Alguém como Ele Seguir historia

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[CHANSOO | DINASTIA] "— Desejo de todo coração que sejamos para sempre um só coração, uma só alma."


Fanfiction Romance adulto joven Sólo para mayores de 18.

#gay #exo #chansoo #kyungyeol #sooyeol #dinastia
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Capítulo Único — Aquele Garoto


" Olho profundamente em seus olhos, eu toco você cada vez mais
Quando você vai embora, imploro para você não ir
Chamo seu nome várias vezes seguidas. "


Conheci-o no dia de meu aniversário, quando, por ironia do destino, eu fora vendido por minha própria família para mercadores nojentos, então, eles levaram-me para — em um melhor entendimento — o outro lado do mundo. Ainda lembro-me daquela noite.

O céu estava totalmente nublado, a chuva molhava-me completamente, e por conta — não totalmente — daquelas pequena gotas d'água, acordei e ouvi um homem alto e magro gritar — não o meu nome — adjetivo de pouca educação direcionados à minha pessoa, enquanto o mesmo puxava-me para fora do barco no qual trouxe-me para essas terras habitadas, onde estava muito longe de minha família. O homem jogou-me no chão repleto de lama, cujo substância gelada e nojenta sujou minhas vestes. Carruagens, homens, crianças e adolescentes, como eu, passavam por nós, até mesmo garotas, todos choravam.

Talvez houvessem tido o mesmo destino cruel como o meu.

Minhas mãos estavam amarradas e as voltas que a corda davam em meu pulso machucava-o, e vez ou outra, eu soltava um gemido devido a dor que causava-me. Alguns outros garotos foram jogado ao meu lado, todos com descendência ou até mesmo asiáticos. Fomos colocados de joelhos sobre a terra fria e molhada.

O medo tomou conta de meu ser.

As lágrimas invadiram meus olhos e deixei a água salgada que transbordava os mesmos misturarem-se com a água doce que caia do céu. O manto negro lá em cima chorava junto comigo — assim como os outros —, parecia ser o único com pena de mim — de nós —, e a lua, juntamente com a constelação de estrelas, eram as testemunhas de nossa tristeza e medo. Parecia que tudo havia perdido seu brilho. As esperanças estavam acabando. Eu não sabia de nada do que estava acontecendo, não sabia onde estava, apenas sabia que fora vendido para homens corruptos. Provavelmente os garotos ao meu lado também..

Repentinamente, uma carruagem parou um pouco a frente de nós.

Um daqueles homens fora até lá, e abriu a porta, revelando um belo garoto — talvez mais novo do que eu. Ele não saiu da carruagem, apenas inclinou o corpo um pouco para frente, e analisou todos que estavam naquela lama. Analisou cada um e nossos olhares encontraram-se.

Ele era muito bonito.

Os olhos grandes e redondos, juntamente com os seus lábios, destacavam-se em seu rosto. Os cabelos longos caíam formidavelmente por suas sobrancelhas e ombros. Mesmo estando de noite, consegui ver as vestimentas em tons escuros que trajava, deixava-o mais belo ainda.

O homem falara com ele algo que não entendi pelo barulho das pessoas ao redor —, depois, o garoto apontou para mim e um outro homem pegou-me pelo braço e jogou dentro de uma carroça, onde a mesma começou a mover-se. Só havia eu lá dentro, enquanto um velho segurava as rédeas do cavalo guiando o caminho. Pelo menos eu não estava mais molhando-me com as gotas frias da chuva, mas continuava amarrado.

Encostei-me no canto daquele quadrado minúsculo formado por grades e madeiras, e tentei achar uma posição confortável para passar durante o caminho. Sentei-me em cima de algumas palhas, tentei dormir, e quem sabe esquecer por alguns instantes o que estava acontecendo em minha vida de uma hora para outra.

Aquilo aconteceu quando eu possuía apenas quinze anos, mas até hoje, não sei se devo agradecer àquele garoto — agora homem —, ou não. E não, eu não guardava rancor pelos meus pais, apenas achava idiotice da parte deles ter vendido-me para terras desconhecidas, mas também não sei se devo agradecê-los por ter feito eu encontrar-me com aquele garoto.

