My Photographer - Livro 2 (Duologia Model) Seguir historia

kelras Raquel Rasinhas

Muitas coisas aconteceram, muitos segredos foram revelados, mas não todos. Insegurança, medo, amor, desejo. Nenhuma mascara é capaz de esconder esses sentimentos, mas algumas pessoas são muito boas em esconder suas reais intenções. My Photographer, último livro da duologia Model. Descubra como acaba esse romance intenso, cheio de segredos e como todas as máscaras caem, uma após a outra.


Romance Erótico Sólo para mayores de 18.

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Retoques

O telefone chama e a cada toque meu coração acelera um pouco mais. Respiro fundo de olhos fechados até que finalmente o som calmo de uma voz rouca e gentil atende, fazendo meu coração se acalmar e bater de saudades.

− Alô.

− Residência da família Sampaio Bastos.

− Rui? É a Valentina.

− Senhorita. – O tom sério muda na hora para um alegre e doce. – Como está? A tempos não vejo a senhorita, não veio mais visitar seu avô.

− A vida anda um pouco corrida, o trabalho suga cada hora do meu dia.

− Deve cuidar da sua saúde senhorita, trabalhar em excesso pode lhe fazer mal.

− Eu sei, vou me cuidar. Meu avô está em casa?

− Sim, está no escritório. Um minuto que vou chamá-lo. – Consigo ouvir quando Rui deixa o telefone sobre a mesa e seus passos ecoando pelo piso.

Realmente, tem muito tempo que não o vejo. Também, a muito tempo não vou visitar o meu avô. Rui está lá desde que me entendo por gente, como o fiel mordomo do meu avô ele cuida da casa e gerencia todos os empregados. Junto com meu pai e meu avô, Rui é a figura masculina que fez parte da minha criação bem de perto, me levando leite nas noites que eu não conseguia dormir e contando histórias, me levando ao parque quando todos estavam no trabalho e me deixando ficar por perto quando resolvia algum problema. Ouvir sua voz me trás paz em meio ao caos no qual a minha vida está no momento, até mesmo a sua forma tão séria de falar me faz feliz. Lembro a primeira vez que ele brigou comigo, foi quando eu apostei com o Diego de que conseguiria subir em uma arvore enorme que meu avô tinha no quintal, Rui nos pegou no ato e mandou que eu parasse, mas continuei subindo e escorreguei. Por sorte não era muito alto e cai de bunda no chão, mas levei um susto tão grande que comecei a chorar. Ele se abaixou e viu se eu estava bem, depois brigou comigo, dizendo que eu deveria ouvir quando os adultos avisam que algo é perigoso, por que é para o meu bem. Depois desse dia eu segui a risca o que ele falou e sempre que me diziam que não deveria fazer alguma coisa eu não fazia. Acho que por isso nunca aprendi a cozinhar nada.

− Senhorita? – Levo um susto e acabo sentando reta na banqueta, quase caindo.

− Estou aqui. – Ele ri baixo.

− Estou passando a ligação. Por favor, venha nos visitar.

− Prometo que vou.

A ligação é transferida e a voz doce e poderosa do meu avô enche meus ouvidos.

− Minha princesa!

− Oi vovô.

− Já estava com saudades, ainda está me devendo aquela visita.

− É verdade. Eu falei com o Di e vamos passar ai quando ele conseguir uma folga.

− E como está aquele meu neto desnaturado, nem mesmo tira um minuto para ligar. Bom, deixando isso de lado quero saber o que incomoda tanto a minha princesa para ligar tão tarde. – Afasto o telefone e vejo a hora, chocada com minha total falta de noção.

− Eu nem vi a hora, desculpa vovô. O senhor deve estar cansado do trabalho.

− Nunca estou cansado de mais para os meus netos. Pode falar, qual o problema? – Penso por um momento, respiro fundo e decido seguir em frente antes que me arrependa.

− O senhor tem acesso as agências filiadas as empresas da família, não é?

