Gato, você é farmacêutico? Seguir historia

whysunwoonely ~ neila

onde hansol gosta de ir na farmácia para paquerar seungkwan. {s h o r t f i c | hansol + seungkwan | plot: Juh_bellose}


Fanfiction Bandas/Cantantes No para niños menores de 13.

#seventeen #verkwan #jihancheol-menção
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não, não, eu sou um astronauta

A culpa de tudo isso era, única e exclusivamente, de Jeonghan.


Hansol poderia estar aproveitando o final de semana em alguma festa — enchendo a cara até esquecer o próprio nome —, mas Jeonghan tinha de estragar todos os planos do garoto ao cuspir, literalmente, todos os germes que haviam tomado conta do corpinho magricela dele, justamente na boca do mestiço.


Por mais que houvesse se desculpado e garantido que havia sido um acidente, Jeonghan estava claramente sacaneando o amigo. Uma brincadeira ou castigo pelas bobagens que o Choi fizera. E sem esquecer de que o Yoon tivera a audácia de ressaltar o fato de ter dois namorados para cuidar de si. Hansol ainda não tinha ninguém, nem mesmo sua família por perto já que moravam em outra cidade.


Agora, ao invés de alguma diversão, estava à procura de remédios para tratar a gripe que o estava encadeando em casa. Há horas o garoto perambulava pelos corredores da farmácia e nada. Talvez a doença houvesse afetado todos os seus sentidos, pois a única coisa que seu corpo pedia era cama.


Andou pesadamente pelo espaço repetidas vezes e só vira embalagens quadradas e coloridas em uma fila enorme de prateleiras embutidas na parede. Saiu dali e fora parar em outro corredor idêntico. Parecia estar dando voltas.


— Tá procurando o quê? — pergunta alguém.


Hansol vira-se bruscamente e dá de cara com um anjo, ou alguém muito próximo de ser um, atrás do balcão. Uma onda de tontura toma conta do corpo do doente e o rapaz poderia jurar que estava morrendo, mas só se seu coração não estivesse batendo feito um tambor. Parecia até um sonho. Choi até mesmo limpou os olhos com os punhos para ter certeza de que não era uma miragem, e não era mesmo. O rapaz todo trajado de branco, cabelos dourados um pouco bagunçado, bochechas salientes, a boca beijável e a carinha inocente. Pronto! Agora só faltava Deus descer na terra para pôr uma auréola na cabeça do rapaz, ou então para dar um cascudo na de Hansol.


Estava gripado, mas qualquer um poderia jurar que ele estava mesmo era cego e Hansol abraçaria esse ser e, depois de tapinhas amigáveis nas costas, diria o quanto concordava com o fato. Já tinha ido naquele lugar umas quatro ou cinco vezes com Seungcheol — para compra semanal de anticoncepcionais (?) — e nunca nem havia prestado atenção no rapaz. Como não notara a oitava maravilha do mundo sendo que só estava há algumas quadras de sua casa?


— Remédio para gripe — responde extasiado.


— Essa é a ala de absorventes — dá de ombros.


Hansol praticamente salta para bem longe dali. Primeiro, porque sentia-se desconfortável com aquele tipo de produto. Segundo, porque queria chegar mais perto do deus grego que trabalhava ali.


O farmacêutico nem sequer havia levantado o olhar para Hansol, parecia mais entretido no que estava digitando no computador. Choi aproveita-se disso para checar seu estado em um pequeno espelho preso na parede. Passa os dedos pelos cabelos castanhos e desgrenhados, tentando deixá-lo mais apresentável que um ninho de rato. O nariz vermelho, que não tinha jeito, junto à palidez o fazia parecer um palhaço.


Estando um pouco mais apresentável, pigarreia, e quando finalmente tem a atenção que deseja, dá um sorriso de causar inveja até no Coringa. Apesar do rosto angelical do outro prender sua atenção, Hansol consegue desviar o olhar e estende a receita médica na velocidade de uma lesma só para dar tempo de encontrar o nome no jaleco alheio.


Ah, Boo Seungkwan. Perfeito como o dono.


E põe perfeito nisso. Se já sentia-se morrendo aos poucos por conta da gripe, agora considerava-se enterrado. Seungkwan virou para procurar os medicamentos e Hansol podia jurar que estava tendo a visão do céu. Deus, que bunda era aquela? Odiava ser agradecido, mas amém Yoon Jeonghan e sua fase de lhama.


Depois que Seungkwan põe um saquinho em cima do balcão, Hansol tenta ser rápido ao pegar o dinheiro da carteira, mas sua mão está tremendo tanto que acaba deixando-a cair no chão duas vezes. Respira fundo tentando se acalmar e reunir toda coragem e falta de vergonha na cara que acreditava possuir. Precisaria de todos atributos existentes para aperfeiçoar sua estratégia e enfim conseguir conquistar o novo crush da maneira mais eficaz que conhecia. O americano ergue as sobrancelhas e solta:


— Gato, você é farmacêutico?


O anjo da farmácia, parecendo não crer no que acabara de ouvir, ostenta um olhar cético na face enquanto reveza entre olhar para a cara de pau do galanteador de meia tigela e o dinheiro preso entre os dedos do mesmo. De repente, Hansol tem um ataque de espirros que parecia mais um ataque epiléptico. Seungkwan ficou um pouco preocupado, mas qualquer indicio disso fora descartado quando Hansol se recuperou e ostentou um sorri ladino. Então o farmacêutico somente respirou fundo, fez um barulho de reprovação com a boca e tomou posse do dinheiro de uma forma um tanto brusca.


— Não, não, eu sou um astronauta — ironiza.


Ai. Por essa Hansol não esperava. Mas tudo bem, ele nem mesmo lembrava-se de como terminar a cantada, seu cabeça doía demais para que ele conseguisse formular qualquer coisa — por mais importante que fosse. Sentia a necessidade extrema de voltar para casa, ou então, pagaria o maior mico ao vomitar no seu futuro marido. Imagina se eles se casam? Seungkwan iria contar essa história até para seus futuros tataranetos.


O fora que havia levado servia de incentiva para que o americano trabalhasse mais duro para conquistar o Boo. Hansol, que estava decidido a voltar, tinha certeza de que houvera plantado a semente corretamente no coração do farmacêutico gato, — o rapaz só não havia percebido ainda — e ele iria regar até que o amor florescesse.


Seungkwan-ah tem tanta sorte de eu não ser daqueles que desiste fácil, pensa Hansol enquanto se arrasta por todo caminho de volta para casa. Era o amor, mas também era a gripe que havia o pegado de jeito. Maldito bendito seja Jeonghan.

30 de Septiembre de 2018 a las 19:01 0 Reporte Insertar 1
Leer el siguiente capítulo sou muita ampola pra sua farmácia

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