Às Quintas-Feiras Seguir historia

mikokira Annie Hyeshi

Durante anos, as pessoas daquela pequena cidade do interior continuaram acreditando que, a mulher que pensasse em um padre como homem ou que dormisse com ele, tornar-se-ia a Mula sem Cabeça, contudo, jamais saberiam o verdadeiro motivo das feridas que aquele Padre carregava. MirGome | Desafio Sítio do Pica-Pau Amarelo | Folclore | Mula Sem Cabeça | AU | Angst


Fanfiction Anime/Manga Sólo para mayores de 18.

#drama #folclore #au #angst #desafio #deathfic #tragédia #inuyasha #universo-alternativo #heterossexualidade #pirlimpimpim #Kagome-x-Miroku #MirGome #Mula-Sem-Cabeça
Cuento corto
5
5196 VISITAS
Completado
tiempo de lectura
AA Compartir

Após O Terceiro Cantar do Galo



Notas: Esta fanfic foi feita para o desafio Sítio Do Pica-Pau Amarelo.
A lenda que escolhi foi a da Mula Sem Cabeça.



Quando viu o estado da garota em sua frente, dona Maria mal pôde acreditar no que seus olhos de pouca visão lhe mostravam.


A jovem estava suja de lama e haviam feridas por todo seu corpo, acompanhadas de um vestido quase que completamente rasgado e um cabelo desgrenhado. Abaixo dos olhos da menina era possível notar as olheiras que, segundo a senhora, tratavam-se de uma noite mal dormida.


Se Maria não a conhecesse, diria que era uma pessoa das ruas.


— Por Deus, criança! Você está toda machucada, onde esteve? — perguntou-lhe assustada.


— Bom dia, dona Maria! — ela sorriu abertamente. — Ah, isso? É que sai hoje bem cedo para colher flores e levá-las até o túmulo de meus pais, mas ao invés disso acabei caindo de um barranco e rolando até o rio. — a jovem sorria como se aquilo não fosse nada demais, como se tivesse sido apenas um tombo.


Maria era uma idosa de sessenta e poucos anos, viúva, que nunca conseguira gerar um único filho, devido a um problema de saúde, contudo tinha um grande apreço por aquela menina, tratava-a como uma filha que nunca teve. Por isso, a preocupou tanto vê-la naquele estado. Dera graças a Deus por não ter sido algo mais grave.


— Venha, eu vou lhe ajudar com o banho — disse adentrando em sua casa e indo em direção ao banheiro. — Não me assuste mais desse jeito, Kagome. Onde já se viu? Entrar na mata sozinha e de madrugada! Enlouqueceu, é?


— Me perdoe, realmente não fiz por mal — desculpou-se um tanto envergonhada.


A idosa suspirou e, em seguida, ajudou Kagome a retirar suas roupas.


Como haviam muitas feridas, a mulher teve que passar o pano umedecido com cuidado pelo corpo da jovem, enquanto reclamava com ela sobre o quão desajeitada ela havia sido por causar aquilo a si mesma. Kagome apenas ouvia tudo quieta.


Antes não fora capaz de pensar muito na dor, contudo, agora que estava mais relaxada, pôde perceber o quanto seus ossos doíam. Era quase como se tivesse carregado baldes cheios de água — acompanhada de algumas surras de cipó — durante horas sem descanso.


Estava exaurida.


Quando terminou de se lavar, Kagome, com a ajuda de Maria, vestiu-se adequadamente com um vestido que a mulher fora buscar em sua casa, já que ambas eram vizinhas. O tecido era branco, com babados e mangas longas que cobriam seus braços e iam até seus pulsos. Uma tentativa de esconder os arranhões contidos em sua pele, a idosa pensou. Por sorte, não haviam tantos em seu rosto.


Após toda a ajuda, a garota agradeceu e em seguida fora convidada para tomar café da manhã, já que não tinha comido nada ainda.


Kagome morava sozinha, já que seus pais haviam falecido quando tinha apenas treze anos de idade, e como não tinha outros parentes, algumas pessoas, como dona Maria, a ajudavam caso precisasse. Eram todos muito generosos com ela.


