Lay All Your Love On Me Seguir historia

valdieblack Valdie Black

(Universo Alternativo - 12/Clara) Clara Oswald está mais uma vez sem companhia para o Dia dos Namorados, só há um homem que ela deseje mas seus sentimentos não são recíprocos. Pelo menos é o que ela pensa.


Fanfiction Series/Doramas/Novelas Sólo para mayores de 21 (adultos). © Doctor Who não me pertence. Fanfic escrita sem fins lucrativos.

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Lay All Your Love On Me

Clara Oswald mais uma vez ia passar o Dia dos Namorados sozinha e, apesar do que falava, Amy sabia que a amiga não gostava disso.


- Ainda dá tempo, Clara, você pode achar um encontro. É só por hoje.


- Estou bem, Amy. Não preciso de ninguém.


- O que aconteceu com aquele cara com quem você saiu uma vez? O professor de matemática?


Clara encolheu os ombros. Arrumava sua estante, evitando olhar para a amiga.


- Não sei. Acho que ele não gostou muito de mim.


- E aquele outro cara? O de gravata borboleta? Ele parecia… divertido.


- Ele era legal, mas… não sei… talvez eu não queira namorar ninguém agora. Prefiro me concentrar no trabalho.


Amy cruzou os braços.


- Ou talvez você já saiba quem quer mas não tem coragem de ir atrás. - atiçou.


Clara riu.


- Como assim, Amy?


- Ora, Clara, você acha que ninguém reparou? Até o Rory comentou isso comigo. O Rory!


- Do que você está falando, mulher?


- É tão óbvio que você está apaixonada pelo Doutor! Desde que o conheceu você não fala de outra pessoa e são tão unidos que sinceramente não sei como ainda não se casaram.


- Não seja ridícula, Amy, o Doutor e eu somos apenas amigos.


- Ah, é? Por que você não me diz isso olhando nos meus olhos?


Clara virou-se para a amiga, sentiu o rosto corar quando a encarou. O Doutor e Clara de fato começaram como amigos, encontrou-o pela primeira vez quando a banda dele tocou num bar em que ela e Amy gostavam de frequentar. Gostou muito do estilo das músicas deles e quis saber mais sobre a banda.


O Doutor foi muito amistoso com ela e revelou-lhe que seu nome verdadeiro era John Smith e que trabalhava com outras coisas mas preferia tocar com sua banda e usar a alcunha de “Doutor” uma vez que John Smith era um nome tão comum.


Não sabia exatamente quando se apaixonou por ele, mas sempre gostou mais da sua companhia do que a dos outros homens que encontrava. O Doutor não era chato como os outros, não tinha as mesmas conversas vazias e era cheio de surpresas. Quando passava o dia com o Doutor ele sempre terminava de forma inesperada.


- Certo, está bem… sim, eu gosto do Doutor.


Amy deu um sorriso vitorioso.


- Mas não quis lhe contar porque sei que não vai dar em nada.


- Por quê não?


- Ora, nós temos muitas diferenças. Somos incompatíveis.


Amy sentiu vontade de bater a cabeça da sua amiga na parede. Às vezes ela conseguia ser muito teimosa.


- Não acredito no que estou ouvindo, Clara. Você pensa mesmo que o Doutor é incompatível com você? Isso é por causa da idade dele?


- Bem, é um dos motivos.


- E daí que ele é vinte anos mais velho que você? Obviamente ele ainda é jovem no coração, vocês sempre conversam bastante quando estão juntos e existe uma afinidade.


Clara balançou a cabeça.


- Ele é um homem muito interessante, Amy, já viajou por todos os lugares do mundo e sabe bem mais sobre a vida do que eu. Com certeza não estaria interessado numa professorinha de primário.


- Mas você não é apenas uma “professorinha de primário”, Clara, você é linda e impressionante. Se o Doutor não achasse isso ele não ficaria do seu lado o tempo todo. Lembra daquela vez em que você teve febre e ele cancelou um concerto pra cuidar de você?


- Não nego que ele é uma boa pessoa e goste de mim como amiga, mas nunca realmente estaria interessado em mim desse jeito. Eu conheço o Doutor, Amy, e sei como ele é exigente.


A outra não soube mais o que dizer. Clara obviamente sentia-se triste com aquilo, embora não fosse verdade, e Amy queria muito que ela acordasse e percebesse que o Doutor a amava.


- Certo, se você prefere acreditar que o Doutor não se importa com você então não há nada que eu possa fazer para fazê-la enxergar a verdade…


- Amy…


- Eu só espero que ele decida dar o primeiro passo porque se for tão cego quanto você vai acabar perdendo uma boa oportunidade de ser feliz e elas não surgem assim tão fácil.


