Meu Anjo Seguir historia

kamil Renatenha Kalastrias

''Arregalou os olhos quando sentiu uma certa língua adentrar sua boca. Aquilo era um beijo? Dean estava fazendo aquilo com ele. Oh Deus, se aquilo era um pecado, seria o único pecado no qual estaria feliz em cometer.''


Fanfiction Sólo para mayores de 18. © Apenas eu mesmo.

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Eu Te Amo Idiota

– Você vai me desamarrar dessa droga de cadeira ou eu vou ter que dar meu jeito? – Disse Dean irritado. Droga, aquele maldito anjo o tinha amarrado ali, desde uns 17 minutos por aí, e Castiel só sabia ficar andando de um lado pro outro e, as vezes, cruzando os braços diante da janela, olhando para qualquer lugar fora daquele quarto de motel.

Mas que inferno. Se Castiel queria falar algo particular com ele, era só dizer e ele daria um jeito de se afastar de Sam e eles conversariam, não precisava mandar Sam dar o fora, e voltar só na manhã seguinte, e amarrar Dean naquela cadeira desconfortável. Se Castiel não fosse o ser que o libertou das correntes malignas do inferno e o trouxe de volta a terra, lhe daria um soco, mas o respeito que ele tinha que ter e o temor de voltar para aquele lugar horrendo eram os motivos pra não dar uns pontapés naquele anjo.

Até aquele momento, todas as tentativas de se soltar daquelas cordas foram em vão, mesmo querendo negar, aquelas cordas estavam machucando seus pulsos. E o pior, estava de noite, estava fazendo um certo frio, mas nãão, Castiel lhe mandou tirar a jaqueta e se sentar naquela cadeira. E em um piscar de olhos, Dean estava com os pulsos amarrados. Castiel foi rápido, rápido demais para Dean sequer ver algo certo, oque viu foi um borrão que mostrou uma velocidade não humana, e em seguida, os conflitos dos dois foram ouvidos até do outro lado da rua. Dean o mandava desamarrar as cordas e Castiel o mandava calar a boca.

E até aquele momento, ele ainda estava amarrado e se irritando a cada segundo que passava amarrado ali. Forçou inutilmente mais uma vez as cordas a se soltarem, mas falhando miseravelmente.

– Quando você vai parar de ser teimoso, e ver que as cordas não vão arrebentar? – Castiel disse voltando a vida real e parando de ignorar o caçador. O estava encarando descaradamente e Dean não ousava desviar o olhar. O semblante de raiva de Dean deixaria qualquer um amedrontado, mas Castiel o olhava, como se olhasse para um cachorro com medo de comer a comida que lhe oferecessem.

– Você vai me soltar, ou planeja me deixar amarrado aqui a noite toda? – Perguntou Dean e Castiel olhou rapidamente para cima e depois voltou a olhar para o homem que, inutilmente, se debatia contra as cordas. Se curvou para deixar os rostos bem próximos e então sorriu.

– Não. Pelo menos não a noite toda. – Dean revirou os olhos e suspirou. Castiel se afastou em seguida, voltando a pôr as mãos nos bolsos de seu sobretudo, e voltar com o semblante pensativo. Dean suspirou um “Fala sério” e começou a pensar em mil e uma maneiras de machucar uma pessoa sem magoá-la. Depois de alguns minutos Castiel quebrou o silêncio.

– Você sabe por que eu o libertei do inferno?

– Por que Deus mandou? – Perguntou em forma de deboche. Sua fé em Deus não estava nos melhores dias.

– Sim, mas, você sabe por que mais?

– Isso importa? Achei que você só tinha me libertado para deter Lilith e impedir os selos de serem quebrados. Nem pensei que teria mais motivos oras. – Por que diabos Castiel estava falando sobre aquilo? Sabia que o anjo o tinha libertado do inferno por que Deus mandara, mas tinha mais motivos? Que ótimo, Deus não era o único que teria que agradecer depois que aquilo acabasse.

– Sim. Isso importa. Importa ao menos para essa noite. Quando recebi a ordem de ir naquele lugar horrível e te tirar de lá, inicialmente hesitei, mas…

– Um anjo? Você? Duvidar de uma ordem? Que contraditório não é mesmo?

