Vórtex Seguir historia

morangochan Saah AG

Ao decidir caminhar pela floresta, Lynn encontra a falecida mãe.


Fanfiction Juegos Sólo para mayores de 18.

#hallowink #amordoce #angst #ua
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O vórtex da Potiza

Notas iniciais: fiz essa one para o desafio Gostosuras ou Travessuras, organizado pela embaixada do Inkspired. 

Esta one foi publicada no Nyah! por Morangochan (eu mesma).

Créditos da imagem: https://storeboughtaesthetics.tumblr.com/post/166664790095?fbclid=IwAR1CWDQaW8IHUBAI7yvtHkB3JPXFzD_1HwitDtXyD6ALyZCfWQa-DvNc2Oc


***


 



Ignorância, de fato, é uma bênção. Porém, ao clicar nesse link, você se tornou um miserável fadado a se contorcer no chão enquanto chora em desespero. “Por quê?” Você me pergunta. Porque - eu te respondo - a ignorância, como já disse, é uma bênção, e como sempre se aprende algo novo com alguém muito mais evoluído que você, então sua ignorância está prestes a ruir. Bem, estou te dando a chance de fechar essa página. Salve-se.

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Oh, então resolveu ficar? Pois bem, prepare um chá de camomila, ou mantenha por perto o que os humanos chamam de Rivotril. Decerto precisará.

Partindo do pressuposto de que os humanos comuns de sua Terra, leitor(a), não têm quaisquer informações sobre os infinitos universos existentes, então podemos concluir que você, por exemplo, não sabe o que são Potizas. Muito menos como elas vieram parar na dimensão a qual você reside, ou que efeitos causam em seu planeta. Mas, acalme-se, falta pouco para que eu pare de fazer mistério e menos ainda para que você pare de sentir idiota; ou não.

Há muitos séculos, antes mesmo das pessoas escreverem em latim sobre Adão e Eva ou qualquer casal pioneiro que povoou a Terra à base de relações incestuosas, vários pés, patas, tentáculos, asas e ganchos cruzaram as terras verdes e as águas cristalinas de sua Terra. Esta foi a primeira colonização por seres sapientes que o planeta conheceu. As Potizas estavam entre eles, com seus ganchos, tentáculos, patas, pés e asas a sacudirem de um lado para outro; ágeis e mortais. A colonização, porém, não se concretizou como planejava o grande império - devido a ação da princesa deste reino, mas esta é uma história que deve ser contada em alguma outra ocasião. Algumas Potizas se adaptaram à Terra, se reproduziram, morreram e a maioria continua hibernando a fim de completar sua metamorfose. Todavia, não se tinha conhecimento a respeito de impactos ambientais no que concerne à introdução de espécies exóticas em um determinado ambiente.

Quando uma Potiza morre, a energia espiritual desta cria um vórtex que prende almas humanas no plano espiritual dos seres que ainda estão vivos. Criando o que é conhecido popularmente como “lugar mal-assombrado”.

Entendo que sua espécie nunca tenha entendido o porquê desse fenômeno, mas devo dizer que amei as séries sobre espíritos, fantasmas e, em especial, aquela dos dois caras que andam num Impala 67. Todavia, não vim para bancar a enciclopédia sobre as coisas que você não sabe - até porque ficaríamos aqui por várias vidas humanas e sequer chegaria perto de te revelar todos os segredos do universo. Esta história é sobre humanos cujos passados pesavam, uma delas em particular com o passado tão pesado quanto o carrinho de oxigênio que tinha de carregar de um lado para outro.

A ruivinha, filha da mãe morta, encarava o céu tão nublado quanto os olhos claros, que se encolhiam dentro das órbitas, como se, desde o enterro, estivessem com medo do mundo e de todo o mal que este representava. Fechou-os, massageando suavemente por cima das pálpebras. Lynn não recordava qual havia sido sua última noite de sono não catalisada por remédios. Pois antes da partida da mãe, havia o câncer, antes do câncer, havia o pai morto e a volta para o orfanato. Ela ainda nem era maior de idade, cursava o último ano do ensino médio. Só não havia voltado para o orfanato porque a justiça concordou que deixá-la sobre a tutela do irmão capaz, também filho adotivo da falecida mãe, seria o mais recomendado, visto o estado de saúde da garota.

