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orebe Ananda Carvalho

Sakura é uma maquiadora de renome nos estúdios de Hollywood, e deve sempre estar preparada para tudo, mas não é exatamente como se ela gostasse do trabalho. Entretanto, as coisas mudam quando ela recebe uma proposta para ir trabalhar em um set de filmagem em Moscou. Lá ela conhece um ator russo chamado Sasuke Uchiha, um homem misterioso que possui um belo par de olhos negros, e que inacreditavelmente não para de olhar para ela.


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#filme #naruhina #Moscou #sasuke #sakura #sasusaku
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A proposta

– Eu deveria ter pedido algo melhor para o almoço. – Murmurei enquanto tentava engolir o mais estranho bife à milanesa que já havia provado.

Ino estava na minha frente balbuciando algo sobre um dos atores do novo filme do Steven Spielberg. Aquela loura de olhos azuis nunca sabia a hora de parar de falar.

– Sabia que eu nunca mais fiquei com um bonitão daqueles? Não é justo, sou nova, mereço mais do que um coroa com um carro bonito. – Ela balbuciou. – Como será que eu posso receber prestígio sem um deles?

– Com seu próprio trabalho. – Respondi abrupta.

Ela me olhou como se eu estivesse falando grego.

– Vamos lá Sakura, sabe que o nosso trabalho não vale mais do que detalhes invisíveis aos olhos dos telespectadores, como podemos crescer se nem mesmo conhecem os nossos nomes?

– Nossos nomes ficam estampados nos créditos finais de todos os filmes Ino. O que mais você quer?

– Você é tão inocente a ponto de pensar que alguém nessa vida lê os créditos dos filmes? Viaja menos amiga. – Ela voltou a balbuciar baixo enquanto comia.

Olhei para o meu prato e acabei deixando-o de lado. Pensei um pouco sobre o que ela disse. Ainda que fôssemos famosas no ramo, nosso nome nunca seria grande se dependesse dos filmes os quais participamos minimamente.

Os roteiristas nos conheciam, os atores eram nossos amigos e os diretores nos faziam pincelar caretas nos seus rostos enquanto estavam no set de filmagens só para descontrair, mas o mais importante, o público, nem sabia da nossa existência.

Olhei o relógio e fiquei surpresa de como o tempo passou rápido.

– Eu tenho que ir Ino. – Disse. – Te vejo por ai...

Peguei minha mala e meu casaco, indo em direção ao camarim do novo filme dos Jogos Vorazes: Esperança. Assim que cheguei lá fui recebida com nada mais nada menos do que sete pedras, ops, rostos para pintar. E lá se foi o meu dia.


 

Abrir a porta do meu apartamento nunca foi tão difícil, eu estava mais do que cansada, simplesmente exausta, e não conseguia enxergar a entrada da chave na maçaneta, apesar dos óculos, que pareciam não ajudar em porcaria nenhuma. Soquei a porta e com um solavanco ela se abriu.

O lugar estava escuro e quieto como sempre, eram duas da manhã e eu ainda não tinha descansado nada. Joguei as coisas no sofá e fui até a geladeira em busca de um belo vinho tinto. Só ele me ajudaria a dormir melhor naquela noite. Enchi uma taça grande e a depositei em cima da mesinha de centro da sala, enquanto ligava a TV.

A única coisa interessante que passava àquela hora era Ru Paul’s Drag Race. O melhor reality show ever. Ri um pouco com a nova temporada e acabei apagando no sofá uma hora depois.

 


Alguma coisa tocava ao longe e eu não tinha ideia do que era, um zumbido que aos poucos ia ficando mais alto e cada vez mais alto. Olhei o relógio no meu pulso e ele marcava nove horas da manhã. Meu Deus!

Levantei em um pulo e olhei ao redor, procurando pelo barulho desorientada até que achei meu celular debaixo de dos travesseiros dourados que decoravam o sofá. No visor um número que eu conhecia muito bem, Temari.

– Desculpa, desculpa, estou saindo de casa agora. – Berrei ao telefone, morrendo de medo da bronca que iria levar. Minha secretária não era a pessoa mais paciente do mundo.

– Calma Sakura, não está na hora do seu expediente ainda. – Ouvi uma risadinha e fiquei mais do que aliviada.

– Que susto, achei que estava mais do que atrasada. – Murmurei. – O que aconteceu então?

– A equipe do diretor Adrianne Vitchkovisk convocou você para uma reunião. – Pasmei, eu jamais imaginei que tal personalidade do cinema saberia quem eu sou. Um sorriso exuberante se abriu no meu rosto. Se me olhasse no espelho eu com certeza riria, devia estar uma bagunça por fora, mas por dentro eu estava radiante.

– C-claro, a que horas? – Questionei.

– Às onze horas no edifício Stanley Kubrick, no centro, sala de reuniões. Não se esqueça que às quatorze tem a última cena do filme, precisam de você para fazer a maquiagem da Jeniffer.

– Com certeza, estarei lá. Obrigada por me avisar. – Sorri mais uma vez.

– Por nada. Vejo você mais tarde.

Desliguei.

