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orihime_ba Araki 荒木

Tudo o que Sasuke queria era uma noite tranquila em casa sem os pais. Até que o amigo loiro, carinhosamente apelidado de “dobe”, bate em sua porta e praticamente o arranca de lá. Mil coisas que poderiam acontecer passaram na cabeça de Sasuke, menos a possibilidade de ele ter um noite incrível. Deslumbrado pela beleza e sensualidade de uma moça de cabelos cor de rosa, ele se vê sem saída, a não ser se entregar ao desejo ardente dentro de si.


Fanfiction Sólo para mayores de 21 (adultos). © Masashi Kishimoto

#naruto #sasusaku
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En progreso - Nuevo capítulo Todos los sábados
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Prólogo


~ Sasuke ~


Tudo o que eu queria era ter um sábado normal na casa dos meu pais. Eu sei, patético, não? Um cara de vinte e seis anos morando com os pais. Mas o que importava era que eles estavam viajando e eu tinha aquela mansão só pra mim. Ou era isso que eu achava.

Poucas horas depois de eu chegar do serviço, tendo um puta dia estressante, a campainha tocou incessantemente. Xinguei até a quinta geração do demônio que estava apertando o botão ao lado da porta e, ao abrir, vi que era um demônio conhecido. Mal eram nove horas, eu tinha, finalmente, decidido o que jantar e iria ligar para o restaurante para fazer o pedido e Naruto estava parado na soleira da porta da casa de meus pais me olhando como se eu tivesse algum tipo de problema.

- Como assim tá de pijama, teme? – ele disse, ou melhor, gritou.

- Bom te ver também – respondi amargo.

Que merda ele fazia na minha casa essas horas de um sábado? Ele não tinha uma ficante? Acho que era sobre isso que ele tava falando hoje cedo. Sei lá, só sei que ele tem outras mil opções do que fazer hoje: sair num encontro, dormir, comer, jogar. Qualquer coisa! Mas não, ele tinha que vir na minha casa me encher o saco.

E sim, eu estava de pijama! Não ia sair mesmo, me sentia muito bem vestindo minha calça do Cavaleiros do Zodíaco e a camiseta branca de estrelas formando as constelações. Minha mãe quem me deu, e Mikoto não gosta de ser criticada pelos presentes. Naruto não me deu tempo de pensar, só entrou em casa e se jogou no sofá. Cara, se minha mãe estivesse aqui, ele já tinha levado uma chinelada.

- O que tá acontecendo? – perguntei pra ele, ainda no mesmo lugar, só fechando a porta.

- A gente vai sair – ele respondeu e cruzou a perna, balançando aquela lancha que ele chamava de pé.

Sair? Ah tá.

- Se você não percebeu, eu tô ótimo aqui – abri os braços e mostrei meu lindo pijama.

- Cê tá ridículo, teme – ele respondeu sério – Não tinha nenhum outro pijama pior pra sua mãe comprar, não?

Fechei a cara. Quem ele era pra falar que eu tô ridículo? Não é ele quem usa um pijama de Pikachu? Daqueles com touca e rabo.

- Não – respondi e sorri maldosamente – Sua mãe comprou todos pra você.

Naruto fechou a cara e cruzou os braços. Olhou para os lados e voltou a falar comigo.

- Vamos deixar Dona Kushina e Dona Mikoto de lado – ele descruzou a perna – Vai logo trocar de roupa que vamos sair.

- Que mané sair, dobe – eu disse e me joguei no sofá à sua frente – Eu vou comer pizza e ficar aqui.

- Não, você vai sair comigo – ele sorriu pra mim, daquela maneira bem estranha dele, de quando vai aprontar algo.

Fiquei com medo. Agora é que eu não queria sair. Ele só me enfiava em furada. Ou eu tinha que tirar ele de quinze brigas que ele conseguia se meter em uma noite só, ou eu tinha que aturar umas mulheres estranhas que ele cismava em me apresentar. Segundo ele, eu já estava na idade de casar e ter filhos. Capaz mesmo. Eu não aturava mulher alguma e nenhuma delas havia me chamado a atenção. Nunca namorei. Nunca apresentei mulher nenhuma pra família. Meu irmão até mesmo espalhou que eu era gay e tinha medo de me assumir. Aquele desgraçado me causou uma puta dor de cabeça. Meus pais até acharam que eu namorava o Naruto. Vê se pode um negócio desse.

Enfim, voltei minha atenção pro sorriso estranho do dobe na minha frente e fiquei com medo de perguntar pra onde ele iria sair.

- E onde você vai? – arrisquei.

- Eu não – ele balançou o dedo indicador – Nós, meu caro, vamos pra uma balada.

- Eu não vou – respondi – Não sei nem porque você passou aqui.

- Mas eu quero te apresentar a Hinata, teme – ele disse.

- Seu tapado, eu já conheço ela – esse cara tinha retardo mental, só pode.

- Eu sei, mas queria que vocês se conhecessem – ele balançou as mãos, agitado – Gosto muito dela, queria que meu melhor amigo e ela se desse bem.

- Dobe, se quisesse isso mesmo, porque não marcou de jantarmos, ou ficarmos em casa? – eu juro que não entendo como ele pode ser tão burro.