Qual fora a última vez que respirara, sentindo a plenitude do que era estar viva? Todos os mesmos cenários se repetiam, apagando todas as perspectivas do que poderia vir a ser uma vida normal; com uma variedade de cores, de cheiros, de sentidos diversos. Os olhares baixos e cheios de pesar contribuíam para precoces rugas ao redor dos olhos, que se contraíam em impaciência e mágoa. “Pena”, uma polissêmica palavra que flutuava entre plumas e sentimentos já impregnados nas relações interpessoais de Lynn.

O grito silencioso e sufocante lhe roubava a energia, dando um nó na garganta, fazendo o coração bater e fazendo-a sentir como se quisesse arrancar os próprios cabelos e destruir todas as paredes da casa com os punhos. Lynn queria respirar, por mais que a ação literal fosse meio complicada de se fazer. Todavia, usufruir do vento, do calor, do frio, de emoções diversas ou qualquer coisa que fugisse do branco e monótono quarto de hospital, pouco a pouco se apresentava como uma necessidade urgente.

Por isso ela fez aquilo; fugiu de casa ao pôr do sol a fim de dar uma caminhada.

Para você, que provavelmente é dotado de liberdades individuais, sair para caminhar não deve ser lá um grande delito. Na realidade, “delito” é a palavra errada para descrever a atitude de Lynn, mas esta sabia que, se o pedido fosse feito ao irmão, era certo que receberia como resposta “Mas você precisa descansar”. Com o lábio amargo, Lynn questionava a si mesma se o irmão ainda tinha na memória quem ela era antes da maldita doença. Se ele recordava o quão cheia de vida ela era, o quão o par de olhos brilhava, o quão gostava de correr ao ar livre, nadar, praticar esportes. O quão gostava de viver uma vida ativa, e não de estreitar os olhos rente à luz fluorescente das lâmpadas em cômodos fechados.

A roda do carrinho de oxigênio rangia, os dentes inferiores que roçavam nos superiores. O músculo do maxilar tenso, assim como o restante do corpo em estresse e a mente que martelava entre pensamentos como “Corra!” e “Volte para casa”. Lynn não sabia ao certo o que fazer além de continuar pondo um pé na frente do outro e lembrando de respirar para não cair inconsciente no chão. Também não sabia o que diria ao irmão, pois sabia que seria interrogada com vigor no minuto que pusesse os pés em casa. Ela poderia dizer “me deixe viver antes que eu morra” ou “você está me fazendo jogar o resto da vida fora”, mas tanto uma quanto a outra seriam formas ingratas para com o irmão que também sofria com a morte da mulher que costumava chamar de mãe. Ken não tinha câncer, mas tinha a dor da perda. Além disso, o peso de carregar a irmã sujeito ao peso do remorso advindo de qualquer negligência que pudesse vir a cometer. Ele não fazia isso apenas por si ou por Lynn, fazia pela mãe. Certamente a mãe daria a vida para salvar Lynn. E se não ele, quem mais a garota ruiva teria?

Entre uma passada, o rangido do carrinho e outra passada, Lynn sentia a parte de trás da cabeça coçar. Os olhos arderam ao encarar o crepúsculo no horizonte; que dia mais belo era aquele. Por isso, talvez, ela estava caminhando no meio do nada e sem destino algum. Tradicionalmente, na vida da ruivinha, dias bonitos significavam mal presságio; dias para ferrar com os outros ou para se ferrar. Não havia uma nuvem no céu quando o pai de Lynn veio a óbito. O ruflar das borboletas encantava à todos na manhã em que Lynn descobriu o câncer. As flores mais perfumadas da estação se abriam no dia em a garota precisou ser internada às pressas para que drenassem todo o fluido que a impedia de respirar. Não havia nada além de uma brisa fresca no dia em que a mãe de Lynn sofrera um AVC. E, naquele fim de tarde, o crepúsculo estava encantador. Lynn estreitou os olhos para o horizonte, a fotofobia andava um pouco mais atacada que o normal. Ela morreria naquele fim de tarde, então? Será que teria essa sorte? Então mordeu o lábio; a morte seria sorte para o irmão que ficaria só?