Eu nunca me senti tão revigorada em tão pouco tempo de sono. Era difícil para mim me sentir feliz quando na verdade o que eu faço de melhor não é meu verdadeiro sonho, mas essa era uma oportunidade que eu não poderia perder, e não iria. Mas sabe quando sua verdadeira vontade está na sua frente e você acha que não tem capacidade para torna-la realidade? Se sentir fraco é uma das piores sensações do mundo, mas quando aparece algo que muda a sua rotina, as vezes esquecemos de como isso nos magoa.

Arrumei o sofá com afinco, coloquei o vinho de volta na geladeira e fui em direção ao banheiro. Um belo banho de banheira era o que eu realmente precisava para ir pronta para essa reunião. Despejei sais de banho na água morna e me deliciei ali por alguns minutos até que meu celular tocou de novo.

Bufei.

– O que aconteceu agora? – Disse, mal-humorada.

– Mudaram o horário da reunião. Você tem que estar lá em quinze minutos ou eles vão retirar o convite. – Engoli em seco, meus olhos ficaram vidrados. Como eu poderia ficar maravilhosa para uma reunião tão importante com míseros quinze minutos? Pelo menos eu morava perto do centro.

– Certo, estarei lá. – Desliguei.

Levantei da banheira determinada a chegar lá pelo menos dois minutos antes, eu tinha que dar uma boa impressão. Coloquei um vestido tubinho verde esmeralda e saltos pretos. Meu cabelo só precisou ser escovado e a maquiagem se deteve em delineador, base, máscara de cílios e um batom vermelho. Me olhei no espelho, estava perfeita. O cabelo rosa era o maior destaque, mas na minha profissão, cores diferentes eram a coisa mais comum.

Coloquei minha mala de maquiagem no carro e dei a partida. Fui o mais rápido que eu pude e cheguei ao prédio mais ou menos três minutos antes da reunião. Meu coração batia tão rápido que eu podia escutar a pulsação do meu pescoço. Era engraçado eu ter tamanha admiração por um diretor e estar tão nervosa mesmo sabendo que ele não estaria lá. Mas não importava, eu sabia que estavam me cogitando para algum trabalho novo, e eu não perderia essa chance por nada, ainda mais depois que o filme o qual eu estava participando iria acabar no dia seguinte. Eu precisava de algo mais para me ocupar, e não havia melhor possibilidade do que essa.

Peguei apenas minha bolsa e entrei no prédio me identificando. Uma das atendentes da recepção me levou até a sala de reuniões.

– Obrigada por me acompanhar. – Sorri para ela. Era uma mulher simples, mas sabia como ser gentil.

– Por nada senhorita. Pode entrar. – Fiz um aceno com a cabeça e abri a porta.

Eu não podia estar vendo aquilo. Paralisei e prendi a respiração. Não era possível que isso estava acontecendo mais uma vez. Chorei por dentro e dei um passo em falso na direção da sala. Karin me olhava da ponta da mesa como se eu fosse um pedaço de carne podre, e eu tentava olhar para os outros membros da equipe, procurando algum conforto.

Karin Uzumaki, uma maquiadora artística excepcionalmente habilidosa, eu não podia negar. Mas ela fazia até meu último fio de cabelo se arrepiar. Estudamos juntas na escola de maquiagem de NY, e sempre disputávamos o primeiro lugar. Mas eu nunca havia conhecido alguém tão cruel a ponto de tentar sabotar tudo o que o outro fazia para ser a melhor sem o próprio mérito. No último dia de aulas, ela recebeu o certificado de melhor técnica já que eu não compareci, devido ao fato de que mal conseguia ficar em pé por algo que comi. Alguns dias depois fiquei sabendo por outra colega que ela confessou ter envenenado a minha comida. Não pensei que a maior oportunidade da minha vida seria compartilhada com ela, e eu não tinha para quem reclamar. Iria ser o maior desafio que eu já havia enfrentado.

– Olá Sakura, como vai? – Perguntou ela, cínica.

– Não tão bem quanto eu gostaria. – Respondi, seca, deixando bem claro que eu detestava ter que vê-la ali. Seu sorriso sarcástico me fez ter certeza de que ela faria da minha vida um inferno.

Os outros membros da equipe me olharam e sorriram afetuosos. Um deles veio na minha direção e levantou a mão para me cumprimentar. Ele tinha o sorriso franco e olhos  confortantes. Sorri de volta.

– Olá, você deve ser a senhorita Haruno. – Apertei a sua mão com delicadeza e fiz que sim com a cabeça. Ele era louro, com o cabelo bagunçado e olhos azul escuro. Sorri mais uma vez e coloquei um fio de cabelo atrás da orelha. – Meu nome é Minato, sou o produtor. Sente-se, fique à vontade, vamos lhe deixar a par de tudo o que estamos planejando.

– Muito obrigada, estou muito feliz por participar desta reunião. É uma honra estar aqui.

– A honra é minha por trabalhar com você. – Ele fez uma reverência e se afastou.

