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ayzu-saki Ayzu Saki

Bruma são atos de "Névoa". A maioria são pequenos contos, que mudam entre o período antes de Itachi encontrar Naruto, e os quatro anos que se passaram antes do Epílogo.


Fanfiction Sólo para mayores de 21 (adultos).

#minakushi #uchihas #gore #violência #estupro #pedofilia #itanaru #Névoa
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Ato I - O primeiro beijo

Notas do Autor

Essa se passa um ano depois da morte do Kyuubi e de Naruto começar a viver com Madara, três anos antes do epílogo. Hinata o convida para uma festa na mansão Hyuuga, e claro que Itachi e Kurenai vão juntos. É a primeira vez que Naruto sai do Distrito Uchiha. 

As pessoas em Konoha continuam horríveis como sempre.

.................

1 anos após a morte de Kyuubi

Naruto suspirou aliviado quando entrou no banheiro de luxo. Soltou o ar algumas vezes, desfazendo sua expressão calma que havia pego tão bem de Madara. Suas mãos tremiam levemente. Jogou água no rosto, sem se importar muito se a maquiagem que Kurenai havia usado para cobrir suas marcas saísse.

 Ele queria ir para casa, se enrolar na cama de Itachi e dormir, só isso. E ele sabia que se pedisse para Itachi ou Kurenai eles iriam sem pensar duas vezes. Até mesmo Hinata entenderia se ele saísse da sua festa de aniversário assim, sendo que durante toda a noite as pessoas o olhavam como se ele fosse uma espécie de animal em um tubo de vidro. Curiosas, com pena, fazendo perguntas que apenas todo o treino social que tivera com Madara o faziam responder com alguma dignidade e charme para sair da situação constrangedora.

 O pobre garoto quebrado, o único que sobrevivera a Kyuubi

Ele não queria ficar ali. Estava cansado de Kurenai, Itachi, Hinata e até mesmo Gaara tendo que interceder em cada situação constrangedora. Hinata já havia expulsado pelo menos 3 pessoas da festa por causa disso, como se eles fossem os cães de guarda, e ele o inútil que não pudesse nem ao menos se defender.

Sabia que tudo isso, todos esses pensamentos, eram frutos da raiva e frustração que estava sentindo. Do medo que tinha das outras pessoas ali. Ali não era o distrito Uchiha. Ele não se sentia seguro, mesmo com Kurenai e Itachi por perto. Ele não queria aquelas pessoas tocando seu braço para falarem consigo. Ou pedindo para ver suas cicatrizes, como se fosse um tipo de entretenimento. Ele não queria contar sobre Tobirama, sendo que ele nem mesmo lembrava de nada. Ele queria ir para casa, só isso.

Se olhou no espelho, os cabelos penteados para trás, o rosto, sem maquiagem, agora mostrava as marcas finas e esbranquiçadas nas bochechas. Seus olhos estavam vazios, sem o brilho que tinha quando estava com sua família, a expressão dura, que adquirira com o tempo ao lado de Itachi, e que assim como ele, reservava para todos que não fossem de confiança para si.

Suas mãos paravam de tremer quando a porta se abriu e se empertigou. O barulho do som ecoou dentro do banheiro por segundos antes de sumir quando a porta foi fechada. Levantou a cabeça, e uma mulher ruiva estava na porta, vestida elegantemente em um longo negro, o cabelo que estivera arrumado, um pouco fora do lugar e um sorriso insano, falso, como todos ali. Ela parecia embriagada.

-Banheiro errado. –Ela riu, e dava meia volta quando parou e o olhou mais atentamente, a mão na maçaneta. Naruto, que não havia falado nada, congelou ao encontrar os olhos cinzentos. Era uma Uzumaki. Ele sabia que Hinata não convidaria nenhum Uzumaki para a festa. E nem mesmo o pai dela, ninguém queria nada a ver com um Uzumaki desde todo o escândalo. Ponderou se ela seria casada com um Hyuuga ou algo assim. – Você é o garoto Kyuubi.

Naruto tremeu com o nome. 

A voz da mulher era venenosa. 

Desviou os olhos a ignorando e lavara as mãos. Só tinha que sair dali, sem escândalo algum. Não podia envergonhar Hinata, ou Itachi e Kurenai. Sabia que todos na festa estavam esperando que ele surtasse e quebrasse tudo ao redor. E por muitas vezes ele quase o fizera, mas não podia fazer isso com eles. Sabia que as pessoas ali não gostavam dos Uchiha. Eles foram um capricho de Hinata, assim como Gaara. O pai dela não diria não para ela depois do que acontecera, mas isso não queria dizer que estavam sendo bem-tratados pelos outros convidados. 

