Doce Tentação Seguir historia

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Deixei que ela me vendasse e começasse sua tola brincadeira, que mal poderia haver? Acertei sete vezes seguidas, mesmo quando a “traquina” acrescentava pimenta e creme dental com intuito de confundir-me. Detesto ter de admitir, mas até que estava sendo interessante, eu diria “divertido”,. Porém Lolita tinha outra surpresa, guardara para mim um sabor que eu não conhecia, nunca tive anseios ou mesmo tempo, jamais cogitei a possibilidade de provar, ainda mais com uma garota de sua idade.


Fanfiction Libros Sólo para mayores de 21 (adultos).

#JohnnyDepp #hot #musical #comedia #romance #AFantasticaFabricaDeChocolates #Lolita #WillyWonka
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Cap Um

POV Narrador

Era só uma manhã fria e cinzenta, Willy Wonka e Charlie Bucket, tomavam o café da manhã na casa do mais jovem, enquanto discutiam sobre a falta de criatividade que os abatera nos últimos seis meses. A família tomava parte do assunto tentando animá-los, no entanto, o descontentamento e a angústia pairava no ar pesando o ambiente.O pupilo do renomado chocolateiro, parou com sua xícara de chocolate quente a caminho da boca e se perdeu em devaneios por alguns minutos.

Após chamá-lo pela milésima vez, como exagerava a mente impaciente de seu mentor, Wonka bufou cruzando os braços como uma criança emburrada, bateu com a colher de chá na xícara do garoto que reagiu abruptamente.

— Am?... Sim, Willy, pode falar. — voltou sua atenção para o chocolateiro.

— Creio que quem deva falar, algo, seja você! Tem estado distraído e preocupado, me deixa falando sozinho constantemente, sem mencionar o fato de suas boas ideias terem... — Willy ergueu as mãos a altura do queixo, gesticulando — Puf! Sumido, evaporado, desaparecido, desvanecido, escoado, deteriorado, findado... — sorriu sarcasticamente e emendou. — Oh! Eu disse que não iria mencionar? Me equivoquei! — sorriu sem mostrar os dentes.

Charlie suspirou pesarosamente, imaginando como Willy poderia ser rabugento às vezes, continuou a encará-lo sem ânimo para dar a aguardada resposta.

— Então? Vai ficar me olhando e esperando que eu adivinhe seu pensamento? Desembucha de uma vez — ordenou buliçoso, apoiando o cotovelo sobre a mesa e tamborilando os dedos em sua superfície.

O jovem Bucket sabia o reboliço que sua revelação faria, quão mal interpretado poderia ser, contudo, o melhor era se abrir de uma vez e quizas

— Tem uma garota... — o garoto começou receoso. O chocolateiro ergueu o tronco com as mãos espalmadas no ar, os olhos esbugalhados, a boca semi aberta e expressão horrorizada. A senhora Bucket deixou cair ao chão uma vasilha que tinha em mãos, a família congelou junto com Wonka... Ouviram direito? "Tem uma garota..."? Charlie é muito novo! — Não é nada disto que vocês estão pensando! — objetou incisivo.

— E agora você lê pensamento? — o dono da fábrica foi irônico como sempre.

— Não, mas não sou indiferente a reação "nada discreta" que vocês tiveram antes das minhas explicações.

Wonka ergueu o indicador e franziu o cenho.

— Oras, pois, você caiu muito de produção e agora menciona uma "garota".­­ — bradou fazendo aspas com os dedos, enfatizando a palavra garota, fazendo uma expressão de reprovação.–Como quer que eu reaja?

— Vai me deixar falar ou não? — o mais novo insistiu sentindo-se injustiçado.

— Claro todos estamos curiosos sobre a tal "garota"! — o chefe dos Oompa Loompas torceu o rosto em uma carranca de desprezo.

— Bem... — o jovem iniciou cauteloso, procurando as palavras. — O nome dela é Dolores-

— Mas isto não é a moeda dos Estados Unidos? — Willy não conteve o depreciável trocadilho.

— Willy... — choramingou o garoto, ofendido pela interrupção e deboche do amigo.