A moça não tinha muito, apenas uma humilde casinha e um pouco de terra, que seus falecidos pais a deixaram. Todos ali tinham um grande apreço pela jovem órfã e alguns até mesmo a tratavam como se fosse uma filha. Sabiam muito bem o quanto ela sofrera com a ausência de sua família.


Às vezes, quando se sentava na calçada de sua casa e observava as famílias brincando com seus filhos e netos, sentia saudades de seus pais e do pouco de infância que teve ao lado deles. Depois que eles morreram, teve que abdicar-se completamente das brincadeiras e crescer o quanto antes. Teve de se tornar uma mulher dona de casa com apenas quinze anos.


— Bem, estou indo à missa, me acompanha? — A idosa perguntou.


Kagome a olhou por alguns segundos. Em sua cabeça, travava uma batalha de vida ou morte para responder aquela pergunta, entretanto, aquela luta não demorou muito. Lembrou-se da pessoa que estaria lá e não tardou para responder à mulher.


— É claro, vamos!


***


A igreja era uma construção simples, pintada em branco com adornos amarelos e um pequeno crucifixo de madeira em seu topo. O interior do local era singelo, não cabiam todas as pessoas daquela cidade pequena, mas realmente não importava para quem queria estar ali. Nas paredes, haviam alguns quadros que representavam passagens da bíblia com salmos escritos nas pinturas; bancos de madeira devidamente enfileirados tanto na direita quanto na esquerda e à frente, o altar onde o padre ficava, cercado de velas acesas e estátuas de alguns santos, incluindo, é claro, Jesus e Maria.


Kagome estava sentada bem na frente, junto de dona Maria, pois queria ser capaz de observar bem de perto o padre. E, não, não era para absorver as palavras do homem santo com mais facilidade. Não era para sentir-se mais próxima de Deus e, muito menos, para rezar, o que era o certo a se fazer naquela ocasião. Entretanto, os motivos para a jovem ir à igreja eram outros.


O homem que estava diante de todas as pessoas naquele altar era o verdadeiro motivo para as noites de quinta-feira mal dormidas da moça.


Miroku era um padre jovem que assumira aquela igreja pouco mais de três anos e era o único homem o qual Kagome abria-se verdadeiramente. Quando perdeu seus pais, ela passou a ir cada vez mais à igreja, a fim de ter algum conforto em sua vida. Desde seus treze anos a menina ia ao confessionário e conversava com aquele padre tão gentil e prestativo. Ela falava sobre seus medos, sobre suas dúvidas e pedia conselhos. Miroku, como o bom padre que era, os dava.


Com o passar do tempo, Kagome viu-se apaixonada por aquele homem. Admirava-o de todas as formas possíveis, principalmente, por suas virtudes, o que, claro, era um grande erro. A garota sabia muito bem dos riscos que corria ao se apaixonar por um padre, todavia, não foi capaz de evitar aquele destino. Seu coração simplesmente não obedecia a sua mente e estava ficando cada vez mais farta de esconder tais sentimentos. Mas o que poderia fazer? Não poderia contar a ele. Sentia-se tão perdida e confusa que parou de ir à igreja durante um tempo e foi justamente nesse período que Miroku veio até sua casa para visitá-la.


O padre queria saber como a garota estava e por que ela não ia mais assistir as missas como sempre fazia. Estava temeroso pela saúde da garota, achava que algo sério estava acontecendo com a jovem.


Kagome tentou, mas não conseguiu esconder seus verdadeiros sentimentos. Contou-lhe tudo o que sentia, sem poupar as palavras. Ela própria se amaldiçoou várias vezes por sentir algo tão repugnante por aquele ser tão querido, mas eis que foi surpreendida com um ato que jamais, em toda a sua vida, poderia esperar de alguém como ele.


Miroku, aquele padre tão jovem que sempre lhe pareceu ser um amor inalcançável, havia a beijado. E, ao contrário do que deveria ser, Kagome sentiu-se nas nuvens. Foi como se as amarras que antes a prendiam, a soltassem imediatamente, trazendo uma leveza para seu corpo. Era uma deliciosa sensação impossível de ser descrita com palavras. Nem sequer teve tempo de absorver o que acontecia em seu redor, pois quando tratou de prestar atenção, já estavam ambos deitado sobre sua cama. Realizando o que viria a ser seu maior pecado e, consequentemente, desencadearia algo terrível que mudaria sua vida completamente.



