Cuento corto
1
3598 VISITAS
En progreso
tiempo de lectura
AA Compartir

Entre ventos e mares

Era verão quando avistei aquela figura miúda dentro de um barco. O cabelo balançando ao vento, vez ou outra cutucando-lhe os olhos; seu rosto estava avermelhado nas regiões do nariz e bochechas pelo sol, as mãos pequenas que pareciam tão delicadas puxavam uma corda amarrada a alguma coisa que não sabia dizer o que era, porém algo me dizia ser algum tipo de caixa pesada demais para carregar.


 Seus lábios eram chamativos pela coloração avermelhada, que de fato não era a cor natural de sua boca, mas ao ver seus dentes repuxando a pele em um ato de nervosismo entendi que o que os faziam atrativos demais era fruto de dor. 


Sempre o olhava. Me sentia atraído demais na época, era como uma fixação. Cheguei a pegar-me fantasiando sobre ele sem ao menos saber seu nome. Não sabia nada sobre o rapaz, absolutamente nada, mas olhar seus olhos castanhos me traziam paz e conforto como uma xícara de chocolate quente no frio do inverno. 


Eram duas da tarde de 1984, eu tinha 34 anos quando um barco afundou não muito longe dali. Houve uma enorme repercussão na televisão, muitos morreram e apenas exatas quinze pessoas viveram. Vi o homem baixinho ser herói, afinal seu barco estava passando por ali. Fora ele quem salvou todas as quinze pessoas.


Descobri seu nome por entrevistas de televisão. Byun Baekhyun tinha 22 anos de idade, era valente como um homem vivido e filho de pescador. Sua postura era impecável, seu falar limpo e as expressões eram de pessoa estudada, não transparecia a humildade de seu bolso em sua casca. A simplicidade do bolso passada para o coração. Aquilo apenas me fez o admirar mais ainda, desta vez entre suspiros.


Demorou meses para que eu finalmente fosse falar com ele. Foram poucas palavras, claro, porém as primeiras de muitas... incontáveis, espetaculares e únicas. 


Eu estava perto de seu barco atracado no cais, pronunciava baixinho o nome em letras divertidas em vermelho: Bela Serena. 


— Serena... — sussurrei com um sorriso de canto, suspirei logo em seguida tentando desvendar o que possivelmente teria o levado a escolher um nome daquele.


— Serenas águas do mar salgado, leva-me longe e que uma sereia beije meus lábios, tirando de mim todo pecado do corpo. — a voz que ouvi pelo televisor diversas vezes incansáveis soou atrás de mim, porém mais funda e com uma melodia mil vezes melhor.


Meu corpo enrijeceu, o ar faltou por um instante e claro, minhas mãos tremeram em meio a adrenalina ativada pela simples voz.


— Poema de minha mãe. — sua presença se fez ao meu lado. Olhei-o pelo rabo de olho, o peito de Byun se encheu de ar e orgulho do que via. 


Estonteante. Era a única coisa que se passava pela minha cabeça ao ver seu sorriso. Simpático... radiante. 


— Você não fala? — ele riu. — eu via você me observando na Serena. Parecia apaixonado... você gosta de barcos? 


Não... de você. 


— Ah... claro! — respondi automaticamente quando ele pareceu querer se retirar. 


— Já pensou em ter um? 


— Sim, mas não entendo nada de barcos. — sussurrei sem graça, entredentes. 


— Tudo bem. Eu posso te ajudar nisso. 


E a partir daquele último sorriso começou minha paixão por barcos. 




[...]





— Você puxa a corda e enrola aqui. — ele apontava a cada "aqui" que dizia, afinal os nomes corretos eu nunca iria decorar e muito menos aprender. — Ajeita de acordo com o vento bem ali e o barco começa a andar. Se o vento favorecer, tudo perfeito e as coisas vão de vento em polpa. 


Se eu prestava atenção? Bem, relativamente. Estávamos há uma semana em explicações, o calor me deixava tonto às vezes e claro que parávamos para navegar; sempre após eu levantar as velas. Íamos perto, dávamos voltas, mas uma vez fomos longe... pude ver algumas ilhas. Felizmente o cais era aberto a pessoas e comércio, era fácil viajar por ali... também era fácil se perder.


