Conversa Noturna Seguir historia

zephirat Andre Tornado

Num momento de desacerto, um demónio surge para conversar com ele que está a sucumbir a todo o peso do que foi guardando na alma. Desta conversa só sairá um vencedor. Contudo, não é possível discernir qual o verdadeiro conceito de vitória: se concordar com as sombras e deixar-se ir, se derrotar as sombras e sobreviver a mais uma dura prova.


Cuento Sólo para mayores de 18. © História de minha autoria

#noite #dark #luz #amor #depressão #mistério #demónio
Cuento corto
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Capítulo único


O demónio sentava-se confortavelmente numa poltrona.


Curiosamente, ele não achava estranho tê-lo ali, materializado à sua frente. Sentira desde sempre aquela presença, ao longo da sua vida, a batalhar com o anjo que ele também guardava no seu interior – e se era a metáfora gasta de sempre, todos temos connosco um anjo e um demónio que disputam a nossa alma, ele também não saberia dizer, pois naquela fase em que estava prisioneiro de uma terrível insónia tudo lhe parecia natural.


Por isso não se assustou com o demónio. A primeira coisa que fez foi olhar em volta para ver se o anjo também estava ali, mas não o encontrou. A segunda coisa que fez foi olhar para a garrafa que segurava pelo gargalo de onde bebia diretamente. Nem estava a metade, por isso aquilo não era uma ilusão provocada pelo álcool. Não bebera tanto vodka assim… A terceira coisa que fez foi arranjar um assento para si para encarar o demónio.


Não estava com medo. Estava… intrigado. Estava também exausto e isso fazia-o apático. Quase temerário.


Se o demónio tinha concedido aparecer-lhe daquela forma tão real, sentado naquela maneira descontraída como uma pessoa qualquer, como se fosse um convidado normal a quem ele tivesse aberto a porta da sua casa, ele não devia temê-lo. Não era o que se costumava sempre dizer? Enfrentar os próprios demónios, os medos interiores para poder superá-los? Nunca pensara que isso iria acontecer assim. Ter aquela criatura negra ao alcance da sua mão. Se esticasse um braço iria senti-lo como alguém, não era uma simples imagem ou efabulação.


Puxou um banco estofado para perto da poltrona com uma mão. A outra não largou a garrafa. Sentou-se. Colocou a cabeça entre os ombros e fixou os pés. Agora que estava de frente para o demónio não era capaz de olhá-lo. Um peso incomensurável oprimia-o. Nascia do coração que parecia recoberto de chumbo e espalhava-se pelo seu organismo como um líquido gelado a fluir nas veias, em vez do sangue quente e vivo. Pousou a garrafa no chão e esfregou as faces inchadas. Tinha estado a chorar convulsivamente, poucos minutos antes, afogado nas suas misérias e nas suas deceções. Nas suas cobardias pequenas que todas juntas formavam outro lastro dentro de si.


Perguntou com a voz abafada pelas mãos:


- O que fazes aqui?


O demónio inclinou a cabeça, movimentou-a de um lado para o outro como se quisesse experimentar o pescoço recentemente adquirido. Uma espécie de conjunto de vértebras estalou sinistramente.


- Pensava que sabias…


- Eu? Eu… não te chamei. Não sei de nada – desculpou-se.


De repente, sentiu-se envergonhado. Por ter chorado, por ter cedido, por ter bebido, por tudo o que nunca conseguia deixar de ser se permitisse o silêncio assentar. Olhou para a garrafa. Ia para tomar um gole da bebida, mas desistiu. Estava tonto e fraco. Não estava bêbado, não estava. Naquela fase, ele situava-se naquele limbo perigoso em que podia parar e recuperar a lucidez ou descambar para uma vergonhosa inconsciência alcoolizada, pejada de penumbras, de lamentos, de gemidos, de pesadelos.


Engasgou-se com um soluço. Que maior pesadelo do que ter o demónio ali, consigo, a tentá-lo?


- Tu sabes…


- Não sei de nada – insistiu.


- Esta noite está a ser muito difícil.