Ao final da missa, a jovem esperou todos saírem e depois disse à dona Maria que precisava ficar mais um pouco, pois queria falar a sós com Deus. A mulher entendeu e seguiu seu caminho. Assim que a última pessoa saiu do local, Kagome foi para trás do altar e seguiu para a salinha onde seu tão amado Padre estaria. Bateu algumas vezes na porta e ele deu permissão para que entrasse.


Não precisou esperar muito para que aquele homem rapidamente se aproximasse dela e a beijasse como sempre o fazia.


O beijo dele era intenso e apressado, já que sempre tinham que fazer aquilo às escondidas. No entanto, Miroku era sempre muito gentil. Por mais que estivesse com pressa de tê-la para si, ele procurava controlar-se para não assustá-la e também, para que aproveitassem cada segundo daquele ato tão corrido.


Era com os toques carinhosos e corriqueiros em sua pele que a morena sentia que aquele homem era inteiramente seu. Era com as doces palavras sussurradas em seus ouvidos que ela podia ter total certeza do amor daquele ser à sua frente.


Ele era o único que poderia fazê-la feliz. Sem ele, sua vida perderia todo e qualquer sentido.


Após um longo e demorado ósculo, Kagome o observou beijar-lhe o pescoço. Sentiu um arrepio percorrer-lhe a espinha devido aquele toque e não pôde ser capaz de conter o pequeno gemido que veio a seguir. Instintivamente, ela levou as mãos até os cabelos negros do jovem Padre, acariciando-os como uma forma de incentivo.


Foi então que Miroku parou subitamente.


— Algum problema, meu Padre? — quis saber ela.


— Onde conseguiu estes arranhões? Parecem graves — indagou, um tanto assustado conforme passava os dedos levemente sobre as escoriações.


— Oh, isto? Não foi nada. Apenas caí enquanto andava pela mata atrás de algumas flores para meus pais. Não vi o barranco e acabei rolando morro abaixo. — Riu sem jeito.


— Por Deus, Kagome, você poderia ter se machucado gravemente! — disse preocupado, em seguida fitando-a. — Foi realmente isso que aconteceu, não é?


— É claro, meu Padre. Por que essa desconfiança?


— Não, não é nada. — Sorri. — Você nunca mentiria para mim, não é? – tratava-se mais uma afirmação do que uma pergunta.


Vendo isso, ela concordou com um breve aceno de cabeça e em seguida, teve seu queixo erguido e seus lábios tomados por Miroku novamente.


***


A semana passou em um piscar de olhos e Kagome estava sentada em sua cadeira, inquieta, pensando no que deveria fazer na noite do dia seguinte. Amanhã seria quinta-feira e, novamente, ela teria que passar por tudo aquilo. Era algo cansativo, ela admitia. Contudo, teria que continuar tentando até dar um fim nisso de uma vez por todas.


Infelizmente, os pensamentos da jovem foram interrompidos por uma conversa próxima à sua janela.


— Vocês ouviram? Eu soube por aí que alguém chegou a ver a Mula Sem Cabeça na mata na noite de quinta passada — disse uma mulher que aparentava ter seus trinta e poucos anos.


Kagome estremeceu.


— Valha-me, Deus! Então realmente tem alguma mulher da cidade que se apaixonou pelo nosso padre? — Uma idosa perguntou, claramente indignada com aquela afirmação.


— Parece que sim — confirmou a mulher que deu início a conversa, benzendo-se logo em seguida. — Não sei como alguém pode ser capaz de enxergar um servo de Deus como um homem qualquer. Se eu fosse essa mulher, teria até vergonha de andar por aí.


— Ah, pois se eu descubro quem é, dou-lhe uma surra tão bem-dada que ela nunca mais olharia para um padre na vida! — comentou uma terceira mulher que havia chegado há poucos segundos.


— Uma pessoa dessas merece ser queimada no fogo do inferno, isso sim!


Quando as três se afastaram, a morena pôde sentir o sangue voltar a circular em seu corpo. Teve que sentar-se na cadeira mais próxima ou então correria o risco de desmaiar devido a pressão que havia baixado.


Precisava se apressar o quanto antes. Não poderia errar daquela vez.


