Delinquente - Imagine Taehyung Seguir historia

melindaclemente Melinda Clemente

“ Taehyung era somente mais um dos garotos com fama de delinquente que eu conhecia: ríspido, rude e um tanto violento. E por algum motivo acabei me aproximando dele, ao notar que ele não era exatamente tudo aquilo que o faziam parecer, ao menos era isso que eu pensava. Porém, depois de anos sem vê-lo, subitamente me deparei com ele mais uma vez. E não tinha mais tanta certeza se conseguiria resistir a presença daquele garoto novamente. ” |imagine bts| |imagine taehyung| |universo alternativo| |escolar| |kim taehyung x você| |imagine sem s/n| |bts saga "sete por um" 02/07|


Fanfiction Bandas/Cantantes No para niños menores de 13.

#btsoneshot #conto #taehyungoneshot #oneshot #kpop #violência #imaginetaehyung #melindaclemente #escolar #leitor-personagem #badboy #feminina #shoujo #btsimagine #imaginebts #romance #btstaehyung #taehyung #imagine #bts
Cuento corto
13
5073 VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

Capítulo Único

N/A: Antes dos avisos importantes uma pequena propaganda: "Se você está procurando um imagine suave, interativa, onde você possa realmente se sentir como a personagem principal, você encontrou a imagine que queria! Fiz meu melhor para evitar todos os termos iguais ou semelhantes a 's/n' para que assim os leitores realmente possam 'imaginar-se' dentro do contexto, UM IMAGINE SEM S/N te espera."
Mas antes de lerem, por favor, UM AVISO SOBRE A HISTÓRIA:
este é o SEGUNDO imagine de uma sequência, ele, claro, pode ser lido individualmente, porém, provavelmente perderão algumas referências e conexões que estarão presentes na história anterior (do qual vocês podem encontrar ao entrar no meu perfil). Mas, caso tenha interesse, continue me acompanhando, e veja o desenrolar da saga, e caso tenha outro bia que não seja Taehyung, não fique desanimado(a), já que outros virão na sequência.

(***) 

   A neblina ainda estava densa na manhã de domingo. Não era um horário muito usual para se fazer as compras da semana, mas resolvi ir de qualquer maneira. As plantas que se misturavam ao gramado e que dividia a avenida ainda estavam imersas em orvalho, mas, ao menos o clima não estava tão frio quanto aparentava quando estava em casa a minutos atrás. E com tanto tempo fora da cidade, acabei me desacostumando desse clima agradável, como também da descida íngreme da rua que ficava na metade do trajeto entre a minha casa e a pequena quitada do bairro – que mesmo depois de tanto tempo, ainda aparentava ser o mesmo comercio caseiro de anos atrás.

    Ao chegar ao local, antes que me dirigisse as prateleiras de alimentícios pude ver o antigo proprietário da loja, que como me ainda me lembrava, estava fielmente junto ao caixa; não tinha certeza se conseguiria me reconhecer, porém, mal passei pela porta e ele me saudou com um sorriso, chamando-me pelo nome. Passei longos minutos com aquele simpático senhor, que me conhecia desde pequena, ouvindo-o falar das novidades da pequena cidade e vez ou outra contando aquelas antigas piadas de como estava ficando velho – das quais sempre contou desde que eu era uma criança. Entretanto, não se passara muito na conversa até que aquele senhor se ocupasse com outros clientes novamente e assim eu pudesse ir em direção as mercadorias da loja.

 

(...)

 

  Ainda estava na sessão de enlatados, me decidindo qual molho de tomate levaria ou se somente azeitonas seriam o suficiente para temperar parte do almoço, quando ouvi o som da porta envidraçada da quitanda ser aberta e somente por curiosidade, foquei momentaneamente minha atenção para o local. Fora neste momento que vi um rapaz passar pela entrada, o observei enquanto este rapidamente acenava de forma simpática para, provavelmente, o velho senhor que estava no caixa; e quando eu já estava prestes a voltar minha atenção a prateleira de produtos novamente, vi o mesmo rapaz virando seu rosto – o suficiente – para que eu pudesse reconhecê-lo.

     Não tenho certeza se foi por causa da surpresa, mas acabei batendo acidentalmente minha mão numa das latas de alumínio que estava próxima a um de meus braços, e por algum tipo de coincidência, ou infelicidade, segundos depois notei o rapaz focar sua atenção diretamente sobre o meu rosto. Tratei de – tanto pelo susto como por finalmente me decidir qual produto levaria daquela sessão – ir para outra ala do mercado; não havia nenhum proveito me encontrar com ele no momento, então, não faria mal evita-lo de qualquer forma.