- É mais uma noite – suspirou.


Arrancou as mãos peganhentas do rosto. Respirou fundo, percebendo que o ar lhe faltava mesmo insistindo para que passasse pelas vias respiratórias que ele forçava. Tinha a garganta estrangulada pela tensão que lhe esmagava os músculos, todos os músculos do corpo rígido e relutante.


- Porque vieste? Estás sozinho… – observou o demónio num tom jocoso.


Ele apertou os lábios, agastado com a zombaria.


- Tenho trabalho amanhã. Uma sessão fotográfica…


- Não devias ter vindo. Sabias o que irias encontrar nesta casa vazia. Não podes ficar numa casa vazia. Por isso a enches de tudo e mais alguma coisa. Música, filmes, festas, falsa alegria, refeições abundantes, amigos ruidosos, amigos interesseiros, mulheres, filhos, primos, conhecidos… Gritos! Até prantos!


- Sou uma pessoa sociável.


- Uma pessoa sociável que não deixa que alcancem a alma solitária que se aninha, amedrontada e encolhida, nesse exterior todo bonito e perfeito.


Ele apertou os lábios. Assentou os cotovelos nas pernas, passou as mãos pela cabeça num movimento áspero.


- O que fazes aqui? – desconversou, repetindo a sua dúvida. – Não preciso de ti… aqui.


A bocarra do demónio arrepanhou-se nos cantos, na imitação sórdida de um sorriso.


- Tu precisas de mim. Sempre precisaste. Continua a ser insuportável.


- Estou melhor, agora.


- Estás melhor porque o teu fingimento consegue ser mais refinado… Mas tens deixado pistas. Muitas pistas.


- Não quero… seguir por esse caminho. Nunca quis!


- Ah… Espantoso! Então podes explicar-me porque me dei ao trabalho de aqui estar? Julgas que não tenho mais nada de interessante ou útil para fazer do que estar aqui sentado a escutar a tua patética autocomiseração? Que cena foi aquela, há pouco? Esmurravas e pontapeavas as paredes, gritavas como um louco! Choravas como uma maldita mulher! Julgas que já não sei como funcionas quando estás desfeito ao ponto de chegares à rutura? Oh, meu amigo, não é novidade nenhuma! Tenho convivido com a tua instabilidade todos os dias! Todas as noites! Durante todos estes anos! Conheço-te porque sou parte de ti. A tua parte melhor…


- Tenho também um anjo.


- A sério? Onde está ele?


- Tu mandaste-o embora.


- Só faço aquilo que me pedes para fazer. Se estou aqui foi porque me pediste ajuda. Queres coragem e só a minha coragem te vai manter no caminho certo. Até ao fim e sem vacilar.


- Não…


Ele negou suavemente. Teria chamado pelo demónio? Provavelmente. Estava desvairado quando se entregara, mais uma vez, ao desespero que o vazava de qualquer esperança. Fechou os olhos… Depois de chorar sentia-se sempre melhor, com menos dor. Menos encurralado, aprisionado na noite. Oh, era de noite, lembrou-se… Não conseguia dormir porque tinha uma voz insistente dentro de si que lhe dizia. Faz. Faz. Faz.


Fazer o quê? Fazer o que tinha de fazer.


Fazer o quê?, repetiu assustado.


A voz tinha-se calado. Pois claro, a voz era daquele ser amaldiçoado e negro.


Fechou os olhos. Agora chamaria pelo anjo. Eles que debatessem entre eles e o deixassem em paz. Ele ficaria a assistir à discussão, à luta equilibrada entre as duas noções que haveriam de se anular, um equilíbrio perfeito que enformava o mundo e a sua pobre vida destrambelhada de tanto conflito e ele haveria de adormecer, finalmente, cansado por ser sempre igual. A luz contra as trevas, o branco contra o preto. Iria dormir pouco, mas naquele ponto já não podia fazer mais nada. A noite estava perdida… Se aparecesse na sessão fotográfica com olheiras iria dar mais trabalho às tipas da maquilhagem. E pronto, seria só isso. Alguém perguntaria pelo que tinha estado a fazer e ele diria que estivera a ver uma temporada inteira de uma série.


