Sombra Imortal Seguir historia

k_pavani Karen Pavani

As palavras ecoavam por sua mente, as dúvidas aumentavam e tudo aquilo que acreditou não passar de lendas se mostrou real ao abrir os olhos naquela noite. Nada era ilusão, tudo não passava de uma verdadeira realidade há muito ocultada.


Ficción adolescente No para niños menores de 13. © Todos os direitos reservados.

#romance #sobrenatural #drama #mistério #vampiros #teorias #sonho
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A sombra da morte

— Nathan...



Transilvânia

15h 47min.

20 de dezembro



— Nathan...

Sussurrei para mim mesma, assustada com a cena a minha frente.

Não era o mesmo Nathan que eu conhecia, ele estava completamente diferente. Atacava Suzana como um monstro faminto...


Eu não queria acreditar, mas é tudo real.


Ele a jogou contra a parede e ela caiu junto aos destroços desacordada. Com medo corri até a porta e a empurrei com força, voltando a correr agora para longe daquela sala, para longe de Nathan.


Eu o amava com todas as forças, mas agora...


Completamente entorpecida, não sei como, adentrei a floresta e corri o mais rápido que pude. Meu coração pesava em meu peito e lágrimas rolavam livremente por minha face.

Minhas pernas fraquejaram, fui ao chão.

O fino vestido branco sobre a neve e pequenas flores ao lado ainda resistindo ao rigoroso inverno.... Perdida em meus pensamentos e ainda atordoada por tudo que vi não escutei a aproximação, só me dei conta quando ouvi sua voz chegando até mim.

— Ora, olhe o que temos aqui! A protegida do demônio.

— Vincent? — Virei meu rosto em sua direção.

— O que aconteceu? Ele se cansou de você? — Alguns passos em minha direção...

— Fique longe de mim! — Me levantei, dando vários passos para trás.

— Oh, sério? Vamos, ele não está aqui para te proteger. — Continuou caminhando...

— Me deixe em paz, Vincent. — Disse alto.

— Você perdeu toda a paz que tinha quando veio atrás de Nathan!

— Ele salvou minha vida! O mínimo que eu deveria fazer era cuidar dele até que estivesse bem novamente!

— Você sabe, ele é da linhagem de Vlad Terceiro. Neto do demônio, do Empalador! Por que acha que ele se curava tão rápido? Vlad, o empalador e Nathan, o demônio. Ambos são assassinos, você sabe muito bem disso! Você ouviu as histórias, todas as lendas... são todas verdadeiras. Por que ele está na Transilvânia agora? Por que ele abandonou o reino de seu avô e construiu o próprio?! — Dizia alto, como um louco.

— Vincent...

— Não, agora você vai me ouvir. Eles querem Nathan morto, existe uma recompensa para quem fizer isso e você sabe que eu quero aquele dinheiro, não sabe? — Perguntou mais calmo.

— Sei... — Disse baixo, mais para mim mesma. Isso já era esperado, até mesmo por quem ao menos o conhece.

— Pois bem, você vai nos ajudar a matá-lo.

Ouvi passos em nossa direção, me virei para ver quem era. Quatro homens, aparentemente camponeses. Um deles foi até Vincent e lhe entregou uma espada, que logo foi guardada em uma bainha pendurada em seu cinto, outros dois ficaram ao seu lado.

— Podem levá-la. — Ordenou firme.

Senti minhas mãos serem puxadas para trás e algo metálico gelado passando por elas, tentei puxá-las, mas de nada adiantou, a diferença de força é enorme. Vincent começou a andar, os homens o seguiram e eu fui levada junto, puxada por uma corrente de prata.

Adentramos ainda mais a mata, parando em uma antiga construção. Era estranho, havia um arco na entrada e um alto muro logo depois, estava coberto de neve e algumas flores mortas, uma antiga e grande casa completamente destruída podia ser vista ao fundo.

— Deixem-na ali! — Vincent disse apontando para o muro.