     Enquanto ia o mais discretamente possível para a pequena sessão de secos, verifiquei rapidamente se o rapaz por algum motivo ainda estava no mesmo lugar, e por uma boa sorte – ou não – já não o via em lugar algum.

      Contudo, quando me virei novamente, esperando escolher rapidamente alguns cereais, me deparei com o rapaz bem a minha frente – encostado em uma das prateleiras que se encontrava os temperos – no qual sorria para mim de forma petulante.

 

(...)

 

“.... Então.... Você vem sempre aqui?” Como tão repentinamente o vi aparecer em minha frente o ouvi falar subitamente, pude até o observar aumentar o seu sorriso enquanto via minha expressão confusa.

 

“Taehyung, o que diabos está fazendo aqui? ” Perguntei sibilando num murmúrio ainda surpresa por ter me encontrado tão facilmente.

 

“Aw.” Suspirou dramaticamente como se sentisse muito, ousando chegar mais perto de mim, já bem afastado das prateleiras. “Eu que te pergunto, gracinha. ” A essa altura ele já se encontrava a menos de dois palmos de distância a minha frente, e sem pedir qualquer tipo de licença acabou por pegar uma mecha de meus cabelos e começar a brincar com a mesma. “Como pode visitar a cidade e nem se quer me avisar? …. Senti saudades. ” Sorriu abertamente fazendo menção de pegar em meu rosto, mas logo que percebi, afastei tanto a mão que se aproximava quanto a outra que persistia entre meus fios de cabelo.

 

“Eu não vim perder meu tempo de viagem com você Taehyung. ” Falei enquanto me abaixava rapidamente para pegar minha cesta de compras que estava no chão, para assim ir logo para outra sessão do mercado.

 

“Que maldade a sua falar assim... ” Ele dizia com uma voz irritantemente manhosa, enquanto já ouvia seus passos atrás de mim. “De onde você aprendeu a ser tão má assim? ” Perguntou retoricamente já andando a minha frente de costas para o caminho a diante e sorrindo de forma estupidamente divertida para mim. “Será que foi com seu irmãozinho ciumento ou com aquele seu amiguinho lesado? ” Continuava com um sorriso persistente do qual eu tentava ignorar, mas que me deixava irritada o suficiente para que ele notasse pela minha expressão.

 

“Talvez eu tenha aprendido com você. ” Respondi por fim, assistindo seu sorriso se abrir ainda mais.

 

(<<<)

 

Taehyung era somente mais um dos garotos com fama de vândalo da minha escola, e era muito bem conhecido por ser um pequeno delinquente do bairro onde morava, tinha notícias sobre ele desde o fundamental, mas acabei estando na mesma escola que ele somente quando entrei no ensino médio. Um dia o vi ser praticamente enxotado da diretoria com outros dois garotos, estes mesmos que mal esperaram a porta ser fechada para recomeçarem uma briga com o garoto que já aparentava estar bastante machucado. Fiquei vendo a cena de longe, juntos com vários outros alunos curiosos que estavam no corredor, depois de alguns minutos os agressores se afastaram, ainda pude ouvir um deles murmurar “ não tente dar uma de herói, seu sem-teto vagabundo. ” Antes de saírem dali e logo depois vi Tae se levantar devagar, ignorar todos a sua volta e ir em direção a pátio em silêncio.

    Naquele momento, vendo o pobre rapaz machucado onde nem se quer um colega de turma – ou que sá algum funcionário da escola – fosse o ajudar – ou que se importassem – e o ver daquela forma e sendo destratado daquela maneira me deixou terrivelmente piedosa por ele; e tão logo que o corredor se esvaziara fui em direção ao pátio a procura dele – o que não foi muito fácil, por estar tão cheio no momento do intervalo – e mesmo que tentasse não consegui acha-lo em lugar algum, porém, enquanto circulava o local, pude avistar, na ala onde ficava os antigos bebedores – e que agora o local era usado para guardar os materiais de limpeza da escola – notei que estava limpando as seus machucados e única coisa que pensei era que ele deveria ir urgentemente a um hospital.

