camuflaje Seguir historia

missunofirework iara oliveira

Eu continuo me lembrando da primeira vez que me fizeram perceber que te amava. Eu continuo me lembrando do nosso primeiro beijo, e de você me afastando numa expressão sôfrega e decepcionada ao me dizer que não podíamos continuar. Todos os dias da minha vida, eu continuo me lembrando da decisão que fizemos tão novos, apenas com dezoito anos, mas já tão machucados pelo nosso infortúnio e pelo nosso amor impossível. "Eu te amei desde sempre, Taehyung. Mas algum dia eu acordei assustado, porque percebi que te amava mais do que no dia anterior. E não era como irmão" drogas / álcool / depressão / irmão adotivo


Fanfiction Bandas/Cantantes Sólo para mayores de 18.

#gay #yaoi #bangtan-boys #bts #love #taehyung #vkook #taekook
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camuflaje - Jeon

Aviso: 


Essa história, ou a autora, não pretende de forma alguma denegrir a imagem de qualquer um dos indivíduos que inspiraram esse plot, ou incentivar seus leitores a incesto, alcoolismo ou dependência de drogas. 


Depressão é um assunto extremamente sério e não vim brincar com ele. Tentei fugir do plot, mas quando vi, estava mergulhando numa sensação profunda de tristeza e empatia pelos personagens que criei. Não consegui parar. E criei isso. 


Não me responsabilizo por qualquer dano psicológico com essa trilogia. Estão avisados.


... 

Sete meses.


Há sete meses, o melhor e pior dia da minha vida aconteceram ao mesmo tempo.


Lembrar da ocasião faz com que risos sarcásticos saiam dos meus lábios, quase como uma negação e uma sensação de impotência depois de ter feito uma grande burrice. Mas não me arrependia do que meus sentimentos e meus hormônios me levaram a fazer naquele dia, pois fora um resultado de muito pensar e muito regurgitar no meu quarto solitário e silencioso, do outro lado do corredor, no lado oposto da pessoa que mais amava no mundo. O que fiz naquele primeiro dia de Maio exigiu que torrasse todos os meus neurônios com álcool e outras drogas ilícitas antes daquela data.


Só tinha dezoito anos, ainda tenho pra ser sincero. E me sinto tão esgotado quanto o dia que tomei a iniciativa e arrisquei minha vida toda por amor.


Começou dois anos atrás, quando ele voltou do intercâmbio. Nossos pais o bancaram no exterior por doze meses inteiros, mal sabendo da vida de merda que ele levava com os amigos igualmente de merda na Escócia. Todos na casa viram que estava diferente, que sorria menos. Nossa irmã mais velha teve até a audácia de dizer na mesa de jantar que provavelmente já não era virgem mais, talvez tivesse engravidado alguma garota por lá... Foi um comentário tão estúpido que Jeongguk se levantou da mesa e ficou sem falar com ela por duas longas semanas.


Naquela mesma noite, fui até seu quarto na intenção de conversar com meu irmão e colocar o papo de doze meses em dia, pois quase não havíamos conversado enquanto esteve fora. Mas logo que fui entrando em seu quarto, sem bater, pois nunca tivemos essa etiqueta um com o outro, me surpreendi com a quantidade de saquinhos de maconha que ele tirava da mala.


Nos olhamos atônitos. Jeongguk pediu que trancasse a porta depois de uns segundos.


"Como você...?" engoli minha saliva nervoso. Ele havia chegado hoje mesmo do exterior, há duas horas estávamos lhe buscando no aeroporto. Não podia ser...


Estranhamente ele não me respondeu, nem tentou. Apenas escolheu um saquinho aleatório e guardou o resto numa de suas malas, a qual colocou em cima do guarda-roupa, longe do alcance da camareira.


Virando-se para mim, olhou-me por uns segundos com uma expressão vazia enquanto bolava seu brinquedo.


Ótimo. Meu irmão mais novo tinha se tornado num drogado. Suspirei o observando vir até mim e se sentar ao meu lado. Esperei que abrisse a boca e me contasse mais sobre sua viagem e o novo estilo de vida arriscado que tomou.


"Está fazendo isso pelo pai?" perguntei num murmúrio observando-o usar um isqueiro que tirou do bolso e acende-lo. Ele negou.


E depois me ofereceu. Neguei, rindo.


"Me orgulho dos meus pulmões ainda, Jeon" falei com um rastro de sorriso nos lábios. Ele deu de ombros.


Estava estranho. Lacônico e frio. Nunca foi assim. Costumava ser tão caloroso, contagiar todos com uma aura revigorante sempre que dava um sorriso, fazer todos rirem quando lhe enchia o saco e vinha correndo atrás de mim pra se vingar ou só me bater gratuitamente.


Sem nenhuma garantia, senti saudades.