A voz insidiosa e tentadora reapareceu:


- Os teus berros de desespero, os teus apelos lancinantes por tranquilidade. Imploras por descanso, por insensibilidade. Dizes que estás farto de sentir. Dizes que não aguentas mais.


A voz enchia a sala e os seus ouvidos. Era o demónio a falar. Dentro dele ou refastelado na poltrona. Era igual. Apenas mudava o volume do som.


- Dizes que queres luz. Rezas por iluminação, por sabedoria, por discernimento. Qual luz?!! Nunca tiveste luz. Nunca soubeste o que era a luz. Pensas que tens um anjo a proteger-te? Não, não! Fui somente eu, este espírito maligno, este demónio. Sempre foi escuro aí dentro! Sempre, sempre, sempre!


Num impulso, ele levantou-se e apontou-lhe um dedo.


- Cala-te!


O demónio gargalhou. Ele estava a tremer sem controlo, cada vez mais frio e indefeso.


- Calo-me? Chegaste ao fim da linha…


- Tenho… muitas coisas. Família, talento, amigos… Tenho uma grande riqueza – retorquiu e tornou a sentar-se, mole, no banco. Bebeu mais um pouco de vodka. O líquido ardeu-lhe na boca e no esófago, bateu-lhe no estômago como uma bofetada. Fez uma careta.


- Isso é conversa barata de psicólogo… O que sabem eles? Tanto curam e salvam, como entregam gente à morte. A estatística só prova que são aldrabões. Uma profissão como outra qualquer.


- Sim, tudo depende de cada um – concordou ele, agarrando na falha que encontrou naquele argumento. – Tudo depende da força de cada um. E eu sou forte. Eu vou ser forte. Prometi sê-lo.


- Patético!


- Não me vais tentar.


- Não preciso. Tu já sabes o que queres fazer… Tens aqui a tua oportunidade para seguires em frente com essa ideia que te martela a cabeça há tanto tempo. Desde que te lembras, não é? Estás sempre a definir uma linha para o teu tempo. Depois de fazer isto, depois de fazer aquilo e ponho um fim. Amanhã, depois de amanhã. No ano que vem, naquele dia que poderá ficar bonito porque eu já não vou estar no mundo a sujá-lo. Mas vais conquistando pequeninas vitórias que te vão ajudando a dar um passo e depois outro. Hoje até correu bem… Hoje até consegui dormir… Hoje vi algo que me deixou satisfeito… Mas depois há um dia em que o edifício colapsa e vais ter de refazer tudo, a partir desses escombros.


- A vida é um ciclo eterno.


- As vidas começam e acabam.


- Viver. Morrer. É normal.


- Muito normal… Chega um dia que é o último e apagamos a luz.


- Eu não tenho luz – suspirou ele.


Encurvou as costas, compreendendo que estava a aceitar os ditames do demónio. Sentia-se terrivelmente cansado, porém ainda sem sono. Desperto numa ebulição de sentimentos contraditórios que lhe espicaçavam a alma, ao ponto de senti-la aos encontrões contra o esqueleto, tentando libertar-se daquela carcaça arrebentada e esgotada. Chegara a uma idade perigosa, de decadência, de falta de autoestima, de dúvidas. Se antes sentia dores, agora pareciam-lhe ampliadas.


E a sua alma desejava soltar-se. Havia uma maneira…


Mas então faria o que o demónio queria e ele não lhe estava a apetecer ceder àquela criatura nojenta que troçava da sua fraqueza. Por uma simples questão de orgulho pessoal. Ainda conseguia destrinçar alguma dignidade naquela hora desamparada.


A coisa negra da poltrona soluçava numa casquinada irritante. Tinha escutado todos os seus pensamentos


- Isso, isso… Tu sabes o que queres. Eu ajudo-te.


- Não me vais ajudar. Vais ser como todos os outros… No último momento, vais desertar-me.


- Eu nunca te desertei… Não estou aqui quando não está mais ninguém?


