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brucechickinson Bruce Chickinson

Faltava uma semana. Uma semana para o aniversário de Sanji. Zoro quebrou a cabeça pensando em todas as possibilidades, mas não conseguia arranjar algo bom o suficiente. [ZoSan/SanZo]


Fanfiction Anime/Manga Todo público.

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Capítulo Único

Faltava uma semana. Uma semana para ao aniversário de Sanji. Zoro quebrou a cabeça pensando em todas as possibilidades, mas não conseguia arranjar algo bom o suficiente. E o pior era que para o loiro sempre parecia tão fácil. Em primeiro lugar, ele sabia cozinhar divinamente. Apenas isso já conseguia gerar os melhores presentes que quaisquer papilas gustativas jamais provaram. Mas seu talento para presentear não era inteiramente creditado à sua habilidade na cozinha: o loiro sabia agradar, sabia ler as pessoas, sabia o que comprar, era elegante. Zoro odiava admitir, mas Sanji tinha um bom gosto natural e ele...digamos que não teve a sorte de ter sido abençoado com tal qualidade. Ele insistia teimosamente que isso era porque o cozinheiro era cheio de frescura, mas tinha que dolorosamente aceitar a realidade. Zoro passou fevereiro inteiro tentando pensar no que dar, ele chegou até ao ponto de pedir embaraçosamente o conselho das garotas, o que só gerou risadagens e sugestões inúteis.

 

Zoro pensou em dar flores. Era elegante, sugeriu Robin. Era barato, sugeriu Nami. Inclusive se ele mesmo as colhesse estaria dentro do seu orçamento atual de 0 berries. Mas flores murcham e morrem, Zoro não conseguia pensar em nada mais deprimente que isso.

 

Zoro pensou em dar algo de comer, como bombons. Ele não tinha talento nenhum para a cozinha e mesmo que tivesse não chegaria aos pés de qualquer coisa feita por Sanji. Fora que eles acabam, eles derretem.

 

Zoro pensou em dar algum ingrediente ao invés de alguma gororoba feita por ele. Poderia tentar arranjar algum dos peixes raros do livro do cozinheiro, ultra trabalhosos de pegar, que ele teria que passar horas tentando pescar. Só de pensar no trabalho gigantesco que teria ele literalmente caiu no sono. Ironicamente um cara que levantava pesos absurdos zilhões de vezes ao dia era concomitantemente o ser mais preguiçoso do universo.

 

Zoro pensou em dar uma garrafa de bebida. Bem que ele próprio gostaria de ganhar uma em seu aniversário. Aliás, qualquer data era data de bebida. Mas, ele sabia que Sanji não bebia qualquer porcaria. Teria que ser o melhor vinho ou a melhor champanhe ou o melhor saquê. Seu bolso estava dolorido só de imaginar.

 

Zoro pensou em dar um disco. Pensando bem, nunca havia associado muito o cozinheiro a música, a não ser pelas vezes em que o loiro cantarolava involuntariamente enquanto cozinhava. Era uma das pequenas coisas mais charmosas sobre ele, desde o timbre aveludado de sua voz até os quadris que balançavam no mesmo ritmo, hipnotizantes.  Até chegou a pedir o conselho de Brook, mas discos repetem, discos arranham.

 

Zoro pensou em dar um terno. O cozinheiro amava-os, isso era fato. Mas era um presente audacioso: ele precisaria escolher o terno certo, coisa que não tinha ideia de como fazer. Além disso, precisaria ficar devendo eternamente à bruxa se quisesse levar algo minimamente decente.

 

Zoro pensou em dar algo mais simples então, uma gravata. Embora mais simples, passava pelo mesmo problema do terno: a falta completa de noção de estilo de Zoro, que corria sério risco de comprar uma gravata verde e listrada combinando com seu medonho haramaki.

 

Zoro pensou em escrever alguma coisa. O problema era que nem se lembrava a última vez que havia segurado uma caneta, sua caligrafia, que já era péssima, deveria estar enferrujada e ilegível. Além do mais, papéis rasgam e borram.

 

Qualquer que fosse o mimo, presente, lembrança em que ele pensasse sempre vinha com o revés de envelhecer, se desbotar, acabar. Tudo parecia tão efêmero e ruim. Foi então que ele pensou na única coisa que tinha uma garantia quase vitalícia, algo bom de verdade, modéstia à parte, algo que ele pudesse oferecer de todo coração.

 

Estava de frente para o cozinheiro no ninho do corvo no final da festa, onde disse que daria seu presente.

 

"A mim mesmo." Ele anunciou, sua voz beirando o inaudível.

 

"Qual é, essa é a melhor desculpa em que conseguiu pensar?” Disse, tentando rir, mas com o semblante um pouco decepcionado. Por que chegou a esperar outra coisa do neandertal? Sanji já tinha ouvido isso algumas vezes em sua vida. Era bem comum que algum dos caras do Baratie dissesse isso em aniversários só para zoar, ou porque não lembraram de comprar algo. A apoteose da preguiça em termos de presentes de aniversário. “Era melhor ter dito logo que esqueceu." Ele acrescentou, quase deixando transparecer um bico.

 

Zoro franziu o cenho irritado.

 

"Não." Sua voz ainda um pouco baixa, embora a irritação pela lentidão do loiro tivesse feito os decibéis aumentarem um pouco. "Todas as outras porcarias em que pensei estão ali." Disse, apontando para uma caixa no canto da parede.

O loiro olhou incrédulo e se abaixou para observar melhor o compartimento. Um buquê de flores sem a maioria das pétalas e cheias de bichos medonhos nos ramos, o que fez Sanji soltar imediatamente o objeto. Uma caixa de bombons caseiros ao mesmo tempo queimados e crus, sabe-se deus como alguém havia conseguido essa façanha culinária.  Um...peixe...cru que Sanji reconheceu imediatamente como um dos que ilustravam uma de suas páginas favoritas de seu livro. Uma garrafa de saquê surpreendentemente caro. Um disco de Jazz. Um conjunto de terno e gravata de uma loja imprevistamente boa, embora o terno provavelmente era o mais pitoresco do estoque inteiro e era acompanhado de uma gravata com a estampa mais horrenda possível. E um papel com alguns hieróglifos indecifráveis escritos.

 

Foi então que Sanji se deu conta: Zoro não estava brincando. Ele sequer estava sendo romântico, nem sabia como fazer isso. Esse era apenas genuinamente o melhor presente em que pôde pensar.

 

Sanji começou a gargalhar. Zoro franziu as sobrancelhas angulosas novamente. O loiro, entretanto, gargalhava uma risada gostosa e verdadeira, surpreendentemente desprovida de maldade. Se Zoro soubesse o quão romântico parecia naquela situação provavelmente ele estaria mais vermelho do que agora. Para a sua sorte, ele era uma porta.

 

 

"Esse morre

Envelhece

Acaba e chora

Ama e quer

Desespera

Esse vai...

Mas esse volta"

28 de Diciembre de 2018 a las 00:24 0 Reporte Insertar 0
Fin

Conoce al autor

Bruce Chickinson NejiHina/SasuNaruSasu Lalaland, NaruHina reality. <3 ZoSan addiction.

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