O ruído da peça mal lubrificada do carrinho cessou, assim como os passos daquela que o conduzia. A saliva quente umedecendo os lábios, a dor de respirar fundo e os olhos que ardiam em brasa sinalizavam um fato: Lynn estava viva, mesmo que a mortificante rotina a fizesse sentir o contrário. Ken deveria estar desesperado naquele minuto, certo? Ele deveria estar tão sedento pela volta de Lynn que talvez nem acabasse dando sermões, no fim. E se ela tinha um lugar para voltar e uma pessoa para quem deveria voltar, então significava que a vida ainda tinha algum sentido…?

Após uma dolorosa inspiração, seguida de uma expiração meio engasgada, e uma assentida de cabeça, a garota tomou-se por decidida. O ranger retornou, assim como a sequência de passos um tanto quanto lentos. A garganta apertava, mas ela não podia chorar. Se chorasse, corria o risco de acabar perdendo o controle das emoções. Quem estaria lá, então, para socorrê-la enquanto estivesse sufocando com as próprias lágrimas? Lynn não podia morrer longe de casa, tendo seu óbito noticiado por algum policial que teria ajudado a recolher o corpo frio da estrada. No máximo, a notícia da morte dela deveria ser noticiada por um médico que diria a Ken “fizemos tudo o que podíamos, mas sua irmã não resistiu”.

Ela não podia morrer longe de casa, ela não podia morrer longe de casa. O formigamento na pele aumentava ao passo que os passos executados encurtavam a distância a qual separava a residência da menina daquele pedaço de lugar nenhum cujo Lynn se encontrava. O relógio indicava cinco e meia da tarde, o que significaria ausência de luz em pouco tempo e o aflorar de monstros ou criminosos naquele lugar. O sacar do celular só serviu para concluir que andara demais por aí, e pouco tirara de uma caminhada tão longa, inclusive. Sem sinal, sem ligações, sem possibilidade de pedir ajuda ao irmão enquanto engasgava com o choro.

Burra, burra, burra! Agora ela tinha que dar um jeito, e depressa. A única notícia boa era que Lynn, de fato, não estava perdida. Aquela era a estrada que ligava a cidade à escola, onde a garota estava matriculada antes de Ken tomar a decisão das aulas particulares. A linda ruivinha odiara tal decisão, embora concordasse que a baixa imunidade causada pela quimioterapia e ambiente escolar não formavam a melhor das combinações. Pôs a mão na boca para conter o grito de pânico, frustração e, sobretudo, arrependimento, ao passo que tentava encontrar uma maneira de chegar em casa mais rápido.

A brisa suave balançou os fiapos de cabelo da cabeça de Lynn, fazendo-a estremecer. Um lindo crepúsculo, uma brisa suave e uma nuvem em formato de rosquinha se movendo preguiçosa pelo céu laranja. Ela engoliu a saliva. Os olhos apontaram, quase instintivamente, para a densa cobertura de árvores ao lado da estrada. Certa vez, sua amiga Íris falara sobre um atalho no meio da floresta, certo? Mas quem falara havia sido Íris, certo? Ao parar para ponderar se iria ou não dar ouvidos para algo dito por Íris, Lynn se deu conta que um minuto a mais perdido significava um minuto a menos para a luz do sol guiá-la.

- Dentre as árvores será escuro, não? - sussurrou para si.