- Eu também estou aqui. E só eu estou aqui… Mais ninguém, mais nada!


Espreitou através das pestanas húmidas, estava outra vez a chorar. Lágrimas lentas e silenciosas. Quentes, quando ele se sentia frio como um pedaço de gelo a vogar num oceano ártico. Olhou de baixo para cima na crença vã de que o demónio se tinha esfumado, mas a besta vil permanecia, a aguardar, sorridente e faminto.


Uma faixa de claridade insinuou-se à sua esquerda. Havia ali uma vidraça, portas que abriam para o jardim da residência. As portadas estavam entreabertas e deixaram passar aquela luminosidade fraca que funcionou como um toque divino que lançava calma nos tormentos. Afinal, o anjo sempre tinha vindo… Ele esboçou um sorriso triste. O demónio observou:


- Um novo dia…


- Sim – sussurrou ele. O anjo manifestava-se trazendo o sol nascente. A sua alma aquietou-se.


O demónio arreganhou os dentes.


- Um novo dia – repetiu. – Mais dor, outras batalhas inúteis, derrotas… Outro dia em que te vais esforçar para que tudo funcione sem que ninguém perceba a impotência e a raiva, as tuas desilusões. Outro dia de mentiras ignóbeis, outro dia a usar uma máscara. Outro dia que vai ser mais um peso no teu coração que já não aguenta mais!


Ele olhava calmamente para a luz azulada filtrada pelas frestas das portadas que balançavam suavemente com a brisa estival de uma madrugada calma. Entre a escuridão da noite que se despedia principiava a haver um pequeno brilho. Do fim havia um princípio e os princípios determinavam os fins. Ciclos. Ele era um ciclo. Em movimento. Imortal. Não iria esgotar-se assim. Ele disse:


- Amor…


- O quê? – espantou-se o demónio com um espasmo.


- Amor. Um novo dia. Mais amor.


O demónio arquejou, soltou uma rosnadela.


- Amor! – troçou. – Difícil de encontrar no meio da confusão, da escuridão, do desespero. É impossível amar quando temos o coração pesado com outras preocupações.


- No entanto, ele existe…


- Não!


- O amor é eterno. – A voz dele continuava a ser suave. Falava para si próprio, uma reflexão que verbalizava e que lhe parecia certa e irrevogável. Uma verdade que se tornava mais verdadeira se fosse falada. Como uma prédica. A sua alma também o escutava, expectante, encolhida num canto do seu interior, um punho de calor. Repetiu: – O amor é eterno. O amor fica sempre, depois de tudo.


Um riso escarninho, as patas asquerosas da alimária matraqueavam o chão.


- Ilusões, ilusões! – gania o ser hediondo. – Estás a enganar-te!


- Estarei?


O sol nascia. Era mesmo um novo dia.


- Estarei? – insistiu, com mais convicção.


Encheu os pulmões de ar. E sorriu.


De manhã, encontraram-no.


O silêncio enchia a casa. Era um santuário. Um mundo em suspensão. Um pequeno mundo.


Ele estava no quarto. Ao seu lado, a garrafa parcialmente bebida. Nunca ninguém saberia o que ele tivera de lutar, o que ele tivera de superar.


Encontraram-no…


Morto. Ou vivo. Vocês decidem.

24 de Octubre de 2018 a las 19:30 4 Reporte Insertar 7
Fin

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Andre Tornado Gosto de escrever, gosto de ler e com uma boa história viajo por mil mundos.

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Kaline Bogard Kaline Bogard
Olá!! Que texto interessante. Não sei se foi intencional ou não, mas eu levei o texto todo como um grande sentido figurado. O tempo todo, por esse diálogo misterioso, num tensionamento crescente, senti como se o demonio fosse nada mesmo, nada mais que uma parte da própria consciencia do personagem, por isso ele "não se assusta" com a presença dele, pois tem enfrentado esse "demonio" por um longo tempo, assim como o anjo seria a outra metade de um inteiro. O anjo seria a parte boa, a esperança, os bons sentimentos que... talvez tenham perdido a "batalha", por isso não estava ali naquele momento. O personagem sucumbiu aos tormentos que o afligem e se materialiam na imagem de um demonio! Texto interessante e muito bem estruturado. Como o final é aberto a interpretação do leitor, infelizmente, imaginei logo o pior dos desfechos... parabens!
6 de Diciembre de 2018 a las 07:57