— Parei! — Fez um gesto para Charlie prosseguir.

— Ela se chama Dolores Haze, mas todos a chamam de Lolita, pois, ela odeia o nome!

— Oh! Não posso entender o motivo... Um nome tão... — Debocha o chocolateiro, fazendo o garoto se irritar.

— Se vai ficar me interrompendo a cada cinco minutos eu não lhe contarei nada. — pontuou magoado.

Wonka ergueu o indicador, arqueando as sobrancelhas, iria falar algo chegando a abrir a boca de modo expressivo, mas travou e desfez a postura voltando a apoiar os cotovelos na mesa e o queixo nas mãos.

— Conte sobre a senhorita Dolores. — agora estava mesmo disposto a deixar o garoto falar.

— Estudamos juntos desde o primário, em tempos difíceis, muitas vezes eu não tinha lanche para levar para escola e Lolita sempre levava para nós dois. Sempre fomos bons amigos, mas...

— Mas? — Willy arqueou as sobrancelhas. — Ela arrumou um namoradinho e te deixou de lado? Ai, as dores do primeiro amor! Nunca conheci, mas parece bem intenso.

— Não é nada disso! Ela desapareceu da escola há duas semanas, como morava longe, ninguém sabe nada sobre a verdade dos fatos, rolam boatos de que a casa dela possa ter pego fogo, entretanto, apenas os corpos da mãe e do padrasto foram encontrados. Entende o que significa?

— Mais um órfão no mundo? — a retórica veio coberta por desdém.

— Minha melhor amiga, quase uma irmã, pode estar sozinha, com frio e com fome, sofrendo desorientada pelas ruas da cidade. — explicou alterado, seu rosto infantil ficando avermelhado pelo nervosismo.

— Parece bem triste, meu coração doeria, se eu tivesse um! — Wonka deu um sorriso sem mostrar os dentes e Charlie se zangou, pegou sua mochila e se despediu friamente, saindo para ir à escola.

POV WILLY

Charlie parece mesmo se preocupar com a tal Dolores, Lolita, seja lá o raio que for." Amiga" Não conheci amizade alguma em meu pouco tempo de escola e com o passar do tempo as coisas não mudaram muito. Por qual motivo uma pessoa se preocuparia se a outra se alimenta ou não? Que diferença isso faria na vida dela?

Bem parece que fez diferença na minha, uma vez que esta preocupação tola não deixa as ideias fervilharem na mente de meu pequeno aprendiz... Lolita!

Afastei meu pensamento da tragédia grega narrada pelo pequeno Bucket e comecei a caminhar pela Fábrica pensando em novas ideias. Poderia fazer uma viagem com Charlie para fazer descobertas? Não, tem a droga da escola, quantos empecilhos!

POV NARRADOR

Willy foi tirado de seus devaneios por seu aprendiz que chega ofegante e desgrenhado, falando frases desconexas e evidentemente muito alterado:

— Willy ajude por favor! — Charlie roga desesperado.

— Fale com calma, Estrelinha, respire e conte até dez... — o homem tentou abrandar o mais jovem.

— Willy, minha amiga está ferida, ajude-a por favor!... Por favor!

O chocolateiro não teve tempo nem para pensar, sendo arrastado pelo aprendiz para fora da Fábrica até o local onde a pequena garota estava caída, usando uma calças de moletom azul-marinho e uma blusa de uniforme, agarrada a uma mochila vermelha. Charlie abaixou-se tocando-lhe a face gelada.

— Willy vamos levá-la para a Fábrica! — sugeriu preocupado.

Lolita era de estatura pequena e porte incrivelmente delicado, seu rosto alvo estava corado pelo efeito do frio, seus cabelos eram um tom de mel e os traços de seu rosto lembravam uma frágil bonequinha de porcelana.O chocolateiro ficou estático observando a miúda criaturinha desmaiada na neve, como era melindrosa!

— Willy... — Charlie desperta o mais velho de seu transe. — Ajude por favor.

–Ah?..s...sim claro, acho... Não tenho mesmo escolha.