Não sei como, mas nos perdemos. Pelo menos era o que Baek alegou após um tempo velejando... eu já estava perdido há muito tempo, o mar para mim parecia todo igual.


— Estamos perdidos? — perguntei num murmúrio amedrontado, não gostava muito de barcos, eu gostava de ver Byun Baekhyun nos barcos.


— Sim, mas eu irei achar o caminho de volta. É só vento continuar assim que estare... — e exatamente naquele instante a vela murchou, o barco parou aos poucos e o olhei de olhos arregalados, totalmente desacreditado, num espanto de ficar ali e morrer.


— Nós vamos morrer... 


— Mas pelo menos não morreremos sozinhos.




[...]



Estava deitado no chão do barco, meu braço por cima de meus olhos pelo sol, apenas abri quando ouvi os passos de Baekhyun, olhei-o brevemente e vi o baixinho sem camisa. Não senti vergonha alguma naquele momento, apenas uma imensa vontade de beijar seu peito e em seguida foder naquele chão, naquele calor, debaixo daquele sol; o sol que lhe caia bem até demais.


— Chanyeol... você... você tem aids? 


Naquele momento eu paralisei. Minha boca secou de imediato e me sentei assustado, agora sim estava muito envergonhado. 


— Digo... você sabe que a maioria dos gays têm... e eu queria saber... — naquele momento me encolhi. Primeiro aidético e depois tive minha sexualidade totalmente exposta mesmo tentando disfarçar. Sentia medo. — eu vejo o jeito que você me olha, Park. Eu notava, sempre notei. 


A vontade de chorar me invadiu, era difícil demais para mim. Me senti nu na frente dele naquele momento, de meu rosto começou a escorrer lágrimas salgadas, sentia o gosto da vergonha.


Baekhyun se abaixou diante de mim, ficou acocado me encarando chorar entre soluços. Sabia bem o que faziam com gays na época, todo o preconceito e ainda o repúdio aumentado por todos terem em mente que os gays foram os culpados da AIDS por serem os mais atingidos, era horrível de pensar e eu não suportaria.


— Olhe 'pra mim, Chanyeol. — apenas permaneci encarando meus joelhos. — Olhe 'pra mim! — eu simplesmente me recusava. Não iria o encarar com aquele olhar derrotado e envergonhado.


 O Byun segurou minhas bochechas com uma só mão, eu balancei o rosto fortemente para me livrar dos toques angelicais quais eu era indigno, ele forçou mais e eu me debatia, cheguei a bater em seus braços para que se afastasse, mas aquilo só o fazia ser cada vez mais bruto e apertar mais ainda meu rosto.


Ele me venceu pelo cansaço. Estava ofegante e quebrado, então apenas cedi. O olhei entristecido, ofendido, nu e ainda sim muito eufórico por ter sentido aquele toque que tanto ansiava.


— Você tem? Me diga! 


— Não! Eu não tenho! — gritei em pura raiva e defesa, empurrei-o pelo peito com toda a minha força. — mas do que adianta?! 'Pra vocês eu sou apenas um viadinho qualquer, um aidético pecaminoso e que contamina a população inteira! Só isso que eu sou, um viado aidético! Minha palavra não vale de nada!


Eu explodi. Não era apenas por ele ter me perguntado aquilo, era por todos perguntarem, era por tudo...


Me surpreendi com o tapa que levei no rosto, o olhei incrédulo com aquilo. Não era a primeira vez que me batiam por ser quem eu era, mas eu reagi pela primeira vez. 


Acertei-lhe um soco no nariz. Um soco de arrancar sangue e o fazer cair para trás, mas Baekhyun foi ainda mais rápido em me acertar um soco no queixo e vir para cima de mim me acertando socos e coronhadas. O empurrei pela terceira vez, desta vez fiquei por cima imediatamente o socando com raiva, ódio e descontando tudo em seu rosto... um rosto tão bonito.


Estava machucando o rosto que desejei ver todas as manhãs ao meu lado. Estava completamente cego por sentimentos estranhos, eu mesmo não reconhecia meus atos e quem era eu. Naquele momento eu... não era eu.


Byun deu seu jeito de fazer tudo virar, dessa vez sua mão direita estava em meu pescoço apertando com toda sua força, a esquerda limpava o sangue de seu lábio inferior enquanto eu me remexia e agonizava perante aquele momento, sem ar. Quase morto. Ele olhava no fundo dos meus olhos, despindo minha alma inteira e debochando de mim.


