Sua alma é minha Seguir historia

samy Samy Kido

Se era um pacto com uma criatura das trevas, não importava mais, Yugi queria ficar ali para sempre, queria pertencer a ele. Não importava mais, seu Mago Negro já havia lhe servido muito bem e agora ele devia isto a ele, mais que isto, ele queria fazer isso, queria com todas as suas forças.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#yaoi #pacto #sexo #Yugi #MagoNegro
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Sua alma é minha


Há muito tempo o pequeno Yugi não duelava mais, seu nome já estava consagrado como o Rei Dos Duelos, poucas pessoas pareciam interessados em desfiá-lo. Enquanto tomava seu café, ele olhava seu baralho de forma nostálgica.

Os anos haviam se passado embora sua aparência continuasse a mesma, sua vida tinha mudado drasticamente. Seu avô havia falecido e seus amigos se distanciaram por motivos corriqueiros, trabalho, família, alguns se casaram e o contato foi ficando cada vez mais difícil. Nada mais de jogos, nem aventuras com amigos, nem faraó, sua vida estava normal.

A hora de sair para o trabalho chegará e o jovem chegou sua secretária eletrônica para ver se tinha alguma mensagem, mas nada, como sempre. Um gosto amargo de angústia e abandono preenche sua boca, seu peito se enche de dor. Fotos, títulos e lembranças foi tudo que lhe restou de épocas que não voltam mais.

Pelas ruas, os telões  comerciais e folders,  o faz sentir falta até mesmo do mala do Seto Kaiba, que antes vivia a persegui-lo, agora nem isso. Agora ele não passava de um rosto na multidão, vivendo seus dias repetitivos e entediantes.

(...)

Depois de mais um dia normal e entediante, como todos os outros, Yugi chega em casa, se joga em sua cama por alguns instantes, depois vão tomar um banho e vestir roupas leves.

Revigorado pelo banho, ele anda até a geladeira e pega sua comida congelada, de sempre, leva ao forno e liga a TV enquanto aguarda. Troca de canal várias vezes, pois nada lhe interessa.

Desliga a TV e liga o som, mas já está enjoado de todos os CDs, então ele liga a TV novamente apenas para não ficar no silêncio, se joga no sofá e fita o teto  até que o forno começa a apitar, mas ao se levantar percebe que uma de suas cartas estava em cima da mesinha de centro, virada para baixo.

Ele não pensa duas vezes antes de pegá-la, sem entender como ela foi parar ali, mas quando ele a vira, nota que apenas o nome e as instruções estão presentes, mas a imagem desapareceu.

— Como assim? —  Yugi se pergunta atordoado. — Desapareceu?

Neste momento uma voz sussurra em seu ouvido.

—  Talvez devesse olhar com mais atenção, pequeno Yugi!— Fazendo um calafrio percorrer da base de sua coluna até a parte traseira de seu cérebro, como se o congelasse, causando o rapaz engolir uma certa quantidade de saliva, mas ainda tentar buscar uma resposta plausível.

Yugi virou-se para trás, rapidamente, mas não havia ninguém. Seu coração estava disparado, o forno apitou mais uma vez.

— Penso que estou precisando dormir um pouco! —  Ele falou para si mesmo. Guardou a comida novamente, porque perdeu a fome e ia se dirigir para seu quarto, mas novamente a voz o chamou:

— Vai dormir e deixar a visita sozinha?

— Am? — O pequeno fixou seus olhos em direção a voz, mas não viu ninguém e isto já o estava levando a loucura. — Quem está aí, se apresente imediatamente.

Yugi quase teve um ataque do coração, quando seu monstro de duelo preferido, se materializou bem  em sua frente. Ele arregalou bem os olhos e cobriu a boca com as duas mãos. Era incrível… Ele era imponente, alto, esbelto, com sua armadura e seu manto roxos, seu cajado verde, seu olhar misterioso e penetrante.