Wonka abaixou-se para pegar a pequena, que era mais leve que uma pluma. Observou de perto seu rostinho delicado, limpou um pouco de neve que tinha em sua fronte, a pequena abriu por segundo seus olhos castanhos esverdeados, fechando-os novamente.

Retornaram a Fábrica com a pequena e o chocolateiro a levou para ala médica onde tinham Oompa Loompas aptos a atendê-la. Horas depois a menina acordou, Charlie correu para conversar com ela e tentar saber o que houve. Ao ver o amigo a menina cai em um choro desesperado.

— Charlie é você mesmo?Julguei que eu fosse morrer... Como? Onde estou?

— Isto importa para alguém que pensou que iria morrer? — Wonka definitivamente não confiava nas pessoas, era muito conveniente que ela fora encontrada no caminho de sua Fábrica para o colégio. Talvez fosse uma golpista e quisesse tirar proveito da situação atual do jovem Bucket.

Os olhos da garota procuraram curiosos pelo dono da voz, encontrando o tão famoso chocolatier, encostado a porta com os braços cruzados analisando-a com um ar severo quase assustador.

— Vai ficar tudo bem agora, Lolita! Vamos cuidar de você! — Charlie segurou as mãos da amiga e ignorou a falta de cortesia de seu mentor.

— Ah! Eu discordo, não vamos cuidar, quem cuidará será o hospital para o qual vou ligar e pedir que mandem uma ambulância para levá-la. — a resposta do dono da Fábrica veio a galope.

Assim que o chocolateiro disse isto a pequena saltou da cama.

— Não se dê ao trabalho, senhor. Estou indo embora... Onde está minha mochila? Nela está tudo o que me restou na vida? — a garota ficou evidentemente afetada pela forma como o homem estava sendo hostil. Por outro lado, Willy tinha mais certeza de que aquela coisinha pequena não passava de um demônio ardiloso, qual a necessidade de salientar que em sua mochila está tudo que lhe restou? Um tanto dramático, não?

— Está bem atrás de você. — Apontou para o objeto. — Fico feliz que vai me poupar o trabalho. — o chocolateiro mais uma vez colocava em prática toda sua rispidez.

A menina bufou e tentou chegar a sua mochila, mas mal deu dois passos e esbabacou-se no chão.

— Olha o que você fez, Willy! Não vê que ela está ferida e precisa de ajuda? — o menino se prontificou a ajudar a amiga.

Wonka caminhou até a garota erguendo-a nos braços e colocando-a novamente sobre a cama.

— O que fiz? Por acaso me viu empurrando-a no chão? Agora sou capaz de usar poderes da mente? Eu apenas disse que chamaria uma ambulância. Que mal há nisto?

— Por favor... Não faça isto. Se fizer vão me mandar de volta para o orfanato e eu não-

A menina começou a chorar, não conseguia conter os soluços, tentava falar, mas a voz não saia, Charlie segurou a mão da amiga novamente, a acalentando.

— Acalme-se conte tudo desde o início, talvez possamos ajudar. — sugeriu pacientemente.

— Talvez não! — Willy protestou, levando um pisão no pé. — Hey? — vociferou afetado pelo ato e pela empafia do mais jovem.

A pequena se acalmou um pouco e começou a contar sua história:

— Minha casa pegou fogo... Eu tinha poucas roupas na minha mochila porque tinha ido dormir na casa de minha amiga, neste acidente minha mãe... minha mãe e meu padrasto faleceram. Quando cheguei só restaram as cinzas, eu não sabia o que fazer... o que sentir. Todos que eu tinha e tudo o pouco que possuía, virou pó, da noite para o dia, me vi parada em frente aos destroços, muita gente na rua, os vizinhos falavam comigo, a polícia chegou, eu parecia estar em transe, minha mente ainda não tinha compreendido a realidade e de uma hora para outra eu estava em um orfanato horrível, onde não havia uma cama decente para dormir... As meninas do lugar não gostaram de mim, me chamavam de patricinha, bonequinha de porcelana... Elas me batiam, queriam cortar meus cabelos, mas eu fugi. Andei pela cidade, dormi em banheiros públicos, fiquei muito tempo sem comer, talvez se eu encontrasse minhas amigas da escola, elas pudessem me ajudar... Mas eu já estava muito fraca e no caminho da escola, senti tudo girando e ficando escuro... Agora estou aqui!