Isso até eu sentir os lábios quentes, machucados pelos socos e com gosto férreo nos meus. A língua obscenamente se enfiou na minha boca, os movimentos que fazia eram sujos e cheios de brutalidade. Estava sem entender, mas nada fiz além de corresponder e ele apenas afrouxou aquele aperto ao ter certeza que estava na dele, imerso em sensações abaixo daquele corpo.


As línguas se moviam como loucas, se esfregando e trocando tudo que tinham para trocar, isso enquanto tinha Byun entre minhas pernas esfregando seu pau contra minha bermuda esverdeada.


— Vou meter em você tão forte, Chanyeol, tão forte que você vai se sentir o "viadinho" mais sortudo do mundo. — rosnou em meio a respiração ofegante e mordendo minha língua antes de se afastar do beijo tão quente, eu já estava confuso, mas depois daquilo eu simplesmente desisti de tentar entender, pisquei várias vezes soltando um pouco de ar pela boca claramente afetado.


Baekhyun tinha mãos bonitas demais, seus dedos eram longos e o aperto era firme, já que o via sempre puxar a corda das velas tão bruto... tão... fodidamente enlouquecedor. 


Só de sentir que uma delas estava em meu pescoço e a outra tocando minha perna esquerda devagar, eu arrepiava e puxava ar fortemente pelos lábios fazendo o típico som de agonia. E realmente me sentia agoniado, muito agoniado.


— Ah, Chanyeol... e todas as suas tentativas de se mostrar 'pra mim, hein? Pensa que eu não via essa sua bunda sempre empinada? Ou que eu não percebia que você estava sempre sem cueca? — seu tom era tão humilhante que me deixava duro, conforme ele ia falando, sua mão ia subindo e arrepiando cada partezinha de minha pele. — Está usando cueca agora, vadia? 


— Tire minhas roupas para saber, Byun. — respondi travesso e com dificuldades, minha respiração estava maluca, meu corpo em brasa e minha bunda louca para engolir o pau daquele maldito. 


— Ah, você já quer se mostrar? Você é mesmo uma puta, Chanyeol. 


Ele riu. Riu de mim naquele estado e riu um pouco mais quando enfiou a mão dentro de minha bermuda pela abertura da perna que antes acariciava e me viu gemer baixo e grave. Aquilo me fez ficar quente demais, Byun me fazia ficar quente demais quando quisesse.


Seus dedos tocaram em minhas bolas, automaticamente abri as pernas. Estava mais uma vez sem cueca e parecia que fiz muito bem até agora, até ele parecia ter apreciado aquilo, Baek exalava satisfação em seu semblante enquanto subia os dedos longos por ali até estar com o braço quase inteiro para tocar meu pau.


Seu polegar pressionava minha glande sem dó me fazendo contorcer e reclamar em gemidos desesperados. Tinham duas áreas que me faziam delirar e chegar próximo ao orgasmo sem ao menos estar sendo fodido: os mamilos e a cabeça do meu pau. Céus, só de imaginar a boquinha suja do Byun em meus mamilos enquanto metia seu pau em mim e tocava meu pau, me fazia babar e tremer, poderia gozar apenas pensando naquilo.


Não tínhamos nenhuma presa, apenas calor, mas não sabia dizer se era pelo sol nos assistindo ou se era aquela situação e o olhar do baixinho que me queimava.


Ele tirou a mão de meu pescoço depois de me ouvir gritar pelo aperto que dera em minha glande, se inclinou sobre mim colando seu peito no meu, ele estava tão perto e me tocando tão gostoso que era impossível não gemer para aquele homem, para aquele olhar.


— Você geme tão gostoso com um carinho no pau que eu não sei se paro ou se continuo até você gozar na minha mão. — ele sentiu a falha em minha respiração, sabia que tinha total controle sobre mim e por aquele olhar Baekhyun teve uma ideia; qual poderia ser horrível demais ou maravilhosa demais para mim. — Você gozaria só com meus toques, Chanyeol? Seria obediente em gozar apenas quando eu falasse, menino? 


Assenti com veemência soltando suspiros e arfares, eu já estava uma total bagunça de puro tesão.


