótipo de "passivo" apenas pela sua aparência e jeito de ser. Apesar de resistir à ideia do melhor amigo em abrir o jogo logo de cara sobre as suas "preferências" de um jeito um pouco peculiar, o match no aplicativo denunciou que ele podia estar certo, afinal. ※ pjm ♡ jjk ※ universo alternativo ※ shortfic ※ comédia & fluffy & hot ※ +18


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18. © BTS é um grupo de 7 pessoas incríveis que merecem todo o amor do mundo e esta é uma obra de ficção sem compromisso com a realidade nem intenção de qualquer dano aos meninos.

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ativo mas não machão

O barulho de chaves na porta sobressaltou um pouco Taehyung, que checou as horas no celular. Ainda não era nem meia noite e Jimin já estava de volta. Provavelmente de mau humor.

Dito e feito. Assim que entrou na sala e olhou pro filme que passava na TV, Jimin bufou alto:

— Argh, Titanic de novo, não!

Taehyung não deixou por menos.

— Boa noite pra você também, senhor estressadinho, e não me venha querer gongar meu filme só porque 'tá de mau humor!

Mesmo falando dessa maneira, Tae colocou a TV no mudo no momento em que Jimin se jogou no sofá, como uma criança birrenta após ter perdido no "pedra-papel-tesoura".

— O que houve?

— O de sempre.

Jimin tinha saído para um terceiro encontro com Taemin, um cara que tinha conhecido por ser cliente da clínica de estética em que Jimin era recepcionista. Os dois vinham flertando suavemente há uns 2 meses, até que no fim de seu tratamento Taemin pediu o número do Park, já que não seria mais um cliente, e não teriam mais questão ética no caminho. No primeiro encontro saíram para jantar e conversaram por horas à fio, descobrindo muitas coisas em comum. Uma dessas coisas era o gosto pela dança, então o segundo encontro foi numa boate, onde dançaram até os corpos cansarem e o clima aparecer, levando a uns beijos interessantes. Nada de levar às nuvens, mas também não era de se jogar fora.

O terceiro encontro, torcia Jimin, seria o da sorte.

Só que não.

Dessa vez tinham marcado já na casa de Taemin. Cozinharam juntos, conversaram um bocado, trocaram beijos e quando as coisas começaram a partir pra um lado mais ousado veio o dilema da vida de Jimin. Quando Taemin perguntou, de um jeito muito tranquilo, diga-se de passagem, se Jimin já tinha se preparado e o Park revelou sua preferência, paralisaram.

— Ah, bom... eu também sou ativo e... hm... achei que você...

— É, sempre acham.

— Desculpa. Eu não quis te ofender ou sei lá...

Os dois já conversavam lado a lado, e não um por cima do outro como estavam segundos antes, os ânimos esfriando consideravelmente.

— Não tem ofensa alguma, relaxa. É só que é um estereótipo chato no qual eu vivo esbarrando...

— Entendo. Então não é negociável?

— Não, desculpe. Pra você?

— O mesmo.

O silêncio durou alguns minutos. Taemin o quebrou.

— Você quer, sei lá, ficar só nos amassos e tal?

— Você quer?

Os dois se encararam meio sem jeito. É, parecia que o clima tinha morrido.

— Talvez a gente devesse ter conversado sobre isso antes, né?

— Ai que saco... será que vou ter que andar por aí com uma plaquinha "não parece mas sou apenas ativo"?

Apesar da reclamação ser real, o tom de Jimin foi brincalhão, então os dois riram do comentário porque era o melhor a se fazer na situação.

— Mas tem um motivo pra isso? Digo, algo que te faça ter problema com isso?

— Na verdade não. Realmente não é a minha, só isso.

— Eu na verdade não sou totalmente oposto à ideia, mas preciso de muita confiança e intimidade com a pessoa pra cogitar e, bom, sem ofensa, mas não é nosso caso.

— Não ofendeu.

Ainda conversaram por mais meia hora antes de Jimin anunciar que era melhor ir para casa. Taemin ainda ofereceu que ele ficasse lá para dormir, que não tinha problema, mas Jimin sentia que isso aumentaria a frustração de ambos. Não era nada contra o cara bacana que lhe oferecia um sorriso pequeno enquanto o Park entrava no Uber, acenando em despedida. Era só que isso acontecia com tanta frequência que Jimin já estava escaldado.

Na verdade, Taemin fora um dos que melhor reagiu à notícia — o último cara, uns meses antes, tinha passado quase uma hora tentando convencer Jimin de que ele nunca tinha sido "bem comido" e por isso não gostava; Jimin teve que exercer todo seu autocontrole pra não socar o infeliz até deixar de ser babaca.

Quando já estava quase chegando em casa, seu celular vibrou e Jimin viu que Taemin tinha enviado um vídeo de dança, o que deixou a sensação de que não tinham ficado ressentimentos e talvez tivesse ganhado uma boa amizade, apesar de tudo. Mesmo assim não estava com o melhor dos humores ao entrar em casa.