− Sim, basta falar com a Renata que é a responsável pelas filiadas. Por quê? – Busco dentro da minha cabeça uma desculpa boa e convincente o suficiente para não dar brechas para mais perguntas e acabar me entregando.

− Preciso de algumas informações que ficaram faltando de determinados modelos e a agência está demorando muito para nos enviar.

− E você me ligou a essa hora para isso? Trabalho? – Engulo seco e cruzo meus dedos.

− Sim.

− Valentina, minha princesa, se estiver acontecendo alguma coisa sabe que pode me falar.

− Eu sei você, está tudo bem. Verdade. – Ouso meu avô respirando fundo do outro lado e o som abafado de papeis.

− Amanhã cedo eu peço a Renata, apenas me mande os nomes de todos os modelos e as informações que precisa.

− Obrigada vovô, o senhor me salvou. – A alívio na minha voz é tão obvio que com certeza meu avô deve ter notado. – Bem, agora que estou mais tranquila vou poder trabalhar um pouquinho mais antes de dormir. E o senhor vá para cama também. – Meu avô ri do outro lado, uma risada que me trás lembranças maravilhosas e calorosas.

− Você acha que puxou de quem esse vício de trabalho, mas está certa. Já não sou nenhum menino e a idade não me deixa mais varar as noites com meus papeis. Boa noite princesa, que as estrelas velem seu sono.

− Boa noite vovô.

Assim que desligo mando por mensagem nomes aleatórias dos modelos e coloco o de Kevin no meio, pedindo um histórico das agências onde eles trabalharam e portfólio. Pronto, está feito. Parece tão infantil e idiota fazer isso. Alias não parece, é infantil e idiota. Eu poderia simplesmente chegar para o Kevin e perguntar sobre a vida dele, a família e essas coisas, mas só de lembrar da forma como ele me tratou, parecendo que sou só mais uma das suas amiguinhas iludidas, meu sangue ferve e tenho vontade de esganar ele. A imagem da mulher saindo do quarto do Kevin, apenas de roupão e com a maquiagem toda borrada me dá nojo.

Chega de Kevin! Vou para o banheiro e lavo tudo o que aconteceu. Kevin, Theo e até mesmo a ligação para o meu avô. Tranço meu cabelo, visto uma camisa velha e vou para cama descansar nem que seja um pouco, mas nem isso eu consigo. Depois de virar na cama durante toda a noite, meu celular desperta para mais um dia cheio de Kevin e uma forte dor de cabeça.

Minha cabeça está um caos tão grande que até passei o meu precioso café, preferindo uma fruta. Me senti aquelas meninas de romance clichê por um segundo, isso até meu estômago começar a roncar. Começo a arrumar tudo para o dia quando meu celular toca, na tela o nome Rei piscando e já atendo me preparando para o esporro da minha vida pelas fotos que enviei na noite passada. Sei que não estão a altura, são amadoras e tudo o mais, mas são também as melhores fotos que já fiz na minha vida e eu não tinha outra opção na hora, era aquilo ou nada.

− Valentina. – A voz do Rei está animada. Bom sinal.

− Bom dia Aires. Sobre as fotos...

− Sim! Foi exatamente por isso que eu liguei. Que trabalho fantástico Val, maravilhoso! Todos foiçamos encantados com o tamanho do seu talento, até mesmo Sophia deve de dar o braço a torcer quando viu. Elas ficaram tão incríveis que já foram mandadas para serem o rosto da campanha. Parabéns minha querida!

− Uau, sério? Nossa, eu nem sei o que...

− Precisamos comemorar seu trabalho incrível, do Kevin como o modelo perfeito e da equipe maravilhosa que você montou. Claro que serão bonificados, um dia extra de folga mais do que merecido.

− Espera Aires, eu agradeço o que quer fazer, mas uma folga extra agora vai atrasar todo o cronograma.