— Que tipo de brincadeira é essa?—  O rapaz perguntou em um fio de voz.

— Já lutei em muitos duelos por você! Vim buscar minha recompensa.— O tom de seu mago era sereno, quase um sussurro sobrenatural, uma densa neblina lilás parecia cobrir o local, era gélida, mas agradável.                

Yugi ainda não acreditava, pensava ser uma brincadeira, um ator muito bom em seu papel e, câmeras escondidas. Ficou aguardando seus amigos saírem de trás das cortinas, a qualquer momento e, uma equipe da televisão entrar gritando que ele caiu na brincadeira, mas não aconteceu e assim que seu poderoso monstro de duelo deu mais um passo em sua direção ele desmaiou.

No dia seguinte Yugi acordou com o despertador, estava em sua cama e tudo parecia normal, pensou ter se tratado apenas de um sonho, mas lembrou-se pelo ronco de seu estômago, que não tinha comido nada. Depois de um café da manhã reforçado ele seguiu para mais um dia chato de trabalho, pior, este ainda era chuvoso.

Durante o percurso de casa ao trabalho, sua mente não saiu do ocorrido da noite anterior. Seu fiel Mago Negro, ali de frente para ele, lindo e imponente, podia sentir sua respiração. Claro que não! Ele não era real, nunca foi! Mas que diabos era aquilo? Porque ele teve aquele sonho? Seu rendimento no trabalho também não foi dos melhores, não se concentrava em mais nada que não fosse os olhos nublados e misteriosos da criatura divina de seu sonho.

Talvez estivesse na hora de passar aquele baralho para outra pessoa, talvez este sonho tenha sido um aviso. A tarde caiu e enfim o pequeno Yugi chegou em sua casa. Entrou receoso e averiguar o local com os olhos atentos. Entrou direto para um banho onde demorou horrores.

Ele nunca foi do tipo de rapaz que se interessava por outros rapazes, mas lembrar-se daquele sonho… Seu Mago Negro era de fato uma divindade, ele era mais perfeito do que qualquer garota e do que qualquer garoto, a admiração que tinha por aquela criatura começou a passar muito dos limites que ele imaginaria. Seus devaneios embaixo da água quente que caía sobre seu corpo, começaram a dominá-lo.

Ele começou a imaginar como seria poder tocar aquela criatura magnífica, poder despi-lo de sua armadura, roçar seus corpos, provar seus lábios com gosto pecaminoso de magia negra e se deixar corromper… Se corromper… Ele queria se deixar corromper, queria sentir-se possuído, sentir sua alma roubada. Suas mãos involuntariamente buscaram seu membro, que pulsava e ardia, com aqueles pensamentos insanos, seu corpo queimava.

Jogou suas costas contra o azulejo imaginando, seu membro sendo abocanhado por aquela boca perfeita. Suas mãos se moviam apertando todo o entorno de seu pênis, com movimentos de baixo para cima, sua cabeça levemente inclinada para cima e seus gemidos emitidos com mais intensidade. Os pensamentos se tornando mais luxuriosos, até que ele sentiu seu orgasmo chegando violento, derramando-se em sua mão, sendo levado pela água que caia. Seu último gemido foi o mais intenso e ele se ajoelhou ao chão e permaneceu por um tempo fitando a água que escorria para o ralo, sua respiração foi se regularizando. Que momento de loucura!

“Devo estar mesmo carente para ter esse tipo de fantasia com um monstro do meu baralho. Que fundo do poço!”

Yugi saiu do banho, vestido com um pijama confortável, seu corpo relaxado, secando os cabelos com uma toalha. Um sorriso bobo estampava-se em seu rosto, mas assim que olhou a sua volta ele não reconheceu onde estava. Olhou para o chão e as pedras eram grandes e frias.

O local era enorme, cortinas escuras e gigantescas cobriam as janelas, candelabros macabros, neblina e teias de aranha, no centro do quarto, uma enorme cama com dossel e cortinas, lençóis em tons escuros, móveis vitorianos e carpetes requintados.