Procurei uma cadeira o mais longe possível de Karin e seu cabelo vermelho seboso. Me sentei, ao lado de garoto muito parecido com o produtor, louro dos olhos muito azuis. Dei um sorrisinho de canto para ele e me acomodei. Alguns minutos depois, Minato bateu em uma taça de cristal e todos os outros que estavam em pé se sentaram.

– Bom dia! Eu gostaria de agradecer a todos que estão aqui pela presença, hoje é a nossa última reunião antes das filmagens e eu juntamente com a nossa equipe acabamos por decidir incluir mais alguém, a senhorita Sakura Haruno, é claro, se ela aceitar. Vou demonstrar parte do roteiro e como iremos trabalhar. Bom trabalho a todos.

Fiquei fascinada com a riqueza de detalhes com a qual era trabalhado o filme. Um romance dramático chamado de “A Ponte sob a chuva” que retratava a história de um detetive que se apaixona pela mulher de um empresário famoso enquanto a investigava, e descobre coisas inexplicáveis sobre ela.  Depois de todos os pontos técnicos ele abriu a apresentação para perguntas. Fui a primeira a levantar a mão.

– Se me permite perguntar, onde serão feitas as filmagens e durante quanto tempo?

– Estaremos em Moscou por mais ou menos quatro meses. – Meus olhos brilharam, meu sonho sempre foi conhecer a Rússia, um dos países mais intrigantes sobre os quais tive a oportunidade de ler. Sempre fui apaixonada pela história de Anastásia e a família Romanov. Agora teria a oportunidade de conhecer a fascinante realidade com meus próprios olhos.

– E quando começam as filmagens? – Falei, baixinho.

– Daqui a uma semana. – Ele respondeu, parecendo feliz, tinha um lindo sorriso no rosto. Depois de responder as perguntas dos outros membros da equipe ele disse: – Lá eu lhes apresentarei o restante de nossa equipe e o elenco. Será um prazer tê-los todos comigo nesta grande produção. E por último eu gostaria de fazer um convite a você Sakura. Será que nos daria a honra de ser nossa Diretora artística?

Fiquei estática. Eu não sabia nem o que significava aquilo, mas sabia que era muito mais do que eu esperava. Pensava estar ali para ser uma simples maquiadora, e não a diretora de sabe Deus o quê. Claro que eu não iria recusar.

– Mas é claro que sim. – Levantei-me da cadeira.  Fiz uma reverência e olhei para Minato. – Por toda a minha vida eu quis conhecer a Rússia, e por toda a minha existência desejei fazer parte de algo grandioso como esta produção. Sempre sonhei em conhecer Adrianne, e como um tesouro que cai do céu estou tendo essa oportunidade. Obrigada, muito obrigada mesmo. Eu jamais pensaria nisso.

Todos aplaudiram, e a reunião foi encerrada. Olhei na direção da porta e me deparei com uma Karin vermelha de tanta raiva. Ela estava praticamente da cor de seu cabelo. Recebi elogios e gratificações de muitos dos membros da equipe depois daquilo. Um deles foi o homem que estava sentado ao meu lado, o louro que se parecia muito com Minato.

– Meus parabéns. Sakura não é? É um prazer, meu nome é Naruto, sou diretor de fotografia do filme. – Não pude deixar de perguntar:

– O prazer é meu. Por acaso você é parente do Produtor? Desculpe a pergunta, é que são muito parecidos.

– Ele é meu pai.

– Ahh, que interessante. Imagino que sejam muito amigos no set de filmagem.

– Na verdade preferimos deixar o profissionalismo tomar conta da nossa relação enquanto estamos gravando. Quer dizer que você sonha em conhecer Adrianne, por que?

– Ele foi o diretor de todos os meus filmes prediletos, é a minha inspiração quando escrevo.

– Você escreve? – Ele questionou.

– Err... Mais ou menos. Tento. – Ops, mais um segredo que escapuliu. Minha felicidade estava a mil por hora. Não me importei.

– Interessante. Bom, eu devo ir, mas foi um prazer conhece-la Sakura. Nos encontramos em Moscou então? – Ele tocou o meu ombro como sinal de ser mais desinibido do que os outros.

– Claro, vejo você lá. – Me despedi de Naruto, e vi que uma mulher de terninho se aproximava de mim.

– Olá, eu sou Tenten Mitsashi, produtora executiva do filme. – Seu sotaque russo era de longe a coisa mais estranha que eu já havia escutado. – Eu só preciso que você assine um termo de confidencialidade e o contrato. Tome seu tempo para ler, pode me entregar no aeroporto. Tomarei a liberdade de pedir que comprem a sua passagem e reservem a sua hospedagem no hotel em que ficaremos. Aqui está o meu número, me mande os seus dados assim que puder. – Ela disse me entregando um cartão com seu número.

Sorri mais uma vez.

– Muito obrigada por essa oportunidade, eu nunca estive tão feliz.

– Disponha. Seu senso de moda e seu blog mostram muito sobre você. Nós que temos o prazer em ter você ao nosso lado.

– Fico grata. Mas afinal, o que uma diretora artística faz?

13 de Noviembre de 2018 a las 02:35 0 Reporte Insertar 0
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