Pra quê eu iria numa balada, escura, com aquelas luzes irritantes, pra conhecer a namorada dele? Era muito mais fácil sairmos pra um cinema, lanche ou qualquer outra coisa, desde que tivesse iluminação decente e silêncio.

- Mas é que eu prometi à ela – ele resmungou – Ah, porque não dá pra você ficar quieto e só ir?

- Porque toda vez que eu concordei em sair com você sem perguntar, eu me ferrei – eu disse levantando um pouco as costas do sofá e me apoiando no cotovelo.

- Pura mentira isso aí, teme – ele disse.

- Mentira? – ele tava dando de louco comigo – E quando a gente saiu e você se engraçou com a ex-mulher do traficante? E quando fomos naquele bar que você jurou ser de boa e saímos nos apoiado um no outro de tanto que apanhamos? E aquela vez que você me levou num racha e o carro quase prensou a gente na parede porque você encostou o tênis na roda dele? E aquela vez... – eu podia falar a noite inteira no tanto de enrascada que ele me meteu, mas Naruto me cortou.

- Tá, tá, tá – ele fez um cara impaciente – Faz essa pra mim, teme. Eu prometi pra Hinata que ia te levar.

Porque diabos ele queria tanto me levar?

- Sai só você e ela, ué! – retruquei – Não vou segurar vela, dobe.

- Mas você não vai – ele respondeu prontamente, mas depois me olhou com medo e pareceu escolher bem o que ia falar – A Hinata vai levar uma amiga...

Ah, agora eu entendi. Ele queria arranjar um encontro pra mim com uma amiga da namorada dele. Mas que merda, eu não precisava de um encontro. Tô muito bem assim.

- Não – respondi.

- Teme, pelo amor de Kami, faz essa pra mim – ele quase se ajoelhou.

Quase.

- Não, dobe – me levantei e segui rumo ao meu quarto.

Eu ia deixar ele falando sozinho ali, uma hora ele iria se cansar e ia embora. Naruto sabia muito bem onde ficava a porta. Mas então, ele fez mais um de seus comentários desnecessários.

- Faz quanto tempo que você não dá uma? – ele disse em alto e bom som – E sua mão não vale.

Parei no lugar e me virei bem devagar pra ele. Não podia falar dessas coisas, se existia uma coisa que não podia se brincar, era com minha masculinidade. E Naruto sabia muito bem o que estava fazendo, ele me conhecia melhor do que ninguém. Mas mesmo assim, eu não podia dar o braço a torcer. Ele já havia vacilado comigo várias vezes.

- E aí, vai continuar a usar a mão? – ele disse de novo – Tá até calejada...

- Cala a boca, dobe – murmurei e me virei de novo.

Ouvi uns barulhos atrás de mim e, quando percebi, Naruto estava na minha frente. Ele levou as mãos na frente do rosto e as juntou, entrelaçando os dedos e fazendo uma cara de cachorro que caiu da mudança.

- Pelo amor de Kami, teme – ele piscou várias vezes, fazendo mais drama – Faz essa. Eu prometo não te incomodar por um mês!

Hm... Agora que entramos na parte das condições, até me interessou. Não ter Naruto me enchendo o saco com sua voz irritante, por um mês, era muito tentador. Mas um mês ainda era pouco por tudo que ele me fez passar.

- Seis meses – eu disse.

- Puta que pariu, tá louco? – ele desfez as mãos e me olhou sério – Não, um mês e meio.

- Nada disso, dobe. Cinco meses – eu cruzei os braços.

- Porra, assim fica difícil – ele fez uma pausa – Dois meses.

- Hn... Não, quatro meses – eu disse sério.

- Sasuke, você tá tirando com a minha cara – ele passou as mãos pelos cabelos – Dois meses, é isso.

Balancei a cabeça em negação.

- Três meses – fiz minha última tentativa – Pegar ou largar.

Ele parou e me olhou com ódio. Eu queria muito rir, mas se fizesse, ele ia desistir do acordo. E tudo o que eu queria era uma folga do Naruto.

- Tá. Três meses – ele resmungou – Agora vai logo se arrumar, teme.

Saí dali dando um sorriso vencedor pra ele. Me arrumei rápido, já tinha tomado banho mesmo, tava só com preguiça. Coloquei uma calça jeans escura, um sapato marrom, uma camisa jeans clara e passei um gel no cabelo, porque né, tô precisando cortar mas ainda não criei coragem. Me perfumei, peguei a carteira, o celular e saí do quarto. Encontrei Naruto deitado no sofá com uma cara de tédio.

- Ah, a cinderela tá pronta – ele provocou mas eu nem liguei.

- Vamos logo antes que eu desista – eu disse pegando minhas chaves de casa – Tá de carro né?

Naruto riu sem graça e eu me virei pra ele. Na mesma hora eu entendi, ele só podia tá de sacanagem comigo!

- Porra, dobe! – resmunguei batendo as mãos na calça – Como você dá dessa comigo?

- Ah, foi mal – ele passou por mim e abriu a porta da frente, revelando sua moto parada lá fora – Eu não pensei.

Levantei as sobrancelhas e respirei fundo. Fui na cozinha pegar o documento do carro e as chaves. Hoje tinha tudo pra dar errado. 

8 de Diciembre de 2018 a las 04:06 0 Reporte Insertar 0
Continuará… Nuevo capítulo Todos los sábados.

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