Ele andou até a enorme vidraça a sua frente e viu que parecia estar em uma casa no alto de uma montanha. Como? Como ele foi parar ali e o que era ali? Um pouco mais de tempo olhando pela janela e pode ver sombras de criaturas aladas voando, mas não soube identificar nenhuma. O pânico percorreu suas veias:

— Será que estou enlouquecendo?

— Lhe asseguro que não, tudo aqui é real! — A voz rouca e misteriosa soou atrás de si, Yugi não teve coragem de olhar para trás e apoiou ambas as mãos espalmadas na vidraça gélida e úmida. Seus olhos se arregalaram para ver a figura atrás de si refletida na janela. Era ele novamente, seu Mago Negro, mas agora ele se aproximou mais e apoiou seu queixo na curva do pescoço do jovem duelista, que se sentiu arrepiar-se por completo:

— Onde eu estou? — Ele podia sentir cada peça da armadura contra seu corpo, a pele fria e lisa do rosto do monstro de duelo, encostando-se em seu pescoço e as mãos subindo pelas laterais de seus braços.

— Faz diferença, agora?— O mago perguntou antes de mordiscar suavemente o pescoço do jovem que ofegou forte, em resposta.

— Não faça isso comigo. Você não é real, nada disto é real e a realidade é uma coisa chata onde as pessoas te abandonam para viverem suas vidas.— Lamentou-se Yugi, quase que em gemidos de prazer e melancolia. A criatura o virou de frente para si e o apertou contra a vidraça fria obrigando-o a encarar seus olhos nublados:

— A realidade é aquela que você decide viver! — Em uma passada de mão ele retira seu chapéu pontudo jogando-o ao chão, revelando seus longos cabelos roxos que esvoaçavam com o ato. — Eu lutei por você…— Aproximou os lábios ao ouvido do rapaz. — Agora eu quero a sua alma!— Uma rajada de vento entrou uivante pelas frestas da janela e  Yugi congelou por completo. O Mago Negro colou suas frontes e arranhou delicadamente o rosto do rapaz, enquanto lançava-lhe um olhar indecifrável.— É só dizer que sim e sua realidade será a minha para sempre…—  Ele contornou com os dedos, os finos lábios de Yugi, e sorriu uma riso a princípio calmo e moderado, mas que foi aumentando e se tornou uma gargalhada cruel e macabra que fez o jovem gelar até a alma, e se sentir envergonhado, quando a criatura fitou diretamente o volume que crescera entre suas pernas.

Sem cerimônia, a criatura mágica,  deslizou uma de suas mãos pelo corpo esguio do jovem ex duelista, até chegar a protuberância sob suas calças,, fazendo Yugi gemer e estreitar os olhos com o toque. —Só tem que dizer que aceita, faça um pacto comigo Yugi! — Mago Negro abriu um sorriso malicioso, enquanto via o pequeno Yugi se desmanchando de prazer com suas caricias, se contorcendo com o rosto enrubescido.

Yugi não sabia explicar o que se passava com ele, tudo naquele local era em um tom roxo acinzentado, tudo lembrava feitiçaria, ele estava completamente amedrontado ao passo que também se sentia extremamente excitado, suas costas contra a vidraça fria, o rosto do seu adorado monstro de duelo? Então seria correto referir-se a ele desta forma, afinal de monstro ele não tinha nada. Eram os traços mais atraentes que Yugi já tinha visto em toda sua vida., mas ele não era humano, isso não importava, mas…

— Eu não entendo?—  Questiona Yugi em um fio de voz ,confuso com aquela loucura.

— É só dizer que aceita… — Mordiscou a orelha do jovem de cabelos rebeldes, sugando o lóbulo, sem cessar o movimento de sua mão contra o membro pulsante. —  Pode ficar aqui para sempre! —  aproximou-se um pouco mais, seus lábios há centímetros de distância, suas respirações colidindo.—  Eu sou real… — Sussurrou para Yugi, sua mão ainda fazia carícias ousadas em um ponto sensível do ex duelista.