Dito isso, Amy deu as costas para a outra e vestiu seu cachecol e o casaco para sair.


- Você e o Rory vão a algum lugar especial? - Clara perguntou, mudando de assunto para algo com menos tensão.


- Sim, nós vamos dançar na mesma boate em que nos conhecemos. Sabe, quando eu descobri que ele era o único homem que me entendia eu nunca mais desisti dele.


- Certo, então divirtam-se.


Clara virou-se novamente e foi para o quarto, não aguentava mais aquela conversa e sabia que ia discutir com a Amy se continuassem. A ruiva não lhe dirigiu mais a palavra e saiu do seu apartamento sem cerimônia.


Desceu as escadas irritada, pensando no quanto a sua melhor amiga era idiota, e acabou esbarrando em alguém na descida.


- Ah, desculpe. Estava distraída.


- Amy?


- Doutor?


Os dois se encararam, surpresos ao se encontrarem.


- O que está fazendo aqui? - perguntaram ao mesmo tempo.


- Vim visitar a Clara. - disse Amy. - E você?


- Hum… eu também, na verdade. Acabei de terminar uma música nova e queria que ela fosse a primeira a ouvi-la.


Ele lhe mostrou o CD que trazia consigo.


- Que romântico, Doutor. Esse vai ser o seu presente de Dia dos Namorados? Estou com inveja, o Rory só me dá flores.


O rosto do Doutor enrubesceu. Amy sabia que isso ia acontecer.


- Eu não… hum… eu não tinha percebido que hoje era Dia dos Namorados.


- Relaxe, Doutor, estou só brincando. Até porque você e a Clara são só amigos, certo?


- Certo…


- Bem, você está com sorte porque ela não arranjou encontro algum então vai poder recebê-lo hoje.


- Ah, que bom.


Amy viu um sorriso se insinuando nos lábios dele quando ela disse que Clara não tinha encontro algum.


- Pode ir. Acho que deixei a porta aberta.


- Obrigado.


Amy viu o Doutor subir as escadas quase aos pulos de tão ansioso. Era inacreditável que Clara pudesse achar que aquele homem não estava interessado nela.


**


O Doutor deu duas batidas na porta.


- Clara? - chamou, mas ela não veio atendê-lo.


Amy tinha mesmo deixado a porta aberta e ele conseguiu entrar no apartamento de qualquer forma.


- Clara? - chamou novamente, e continuou sem resposta.


Clara não estava na sala, então ele imaginou que deveria estar tomando banho ou ocupada com alguma outra coisa. Deixou o CD em cima da sua mesa de centro e pensou se não seria melhor adiar aquela visita, mas o fato é que queria muito vê-la. Só conseguia encontrá-la quando saiam com amigos em comum, raramente se viam assim a sós.


- Clara, onde está você?


Procurou na cozinha mas não havia ninguém. Andou pelo corredor e notou a porta do seu quarto fechada.


- Clara, você está aí?


Ela não respondeu, porém o Doutor ouviu barulhos estranhos vindos do seu quarto. Como se ela estivesse machucada e preocupou-se.


- Clara, você está bem?


Abriu a porta e a encontrou encolhida na cama. Não demorou muito tempo para que ele percebesse que os gemidos que ouvia não eram porque ela estava ferida e Clara também não demorou a notar a presença dele ali.


- Doutor! - gritou e depressa puxou os lençóis da cama para se cobrir.


- Desculpe.


O Doutor olhou para baixo, ficando vermelho de vergonha.


- Desculpe, eu devia ter batido na porta.


- O que você está fazendo aqui? Como entrou aqui?


- A Amy deixou a porta aberta, ela disse que eu podia entrar.


- Amy não mora aqui!


- Eu sei! Me desculpe, Clara, eu não sabia…


Um homem melhor teria se virado e saído do quarto mas o Doutor sentiu seus pés criarem raízes no chão. Ainda estava atordoado com o que presenciou.


- Bem, eu não iria anunciar pra todo mundo, não é? Vire-se um pouco e espere eu me arrumar de novo, caramba!


O Doutor conseguiu se virar enquanto murmurava mais pedidos de desculpa. Uma parte dele realmente sentia muito, a outra queria ter visto mais.


- Certo. Estou decente, mais ou menos.


Ele voltou-se novamente para Clara que agora estava sentada na cama, os lençóis cobrindo suas pernas, e seu rosto tinha ficado tão vermelho quanto o dele ou mais.