Após ouvir a narração da noite de Jimin, Taehyung deu um tapinha amistoso no ombro do amigo, como se o consolasse, mas fez a mesma pergunta de sempre:

— Minnie, você não consegue mesmo reconsiderar isso? Quero dizer, não é como se você tivesse algum trauma ou coisa assim, né? Vem pro flex você também, vem.

— Ai Tae, você sabe que eu já tentei, não dá pra mim! Eu nunca consigo ficar confortável. Não conseguia nem dentro de um relacionamento fixo, imagina com alguém casual. Eu sempre me sinto estranho, vulnerável, tenso... não consigo aproveitar nada e se for pra transar assim, prefiro nem fazer.

— É, amigo, mas você tá nessa de preferir não fazer há, o que, 6, 7 meses?

Jimin grunhiu.

— Nove.

Taehyung o olhou quase horrorizado.

— Nove meses? Jimin, isso é um novo recorde seu, né?

— Infelizmente.

— Como você, logo você, está aguentando?

— Sofrendo. Inclusive, ouvir você e seu ilustre namorado quando ele está aqui não ajuda.

— Pervertido. Não quero ser seu material de punheta.

— Credo, Taehyung.

— Mas, espera, esse tempo todo... então é desde a Jeongyeon?

— Pois é. E mesmo quando rolou com ela eu não curti tanto porque estava entrando de novo nessa fase de me interessar mais por caras, por isso que tirei as cores da amizade colorida com ela, afinal. A frustração 'tá em níveis alarmantes aqui. Mas macho, até quando é gay, é uma porra! Aff, por que mesmo que eu gosto de homem?

Tae concordou com um aceno de cabeça enfático.

— É uma cruz que a gente carrega.

Se fosse resumir como se sentia Jimin teria que dizer: de saco cheio. É extremamente irritante que o estereótipo seja tão forte. Porque é disso que se trata. Jimin é identificado como passivo só porque sim. Porque é baixo, com voz e feições suaves, personalidade muito carinhosa a maior parte do tempo. Pelo fato de seu corpo, mesmo que musculoso pelos anos dedicados aos treinos de artes marciais, ter curvas que podem ser consideradas delicadas, no torneado de suas coxas ou na cintura fina, por exemplo.

E daí se Jimin se sente bem usando roupas tidas como femininas de vez em quando, usando perfumes florais cítricos e não os amadeirados geralmente direcionados ao público masculino, passando maquiagem todos os dias porque gosta e cuidando dos cabelos, que mudam constantemente de cor, com muita dedicação? Se, em termos mais, digamos, íntimos, tem plena noção de que sua bunda seria classificada como "bubble butt" se fosse parar em um site adulto e que seu pau mediano não é de causar alvoroço à primeira vista?

Nada disso muda o fato de que é um homem bissexual, com uma certa preferência por se relacionar com outros rapazes, e apenas ativo.

De maneira nenhuma se sujeitaria a voltar aos tempos da adolescência, quando teve a fase de fazer questão de ser o mais "machão" possível para reafirmar sua masculinidade ao se perceber atraído por outros homens. Era exaustivo viver uma mentira, e Jimin tinha lutado muito pra se desfazer desse preconceito contra si mesmo e se orgulha muito de sua conquista, obrigado, de nada. Também não iria se forçar a gostar de ser passivo só porque é o que se espera de si. Primeiro porque já sabia que não daria certo, afinal, já tinha tentado algumas vezes e, apesar de não ter tido experiências exatamente ruins, não era difícil perceber que não curtia. Segundo porque é muito abuso. O que raios tem a ver a sua maneira de ser com o jeito que prefere transar? Francamente!

— Você tem que deixar mais claro do que gosta, eu acho.

— É né. Falei com o Taemin que pelo jeito vou ter que andar com uma plaquinha ou então já me apresentar dizendo "prazer, Jimin, only tops".

Tae gargalhou gostosamente e Jimin não conseguiu não acompanhar. Ainda rindo da própria desgraça foi até o quarto trocar a roupa arrumada pelo pijama confortável e quando voltou Taehyung tinha seu celular em mãos e um bico adorável.

— Você mudou a senha?

— Mudei ontem porque moro com um cara enxerido à beça...

— Ah, para.

— Não, não mudei.

— Não é Chim-dez-treze?

— Treze-dez.

— Ah tá.

Jimin foi buscar uma cerveja só porque é clássico recorrer ao álcool quando se está frustrado e quando se sentou ao lado de Taehyung ele procurava por algo em seus aplicativos.

— Cadê o Grindr?

— Desinstalei.

— Pois vou baixar de novo.

— Por que?

Os dedos de Tae se moviam com agilidade e os olhos não deixavam a tela enquanto ele explicava.

— A gente estava brincando sobre essa coisa de você ter que anunciar com todas as letras que é ativo, mas não é uma ideia tão má assim. É um jeito de direcionar seu público alvo.

— Eu lá sou produto pra ter público alvo, Kim Taehyung?