Aquela proximidade, aquelas carícias faziam com que Yugi não raciocinar e tudo que ele queria era pertencer aquela criatura divina.

Em uma atitude desesperada Yugi enlaçou suas mãos aos longos cabelos do Mago e o trouxe para si selando seus lábios. A princípio apreciam apenas o contato, com suaves pressionadas sentindo bem a textura da pele um do outro, massageando seus lábios mutuamente, respirando na boca um do outro, cada vez de forma mais urgente, até começarem a trocar leves mordidas, finalmente abrindo passagem para as línguas tímidas, curiosas que ao se encontrarem se tornaram vorazes arrancando gemidos involuntários do pequeno Yugi.

As mãos do ex duelista puxavam seu Mago Negro para si com urgência, mas seu corpo demonstrou um leve incômodo ao se pressionar contra a armadura usada pelo mesmo.

Separaram os lábios, ofegantes e, a mágica criatura das trevas tomou o rosto pequeno de Yugi entre suas mãos e olhando-o nos olhos, como se pudesse extrair sua alma.

— Diga que sim e eu te mostrarei um mundo novo a cada dia!

Se era um pacto com uma criatura das trevas, não importava mais, Yugi queria ficar ali para sempre, queria pertencer a ele. Não importava mais, seu Mago Negro já havia lhe servido muito bem e agora ele devia isto a ele, mais que isto, ele queria fazer isso, queria com todas as suas forças.

Nunca mais enfrentaria aquela vida entediante. Ele daria a resposta, seu corpo estava trêmulo e as borboletas em seu estômago estavam agitadas, suas bochechas ardiam e seus olhos não conseguiam fugir do labirinto misterioso do olhar daquela criatura a sua frente.

— S-Sim… Minha resposta é sim…

O Mago Negro sorriu em satisfação, olhou para o lado e esticou a mão em direção á um “futon” de veludo negro e almofadas vinho e cinzas, onde repousava seu cajado. Segurou uma das mãos de Yugi e fez um pequeno corte com a ponta, afiada, do objeto mágico, observou o sangue escorrer e levou em sua boca, sugando-o.

O ex duelista se sentia paralisado de medo, mas não estava arrependido, na verdade se sentiu ainda mais excitado com o ato. O Mago Negro repetiu o mesmo ato em si e ofereceu sua mão para Yugi, a princípio o garoto congelou, mas depois decidiu terminar com aquilo logo de uma vez. Finalizado o ritual, o cajado foi lançado ao “futon” novamente e a criatura das trevas voltou seu olhar para o rapaz, como se o mesmo fosse sua presa, sim uma presa indefesa, um reles coelhinho a ser abatido por um predador voraz.

O sangue ainda escorria da mão do Mago, quando ele segurou o rosto de Yugi e tomou seus lábios com volúpia, em um beijo molhado, enquanto se livrava de sua armadura. O Rei dos Duelos ouvia peça a peça cair ao chão.

Sem o incômodo apetrechos de combate, a criatura das trevas puxou o jovem para si, sentindo seu corpo esguio e as batidas aceleradas de seu coração.

Uma rajada de vento vinda de lugar nenhum , fez com que Yugi se assustasse, ele teve um breve tempo para perceber que aquele a quem sua alma pertencia, o agarrou forte fazendo com que flutuasse abruptamente até o leito, o qual era composto por lençóis macios em um tom vinho quase negro, as cortinas que revestiam o dossel eram de renda negra.

O choque de seus corpos com a cama macia, foi algo incomum e agradável. O corpo de seu novo mestre pesava sobre si. Sentiu o  volume de sua ereção roçar em suas pernas.

Apenas com um piscar de olhos da criatura mágica, os candelabros se acenderam, amenizando a penumbra, fazendo Yugi se maravilhar mais uma vez com a beleza dos traços daquele, que agora possuía sua alma, seus cabelos longos e sedosos caindo sobre si. Aquele perfume de mistério e pecado.