"Vou resumir a história pra você..." se remexeu na cama, parecendo tentar se acostumar novamente com a maciez do seu colchão. Exalou a fumaça e me olhou.


Estava mudado. Mais magro, mais alto e mais adulto. Estava... bonito.


"Uma garota. Conheci ela numa festa e me apaixonei. Ela era destemida, doida, pra ser específico - fez uma pausa pra tragar - Oito anos mais velha" completou. Não evitei demonstrar surpresa. Jeongguk de quinze anos seria tímido demais pra se relacionar com uma mulher tão confiante e cheia de si mesma, pelo menos soou que fosse assim. "Mais tarde descobri que era mulher de um bandido da cidade... deu merda. Era medroso demais pra ir atrás, então sofri em casa. Me acostumei a fumar todo dia, agora não consigo parar" deu de ombros, tragando mais uma vez.


Irreconhecível. Jeongguk havia acabado de me contar algo em que foi protagonista, e eu ao menos imaginaria que um dia faria parte como ator coadjuvante. Seus olhos me flagraram perplexo, então fechei a boca e tentei me recompor.


"Bem..." procurei por palavras. O que devia dizer? Devia dizer algo, certo? Não éramos próximos?


O olhei novamente. Não sabia o que dizer. Era mesmo a mesma pessoa que só deu o primeiro beijo porque o prendi no quarto com uma amiga minha?


Pensei se devia contar pra nossa mãe e salvá-lo da morte antes que ele mesmo a procurasse em pessoa. Jeongguk estava parecido com meus amigos que acabaram de descobrir as drogas no ensino médio. Alguns faziam por diversão, mas da maior parte eu tinha graves suspeitas.


No final, só estavam querendo camuflar dores já existentes e, quem sabe, adiantar seu fim.


Então... me esforcei. Jurei a mim mesmo que faria o possível pra ajudar meu irmão, e mesmo que não tivesse meu sangue, eu sabia que derramaria o meu por ele se fosse preciso.


Acontece que derramei demais.


...


Passei a seguir Jeongguk em todos os lugares, mas não como um stalker, como um amigo que se preocupava.


Fazia ronda e lhe protegia da vista das outras pessoas quando fumava, fosse na escola, fosse em casa. Tinha virado seu guarda-costas.


Ele não deixou de ser calado, falando muito pouco em casa ou com quem costumava chamar de melhor amigo, eu. A cada dia que passava estava mais misterioso, trocando mensagens com pessoas desconhecidas que nem salvava o número. No começo pensei que fossem garotas aleatórias, mas um dia ele me levou até os muros detrás da escola, e recebeu de um cara gótico e solitário do terceiro ano, um saquinho preto. Em troca, Jeongguk lhe entregou uma quantia extremamente alta.


"F- Jeongguk, que merda?"perguntei, já zangado com o garoto três meses mais novo que eu. Jeongguk não disse nada, só olhou ao redor e meteu o saco dentro do moletom. Antes que começasse a caminhar, me zanguei e lhe puxei até a parede. "O que está fazendo?" sem perceber lhe encruzilhei entre ela e eu.


Pelas poucas vezes que aconteceu, desde que chegou há dois meses atrás, Jeongguk olhou pra mim de verdade. E doeu quando me olhou. Porque não tinha nada, nenhum remorso, nenhum reconhecimento de que estava acabando com sua vida e comigo. Com nossa família.


"Você não entende, Taehyung" falou apenas, me olhando frio e vago. "Nunca sofreu por porra nenhuma na sua vida, nunca teve que implorar pro pai pra ficar por mais meses fora do país, porque tava morrendo. Nunca ficou depressivo, nunca amou, nunca agonizou em dor, nunca quis su-


"Para!" segurei seus pulsos e implorei que me visse. Seus olhos se abriram com a vista. "Como você tem coragem de falar que nunca sofri?" ri sarcástico, limpando as lágrimas que derramei pelo irmão egoísta que tinha. "Éramos inseparáveis, Guk... você me dava tudo de você, eu te dava tudo de mim. Éramos parceiros de vida" falei chateado, e o olhar frio ganhou um aspecto vivo. Vivo porque transmitia algo.


Pesar.


"Está me machucando quando se droga desse jeito. Não dorme há quantos dias? Acha que não escuto você saindo toda noite do quarto e voltando só às cinco? Tá se matando" soltei agressivamente seus pulsos, me afastando de seu corpo e levando a mão até minha testa.


Silêncio.


"Fala alguma coisa, porra!! Neutralizou até seus sentimentos por mim?? Somos melhores amigos, Jeongguk. Eu sou a merda do garoto que te libertou e te apresentou pro mundo. Eu te apoiei e te acolhi como parte da família quando a Sunny te insultou por ser adotado!" gritei.