– Calado Dean. Não me interrompa, te tirei do inferno e posso te por de volta. – Disse sério e Dean balançou a cabeça de leve como se pedisse desculpas. – Como eu ia dizendo, no começo eu hesitei, achei que era só mais um pecador qualquer, mas quando vi oque você tinha feito na terra antes de ser mandado pra lá, os demônios que mandou de volta, as almas que forneceu o descanso eterno, as pessoas que ajudou e salvou, vendeu sua alma para poder trazer seu irmão a vida… Aquilo me comoveu, bem mais que deveria de acordo com as leis divinas. Claro que você pecou – Castiel cruzou os braços. – de qualquer forma, mas seus pecados praticamente foram oque? Mulheres? Bebidas? Sim aquilo meio que despertou minha atenção em você. – Dean arregalou os olhos. – E essa atenção não é o tipo de atenção que se poder ter quando se é um anjo, e sim eu pequei, sei disso, peço perdão todos os dias e noites por isso, mas simplesmente não consigo parar. E aquele seu olhar quando viu que eu estava arrebentando suas correntes… Aquilo me persegue, e embora você não se lembre, embora você não me trate do jeito que deveria, – Disse trincando os dentes de leve. Orgulhoso da história que inventara para encobrir o verdadeiro motivo. Dean era a chave para o apocalipse, o primeiro selo a ser quebrado, mas não podia deixar o mortal saber daquilo, ainda. Aquela história deu supercerto, a julgar pela cara de desentendido que o caçador fazia. – aquele olhar de agradecimento foi o suficiente para que eu lhe seguisse e garantisse sua segurança. - Castiel viu que o rosto de Dean era pura confusão, e com pena, resumiu tudo que havia dito e que ainda diria em apenas três palavras. – Eu te amo.

A cadeira tombou pra trás, mas não caiu. Oh droga. Dean estava meio que desconfiado desde algumas semanas, mas não sabia que estava certo. Mil coisas passavam por sua cabeça ao mesmo tempo. E o rosto sério de Castiel depois de dizer aquilo só estava tornando as coisas mais difíceis, e sem pensar, deixou uma risada nervosa escapar. Um anjo cara! Um anjo estava gostando dele, e nem pelo menos era uma anja linda, e de rosto angelical, ah não, era um anjo mala e difícil de se lidar. Depois de alguns segundos de silêncio, Dean finalmente falou.

– Então quer dizer que meu charme encanta até os anjos? – Perguntou sorridente e Castiel semicerrou os olhos irritado. Claro, de qualquer forma, aquele era Dean Winchester, e não perderia a chance de fazer uma brincadeira nunca!

– Seu convencido. – Se virou ficando de costas e ouvindo a risada do outro em seguida. Que saco, ele tinha declarado seus sentimentos, e ainda por cima tinha pecado, e aquela era a reação do outro? Que ódio.

– Mas aqui, não é meio errado um anjo gostar de um ser humano não? Ainda mais um homem? Tipo se eu fosse uma mulher, e que bela mulher eu seria, – Castiel revirou os olhos. – ainda ia, mas um homem? Então existe anjo gay? Cara não se ouve isso todos os dias.

– Sim, é errado um anjo ficar com um humano, a menos que o anjo resolva viver, envelhecer e morrer como um humano. Eu não sei por que eu me sinto atraído você, só sei que sinto, e esse seu “charme” não tem nada a ver com isso. – Castiel se aproximou e Dean só sabia disfarçar o nervosismo, disfarçar muito bem. Seus rostos estavam próximos, próximos até demais pro gosto de Dean. Suas respirações se misturavam, e Dean viu que ele falava realmente sério.

– Oh, merda. – Castiel fez uma leve careta ao ouvir o palavrão. – Escuta, embora você goste de mim e essas coisas, mas como você mesmo disse, é errado não é? E apesar de tudo, eu não sou gay, eu respeito, mas não sou, então poderíamos apenas esquecer que isto aconteceu?

Aquilo fez Castiel se afastar bruscamente e se virar, dando as costas para o caçador. Ouviu Dean soltar a respiração. Claro que ele não entenderia, oque estava pensando? Ainda assim, não conseguiu impedir as lágrimas de descerem. De algum jeito, as emoções e sentimentos que seu receptáculo estava sentindo ultimamente, estava ultrapassando o limite e chegando até si enquanto possuía aquele corpo. Castiel começara a sentir novas coisas que nunca sentira, e agora por exemplo, sentia uma enorme tristeza perfurar seu coração. Nunca chorara, nem no céu e nem em nenhum outro lugar, mas agora estava chorando por causa de um homem? Inferno.

Levou a mão até a boca, forçando o som do choro a permanecer inaudível. Maldito. Ele havia libertado ele do inferno, por que ele não o amava? Maldito. Ele era o motivo pelo qual ele estava na terra, pelo qual estava em uma cama confortável e não sofrendo os piores tipos de torturar, estava com seu irmão e seus velhos amigos, então… Por que?