    Quando cheguei perto o suficiente – para que de onde ele estava pudesse ver minha sombra – ele se virou rapidamente mostrando uma postura defensiva, o que me fez lembrar de um animal selvagem quando encontram seu esconderijo. Seus olhos estavam arregalados e ele não se afastava da pia e quando fiz menção de chega mais perto, ele se afastou levemente, como se temesse alguma coisa – e eu literalmente não podia acreditar que essa suposta defensa era em relação a mim – para tentar acalma-lo – se fosse possível – sibilei o mais calmamente “vim ajudar” para o garoto que somente demonstrou um semblante irônico desacreditado, tanto quanto confuso, enquanto se afastava um pouco mais.

     O mais lentamente – e pacientemente – possível fui me aproximando, não quebrado contato visual com ele que me observava atentamente, quando cheguei bem a sua frente, levantei minhas mãos até a altura do peito, querendo mostrar que não tinha uma má intenção e depois de me encarar por mais alguns segundos, me permitiu ver seus ferimentos.

    Perdi dois horários de aula junto a Taehyung; com a demora em deixar me aproximar para ajudá-lo – do qual não o julgo, nem mesmo eu sabia o porquê ter me aproximado exatamente – tanto pelo tempo que levou para encontrar algo para limpar devidamente suas feridas, e, convencê-lo a colocar alguns remédios e esparadrapos. A comunicação com ele era praticamente monossilábica, mal respondendo um “sim” ou “não” para qualquer coisa que eu perguntasse. Mas pude sentir muito bem, de maneira quase que incômoda, a forma intensa da qual me encarava.

   Tentei por algum tempo manter algum tipo de diálogo com ele; perguntando se estava melhor ou se aqueles garotos do terceiro ano faziam coisas como aquela com frequência e o garoto só maneava a cabeça em resposta. Eu mesma estava estranhando minha súbita preocupação, então acabei por parar de interrogá-lo com aquelas perguntas sem fundamento. Já me levantava para ir embora e estava prestes a me despedir com um aceno quando ouvi um baixo “obrigado” e pensei “ele definitivamente parece menos perigoso, e muito mais educado, do que todos o fazem parecer” sorri levemente com o pensamento e devolvi o agradecimento, imaginando que ele com certeza tentará evitar uma garota intrometida e curiosa como eu por um longo tempo.

    Entretanto não fora exatamente isso que aconteceu. E para a minha surpresa, depois daquele momento, não houve mais um dia se quer que eu não encontrasse Taehyung pelos arredores da escola; ainda sem trocar palavra, que não fosse responder as minhas saudações curtas quando nos esbarrávamos no corredor. E isto, ao longo do tempo, acabou acontecendo numa frequência tão grande e tão pouco usual que em umas certas horas começava a pensar seriamente se o garoto não passara a me seguir de alguma forma.

   Aos poucos, depois de tantos encontros não tão usuais – que ia desde esbarrar com ele quando ia para a classe até vê-lo quando saía do banheiro feminino – começamos a realmente ter algum tipo de relação – estranhamente – amigável.

  Como ele continuar a conversa depois de cumprimentá-lo, perguntando que aula eu tinha naquele horário ou se eu estava atrasada para a mesma e em alguns momentos eu até mesmo pensei se ele estava tentando pagar algum tipo de dívida comigo, pois sempre que me via com materiais pesados – como livros para devolver a biblioteca ou objetos que os professores pediam para buscar – Tae se oferecia a me ajudar a carregá-los. Nossa relação, depois de poucos meses, se tornou bastante próxima – conversávamos sempre que tínhamos a oportunidade nos intervalos entre as aulas e algumas vezes encontrava com ele na biblioteca para ajudá-lo com algumas matérias escolares – porém, essa proximidade não foi muito bem vista pela escola – ou até mesmo pelos meus amigos – e rapidamente começou a surgir boatos sobre mim por estar em companhia do popular “órfão delinquente” do bairro. Surgindo fofocas desde eu ter me tornado uma delinquente também, quando espalharem que a causa de alguns poucos incidentes fora de minha responsabilidade; apareceram até mesmo boatos d’onde Taehyung provavelmente me ameaçava e estava sendo usada por ele – e eu literalmente não queria imaginar em que sentido as pessoas estavam insinuando isso. Meus pais, obviamente, não gostaram desses boatos e logo quando chegou aos ouvidos deles – o que numa cidade pequena como esta, fofocas eram espalhada bem rapidamente – me fizeram prometer que não me encontrasse com tanta frequência com um garoto que tinha tão má reputação. Todavia, me afastar de Taehyung, não evitou que aquilo acontecesse.