Jeongguk estremeceu.


Hm... acho que exagerei.


Me virei de costas e pensei no que faria. Se o comportamento de Jeongguk significava que ele não conseguiria se salvar sozinho, eu o salvaria, então.


O olhei por cima do ombro. E lá estava ele, tremendo quase imperceptivelmente as pernas, com os olhos molhados. De medo.


Neguei com a cabeça e caminhei até o mais novo, lhe abraçando, e recebendo sua cabeça na curva de meu pescoço, sentindo seus olhos, sua bochecha e seus lábios molhados enquanto me segurava desesperado.


"Que bom que te acordei" sussurrei.


...

Meus amigos me aconselharam.


"Sabe o que ajuda além de drogas? Sexo" JaeHa disse sorridente tragando um cigarro. JaeHa tinha quinze anos, era tão avançado no seu tempo que me surpreendia. Não era meu amigo, Yoongi ouviu boatos de que talvez pudesse me ajudar com Jeongguk, por isso vim até ele.


"Preciso dormir, JaeHa... Acha que isso ajuda?" ouvi Jeongguk, que jogara um cigarro pela metade no chão. Talvez porque não quisesse mais, talvez porque os cigarros não suscitavam a sede das injeções que tomou na última semana.


Bem a tempo.


Bem... Não que ele estivesse num estado... descente. Jeongguk estava um caco, usando moletom o dia todo e máscara em casa, de vez em quando. Olheiras com aspecto negro por baixo dos olhos. Cansado, impotente e reprovando no bimestre. Não por falta de nota, por ausência dela. Não aparecia nas provas há dias. Se não tivesse convencido o professor Shen de que estávamos dando um jeito nos estudos do moreno, nossos pais já teriam sido notificados.


Nossa sorte era que eles ficavam o dia todo fora e só nos víamos na janta.


"Claro, só precisa ser bem... pesado e esgotante" JaeHa riu, jogando seu cigarro fora quando foi notificado que o inspetor passaria em alguns segundos. Todos pisaram em seus cigarros e ficaram assim até que o perigo passasse. Até acenaram e sorriram pra Hwang.


"Ando muito impotente pra fazer algo selvagem, cara" Jeongguk foi meio irônico colocando as mãos no moletom.


"Ora, por que não usa heroína?" sugeriu.


O reprovei com um olhar. Jeongguk riu quando viu a cara que fazia pra JaeHa.


"Bem... Já transou com caras, Jeongguk?" perguntou.


Engoli em seco.


Jeongguk engoliu em seco. E depois riu. "Não... não curto essas coisas" falou desviando os olhos dos de JaeHa pra outro lugar com cimento, se comportando de maneira surpreendentemente tímida.


Há quanto tempo não te vejo corar, Guk. Admirei em silêncio.


JaeHa riu. "Não tem problema... conheço um cara que vai te fazer curtir" sorriu, acendendo outro cigarro e analisando Jeongguk de cima abaixo.


...


Saiu tropeçando do elevador barato e perigoso depois de sair do quarto alugado. Caminhou meio atordoado, caminhando meio sem rumo, talvez com um pouco demais de dor.


Me levantei da poltrona fajuta e velha do saguão vermelho, observando a forma que andava e as caretas que reprimia.


Sorri quando chegou ao meu pé e revirou os olhos pra minha cara.


"Precisa de ajuda aí, garotão?" mordi o lábio escondendo um sorriso, e jogando um de seus braços pelo meu pescoço. Pude ver de soslaio que havia suprimido um sorriso também, que logo desapareceu quando soltou um gemido.


Meus olhos se abriram, enquanto saíamos do prédio de sete andares.


"Acha que aguenta chegar em casa?" perguntei ao levantar a mão para pedir um táxi que se aproximava. Levei um tapa. Ri ao reconhecer que ainda tinha forças.


"Cala a boca" falou, mas ainda sorri comigo mesmo ao reconhecer que estava tímido.

Entramos no táxi e me sentei ao seu lado no banco de trás. Peguei meu celular no bolso e mandei-lhe uma mensagem.


"Um cara, uh?"


Ao sentir o celular vibrar, Jeongguk tira-o do bolso da frente na calça jeans clara e acende  o aparelho.


"Sim, idiota. Ou você acha que uma garota com um pintão me deixou dolorido assim?"


Me fez gargalhar no carro. O olhei de soslaio e vi que tentava reprimir mais um sorriso.


"Seria ótimo" falei em voz alta. Ele me ignorou.


"De 0 a 10, qual a dor?"


"11"


O olhei assustado, e ele bloqueou o celular me olhando também. Começamos a rir.


"Está com fome?" perguntei, logo que passamos pela rua de comidas. Jeongguk me olhou, parecendo pensativo por um instante.