— Ai, não faz drama, você entendeu. Enfim, se você deixar isso claro logo de cara, os caras que se comunicarem contigo já vem sabendo e você não tem que se preocupar com mais esse detalhe além de todos os outros que envolvem conhecer alguém novo pra conseguir um lance legal. Menos frustração.

— Não sei, pode ser...

— Eu sei. Aqui, reativei sua conta, coloquei uma foto mais recente porque a que estava ainda era da era black hair, mil anos atrás, e editei o perfil.

Jimin recebeu seu próprio celular de volta e deixou a cerveja de lado para olhar as mudanças que Tae tinha feito. A foto que ele escolheu estava boa, mesmo que seu cabelo estivesse começando a desbotar. Mas claro que vindo de Taehyung não seria tudo flores, né? Ao invés do seu nome o que se lia assim que batia o olho no perfil era "Ativinho". E, pra completar, na sua bio do aplicativo de namoro gay agora dizia: "Prazer, Jimin. Sou ativo mas não sou machão nem pauzudo. Tenho uma voz doce, uma rolinha modesta e uma pegada carinhosa. Beijo bem e não só na boca. Ideal pra quem quer dar o cy e não sair traumatizado."



Jimin estava incrédulo.

— Taehyung, isso é ridículo! Precisava descrever assim? Imagina se alguém que me conhece vê isso? Vou apagar essa merda!

Antes que Jimin pudesse fazer algo, porém, o amigo arrancou o celular de sua mão e o tirou de seu alcance.

— Vai apagar nada!

— Pelos deuses, olha esse nome! E essa bio tá absurda!

— Tem que chamar atenção!

— Eu vou virar chacota!

— Mas se for uma chacota transante vai valer à pena!

— Que tipo de gente vai se interessar por uma coisa assim, criatura?

Jimin tentava pegar o celular de volta, mas Taehyung se aproveitava de seus centímetros a mais e braços compridos para não deixar o outro alcançar o aparelho.

— Alguém com senso de humor! Mais meio caminho andado.

— Você é doido!

No meio da discussão boba o som característico de nova notificação do aplicativo se fez presente e Taehyung sorriu debochado ao ver a tela.

— Se sou doido porque você já tem favoritos?

— Porque minha foto 'tá aí e eu sou lindo?

— Você 'tá convivendo demais com o Jin, está se influenciando.

— E a culpa é de quem?

— Não interessa. — Mais um som. — Oh, mandaram mensagem.

Jimin já tinha desistido de tentar pegar o celular e voltado pra sua querida cerveja.

— Olha, ele disse "melhor bio". HA! Quem é o doido agora?

— Continua sendo você e pelo jeito esse cara também. Não sei se quero conversar com alguém que tenha essa opinião...

— Não? Nem se ele tiver essa carinha aqui?

Taehyung virou o celular para Jimin, ainda mantendo uma certa distância, e a tela mostrava um perfil. A foto mostrava um homem de cabelos castanhos, olhos arredondados e bem escuros, brincos nas duas orelhas, nariz — um pouquinho grande, mas muito bem harmonizado com o resto do rosto — fofamente enrugado numa careta adorável. O nome dizia apenas JK e a idade mostrava que era 2 anos mais novo que Jimin, que se viu piscando mais rapidamente, imediatamente interessado no rosto bonito e querendo saber a que nome a sigla pertencia.

Taehyung já sorria vitorioso e Jimin nem tentou disfarçar, apenas deixou um sorriso brotar em seus lábios também antes de dizer:

- Hm, talvez eu queira.



2 de Marzo de 2019 a las 00:47 5 Reporte Insertar 123
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Alice Alamo Alice Alamo
Olá, meu amor <3 To participando de um desafio do Inkspired e por isso preciso te deixar um comentário falando de um erro gramatical da sua história (só por isso mesmo). Vou aproveitar para cobrar mais capítulos dessa fic tão lindinha sua porque: cade, dona Isis??? Mas, enfim, aqui eu só vou pontuar mesmo a falta do uso da vírgula após advérbios longos ou em caso de orações deslocadas como, por exemplo, "Realmente" ou "Mas se for". Fora isso, sua escrita está maravilhosa como sempre, não canso de achar lindo a forma fluida como escreve <3 #TheAuthorsCup #TheGrammarN_zi
15 de Julio de 2019 a las 16:46

  • Isis Isis
    Opa, obrigada pelo toque! E ai eu também tô com saudade.. eu sei que uma hora vem. Boa sorte no desafio 💜 15 de Julio de 2019 a las 17:28
Lovage Lovage
Ísis, nem curto Kpop, são raras as histórias que eu leio de Kpop, MAS eu li o nome e fui vencida pela curiosidade. E a grande verdade é que eu adoro a sua escrita e que estava com saudade da tua comédia (afinal, o meu NEPA acabou faz um tempão). Obrigada por isso <3
6 de Marzo de 2019 a las 15:55

  • Isis Isis
    ô meu deus kkkkk espero que continue gostando! vale muito a pena conhecer meus amores do bts mas não é necessário pra essa fic, já que ela é universo alternativo total então >< 8 de Marzo de 2019 a las 17:11
~

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