***


Era noite de quinta-feira, alguns moradores da pequena cidade puderam ouvir os relinchos sobrenaturais acompanhados dos gemidos sofridos e os barulhos de animais ao longe. Também era possível ver uma enorme clareira mata adentro, o que deduziram ser chamas. Alguns, já sabendo do que se tratava, entraram em suas casas, a maioria mulheres, crianças e idosos.


A mata não era tão longe assim, o que apenas contribuía para que o medo de todos aumentasse.


Somente um único ser era capaz de reproduzir aqueles tipos de sons e causar aquele tipo de alvoroço: a Mula Sem Cabeça.


Ao descobrirem que havia uma bem de baixo de seus narizes, os homens não pensaram duas vezes antes de ir atrás do animal infernal. Pegaram foices, facas, martelos e qualquer outra coisa que pudesse ser capaz de abater aquele bicho.


Uns o viram, mas ao se depararem com sua forma horrenda, não conseguiram se aproximar e acabaram recuando com o rabo entre as pernas.


Os outros que sobraram, passaram a noite tentando acertar o bicho e tirar, nem que fosse uma gota, de seu sangue, mas a Mula não era boba. Não dava chance. Avançava, dava coices e tacava fogo em tudo, o que fez com que os valentes logo desistissem, ou então correriam o risco de serem queimados vivos.


***


Ao terceiro cantar do galo, Kagome estava caída no chão da mata, novamente machucada. Contudo, desta vez os ferimentos eram um pouco mais profundos do que os das noites anteriores e devido a este fato, a jovem acabara desmaiando ali mesmo, próxima a margem do rio.


Um dos homens do grupo que seguia a trilha de volta para casa avistou a garota caída, tratando logo de chamar os outros companheiros e ao depararem-se com o estado em que a mesma se encontrava, não restaram mais dúvidas.


***


Antes de acordar, a jovem sentiu seu corpo dolorido, além de um aperto em seus pulsos e pés, como se estivessem amarrados. Quando abriu os olhos, viu-se toda amarrada em uma espécie de poste de madeira com uma multidão ao seu redor. Em uns, era possível ver expressões de desgosto e em outros, havia um olhar penoso, mas, acima de tudo, nada predominava mais do que a raiva naquele local.


— O que está acontecendo? Por que estou amarrada? — perguntou, desesperada.


— Kagome, minha querida, é verdade? — Dona Maria indagou, com um olhar carregado de decepção.


— O que é verdade? Eu não compreendo!


— Você é a Mula Sem Cabeça! — gritou uma mulher ao fundo.


— Nós já sabemos de tudo! — Dessa vez, foi um homem.


Kagome se desesperou ainda mais.


— Não! Por favor, ouçam! Eu não…


Antes que pudesse concluir sua explicação, ela avistou Miroku vindo na direção da multidão, acompanhado de mais dois homens. Um sorriso surgiu nos lábios da garota, afinal, era seu Padre que estava ali. Ele certamente a salvaria como o bom servo de Deus que ele é.


— Veja, Padre! A encontramos esta manhã, caída próxima ao rio. Ela estava toda ferida, então não tivemos dúvidas. É ela!


Miroku a mirou com os olhos arregalados, sem saber que espécie de reação deveria ter naquele momento tão delicado. Kagome estava presa a um poste de madeira como se fosse a pior de todas as pecadoras. Estava machucada, contudo, mesmo com tudo aquilo, ela mantinha o sorriso em seu rosto. Claramente mostrando o quão feliz estava em vê-lo.


— Padre, por favor, conte-lhes que não sou a Mula! — Ela pediu, um pouco fraca devido a toda aquela exaustão. — Eu jamais poderia ser, não é?


Ao olhar no fundo daqueles olhos cristalinos, ele foi capaz de entender o que acontecia. Ele entendeu do que se tratavam todos aqueles arranhões pelo corpo da jovem. Caminhou até sua direção e somente parou quando já estava a uma distância razoável. Levou a mão até sua cabeça e acariciou levemente.


— Ah, minha criança… — dizia calmamente, com pesar em seu olhar. — Você realmente foi capaz de cometer um pecado como este? — Ele pôde ver a confusão nos orbes azuis e mesmo assim continuou. — Você terá que pagar por seus pecados, Kagome.