Ele fechou seus olhos apenas sentindo o momento, mas em um convite mudo para ter seus lábios devorados novamente, como assim foi feito. O ex duelista pode comprovar que seu Mago Negro era bem eficaz em outros campos e não somente o de batalha.

Yugi estava completamente entregue ao desejo, das mãos que o despira e frações de segundo, da boca que o devorava fervorosamente cada centímetro de sua pele. Se era um sonho ele não queria acordar, seria o melhor sonho proibido de toda sua vida.

Em minutos seus corpos se conheciam, se roçavam, se apertavam, o frio e o calor, sussurros , gemidos, calafrios,  mordidas e chupões. O rei dos Duelos também queria cair de boca na luxúria de provar o corpo belo e esbelto de seu novo mestre, ele quis apreciar cada contraste magnífico, daquele corpo perfeito, a pele clara  que contrastava com os lençóis escuros.

Traçou uma linha do maxilar ao abdômen de seu amante, com seus beijos e mordidas, deixando rastros de saliva, fazendo a criatura das trevas, se contorcer emitindo gemidos sonoros.

Yugi chegou a um ponto onde desejava e temia, e ele fez exatamente o que sonhou que seu amante havia feito consigo. Ele segurou o membro de seu novo mestre e o observou por algum momento, era perfeito, na medida exata, sem exageros. Mordeu o lábio inferior com a constatação e decidiu que se esforçar para enlouquecê-lo de prazer, ele nunca tinha feito isto, mas se sentia capaz, se sentia confiante.

Passou suavemente a língua em volta da glande e ouviu um gemido delicioso como incentivo, sentindo a textura lisa daquela região, adquirindo um gosto salgado. O jovem continuou com a tortura, com a ponta de sua língua e sua respiração quente, enquanto sua mão acariciava suavemente as região púbica, sua boca desceu aos pelo caminho da virilha, estimulando a bses do pênis e seguindo para a bolsa testicular, sugando com delicadeza os testículos, de forma intercalada, fazendo a criatura mágica arquear as costas e contorcer-se de prazer.

 Quando se cansou dessa tortura o jovem duelista o abocanhou de forma desejosa, sugando quase que por completo, se deliciando com os gemidos que ouvira em respostas, sentindo seus cabelos sendo puxados. E assim ele controlou o movimento até conseguir arrancar a última gota de prazer daquela criatura esplêndida, que se contorcia expressando seu êxtase supremo.

O Rei dos Duelos voltou-se para contemplar a expressão de deleite estampada na face perfeita da criatura mágica, ele se sentiu vitorioso por ter sido o causador de tanto prazer.

O momento de contemplação durou pouco, pois o jovem foi puxado para um beijo abrasador e depois teve sua posição invertida, era sua vez de ter seu sonho realizado.

Mas a criatura das trevas, não quis repetir o mesmo percurso de seu amante, ele preferiu começar dos dedos dos pés e subir torturantemente, mordendo as coxas esguias do rapaz, que se roía em ansiedade. Finalmente Yugi depois de muitas torturas sentia seu membro sendo engolido, pela boca quente e perfeita de seu fiel Mago Negro. Neste momento ele sentiu que se tivesse mil almas ele daria todas para aquele ser das trevas rendê-lo naquele berço de torturas maravilhosas.

O ex duelista revirava os olhos enquanto sua visão se distorcia, se confundia, sua voz rasgava sua garganta em gemidos dignos de uma donzela em sua primeira vez. Os dedos de seu amante trabalhavam em áreas mais sensíveis de seu púbis, por vezes servindo-se dos fluidos de seu pré gozo, para lubrificar os dedos e a região anal, a fim de tentar uma sutil penetração, ao passo que sua boca o engolia.