− Relaxa Val, você ainda é jovem para estar tão focada assim em trabalho, merece um tempo para se divertir um pouco. Ousa esse coroa, existem coisa que você nunca vai conseguir encaixar nesses cronogramas e é melhor se acostumar desde já. – Coroa? Tenho certeza que Aires é pouco mais novo que meu pai. Não sei por que estou pensando nisso e nem por que me dou ao trabalho em discutir com ele. Quando coloca uma coisa na cabeça não tem quem o faça mudar de ideia.

− Ok Aires, vamos fazer como você quiser.

− Boa garota. Avise todos e mais uma vez, parabéns pelo trabalho incrível.

Desligo e caio sentada ao lado do equipamento. Meu cronograma, meu lindo e perfeito cronograma. Bem, não adianta chorar. Estava prestes a sair, mas agora preciso avisar o pessoal e remontar todo o cronograma baseado em uma folga que eu nem sei quando será. Sento no chão, puxo meu leptop e começo enviando as mensagens, agradecendo a todos pelo trabalho e parabenizando um por um. Mesmo que eles não tenham participado daquelas fotos em particular estão ao meu lado todos os dias, dando sempre o seu melhor para que tudo saia sempre perfeito e só isso merece todos os elogios e bonificações. Não é fácil me aturar, eu bem sei disso, e eles o fazem todos os dias.

Meu estomago volta a roncar, implorando por alguma coisa sólida, então levanto para ir a cozinha, mas a campainha toca e desvio o meu caminho. Pelo olho mágico vejo Diego acenando e mandando beijos, abro a porta e me penduro em seu pescoço, como se fosse uma boia bem no meio do oceano de caos que minha vida se tornou. Com delicadeza ele me afasta e analisa meu rosto.

− Pode falar. – Olho confusa e arqueio a sobrancelha.

− Falar o que?

− O que aconteceu com você e o Kevin, é obvio.

− E como você sabe que aconteceu alguma coisa? – Diego revira os olhos e me guia para dentro do apartamento, fechando a porta atrás de nós.

− Devo lembrá-la que estou pegando o irmão mais novo dele e que o dito irmão me conta tudo? Fora que o Kevin apareceu lá em casa querendo conversar comigo. Ele estava uma merda, mas não falou nada além de que era um fodido e que você o odeia.

Imaginar Kevin dizendo essas coisas e em como ele deve ter parecido ao ponto do Diego dizer que ele estava uma merda faz meu coração apertar e doer. Bem, se ele está tão mal eu fico feliz, pelo menos mostra que ele tem um pouquinho de entendimento sobre o que fez. Dou meia volta e vou para a cozinha, vasculho a geladeira e pego duas cervejas, respiro fundo e coloco o meu melhor sorriso no rosto antes de virar de volta para o Diego.

− E desde quando você e o Kevin são Best friends?

− Não, pode parar ai mesmo, nem tente mudar de assunto. Fala logo Valentina. O que aconteceu? – Meu sorriso morre na hora. Claro que Diego me conhece melhor do que ninguém. Ofereço a cerveja e ele a pega, senta na banqueta e espera que eu comece.

− Kevin disse que me amava. – Diego esbugalha os olhos e me encara como se um macaco estivesse pulando na minha cabeça. – Ele me deu um cordão lindo com um pingente de câmera fotográfica, mas então ele mudou. Disse que era brincadeira e que me deu o cordão como uma forma estranha de agradecimento, fomos jantar e no restaurante apareceu essa piranha... – Fecho os olhos por um segundo e respiro fundo. – Essa pessoa é uma das amantes do Kevin, ele ficou cheio de papinho com ela e eu dei o grande azar de pegar os dois no momento pós sexo no apartamento dele.

− E ele estava andando e respirando quando entrou no meu apartamento. Como isso é possível? – Dou um riso fraco e um grande gole na minha cerveja.

− Nem eu mesma sei, para falar a verdade.

− E como você está se sentindo agora? − Paro por um momento e tento entender o que se passa dentro de mim.