Secou as lágrimas, e respirou fundo. Não podia deixar aquilo o abalar, eles ainda tinham de deter Lilith, mas, ainda assim, doía. Se virou e viu Dean de cabeça abaixada, apertando o braço da cadeira com uma força que parecia que ia quebrá-la. Mas ele queria tanto aquilo, queria tanto que Dean o amasse, queria tanto provar daquele pedaço de mau caminho e aquele pecado, aquele sentimento que o consumia por inteiro. Será que Deus o perdoaria? Será que os anjos olhariam com repulsa para aquele ato que estava prestes a fazer? Será que seria condenado ao inferno por aquilo? Perguntas sem respostas rodeavam sua mente enquanto se aproximava novamente de Dean.

Dean ouviu passos e levantou a cabeça e viu Castiel se aproximando, o olhar dele era de… Culpa talvez? Mas quando Castiel chegou perto, envolveu o rosto de Dean com as mãos o forçando a ficar com o rosto imóvel e ele logo entendeu o por que.

– Oh não. Não cara, eu não… – Foi impedido de continuar por um beijo.

Aquela sensação foi estranha, tipo, um homem que sempre beijou mulheres agora estava beijando um homem? Estranho. Não nojo, afinal a boca de Castiel era, de longe, semelhante ao de uma mulher, aquilo era só estranho, aquela barba por fazer que lhe espetava, lhe dava arrepios. Dean forçava contra aquelas cordas, tentando mais uma vez se soltar, mas novamente falhando. Quando saísse dali, faria questão de nunca mais ficar sozinho com aquele anjo pervertido novamente. Então foi pra isso que ele o amarrou na cadeira? Para que ele não pudesse fugir? Que ótimo.

Embora Castiel estivesse com a boca colada na de Dean, as línguas de ambos não se moviam. Dean não movia por opção, mas e Castiel? Estava pouco se fodendo para o motivo do anjo.

Até que Castiel se afastou bruscamente e Dean agradeceu, em pensamento, por aquilo.

– Deus me perdoe. – Sussurrava Castiel enquanto passava a mão na boca, como se aquilo estivesse sido mentira. – Eu pequei, perdão. Ah perdão, perdão. – dizia ‘perdão’ diversas vezes. Mas uma risada fez ele parar e se virar. Dean ria daquilo. Imaturo, incessível, realmente não entendia oque estava se passando ali, burro.

– Isso, meio que, não é certo, certo? – Perguntou, já sabendo a resposta óbvia. Droga, ele realmente tinha beijado ele? Um anjo tinha o beijado! Não sabia se ficava feliz por ter sido beijado por um anjo, ou preocupado por esse anjo ser um homem, especificamente o homem que o tirou do inferno.

Droga, aquilo era tão confuso. Dean realmente estava se perguntando se aquilo tinha sido bom ou não. Mas do nada o instinto macho veio e ele teve que falar.

– Digo e repito, não sou gay Castiel, se você gosta de homens, – Olhou para o chão, e depois voltou a fixar o olhar no anjo. – realmente não tem problema, – A expressão que Castiel fez quando ouviu aquilo fez Dean pensar duas vezes. – eu acho, enfim, não sei como funciona o céu e as leis lá em cima, mas não eu cara. Pode ficar com homens, mas…

– Você não entende! – Castiel gritou, e Dean se calou na hora. – Acha que eu não queria? Acredite, se eu pudesse escolher, escolheria sair de perto de você o mais rápido possível, mas não dá.

– Por que?

– Por que eu amo você! Eu te vigio agora, e pode apostar, ordens não são a única coisa que me faz te seguir pra cima e pra baixo. E sei que isso e bastante errado, um anjo com um mortal, isso nunca que estará certo. Entende? – Começou a se aproximar novamente de Dean. – Eu queria mudar isso, mas não dá, essa e a primeira vez que me apaixono e é logo por quem? Dean Winchester. – Parou ao ficar bem a frente do caçador.

Os olhos de Dean estavam arregalados, que declaração digna de passagem.

– Uau, nunca recebi uma confissão dessas. E por mais que possa parecer o contrário, eu te entendo, tá? Já gostei de alguém que eu não deveria gostar, mas superei aquilo, e agora você também vai ter que superar.

– Acha que vai ser fácil? Pra você superar esse amor que você teve foi fácil, você não para em lugar nenhum, foi só entrar no carro e dirigir para longe, mas eu não Dean, fico te olhando dia e noite, não vai dá. Eu só queria que você me… Me…

– Amasse? – Viu Castiel acenar levemente. – Olha, eu não tenho nada contra você, sério, embora eu ainda esteja aceitando o fato de anjos existirem, você é um cara legal, ingênuo e chato as vezes, mas é boa gente, mesmo querendo aniquilar mil pessoas atoa, seu cafajeste. Mas eu não sou a pessoa certa pra você, sério, que tal você esquecer, ou, sei lá, ignorar e, procurar outra pessoa?