Se aquele lindo dia estava destinado ao caos, então por que não pegar de vez o caminho da floresta e achar um cadáver para encerrar logo com a peça que o destino estava insistindo pregar nela? Quando percebeu, os pés já caminhavam cansados entre a grama amassada e o odor úmido de casca de árvore podre. Dentre as árvores, mal passava luz, tendo de usufruir dos poucos minutos de bateria por meio da luz da lanterna. O coração descompassado chorava o choro não derramado pelos olhos secos, tremia o tremor não vivido pelos membros, sangrava o sangue da pele intacta. Tudo o que queria era a mão de Ken em seu ombro e ouvir a voz sempre áspera do irmão dizendo “Vamos para casa, tampinha”.

Os uivos do vento tensionavam ainda mais os músculos dos braços que deveriam estar prontos para lutar, porém encontravam-se cansados de tanto esforço e manchados de tantos acessos venosos feitos nos últimos tempos. Lynn tentava respirar o ar úmido, por mais que fizesse doer os pulmões. Ela não podia morrer longe de casa, nem com os sapatos sujos de terra, muito menos tendo um ataque de pânico no meio de uma floresta muito remota, onde levaria dias, talvez semanas ou meses para acharem seu corpo. Sim, a ideia do atalho não tinha sido boa, mesmo que a grama que jazia cinza indicasse uma trilha para algum lugar.

Poucos minutos de caminhava consciente e os pés doíam como se alguém os tivesse açoitado e, logo em seguida, obrigado-os a calças sapatilhas tamanho 34. Apesar do ar úmido, os olhos insistiam em arder. Por um minuto a caminhada cessou, Lynn insistiu em abrir e fechar os olhos a fim de recuperar a vista que teimava em embaçar. Vista embaçada pode atingir qualquer um, não só quem está prestes a morrer - embora não fosse esse o pensamento que pairava em cima daquela cabecinha quase careca.

— Lynn?

O fio de som, quase como outro uivo do vento, transpassou as árvores até chegar aos ouvidos da garota. Suave como a brisa que soprou os fiapos acobreados a pouco, familiar como o cheiro de tulipa da sala de estar de casa. Com a vista apontada para a linha reta de grama cinzenta, Lynn voltou a piscar os olhos como louca. Mais a frente: silhueta ou árvore? Seus olhos fechavam, abriram e silhueta. Voltavam a fechar, abriam e silhueta. Após repetir a operação várias vezes e continuar vendo uma silhueta, a menina sentiu que aquele era o momento fatídico o qual estava destinada naquele lindo dia. Ela estava certa, de todo modo.

— Lynn?

O ar aprisionado no peito pesava como uma tonelada, o coração mal se movia, ou se movia tão rápido a ponto dos batimentos parecerem quase indetectáveis. Os olhos continuavam a piscar como loucos. Se aquela fosse uma árvore e o sussurro fosse o vento, então uma hora a árvore pareceria ser uma árvore e o vento voltaria a se parecer com o vento. Mas… e se não  fosse uma árvore e o vento?

— Lynn?

As lágrimas alcançavam o queixo, e ainda assim os olhos continuassem a piscar com rapidez. A visão não estava nítida, não podia estar nítida. Quem sabe o oxigênio havia acabado sem que ela percebesse e aquilo fosse uma mera alucinação? Porém, o vento continuava a falar e a árvore ainda usava um vestido com estampa outonal. 

— Lynn?

— Mãe?! Pelo amor de Deus, mãe. É a senhora? — e o assentir a fez berrar.

As rodas do carrinho afundavam na terra fofa, amassando a grama cinza e seca, fazendo ecoar seu aviso rangido para a dona, que não conseguia escutar, pois a voz da mãe morta lhe preenchia os ouvidos como se fosse um gravador acoplado ao cérebro em constante reprodução. Os pés da menina ora pisavam em falso, ora acertavam o ângulo e deixavam uma marca funda no chão. O peso do carrinho a atrasava, a imagem da defunta mãe se afastava. Lynn corria, mesmo sem poder, e tirava forças do além para continuar assim.

— Mãe! — ela berrava em agonia.