A Princípio foi um tanto estranho, mas o Mago penetrou apenas um dedo, o que já foi o suficiente para alcançar áreas sensíveis jamais tocadas e proporcionar ao ex duelista um duplo prazer.

O jovem dos cabelos rebeldes se contorcia, deleitando-se sentindo seu membro indo cada vez mais fundo na garganta de seu Mago, enquanto seu ponto sensível era explorado por. Estava próximo, ele não queria que chegasse ao fim, mas já estava sentindo a pulsação lacerante em seu púbis.

Ele encontrou seu ápice de forma selvagem, a cama pareceu sumir sob seu corpo em segundos tudo parou, se desmanchou no calor da boca de seu mestre, o dono de sua alma e tudo valia muito apena… Tudo tinha tanta magia, mesmo sendo magia negra, o que isso importava agora?

Logo seus corpos se enroscaram em um abraço perfeito e suas bocas começaram a se buscar novamente. Yugi estava perdido, as sensações maravilhosas apenas aumentaram, até mesmo o roçar de sua pele com o tecido dos lençóis em combinação as mãos de seu amante trocando carícias, mesmo o ambiente sombrio, aquele clima de algo sobrenatural.

As carícias foram se intensificando e logo, ex duelista ,se viu em uma posição apta para o próximo ato. Ele sentia um misto de insegurança e timidez, estava exposto para seu amante, pertenceria a ele definitivamente, mas aquilo era algo novo na mente do jovem, na verdade tudo o que se passou neste dia fora algo inusitado.

O mais velho, por sua vez, já estivera em vários haréns em sua vida, sabia como fazer para deixar o jovem se sentir preparado, distribuía beijos molhados por sua nuca, orelhas e costas, arranhava levemente a parte interna de suas coxas, seguindo com suas carícias estimulando, com seus dedos o períneo, fazendo com que o jovem morda o lábio de ansiedade.

Em condições de criatura mágica, o mais velho não teve dificuldades em conjurar uma substância oleosa para untar os dedos e continuar a aprofundar as carícias de forma a melhor preparar seu amante para que o mesmo pudesse recebê-lo dentro de si.

Alguns minutos de carícias e ele pode ouvir dos lábios do mesmo que estivesse preparado. O mago sorriu vitorioso e passou o óleo por todo seu membro, apoiou seu corpo sobre o do jovem e perguntou em seu ouvido intercalando a fala com leves mordiscadas no lóbulo de sua orelha:

— Tem certeza? Afinal temos todo tempo do mundo uma vez que você me pertence.

— S-Sim eu tenho…—Yugi arfava impaciente, não sabia o porque, mas queria senti-lo de uma vez, suas mãos agarravam os lençóis demonstrando sua urgência. Seu mestre divertia-se, mas também já não conseguia mais se segurar:

— Peça! — A criatura das trevas, disse com voz firme, o jovem já o pertencia mesmo e não tinha mais nada a perder.

— P-Por favor! —  Yugi se desfaz de qualquer orgulho e pede com voz trêmula, sentindo o amante esfregando o corpo ao seu, roçando seus lábios e respirando em sua nuca.

— Por favor o que?— Em vez de seus dedos, ele roçava seu membro latejante, dando leves pressionadas, contra a cavidade do ex duelista. — O que quer que eu faça com você, pequeno? Quer que eu enterre gostoso?

— Por favor mestre! Me possua… Enterra gostoso, atola bem fundo, acaba comigo, me corrompe...

O mais velho ergueu o corpo em um ângulo favorável a buscar um apoio que facilitasse a introdução. Ele penetrou com gentileza para não assustá-lo ou machucá-lo, esperando que o corpo do jovem fosse se acostumando, para ir se aprofundando com mais ênfase.

Yugi apertava os olhos mordia o lábio, seu corpo estava ainda mais trêmulo, mas à medida que o ato foi se consumando com naturalidade e sutileza, ele foi ganhando segurança e seus músculos foram relaxando para permitir que sentisse toda extensão daquele, delicioso membro, dentro de si.