Como eu me sinto? Destruída, vazia, traída, são boas definições, mas acho que a que melhor se encaixa no momento é “de coração partido”. Um tanto clichê, mas que se encaixa perfeitamente. Quando vi aquela mulher saindo do quarto do Kevin alguma coisa no meu peito despedaçou, deu até para ouvir os caquinhos se partindo. Doe muito, acho que foi a pior dor que já senti na vida, ainda estou com muita raiva, mas tenho certeza que se ele aparecer na minha frente agora eu o abraçaria com todas as forças. Meu peito dói só de pensar nele.

− Confusa. Eu sei que o sentimento que estava crescendo não era simples, mas quando o vi interagindo com aquela mulher no restaurante e depois quando os vi no apartamento dele fez aquele sentimento de auto preservação voltar com tudo e eu só consegui ver um mentiroso na minha frente. Não quero ser enganada por palavras bonitas de novo.

− Realmente a atitude do Kevin é bem duvidosa no quesito honestidade, mas você tem que levar em conta que ele sabe toda a sua história com o Theo.

− O que isso tem a ver?

− Bem, você disse que não quer um relacionamento, daí o cara se confessa para você no calor do momento, acha que você vai dar o fora nele. O que você faria? Claro que ele tentou sair dessa armadilha tratando tudo como brincadeira, mas ele levou isso um pouco longe de mais.

− Um pouco?

− Bem, homem nenhum gosta de ser rejeitado. Ter seu orgulho pisoteado não é nada agradável, caso queira saber.

− Isso é besteira. Orgulho é tão importante assim?

− Muito bem, senhorita perfeitinha. O que você respondeu quando ele disse que te amava? – Fico em silencio com a garrafa de cerveja congelada no caminho para a boca. – Bingo. Com uma reação dessas, eu também afogaria minhas mágoas entre as primeiras pernas que se abrissem para mim. De qualquer forma, a merda já está feita. O que você vai acontecer daqui para frente vai depender exclusivamente de você, priminha. – Diego dá um grande gole e deixa a garrafa sobre a bancada, dá a volta e beija minha testa. – Independente de qualquer coisa, eu estou aqui para você Val.

− Obrigada Di.

− Bom, vou trabalhar. A senhora tranque muito bem tudo antes de deitar.

− Sim mãe.

Dou o último gole na minha cerveja e vou deitar no sofá. O que teria acontecido se eu tivesse respondido na hora? Será que agora estaríamos juntos ou ele realmente estava brincando? “E se...” Pensar nisso agora é perca de tempo, já passou e não tem como prever o resultado de algo que nunca aconteceu. Olho ao redor e lá está, em seu lugar de sempre, ao lado do computador, a fotografia de Kevin me observando com seus olhos sonhadores e relaxados. Pego a foto e a seguro sobre meu rosto, imaginando que é o próprio Kevin na minha frente, sem suas mascaras irritantes.

− De verdade, o que você quer? Provavelmente me enlouquecer, só pode. – Observo mais um pouco a fotografia e sinto meu peito doer. – O que você realmente sente? Se o que disse era real e não uma brincadeira imbecil, me dê um sinal, seja honesto comigo e eu prometo que vou responder da mesma forma. – Abraço a foto contra meu peito e fecho meus olhos, imaginando, desejando de todo o meu coração como nunca fiz antes.

A porta abre com força, chegando a bater contra a parede do apartamento e me fazendo pular do sofá de susto. Kevin está suado e ofegante com um moletom cinza escuro, olhando ao redor como um louco até que me encontra sentada no sofá, ainda agarrada a sua fotografia. Ficamos nos encarando por um tempo que pareceu ao mesmo tempo muito longo e muito curto, quando ele baixa a cabeça e respira fundo, como se estivesse aliviando a tensão daquela forma. O que é isso? Sinto meu rosto quente ao lembrar as palavras que acabei de dizer para a fotografia e meu coração dispara. Olho para a porta e vejo as chaves próximas a mão de Kevin. É verdade, eu não as peguei de volta ainda. Devolvo a voto, virada para baixo, para o seu lugar e tento me acalmar.