 

(...)

 

Havia mais ou menos uma semana que eu mal trocava alguns poucos acenos com Taehyung na escola, paramos de nos encontrar no refeitório para conversar e eu pedi a ele que não mais me acompanhasse de volta para casa, e foi exatamente neste mesmo caminho que teve este ocorrido.

  Tinha ficado um horário a mais na escola, tanto para participar do conselho de classe quanto porque era o dia do qual eu era responsável pela limpeza da sala de aula – e se eu estivesse com Tae, sem dúvida teria terminado tudo somente com o terço do tempo que gastei, talvez eu tenha ficado mal-acostumada – o que me fez sair bem mais tarde da escola que o usual.

   O caminho entre minha casa e a escola do centro da cidade era simples: atravessava toda a avenida principal e logo depois, para chegar ao meu bairro, tinha de passar por um terreno baldio como atalho – assim que fui acostumada para não perder tempo com o caminho mais longo – era um antigo costume que tinha, e por muitos passarem por lá e como nunca ouve nenhum incidente que se tivesse noticia, nunca tive receio de mudar meu caminho. Porém, quando cheguei no local – já um pouco incomodada com a falta de iluminação, por ser um fim de tarde – não vi o lugar tão vazio quanto de costume.

   Notei que eram alguns garotos do terceiro ano da minha escola – alguns deles sendo até mesmo da minha sala – porém, não me surpreendi tanto, já que alguns deles realmente moravam no mesmo bairro que eu, então não havia nada de tão inusitado, até que percebi aqueles dois garotos em particular – aqueles mesmo rapazes que vi brigando com Taehyung a meses atrás – e vi que algo estava errado, e, quando estes mesmo me notaram olhando para eles, devolveram para mim alguns sorrisos falsamente simpáticos. Algo daria errado.   

 

“Olhem o que temos aqui pessoal. ” Um destes mesmos garotos falou, chamando a atenção dos outros sete. “Se não é a protegida do Taehyung. ” Ainda falava com um sorriso no rosto enquanto saía de cima de um entulho de metal d’onde estava sentado.

 

“Nós estávamos esperando por você, belezinha. ” Um outro garoto, do qual eu não conhecia, continuou a fala para depois ouvir todos começarem a rir –  provavelmente da minha expressão conturbada – e o garoto que acabara de falar se aproxima mais de mim, segurando minha mão, levantando-a numa pose irônica como se fosse fazer menção de beija-la. “Prazer. ”

 

“Então. ” Afastei rapidamente meu braço da mão do rapaz, obviamente me incomodando com o contato, já tendo receio o suficiente que aquela situação poderia ficar perigosa. “.... Com licença. ” Tentei desviar do garoto a minha frente, porém, − mesmo que conseguisse – notei mais outros quatro garotos barrando a passagem e o primeiro rapaz – que parecia ser o mais velho dentre eles – me segurou pelo braço.

 

“Calma, gata. ” Teve força o suficiente para me virar até que eu ficasse de frente para ele. “Pra quê a pressa? Nós ainda nem começamos a conversar. ” Continuou a falar num falso tom amigável. “Você é a namoradinha do Taehyung, não é? ” Fez uma pausa, passou a me observar como se estivesse me avaliando. “... Ele tem muito bom gosto. ” Tentou aproximar a mão do meu rosto, porém, em defesa, eu afastei o seu toque com um tapa. Ouvi em resposta um coro de vaia vindo dos outros garotos; o que claramente acabou irritando o rapaz a minha frente, que instantaneamente parou de sorrir e passou a me encarar com um olhar irritadiço. “.... Sabe, eu estava pensando em só usar você com isca, já que a um bom tempo aquele seu namorado estupido vem evitando a gente... ” seu tom de voz mudara drasticamente. “.... Mas como você quer dar uma de má educada... ” fez uma pausa, enquanto eu via-o tirar apressadamente o casaco que estava usando, arregalei meus olhos o que acabou fazendo-o rir. “Não fará nenhuma diferença brincar com você um pouquinho. ”

 

   Ouvi uma serie de assobios em seguida. Senti que sem dúvida algo muito ruim iria acontecer – e minha mente ficava em branco imaginado o pior.