E, obviamente, o tempo foi passando, e já acostumava-me com a ideia de ter sido vendido para um homem que precisava de escravos para trabalhar em seus campos. O mais estranho: eu estava e ao mesmo tempo não estava trabalhando. Tudo graças àquele garoto que escolheu-me dentre todos aqueles que estavam na lama naquela noite. O mesmo pediu a sua irmã para educar-me, deu-me um dos melhores quartos do palácio, entre outras coisas que eu ainda não sabia o porquê de ter fazer aquilo.

Sim, ele é um barão e segundo herdeiro de todos os bens de seus pais.

Sooyoung, sua irmã mais velha de criação, ajudou-me em tudo o que precisei e até mesmo tornou-se minha melhor amiga, já falou para mim que ainda pergunta-se do motivo — assim como eu — do irmão fazer aquilo tudo por mim, sendo que eu não deveria passar apenas de um mero escravo. Estranho também era que de tudo o que ele fazia também evitava qualquer contato comigo dentro daquela casa ou fora dela. Seus pais não reclamavam quando ele fazia estas coisas por mim, chegaram até mesmo a perguntar se eu queria casar com ele e uma tentação em aceitar sempre consumia-me por completo quando via-os, porém, senti-me um pouco envergonhado em dar-lhes a resposta.

Eu amava o filho deles sem ao menos termos trocados simples palavras.

Muitas das vezes, deparei-me com ele lendo um livro na biblioteca, entretanto, sempre que via-me, olhava para o outro lado, pegava seu livro e saia do ambiente. Ou quando esbarrava com ele no corredor e tentava falar com si ele ia embora ou retornava a seus aposentos.
Aquele garoto que escolhera-me, fisicamente já não existia mais, mas sim um homem e devo admitir, tornara-se tão belo quanto antes.

Os cabelos estavam maiores, os olhos tornaram-se mais atraentes. Tão belo! Às vezes, ele olhava-me diferente, mas logo desviava o olhar, como se fosse proibido fazer tal ação, mas mesmo que não quisesse — ou não pudesse — observar-me, eu observava-o, ou melhor, admirava-o, mesmo que de longe, eu fazia isto, e digo, é uma tortura, sendo que quero fazer outras coisas com ele por perto.

Já pensei até mesmo que não gostava de mim, mas se isso fosse verdade, por que simplesmente não desistia de mim e largava-me no meio da floresta para morrer? Não fazia sentido.

Como de costume, acordo e sou recebido pelas empregadas da casa, onde as mesmas banham-me — às ordens daquele garoto —, trazem-me uma roupa descente e o café da manhã. Ouço algo a respeito de que Kyungsoo — o tal garoto — havia convidado-me para cavalgar, algo que é estranho e extremamente raro, na verdade, nunca acontecera antes. Agradeço as mulheres pelos serviços, e assim como eu, saíram do quarto, logo voltando a seus afazeres, enquanto a mim, vou de encontro ao barão.

Continuo com meus passos pela casa, não encontro nenhum dos donos, então deduzo que estivessem viajado para uma oitava noite de núpcias — e se desse sorte, quem sabe um novo herdeiro. Esbarro em Sooyoung e ela informa-me que Kyungsoo espera-me no estábulo, mas como já sei disso, apenas assinto e ambos, tanto eu quanto ela, retornamos aos nossos serviços.

Meu coração está acelerado só em imaginá-lo a minha espera. Acelero meus passos e finalmente chego ao nosso local de encontro, onde vejo-o, sentado em cima da cela do cavalo, vestido com vestimentas claras enquanto cavalgava pelo campo enorme a sua frente. Era uma dádiva a cena! Quando vê-me, para o cavalo a minha frente e fala:

— Vamos cavalgar, senhor Park! — fala sorrindo. Meu nome parece tão bonito quando pronunciado por seus lábios. Quero ouvi-lo novamente. — Vai comer poeira!

— Estes são modos, alteza? — brinco arqueando uma das sobrancelhas.