− As chaves. – Kevin me olha confuso. – Você tem que me devolver as chaves. Foi por isso que veio, não foi? – Kevin pegas as chaves, fecha a porta e as guarda no bolso. Reviro meus olhos e estendo a mão. – Anda logo Kevin, me devolve as chaves, não tem por que você ficar com elas. – Ele faz aquela cara de quem está pensando na equação de segundo grau e então se aproxima, a respiração ainda pesada. Ele estava correndo?

− Ok, eu devolvo, mas só depois que você me responder uma coisa. E dependendo do que você responder vai mudar tudo de agora em diante. Entendeu? – Engulo seco e aceno concordando. Levanto do sofá e fico de frente para Kevin com os braços cruzados. Ele me olha de cima a baixo e volta a respirar com força, todo o meu corpo se arrepia com a intensidade do seu olhar, mas me mantenho firme. – O que você sente quando está comigo Valentia? O que você sente por mim?

Merda! Meu coração vai sair pela boca de tão rápido que está batendo. É isso? Esse é o sinal que eu pedi? Mas eu não sabia que seria tão rápido! Não estou preparada para isso. Olho bem para Kevin, seu rosto sério e ao mesmo tempo como se sentisse uma dor horrível dentro de si enquanto espera a minha resposta. Não há mascara, é apenas ele esperando por mim. Mas eu posso confiar nele? Eu realmente posso acreditar no que estou vendo? Bem, eu prometi ser honesta com minha resposta.

− Quando eu estou com você não me sinto eu mesma, meu peito dói, minhas pernas tremem, minhas mãos ficam suadas e nojentas e mesmo que tenha uma multidão ao meu redor eu só consigo ver você. Meu coração bate tão rápido como se eu tivesse corrido a droga de uma maratona e eu odeio correr. Quando você não está perto eu só penso em você e isso está me deixando louca, por que eu amo você e isso não pode ser mudado, mas eu também não quero passar pelo mesmo que passei com o Theo, não quero por que se for você vai doer milhões de vezes mais.

As mãos de Kevin seguram meu rosto e seus lábios tocam os meus com suavidade, tão quentes e macios, como se fosse a primeira vez que eu realmente os sinto. Quando se afasta ele encosta sua testa na minha e ambos estamos respirando rápido.

− Eu não sou o seu ex, Valentina. Eu fiz merda, a maior merda que já fiz em toda a minha vida. Me desculpa garota. Eu não quero nunca ver aquela expressão no seu rosto de novo, aquilo me destruiu e eu vi o tamanho da merda que eu tinha feito. Me perdoa Valentina. Não é desculpa, mas eu surtei. Quando te dei o colar não era para eu me declarar, era só o presente e então jantar, mas ver você sorrindo daquele jeito tão lindo, você estava radiante e meu coração acelerou tanto que não consegui evita e acabei dizendo que te amo. – Kevin segura minhas mãos, se ajoelha e tira do bolso do casaco o cordão que eu tinha devolvido. – Eu te amo Valentina, já não consigo mais ver um futuro sem você. Namora comigo?

Não consigo evitar e começo a rir, tanto que minha barriga dói. Me agacho na frente de um Kevin muito confuso com a minha reação e não é para menos. Aposto que ele estava esperando que eu fosse chorar e pular nele dizendo o quão feliz eu estou. Eu estou feliz, muito feliz e justamente por isso que estou rindo.

− Sim, eu aceito ser sua namorada, garoto. Também está perdoado da burrada que fez, mas não pense que haverá uma segunda chance.

− Nem passou pela minha cabeça uma merda dessas. – Kevin ergue o colar e arqueia a sobrancelha. – Posso? – Puxo meu rabo de cavalo para cima, deixando meu pescoço livre para o Kevin por o colar em seu devido lugar. Assim que termina ele se afasta e analisa, coloca a mão na boca e faz um som de “algo errado não está certo”. – Tem uma coisa me incomodando.

− Como assim? – Olho para meu colo, o pequeno pingente brilhando como sempre. Levanto as mãos para arrumar meu cabelo, mas Kevin as segura e coloca para baixo.