– Não dá, eu não quero Dean. Eu quero você, só você, não entende? Não quero mais ninguém, só você. – Disse, em seguida pegando o rosto de Dean novamente e o beijando. E novamente nenhuma língua se mexeu, era como se fosse, sei lá, um encostar de lábios, mas sem nenhum aprofundamento. Dean fechou os olhos fortemente, enquanto empurrava o rosto pra trás, mas o anjo o puxava novamente. Ele não sabe beijar, provavelmente, o primeiro beijo dele foi comigo. Droga Dean, um anjo?

Castiel novamente se afastou, e seus olhos brilhavam , ele ia chorar? Será que seria um problema fazer um anjo chorar? Dean sentiu pena, era só um cara com um amor não correspondido, será que poderia ajudar? Mas como? Não, definitivamente, não vou pra cama com um anjo, nem pensar. Um beijo direito talvez? Querendo ou não, teria aquele enjoado com ele todo o tempo.

– Esse foi seu primeiro beijo Castiel? – Perguntou hesitante, a surpresa no olhar do outro respondeu a pergunta.

– Oque? Eu… – Ele se virou, olhando para as estrelas que a janela possibilitava ver. – E se for?

O caçador riu.

– Então quer dizer que você nunca… Sabe, sei lá… Fez…

– Nunca tive a oportunidade. – Outra risada. – Me diz oque isso tem a ver com isso?

– Sei lá, só achei que você tivesse algum tipo de experiência, já que quer me levar pra cama. Talvez…

– Cala-se. – Apontou-lhe o dedo.

– Então… Quer cometer um pecado? – O susto na cara do outro fez Dean rir por uns dois minutos. – Calma, só estou brincando. Cara você cai muito fácil.

– Infantil.

– Qual é? Tenho charme. – Agora Castiel não conseguiu segurar seu sorriso. – Mas agora sério, por que você não me solta, e eu te mostro oque é um beijo?

– Sei oque é um beijo Dean, e você vai continuar preso ai até eu decidir, confiar, que não vai fugir.

– Não disse no sentido literal ó animal, – Recebeu uma encarada profunda do outro. – desculpe. Mas não vou fugir tá? Que tal eu ir embora só quando você deixar? É uma boa proposta.

Castiel, por desconfiança, leu a mente do caçador e quase se tornou impuro só de ver aquelas coisas, ele realmente só pensava naquilo? Mas enfim, viu que, o outro falava a verdade. E então, mesmo desconfiado, esticou as mãos para as cordas, e por um segundo ela tomaram um brilho azulado e então desapareceram.

– Claro, cordas mágicas, por isso elas não arrebentavam. – Disse olhando para os pulsos que estavam com umas marcas vermelhas, por causa da força que estava usando para se soltar. Olhou para Castiel novamente, massageando os pulsos doloridos. Castiel estava a dois passos de distância do caçador, só por, precaução, por assim dizer. Depois de uns segundos de silêncio em que Dean massageava os pulsos, na verdade os pulsos nem precisavam de atenção, ele só queria enrolar. Então era isso? Teria que beijar ele pra poder ir embora? Mas que droga, por toda sua vida, nunca imaginou beijando um homem, e agora onde estava? Exatamente, prestes a beijar um cara, e ainda por cima um anjo. Que se dane, já tinha feito coisas que só Deus sabia o quão horríveis eram. Beijar um carinha não era, nem de longe, a pior coisa que já tinha feito. Então com muita coragem, e com um certo pensamento repulsivo, se levantou e andou lentamente em direção a Castiel. O anjo recuou quando o caçador começou a se aproximar, mas parou ao sentir a cama do quarto lhe tocar a perna.

– Oque vai fazer? – Perguntou olhando Dean que se aproximava aos poucos. Dean sorriu quando parou na frente do outro.

– Vou te mostrar oque é um beijo de verdade Castiel. – Disse, dando um segundo para Castiel processar oque aquilo significava, quando percebeu, Dean levou a mão até a parte de trás de sua cabeça e o puxou para si.

30 de Diciembre de 2018 a las 01:51 0 Reporte Insertar 1
Continuará…

Conoce al autor

Renatenha Kalastrias Apenas Oneshots, graças a minha incrível habilidade de começar um coisa animadassa e depois largar num cantinho e esquecer pro resto da vida. Conteúdos LGBTs, não gosta, não leia. Conteúdo hétero de vez em quando. Minha Ones são longas demais, então fica só pra quem gosta de ler muito de um vez só. Historias de shipps meus, sejam de filmes/séries/novelas/musicos/atores/ propagandas ou pessoas da vida real mesmo. Comam empadas com catupiri ;^;

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