   E no momento que fui empurrada em direção ao chão entendi a real noção do quanto estava perdida. Comecei a me debater enquanto só podia assistir com terror o rapaz ficar acima de mim, expondo o seu sorriso maldoso, pressionei meus olhos, amedrontada com o que poderia vir e não me perturbar ainda mais com a cena; Porém, passou-se alguns segundos e tudo que pude ouvir fora um banque surdo, seguido por uma batida contra metal.

   Abri os olhos e vi um braço estendido em minha direção, e, quando olhei para cima, pude ver Taehyung olhando no sentido ao monte de ferro velho ao lado, segui o seu olhar e pude ver o rapaz que antes estava sobre mim, caído em meios aos entulhos. O resto dos garotos correram para socorre-lo enquanto Tae me ajudava a levantar.

 

“Ao menos essa isca inútil serviu para alguma coisa. ” O garoto – pelo que ouvi dos garotos gritando, se chamava Jinho – afastava seus colegas, não querendo aparentar o quão visivelmente tinha se machucado com a queda. “Irei lembrar muito bem de você, belezinha, quando quiser prestar contas com esse outro imbecil ao seu lado. ” Piscou para mim quando terminou sua ameaça e depois disso vi todos os outros se reunirem ao redor dele.

 

“Vamos.... Vamos embora daqui Tae. ” Falei puxando o braço do mesmo de forma um tanto assustada, porém, Taehyung não moveu um músculo se quer. “Vamos Taehyung, você não precisa brigar com nenhum deles, você é melhor do que isso, você não precisa. ” Insisti, porém, somente recebi um murmúrio inaudível como resposta.

 

“.... Vai embora. ” Foi a única coisa que consegui compreender dentre os seus murmúrios.

 

“O que? ” Indaguei estridente, ele não podia estar pensando em se entregar para um bando de vândalos. “Eu não posso te deixar sozinho aqui, você vai se machucar... ou coisa pior. ” Não era porque ele tinha fama de delinquente que ele deveria agir como um, ouvia murmúrios dos garotos fazendo chacota, porém, não dei atenção. Somente queria convencer meu amigo a sair logo dali. “.... Tae, vamos log-. ”

 

“Eu já disse para ir embora! ” Gritou ainda de costas para mim – e foi acompanhado por um coro de uivos dos rapazes que estavam próximos – e acabei me assustando, Tae nunca tinha falado comigo daquela maneira. “Será que não consegue entender nem mesmo isso, sua inútil?! Nem de distração você serve e você acha que pode me ajudar em alguma coisa, só porque sabe usar um kit de primeiros socorros?! ” Ele se virou para mim, mostrando uma expressão ríspida me observando boquiaberta. “Só vaza daqui.... Já me abusei de você. ”

 

    Eu não podia acreditar no que tinha ouvido, era simplesmente surreal demais. Que tudo aquilo fosse de propósito, me transformando em bode-expiatório para que pudesse se responsabilizar por parte de sua culpa, que ele estava somente fingindo ser uma boa pessoa em minha companhia, que –

   Não tinha certeza, se fora pela adrenalina ou por simplesmente abrirem passagem para mim que consegui fugir daquele lugar, mas enquanto corria para casa, fiquei decida a não mais permitir ninguém se divertir as minhas custas novamente.

 

(...)

 

   Depois daquele dia – quando acabei tendo um choque de realidade do qual de uma forma ou de outra tive de lidar – tudo voltou ao seu normal, ou até melhor, já que não precisava mais me preocupar com um delinquente meia boca qualquer. Ainda via Taehyung na escola – com seu antigo grupo de colegas – não nego ainda poder sentir seus olhos me observarem vez ou outra, mas nada que eu não pudesse ignorar, e também não fora algo que tive de me preocupar por muito tempo.

    Já estava terminando o ensino médio e logo sairia da cidade para fazer minha graduação – o que deixou minha família particularmente surpresa, pois nunca tinha comentando sobre essa possibilidade, mas não era como se uma cidade do interior me desse muitas possibilidades – e logo, logo não manteria contato com indesejáveis.

 

(>>>)

 

Isso que eu tinha pensado. Mas depois de tanto tempo tomando cuidado para evita-lo em todas as minhas visitas a cidade, aqui estava ele, bem na minha frente, com aquele sorriso petulante no rosto.