- Você ainda não disse o que veio fazer aqui.


- Eu só vim lhe mostrar uma coisa, mas posso voltar outro dia.


- Você não vai sair agora depois disso! Que coisa é essa?


- É uma música nova que eu fiz, hum… desculpe, não era assim que eu pretendia lhe contar.


- Você não tem muita escolha agora. - apesar do tom dela ainda ser rude, o Doutor notou que suas feições se suavizaram. - Que música?


- Algo que fiz com a guitarra, alguns arranjos, nada demais…


- Deve ser importante se você se deu ao trabalho de vir até aqui.


- Bom, eu também queria vê-la. Digo, não assim… hum…


Clara ajeitou-se na cama, ainda envergonhada. Ele arrependeu-se de ter dito aquilo mas não sabia bem o que dizer.


- É Dia dos Namorados. Eu estava sozinha.


- Entendo isso. Não estou julgando você.


- Você pensa que é engraçado.


- Não! Clara, eu já sou bem grandinho e isso não é estranho para mim.


- Você pensa que eu sou uma garotinha estúpida.


- Não…


O Doutor não soube lhe responder porque ele não entendeu o que ela quis dizer com aquilo. Clara não olhava mais para ele, havia agora tristeza em seu rosto misturada com o embaraço.


- Obrigada, Doutor, eu vou ouvir sua música depois. Pode ir embora agora.


Mas ele não se mexeu, não podia deixá-la assim. Fosse o que fosse ele tinha de consertar.


- Então eu a peguei se masturbando, e daí? Eu também faço isso, todo mundo faz.


- Eu sei. Não é essa a questão.


- E qual é a questão, então?


Para o seu horror, Clara fechou os olhos e começou a chorar. O Doutor queria lhe dar um abraço mas tinha medo de piorar tudo se o fizesse.


- Por que você?! Por que tinha de ser você? - disse em meio as lágrimas.


- Ora, você preferia que fosse seu pai entrando aqui? Sua madrasta? Tem sorte de ter sido eu.


- Por que eu tinha de me apaixonar por você? Um homem que nem olha pra mim.


O Doutor parou, em choque.


- Não olho para você? E para quem estou olhando agora?


- Mas você não gosta de mim assim e agora eu estraguei a nossa amizade.


- Clara… - disse seu nome num sussurro.


Ele se aproximou dela e cautelosamente limpou suas lágrimas com os dedos.


- Se eu soubesse que você sentia-se assim eu teria me pronunciado muito tempo atrás.


- Para me mandar ir embora…


- Não, para dizer que sinto a mesma coisa. - sorriu com o olhar surpreso dela. - Clara, estou apaixonado por você desde que a vi naquele bar. Só pensei que seria muito atrevimento da minha parte exigir que uma moça como você fosse se interessar por um velho como eu ao invés dos outros rapazes bonitos da sua idade.


Clara olhou para ele confusa.


- Mas… como assim? Do que está falando? Você não é velho.


O outro riu, sarcástico.


- Você é muito gentil, mas eu sou velho sim.


Ela segurou suas mãos e o fez sentar-se na cama também.


- Você não é velho. - repetiu. - Eu nunca te vi como “um velho”.


- E eu nunca vi você como uma garotinha estúpida, de onde você tirou isso?!


- Não sei. - ela riu da própria tolice. - Acho que eu tinha medo que você me recusasse e então não poderíamos mais ser amigos.


O Doutor assentiu.


- Acho que eu temia a mesma coisa.


Clara passou os braços em volta do pescoço dele e beijou-lhe os lábios. O Doutor ficou atordoado, como se nunca tivesse sido beijado antes.


- Ainda estou com raiva de você por ter me interrompido.


- Hum… talvez eu possa corrigir isso.


Ele segurou o rosto dela com delicadeza, como se fosse feito de vidro, e a beijou de volta. Clara voltou a ficar excitada quando sentiu a língua dele massageando a sua e os dedos dele em seu rosto, limpando suas lágrimas.


Trouxe-o mais para perto de si e o Doutor inclinou-se sobre ela fazendo-a se deitar na cama de novo. Clara removeu a jaqueta dele depressa, ansiosa. O Doutor interrompeu o beijo para ajudá-la a despi-lo.


Clara afastou o cobertor revelando sua nudez. Ficou orgulhosa ao notar seu olhar cheio de luxúria, nunca imaginou que algum dia ia vê-lo assim.


- Por que não tira uma foto, Doutor? Vai durar mais tempo. - provocou, dando risadas.