E, pouco a pouco, a figura da suposta mãe ou suposta árvore se distanciava assim como a descrença da menina, a pouco deixada para trás junto com o carrinho de oxigênio. Uma dura corrida, árdua como o ardor do ar gelado que atravessava a traqueia e queimava os pulmões. Tanta dor, tanto tempo, e tanta dor pelo tempo que não voltava para que pudesse ver ao vivo o rosto da mulher que lhe dera um novo caminho; impedindo-a de trilhar sobre uma grama cinza e amassada, mesmo que este fosse exatamente o caminho trilhado por Lynn naquele minuto. Seria essa, então, uma mãe que lhe mudou destino, ou uma árvore?

“Uma mãe ou uma árvore? Diga de vez!”, diz você, humano impaciente.

Ao voar para os braços daquela que nem era uma mãe, nem era uma árvore, o coração de Lynn voltou a chorar, tremer e sangrar. A face iluminada e o vestido outonal tornaram-se negros, ao ponto da menina perceber, em meio a sua queda, que aquela não era alguém familiar. O fôlego esvaído, porém, a impediu de berrar. Saltara para a morte a fim de tocar alguém abraçado ao senhor da foice. Existe algo mais irônico que isso?

Mas vou te dizer, humano. Esta história não termina aqui. Lembra-se que eu disse que esta história era sobre “humanos cujos passados pesavam”? Se estou escrevendo o português corretamente, então você já deve saber que o “s” indica plural, certo? “E onde está o outro humano cujo passado pesada, então?” você pergunta, impaciente como qualquer outro ser ignorante de sua espécie. Acalme-se, responderei.

— Que porra foi essa, Louis?! — berrou o homem para o colega de trabalho.

— Calma aí, cara! — Louis berrou para o amigo. — Já não basta a gente ter sido chamado para socorrer outra tentativa de suicídio nessa merda de penhasco mal-assombrado?

— Olha o que foi isso, sério! Se eu não parar de tremer, não vou conseguir colocar esse rapaz na ambulância.

— Espera aí então. — disse o socorrista, amargo. — Seu cagão.

Falta de oxigênio e uma alucinação? Talvez não. Os ouvidos zumbiam, o ar lhe faltava, mas Lynn via claramente duas versões da mãe morta. Uma obscura, que penetrava furiosa a floresta e a outra rente ao rosto, clara como a última vez que a vira em vida. O mesmo vestido outonal, o cabelo castanho que cheirava a tulipa caído sobre o rosto de Lynn, que procurava por ar furiosamente enquanto tentava agarrar a mão materna.

— Você não vai acreditar, Light! Tem uma menina no teto da ambulância!

— Quê?! — o socorrista mais novo estremeceu.

— Meu Deus, ela também tentou se matar? Como eu tiro ela daqui?!

— Espera, eu vou montar a outra maca e você sobe pra pegar ela. Espera aí!

Os socorristas afoitos movimentavam-se o mais rápido que podiam, embora o rapaz ensaguentado que se debulhava em lágrimas sobre a maca já montada enxergasse a cena muito lentamente. Ele fora o primeiro a perceber a irmã em cima da ambulância, embora jamais imaginasse que a encontraria pegando o atalho da floresta mencionado por Íris. E ao ver a cena da figura obscura na floresta desaparecer e a pálida imagem materna encarar seu rosto, o peito de Ken tremeu em pranto.

7 de Noviembre de 2018 a las 22:00 10 Reporte Insertar 5
Fin

Conoce al autor

Saah AG Nasci em Fortaleza, sou aquariana e adoro inovar. Entrei em contato com o universo fanfiction aos nove anos e passei a ser leitora e autora desse meio. Adoro tramas bem construídas, reviravoltas são incríveis, mas alguns clichês também chegam a me emocionar.