− Não é o seu cabelo garota.

− Então o que?

− Por que está sem seus óculos? – Arqueio a sobrancelha, confusa por uma pergunta tão aleatória.

− Eu ia para o estúdio então coloquei as lentes. Qual é a da pergunta estranha?

− Você está com roupa de mais e sem seus óculos, é isso que está me incomodando. – Dou uma risada e me inclino para mais perto de Kevin.

− Você é um tarado por mulheres de óculo, por acaso?

− Não, eu sou tarado em você, garota. – Kevin levanta e me ajuda a levantar também, mas assim que fico de pé sou erguida e jogada por cima de seu ombro. – podemos falar sobre meus fetiches depois, agora eu estou com um caso sério de bolas inchadas e louco para lamber cada centímetro do seu corpo. – Kevin finaliza dando uma tapa na minha bunda, me dando um susto e fazendo nós dois rir.

− Eu nunca ouvi isso na minha vida. – Sou jogada na cama e Kevin já está em cima de mim abrindo o moletom e revelando uma camiseta branca tão suada que grudou em seu corpo.

− Relaxa, eu vou te explicar na prática o que estou dizendo.Toco seu peito e sinto o tecido frio e molhado, arrasto meus dedos até embaixo e por debaixo da camisa. Sua pele está quente e ainda suada, fazendo meu coração pular.

− Estava correndo?

− Eu vim correndo dos arcos até aqui.

− O que? Por quê?

− É sério que você quer falar disso agora? – Kevin puxa minha mão até sua virilha, sobre sua ereção pulsante dentro da calça. – Depois falamos, agora eu quero resolver o problema de você ainda estar vestida.

Começo a massagear o pau do Kevin por cima da calça e ele trava o maxilar, seu rosto cora um pouco e ele se inclina sobre mim devagar, como se esperasse que eu ainda pudesse dizer não para ele. Ergo meu corpo e com minha mão livre o puxo pelo pescoço. A língua dele tem um sabor amargo do café puro que ele adora, seu braço me envolve pela cintura e arrasta mais para o centro da cama. O beijo vai se tornando mais intenso, mais sedutor, sua língua se envolve na minha me fazendo gemer de prazer, seus lábios sugam os meus então mordo seu lábio inferior e o puxo, arrastando meus dentes na carne úmida e macia. Kevin se afasta e passa a língua pelo lábio, em seus olhos o brilho de luxúria faz meu corpo vibrar.

− Esqueci que a gatinha morde. Que tal mantermos a sua boca ocupada enquanto eu cuido de você? – Kevin apoia dois dedos nos meus lábios, pedindo para que eu os separasse e então os coloca na minha boca, fazendo movimentos lentos de vai e vem, pressionando minha língua. – Boa garota.

Com a mão livre ele ergue minha blusa, puxa meu sutiã para cima com os dentes e passa a ponta da língua sobre meu mamilo. A sensação do toque do Kevin no meu corpo, sua respiração quente na minha pele, o perfume do seu cabelo e o arranhar da sua barba, tudo isso me deixa cada vez mais excitada, meu corpo fica cada vez mais quente, meu coração batendo cada vez mais rápido até que sinto a mão de Kevin entrando na minha calça e dentro da minha calcinha. Seus dedos apenas tocam meu clitóris e eu gozo arqueando meu corpo contra o rosto de Kevin. Mordo seus dedos e seu rosnar de dor misturado com prazer me leva a outro nível enquanto ele continua a me tocar.

− Você ainda está gozando? – Kevin tira seus dedos de dentro da minha calcinha e da minha boca. – Você não faz ideia de como está sexy com essa cara de pós orgasmo, mas ainda temos a noite toda pela frente, garota.