"Podemos pedir comida em casa? Estou com sono e não sei se vou conseguir esperar pra comer" falou.


Apesar que estava me sentindo indefinidamente estranho por ter esperado meu irmão adotivo ser fodido por um cara de 1,90 por duas horas, no saguão de um hotel barato, me senti meio que feliz por dizer que tinha sono.


Me senti feliz por saber que dormiria direito pela primeira vez em semanas.


...


Esse processo de levar Jeongguk três vezes por semana naquela pensão sombria e maluca, e esperá-lo por algumas horas, às vezes mais, às vezes menos, se tornou numa rotina.


Os dias que antes passava ocioso no saguão daquele hotel, agora passava estudando para ensinar no outro dia pro meu irmão o conteúdo que não somente ele, mas eu, não sabíamos, e na matéria que havíamos reprovado. Éramos dois prejudicados, e nessa tentativa de salvar Jeongguk, não podia esquecer de me cuidar também.


Algumas vezes, chegávamos em casa e Jeongguk ia direto pra cama. Outros dias reclamava que estava com fome, e me obrigava que encomendasse comida às uma da manhã. Eu fazia. Só queria que se sentisse bem.


Então, enquanto esperávamos que a comida chegasse, estava sentado na cama de Jeongguk, lendo gibis que achara na sua gaveta que não era aberta há mais de um ano.


Jeongguk estava encarando o teto, com o palito do pirulito que já havia chupado, pendurado na boca. Estava pensando.


Antes, quando algo lhe intrigava a ponto de tomar tanto tempo pensando nisso, compartilhava comigo seu incômodo e refletíamos sobre isso. Na maior parte das vezes, resolvíamos juntos.


Fingi folhear o gibi. Estava curioso sobre o que ele pensava.


"Tae..." me chamou, ainda sem me olhar. Continuava a encarar as estrelas neons no teto, aquelas que um dia havíamos pendurado juntos ali.


"Hm?" fechei o gibi e dediquei toda minha atenção a ele.


"Agora que penso... o que fez esses meses todos que não estava aqui?" seus olhos encontraram os meus finalmente.


Um fato sobre Jeongguk, algo que havia voltado nos últimos dias: seus olhos brilhavam numa intensidade sobrenatural. Antes, alguns anos atrás, até mesmo antes de sair pro intercâmbio, julgava que brilhavam daquele tanto porque ainda era puro. Porque era inocente. Porque tinha algo lindamente não explicável sobre aquela aura viva e radiante que emanava de si.


Agora, depois das experiências sombrias na Escócia, que mal sabia da metade, depois das vezes que lhe flagrei injetando droga nas suas veias, querendo se cortar no banho, querendo se afogar na banheira, querendo deixar esse mundo cheio de dor e crueldade, querendo se esquecer...Aquele brilho perdurava ali de forma contraditória, querendo me convencer que ainda era o Jeongguk que conhecia, aquele que fez um castelo de areia comigo aos cinco anos e disse que nele morariam dois príncipes... eu e ele. Para sempre.


Ainda era o mesmo Jeongguk?


Suspirei pensando na sua pergunta.


"Ganhei um concurso de saxofone, e namorei uma garota por oito meses" fui sucinto. Jeongguk me olhou. Me olhou, e olhou, e olhou.


"Qual era o prêmio?" desviou o olhar do meu. Assim como desviei do dele, meio que decepcionado pela pergunta.


"300 dólares. Torrei em festas e álcool" rimos.


"Hipócrita" balançou a cabeça olhando o teto novamente. Ficamos em silêncio.


Depois de dois minutos sem sinal do delivery, me deitei igualmente na cama, e passei a encarar o teto. Não hesitei em perguntar se ele lembrava do episódio na praia de Jeju, no aniversário de casamento dos nossos pais... o castelo de areia, a gente fugindo de Sunny e nos escondendo atrás de uma grande pedra até o sol se pôr. Mas quando ia perguntar, ele surgiu com outra pergunta.


"Por que terminaram?"


Mordi o interior de minha bochecha pra me punir. Estava sorrindo demais.


"Não gostava dela o suficiente... sou muito novo, relacionamento sérios agora são um desperdício" falei, observando a estrela neon piscar pra mim como se fosse uma estrela de verdade.


Jeongguk ficou em silêncio.


"Talvez" murmurou.


O encarei. Vi que estava quase adormecendo.


O encarei. O encarei, o encarei, e repeti essa ação até que se ouvisse o barulho da moto chegar na porta de casa.


Quando abriu os olhos do sono e esfregou os olhos preguiçoso, me sentei com um sorriso forçado e fingi que não me afetou.


Acho que não estou cuidando de mim. Nem um pouco.

19 de Diciembre de 2018 a las 18:32 0 Reporte Insertar 1
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