Ambos ficaram calados, pasmos com o relato da pequena, nem Willy ousou fazer uma de suas piadas sarcásticas, aquilo o desarmou completamente, obviamente ele manteve a postura de sempre.

POV WILLY

Lolita não comia a dias, estava muito fraca, logo desmaiou novamente, deixei em cuidados médicos, tenho Oompa-Loompas qualificados para tal.

Charlie sentou-se lá fora, desolado, não parava de chorar e aquilo estava me incomodado. O que eu diria a ele a seguir era algo que devia ter refletido com muito mais calma, cautela.Oras, mas o que eu podia fazer, deixar aquela "criaturinha" quase tão pequena quanto um de meus Oompa Loompas e pior alguém a quem Charlie tanto se apegou, jogada à própria sorte, exposta a sabe lá o que?

Já não julgava mais que fosse uma golpista, sua fome e fraqueza eram reais, as marcas de maus tratos sofridos no tal orfanato, estavam estampadas por sua pele, então...

Naquele momento eu mudaria para sempre os nossos destinos com simples palavras, aparentemente ditas com ar de indiferença:

— Tudo bem, Charlie.

— Tudo bem o que, Willy? — secou as lágrimas me olhando interrogativamente.

— Podemos ficar com ela. — declarei sem muita consciência do que acabara de fazer.

— Willy ela não é um cachorro, é uma garota. Depois o que diremos a minha família?

-Ga... ga...garota? — Não sei porque esta palavra me afligia um pouco, deixei isso de lado e continue dizendo. –Sei lá, diremos que é minha sobrinha.

— Você não tem irmãos. — ele lembrou.

– Ah, que inconveniente, é verdade... Diremos que é uma parente distante que ficou órfã. – estalei os dedos frente ao seu nariz. – Agora pare de chorar feito uma criança, você está ridículo.

— Willy, sou criança e ridículo é o seu cabelo. — bagunçou meu penteado esplendoroso.

— Meu cabelo é um espetáculo, você está é com inveja! Isso que eu ganho por tentar ser bonzinho com as pessoas! Talvez eu deva mudar de ideia em relação à garota e jogá-la ao vento. — dramatizei somente para troçar com ele.

— Willy! — repreendeu-me emburrado.

— Calma foi só para descontrair.

A partir daí Charlie e eu nos tornamos cúmplices mantendo a órfã conosco enquanto a menina se recuperava mais e mais. Já quase totalmente recuperada, a levei para minha casa colocando-a em um quarto de hóspedes, que nunca fora usado.

— Não lhe darei nenhum trabalho, tem minha palavra! — Olhou-me com olhos compridos, colocando sua mochila medíocre sobre a requintada colcha de algodão egípcio que revestia sua nova cama.

— Assim espero, se não lhe usarei como ingrediente em uma de minhas fórmulas. — ameaço entre os dentes e ela parece ver diversão nesse ato.

— Não iria gosta, não tenho um sabor agradável. — sentou-se passando as mãos pelo tecido da colcha, é notável que nunca tenha visto algo de tanto requinte. Seu olhar vasculha todo o ambiente e sua admiração é quase palpável, a impressão é de que a menina realmente levava uma vida miserável e quase não tinha o que comer.

Dei um sorriso forçado entregando para ela uma lista de regras as quais ela deveria obedecer se quisesse permanecer conosco e recebi um olhar incrédulo, quando o papel se desenrolou do quarto até o corredor.

— São regras, cumpra todas a risca e não teremos problemas. — adverti já lhe dando as costas para que se acomodasse.

— Bom, qualquer coisa é melhor que viver nas ruas ou naquele orfanato. — forçou um sorriso e dobrou a lista.

(...)

1 de Enero de 2019 a las 23:44 0 Reporte Insertar 1
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