 

“ Nossa, é assim que você trata seus velhos amigos? ” Indagou de forma inocente e antes que eu conseguisse evitar, pegou a cesta de minhas mãos e passou a carrega-la.

 

“.... Mas que audácia... ” murmurei irritada enquanto pegava a força minha cesta de volta. “.... Você nunca foi meu amigo, Taehyung. ”

 

“Se não éramos amigos… ” ainda falava com um sorriso divertido. “.... Então quer dizer que, minha paixão platônica... ” continuava sorrindo enquanto colocava uma caixa de cereal em minha cesta. “.... Era, na verdade, recíproca? ” Finalizou se virando para mim, fazendo um estupido bico sugestivo. “Deveria ter falando antes, se gostava tanto de mim assim... ” Desde quando ele passou a ser tão insolente assim? Apenas o empurrei e voltei a ignora-lo.

 

“O quê? ” Indagou falsamente. “Está preocupada que seu irmão possessivo também venha tirar satisfação comigo? ” Pôs as mãos ao peito como se estivesse alarmado. “Não se preocupe, você pode fazer o que quiser comigo e eu não direi uma palavra. ” Piscou para mim de forma travessa. Era inacreditável sua cara de pau. “Aliás, minha vaga de namoro ainda está aberta. Não precisa ficar com medo que seu irmãozinho fique entre nós dois, gracinha. ” Somente o deixei falar sozinho enquanto continuava as compras. “Se bem que Jungkook é uma fofura quando irritado, então, não conseguiria manter em segredo por muito tempo, caso ficássemos juntos. ” Disse, e notei seu rosto perto o suficiente para ficar no meu campo de visão enquanto eu pegava um achocolatado. “.... Tipo, uma despedida, sabe. ” Pausou a fala e continuou num tom mais baixo. “Seria bem legal. ” Finalizou já me acompanhando em direção ao caixa.

 

Continuei a ignorá-lo enquanto passava os produtos no caixa e pude aproveitar esses poucos minutos de silêncio do garoto persistente ao meu lado.

   Sorri para o velho senhor como despedida antes de sair do mercado, para logo em seguida ver Taehyung vim apressado em minha direção. 

 

“Não vai se despedir de mim também...? ” Perguntou. E ao olhar para o seu rosto, acabei relembrando de uma daquelas expressões piedosas que ele já me mostrara há anos atrás, o que me fez baixar a guarda momentaneamente. “.... Por favor. ” E neste momento senti sua palma repousar em meu rosto.

 

   Encarei o seu rosto, que estava com um olhar tão pedinte, e antes que percebesse, pus minha mão sobre a dele por alguns segundos, mas senti que se demorasse mais um pouco, poderia me sensibilizar, então afastei sua mão levemente, porém a segurei por poucos instantes.

 

“.... Adeus Taehyung. ”  Apertei seus dedos suavemente e antes que pudesse solta-los o vi puxar minha mão para o seu próprio rosto e logo em seguida depositar um beijo na mesma.

 

“Adeus. ” Respondeu com a voz mais grave que o normal, me observando ainda sem reação à sua frente.

 

   Respirei fundo e relutantemente me virei, passando a caminhar rapidamente, decida a não olhar para trás, pois se o fizesse, se eu cedesse por mais um segundo, sem dúvida acabaria me rendendo àquele sentimento novamente.

(***)

N/A: eu não pude evitar que a história tenha ficado um pouco dramática, deixei o contexto amplo para que vocês tirem suas próprias conclusões, afinal, só apresentei um ponto de vista, vai saber se ele é o certo o não, vocês que decidem. O que acharam disso tudo? não posso prometer nada, mas eu fiquei extremamente tentada a escrever uma long super treta com esse enredo, mas foi muita pressão para o coração, mas que sabe tenho coragem de um bônus?

Enfim, espero que tenham gostado e caso se interessem pela continuação da saga, por favor, sigam meu perfil para serem notificados, já as histórias serão publicadas separadamente.

~MelindaClemente

20 de Septiembre de 2018 a las 20:51 0 Reporte Insertar 2
Fin

Conoce al autor

Melinda Clemente | multifandom| |pt / eng| "escrevendo coisas aleatórias, mas tentando fazer o melhor possível mesmo que seja perda de tempo." /+/ twitter ; wattpad ; spiritfanfics ; picsart

Comenta algo

Publica!
No hay comentarios aún. ¡Conviértete en el primero en decir algo!
~