Assinto com a cabeça, preparo um dos cavalos, subo, e começo a correr juntamente com o jovem pelos campos. O vento bate em meus cabelos causando-me uma sensação única, ouço a risada fofa do garoto que corre ao meu lado. Encaro-o rapidamente e o mesmo também faz aquilo, percebo rapidamente um leve rubor tomar conta de suas bochechas.

Não sei por quanto tempo ficamos correndo pelos campos, enquanto sentíamos o vento beijar nossas faces, balançar nossos cabelos. A brisa abraça-nos e bagunça nossos cabelos. Nossas risadas são altas e constantes, nem parece que sempre quando víamos-nos evitávamos qualquer contato. Parece único aquele momento.

Atravessamos alguns pequenos bosques, até mesmo paramos, colhemos algumas flores, fizemos coroas com as mesma a dávamos para algumas crianças que faziam as mesma coisas. O sorriso que o barão estampa em seu rosto era o único que desejo ver para o resto da minha vida.

Retornamos a cavalgar, mas paramos rapidamente quando o rapaz ao meu lado insiste para que tomássemos um banho em sua cachoeira favorita, já que não seria muito educado retornar a residência de sua família suados. Concordo e cavalgamos calmamente para dentro de um pequeno bosque a nossa frente. Mais alguns metros e chegamos na tal cachoeira.

É incrível a paisagem!

Litros de água caem em cascatas em direção ao pequeno lago um pouco a nossa frente. A água cai e esbarra nas rochas atrás de si causando algo mais perfeito e quando ela encontra-se com as águas da lagoa... eu poderia até mesmo comparar a beleza da paisagem com a do jovem ao meu lado, no entanto, posso muito bem classificar qual é o mais belo. E quando penso que nada naquele cenário pudesse melhorar, a imagem do rapaz na qual era estava totalmente apaixonado, adentrando nas águas cristalinas do lago acaba com minhas dúvidas.

Aquela paisagem ficara melhor quando ele afundou-se nas águas e surgiu no meio delas chamando-me com a mão, sorrindo para aproveitar daquele banho junto consigo. Assinto. Começo a tirar minhas vestes e vejo as vestes do barão jogado no chão ao meu lado.

Meu rosto esquenta.

Nunca pensei que fosse vê-lo exposto para mim daquele jeito — mesmo que tudo o que ele tivesse, eu possuísse também —, e terminando de tirar meu traje adentro na água gelada. Ao longe de costas para mim, o ex-garotinho delicia-se com mergulhos. Aproxime-me do mesmo. Aquela seria a hora perfeita para revelar meus verdadeiros sentimentos para ele, mesmo sendo um pouco ridículo já que ele era um jovem de classe alta e eu apenas um mero escravo que era tratado de forma diferente dos outros.

Movido pelo desejo carnal e paixão, aproximo-me e vejo o mesmo tomar um leve susto com minha aproximação repentina, abraço seus ombros e ouço o mesmo arfar com meu toque.

— Quero ficar assim, sinto-me confortável e seguro! — sussurro com a cabeça afundada em seu pescoço, embriagando-me com a essência de seus cabelos e pele. Como pode ser tão inocente e atraente ao mesmo tempo? — Quero pergunta-te uma coisa — afirmo, e percebo-o confirmar balançando minimamente a cabeça para cima e para baixo. — Desejas torna-se meu? — em um movimento rápido, o mesmo vira-se de frente para mim. Penso que irá negar, acertar-me um soco, ou até mesmo gritar, contudo apenas abaixa a cabeça e fala a desculpa mais óbvia e menos descente para aquela situação em que encontrávamos.

— Nem conhecemos-nos direito, senhor Park...

