Ínfimos universos Seguir historia

carlos-henrique-ch Carlos Henrique

Remény é uma garota demasiada madura para a sua idade, ela mora com os seus avôs que são superprotetores e nunca falam sobre os seus pais, em suas falhas tentativas de ignorar a misteriosa situação em casa, sua trajetoria para encontrar-se e desvendar a estranha presença consciente no espelho, ela acaba conhecendo um sábio e solitário garoto, assim segue a sua jornada em busca de autoconhecimento e descobrimento do próprio universo.


Drama Todo público.

#DramaFamiliar-Traumas-Reflexão
2
3427 VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

O que vou fazer nas férias?

A animadora luz do sol abraçava as cores que reluziam sobre os olhos daqueles que podiam enxergar toda a beleza escondida nos mais simples lugares naquela manhã, acho que sou uma dessas pessoas em que a deformidade do universo interior impede de pensar além desse local ao qual foi jogada a minha consciência, ou no que ela foi transformada, os termos me parecem difícil, como descrever esse sentimento que me faz sentir imensurável e ao mesmo tempo tão ínfima?


Essa é apenas uma manhã como qualquer outra, e esse sou só eu imaginando um mundo em que não posso viver. Levanto para escovar os dentes, geralmente não faço isso olhando para o espelho e quando faço procuro não olhar muito nos meus olhos, de alguma forma eles me incomodam, me sugam, me olham como se estivessem questionando algo, talvez queiram me dizer, eu não sei.


Estou de férias e não tenho muitos amigos no colégio que vão além do colégio, apenas colegas que trocam informações sobre as atividades as vezes, eu preferia conversar com professores e coordenadores eles sabem de muitas coisas interessantes, as vezes eu não entendo e só balanço a cabeça. Cada um de certa forma apresenta suas convicções como se fosse a verdade absoluta sobre a vida, mas nenhum deles talvez saiba realmente o que é real.


De fato não sei a forma certa de aproveitar as minhas férias, meus avós não costumam fazer viagens, seja pela situação financeira ou porque estão presos as suas vidas cotidianas, o vovô não quer se aposentar, está sempre trabalhando, ele diz que não sabia o que fazer em casa o dia todo, vivendo como um ponteiro de relógio, todos os dias eles fazem a mesma volta, marcam as mesmas horas, infinitamente, até que parem de funcionar, não é muito diferente.

Talvez eu assista várias séries para quando as aulas voltarem ter algo para conversar com os meus colegas, mas acho que não vale o esforço, séries são demoradas e as conversas rápidas onde não é permitido muita divergência de opiniões.


Talvez eu deva seguir a recomendação de filmes e livros antigos dos meus professores, mas não sei se quero perder a beleza do mistério e da dúvida, não me imagino falando com tantas afirmações, me privaria um pouca da imaginação, talvez isso não faça sentido.


Acho que já sei o que vou fazer, bem, eu sinceramente não amo nada em particular, não tenho nada que queira fazer por um longo tempo, por isso eu vou tentar fazer tudo o que for possível, não vou planejar nada, mas simplesmente viver qualquer coisa que vier, seja na vida ou nos meus pensamentos.

12 de Enero de 2019 a las 23:46 0 Reporte Insertar 1
Leer el siguiente capítulo Não tranque a porta do banheiro

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~

¿Estás disfrutando la lectura?

¡Hey! Todavía hay 17 otros capítulos en esta historia.
Para seguir leyendo, por favor regístrate o inicia sesión. ¡Gratis!

Ingresa con Facebook Ingresa con Twitter

o usa la forma tradicional de iniciar sesión