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Olá, tudo bem? Como foi participar do desafio? Se divertiu, leu muitas histórias surpreendentes? Nossa que história foi essa? Nos lembrou muito A culpa é das estrelas com Supernatural, foi fantástica de tirar o folego do início ao fim. E, por falar em final, que Plot Twist foi esse? Adoramos a forma como você ousou em narrá-la, aumentou a tensão e até o fim segurou a curiosidade para continuar sem pausas. Sabe? Leitura que você não quer nem que acabe? A Lynn e o Ken tiveram sorte por várias vezes em suas vidas, uma por uma mãe tão boa, que mesmo depois de morta salvou a filha, como o fato de serem adotados por uma mulherona maravilhosa como ela. E a além de conduzir essa história com maestria, por todos os pontos já citados nesse comentário, ainda deu vida a toda foto selecionada, conseguimos notar ela em toda a descrição narrativa e não só todos esses elogios como você foi além e manteve a proposta do desafio o tempo todo. Não tem muitos erros ortográficos, apenas atente-se ao número de palavras repetidas, como os nomes dos personagens e o uso da palavra mãe em todo o texto. Isso não é um erro, apenas para não atrapalhar na fluidez do texto, o que não foi o caso. Parabéns pela história! Beijinhos <3
27 de Diciembre de 2018 a las 18:44

  • Saah AG Saah AG
    Olá, tudo bem e com vcs? Esse desafio em particular foi MUITO tenso pra mim, já que resolvi terminar essa one faltando menos de duas horas pro término do desafio (eu esqueci a data do término pq sou dessas e acabei tendo de fazer mais da metade nos últimos minutos). Adorei esse sistema de ganhar uma imagem e trabalhar em cima. Eu já vinha querendo fazer um conto com essa versão da Lynn fazia um tempo, mas, realmente, a aparência dela realmente lembra mt a Hazel Grace (principalmente por causa do carrinho de oxigênio), fiz no meio do texto uma referência a Supernatural quando falei dos caras no Impala 67, mas minha inspiração maior foi uma cena de Sakura Card Captor. Ela também foi enganada por uma entidade que fingiu ser a falecida mãe dela. Foi até fácil passar tensão pro texto, já que os meus dedos tremiam toda hora :v Sabe quando os atores entram no personagem? Aconteceu comigo nessa fic. Mergulhei de cabeça dentro da vida da Lynn e saiu isso. Fiquei feliz por ter conseguido uma imagem tão neutra, por assim dizer. No decorrer dos dias eu meditei bastante sobre o que eu realmente queria fazer, pois dava pra ter escrito mta história baseada na imagem. Fico realmente mt feliz por ter atendido a proposta e por ter feito presente a imagem que ganhei. Agora que recebi esse comentário resolvi reler a história e, realmente, algumas coisas pesaram ao meu olhar. Vou dar uma corrigida básica. Muitíssimo obrigada pelos elogios <3 Estarei pronta para os próximos desafios. 28 de Diciembre de 2018 a las 06:59
Yuui C. Nowill Yuui C. Nowill
Eu não conheço amor doce, só de nome mesmo, então li como original. Mas... nossa senhora, eu devo dizer que esse conto me lembrou demais do Zen (acho que estou muito, MUITO mal acostumada). A colocação de palavras foi muito bem posta, adorei o sarcasmo e a acidez com a qual o narrador se põe diante de nós. E devo confessar que por conta disso precisei segurar o riso em algumas cenas (talvez por entender o sarcasmo de algumas palavras para, perdão o palavreado, o quão FODIDA a situação ela. É aquele riso de culpa e nervoso, porque a desgraça é tão clara que ou você ri ou você chora. O "cada K é uma lágrima"). Fiquei presa ao conto do começo ao fim definitivamente. E... no final, nem foi a Lynn que morreu, né? Foi o irmão dela que acabou com o fim trágico, foi isso? Nossa senhora, mas isso é que é ser muito FODIDA (perdão a palavra de novo). Gostei MUITO da construção! De verdade! <3 Parabéns por ter entrado no top!
21 de Noviembre de 2018 a las 11:37