Um deles puxou a corrente com força, como se estivesse mandando-me andar. Não questionei, seria pior. Acabei fazendo o que eles queriam.

Não, eu não quero ajudá-los, não quero a morte de Nathan! Não tenho muito o que fazer, todos estão armados e se eu questionar algo... temo que algo de ruim aconteça.

— Minha querida, você sabe por que está aqui? — Perguntou parando a minha frente.

— Você quer matar Nathan e pensa que ele virá atrás de mim. — Respondi baixo.

— Não, eu tenho certeza que ele virá. — Seus olhos mostravam total determinação.

Vincent sorriu enquanto tirava sua espada da bainha, ele a levou até a lateral de meu pescoço fazendo um fino corte lá. Fechei meus olhos e mordi meus lábios com força para não reclamar da dor, os abri segundos depois. Vincent ainda sorria, ele parecia se divertir com aquilo enquanto os outros apenas ficavam atentos à movimentação das árvores.

A neve não caiu mais, o vento desapareceu e as árvores pareceram se calar. O silencio se tornou absoluto.

— Finalmente! — Comemorou.

O céu ficou completamente negro por alguns segundos, uma enorme sombra caiu a nossa frente. Era Nathan. Seus olhos estavam brancos, como se estivessem brilhando, suas presas estavam à mostra, o ódio emanava de si.

— Feche os olhos... — Parecia que sua voz estava dentro de minha mente, os outros pareceram não ouvir...

Ele não esperou, correu em direção a Vincent. Os outros homens correram ajudá-lo, mas não tiveram um bom resultado. Um único soco em um deles, um único chute em outro e apenas uma mordida próxima à clavícula de Vincent foram o suficiente para que eu fechasse meus olhos e não quisesse abri-los novamente. Ouvia tudo, todos os gritos, as espadas se chocando, juras de morte...

Eu não conseguia ouvir Nathan, nenhum som parecia vir dele. Outras três vozes desapareceram e um grito ecoou por minha mente.

Abri os olhos lentamente, olhando em direção a eles. Quatro estavam caídos, mortos. Vincent estava de joelhos com uma espada em seu peito e coberto de sangue. Nathan caminhava em minha direção.

— Por que fugiu?

Perguntou sério enquanto tentava tirar aquela maldita corrente de meus pulsos, sem se importar com as queimaduras que ela deixava em suas mãos.

Abaixei meu rosto, evitando olhá-lo.

— Me responda!

Ele segurou meu rosto, olhando diretamente em meus olhos.

— Está com medo? — Concordei com a cabeça. — Foi por isso que fugiu?

— Não fugi... — Tentei dizer algo.

— Você saiu correndo, ignorou todos os empregados e passou diretamente pelos guardas. Por que fez isso? — Pareceu mais calmo, mas mesmo assim, ainda irritado.

— Você atacou Suzana... — Continuei baixo.

— Suzana estava sob um forte feitiço, foi necessário. — Seu tom de voz diminuiu.

— Não era você naquela hora, parecia um monstro...

— Eu sou um monstro.

17 de Octubre de 2018 a las 21:34 5 Reporte Insertar 4
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H Hamlett
Excelente, felicitaciones! te invito a leer mis historias !
Marurishi Paz Marurishi Paz
Realmente, interessante! Dou crédito só por mencionar Vlad Tepes, demonstrando que tens conhecimento sobre história antiga além dos livros de romance. A escrita é simples e objetiva, fácil de ler. Pretendo ler mais.
22 de Noviembre de 2018 a las 08:27

  • Karen Pavani Karen Pavani
    Espero que esteja gostando! 22 de Noviembre de 2018 a las 12:09
Karimy Karimy
Oie! Nossa, a história já começou intensa! Curiosa para saber o que uniu esses dois!
20 de Octubre de 2018 a las 06:15

  • Karen Pavani Karen Pavani
    Espero que esteja gostando ^^ 25 de Octubre de 2018 a las 13:59
~

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