Hinata o levara ao piano depois de muitos incidentes, e passaram boa parte da noite ali, com Gaara por perto, como um guarda obscuro. Naruto queria gritar. Kurenai e Itachi sabiam ignorar bem tudo isso, os comentários, mas Naruto não. Ele não era como eles ainda. Um ano não era o bastante para ter tanto sangue frio.

-Veja só você. – A mulher continuou, e Naruto tinha plena consciência que ela caminhava até ele, atrás de si, o olhando pelo espelho. – Caminhando todo arrogante, depois de tudo o que fez com nosso clã. De ter jogado nosso nome na lama.

“Ignore. Ignore” Suas mãos voltaram a tremer. Encontrou os olhos da mulher pelo espelho, os dela estavam agora em sua bochecha marcada. 

Naruto tremeu.

 Ele queria gritar para ela, que fora o maldito clã que fizera algo com ele. E Karin, e Menma, E possivelmente todas as crianças daquela maldita família hoje teriam algum problema, porque elas eram apenas ferramentas. Ele queria dizer que fora estuprado por dois anos, todos sabiam e não faziam nada para não manchar o maldito nome do clã. Que ele fora molestado na frente de membros do clã, que simplesmente não fizeram nada, apenas olharam, se divertindo, ajudando. Que membros desse clã haviam molestado Karin, a usando como moeda de troca por favores de Nagato. Que haviam feito isso com ele também. E com o próprio Nagato antes dele. E mesmo sua mãe.

Não disse nada. 

Enxugou as mãos e viu a mulher irritada por sua calma. Se virava quando a mão dela segurou seu braço. Sentiu seu corpo tremer com isso. Seria fácil quebrar a mão dela. Ele queria fazer isso. Ela era mais alta que ele, um pouco, os olhos se encontraram diretamente com os seus.

-Solte. – Sua voz saiu com uma calma que não tinha. As unhas se enfiaram mais em seu braço. Agarrou o pulso dela e o tirou de lá com firmeza. – Me deixe em paz. Não tenho mais nada com seu maldito clã.

-Verdade. – Ela falou, tirando o braço, mas ainda na sua frente, no caminho. – Agora você é um Uchiha. Anda por aí com Uchihas. Veste o simbolo deles. – Ela apontou para o pingente que usava, presente de Obito e sorriu. – Como um cachorrinho. Um cachorrinho de estimação de criminosos.

-Não fale deles. – Naruto falou entre-dentes, as mãos tremendo.

-Até mesmo os defendendo. Ao menos você está na corja que sempre mereceu. Como sua mãe, eu lembro bem dela, indo embora com o primeiro infeliz que surgiu, e você é como ela.

-NÃO FALE DELES! – Sua mão foi de encontro ao espelho em segundos, para não ir ao rosto da mulher como queria. Fragmentos caíram na pia e no chão com barulho, a mulher não saiu do lugar. – E NÃO FALE DA MINHA MÃE.

Ele respirava com força, os olhos agora transtornados.

-Finalmente, o que os Uchiha diriam vendo você assim? Você deve ser mesmo algo, para envergonhar até o clã que não tem vergonha de nada. Devia apenas dar um tiro na própria cabeça.

-Ou eu devia dar um tiro na sua.

A mulher virou e encontro com o olhar assassino de Itachi na porta, a mão na maçaneta. Ele nem mesmo haviam percebido que ele havia entrado. Naruto havia demorado no banheiro, claro que ele daria por sua falta. 

Naruto não o olhou, com vergonha do seu descontrole. Apenas tinha noção que Hinata devia estar com ele, e Kurenai logo atrás. Se apoiou na pia cansado, a cabeça baixa.

-Saia de perto dele.

Como imaginava. Hinata estava a sua frente, em segundos. Sentiu alguém segurar sua mão machucada, viu os dedos finos de Itachi olhando seu ferimento, mas não olhou para ele em nenhum momento.

- Parece que seus donos chegaram.

O som do tapa ecoou e Naruto ergueu o rosto só então, para ver a mulher com a mão no rosto, Kurenai a sua frente, a expressão fria e a mão ainda levantada.

- Nem mais uma palavra.

-É melhor você sair dessa festa, antes que não sobre nada de você para seu marido. – Hinata chicoteou a seu lado, também olhando seu ferimento. E então falou mais baixo.– Leve Naruto para meu quarto Uchiha, terceiro andar, quarta porta. Tem um kit de primeiros-socorros no banheiro. Nós resolvemos isso aqui.