Kagome estremeceu, sentindo a mão de seu amado afastar-se junto dele. De repente, sentiu um vazio inexplicável dentro de si.


— Então… é assim que é? — questionou, de cabeça baixa. — Não contará a verdade a eles? Irá realmente deixar que eles continuem acreditando nesta versão tola com o passar dos anos apenas para se salvar, padre? — seus olhos se enchiam de lágrimas à medida que Kagome percebia a real situação em que se encontrava.


Ela o amava tanto. Entregara-se àquele homem de corpo e alma, como qualquer outra mulher devota poderia fazer e mesmo assim ele estava fazendo aquilo com ela? Mesmo com tudo isso, ele a deixaria morrer? Seu medo era tão grande a ponto de sobrepor-se ao seu amor ou simplesmente nunca houve amor desde o começo?


Ela pôde sentir o líquido alcoólico molhar seu corpo, mas estava tão chocada com a traição de seu amado que nem sequer percebeu o fogo aproximando-se de seus pés. Estava em completo estado de inércia, onde não tinha forças para se mexer ou simplesmente gritar.


Queria contar a verdade para todas aquelas pessoas, mas de que adiantaria? Seria sua palavra contra a de um servo de Deus. Jamais acreditariam nas palavras proferidas por uma mulher, ainda mais uma pecadora como ela, não é?


O calor do fogo abaixo de seus pés fez com que Kagome acordasse de seu transe.


— Padre. — Ela o chamou, antes que as chamas a alcançassem. — Espero com todas as minhas forças que a culpa o corroa eternamente daqui até o inferno. — Foram suas últimas palavras antes de sentir seu corpo sendo queimado.


Não foi algo agradável de se presenciar. Os gritos altos e desesperados podiam ser ouvidos ao longe. Seu desespero em escapar causava completa agonia em que olhasse demais. Ela debatia-se, mas nada adiantava. Algumas pessoas choraram pela garota e outras apenas conseguiram ser frias o bastante para soltarem um: “Bem feito. É isso que acontece com quem peca”.


Kagome conseguiu olhar para Miroku uma última vez e ao vê-lo juntar as duas mãos, ela gritou:


— NÃO OUSE REZAR PARA MIM, PADRE!


***


— Padre Miroku, não terá missa hoje à noite?


O velho homem de oitenta e poucos anos sorriu tristemente para o pequeno menino a sua frente. Ele acariciava o braço cheio de cicatrizes causadas pelo tempo.


— Não, meu pequeno. Hoje é quinta-feira. Mas, amanhã, após o terceiro cantar do galo, certamente já estarei aqui.


Durante anos, as pessoas daquela pequena cidade do interior continuaram acreditando que, a mulher que pensasse em um padre como homem ou que dormisse com ele, tornar-se-ia a Mula sem Cabeça, contudo, jamais saberiam o verdadeiro motivo das feridas que aquele Padre carregava.

17 de Septiembre de 2018 a las 19:15 8 Reporte Insertar 4
Fin

Conoce al autor

Annie Hyeshi 21 / Ficwriter / Ficreader / Capista do blog Animes Design Hufflepuff / Otaku / InuYashaTrash / A.R.M.Y / MooMoo / BABY / BLINK / OneOkRockFan / AllKagome, KageHina, KuroTsukki, BokuAka, BoKuro, KuroAka, DaiSuga, IwaOi Shipper / Suga Ultimate Biased / Taegi, Yoonkook, Taekook & Jihope shipper (bem encubada) Pedidos de capas somente no Animes Design.