  • Andre Tornado Andre Tornado
    Oi! Muito obrigado pelo teu comentário - Podemos interpretar este texto conforme quisermos, dar-lhe o final que entendermos, fazê-lo nosso ou afastá-lo de nós. Todos nós temos os nosso demónios (e os nossos anjos) numa batalha constante pela possa da nossa consciência e dos nossos atos. Nesta situação, o personagem viu os eu demónio personificado, dialogou com ele, numa batalha que pode ter sido a última... ou não. É um conto que me atinge também e mesmo depois de escrito não regressei ao texto, pois afeta-me grandemente. Acaba pro ser pessoal e impessoal, um reflexo de uma situação que até pode ter acontecido. Existem muitos mistérios no mundo. Beijo! 6 de Diciembre de 2018 a las 08:09
Karimy Karimy
Olá, autor! Tudo bem? Se não me engano, é o segundo conto seu que leio. Antes de qualquer coisa, devo dizer que notei uma grande diferença gramatical deste conto para o último que li e estou muito feliz por isso, só mostra seu empenho. Agora, sobre a história em si, gostei muito de ver essa dualidade do personagem, principalmente quando ele se viu concordando com o demônio sobre aquilo que ele é, como se segurasse uma verdade calada e enclausurada por ele mesmo, há muito tempo. A estrutura do texto está impecável. A conversa cheia de mistérios e revelações nas entrelinhas (revelações para o próprio personagem, inclusive) fez com que a vontade de descobrir o objetivo do enfrentamento crescesse a cada sentença. O verdadeiro propósito de tudo também foi revelado de forma muito sutil. Os personagens passaram confiança de que "são" a todo instante. Dava para sentir o cansaço do personagem, e a determinação do demônio. As falas também ficaram muito naturais, mesmo para mim, que uso a terceira pessoa do singular em vez de a segunda (o que é a realidade da maioria dos brasileiros). O cenário também ficou bastante nítido, as descrições leves, mas precisas. Devo dizer, no entanto, que encontrei alguns advérbios separados por vírgulas quando não havia necessidade. Nada de grandioso ou que atrapalhe a leitura. Estou comentando por saber a importância do desenvolvimento da escrita e por entender que algumas coisas passam por despercebidas. No mais, só tenho elogios a lhe fazer. A história está muito bem-feita e com um tom inconfundível de tensão. Também achei muito interessante o fato de você ter usado dois conflitos que, na verdade, convertem-se em um só. O personagem batalhava consigo mesmo enquanto batalhava com o demônio; o seu eu interior representando a batalha interna, o demônio, a externa. Parabéns, o conto está divino.
27 de Octubre de 2018 a las 09:53

  • Andre Tornado Andre Tornado
    Oi! Em primeiro lugar muito obrigado pela tua avaliação, pelo teu comentário que muito me sensibilizou. Estou-te imensamente grato pelo tempo que dispensaste a este conto. E se notaste uma evolução na minha escrita, isso é muito bom e fico novamente feliz, pois a ambição de qualquer escritor será sempre crescer dentro da sua escrita, enriquecer-se e, deste modo, enriquecer o que dá aos seus leitores. Neste conto temos precisamente um duelo - entre alguém e os seus demónios, mais precisamente todos os seus medos e anseios personificados numa única criatura das trevas. Tudo converge para uma decisão - o demónio está ali para que ele se decida, ele está ali para vencer de vez o demónio e avançar acreditando que existe luz, mesmo na noite mais tenebrosa. Vejo que consegui passar a mensagem e curvo-me humildemente ante o teu carinho demonstrado para com este conto. Levarei em consideração os teus apontamentos, sem dúvida. Muito obrigado. Beijo! 27 de Octubre de 2018 a las 11:42
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