Itachi o guiou para fora do banheiro em silêncio.

....................................

Eles ainda estavam em silêncio, mesmo enquanto Itachi fazia a sutura em seu corte. Não havia sido profundo, e Naruto estava aéreo demais para reclamar de algo. Quando terminaram, Itachi pegou sua mão intacta e o levou para fora do banheiro, onde estava sentado no sanitário, e o levou para a bancada do quarto de Hinata, o sentando no sofá ali, a seu lado. Ele agradecia por Itachi o conhecer bem o bastante para saber quando não perguntar nada. 

Aceitou, hesitante ainda, quando o outro passou um braço pelo seu ombro, o puxando para perto do seu corpo, o fazendo afundar ali. Fechou os olhos, sentindo o perfume de Itachi o acalmando. Uma mão em seu cabelo. Era algo tão natural. Mesmo que não lembrasse, era como se fosse algo natural demais. Sentiu um beijo em seu cabelo.

-Você sabe. – Itachi falou suavemente. – Que nada do que esses desgraçados falam para você é verdade.

-Eu sei. – sussurrou, e Itachi sabia que ele estava mentindo.

-Não, você não sabe .- Itachi levantou seu queixo, os olhos desviaram dos seus. – Olhe para mim. Naruto.

Suspirou ao ver os azuis cheios de lágrimas.

-Você encontrou pessoas ruins na sua vida. Muitas pessoas ruins. Não foi sua culpa. Mas agora, você está com a gente. Comigo. Agora me fale. O que aquela infeliz falou que te deixou assim?

Naruto segurou sua mão em seu rosto e fechou os olhos.

-Eu estou...cansado.

- Quer ir para casa? Já está mais do que na hora.

Ele riu. Um riso doloroso.

-Também, mas...Não assim. Estou...cansado de sentir raiva e medo o tempo todo. –  O olhou nos olhos. – De esperar a hora que vocês vão cansar de ter que lidar comigo assim, e me chutarem para fora.

-Idiota. – Itachi o olhou frustrado. – Há quanto tempo pensa nisso? Nós nunca faríamos isso. Nunca. Você sabe que Madara, Kurenai, mesmo Obito. Eu. Todos amamos você. Não falamos sempre, mas somos Uchihas, nós não falamos, mostramos.

Naruto suspirou, abaixando o olhar.

-Menma me amava também. E Karin. Mas me deixaram para trás. Amor, na vida real, não é o bastante. – Ele o olhou novamente, intensamente. – Eu sou...Quebrado, com defeito. As pessoas me olham como se eu fosse perder a cabeça e matar todos no salão. Ou com pena. Todo o tempo. Todos sabem o que Nagato fez comigo. Eles sabem o que Tobirama fez comigo. Está no meu rosto. Eu sou uma vergonha para vocês. Eu nem mesmo consigo dormir sem você por perto. Eu entenderia se vocês fizessem isso. De verdade...Eu não pertenço aqui. Eu nunca pertenci a lugar algum...

Foi mais para calá-lo do que qualquer coisa. Itachi abaixou o rosto e o beijou. Suavemente. Um encostar de lábios. O sentiu paralisar. As mãos se apertarem em seu pulso, mas ele não se afastou. Os olhos azuis surpresos, arregalados. Itachi podia saber que aquele não era o primeiro beijo deles. Eles já tinha feito muito mais do que isso.

Para Naruto era. O primeiro beijo que ele dava por que queria em alguém, provavelmente. Ele tinha 13 anos agora, na sua cabeça. Ele nunca havia sido tocado daquela forma, por carinho. Com amor. De certa forma...isso deixava Itachi um pouco orgulhoso.

-Você pertence a onde eu estiver. Você é um Uchiha agora. Você é um de nós. Nunca esqueça disso.

Naruto piscou, e assentiu. Os olhos nos de Itachi, procurando a verdade ali. E seja o que for que ele encontrou, o fez erguer a cabeça, e o beijar dessa vez. Um leve e rápido encostar de lábios, que lhe lembrou tanto de uma vez, que parecia há tanto tempo atrás, dos dois no chão de um banheiro, daqueles mesmo olhos azuis assustados e surpresos com o próprio ato, com a mão nos lábios, olhando Itachi incerto.

Itachi sorriu, e Naruto, devagar, sorriu de volta, encostando a testa na sua, e então o abraçando.

-Vamos para casa Naruto.

-Sim.

27 de Septiembre de 2018 a las 00:37 0 Reporte Insertar 2
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