Comenta algo

Publica!
Inkspired Brasil Inkspired Brasil
Olá! Primeiro de tudo, queremos nos desculpar pelo atraso no comentário e garantir que faremos o possível para que isso não se repita. QUE PLOT TWISTE!!! A forma como você fez todos nós acharmos que a mula era a garota foi impressionante. É impossível ler essa história e não terminá-la chocada com a revelação que ela traz, quem diria que a mula na verdade era o padre? Nós não diríamos. Hahaha. A parte em que a Kagome pede para que o padre diga a verdade para todos e ele resolve incriminá-la foi bem chocante. Ela o amava tanto e mesmo assim ele decidiu deixá-la morrer queimada por causa de uma coisa que ele mesmo causou. Você usou muito bem a sua lenda e a história foi muito gostosa de ler. Parabéns por ter cumprido e desafio e obrigada por compartilhar a sua história com a gente. Até a próxima! <3
22 de Febrero de 2019 a las 10:57
Nathalia Souza Nathalia Souza
Olá! Eu amei, simplesmente amei. Criticar a sociedade com uma base folclórica é algo incrível, gostei muito da maneira que fez isso. Olha, com muita raiva do padre e chorando por Kagome. Beijos e até, parabéns!
22 de Septiembre de 2018 a las 15:41

  • Annie Hyeshi Annie Hyeshi
    Aaaaa, muito obrigada, fico muito feliz que tenha gostado e mais ainda por compreender a crítica =333 Obrigada por comentar, flor <3 27 de Septiembre de 2018 a las 18:51
Yasu Wada Yasu Wada
Que ódio que estou desse padre! Ele foi um escroto por fazer isso com a Kagome . Mudando de assunto, fiquei sem palavras quanto ao enredo de tão impressionante que ficou. Parabéns Annie a sua história ficou incrível!
21 de Septiembre de 2018 a las 16:44

  • Annie Hyeshi Annie Hyeshi
    Anwww, obrigada moça, fico feliz que tenha gostado e obrigada por comentar =333 É, imagino que tenha ficado com ódio, fiz ele assim pras pessoas o odiarem mesmo LXOERIJFXLOERJIF pelo visto funcionou -qqq 22 de Septiembre de 2018 a las 11:12
Kaline Bogard Kaline Bogard
Olá!! Segunda história que leio sobre a mula nesse desafio e me sinto muito feliz! Você resolveu trabalhar um fandom! Tem um ar de coisa que acontece em anime mesmo: a criança que perde os pais e cresce sozinha, recebendo apoio dos moradores. Senti o clima de cidade do interior, onde a crendice é mais forte. Achei engraçado usar o "Maria" para um personagem num contexto oriental. Algum motivo em particular? Pergunto só por curiosidade. Eu não sabia o que esperar... confesso que desconfiei bastante da Kagome, mas me surpreendi com o twist do enredo! CARACA! A vida tem muito disso: as pessoas tem certeza de algo e fecham os olhos para tudo o mais. Que final, fiquei penalizada pela Kagome. Só uma observação: algumas frases do texto ficaram coladas, isso tirou um pouco da estética do texto. Acho que se editar resolve! Parabens por participar do desafio.
19 de Septiembre de 2018 a las 07:58

  • Annie Hyeshi Annie Hyeshi
    AAAAAAAA Que bom que gostou, fico muito feliz! Sim, eu resolvi trabalhar com um fandom de anime (ainda mais um tão flopadinho quanto InuYasha. ) Eu meio que já esperava um flop, mas quis participar com ele mesmo assim, pois me sinto mais confotavell para escrever. <3 É, a ideia era trazer um clima bem interior mesmo, onde as crenças são muito fortes, ainda mais o machismo, que foi o que me fez bolar este plot twist. Antes de escrever a fanfic conversei com uma amiga sobre o quão machista essa lenda era, então quis mostrar uma outra "verdade". Se ambos "dormem" juntos, pq somente a mulher é amaldiçoada? Pq não só o Padre ou os dois? Sabe, não faz sentido, ele que é o servo de Deus -qqq Foi muito doloroso fazer isso com meu bb, tive que fazer as pessoas acreditarem que ela que era a Mula e depois ainda matarem ela - chora - Tudo isso pra mostrar a forte presença do machismo e da crendice. Bem, é isto, obrigada por ler e comentar =333 Sobre as falar: Foi culpa da formatação do Inks mesmo, só me dei conta meio que agora e.e Obrigada por avisar <3 ) 19 de Septiembre de 2018 a las 08:44
  • Annie Hyeshi Annie Hyeshi
    Ah, sobre a "Maria", não há um motivo especial, apenas quis trazer mais veracidade para a história, sabe? É uma cidazinha do interior do Brasil, então quis deixar em Japonês apenas os nomes dos principais mesmo, é isto. =3 19 de Septiembre de 2018 a las 08:49
~