Dou um sorriso de lado, ainda ofegante, sento e empurro Kevin deitado, sentando sobre sua cintura. Seu sorriso aumenta e suas mãos vão até os meus quadris e apertando, ele ergue os quadris, me ajeitando sobre ele e sobre sua ereção. Puxo minha camisa e a jogo de lado, as mãos de Kevin sobem para a minha cintura, tiro o sutiã e ele encaixa suas mãos nos meus seios, massageando e acariciando com os dedos meus mamilos já rígidos. Seguro seus pulsos e os puxo, pressionando mais suas mãos contra os meus seios e começo a rebolar sobre seus quadris.

− Você fala de mais, garoto. – Kevin abre ainda mais seu sorriso e me derruba na cama, já puxando minha calça junto com a calcinha e jogando longe.

− Concordo. Chega de papo.

Meus quadris são erguidos e Kevin começa a me lamber, chupar e beijar. Agarro o lençol, torcendo o tecido cada vez mais conforme o prazer cresce, começo a rebolar sob sua boca, buscando mais atrito. O roçar da barba rente na minha pele, seus olhos verdes brilhando cheios de desejo fazem meu coração pular mais e mais, como se em cada batida ele fosse pular do meu peito. Kevin desce meu quadril e me coloca deitada de lado, montando sobre a minha perna e erguendo a outra, ele abre a calça e coloca seu pau para fora, esfregando na minha entrada e passando para o meu clitóris.

− Não pensei que fossemos transar hoje, mas eu vou tirar antes de gozar. – Olho para ele e passo a língua pelos lábios.

− Vá em frente garoto.

Sem cerimônias, Kevin me penetra com força e fica imóvel por um segundo, então começa a arremeter com força, em estocadas firmes e demoradas, então foi aumentando a velocidade. Ele se curva, apoiando as mãos no colchão ao lado do meu rosto. Seus olhos estão fechados, sua respiração forte, o suor se acumula e corre pelo seu rosto e pescoço. Viro o corpo e puxo seu pescoço para mim, lambendo seu queixo e seu lábio, puxo com os dentes e nos beijamos.

A sensação de tê-lo dentro de mim, seu corpo colado ao meu, seus lábios, suas mãos no meu corpo é algo viciante, algo que não quero perder nunca.

Sou virada de costas e assim que firmo sobre meus joelhos e mãos, Kevin já está metendo de novo, agora com mais força, seus dedos cravados na carne da minha cintura, puxando contra suas investidas cada vez mais rápidas e fortes. Meus gritos vão ficando mais altos e sedo sobre meus braços, ficando empinada para Kevin, o que parece permitir que ele vá mais fundo em mim. Seus rugidos e meus gritos se misturam no escuro do quarto, o arrastar da cama contra o piso e até mesmo os sons que vem da rua parecem sexy aos meus ouvidos nesse momento.

− Gostosa... – As mãos de Kevin deslizam pelo meu corpo e vão até os meus seios, seu peito colado nas minhas costas. – Gostosa para caralho. – Ele leva uma das mãos até o meu clitóris e passa a massageá-lo. – Goza pra Valentina, goza.

Todo o meu corpo treme conforme gozo, então sinto Kevin sair de dentro de mim e seu gozo quente se espalhando pela minha bunda e costas. Ambos estamos cansados e muito satisfeitos. Kevin deita ao meu lado e me puxa para ficar sobre seu corpo, me abraçando e depositando beijos por todo o meu rosto, seus dedos se arrastam pelos meus braços, para cima e para baixo, me fazendo relaxar e até sentir um pouquinho de sono. Acabo pegando no sono e quando acordo escuto o chuveiro e a fresta de luz da porta, sento na cama e me estico, levanto e vou para o banheiro.

Ver a água caindo pelo corpo do Kevin, lavando toda a espuma de cada centímetro de pele. Ele passa a mão pelos cabelos e me vê parada na porta, abre o blindex e estende a mão, me convidando para me juntar a ele e é claro que aceito, mesmo querendo ficar ali observando mais um pouco. Eu não sei como demorei tanto para encontrá-lo, mas é certo que não vou soltar nunca mais essa pessoa que tem meu corpo e meu coração.

19 de Febrero de 2019 a las 14:01 0 Reporte Insertar 1
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