Ele sorriu, acordando do estupor, esquecera-se de onde estava no tempo e no espaço. Levou a mão para dentro do bolso das calças e Clara chegou a pensar que ele iria mesmo tirar uma foto dela mas logo viu que na verdade tinha retirado um preservativo.


- Você já esperava que isso fosse acontecer?


- Sim, mas só depois de você ter ouvido a música. É muito boa, sabe?


Ela achou graça na resposta dele.


- Deixe-me ajudar.


Clara notou que ele já estava duro, sentiu o volume dele com a mão e o Doutor deixou escapar um gemido com o toque dela. Clara abriu as calças dele, mordendo os lábios, desejando-o dentro de si. O Doutor salivava observando-a colocar o preservativo em seu pênis, também queria estar dentro dela.


- Nunca mais pense em si mesma como uma garotinha estúpida, está me ouvindo? Você é a mulher mais linda que eu já desejei.


Ela arrepiou-se com o elogio. O Doutor falou aquilo um pouco irritado, com raiva por ela ter pensado tão mal de si mesma.


- Você também não é velho, Doutor. - disse, um pouco ofegante. - É o homem mais incrível que eu já conheci.


Clara deitou a cabeça para o lado esperando o beijo do outro. O Doutor segurou suas mãos e beijou-lhe os lábios, as bochechas, o nariz e todas as partes do seu rosto.


- Eu amo você, amo você… - repetia.


Ela não conseguia dizer mais nada além do nome dele – tanto o real quanto o inventado – e voltou a se deitar na cama trazendo-o junto consigo. O Doutor encaixou-se entre suas pernas e Clara gritou ao ser penetrada por ele. Já estava molhada porque momentos atrás tinha imaginado exatamente aquilo durante sua masturbação. Segurou-se nele fincando os dedos em sua pele enquanto o Doutor entrava e saía dela devagar. Parecia tão certo estarem juntos, era como se os seus corpos tivessem sido feitos um para o outro.


Senti-o acelerar o ritmo das estocadas e escondeu o rosto no peito dele para abafar seus gritos. O Doutor a abraçou e beijou seus cabelos. Queriam estar ainda mais unidos do que isso, ao ponto de fundirem-se num só, mas não era possível.


Clara gritou o nome verdadeiro dele quando chegou ao clímax e o soltou, sentindo os músculos cederem. O Doutor parou para ver se ela estava bem.


- Eu também amo você. - disse, olhando nos olhos dele.


Sorriram um para um outro. Felizes em terem se encontrado.



**



Clara alisava os cabelos do Doutor enquanto ele dormia. Estava sem muita vontade de sair da cama, mas havia muito o que fazer. Reuniu coragem e levantou-se. Fazia um dia lindo no lado de fora, ou talvez fosse seu bom humor falando.


Antes de mais nada ela queria ouvir a música nova que o Doutor havia feito. Encontrou a caixa do CD em cima da sua mesa de centro, nela havia apenas a palavra “Clara” escrita. Retirou o CD de dentro da caixa e o colocou no seu aparelho de som que ela não usava há muito tempo.


A música era diferente das outras que o Doutor havia feito, era mais romântica. Não havia letras, apenas o som da guitarra. Clara ficou emocionada pois logo percebeu que a música era sobre ela.


- O que achou? - ouviu o Doutor perguntar.


Tinha acordado e saído do quarto. Vestira as calças mas estava sem a camiseta e a jaqueta pois Clara tinha “pego emprestadas”. Ela viu as marcas vermelhas nos seus braços onde tinha se agarrado na noite anterior.


- Ah, Doutor… é linda… - limpou uma lágrima solitária que desceu em seu rosto.


- Não queria fazê-la chorar. - ele falou cheio de preocupação.


- Desculpe. Estava pensando que se nada tivesse acontecido ontem eu provavelmente pensaria que essa música era para outra mulher.


Ele riu, surpreso.


- Você acha que eu colocaria uma música para outra pessoa num CD chamado “Clara”? E que depois o entregaria a você?


- É tolice, mas… sim, eu pensaria isso.


- Não é tolice. - disse, ficando sério. - É minha culpa, eu devia ter me declarado antes. Você não é tola.


Clara sorriu e deu-lhe um abraço.


- Obrigada pela música.


O Doutor a abraçou de volta e deu-lhe um beijo no topo da cabeça.


- Eu também lhe agradeço por ela.


Clara pensou que estava tudo bem eles serem um pouco tolos, o que importava é que tinham ficado juntos no final e sempre ficariam.

5 de Febrero de 2019 a las 03:37 0 Reporte Insertar 120
Fin

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