— Certo. Fique assim, não se mexa. — ordenou sério, nunca que ousadia desobedecer e estragar minha foda dos sonhos com aquele homem. 


Por que Byun estava fazendo isso comigo? Seria alguma forma de humilhação? Foder o viadinho para mostrar quão sujo ele era? Céus... se fosse isso... já sentia a enorme vontade de chorar, mas eu queria tanto o sentir me rasgando que procurei pensar em coisas que apontavam que não era isso. 


E enquanto eu me torturava em pensamentos cruéis, Byun demorava. Quando pensei em me levantar novamente, ouvi seus passos firmes, porém lentos. 


Não vi o que estava em sua mão, não ligava de fato, apenas queria ver e sentir tudo o que meu dongsaeng poderia me dar, todas as maldades deliciososas que passavam por aquela cabecinha. 


— Não pense muito, vai estragar seu tesão. — minha blusa foi retirada primeiro, os olhos do Byun rolaram pelo meu peito todo, foi descendo como se desenhasse cada parte de mim, talvez planejando onde marcar para ser uma inesquecível imagem. — céus, você é tão bonito... tenho vontade de gozar dentro você. 


Mais uma vez me vi corado, Baek me dizia coisas sujas demais para meus ouvidos darem conta, me sentia imundo, depravado... e amava me sentir assim. Era gostoso demais, a cada momento sentia-me mais perto da minha própria vadia interior, qual não era atiçada desde que fodi com Yifan na casa de meus ex sogros insuportáveis.


Um selar em meu pescoço me fez amolecer novamente, sua língua quente passou por ali também e logo em seguida ele sugou a pele, eu suspirei de olhos fechados, ele continuava na mesma sucção até soltar um estalo. Senti doer, mas também senti os pelos de meu braço eriçarem-se imediatamente, porra Baekhyun sabia muito bem o que fazer e isso era tão fodidamente bom que achara que fosse sufocar.


Quando abri os olhos eu estava no colo do Byun, mas desta vez não socando-lhe o rosto, nu e rebolando com vontade em seu colo. Meu pau latejava, sentia uma sensação de calor por todo meu corpo enquanto puxava aquele maldito mullet vermelho e preto, precisava de mais do Byun então olhei em seus olhos com súplica, já não suportava mais ficar naquele esfrega-esfrega maldito. Porra precisava ser fodido novamente. 


— Baek, me fode agora. — disse entre gemidos e resmungos. Coloquei uma de minhas mãos para trás sem largar-lhe o cabelo, Byun ainda estava com sua calça, seu pau estava exposto para que eu tocasse e foi o que fiz. Encaixei-o entre minhas nádegas provocando com rebolados. 


Byun apertou bruto minha cintura, suspirei esperando que desse permissão para que eu começasse a quicar. Algo estava diferente em seus olhos, parecia hesitante, mas mesmo assim elevou o quadril e aquela era a minha permissão. Porra, quando o pau do mais novo começou a entrar senti-me estremecer e a sensação parecia muito melhor da que lembrava.


— Caralho, Chanyeol. — suspirou no pé de meu ouvido, apertou fortemente minha bunda e quando vimos estava sentado totalmente. Nos olhamos, rimos sem motivo e logo subi devagar.


Céus, aquilo sempre seria tão bom todas as vezes que fizéssemos? Me sentia diferente, sentia leveza a cada quicada que dava em seu colo. Até que me vi gozando de modo tão intenso que só sentia Byun me aquecer mais e mais... céus. Estava cheio de sua porra e cheio de seus sorrisos no coração. 


Talvez eu amasse Byun Baekhyun mais do que eu poderia imaginar. Não importava se era o primeiro capítulo de nossas vidas, apenas precisava que cada vez mais dele.








🧢

Oi gente! Socorro... se você chegou até aqui: muitíssimo obrigada, viu? Espero que acompanhe. 


A fanfic terá uns 2 ou 3 capítulos, então... é. 


Ah, a capa linda que vocês estão vendo foi feita por um blog maravilhoso, vou deixar o link caso queiram conferir. Beijos!


Link: https://designsanyway.blogspot.com/?m=1

1 de Febrero de 2019 a las 23:50 0 Reporte Insertar 0
Continuará…

Conoce al autor

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~

Historias relacionadas