  • Saah AG Saah AG
    O que é Zen (perdão a ignorância)? Fico muito feliz que tenha gostado da colocação das palavras, pois eu literalmente corri contra o tempo pra terminar essa one. Nem imaginei que sairia algo que prestasse. Eu e minha amiga tínhamos criado esse narrador há um tempo para narrarmos contos com esse cunho, espero fazer mais assim (adoro usar esse narrador por causa das tiradas dele, é um alívio cômico que deixa os leitores desse jeito: rindo de nervosos). Fico muito feliz que tenha dado pra ler como uma original, até porque do game eu só peguei os nomes mesmo (amor doce é um jogo colegial e esse conto foi super UA). Na realidade eu deixei o final aberto, a única ideia que eu quis passar nessa cena de encerramento foi o fato dos dois terem caído na mesma armadilha do espírito maligno preso ao vórtex. Obrigada por ler e comentar <3 Desculpa por demorar a responder. 28 de Diciembre de 2018 a las 06:44
Sr.  Artie Sr. Artie
Eu to?????? Eu demorei alguns minutos para compreender o final. Gente, eu não tava preparado para isso, scrr. Que surpresa!!! Eu adorei a sua escrita, ela é rebuscada e nota-se que você escreveu cada frase com zelo, buscando manter a entonação certa do início ao fim da narrativa. Eu estou apaixonado, que ótimo trabalho. Obrigado!!
12 de Noviembre de 2018 a las 18:32

  • Saah AG Saah AG
    AAAAAIN, muito obrigada <3 Bom zelo, não há dúvidas. Mas foi o zelo mais rápido da minha vida porque eu escrevi mais da metade dessa fic em uma hora e meia. Sabe o sentimento de desespero da personagem? Era o meu transpassando pro texto :v Muito obrigada pelo comentário <3 23 de Noviembre de 2018 a las 11:44
Nathy Maki Nathy Maki
MINHA NOSSA SENHORA DAS ESCRITORAS MENINA! TU NEM ME AVISOU PRA PREPARAR O CORAÇÃO PRA ENCONTRAR O KEN LÁ NO FUNDO!! TO CHOCADA! Okay, me acalmei. Parece que o negócio é fazer tudo na última hora né :v Assim as histórias saem u.u Eu sei que você já deve tá cansada de ouvir meus elogios, mas miga tu é um arraso! Olha esses sentimentos expostos de forma crua e verdadeira. Chega o ar engancha na garganta por sentir o mesmo, entrar tão fundo na dor da personagem que ela se torna sua própria. E as palavras, tu sabe que eu sou louca nessas coisas mais sérias, bem colocadas e estruturadas. E você é mestre nessa arte. Absorver as leituras e o Salius ali em todo o seu poder combinou totalmente os dois estilos. MARAVILHOSO! Os berros e mais berros meus já ouviu, mas digo e repito, tu é uma autora do caramba! E que todos vejam isso e joguem os louros pq é isso que se faz com as deidades. Um beijo e um puxão de orelha <3
12 de Noviembre de 2018 a las 17:59

  • Saah AG Saah AG
    DONA DO MEU COOL! Se não fosse por você eu nem teria terminado a fic :v Miga, são resquícios daqueles anos de AOD. Apesar de que eu não pensei que ainda conseguia fazer dramas assim, mas consegui. Tava desesperada pra terminar a fic e o meu desespero acabou penetrando no texto (sorte para mim e pra quem leu). Não sou mestre em estrutura, sou mestre em desespero. Treinei 2018 pra fazer as coisas no desespero (por isso minha redação do enem conseguiu sair de mim). Espero poder fazer mais histórias com a Salius, todo mundo gostou da narrador(a). Um beijo e recebo seu puxão de orelha u.u Obrigada por me encorajar mais uma vez, sua maravilhosa <3 28 de Diciembre de 2018 a las 07:06
Fabí Faverani Fabí Faverani
Adorei, fiquei sem fôlego junto com ela
9 de Noviembre de 2018 a las 08:41

  • Saah AG Saah AG
    Ai, muito obrigaaaaada <3 10 de Noviembre de 2018 a las 14:22
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