Ao sentir os suaves movimentos e ir se acostumando,  os repetidos movimentos, apertados e escorregadios foram lhe tocando em pontos que fez seu corpo vibrar de prazer e ele gemer sonoramente, o que fez o mais velho se mover mais. Ambos gemiam de forma alucinante, dividiam o prazer de um modo nunca imaginaram e eles queriam mais, queriam exaurir seus corpos.

Quem poderia acreditar que um dia seria possível ambos se entenderam desta forma, o duelista e seu melhor monstro de duelo, agora como amantes, enlouquecendo um ao outro de prazer, querendo tudo do corpo um do outro.

— Está gostando assim, Yugi? — O Mago perguntou reduzindo as estocadas e os movimentos com a mão no membro do ex duelista.

— Sim… Nunca senti nada assim… — Yugi arquejava, ofegava, se engasgava com a propria saliva. — Continua, por favor… — Implorou louco para sentir a libertação de seu orgasmo.

— Calma pequeno, não vamos terminar tão rapido. — Os dedos do Mago correram para o topo do membro do mais novo, escorregando e brincando com a glande.

— Oh!... Por favor, eu preciso… — Sem pudor nenhum, Yugi se apoiou firme  a cama e começou a se movimentar jogando seu traseiro contra a pélvis de seu Mago, engolindo  seu membro com ferocidade. Ele estava, quase precisava chegar ao orgasmo…

— Um...Quem diria...— A voz do Mago saiu afetada pelos gemidos de prazer. — Vou te dar o que você quer Yugi, e vai ser com muita força! Vou atolar fundo e dilacerar seu âmago!

A intensidade das investidas aumentava tanto quanto o som dos gemidos e o ranger da cama. Yugi já não tinha mais forças para gemer, sua boca estava seca, seus cabelos grudados no suor que fazia seus olhos arderem, seu tronco se estendera sobre a cama, sem energias para aguentar o impacto das estocadas, cada vez mais potentes,  apenas tinha forças para morder a fronha do travesseiro em resposta ao prazer alucinante que sentia, aquele brusca e deliciosa invasão, escorregando para dentro de si, indo e voltando lhe tocando em ângulos os quais nunca se imaginara tocado.



O mais velho aumentou as estocadas e com uma das mãos começou a estimular o membro do ex duelista, arrancando quase gritos, as queimações em seus púbis e tendões e o repuxar de seus tendões anunciava a explosão de seus ápices simultâneos.

Ambos chegaram ao orgasmo juntos preenchendo o quarto com seus gemidos, foi uma experiência mágica e mais satisfatória do que qualquer vitória em duelos.

O ex duelista, sentiu o corpo de seu amante se esticar sobre o seu, a boca respirando com dificuldades contra seu pescoço, um beijo terno depositado próximo a sua orelha:

— Sua alma é minha, Yugi, e seu corpo também, para sempre!

Yugi sorriu consentindo com o ocorrido e feliz por estar ali, seja onde fosse. Sentiu seu amante deslizando para o lado e depois disto seu corpo perdeu todas as forças e ele praticamente desmaiou de exaustão, como se todas as suas energias fossem sugadas.

(...)

Yugi abriu os olhos e rolou pela cama grande, onde dormia, julgou que poderia ser um sonho, mas sorriu ao ver sua mão enfaixada. Era real e ele era um louco, pois estava feliz, muito feliz.

Se enrolou com um dos lençóis e saiu da cama para procurar sua roupa. Quando abriu a cortina do dossel, viu seu mestre sentado sobre o “futon”, de braços cruzados e perfeitamente vestido. Sentiu seu rosto arder quando o mais velho o fitou diretamente, mas antes que dissessem algo uma jovem, conhecida, entrou no quarto trazendo uma enorme bandeja de café da manhã. Yugi quase morreu de vergonha e de susto, ficou paralisado no mesmo lugar:

— Bom dia mestre! Bom dia Yugi , que bom que está aqui! Quer tomar um banho antes do café?