— Achas que não percebo que olhas-me de maneira diferente? Como se quisesse ter-me para ti mas fosse errado. Podes parecer inseguro, ou até mesmo um pouco envergonhado para o que revelarei à ti, todavia, serão meus verdadeiros que contarei-lhe, até mesmo meus desejos que sinto quando imagino-o sendo meu — sussurrei, só que desta vez fora em seu ouvido, como se fosse nosso segredo causando um arrepio em si. — Desde que vi-lhe pela primeira vez naquela noite chuvosa, apaixonei-me por seus olhos, depois que passei cada minuto ao seu lado é uma dádiva, é um encontro divino. Só tenho que agradecer e comemorar pelas horas, pelos dias, pelas semanas, pelos meses e anos ao seu lado. Amo-te, ontem, hoje e sempre! Com o tempo, fui me apaixonando pelo seu jeito de falar, pelos seus gostos, pelo seu rosto. O meu amor aqueceu-se, encheu-se de vida, agitou a minha alma. Hoje, me sinto completo ao seu lado, me sinto feliz, e a cada dia que passa eu amo você mais e mais, e mais feliz sou com esse amor! Quanto mais tempo passo ao seu lado, mais tenho a certeza de que nasci para encontrar você. Quando nos conhecemos, senti no seu olhar uma familiaridade antiga, eterna, vinda de outras vidas. Senti conforto...

As lágrimas invadem meus olhos, mas mesmo que eu tivesse falado meus sentimentos, parece ainda não ser o suficiente.

— Amarei-te com o coração, a alma e a vida. Amarei-te por horas, dias, meses, anos e em cada oportunidade que tiver direi aos céus o quanto preciso de um sorriso teu, para que de algum lugar do mundo, essa curva se forme em teus lábios, fazendo-me amar-te mais ainda. Não tenho vergonha, medo ou qualquer outra coisa… apenas amo-te, porque sempre foi você, sempre será você e todos os dias encontrarei razões para te amar ainda mais... — sou interrompido por algo macio e doce tocando em meus lábios de forma calma e amorosa.

Ele beijou-me! Separa nossos lábios e descansa suas mãos em meu peitoral. Sua respiração está acelerada e quase posso ouvir as batidas do seu coração. Bate na mesma sintonia que o meu...

— Sinto o mesmo! — falou, sem olhar-me. — Antes de conhecer você eu não sabia o que era rir à toa. Desconhecia o amor à primeira vista, pensava que era coisa de livros. Também não sabia que a saudade roubaria minhas noites de sono. Antes de conhecer você, eu não sabia o que era o amor. Mas hoje amo tanto você que acho que uma vida só não é suficiente para esse amor que pulsa em meu peito. — olha em meus olhos e fala a palavras que marcaram o nosso amor para sempre. — Amo você, e sim, desejo torna-me seu!

Jogo qualquer risco de sanidade que ainda possuo em minha cabeça e sem pensar duas vezes, afundo-me no amor que apenas aquele barão poderia dar-me. Desfruto do doce de seus lábios, vicio-me em seus toques, embriago-me com seu perfume e torno-o meu. Seus lábios beijam-me calorosamente, não queríamos uma transa em sua cachoeira favorita e sim uma cena de amor para que a mesma pudesse testemunhar. Passo minha mãos por suas curvas, era uma obsessão por elas que parece não ter fim. Marco sua pele com meus lábios e dentes, deixo a marca de meus dedos espalhadas por seu corpo e ele faz o mesmo.

É como uma noite de chuva de meteoritos quando afundo-me em seu interior e sinto-o receber-me sem hesitar. É quente e aconchegante. Entro em êxtase. Minha mente fica totalmente em branco quando ouço falar de uma maneira deliciosa meu nome, pronunciar com aquele lábios viciantes, e o melhor, saber que seu corpo todo clama por meus toques e corresponde-os de maneira tão excitante e envolvente. Seus braços ao redor de meu pescoço abraça-me e vez ou outra suas unhas arranham minha nuca, puxa seus cabelos.

E no meio de toda aquela guerra amorosa e carnal, peço para que abra seus olhos, encaro aqueles olhos de coloração única e envolvente. Falo.

— Desejo de todo coração que sejamos para sempre um só coração, uma só alma. Eu te amo!

4 de Noviembre de 2018 a las 16:36 0 Reporte Insertar 0
Fin

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ISOFT 80年代的情人 ♡

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