— F-F-Feiticeira Negra? O que você faz aqui?—  Yugi perguntou muito constrangido. Ela era linda e graciosa, os cabelos loiros e os olhos verdes expressivos, o corpo com curvas salientes e a roupa colorida, transbordando energia e vivacidade.

— Vim trazer o café que o mestre pediu ! Não fique surpreso, se vai morar aqui, você ainda vai me ver muito porque eu também moro aqui!— Ela sorriu sapeca e natural.

— Feiticeira, leve-o para um banho e arrume roupas limpas para ele. Com o tempo ele se acostuma.

— Sim mestre!— A menina sorridente, colocou a bandeja sobre o criado mudo e saiu puxando o pobre Yugi pela mão, enquanto ele segurava o lençol em sua cintura, seu rosto vermelho como um pimentão, a cena fez o Mago se divertir.

A linda garota, levou o ex duelista á uma instalação de banho,onde havia uma banheira enorme no centro. A moça usou seu cetro dourado para conjurar água e sais de banho, em seguida ela puxou, de forma natural, o lençol que cobria o rapaz.

— UAU!... Tem que tirar isto para tomar banho, Yugi, seu bobo!

— Tudo bem, pode deixar as roupas aqui que eu termino sozinho!— Ele disse de costas para ela, morrendo de vergonha.

— Certo, se precisar pode me chamar, estou aqui para servir!

A garota saiu saltitando, como se não tivesse visto nada demais, ela era estranha, tudo era estranho, mas era real. Ele aproveitou a água e sorriu ao se lembrar da noite anterior.E agora como seria sua vida daqui  para frente?

Depois de um banho restaurador, o rapaz se vestiu e seguiu para tomar o café, sua barriga parecia um dinossauro. Ele chegou no quarto um pouco tímido, mas seu mestre o chamou dando leves batidas no futon , convidando-o para se sentar ao seu lado. Ele sentou-se vergonhosamente:

— Tudo bem Yugi, esta é sua casa agora. Terei prazer em lhe mostrar este mundo.

— Mas e a Feiticeira, ela…

— Ah sim, ela também mora aqui, é minha aprendiz, minha serva, às vezes minha amante. Pode se divertir com ela se quiser! Sei que ela vai querer, vi o brilho nos olhos dela, quando te viu. Aquela menina vai te dar trabalho.

— N-N-Não! — O jovem balançava as mãos na frente do corpo desordenadamente. — Não foi isto que eu quis dizer! Eu… Só fiquei surpreso. — Falou de forma graciosa, mas sua mente vagou pela beleza da garota, o que o fez corar ainda mais.

— Tudo bem, não se preocupe, ela também te ama.

— Me ama?—  Yugi ficou confuso.

— Sim…Ah meu jovem, as coisas neste mundo são muito diferentes do seu. Estou ansioso para te mostrar tudo.

— Penso que estou ansioso para ver.—  Ele falou com sinceridade e ambos sorriram atacando o café da manhã.

Antes de ficar com seu mestre para sempre e conhecer todas as criaturas do mundo dos duelos Yugi pediu apenas para ir em seu mundo uma última vez e entregar seu baralho em mãos confiáveis. O pedido foi concedido com certeza.

Um jovem estudante chamado Jaden Yuki, foi a última pessoa a ter contato com o famoso Rei dos Duelos Yugi Muto, depois disto nunca mais ninguém o viu. Este garoto foi quem ganhou o precioso baralho de duelo de Yugi, mas ninguém nunca entendeu porque o rapaz iria se desfazer de suas preciosas cartas e depois sumir sem deixar rastros.              

2 de Enero de 2019 a las 13:08 1 Reporte Insertar 122
Fin

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Lu Inoue Lu Inoue
Amo essa Fic, queria continuação com a vida feliz deles kk sou muito boba, olha que não curto yaoi
2 de Enero de 2019 a las 16:55
~